BIFA 2018: A Favorita bate recorde de prêmios no “Oscar” do cinema indie britânico
A comédia de época “A Favorita” foi a grande vencedora da principal premiação do cinema independente britânico, conhecida pela sigla BIFA (British Independent Film Awards). A obra do grego Yorgos Lanthimos conquistou impressionantes 10 prêmios de seu total de 13 indicações, inclusive Melhor Filme. O número de vitórias é recorde na premiação. A cerimônia, que aconteceu na noite de domingo (2/12) em Londres, acrescentou mais cinco conquistas ao total, já que cinco vitórias nas categorias técnicas foram anunciadas antecipadamente há duas semanas. Além de Melhor Filme, o longa conquistou os BIFAs de Melhor Direção, Roteiro, Atriz (Olivia Colman) e Atriz Coadjuvante (Rachel Weisz). Os prêmios anteriores foram de Melhor Elenco, Fotografia, Figurino, Melhor Maquiagem/Penteado e Cenografia. Na prática, “A Favorita” só perdeu em duas categorias que disputava: Melhor Edição e Som. E viu uma de suas candidatas (Emma Stone) ser derrotada pela outra (Rachel Weisz) na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante. O longa se passa na Inglaterra no começo do século 18 e traz Colman como a demente rainha Anne, que prefere se entreter com corridas de patos e se deliciar com abacaxis que saber da guerra que seu país trava contra a França. Assim, permite que sua melhor amiga, a duquesa Sarah Churchill (Weisz), comande o país. Mas uma nova criada, Abigail (Stone), encanta sua majestade, deixando a posição de Sarah ameaçada, e não demora para as duas se verem como rivais pela atenção – e o poder – do trono britânico. “A Favorita” já tinha vencido dois troféus no Festival de Veneza 2018: o Grande Prêmio do Júri (Leão de Prata) e o de Melhor Atriz, conquistado por Olivia Colman. A estreia no Brasil está marcada para 24 de janeiro. O segundo filme com mais indicações foi o thriller “American Animals”, de Bart Layton, que disputava 11 categorias e venceu duas: Melhor Estreia na Direção e Edição. O prêmio de Melhor Ator ficou com Joe Cole, por “A Prayer Before Dawn” e o de Ator Coadjuvante com Alessandro Nivola, por “Desobediência”. Além disso, Judi Dench foi homenageada com um prêmio pela carreira. Para completar, vale destacar que “Roma”, produção da Netflix dirigida por Alfonso Cuarón, venceu como Melhor Filme Estrangeiro, aumentando as aspirações do longa ao Oscar. Confira abaixo a lista completa dos premiados. Melhor Filme Independente Britânico “A Favorita”, de Yorgos Lanthimos Melhor Direção Yorgos Lanthimos, por “A Favorita” Melhor Roteiro Deborah Davis & Tony McNamara, por “A Favorita” Melhor Atriz Olivia Colman, por “A Favorita” Melhor Ator Joe Cole, por “A Prayer Before Dawn” Melhor Atriz Coadjuvante Rachel Weisz, por “A Favorita” Melhor Ator Coadjuvante Alessandro Nivola, por “Desobediência” Melhor Revelação Jessie Buckley, por “Beast” Melhor Estreia em Direção Richard Billingham, por “Ray & Liz” Melhor Estreia em Roteiro Bart Layton, por “American Animals” Melhor Estreia em Produção Jacqui Davies, por “Ray & Liz” Melhor Documentário “Evelyn”, de Orlando von Einsiedel Melhor Filme Independente Internacional “Roma”, de Alfonso Cuarón Melhor Elenco “A Favorita” Melhor Elenco “A Favorita” Melhor Fotografia Robbie Ryan (“A Favorita”) Melhor Edição Nick Fenton, Julian Hart & Chris Hill (“American Animals”) Melhor Figurino Sandy Powell (“A Favorita”) Melhor Cenografia Fiona Crombie (“A Favorita”) Melhor Maquiagem e Penteados Nadia Stacey (“A Favorita”) Melhor Trilha Sonora Jonny Greenwood (“Você Nunca Esteve Realmente Aqui”) Melhor Som Paul Davies (“Você Nunca Esteve Realmente Aqui”) Melhores Efeitos Especiais Howard Jones (“O Homem das Cavernas”) Melhores Efeitos Especiais “O Homem das Cavernas” “Dead in a Week (Or Your Money Back)” “Paterloo”
