Jovem Pan encerra “demissão” de Adrilles Jorge
Durou cerca de 40 dias a “demissão” do ex-BBB Adrilles Jorge do cargo de comentarista da Jovem Pan. Ele havia sido afastado do canal após encerrar sua participação num programa com uma suposta saudação nazista. Adrilles vai integrar o “Morning Show”, programa multiplataforma transmitido pela emissora e pela rádio Jovem Pan FM, a partir de segunda (28/3). “Voltei para a Jovem Pan e acho que não deixa de ser, não um reconhecimento de um erro, mas um reconhecimento de que o cancelamento que foi feito contra mim foi absolutamente covarde e maluco”, disse ele ao site NaTelinha, nesta sexta-feira (25/3). Colunistas especializados em TV sugeriram que a demissão nunca se materializou de fato, pois Adrilles teria continuado a receber pagamentos e a frequentar as dependências da Jovem Pan. Além do gesto que culminou em sua “demissão”, ele é conhecido por ser desrespeitoso, gritar e interromper colegas e convidados ao vivo. Vale apontar que não é a primeira vez que a Jovem Pan “demite” e “recontrata” um comentarista envolvido em polêmica. O mesmo aconteceu em 2020 com Rodrigo Constantino, após uma fala controvertida sobre estupro.
Johnny Depp tem derrota judicial em processo contra Amber Heard
O processo multimilionário de Johnny Depp contra Amber Heard por difamação sofreu uma grande derrota antes de chegar ao tribunal. Há menos de um mês do começo do julgamento, o ator teve sua principal linha de argumentação implodida numa audiência preliminar. Depp escolheu processar Heard em Virgínia, porque se trata do estado menos simpático à adoção de uma medida judicial conhecida como anti-SLAPP. A sigla SLAPP significa Litígio Estratégico Contra a Participação Pública em português. Em resumo, SLAPP é uma ação legal que pretende interromper quaisquer atividades ou manifestações públicas contrárias aos interesses da pessoa ou organização representada em processo. O caso de Depp contra Heard foi todo baseado num artigo escrito pela atriz para o jornal Washington Post, em que ela abordava violência doméstica. A ação, no valor de US$ 50 milhões, alega que ex-esposa difamou o ator, enquadrando-se tipicamente como um processo SLAPP. Entretanto, a juíza da Virgínia Penney Azcarate decidiu nesta quinta (24/3) contra a moção de julgamento sumário de Depp, e disse que Heard pode se valer do estatuto anti-SLAPP sobre o assunto. Para entender o que isso significa, é importante destacar a ironia representada pela decisão judicial. Graças à atenção trazida pelo processo de US$ 50 milhões, aberto por Depp em março de 2019, o estado de Virgínia mudou seu enfoque favorável a ações de SLAPP para fortalecer a aplicação da medida anti-SLAPP sobre manifestações públicas. Agora, o estado garante imunidade de responsabilidade civil para declarações sobre assuntos de interesse público, que estariam protegidos pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA – que aborda a Liberdade de Expressão. A juíza Penney Azcarate disse textualmente nesta quinta que o artigo de Heard no Post sobre violência doméstica tem equivalência a uma questão de interesse público. Isso é vital para a atriz, pois reformula toda a disputa legal. Com isso, os advogados de Heard podem argumentar que ela estava exercendo sua liberdade de expressão para abordar um tema de interesse público: a violência doméstica. E isso prejudica frontalmente a estratégia legal de Depp para o julgamento, que está programado para começar em 11 de abril. Para piorar o caso do ator, Heard não incluiu o nome do ex-marido em nenhuma linha do artigo. Ela apenas afirma ter sido vítima de abusos em diferentes ocasiões ao longo da vida O processo é todo baseado numa “sugestão” de envolvimento de Depp com violência doméstica – situação ligada ao divórcio tumultuado do casal, realizado num período em que Depp foi proibido de se aproximar de Heard, após ela aparecer com o rosto inchado por suposta agressão. A defesa do ator alega que o artigo teria lhe custado um papel lucrativo num potencial filme novo da franquia “Piratas do Caribe” – que até hoje, três anos depois da abertura do processo, nunca entrou em produção. Vale apontar ainda que os advogados de Depp também tentaram incluir o jornal Washington Post como réu ao lado de Heard, mas a Justiça alegou liberdade de imprensa para impedir que a publicação fosse a julgamento. Há dois anos, Depp perdeu um processo por difamação contra o jornal britânico The Sun, que o descreveu como um “espancador de esposa”. O julgamento em Londres não só confirmou que ele teria espancado a esposa como o fez perder – quanta ironia – um papel lucrativo num filme novo da franquia “Animais Fantásticos” – que ele já tinha começado a filmar quando foi substituído por outro ator, Madds Mikkelsen. Após Depp abrir o processo de US$ 50 milhões, Amber Heard contra-atacou com seu próprio processo, no valor de US$ 100 milhões. Os advogados do ator também foram derrotados nas tentativas de barrar a ação da atriz, que irá a julgamento logo em seguida. Será a primeira vez que Depp sentará no banco dos réus, já que ele iniciou os processos anteriores.
