Grupo terrorista de direita assume atentado contra o Porta dos Fundos
Um grupo terrorista de direita, denominado Comando de Insurgência Popular Nacionalista da Grande Família Integralista Brasileira, assumiu a autoria do atentado à bomba contra a sede do Porta dos Fundos, que aconteceu na véspera do Natal no Rio. O grupo de três homens brancos encapuzados gravou um vídeo ameaçador, que começou a circular em nichos católicos e conservadores no dia de Natal. O material pode ser encontrado no YouTube quando se pesquisa pelo nome do grupo, mas não deve demorar a ser derrubado, já que afronta as regras do portal – e da civilização, de um modo geral. O vídeo já estaria sob investigação pela Polícia Civil do Rio, porque, além da confissão, traz imagens dos três encapuzados atirando coquetéis molotov na fachada do prédio em que funciona a produção do Porta dos Fundos. As cenas teriam sido comparadas às imagens das câmeras de segurança da produtora e da vizinhança, atestando sua autenticidade. Durante o vídeo, uma voz distorcida lê um manifesto, dizendo: “Nós, do Comando de Insurgência Popular Nacionalista da Grande Família Integralista Brasileira, reivindicamos a ação direta revolucionária que buscou justiçar os anseios de todo o povo brasileiro contra a atitude blasfema, burguesa e antipatriótica que o grupo de militantes marxistas culturais Porta dos Fundos tomou quando produziu o seu Especial de Natal…”. O texto de tom terrorista cita várias palavras-chaves da extrema direita brasileira, além de assumir caráter de defesa religiosa, com muitas citações a “Nosso Senhor Jesus Cristo”. Nesta parte, as declarações aproximam a violência brasileira da ação terrorista que resultou no massacre de humoristas da revista francesa Charlie Hebdo, realizado por militantes islâmicos, também em nome da defesa da sua fé, em 2015. O vídeo ainda destaca a bandeira do Brasil Império e outra com a letra grega sigma, que identificava a Ação Integralista Brasileira, organização fascista e antissemita que tentou realizar um Golpe de Estado em 1938, atacando o Palácio da Guanabara, então sede do governo federal, para tentar matar o presidente Getúlio Vargas. Na ocasião, um integrante da família real brasileira participou do atentado. O ataque ao Porta dos Fundos não foi o primeiro atentado realizado pelos terroristas atuais. O mesmo grupo já assumiu atentado à UniRio e à Universidade Federal Fluminense (FF), queimando bandeiras antifascistas nos campus. O Brasil não tinha terroristas desde a ditadura militar, mas discursos de ódio e intolerância que inspiram esse tipo de ação vêm tomando a mídia e as redes sociais de forma crescente, alimentados por pessoas que deveriam ter maior responsabilidade. Muitos dos argumentos usados pelos criminosos para justificar seus atos violentos encontram respaldo em falas e atitudes de políticos e religiosos brasileiros. É possível identificar traços comuns entre o manifesto dos novos integralistas e os diversos ataques sofridos pelo Porta dos Fundos desde o lançamento do Especial de Natal “A Primeira Tentação de Cristo”, na Netflix, que retratou Jesus Cristo como gay. E também com outros ataques à Cultura, vindos de diversos representantes do governo federal. Desde o início do ano, várias manifestações contra a classe artística têm sido feitas por representes da extrema direita nacional. A tendência se intensificou na última semana, devido ao Especial de Natal. Políticos conservadores até convocaram a Netflix para dar explicações ao Congresso sobre o programa. Líderes religiosos lançaram campanha de boicote à plataforma. “Reportagens” jornalísticas enfurecidas foram ao ar na rede Record, que é propriedade do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal. E uma entidade religiosa chegou a dar entrada num processo judicial, que encontrou respaldo numa promotora carioca disposta a enquadrar o Porta dos Fundos por “abuso da liberdade de expressão” e restabelecer a censura no país. O ataque com bombas é resultado desse acúmulo de ataques de outras espécies e revela a verdadeira extensão da intolerância no país, alimentada por discursos de ódio em todos os escalões da República e também de figuras religiosas, distorcendo os ensinamentos cristãos até