Neo Yokio: Anime dublado por Jaden Smith ganha especial de Natal. Veja o trailer legendado
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado do especial de Natal de “Neo Yokio”, série animada americana com visual de anime japonês. O projeto foi criado por Ezra Koenig, cantor da banda Vampire Weekend, e tem como principal dublador Jaden Smith (“Depois da Terra”). A trama absurda ironiza o mundo dos ricos e famosos, mostrando um mundo futurista que cultua celebridades com dramas fúteis. O personagem de Jaden Smith é Kaz Kaan, um assassino de demônios que está mais preocupado com compras, relacionamentos e esportes do que manter a tradição da sua família de caçar essas criaturas malignas. Por sua vez, Neo Yokio é o nome do local em que a trama se passa, descrito como “a cidade mais problemática do mundo” – e é um evidente trocadilho com Nova York e a Neo Tóquio do mangá de “Akira”. Não faltam os personagens superpoderosos e robôs inevitáveis do gênero, mas o tom é infantil e feminino. O mundo fútil e elitista dos protagonistas chega a lembrar as novelas teen que fazem sucesso no Japão e na Coréia do Sul. Além de Jaden Smith, as vozes originais da animação incluem outros astros cinematográficos, com participações de Steven Buscemi (“Norman: Confie em Mim”), Jude Law (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”), Jason Schwartzman (“Moonrise Kingdom”), Tavi Gevinson (“À Procura do Amor”), Susan Sarandon (“A Intrometida”), Jamie Foxx (“Robin Hood: A Origem”) e a dupla Desus & Mero (que tem um talk show no canal pago Viceland) O especial “Neo Yokio: Natal Cor-de-Rosa” tem estreia marcada para 7 de dezembro.
O Mundo Sombrio de Sabrina: 2ª temporada já tem trailer e data de estreia
A Netflix divulgou o trailer da 2ª temporada de “O Mundo Sombrio de Sabrina”. Temporada, não. A plataforma está chamando os novos episódios de 2ª parte. E ela vai estrear bem antes do esperado, conforme anuncia o vídeo. Ao som de “Cherry Bomb”, das Runaways, a prévia mostra a versão “bad girl” de Sabrina, que agora é loira platinada e se veste de preto, após negociar sua alma com o diabo para salvar sua cidade. Baseada na personagem de quadrinhos criada nos anos 1960 na editora Archie Comics, “O Mundo Sombrio de Sabrina” acompanha a protagonista, que continua adolescente como na época de sua série anterior, “Sabrina, Aprendiz de Feiticeira” (1996–2003), mas, além de problemas românticos e provas da escola, tem agora que lidar com rituais satânicos, criaturas das trevas e tramas de terror. O clima gótico reflete os quadrinhos atuais da personagem, numa abordagem introduzida pelo roteirista Roberto Aguirre-Sacasa – que também é chefe criativo da Archie Comics. O próprio autor das HQs ajudou a criar a série, em parceria com o ubíquo produtor Greg Berlanti e o diretor Lee Toland Krieger – o trio que lançou “Riverdale” com sucesso na TV americana. Além de Kiernan Shipka (“Mad Men”) no papel da bruxinha, o elenco inclui Miranda Otto (“Flores Raras”, série “24: Legacy”), Lucy Davis (a Etta Candy de “Mulher-Maravilha”), Chance Perdomo (série “Midsummer Murders”), Ross Lynch (série “Austin & Ally”), Jaz Sinclair (série “The Vampire Diaries”), Michelle Gomez (série “Doctor Who”), Tati Gabrielle (série “The 100”) e Bronson Pinchot (“Amor à Queima-Roupa”). A 1ª temporada da série estreou na Netflix em 26 de outubro e a 2ª (temporada ou parte, como preferir) chega em 5 de abril. Mas, antes disso, a série ainda vai ganhar um especial de Natal em 14 de dezembro.