Justiça dá 48 horas para governo explicar censura a filme de Danilo Gentili
A juíza Daniela Berwanger Martins, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, determinou nesta quarta-feira (23/3) que o governo Bolsonaro se manifeste a respeito da censura determinada na semana passada contra o filme “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola”, escrito e estrelado por Danilo Gentili. A intimação foi dirigida à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, que terá 48h para prestar informações sobre o tema ao Judiciário. A ordem da juíza ocorre numa ação movida pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), representada pelo advogado Carlos Nicodemos. A entidade pede a suspensão da medida da Senacon, que estabeleceu multa diária de R$ 50 mil às plataformas de streaming que continuassem disponibilizando o longa — Globoplay, Telecine e Netflix não obedeceram a proibição. A censura foi feita após o Ministro da Justiça Anderson Torres afirmar que iria pedir “providências” contra o filme. O motivo seria uma cena de 1 minuto do filme lançado em 2017, que virou alvo de bolsonaristas nas redes sociais por conter uma referência à pedofilia. Vários bolsonaristas conhecidos, entre eles o secretário especial da Cultura Mario Frias, divulgaram integralmente a cena como denúncia, num paradoxo bizarro, sem terem seus perfis censurados pelas redes sociais.
The Offer: Trailer mostra bastidores mafiosos de “O Poderoso Chefão”
A Paramount+ divulgou novos pôster e trailer de “The Offer”, que faz os bastidores da produção de “O Poderoso Chefão” parecerem mais excitantes que o próprio longa. Não faltam cenas de violência, tensão, humor e dramaticidade, com destaque para a participação da máfia real no destino do filme que, como lembra a prévia, “quase não foi feito”. A minissérie de 10 episódios foi concebida por Michael Tolkin, roteirista de “O Jogador” (1992) e da recente minissérie premiada “Escape from Dannemora” (2021), e é baseada nas experiências nunca antes reveladas de Al Ruddy, o produtor do filme de 1972 – e também criador da cultuada série dos anos 1960 “Guerra, Sombra e Água Fresca” (Hogan’s Heroes). Sempre festejada como um marco do cinema, um dos maiores sucessos de bilheteria de todos os tempos e um consenso da crítica, a produção vencedora de três Oscars na verdade teve um desenvolvimento turbulento, com bastidores perigosamente conturbados. A história será contada com roteiros de Nikki Toscano (“Hunters”) e direção de Dexter Fletcher, que assinou “Rocketman” (2019) e finalizou “Bohemian Rhapsody” (2018). O elenco estelar destaca Miles Teller (“Whiplash”) no papel de Al Ruddy, Juno Temple (“Ted Lasso”) como sua secretária Bettye McCart, Colin Hanks (“Fargo”) como o executivo Barry Lapidus, Matthew Goode (“Watchmen”) como o lendário produtor Robert Evans, Giovanni Ribisi (“Sneaky Pete”) como o mafioso real Joe Colombo, Justin Chambers (“Grey’s Anatomy”) na pele do astro Marlon Brando e Dan Fogler (“Animais Fantásticos e Onde Habitam”) vivendo o cineasta Francis Ford Coppola, entre muitos outros atores. A estreia está marcada para 28 de abril.