culminar nesse presente de violência de Natal, em nome de “Nosso Senhor Jesus Cristo”. Quando Fernanda Montenegro posou em setembro para uma revista como vítima de caça às bruxas, amarrada a uma fogueira, para expressar a situação da arte no país sob o governo de Jair Bolsonaro, recebeu xingamentos virulentos do atual secretário da Cultura. A cada dia que passa, a imagem se mostra mais atual, uma verdadeira definição desses tempos, em que fanáticos religiosos usam fogo e violência para conduzir uma cruzada fundamentalista contra a arte e o entretenimento modernos. “Trata-se de uma guerra irrevogável”, conclamou Fernando Alvin em seu próprio manifesto no Facebook, quando atacou Fernanda e a classe artística por estar “deturpando os valores mais nobres de nossa civilização, propagando suas nefastas agendas progressistas, denegrindo nossa sagrada herança judaico-cristã, bom – com essa corja. Não há dialogo possível”. Um discurso, de fato, inspirador. A trocar o diálogo por coquetéis molotov. A propósito, se satirizar Jesus Cristo não fosse arte com valores nobres, o Especial de Natal do Porta dos Fundos do ano passado, “Se Beber, Não Ceie”, que transformou a Santa Ceia em piada, não teria vencido em novembro o prêmio Emmy Internacional de Melhor Comédia… do mundo.
Fábio Porchat e Gregório Duvivier reagem a atentado contra o Porta dos Fundos: “Não vão nos calar!”
Os comediantes Fábio Porchat e Gregório Duvivier, do grupo Porta dos Fundos, repudiaram o atentado a bomba à sede do Porta dos Fundos, no Rio de Janeiro, realizado durante a madrugada desta terça (24/12). Porchat expressou sua indignação no Twitter. “Não vão nos calar! Nunca! É preciso estar atento e forte”, escreveu na rede social, citando trecho da letra da canção “Divino Maravilhoso”, de Caetano Veloso. O post recebeu vários apoios de solidariedade. “Força para vocês! Não se deixem intimidar!”, escreveu um seguidor. “É esse o espírito de Natal? Que absurdo!”, comentou outro. “Ato terrorista em nome de Deus é a versão brasileira dos que chamam muçulmanos de terroristas”, ponderou mais um. Mas teve gente que incentivou a violência. “Vocês estão sentindo na pele uma pitadinha do que fazem com o nosso Presidente. Tem que ser caba macho para aguentar”, disse uma bolsonarista. “Pena que vocês mesmo, ao colocarem a bomba na sede para se fazerem de vítima, não se explodiram junto com ela. Vocês são um lixo, são o que há de mais podre na sociedade”, escreveu outro, com erros de português (corrigidos neste texto). A teoria de conspiração do auto-atentado, por sinal, espalhou-se rapidamente, feito robô. Em entrevista ao El País Brasil, Gregório ponderou que o atentado refletia justamente esta onda de ódio enfrentada pelo grupo. “É assustador. Eles não estão sós. É um ódio que tem sido pregado na mídia conservadora e no Congresso”, disse. A ação terrorista aconteceu após o grupo sofrer ataque virtual de militantes da extrema direita, condenações de políticos conservadores, pedidos de explicações do Congresso, campanha de boicote de líderes religiosos, repúdio da rede Record e até processo judicial por conta do “Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo”, da Netflix, que retratou Jesus Cristo como gay, além de fazer graça com um triângulo amoroso entre Maria, José e Deus. O ataque faz recordar o terrível atentado contra a revista francesa Charlie Hebdo, em 2015, quando outra controvérsia religiosa, a caricatura do profeta Maomé, foi usada como justificativa de terroristas para chacinar a equipe de humoristas da publicação. Vale lembrar ainda que o “Especial de Natal” anterior do Porta dos Fundos venceu o Emmy Internacional em novembro, como Melhor Comédia… do mundo. Além da polêmica envolvendo “A Primeira Tentação de Cristo”, Gregório Duvivier, intérprete de Jesus no especial, também foi atacado pela militância virtual após inquérito policial revelar que ele trocou mensagens com o hacker preso por invadir o Telegram de integrantes da Lava Jato, questionando “possíveis alvos” com a citação de nomes da rede Globo, do governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel e do juiz federal Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no estado. Duvivier apresentou sua defesa e não foi indiciado.