Marvel promete “mais aventuras” do Demolidor em comunicado oficial
A Marvel se manifestou após o cancelamento de “Demolidor” (Daredevil) na Netflix após três temporadas. Em comunicado oficial, o estúdio elogiou a equipe da série e prometeu novas aventuras do herói, ainda que de forma genérica. “A Marvel é extremamente grata ao grande público que amava a série do Demolidor. Desde o primeiro ato de heroísmo do jovem Matt até o nascimento da firma Page, Murdock & Nelson, foi uma jornada inacreditável. Estamos incrivelmente orgulhosos dos incríveis showrunners e escritores da série, que começam com Drew Goddard e Steven DeKnight, Marco Ramirez e Doug Petrie e Erik Oleson, além de Charlie Cox, Deborah Ann Woll, Elden Henson, Vincent D’Onofrio e o elenco que deu vida aos nossos personagens com tamanha excelência, e cada um da equipe fantástica em Nova York. Estamos ansiosos para mais aventuras com o Homem sem Medo no futuro”, diz o texto, que, entretanto, soa mais como despedida que recomeço. A informação não é muito distinta da nota de cancelamento da própria Netflix, que frisou em sua conclusão que “o Demolidor viverá em futuros projetos da Marvel”. Isto tanto pode significar novas temporadas em outra plataforma, outra série, um filme ou simplesmente se referir às publicações contínuas do herói em quadrinhos. A frase também ecoa mensagens anteriores sobre cancelamentos, como, por exemplo, “Embora a série tenha terminado na Netflix, o Punho de Ferro imortal irá continuar vivendo”. A Disney não se manifestou a respeito de reaproveitar as séries canceladas na Netflix em suas próprias plataformas/canais – que incluem Disney+ (Disney Plus), Hulu, ABC, Freeform e FX. Mas vale lembrar que a rede ABC renovou com muita antecipação a série “Agents of SHIELD”, sua conexão com o universo Marvel – na contramão dos cancelamentos da Netflix.
Netflix planeja produzir suas primeiras séries africanas em 2019
A Netflix planeja produzir suas primeiras séries originais africanas em 2019, informou Erik Barmack, vice-presidente de produções originais internacionais da Netflix, durante a conferência Content London nesta semana. “O time europeu está no processo de procurar oportunidades na África. É definitivamente o caso de encomendarmos algumas séries em 2019”, afirmou Barmack. A iniciativa reflete a ambição global da Netflix, que prevê um futuro em que as séries mais assistidas da plataforma serão estrangeiras. “Vai chegar o momento que metade do top 10 das produções mais assistidas virão de fora dos Estados Unidos”, afirmou o executivo. “Eu não acho que isso está muito distante. Eu acho que pode acontecer em alguns anos, não em algumas décadas”. Barmack adiantou ainda que os programas com elencos multinacionais se tornarão cada vez mais comuns. Exemplo dessa tendência, a série “Sense8” já trazia atores de diversas nacionalidades e locações em diferentes países, tendo rodado cenas em Nairobi, capital do Quênia, na primeira incursão de uma série da Netflix no continente africano.
