Exibidores italianos protestam contra inclusão de filmes da Netflix no Festival de Veneza 2018
Deu certo na França, em relação ao Festival de Cannes. Era óbvio que os donos de cinema também esperneariam na Itália contra a presença de filmes da Netflix no Festival de Veneza. Duas associações de exibidores italianos lançaram, nesta segunda-feira (30/7), comunicados em que criticam a seleção de produções da Netflix para a competição do Leão de Ouro, no Festival de Veneza 2018. A ANEC (sigla italiana da Associação Nacional de Exibidores de Cinema) e a ANEM (Associação Nacional de Exibidores de Multiplexes) não citam diretamente a Netflix, mas “serviços de streaming on-line”, ao condenar a prática de lançar filmes simultaneamente nos cinemas e na internet. As associações citam especificamente o filme “On My Skin”, produção italiana sobre brutalidade policial que vai estrear na mostra Horizons, no Festival de Veneza, e será lançado pela Netflix poucos dias depois. Para a ANEC e a ANEM, esse tipo de lançamento “beneficia uma parte da cadeia de produção em curto prazo, e prejudica outra”. Na visão das associações, a atitude do Festival de Veneza de selecionar esses filmes é “irresponsável”, citando que as redes de cinema do país já “sofrem com problemas estruturais”. “Vamos continuar lutando contra essa estratégia absurda de fechar a janela entre o lançamento nos cinemas e em outras plataformas”, comentaram ainda. É uma briga de evidente perfil sindical. Os donos de cinema defendem “direitos adquiridos” e atacam mudanças em seu “status”, como o privilégio de exibir todos os filmes antes dos demais integrantes da cadeia de exibição. Já a Netflix se tornou o maior estúdio do mundo, lançando mais filmes que qualquer produtora de Hollywood. A questão é que seus lançamentos não são para o cinema. Deveriam as produções de streaming, como pregam alguns, disputar o Emmy e eventos de TV como os telefilmes da HBO? E os festivais de cinema, deveriam abraçar a causa dos grandes exibidores, que na verdade mal programam filmes de festivais há muitos anos? São pontos que fomentam discussões. O que se tem de concreto é que o Festival de Cannes, que cedeu a esta pressão e proibiu filmes da Netflix em sua competição, vê agora os filmes de prestígio da plataforma, que fizeram falta em sua seleção, chegar em Veneza. O consenso é que Cannes apresentou sua seleção mais fraca dos últimos anos e premiou filmes que não tiveram repercussão. Além de “On My Skin”, o Festival de Veneza vai exibir outros cinco filmes da Netflix: “22 July”, thriller de Paul Greengrass (“Jason Bourne”), “Roma”, novo filme de Alfonso Cuarón (“Gravidade”), “The Ballad of Buster Scruggs”, dos Irmãos Coen (“Ave, César”), “The Other Side of the Wind”, obra restaurada de Orson Welles (“Cidadão Kane”), e o documentário “They’ll Love Me When I’m Dead” sobre Orson Welles. O Festival de Veneza vai acontecer de 29 de agosto a 8 de setembro.
Caso de Polícia: Tony Danza e Josh Groban são pai e filho no trailer legendado da série de comédia policial
A Netflix divulgou o trailer legendado da nova série de comédia policial “The Good Cop”, que teve o título aleatoriamente traduzido para “Caso de Polícia” no Brasil. A série traz o veterano ator Tony Danza (da sitcom clássica “Who’s the Boss?”) como Tony Caruso, um policial aposentado de Nova York que nunca seguiu as regras, e que atualmente mora com seu filho Tony Jr. (vivido pelo cantor Josh Groban em seu primeiro papel fixo numa série), um detetive da polícia de Nova York que faz questão de sempre seguir as regras. Logicamente, o pai não se conforma com a aposentadoria e faz questão de ser parceiro informal do filho, oferecendo conselhos excessivos, o tempo todo, e se portando de forma antiética, para horror do jovem. O elenco ainda inclui Monica Barbaro (da série “Chicago Justice”), como uma detetive novata disposta a flexibilizar as regras para fazer o trabalho, e Isiah Whitlock Jr. (da série “The Mist/O Nevoeiro”), como um detetive veterano que conta os dias para a aposentadoria e não tem paciência nem tempo a perder com parceiros mais novos. A série foi desenvolvida por Andy Breckman, criador do sucesso “Monk”, mas é inspirada numa produção original israelense de 2015. E é mais uma das “boas” atrações da temporada – isto é, mais uma das séries com a palavra “good” no título, juntando-se a “The Good Place”, “Good Girls”, “Good Fight”, “Good Witch”, a vindoura “Good Trouble” e outras. A estreia está marcada para 21 de setembro na plataforma de streaming.