Porta dos Fundos sofre atentado à bomba no Rio de Janeiro
O grupo humorístico Porta dos Fundos foi alvo de um atentado à bomba na madrugada desta terça-feira (24/12), véspera de Natal. O prédio em que fica a sede do grupo, no Rio de Janeiro, foi atingido por dois coquetéis molotov às 4 horas da madrugada. Em comunicado, a assessoria de imprensa do Porta dos Fundos disse que o incêndio foi controlado por um dos seguranças e que nenhum de seus integrantes estava no local no momento do ataque. “Na madrugada do dia 24 de dezembro, véspera de Natal, a sede do Porta dos Fundos foi vítima de um atentado. Foram atirados coquetéis molotov contra nosso edifício. Um dos seguranças conseguiu controlar o princípio de incêndio e não houve feridos apesar da ação ter colocado em risco várias vidas inocentes na empresa e na rua”, diz a nota. Os integrantes do grupo também afirmam que estão “confiantes que o país sobreviverá a essa tormenta de ódio e o amor prevalecerá junto com a liberdade de expressão”. As imagens do ataque, captadas pelas câmeras de segurança do prédio, já foram enviadas para a Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro, que deve conduzir uma investigação em busca dos responsáveis pelo crime. O caso foi registrado na 10ª DP, no bairro de Botafogo como crime de explosão. “A perícia foi realizada no local e a equipe do Esquadrão Antibombas arrecadou fragmentos dos artefatos para análise. Diligências estão em andamento para esclarecer o caso”, informou a Polícia Civil à imprensa. A ação terrorista aconteceu após o grupo sofrer ataque virtual de militantes da extrema direita, condenações de políticos conservadores, pedidos de explicações do Congresso, campanha de boicote de líderes religiosos, repúdio da rede Record e até processo judicial por conta do “Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo”, da Netflix, que retratou Jesus Cristo como gay, além de fazer graça com um triângulo amoroso entre Maria, José e Deus. O ataque faz recordar o terrível atentado contra a revista francesa Charlie Hebdo, em 2015, quando outra controvérsia religiosa, a caricatura do profeta Maomé, foi usada como justificativa de terroristas para chacinar a equipe de humoristas da publicação. Vale lembrar ainda que o “Especial de Natal” anterior do Porta dos Fundos venceu o Emmy Internacional em novembro, como Melhor Comédia… do mundo. Além da polêmica envolvendo “A Primeira Tentação de Cristo”, Gregório Duvivier, intérprete de Jesus no especial, também foi atacado pela militância virtual após inquérito policial revelar que ele trocou mensagens com o hacker preso por invadir o Telegram de integrantes da Lava Jato, questionando “possíveis alvos” com a citação de nomes da rede Globo, do governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel e do juiz federal Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no estado. Duvivier apresentou sua defesa e não foi indiciado.