Elenco de Demolidor se despede dos fãs da série nas redes sociais
Parte do elenco de “Demolidor” foi ao Twitter se despedir dos fãs da série. Os atores Deborah Ann Woll (intérprete de Karen Page), Vincent D’Onoffrio (Wilson Fisk), Jay Ali (agente Ray Nadeen), Geoffrey Cantor (o editor Mitchell Ellison), Peter Halpin (Theo Nelson, o irmão de Foggy) e Amy Rutberg (Marci Stahl, a namorada de Foggy), além de Chris Brewster, o dublê do Demolidor, compartilharam sua tristeza diante da notícia. “Tão triste que não pudemos continuar essa história”, lamentou Woll. “Principalmente, vou sentir falta de ver meus amigos todos os dias. Obrigado a todos que contribuíram com esta série ao longo dos anos”, completou. “Demolidor está cancelado na Netflix. Mas continua por aí, manchado de sangue e firme sob a luz do luar”, descreveu D’Onoffrio. “Tão triste saber que ‘Demolidor’ chegou ao fim. Fui tão afortunado de poder participar dessa série incrível e trabalhar com esse incrível elenco e equipe. Um experiência que nunca vou esquecer”, comentou Ali. “Muito triste ouvir isso. Me sinto agradecido por essas três temporadas, pelos amigos que fiz”, lamentou Cantor. “Dolorido”, descreveu Halpin. “Participar da série foi uma experiência que mudou minha vida”, completou. “Bem, depois de quatro anos do projeto mais incrível que eu já participei, eles cancelaram ‘Demolidor’. Eu definitivamente não estava pronto para aposentar os chifres, mas sou muito grata a Marvel”, ponderou Brewster. “Mas que jeito incrível de ir embora”, acrescentou Rutberg. “Vou sentir falta de Marci, mas fico feliz por ter participado desse mundo”. Vale lembrar que Charlie Cox, o intérprete de Matt Murdock, o Demolidor, não usa as redes sociais. A notícia do cancelamento foi anunciada pela Netflix na noite de quinta-feira, poucas semanas depois da plataforma de streaming ter cancelado “Luke Cage” e “Punho de Ferro”. Das séries da Marvel, apenas “Jessica Jones” e “Justiceiro” permanecem ativas no serviço de streaming, com novas temporadas – possivelmente as últimas – previstas para 2019. Veja os tuítes originais abaixo. I’m so sad that we won’t be continuing this story. Mostly I’ll miss seeing the friends I’ve made everyday. Thank you to every person who contributed to this series over the years. And to @erikoleson because of you we are going out on a high. @Daredevil #Daredevil pic.twitter.com/aVmXu1UwFu — Deborah Ann Woll (@DeborahAnnWoll) 30 de novembro de 2018 .@Daredevil @netflix canceled. Yet Daredevil is still out there blood stained high up poised in the moonlight. Movement below him on the street. A flash of white moving through the sea of darkness Hell's Kitchen. This image folds into a black suburban screeching into the night. pic.twitter.com/w4zhLwPLse — Vincent D'Onofrio (@vincentdonofrio) 30 de novembro de 2018 So Sad to hear the end of @Daredevil.I was so lucky and fortunate to be apart of this amazing show and work with such an amazing cast and crew. An experience I will never forget. Thank you for all the love and support from the fans. You are the best. Until next time. — Jay Ali (@JayAliUK) November 30, 2018 So sad to hear this. So grateful for the 3 seasons & the friends I’ve made. @AmyRutberg #petermcrobbie @JayAliUK @roycejohnson74 #StephenRider #EldenHenson #CharlieCox #PeterHalpin & of course the amazing @DeborahAnnWoll @netflix @Daredevil @Marvel thanks @erikoleson https://t.co/WkUxY9YdMi — geofcantor (@geofcantor) November 30, 2018 Heartbroken and surprised. But what a helluva way to go out! Thank you @stevendeknight and @erikoleson . I will miss Marci terribly but so proud to have played in your world. #Daredevil @Daredevil pic.twitter.com/mGCUbokaoF — Amy Rutberg (@AmyRutberg) November 30, 2018 Gutted @Daredevil has been canceled!It has bin a life changin experience 4 me-grateful 2 hav played opposite such stars in 1 of d most popular shows on @netflix & the @marvel universe!Thank u 2 d best fans in the world!The wizardry of @erikoleson ensured we went out with a BANG!! pic.twitter.com/GSB5nbNOij — Peter Halpin (@RealPeterHalpin) November 30, 2018 Well after 4 years of the most incredible project I’ve ever been a part of, they cancelled Daredevil. I definitely wasn’t ready to hang up the horns yet, but I am so grateful to #marvel,… https://t.co/7DnygO1yFJ — Chris brewster (@ninjabrewski) November 30, 2018