Os Inocentes: Nova série sci-fi britânica ganha vídeo de bastidores
A Netflix divulgou um vídeo de bastidores legendado da nova série sci-fi britânica “The Innocents”, que ganhou tradução nacional literal: “Os Inocentes”. A prévia traz comentários do elenco e do diretor da produção, que tem clima conspiratório. Criada por Hania Elkington e Simon Duric (artista dos storyboards de “Black Mirror”), que estreiam como roteiristas, a trama é descrita como uma história de amor adolescente com reviravoltas sobrenaturais. A premissa é a mais básica do gênero – a mesma de “Sense8”, “Impulse”, “Tomorrow People” e “Believe”, por exemplo. Um garota começa a manifestar poderes inexplicáveis e passa a ser perseguida por uma organização secreta misteriosa. Segundo a sinopse, o casal Harry (Percelle Ascott, da série “Wizard vs. Aliens”) e June (Sorcha Groundsell, da série “Clique) foge da repressão familiar para ficar junto, mas uma jornada extraordinária de descoberta destrói seu sonho inocente. Os segredos mantidos por seus respectivos pais testam seu amor até o ponto de ruptura, e o dom extraordinário que eles possuem desencadeia uma perseguição por forças poderosas com a intenção de dividi-los para sempre. O elenco também inclui Guy Pearce (“Alien: Covenant”), Katie Clarkson-Hill (série “Guilt”), Sam Hazeldine (série “Requiem”), Laura Birn (“Na Companhia de Estranhos”), Jóhannes Haukur Jóhannesson (série “The Last Kingdom”), Trond Fausa (série “Lilyhammer”) e Jason Done (série “Merlim”), entre muitos outros atores nórdicos. A produção é da New Pictures, estúdio com sede no Reino Unido que também realizou “Requiem”, outra série britânica de temática sobrenatural disponibilizada pela Netflix. A atração terá oito episódios, todos dirigidos por Farren Blackburn (“Refém do Medo”), e a estreia vai acontecer em 24 de agosto.
Des)encanto: Vídeos dublados apresentam os personagens do novo desenho animado do criador de Os Simpsons
A Netflix divulgou quatro teasers dubldos de “Disenchantment”, nova série animada de Matt Groening, criador de “Os Simpsons”, que no Brasil será chamada de “(Des)encanto”. Os vídeos apresentam o reino encantado em a trama se passa e os três protagonistas: a Princesa Bean, o elfo chamado Elfo e o demônio Luci. Esta é a primeira produção de Groening em quase duas décadas, desde o lançamento de “Futurama” em 1999, e se passa em um lugar mágico chamado Dreamland, descrito como “um reino medieval em ruínas”. Já os três personagens principais são dublados em inglês por Abbi Jacobson (série “Broad City”), Nat Faxon (“Friends from College”) e Eric Andre (série “2 Broke Girls”), respectivamente. Em comunicado, Groening descreveu “(Des)encanto” como um show “sobre vida e morte, amor e sexo, e como continuar rindo em um mundo cheio de sofrimento e idiotas, apesar do que os anciãos, magos e outros idiotas lhe dizem”. A estreia está marcada para 17 de agosto.