Giri/Haji: Série criminal britânica com 100% no Rotten Tomatoes ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o trailer legendado de “Giri/Haji”, produção britânica da BBC com astros japoneses, criada por Joe Barton (roteirista de “O Ritual” e “iBoy”). A prévia destaca o clima de tensão, choque cultural e os diversos elogios da crítica à atração. Não é marketing: a série tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, numa rara unanimidade da imprensa do Reino Unido. “Giri/Haji” se traduz como Dever/Vergonha. A trama gira em torno de Kenzo Mori (Takehiro Hira, de “Bushido: O Caminho do Guerreiro”), um detetive de Tóquio, que viaja para Londres em busca de seu irmão Yuto (Yōsuke Kubozuka, de “Silêncio”), acusado de matar brutalmente o sobrinho de um membro da Yakuza, ameaçando iniciar uma guerra entre gangues. Ao adentrar o território desconhecido de Londres para descobrir se seu irmão é culpado ou mesmo se está vivo, ele recebe ajuda da policial britânica Sarah Weitzmann (Kelly Macdonald, de “Boardwalk Empire”) e de Rodney Yamaguchi (Will Sharpe, de “Flowers”), um gigolô mestiço, e entra em contato com elementos perigosos do submundo criminoso de Londres. O elenco internacional ainda destaca Justin Long (“Amor à Distância”), Sophia Brown (“Marcella”), Charlie Creed-Miles (“Silent Witness”), Togo Igawa (“O Último Samurai”) e a estreante Aoi Okuyama. Com oito episódios, “Giri/Haji” estreou na TV britânica em outubro e vai chegar ao streaming da Netflix em 10 de janeiro.
Fernando Meirelles diz que Bolsonaro está destruindo o cinema brasileiro
O cineasta brasileiro Fernando Meirelles participou de uma mesa redonda da revista The Hollywood Reporter com diretores de filmes celebrados na temporada de premiações. Cotado por “Dois Papas”, ele debateu a arte cinematográfica e o estado do cinema atual com Martin Scorsese (“O Irlandês”), Greta Gerwig (“Adoráveis Mulheres”), Noah Baumbach (“História de um Casamento”), Todd Phillips (“Coringa”) e Lulu Wang (“The Farewell”) Em determinado momento, a conversa acabou chegando no “ambiente político reacionário” no Brasil sob a gestão do presidente Jair Bolsonaro. “Para o cinema brasileiro, é um momento duro. Ele [Bolsonaro] está destruindo tudo o que construímos”, lamentou o cineasta, citando que, nas últimas décadas, o país passou por um boom de produção cinematográfica. “Nos anos 1990, antes de filmarmos ‘Cidade de Deus’, estávamos fazendo nove filmes por ano; no ano passado, foram 150”, citou. “Agora, Bolsonaro está bloqueando tudo. Tem sido difícil”. O diretor, que já assinou diversos filmes em Hollywood, ainda disse que não tem planos de trocar o Brasil pelos EUA. “Eu tenho raízes muito profundas no meu país, e eu amo dirigir em português. Eu entendo inglês, mas não sinto, sabe? Se você diz ‘mango tree’ em inglês, para mim é só uma árvore. Em português, ‘mangueira’ tem outros significados afetivos para mim”, comentou. “Dois Papas”, que foi lançado pela Netflix na sexta-feira (20/12) passada, disputa quatro troféus no Globo de Ouro, inclusive Melhor Filme de Drama, e pode aparecer no Oscar 2020. Veja um trecho da mesa redonda, centrado em Meirelles, no vídeo abaixo.