Roteiristas de Demolidor foram surpreendidos pelo cancelamento da série
Embora parte da mídia previsse, o cancelamento de “Demolidor” foi uma surpresa para os roteiristas e produtores. Foi o que afirmou Sam Ernst, que entrou na equipe da série na 3ª temporada, em um tuíte postado nesta sexta-feira (30/11). “Cara, é tão estranho estar na sala de roteiristas de ‘Demolidor’ hoje, recebendo a notícia de que fomos cancelados”, escreveu. “Nas paredes, tínhamos toda a 4ª temporada planejada – e era tão legal!”. Ernst ainda disse que o quarto ano da série teria muitos momentos que os roteiristas estavam ansiosos para mostrar aos fãs. A notícia do cancelamento foi anunciada pela Netflix na noite de quinta-feira, poucas semanas depois da plataforma de streaming ter cancelado “Luke Cage” e “Punho de Ferro”. Das séries da Marvel, apenas “Jessica Jones” e “Justiceiro” permanecem ativas no serviço de streaming, com novas temporadas – possivelmente as últimas – previstas para 2019. O fim das séries de super-heróis da Marvel na Netflix é um duro golpe para os fãs, que se encantaram com suas narrativas mais violentas que o costume. Todas as três séries foram canceladas após apresentarem suas melhores temporadas, deixando o público desconsolado. No caso de “Demolidor”, a decisão é especialmente difícil de aceitar, considerando que a 3ª temporada da série representou um dos maiores avanços criativos e de qualidade de todo o universo compartilhado dos heróis no streaming. Há relatórios não oficiais que apontam queda na audiência de todas as séries da Marvel, mas a Netflix mantém seus números em segredo. Entretanto, é bem provável que, com o aumento desmedido de oferta, não apenas as produções de super-heróis, mas todas as séries da plataforma tenham perdido público, já que o ritmo de lançamentos do serviço atingiu o ponto da autofagia, com um volume excessivo de séries e filmes que competem entre si pela atenção dos assinantes. De todo modo, chama atenção as séries da Marvel serem canceladas após a Disney anunciar seus planos para seu serviço de streaming, que irá competir com a Netflix. Afinal, elas compartilham o mesmo universo dos filmes dos Vingadores, que vão ganhar séries derivadas no Disney+ (Disney Plus). Os cancelamentos poderiam ser retaliação. Por esse raciocínio, a Neflix já planejaria o cancelamento de “Jessica Jones” e “Justiceiro” após exibir as temporadas encomendadas. Vale observar, ainda, um detalhe do anúncio de cancelamento, que incluiu a ressalva de que “o Demolidor viverá em futuros projetos da Marvel”. Isto ecoa mensagens anteriores, como, por exemplo, a frase “Embora a série tenha terminado na Netflix, o Punho de Ferro imortal irá continuar vivendo”. Embora seja difícil imagens esses “heróis de rua” no Disney+ (Disney Plus), que se apresenta como um serviço de streaming para a família, o estúdio pode ter planos de aproveitar os personagens em outros locais, como a plataforma Hulu, a rede ABC ou até mesmo o canal pago FX. A Marvel ainda não se manifestou. Man, so weird to be in the Daredevil writers room today, getting the news that we're cancelled. On the walls were an entire season 4 laid out – and it was so f***g cool. So many moments we wanted the fans to see… Sigh, this business. — Sam Ernst (@havensam) 30 de novembro de 2018
Netflix cancela a série do Demolidor após a 3ª temporada
A Netflix anunciou o cancelamento da série do herói Demolidor (Daredevil) ao final de sua 3ª temporada. “’Demolidor’ não voltará para uma 4ª temporada na Netflix. Estamos tremendamente orgulhosos da temporada final da série, e ainda que seja doloroso para os fãs, sentimos que é melhor encerrar a série em uma nota alta. Somos gratos ao showrunner Erik Oleson, aos roteiristas da série, à equipe estelar e o elenco incrível incluindo Charlie Cox como o próprio Demolidor, e somos gratos aos fãs que nos apoiaram ao longo dos anos. Mesmo que a série da Netflix tenha acabado, as três temporadas existentes permanecerão no serviço por anos, enquanto o Demolidor viverá em futuros projetos da Marvel”, disse a Netflix em comunicado. O cancelamento de “Demolidor” acontece pouco mais de um mês após a plataforma cancelar “Luke Cage” e “Punho de Ferro”. Das séries da Marvel, apenas “Jessica Jones” e “Justiceiro” permanecem ativas