Após ser esquecida, Rachel Zegler vira apresentadora do Oscar 2022
Após desabafar nas redes sociais que não tinha sido convidada para o Oscar 2022, a atriz Rachel Zegler, estrela de “Amor, Sublime Amor”, foi anunciada como uma das apresentadoras da premiação. O convite para apresentar um prêmio aconteceu após as redes sociais reagirem ao esquecimento da atriz pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Uma das mais irritadas, a co-showrunner de “One Day at a Time” e criadora de “With Love”, Gloria Calderón Kellett, tuitou um protesto direcionado à rede ABC, que produz e exibe a cerimônia nos EUA. “Ei ABC, você transferiu a única série latina que tinha para a Hulu e a Academia afirma querer abraçar a diversidade. Que tal nas raras vezes que o povo latino tem um filme indicado ao Oscar você convidar o protagonista? Os latinos são 18,5% deste país. Já chega!”, ela reclamou. Muitos outros reclamaram que pessoas que não fazem parte da indústria cinematográfica, como os esportistas radicais Tony Hawk e Shaun White, tinham sido convidados a apresentar prêmios, enquanto a protagonista de um longa indicado ao Oscar de Melhor Filme nem havia sido convidada para assistir ao evento. A atriz está atualmente em Londres, filmando a versão live-action de “Branca de Neve e os Sete Anões” para a Disney, e a produção precisará ajustar a sua agenda para acomodar a viagem da estrela até Los Angeles, onde a cerimônia do Oscar 2022 vai acontecer. Zegler fez sua estreia no filme dirigido por Spielberg, vencendo mais de 30 mil candidatas em testes para o papel de Maria. Além do remake live-action de “Branca de Neve e os Sete Anões”, ela vai aparecer a seguir na adaptação de quadrinhos “Shazam! Fúria dos Deuses”, da Warner Bros. A premiação do Oscar 2022 será realizada no próximo domingo (27/3) no Dolby Theater, em Los Angeles, com transmissão para o Brasil pela plataforma Globoplay e o canal pago TNT.
Disney+ se manifesta contra legislação anti-LGBTQIAP+ nos EUA
O braço digital da Disney resolveu se manifestar após o conglomerado se ver envolvido numa polêmica por ter doado quase R$ 1,5 milhão para campanhas de políticos que apoiam uma nova legislação anti-LGBTQIAP+ na Flórida, além de US$ 5 milhões para o projeto. Em meio à revolta de funcionários e acusações de censura nos desenhos da Pixar, a empresa se tornou cada vez mais dividida, com a Disney+ divulgando agora um pronunciamento contra a lei homofóbica. “A Disney+ apoia nossos funcionários, colegas, famílias, contadores de histórias e fãs LGBTQIAP+”, diz a nota postada nas redes sociais do serviço de streaming. “E denunciamos veementemente toda a legislação que infrinja os direitos humanos básicos das pessoas da comunidade LGBTQIAP+, especialmente a legislação que visa e prejudica os jovens e suas famílias”, continua o texto. “Nós nos esforçamos para criar um serviço que reflita o mundo em que vivemos, e nossa esperança é ser uma fonte de histórias inclusivas, empoderadoras e autênticas que nos unam em nossa humanidade compartilhada”, completa a postagem. A nota foi publicada no momento em que funcionários da empresa divulgaram no Twitter um pedido para que a Disney deixe de financiar políticos favoráveis a leis discriminatórias. O grupo intitulado Disney Do Better Walkout lançou um site oficial com uma carta de exigências e instruções para funcionários também aderirem ao protesto. “Fomos forçados a uma posição impossível e insustentável. Precisamos agora agir para convencer a Disney a proteger seus funcionários e suas famílias diante desse preconceito descarado e sem remorso”, diz o texto. Conhecido como “Don’t Say Gay”, o projeto legislativo apoiado pela Disney proíbe a “discussão sobre orientação sexual ou identidade de gênero nas salas de aula” até o terceiro ano do Ensino Fundamental, “ou numa forma que não seja apropriada para a idade ou para o desenvolvimento dos estudantes”. Além disso, caso seja sancionada, a lei permitirá aos pais processar as escolas ou os professores que abordem essas temáticas. A posição da Disney foi repudiada por Abigail Disney, sobrinha-neta do próprio Walt Disney (1901-1966), além de outros funcionários importantes do conglomerado. Com a reação interna, o CEO Bob Chapek afirmou que a Disney reverterá sua postura sobre a lei não só no estado do Flórida, mas também em todo o território dos EUA para desestimular novos projetos contra os direitos humanos. “Estamos comprometidos em apoiar a comunidade daqui pra frente”, sintetizou o CEO. Uma das consequências do posicionamento firme dos funcionários da Disney foi a recuperação de um beijo lésbico que havia sido cortado, por ordem da Disney, do próximo lançamento da Pixar, a animação “Lightyear” sobre o personagem Buzz Lightyear de “Toy Story”.