Juíza refuta pedido de censura ao Especial de Natal Porta dos Fundos: Basta não ver
A 16ª Vara Cível do Rio de Janeiro negou pedido de liminar para tirar do ar o “Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo”, disponível na Netflix. A ação foi movida pela Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura e aceita pelo Ministério Público do Rio. A promotora Barbara Salomão Spier enviou o despacho para a 16ª Vara Cível do Rio, defendendo a censura da produção. Segundo os autos, “Jesus é retratado como um homossexual pueril, Maria como uma adúltera desbocada e José como um idiota traído” no especial de Natal, o que seria um ataque à liberdade religiosa e a dignidade da pessoa humana. Em sua sustentação, a promotora ainda alegou que “fazer troça aos fundamentos da fé cristã, tão cara a grande parte da população brasileira, às vésperas de uma das principais datas do cristianismo, não se sustenta ao argumento da liberdade de expressão”. Ela afirmou que seu posicionamento não pode ser enquadrado como censura, mas de “evitar o abuso do direito de liberdade de expressão através do deboche, do escárnio”. Na decisão, a juíza Adriana Sucena Monteiro Jara Moura citou o artigo 5º da Constituição, que assegura a liberdade de expressão, e abordou o argumento de suposto “abuso desse direito” à luz da jurisprudência do STF (Supremo Tribunal Federal), “a quem compete interpretar e salvaguardar nossa Constituição, seus princípios e garantias”, ponderando ainda “os limites da liberdade de expressão em contraposição a outros direitos de igual hierarquia jurídica, como os da inviolabilidade da honra e da imagem”, que são previstos em lei. “Assim, no exercício do juízo de ponderação entre caros princípios, direitos constitucionais como os que se confrontam neste feito e na linha do entendimento jurisprudencial ao qual me filio,entendo que somente deva ser proibida a exibição, publicação ou circulação de conteúdo, em verdadeira censura, que possa caracterizar ilícito, incitando a violência, a discriminação, a violação de direitos humanos, em discurso de ódio”, escreveu a magistrada em sua decisão. “Ao assistir ao filme podemos achar que o mesmo não tem graça, que se vale de humor de mau gosto, utilizando-se de expressões grosseiras relacionadas a símbolos religiosos. O propósito de muitas cenas e termos chulos podem ser questionados e considerados desnecessários, mesmo dentro do contexto artístico criado com a paródia satírica religiosa. Contudo, há que se ressaltar que o juiz não é crítico de arte e, conforme já restou assente em nossa jurisprudência, não cabe ao Judiciário julgar a qualidade do humor, da sátira, posto que matéria estranha às suas atribuições”, avaliou a juíza. Adriana Sucena Monteiro Jara Moura ainda considerou a hipótese de ataque à liberdade religiosa, afirmando não ter constatado “a ocorrência de qualquer ilícito, nem mesmo o do tipo previsto no artigo 208 do Código Penal”, que prevê crimes contra o sentimento religioso. “Também não verifiquei violação aos Direitos Humanos, incitação ao ódio, à discriminação e ao racismo, sendo que o filme também não viola o direito de liberdade de crença, de forma a justificar a censura pretendida”, acrescentou. A juíza também citou que este foi o mesmo “entendimento do Juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Zoega Coelho, ao decidir caso análogo em referência ao ‘Especial de Natal’ do mesmo grupo humorístico, exibido em 23 de dezembro de 2013, determinando, em acolhimento ao parecer Ministerial, o arquivamento de Representação Criminal e que à época foi amplamente noticiado nas mídias”. Ela conclui dizendo que “o filme controverso está sendo disponibilizado para exibição na plataforma de streaming da ré Netflix, para os seus assinantes. Ou seja, não se trata de exibição em local público e de imagens que alcancem àqueles que não desejam ver o seu conteúdo. Não há exposição a seu conteúdo a não ser por opção daqueles que desejam vê-lo. Resta assim assegurada a plena liberdade de escolha de cada um de assistir ou não ao filme e mesmo de permanecer ou não como assinante”.