no serviço de streaming, com novas temporadas – possivelmente as últimas – previstas para 2019. O fim das séries de super-heróis da Marvel na Netflix é um duro golpe para os fãs, que se encantaram com suas narrativas mais violentas que o costume. Todas as três séries foram canceladas após apresentarem suas melhores temporadas, deixando o público desconsolado. No caso de “Demolidor”, a decisão é especialmente difícil de aceitar, considerando que a 3ª temporada da série representou um dos maiores avanços criativos e de qualidade de todo o universo compartilhado dos heróis no streaming. Há relatórios não oficiais que apontam queda na audiência de todas as séries da Marvel, mas a Netflix mantém seus números em segredo. Entretanto, é bem provável que, com o aumento desmedido de oferta, não apenas as produções de super-heróis, mas todas as séries da plataforma tenham perdido público, já que o ritmo de lançamentos do serviço atingiu o ponto da autofagia, com um volume excessivo de séries e filmes que competem entre si pela atenção dos assinantes. Também chama atenção as séries da Marvel serem canceladas após a Disney anunciar seus planos para seu serviço de streaming, que irá competir com a Netflix. Afinal, elas compartilham o mesmo universo dos filmes dos Vingadores, que vão ganhar séries derivadas no Disney+ (Disney Plus). Os cancelamentos poderiam ser retaliação. Por esse raciocínio, a Neflix já planejaria o cancelamento de “Jessica Jones” e “Justiceiro” após exibir as temporadas encomendadas. De todo modo, chama atenção no anúncio do cancelamento a ressalva de que “o Demolidor viverá em futuros projetos da Marvel”. Ela ecoa mensagens anteriores, como, por exemplo, a frase “Embora a série tenha terminado na Netflix, o Punho de Ferro imortal irá continuar vivendo”. Embora seja difícil imagens esses “heróis de rua” no Disney+ (Disney Plus), que se apresenta como um serviço de streaming para a família, o estúdio pode ter planos de aproveitar os personagens em outros locais, como a plataforma Hulu, a rede ABC ou até mesmo o canal pago FX. Vale lembrar que a ABC renovou com muita antecipação a série “Agents of SHIELD”, sua conexão com o universo Marvel – na contramão dos cancelamentos da Netflix.
ONG americana acusa nova série da Netflix de “promover o tráfico sexual”
Mais uma série internacional da Netflix despertou polêmica com organizações conservadoras nos Estados Unidos antes de estrear. Depois de um grupo conservador religioso criar caso com a animação brasileira “Super Drags”, é a vez da minissérie italiana “Baby” ser alvejada por protestos, desta vez de uma ONG que trabalha contra a exploração sexual. A National Center on Sexual Exploitation, cujo objetivo é “expor as ligações entre todas as formas de exploração sexual”, acusou a plataforma de “promover o tráfico sexual”. Dawn Hakins, diretor executivo da ONG, diz que os executivos da Netflix estão “completamente fora do tom” e que a plataforma está “priorizando o lucro em cima das vítimas de abuso”. “Erik Barmack, vice-presidente de conteúdos internacionais da Netflix, descreveu o show como ‘ousado’. Não há nada ousado sobre explorar a sexualidade de menores de idade”, disse Hawkins em comunicado. “Esta série glamouriza o abuso sexual e banaliza a experiência de inúmeras mulheres e homens menores de idade que sofreram com o tráfico sexual”, completou. “Baby” é baseada numa história real, que ficou conhecida na mídia italiana como o caso de Baby Squillo. Em 2013, foi revelado que o ex-policial Mauro Floriani, marido de Alessandra Mussolini, a neta do ex-ditador fascista, comandava um esquema de prostituição com garotas entre 14 e 16 anos. Contratadas para entreter clientes importantes durante festas, elas ganhavam milhares de euros para comprar roupas de grifes famosas e celulares de última geração. A série acompanha duas garotas em situações como as do escândalo real, alternando seu cotidiano entre os dias na escola e as noites nas baladas. Dirigido pelos cineastas Andrea De Sica (I Figli della Notte”) e Anna Negri (“Riprendimi”), com Benedetta Porcaroli (“Quando Basta”), Alice Pagani (“Loro 1” e “2”), Isabella Ferrari (“A Grande Beleza”), Claudia Pandolfi (“A Primeira Coisa Bela”) e outros atores italianos, a minissérie terá 6 episódios e estreia nesta sexta-feira (30/11) na Netflix.