Maniac: Série da Netflix com Emma Stone e Jonah Hill ganha primeiro teaser legendado
A Netflix divulgou fotos e o primeiro teaser legendado de “Maniac”, série estrelada por Emma Stone (“La La Land”) e Jonah Hill (“O Lobo de Wall Street”). A prévia é misteriosa e apresenta o casal sentados numa mesa, um diante do outro, de uniforme e crachá, enquanto um locutor sugere que eles são pacientes de uma experiência mental. O clima psicodélico lembra “Legion”, o que é reforçado pelas fotos – que além do casal também destacam Justin Theroux (série “The Leftovers”) e Sally Field (a Tia May de “O Espetacular Homem-Aranha”). “Maniac” é remake da série norueguesa de mesmo nome, marcada por humor negro, que gira em torno de Espen, um homem adorado por todos, que vive uma vida onde tudo é possível. Só que, na verdade, ele é um doente mental trancado em uma ala psiquiátrica. A adaptação tem roteiro de Patrick Somerville, autor dos episódios mais malucos de “The Leftovers”, e direção de Cary Fukunaga, que, assim como fez na 1ª temporada de “True Detective”, comanda todos os episódios. O projeto foi apresentado ao mercado pela Paramount com condições bastante específicas, sem produção de episódio piloto e com a obrigação de encomenda de duas temporadas para começar. Este tipo de negociação, realizada “às cegas”, tem se tornado cada vez mais frequente, valorizando conteúdos que agregam nomes famosos em sua produção, no mercado competitivo das séries “premium”. A produção está a cargo de Somerville, Fukunaga, Hill e Stone. Vale lembrar que Hill e Stone dividiram cenas apenas uma vez anteriormente, na comédia “Superbad” (2007), bem no começo de suas carreiras. Foi a estreia de Stone no cinema e o primeiro papel de protagonista de Hill. A atriz também já trabalhou com Sally Field na franquia “O Espetacular Homem-Aranha”. “Maniac” tem estreia marcada para 21 de setembro em streaming.
Família de Jason Bateman corre risco de vida no trailer legendado da 2ª temporada de Ozark
A Netflix divulgou uma coleção de pôsteres e o trailer legendado da 2ª temporada de “Ozark”, série criminal estrelada por Jason Bateman. Bastante sombria, a prévia pondera as consequências dos atos do protagonista e sua mulher, vivida por Laura Linney (“Sully: O Herói do Rio Hudson”), entre negociações, traições, drogas e lavagem de dinheiro, que colocam a família em risco de vida. Criada por Bill Dubuque (roteirista de “O Contador”), “Ozark” acompanha o casal e seus filhos, que fogem para uma região remota dos Estados Unidos depois de o personagem de Bateman se envolver com um cartel do narcotráfico mexicano. O elenco também inclui Skylar Gaertner (o jovem Matt Murdock de “O Demolidor”) e Sofia Hublitz (série “Louie”) como os filhos do casal. A atração não virou um fenômeno, mas tampouco desagradou, com 67% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Os novos episódios chegam na Netflix no dia 31 de agosto.
Teaser da 2ª temporada de Punho de Ferro mostra luta violenta
A Netflix divulgou um teaser da 2ª temporada de “Punho de Ferro” (Iron Fist), em que o herói vivido por Finn Jones tem flashbacks de seu treinamento sangrento em K’un-Lun, enquanto caminha em Nova York ao lado de Collen Wing (Jessica Henwick). A nova temporada vai retomar a rivalidade apresentada no vídeo, entre Danny Rand, o Punho de Ferro, e seu antigo colega Davos (Sacha Dhawan), além de introduzir uma nova personagem, Mary Tyfoid (Typhoid Mary, no original), interpretada por Alice Eve (“Além da Escuridão: Star Trek”). Nos quadrinhos, Mary é inimiga/amante do Demolidor. Ela possui poderes psiônicos, incluindo leve telecinesia e forte pirocinese (capacidade de provocar chamas), além de ser uma grande artista marcial. Geralmente, ela trabalha como assassina contratada pelo crime organizado e sofre com distúrbios mentais, que a fazem ter mais de uma personalidade. Com sua identidade de Mary Walker, ela é uma mulher tímida e pacifista. Já Tyfoid é aventureira, desinibida e violenta. E ainda há a personalidade de Bloody Mary, uma assassina sádica que odeia os homens. A 2ª temporada de “Punho de Ferro” está sendo desenvolvida por um novo showrunner, Raven Metzner (produtor-roteirista de “Sleepy Hollow”), após Scott Buck sair para comandar a série dos “Inumanos”, pior produção da Marvel. E o novo chefe trouxe a bordo um coreógrafo para melhorar as cenas de lutas: o coordenador de dublês Clayton Barber, que trabalhou em “Pantera Negra”. Os novos episódios chegam ao streaming no feriado de 7 de setembro.