“And Just Like That…” terá 2ª temporada
A HBO Max renovou “And Just Like That…”, continuação de “Sex and the City” para a 2ª temporada. A produção foi considerada medíocre pela crítica internacional (49% de aprovação no Rotten Tomatoes) e lamentada por Candace Bushnell, autora que inspirou “Sex and the City”, que disse não reconhecer suas personagens no revival. Mesmo assim, acabou repercutindo por motivos diversos, como as denúncias de abuso sexual contra o ator Chris Noth, intérprete de Mr. Big, e a morte do ator Willie Garson durante as gravações. “Estou animado para contar mais histórias sobre essas personagens vibrantes e ousadas, interpretadas por atrizes poderosas e incríveis”, disse Michael Patrick King, showrunner da série, em comunicado à imprensa. “O fato é que estamos todos empolgados.” Sarah Aubrey, diretora de conteúdo original da HBO Max, acrescentou: “Ficamos encantados com o impacto cultural gerado pelas personagens e respectivas histórias, ambientadas em um mundo que já conhecemos e amamos tanto”. Ainda não há previsão de estreia para os novos episódios.
Estrela de “Amor, Sublime Amor” não foi convidada para o Oscar
“Amor, Sublime Amor” foi indicado a sete Oscars, incluindo Melhor Filme, mas sua estrela, Rachel Zegler, não foi convidada para a cerimônia de premiação. Quando um fã comentou que mal podia esperar para ver o que ela usaria na noite do Oscar, após a atriz postar uma série de fotos de eventos do filme no Instagram, Zegler desabafou: “Não estou convidada, então [devo usar] calça de moletom e [a camisa de] flanela do meu namorado”. Nas respostas a novos questionamentos, Zegler acrescentou: “Eu tentei de tudo, mas parece que não está acontecendo. Vou torcer por ‘Amor, Sublime Amor’ do meu sofá e ficar orgulhosa do trabalho que fizemos tão incansavelmente há 3 anos. Espero que algum milagre de última hora ocorra e eu possa comemorar nosso filme pessoalmente, mas ei, é assim que acontece às vezes, eu acho. Obrigado por todo o choque e indignação – estou desapontada também. Mas tudo bem. Estou muito orgulhosa do nosso filme.” O caso tomou grande repercussão nas redes sociais. Diante do comentário, a co-showrunner de “One Day at a Time” e criadora de “With Love”, Gloria Calderón Kellett, tuitou um protesto direcionado à rede ABC, que produz e exibe a cerimônia do Oscar nos EUA. “Ei ABC, você transferiu a única série latina que tinha para a Hulu e a Academia afirma querer abraçar a diversidade. Que tal nas raras vezes que o povo latino tem um filme indicado ao Oscar você convidar o protagonista? Os latinos são 18,5% deste país. Já chega!”, ela reclamou. A ABC faz parte da Walt Disney Company, assim como o estúdio que produziu “Amor, Sublime Amor”, o 20th Century Studios. Zegler fez sua estreia no filme dirigido por Spielberg, vencendo mais de 30 mil candidatas em testes para o papel de Maria. Ela vai aparecer a seguir na adaptação de quadrinhos “Shazam! Fúria dos Deuses”, da Warner Bros., e no remake live-action de “Branca de Neve e os Sete Anões” da Disney. O Oscar 2022 acontece no próximo domingo (27/3) em Los Angeles, com transmissão para o Brasil pela plataforma Globoplay e o canal pago TNT. Hey @ABCNetwork You moved the ONE Latine show you have to Hulu and @TheAcademy claims to want to embrace diversity. How about the rare time that Latine people have a movie nominated for an OSCAR you invite the lead. Latine people are 18.5% of this country. ENOUGH! pic.twitter.com/FBbi8R4QQm — Gloria Calderón Kellett (@everythingloria) March 20, 2022
Ministério Público entra com ação contra censura do filme de Danilo Gentili