Atores de Buffy e The Originals entram na 2ª temporada de O Mundo Sombrio de Sabrina
“O Mundo Sombrio de Sabrina” terá seu elenco reforçado na 2ª temporada com a chegada de dois novos atores, que terão papéis recorrentes na série. Alexis Denisof, que ficou conhecido como o guardião Wesley Wyndam-Pryce na cultuada série “Buffy: A Caça-Vampiros” e seu spin-off “Angel”, vai viver Adam Masters, namorado da professora Mary Wardwell (Michelle Gomez), que retorna após um período no exterior, trabalhando na organização humanitária Médicos sem Fronteiras, sem saber que sua amada foi possuída por uma entidade demoníaca – a Madame Satã. E Jedidiah Goodacre, recentemente visto como o traiçoeiro Roman na série “The Originals”, vai interpretar o personagem Dorian Grey, numa adaptação da criação gótica de Oscar Wilde. Na série, ele será proprietário de um nightclub, o Dorian’s Gray Room. E, assim como na obra clássica, possui muitos segredos, entre eles um retrato amaldiçoado, que mantém escondido. É essa pintura que o preserva jovem e imortal desde o século 19. Eles vão se juntar a Kiernan Shipka (“Mad Men”), que tem o papel da bruxinha Sabrina, Miranda Otto (“Flores Raras”, série “24: Legacy”), Lucy Davis (a Etta Candy de “Mulher-Maravilha”), Chance Perdomo (série “Midsummer Murders”), Ross Lynch (série “Austin & Ally”), Jaz Sinclair (série “The Vampire Diaries”), Tati Gabrielle (série “The 100”), Bronson Pinchot (“Amor à Queima-Roupa”) e a mencionada Michelle Gomez (série “Doctor Who”). Criada pela mesma equipe de “Riverdale” (Roberto Aguirre-Sacasa – que também é chefe criativo da Archie Comics – e Greg Berlanti), “O Mundo Sombrio de Sabrina” ainda agendou a estreia de sua 2ª temporada, mas terá um especial de Natal em 14 de dezembro. Os novos personagens devem ser introduzidos no especial – junto da versão mirim de Sabrina, vivida por McKenna Grace (a versão mirim da Capitã Marvel).