Rick and Morty: 4ª temporada chegou na Netflix
A Netflix disponibilizou neste domingo (22/12) a primeira parte da 4ª temporada de “Rick and Morty”, uma semana após o último episódio ser exibido no Adult Swim, nos Estados Unidos. A informação foi compartilhada pelo Twitter oficial da plataforma. Veja abaixo, com um trailer legendado. O novo ano da animação tem 10 episódios, mas até o momento apenas os cinco primeiros foram liberados, com participação de Taika Waititi (“Jojo Rabbit”), Keegan-Michael Key (“Meu Nome É Dolemite”) e o bilionário Elon Musk. Criada por Justin Roiland e Dan Harmon (criador também de “Community”), a série acompanha o cientista louco Rick e seu neto Morty em aventuras pelo tempo, espaço e outras dimensões, que acabam tendo grande impacto na realidade – também conhecida como cultura pop. A temporada anterior venceu o Emmy de Melhor Série Animada dos Estados Unidos. Está tudo normal, exceto talvez por cadeiras flutuantes, espaço e alguns poucos monstros. A temporada 4 de Rick and Morty está disponível. pic.twitter.com/oZ5qEq6LdF — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) December 22, 2019
Ovos Verdes e Presunto é renovada para 2ª temporada
A Netflix renovou “Ovos Verdes e Presunto” (Green Eggs and Ham) para sua 2ª temporada. A série animada, que introduz o universo de Dr. Seuss na plataforma de streaming, foi lançada em novembro passado. “Ovos Verdes e Presunto” é um dos livros para “iniciantes” do famoso escritor infantil americano. O vocabulário do texto consiste de apenas 50 palavras e foi o resultado de uma aposta entre Theodor Seuss Geisel e seu editor, que duvidou que ele conseguisse escrever um livro com tanta restrição. A história original tem dois personagens e uma enorme obsessão. “Será que gostas de ovos verdes e presunto?”, é esta a pergunta que Sam – ou Sam-Eu-Sou – faz insistentemente ao amigo Guy, procurando levá-lo a provar algo novo que ele recusa por parecer uma combinação muito estranha. Até o ponto que se cansa de ouvir sempre a mesma pergunta, acompanhada por versos rimados, e topa provar o prato para calar o amigo. E é só isso. E também tudo isso: o quarto livro de capa dura mais vendido em inglês de todos os tempos. Na animação, o ator Adam Devine (“A Escolha Perfeita”) faz a voz de Sam e Michael Douglas (“Homem-Formiga e a Vespa”) dubla Guy. Mas no Brasil é difícil saber disso, porque, além dos personagens serem dublados por vozes nacionais não identificadas, eles também tiveram os nomes mudados para João e Romeu! Diferente do livro, a série tem outros integrantes, e o elenco de vozes originais inclui Ilana Glazer (“A Noite É Delas”), Diane Keaton (“Do Jeito que Elas Querem”) e Keegan-Michael Key (“Predador”). A série foi criada pelo roteirista Jared Stern (de “The Lego Batman Movie”), tem produção da apresentadora Ellen DeGeneres e foi realizada pelo estúdio Warner Bros. Animation.
The Witcher é destruído pela crítica americana: “Game of Thrones genérico”, “brega” e “chato”
No fim de semana marcado pelas críticas negativas à “Star Wars: A Ascensão Skywalker” e cat-tastróficas para “Cats”, pouca gente destacou outro lançamento mal-avaliado, precedido de grande expectativa e campanha milionária de marketing, que também decepcionou com apenas 58% de avaliação no Rotten Tomatoes. Trata-se da série “The Witcher”, lançamento da Netflix, orçado em US$ 80 milhões (US$ 10 milhões por episódio), que blogueiros geeks vinham comparando a “Game of Thrones”, antes de assistir a qualquer episódio. A diferença entre os dois produtos, porém, provou-se abissal. A maioria dos 58% que aprovaram a produção pertencem exatamente ao grupo de geeks que gostaram sem ver. Mas na votação