2ª temporada de Castlevania ganha trailer sanguinário
A Netflix divulgou o trailer da 2ª temporada de “Castlevania”, série animada baseada no antigo videogame homônimo. E a prévia é extremamente sanguinária, mostrando a vingança de Drácula contra a humanidade. Escrita pela autor de quadrinhos Warren Ellis (“Red – Aposentados e Perigosos”), a série animada segue a trama dos games clássicos da Konami do Japão, uma fantasia medieval adulta, que acompanha os esforços do último membro do clã Belmont para salvar a Europa Oriental de Vlad Tepes, o Drácula. Na 2ª temporada ele terá apoio do filho do vampiro, mas enfrentará um exército de criaturas das trevas sedentas. O elenco de vozes inclui Graham McTavish (trilogia “O Hobbit”) como Drácula, Richard Armitage (também da trilogia “O Hobbit”) como Trevor Belmont, James Callis (série “Battlestar Galactica”) como Alucard e Emily Swallow (série “Supernatural”) como Lisa, os protagonistas da trama. A série é uma parceria entre a produtora texana Powerhouse Animation e o produtor Adi Shankar, que tem alternado filmes de prestígio, como “Dredd” (2012) e “O Grande Herói” (2013), com curtas não oficiais de franquias famosas – “Justiceiro”, “Venom”, “Power Rangers”, etc. A 2ª temporada de “Castlevania” estreia em 26 de outubro e a série já está renovada para seu terceiro ano.
Novo trailer legendado de Para Todos os Garotos que Já Amei segue ciclo de romances teens da Netflix
A Netflix divulgou o pôster e o segundo trailer legendado de “Para Todos os Garotos que Já Amei”, a mais nova comédia romântica adolescente que continua o grande investimento da plataforma no gênero. Como o fenômeno “A Barraca do Beijo”, trata-se de outra historinha de garota tímida que reluta para se declarar ao crush – no caso, crushes – , até ser empurrada pelo destino, tropeçando pelo constrangimento até chegar ao final feliz inevitável do gênero. Mas, desta vez, a prévia é fofa o suficiente para superar o fato de tudo isso ser bem conhecido. A trama adapta o best-seller juvenil de Jenny Han e traz Lana Condor (a Jubileu de “X-Men: Apocalipse”) como a tímida apaixonada da vez. Sua personagem, Lara Jean Covey, tem a mania de escrever cartas para todos os garotos que ama. Ela nunca pensou em enviá-las, usando a escrita como forma de se consolar por sua falta de iniciativa. Até que, um dia, descobre que todas as cartas foram enviadas – e descobre isso da pior maneira possível, ao levar um fora de um dos endereçados. Semelhanças com “Awkward” à parte – na série da MTV, um blogue privado entrava online e revelava a paixonite da protagonista – , o filme também se diferencia por apostar na diversificação, com uma atriz asiática no papel principal. No livro, a personagem também tem descendência asiática. O elenco ainda destaca Noah Centineo (da série “The Fosters”), Israel Broussard (“A Morte Te Dá Parabéns”), Janel Parrish (série “Pretty Little Liars”), Anna Cathcart (série “Esquadrão Bizarro/Odd Squad”), Emilija Baranac (série “Riverdale”), Andrew Bachelor (“A Babá”), John Corbett (“Casamento Grego”), Madeleine Arthur (série “The Magicians”) e Trezzo Mahoro (série “Van Helsing”). O roteiro é de Sofia Alvarez (da série “Man Seeking Woman”), a direção de Susan Johnson (da comédia indie “Carrie Pilby”) e a estreia está marcada para 17 de agosto.