Protagonista de Annabelle 3 vira versão mirim de Sabrina nas fotos do especial de Natal
A Netflix divulgou as primeiras fotos do Especial de Natal da série “O Mundo Sombrio de Sabrina”. E elas vêm acompanhadas de um anúncio-explicação, já que uma das imagens revela a atriz-mirim McKenna Grace como a versão infantil de bruxinha. Por sinal, ela ficou idêntica à Kiernan Shipka, intérprete da personagem na série. “No nosso especial de Natal, veremos como Sabrina era uma garota levada e precoce. Enquanto os bruxos celebram o solstício, isso não a impede de pedir algo especial para o Papai Noel”, descreve a Netflix na sinopse do programa. McKenna Grace é uma das estrelas infantis mais disputadas de Hollywood. Precoce, ela já tem quase 50 aparições em filmes e séries, aos 12 anos de idade. Este total inclui 14 episódios na série “Designed Survivor”, como filha do protagonista. Ela continua na série, que foi resgatada pela Netflix, também está no elenco de “The Haunting of Hill House”, série de terror da Netflix, apareceu ainda em “Jogador Nº 1”, coestrelou “Um Laço de Amor” com Chris Evans, foi a versão mirim de Emma Swan na série “Once Upon a Time”, de Caroline em “The Vampire Diaries”, de Tonya Harding (Margot Robbie) em “Eu, Tonya” e será vista como a criança Carol Danvers (Brie Larson) no filme “Capitã Marvel”. Para completar, ainda vai estrelar “Annabella 3” como a versão mais nova de Judy Warren, filha do casal de protagonistas da franquia “Invocação do Mal”. Vale lembrar que Kiernan Shipka também iniciou a carreira como atriz-mirim, vivendo a filha do protagonista da série “Mad Men” com apenas oito anos de idade. O especial de Natal vai estrear na Netflix em 14 de dezembro.
Astro de filme vencedor da Palma de Ouro será Drácula na nova série dos criadores de Sherlock
O ator dinamarquês Claes Bang, que ficou conhecido pelo papel principal de “The Square: A Arte da Discórdia”, filme vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes do ano passado, vai viver o Conde Drácula numa nova série, coproduzida pela BBC e a Netflix. O projeto foi desenvolvido pelos roteiristas-produtores Mark Gatiss e Steven Moffat, que vão escrever todos os episódios de “Drácula”, seguindo o mesmo formato de sua famosa série “Sherlock”. Ou seja, a 1ª temporada será curta, mas os episódios terão longa duração, como se cada história fosse um filme. Ao todo, foram encomendados três episódios de 90 minutos, que contarão como o vampiro da Transilvânia vai parar em Londres. Não será a primeira vez que a história de Drácula vai parar na TV. A série mais recente inspirada pela criação de Bram Stoker foi uma produção americana da rede NBC, que durou uma temporada de 13 episódios entre 2013 e 2014. Aclamada pela crítica, trazia Jonathan Rhys Meyers no papel-título, mas acabou cancelada devido à baixa audiência. “Drácula” será o primeiro projeto da Gatiss e Moffat desde o lançamento da 4ª temporada de “Sherlock” em janeiro de 2017. Moffat também era o showrunner de “Doctor Who” até o ano passado e está atualmente desenvolvendo uma série baseada na sci-fi “The Time Traveler’s Wife” para a HBO. Em alta desde a projeção internacional de “The Square”, Claes Bang pode ser visto atualmente nos cinemas em “Millennium: A Garota na Teia de Aranha”.
Netflix teria pago US$ 1 bilhão para fazer séries baseadas nas obras do criador de A Fantástica Fábrica de Chocolate
A Netflix teria pago em torno de US$ 1 bilhão pelos direitos de 16 das obras mais famosas de Roald Dahl, autor de clássicos infantis como “A Fantástica Fábrica de Chocolate” e “Matilda”. Os números da transação foram publicados pela revista The Hollywood Reporter e obtidos por uma fonte próxima da negociação. A transação entre a Netflix e a The Roald Dahl Story Co., que administra o legado do autor, foi agenciada pela Endeavor Content. O serviço de streaming anunciou na terça-feira (27/11) que pretende adaptar as histórias em diversas séries de animação. Além dos direitos de adaptação, a produção das séries teve seu custo estimado em no mínimo US$ 500 milhões pela publicação, podendo atingir outro US$ 1 bilhão em despesas. O THR ainda revelou que as séries devem ter narrativas interconectadas, criando assim um “universo compartilhado” inspirado nas obras de Dahl. Além de “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (e sua continuação, “Charlie e o Grande Elevador de Vidro”) e “Matilda”, a aquisição da Netflix inclui títulos como “O Bom Gigante Amigo”, “Os Pestes”, “O Remédio Maravilhoso do Jorge” e “O Enorme Crocodilo”. Ainda não há cronograma de produção nem previsão de estreia para as séries.