O MPF (Ministério Público Federal) ingressou com ação civil pública com pedido de liminar para suspender a censura ao filme “Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola”. A ação foi iniciada três dias após a publicação de um despacho do Ministério da Justiça determinando que Netflix, Telecine, Globoplay, YouTube, Apple TV+ e Amazon Prime Video suspendam a exibição e oferta do filme, “tendo em vista a necessária proteção à criança e ao adolescente consumerista”. Caso as plataformas não cumprissem a determinação em cinco dias, seria aplicada multa diária no valor de R$ 50 mil. Para o MPF, o ato do Ministério da Justiça configura censura ao impedir a coletividade de consumidores de exercer sua autonomia de escolha, para consumo próprio, de obra artística cinematográfica sem interferência do Poder Público. “O objetivo dessa ação é corrigir uma violação à liberdade de expressão artística”, declarou o procurador da República Claudio Gheventer. A censura à produção de 2017 de Danilo Gentili foi a primeira de um filme desde o final da ditadura militar. Ela foi decidida cerca de 48 horas após “Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola” passar a ser associado à pedofilia por perfis bolsonaristas e 24 horas após o ministro da Justiça Anderson Torres cobrar “providências” contra o filme. Nesta sexta, porém, Anderson Torres teve uma postura radicalmente oposta em relação ao aplicativo Telegram. Denunciado por disseminar pedofilia, tráfico de drogas e armas, desinformação, discursos de ódio, propaganda nazista e outras barbaridades, o aplicativo que se recusa a obedecer a Justiça brasileira foi defendido pelo Ministro da Justiça com base no “direito de escolha”.
Disney reverte corte e “Lightyear” terá primeiro beijo LGBTQIAP+ da Pixar
Após protestos dos funcionários da Pixar, que denunciaram a Walt Disney Company em carta aberta por censurar cenas de afeto LGBTQIAP+ em suas animações, a Disney resolveu reverter um corte no filme “Lightyear”. Graças a isso, o spin-off de “Toy Story”, focado na origem do astronauta da franquia de brinquedos, terá o primeiro beijo entre um casal do mesmo sexo da história da Pixar. A cena é um beijo lésbico entre a personagem Hawthorne (dublada por Uzo Aduba, de “Orange is the New Black”) e sua namorada. Será apenas a segunda vez que uma personagem abertamente LGBTQIAP+ é retratada numa animação da Pixar. A primeira foi Specter (Lena Waithe), uma policial de “Dois Irmãos”, que durante uma cena faz uma rápida alusão a sua namorada. Segundo a revista Variety, a cena tinha sido integralmente vetada pela Disney, mas o estúdio se viu pressionado a alterar sua decisão após a repercussão da carta do dia 9 de março e das críticas recebidas por financiar legislação anti-LGBTQIAP+ na Flórida. A Disney fez uma doação de US$ 5 milhões para apoiar o projeto legislativo conhecido como “Don’t Say Gay”, que proíbe a “discussão sobre orientação sexual ou identidade de gênero nas salas de aula” do estado americano. Em “Lightyear”, o personagem não é um boneco, mas um astronauta de verdade, e a trama é uma aventura sci-fi legítima, acompanhando uma missão espacial ao “infinito e além”, com clima épico e dramático. Ainda que inspirado em “Toy Story”, até o design do personagem é diferente. Assim como sua voz. Dublador oficial do personagem em “Toy Story”, Tim Allen deu lugar a Chris Evans, o Capitão América do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Uma curiosidade sobre os dois é que ambos fazem aniversário no mesmo dia. A direção é de Angus MacLane, animador da Pixar que co-dirigiu “Procurando Dory” e também já trabalhou com “Toy Story”, assinando dois curtas da franquia e animando “Toy Story 3”. A estreia está marcada para 16 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Veja abaixo o trailer em versões legendada e dublada em português.