dos chamados “críticos Top”, divisão do Rotten Tomatoes que separa as tomatadas genéricas das tomatadas de grife, o fiasco foi incontornável. Apenas 33% dos jornalistas da grande imprensa gostaram da produção. Isto significa que decepção com a série foi maior que a causada pelo final da saga “Star Wars”, que teve 57% de aprovação geral e 48% entre os tops. A revista Entertainment Weekly utilizou até a impiedosa nota F, a pior de todas, reservada apenas para lixos completos. Chamando de “The Witcher” de “terrível” em seu título, a resenha (na verdade, um bate-papo) da publicação massacrou tudo na série, da peruca de Henry Cavill, protagonista da trama, ao excesso de nudez gratuita, sem esquecer explicações confusas que não fazem sentido, para concluir que “The Witcher” é “brega” e “chato”. A revista The Hollywood Reporter foi na mesma linha, ressaltando que “há muito papo furado” e “muitas cenas paradas e chatas”: “‘The Witcher’ tem a pretensão de ser uma trama fantasiosa ambiciosa, mas em vez disso se mostra uma exposição sem fim de nomes [de lugares e criaturas] estúpidos.” O jornal New York Times não perdoou e fez piada com as comparações entre a produção da Netflix e o drama consagrado da HBO, concluindo: “‘Game of Thrones’ agora tem a sua versão genérica”. Só que em vez da qualidade da produção recordista do Emmy, “The Witcher” parece mais “uma série sobrenatural do Syfy”, de aparência e tom trash. Detalhe: o Rotten Tomatoes considerou esta crítica entre as positivas. Para completar, a rede CNN acrescentou que “The Witcher” “é um aspirante muito fraco” ao posto de novo “Game of Thrones”. E ainda fuzilou: “Felizmente, aqueles que estão à procura de algo para assistir, seja na Netflix ou em plataformas rivais, tem em mãos um leque de opções [melhores]”. Empolgada pelo que ninguém tinha visto, a Netflix já encomendou a produção da 2ª temporada. E os responsáveis podem estar agora temendo por seus empregos.
Daniel Day-Lewis ligou para elogiar Adam Sandler após ver Jóias Brutas
Considerado um dos maiores atores do cinema, o britânico Daniel Day-Lewis (“Lincoln”) ligou para cumprimentar Adam Sandler por seu desempenho em “Joias Brutas” (Uncut Gems). A revelação foi feita por Sandler, que vem realmente recebendo muitos elogios por seu desempenho no filme dos irmãos Benny e Josh Safdie (“Bom Comportamento”). “Estava comprando tênis num dia desses e olho o telefone e é Daniel Day-Lewis. Ele começou a falar que ficou se segurando na cadeira da frente [no cinema] e o quanto ele adorou o filme e todo mundo que está nele. Foi a melhor ligação da história”, contou Sandler, durante participação no The Bill Simmons Podcast. Day-Lewis é o único intérprete que já venceu três Oscars de Melhor Ator – por “Meu Pé Esquerdo” (1989), “Sangue Negro” (2007) e “Lincoln” (2012). Há outros atores com três Oscars, mas essa contagem inclui troféus de Coadjuvante. Sandler, por sua vez, é mais conhecido por comédias de gosto duvidoso, que lhe renderam alguns Framboesas de Ouro, troféu considerado o anti-Oscar, que elege os piores do ano. Apesar disso, já tinha demonstrado capacidade dramática em um par de produções indies bem-avaliadas. Em “Joias Brutas”, ele interpreta Howard Ratner, um joalheiro judeu trambiqueiro de Nova York metido em apostas esportivas de alto risco, que podem lhe render o maior lucro ou a maior dívida de sua vida. Este papel já rendeu indicação ao Spirit Awards, considerado o “Oscar indie”, e cria expectativa em torno de seu nome para a premiação oficial da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Produção indie do estúdio A24, “Joias Brutas” vai chegar ao Brasil em 31 de janeiro, diretamente no streaming da Netflix.