Ator dos Vingadores vai estrelar a 2ª temporada de Altered Carbon na Netflix
A Netflix anunciou a renovação da série de ficção científica “Altered Carbon” para a 2ª temporada. O anúncio foi feito quase seis meses após a exibição da temporada inaugural. Além de relatos de uma audiência pouco espetacular, a demora para definir a continuação se deveu também à necessidade de substituir o protagonista. Diante da indecisão da plataforma em continuar com a produção, o ator Joel Kinnaman entrou em outra série, “Hannah”, adaptação do filme homônimo para a Amazon. “Altered Carbon” vai continuar com outro intérprete. Anthony Mackie, que vive o Falcão nos filmes dos Vingadores da Marvel, assumirá o papel de Takeshi Kovacks. A mudança não é das mais inusitadas, graças à premissa da série. “Altered Carbon” se passa num futuro, em que a mente humana foi digitalizada e as pessoas podem passar todas as suas memórias e sua personalidade de um corpo para outro, conforme forem envelhecendo. O personagem principal, por sinal, também já foi mostrado como um homem oriental, interpretado por Will Yun Lee (da série “Falling Water”) em flashbacks que explicam a trama. A série foi criada pelos roteiristas Laeta Kalogridis (“O Exterminador do Futuro: Gênesis”) e David H. Goodman (série “Fringe”), com base no romance cyberpunk homônimo de Richard K. Morgan, e a 1ª temporada ainda incluiu em seu elenco James Purefoy (de “The Following”), Martha Higareda (“McFarlane dos EUA”), Antonio Marziale (“Project MC²”), Chris Conner (“The People v. OJ Simpson: American Crime Story”), Kristin Lehman (“Ghost Wars”), Hiro Kanagawa (“iZombie”), Alika Autran (“When We Rise”), Teach Grant (“Damnation”), Hayley Law (“Riverdale”), Tamara Taylor (“Bones”), Adam Busch (“Colony”), Byron Mann (“The Expanse”) e Dichen Lachman (“The Last Ship”). Caso a série siga a história dos livros, praticamente todo esse elenco também ficará pelo caminho. É que o segundo volume, “Broken Angels”, passa-se 30 anos após a primeira história e em outro lugar do universo, em meio a uma guerra interplanetária. A 2ª temporada ainda não tem previsão de estreia.
Ator de Gossip Girl não irá a julgamento após ser acusado de estupro por três mulheres
O ator Ed Westwick, que interpretou Chuck Bass em “Gossip Girl”, não irá a julgamento após sofrer acusações de estupro de três mulheres. O processo foi abandonado pelos promotores de Los Angeles, que anunciaram nesta sexta (27/7) não terem “evidências insuficientes” para levar o caso ao tribunal. A atriz Kristina Cohen (“Ladies Like Us”) fez a primeira acusação contra Westwick em novembro do ano passado, relatando no Facebook que o ator a havia convidado para a sua casa em Los Angeles e a estuprado em seu quarto. Ele imediatamente se pronunciou, dizendo-se inocente e que não conhecia a atriz que o acusava. Mas, depois disso, outras mulheres se manifestaram. Aurelie Lynn e Rachel Eck se juntaram a Cohen na tentativa de mover um processo contra Westwick. Segundo os promotores, duas das mulheres conseguiram obter testemunhas que estavam na mesma casa quando os incidentes teriam ocorrido. “Essas testemunhas, no entanto, não puderam dar evidências que provariam, acima de qualquer suspeita, que os incidentes haviam ocorrido como essas mulheres o descreveram em suas denúncias”, disseram em comunicado. A terceira denunciante, segundo os promotores, afastou-se do caso em meio à investigação, recusando-se a obter testemunhas. Outras supostas vítimas de Westwick também abordaram os promotores para relatarem casos de assédio, mas os crimes relatados já haviam prescrito. A advogada de Westwick, Blair Berk, disse ao site TMZ: “A evidência era clara desde o início de que todas as alegações feitas por essas três mulheres eram absolutamente falsas. É uma vergonha que tenha demorado mais de 8 meses para Ed ser oficialmente inocentado de todas essas acusações. Espero que aqueles que fizeram um julgamento tão rápido aqui, sem saber nada sobre a abundante evidência de inocência neste caso, hesitem na próxima vez antes de acusarem publicamente alguém quem não cometeu nenhum delito.” Desde que as acusações vieram à tona, o ator foi dispensado de todos projetos em que estava envolvido, inclusive a série britânica “White Gold”, que estrelava, sendo substituído na pós-produção da minissérie “Ordeal by Innocence“, adaptação da obra homônima de Agatha Christie, que precisou ser regravada, pois já estava pronta.