Roteirista de “Grey’s Anatomy” é suspensa por mentir sobre aborto e câncer
A produtora Shondaland suspendeu a roteirista Elisabeth Finch, acusada de mentir sobre seu histórico de saúde e vida pessoal ao escrever para a série “Grey’s Anatomy”. A roteirista teria usado experiências supostamente falsas para escrever sobre condições médicas que não viveu, como câncer e aborto. Ela chegou até a aparecer na série, num papel de enfermeira no episódio “Silent All These Years”, de 2019, que girou em torno de uma vítima de estupro. A denúncia teria vindo à tona durante o divórcio da roteirista, segundo deram a entender seus advogados. O caso, porém, está sendo tratado com sigilo. De acordo com uma reportagem no site The Ankler, Finch tinha carta branca dentro da Shondaland por ser aberta e honesta sobre seus supostos problemas médicos, incluindo alegações sobre um câncer ósseo, um diagnóstico errado que a levou a perder um rim e parte de sua perna, além de ter sido acolhida após relatar abuso verbal e sexual de um diretor masculino enquanto escrevia para “The Vampire Diaries”. O departamento de recursos humanos da Disney, empresa dona da rede ABC, que exibe e produz “Grey’s Anatomy”, apura o caso. Segundo informações dos sites Deadline e The Hollywood Reporter, o foco da investigação é saber qual é a verdadeira ficha médica da roteirista e se ela abusou da simpatia dos produtores para ser contratada. Entretanto, ela se recusa a fornecer seu histórico hospitalar, que é legalmente protegido. Elisabeth Finch está na equipe de “Grey’s Anatomy” desde 2014 e, além de ter escrito 13 episódios, é uma das produtoras da série.
Ator de “Empire” é libertado após seis dias na prisão
Jussie Smollett foi libertado após seis dias da prisão por ordem de um tribunal de apelação. O ator tinha sido condenado a cinco meses de prisão por supostamente forjar um ataque racista e homofóbico contra si mesmo. A libertação aconteceu após a promotora original do caso, Kim Foxx, ter protestado publicamente contra o julgamento, que para ela não deveria ter acontecido, e se irritado com a sentença, sugerindo racismo. Ela foi afastada pelo juiz do caso após apontar que não havia provas conclusivas e que o processo estava contaminado por declarações tendenciosas da polícia de Chicago. Na quarta (16/3), o tribunal de apelação também discordou da sentença, dada como extinta mediante o pagamento de uma multa no valor de US$ 150 mil. Além da multa, Smollett também passará por um período de 30 meses de liberdade condicional. O ator da série “Empire” saiu da prisão do Condado de Cook, em Chicago, na companhia de cinco seguranças sem responder a perguntas da imprensa. Ele sustenta que é inocente e vítima de racismo do sistema judicial. A condenação aconteceu após o ator fazer uma queixa criminal, em janeiro de 2019, alegando ter sido vítima de “crime de ódio” por apoiadores de Donald Trump. Smollett, que é negro e gay, contou ter sido agredido por duas pessoas encapuzadas que gritavam ofensas racistas e homofóbicas. O caso foi marcado por contradições e, no curso da investigação, a polícia de Chicago transformou o registro de crime de preconceito em suspeita contra o próprio ator. O tratamento público da investigação chegou a fazer a promotora original desistir do processo, mas o juiz Michael Toomin resolveu nomear um novo promotor, que retomou as investigações e, após a conclusão do levantamento de provas e testemunhos, indiciou Smollett em seis acusações relacionadas a relatos falsos à polícia. Em meio à polêmica, o ator foi demitido da série “Empire”, em que tinha um dos papéis principais. A principal descoberta da investigação foi a participação dos irmãos Ola e Avel Osundairo na agressão. Personal trainers de descendência nigeriana, eles já haviam aparecido como figurantes em “Empire” e