The Midnight Gospel: Netflix anuncia série animada do criador de Hora de Aventura
A Netflix anunciou a produção e divulgou as duas primeiras imagens da série animada “The Midnight Gospel”, nova criação de Pendleton Ward, responsável pelo aclamado desenho “Hora de Aventura”. Ward desenvolveu “The Midnight Gospel” em parceria com o comediante e apresentador Duncan Trussell (que dublou Ron James em “Hora de Aventura”), e com apoio do estúdio Titmouse Animation, responsável por “Big Mouth”, na mesma Netflix. A série acompanha Clancy, um “locutor interdimensional com um simulador de multiverso defeituoso, que decide deixar o conforto de sua casa para entrevistar seres de mundos em extinção”. Os trechos de entrevistas serão inspirados no podcast de Trussell, “Duncan Trussell Family Hour”, que já acumula mais de 360 edições com participações de Dan Harmon (criador de “Rick & Morty”), Rob Schrab (criador de “The Suits”) e muitas celebridades exotéricas em discussões metafísicas sobre o sentido do universo. Sem data de estreia definida, “The Midnight Gospel” deve chegar ao streaming em 2020.
Veja uma cena completa da série animada de Velozes e Furiosos
A Netflix divulgou uma cena repleta de ação de “Velozes e Furiosos: Espiões do Asfalto” (Fast & Furious: Spy Racers), série animada derivada da franquia “Velozes e Furiosos”. A prévia mostra uma missão ousada de Tony Toretto, primo adolescente de Dom Toretto (Vin Diesel). Na trama, ele é recrutado por uma agência federal para se infiltrar em uma liga profissional de corridas que serve como fachada para uma poderosa organização criminosa. O ator Tyler Posey (de “Teen Wolf”) dubla Tony Toretto e o elenco de vozes originais ainda inclui Camille Ramsey (“American Vandal”), Luke Youngblood (da franquia “Harry Potter), Charlet Chung (“Overwatch”) e Jorge Diaz (“Jane the Virgin”). A produção executiva inclui o próprio Vin Diesel, além de Neal Mortiz e Chris Morgan, produtores da franquia cinematográfica. A estreia vai acontecer em 26 de dezembro.
Anne with an E: Última temporada ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o trailer legendado da 3ª temporada de “Anne with an E”, que encerra a série. A prévia de tom dramático destaca o crescimento da jovem que dá título à atração, que chega aos 16 anos com sentimentos divididos. A alegria por estar virando uma mulher também gera tristeza por ela não saber sua origem – mais especificamente, quem são seus pais. Acreditando que isso é importante para estabelecer sua verdadeira identidade, ela acaba entrando em atrito com os pais adotivos. Coprodução da rede canadense CBC, “Anne with an E” é inspirada num dos maiores clássicos da literatura canadense, “Anne de Green Gables”, de L.M. Montgomery, que rendeu mais 10 volumes de continuação. A saga foi publicada entre 1908 e 1939 e acompanhou praticamente toda a vida da personagem, da infância à velhice. A decisão de terminar a produção, porém, deve-se ao modo como a série foi concebida, visando apenas o público infantil. Assim, o crescimento da atriz Amybeth McNulty, que também chegou aos 16 anos de idade, foi considerado o ponto de encerrar a história, atingindo a idade de Anne ao final do primeiro livro – ela vai dos 11 aos 16 no romance original. O fim da série encerra a expectativa de mostrar a chegada de Anne na vida adulta – ela completa 18 anos no segundo volume – , que assim se encerra como a adaptação mais premiada da obra de Montgomery, levada inúmeras vezes para as telas de cinema e televisão – até mesmo como animação. “Anne with an E” venceu o Canadian Screen Awards como Melhor Série Dramática e até mesmo o DGA Awards, prêmio do Sindicato dos Diretores dos Estados Unidos, conquistado pela cineasta neozelandesa Niki Caro (“Terra Fria”) – atualmente à frente da versão live-action de “Mulan” para a Disney. A série foi desenvolvida por Moira Walley-Beckett (criadora de “Flesh and Bone” e roteirista de “Breaking Bad”) e também conta com direção da canadense Patricia Rozema (“Palácio das Ilusões”), entre outros. O último episódio foi exibido em novembro no Canadá, mas o lançamento internacional em streaming vai acontecer somente em 3 de janeiro.