Ministério Público Federal intima Netflix por série que a plataforma não lançou
O Ministério Público Federal de Minas Gerais resolveu caçar drag queens animadas. Em nota divulgada na quinta (26/6), o procurador da República Fernando de Almeida Martins escreveu ser “necessária a intervenção do poder público” contra a exibição da série animada “Super Drags” na Netflix. Embora anunciada, a série não foi lançada, e a manifestação se faz sem que ninguém tenha visto seu conteúdo. A intimação ecoa, em vários pontos, uma manifestação anterior da Sociedade Brasileira de Pediatria. E usa argumentos similares ao grupo religioso americano Christian Film and Television Commission (Comissão Cristã de Filmes e Televisão), que pediu o cancelamento da produção. Como o Ministério Público não tem poder de censura, proibida pela Constituição Federal – embora incentivada pelos grupos de pressão – , o texto que fala em “intervenção” é “apenas” uma afronta ao Artigo 5º, que usa a defesa de direitos das crianças e do consumidor como escudo para se sobrepor à lei maior. Com a desculpa de “preservar os direitos das crianças, mais propensas a serem influenciadas, principalmente quando se trata do uso de uma linguagem que é, essencialmente, do universo infantil — como é o caso dos desenhos animados”, o texto ignora propositalmente a grande quantidade de outras séries animadas adultas já disponíveis na própria Netflix, além da TV paga. Todas são “o caso dos desenhos animados”. A única diferença de “Super Drags” em relação a outras produções adultas é que traz super-heróis LGBTQIA+. O MPF destaca que “vários estudos internacionais importantes comprovam os efeitos nocivos, entre crianças e adolescentes, desse tipo de exposição”. “É preciso lembrar que o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece o respeito à integridade, inclusive com relação aos valores”, escreve Fernando de Almeida Martins, sugerindo que o problema está mesmo no conteúdo LGBTQIA+. É a mesma linha de raciocínio de quem também ataca, por exemplo, a adoção de menores abandonados por casais LGBTQIA+, e que considera homossexualidade como perversão sexual – contra o texto constitucional que define: “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. O procurador ainda cobra responsabilidade da Netflix para fornecer a classificação indicativa da série e a proíbe de disponibilizar a produção em seu menu infantil. Para completar, dá prazo de 30 dias para a Netflix cumprir a “recomendação”. Recomendação, como se sabe, não tem prazo para ser cumprida. O absurdo da situação ultrapassa o surrealismo mais delirante. Afinal, a série não foi lançada ainda. E nem estará disponível daqui a 30 dias. Produzida pelo brasileiro Combo Estúdio, tudo o que se viu de “Super Drags”, por enquanto, foi um teaser, de 27 segundos. A produção não foi finalizada e, por isso, ainda não se sabe qual será sua data de estreia, muito menos sua classificação indicativa, cuja implementação não depende da boa vontade da Netflix, mas da Coordenação de Classificação Indicativa (Cocind) do Departamento de Promoção de Políticas de Justiça (DPJUS), que integra a Secretaria Nacional de Justiça (SNJ) do Ministério da Justiça (MJ). A equipe responsável pela classificação etária consiste de cerca de 30 pessoas, entre classificadores e pessoal administrativo, concursados, com várias formações acadêmicas. Estes analistas da classificação indicativa passam por treinamento contínuo, e nunca atribuem uma classificação de forma individual. Todas as obras são vistas, por, pelo menos, dois analistas separadamente e não havendo consenso, amplia-se o grupo de análise. O texto do Ministério Público Federal de Minas Gerais estaria passando por cima dessas atribuições do Ministério da Justiça, que, em última análise, é quem define a classificação indicativa de todas as atividades e produtos culturais do Brasil, e ainda não começou a avaliar “Super Drags”, já que o produto não está pronto, apesar do ultimato dos 30 dias dado pelo procurador da República Fernando de Almeida