testemunharam que o ator lhes pagou para que o atacassem, depois que a polícia os ameaçou de prisão e deportação para a Nigéria. O superintendente da polícia de Chicago, Eddie Johnson, chegou a apresentar um cheque assinado por Smollett para os irmãos como prova das acusações. Entretanto, em depoimento à polícia, os irmãos supostamente contratados por Smollett disseram que o dinheiro que receberam do ator na verdade era pagamento pela prestação de serviços como personal trainers. Há fotos no Instagram desse trabalho. Mesmo assim o processo seguiu em frente. Os advogados de Smollett chegaram a argumentar que os irmãos atacaram o ator com máscaras porque são homofóbicos e não gostam de “quem ele é” e que inventaram a história de que foi tudo encenado para escapar de condenação e da ameaça de deportação. Revoltada com a sentença, a promotora Kim Foxx publicou um artigo no jornal Chicago Sun-Times chamando o julgamento do ator de grande falha do sistema judicial. “Smollett foi indiciado, julgado e condenado por uma acusação mambembe em questão de meses”, escreveu Foxx no artigo. “Enquanto isso, as famílias de mais de 50 mulheres negras assassinadas em Chicago nos últimos 20 anos seguem na fila aguardando justiça.”
Ministério da Justiça altera classificação de “Como Se Tornar O Pior Aluno da Escola”
Após proibir a exibição do filme “Como Se Tornar O Pior Aluno da Escola” nas plataformas de streaming, o Ministério da Justiça e Segurança Pública emitiu um despacho determinando que a classificação indicativa do filme escrito e estrelado por Danilo Gentili mude de 14 para 18 anos. Num evidente contraste, a pasta recomendou ainda que a exibição do filme na TV aberta ocorra apenas após às 23h. Segundo o documento, assinado pelo secretário Nacional de Justiça, José Vicente Santini, “a nova classificação etária, com os devidos descritores de conteúdo, deve ser utilizada em qualquer plataforma ou canal de exibição de conteúdo classificável em até 5 dias corridos”. A decisão foi divulgada após o ministro da Justiça Anderson Torres compartilhar no Twitter o trecho de outro despacho, publicado no Diário Oficial da União de terça (15/3), que determinava que Netflix, Telecine, Globoplay, YouTube, Apple TV+ e Amazon Prime Video suspendessem a exibição e oferta do filme, “tendo em vista a necessária proteção à criança e ao adolescente consumerista”. Caso as plataformas não cumprissem a determinação em cinco dias, seria aplicada multa diária no valor de R$ 50 mil. Foi o primeiro ato de censura federal a um filme desde o final da ditadura militar. A decisão extrema aconteceu após uma campanha de perfis bolonaristas nas redes sociais, entre eles o do secretario especial de Cultura Mario Frias, atacando uma cena de cunho sexual do filme, que envolve o ator Fabio Porchat e os menores Bruno Munhoz e Daniel Pimentel. No contexto da trama, a cena criticava a pedofilia. O contraste entre as duas determinações do Ministério da Justiça em relação ao filme se deve ao fato de terem partido de secretarias diferentes. A ordem de censura total não foi iniciada pela Secretaria Nacional de Justiça, mas pela Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon), que é comandada pelo advogado Rodrigo Roca, um dos defensores do senador Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas. A ordem de censura aconteceu, portanto, quando o filme encontrava-se liberado para maiores de 14 anos e com poucas restrições, independente do pedido de reclassificação via Secretaria Nacional de Justiça. Para contornar essa questão, o Ministério da Justiça teria apressado o processo de reclassificação, que dura em média 30 dias, para que fosse iniciado, discutido e encerrado em menos de 24 horas. Anteriormente, um pedido de reclassificação etária do filme tinha sido recusado.