Martins. O Ministério da Justiça pode até determinar que a série seja disponibilizada com censura livre, já que os 27 segundos disponibilizados e que “preocupam” pelos “valores”, não tem cenas de sexo, drogas e violência, que podem ser vistas em outras atrações animadas da plataforma, como “Bojack Horseman”, “Big Mouth” e “F Is for Family”. Neste momento, é impossível afirmar o que há em “Super Drags”, porque a série é mesmo inédita. De todo modo, a Netflix não está posicionando “Super Drags” como uma série para crianças. A própria empresa já se manifestou sobre o lançamento com um comunicado que pode ser repetido, linha a linha, em resposta ao paladino das criancinhas indefesas. “A Netflix oferece uma grande variedade de conteúdos para todos os gostos e preferências. ‘Super Drags’ é uma série de animação para uma audiência adulta e não estará disponível na plataforma infantil [Netflix Kids]”, afirmou a empresa na semana passada. Além disso, a plataforma disponibiliza controle parental para pais conservadores bloquearem conteúdo LGBTQIA+ ou o que mais desejarem proibir seus filhos de assistirem. “A seção dedicada às crianças combinada com o recurso de controlar o acesso aos nossos títulos faz com que pais confiem em nosso serviço como um espaço seguro e apropriado para os seus filhos. As crianças podem acessar apenas o nosso catálogo infantil e colocamos o controle nas mãos dos pais sobre quando e a que tipo de conteúdo seus filhos podem assistir”, acrescenta a Netflix. A iniciativa está de acordo com recomendação do próprio Ministério da Justiça, que em seu portal oficial afirma, de forma clara, que a classificação indicativa não deve ser encarada como censura, nem solução definitiva contra acesso a conteúdo impróprio. “A ClassInd não substitui o cuidado dos pais – é fundamentalmente uma ferramenta que pode ser usada por eles. Por isso recomendamos que os pais e responsáveis assistam e conversem com os filhos sobre os conteúdos e temas abordados na mídia”, diz o texto do Ministério, de conteúdo completamente oposto ao tom “intervencionista” do funcionário público aparentemente fora da lei. Veja abaixo o teaser que tornou “necessária a intervenção do poder público”.
História da criação da Nike vai virar filme da Netflix
A história de Phil Knight, fundador da Nike, vai virar filme da Netflix. A produção será baseada na autobiografia “A Marca da Vitória: A Autobiografia do Criador da Nike”, tradução pomposa para o best-seller americano originalmente intitulado “Shoe Dog”, que conta como surgiu o império da marca de material esportivo. O livro revela que Knight pediu US$ 50 emprestado ao pai nos 1960 para começar seu negócio, que atualmente fatura cerca de US$ 36 bilhões por ano. “Não poderíamos estar mais animados em fazer ‘A Marca da Vitória: A Autobiografia do Criador da Nike’ com Phil Knight, um dos mais icônicos empresários do mundo e um grande contador de histórias”, disse em comunicado Scott Stuber, responsável pelo segmento de filmes da Netflix. “Através de inovação, paixão e tentativa e erro, Phil criou algo que virou parte da cultura. Mal podemos esperar para dividir isso com o mundo”, completou, no comunicado do projeto. A adaptação está sendo escrita por Scott Alexander e Larry Karaszewski, criadores da série “American Crime Story” e responsáveis pelo premiado arco limitado “The People v. O. J. Simpson”. E a produção é de Frank Marshall, parceiro de Steven Spielberg em diversos clássicos do cinema, como os filmes de Indiana Jones, “Poltergeist”, “Gremlins”, “Os Goonies” e “De Volta para o Futuro”. “Estou ansioso para trabalhar com meu amigo, o grande Frank Marshall, em trazer minha história e a história da Nike para a tela”, disse Knight, no mesmo comunicado. “Fiquei satisfeito com a recepção que meu livro recebeu e acho que podemos explicar minha jornada e a história da Nike para um público ainda maior em colaboração com a Netflix.” O filme ainda não tem diretor definido, cronograma de produção, nem data para chegar no serviço de streaming.












