The Umbrella Academy: Elenco compartilha foto em clima de Natal
O elenco da série “The Umbrella Academy” se reuniu para celebrar o natal. Em uma imagem divulgada pelo Instagram oficial da produção (veja acima), os irmãos Número Cinco (Aidan Gallagher), Luther (Tom Hopper), Vanya (Ellen Page), Allison (Emmy Raver-Lampman), Ben (Justin H. Min), Klaus (Robert Sheehan) e Diego (David Castañeda) Hargreeves aparecem vestidos em trajes natalinos para desejar boas festas ao público. “De nossa família disfuncional para a sua, boas festas!”, diz a legenda. Atualmente em fase de finalização de sua 2ª temporada, a série é um exemplo dos paradoxos da matriz brasileira da Netflix. Os quadrinhos que inspiram a produção são desenhados por um brasileiro, Gabriel Bá, e são vendidos no Brasil com o título de “A Academia Umbrella”. Mas a série não teve o nome traduzido do inglês para sua veiculação no país. Entretanto, atrações sem referências nacionais e de nomes mais simples ganharam “traduções” completamente alopradas dos “profissionais” da plataforma. Como “Dead to Me”, que virou “Disque Amiga para Matar”, ou “Living with Yourself”, transformado em “Cara x Cara”. Não há critério algum. E essa “criatividade” aleatória apenas atrapalha na identificação das produções originais. Anyway (ou Gerard Way, o autor dos quadrinhos), a Academia Umbrella é um grupo de jovens desajustados, que foram adotados por um milionário excêntrico ainda crianças após nascerem misteriosamente com poderes especiais. Várias décadas depois de se separarem, eles se reúnem do funeral de seu mentor e descobrem que precisam impedir o fim do mundo, previsto para daqui a oito dias. Pior que isso: os episódios revelam que um deles é o responsável pelo apocalipse. Os quadrinhos foram adaptados por Jeremy Slater (criador da série “The Exorcist”), e além dos heróis citados, o elenco ainda inclui a cantora Mary J. Blige (indicada ao Oscar 2018 por “Mudbound”), Kate Walsh (das séries “Private Practice” e “13 Reasons Why”) e Cameron Britton (“Stitchers”). Ainda não há previsão para a estreia da 2ª temporada, que vai continuar a história do ponto em que a 1ª temporada parou, com os personagens viajando no tempo para impedir o fim do mundo.
Martin Scorsese acredita que O Irlandês pode se tornar seu último filme
O diretor Martin Scorsese levantou a possibilidade de “O Irlandês” se tornar seu último filme, durante entrevista ao jornal The Guardian. “Eu não sei mais quantos filmes eu posso fazer — talvez esse seja o fim. Talvez seja o último. Então, a minha ideia durante a produção foi simplesmente finalizar o filme e saber se ele poderia passar, mesmo que fosse por um único dia, nos cinemas”, comentou. O cineasta de 77 anos não falou em aposentadoria, mas pareceu preocupado com sua idade. Por isso, aceitou fazer “O Irlandês” para a Netflix, mesmo sabendo que a plataforma deixaria o filme nos cinemas por apenas uma semana – o que, confessou, foi um sacrifício. “Eu sabia quais eram as condições quando fiz o filme para eles. Eu sabia que ‘O Irlandês’ seria visto principalmente no streaming, e não nos cinemas. Mas, naquele ponto, nós só precisávamos do financiamento, e da liberdade criativa”, explicou. “Minha única preocupação era que os atores estariam bem com essa condição, e que a Academia aceitaria o filme. Não por mim. Eu sei que estou no fim da minha estrada, que foi bem longa. Eu só queria que ‘O Irlandês’ fosse abraçado, junto com esta nova maneira de assistir filmes”, acrescentou. Durante a conversa, Scorsese voltou às suas críticas aos filmes de super-heróis, que na verdade se manifestam como crítica à distribuição de filmes e à cultura do blockbuster. “Estamos em uma situação em que os grandes cinemas têm 12 telas, e 11 delas estão passando os últimos filmes de heróis. Se você gosta deles, ótimo, mas você precisa de 11 telas?”, disse. Ele ainda rebateu a ideia de que esteja defendendo um cinema mais elitista. “Um filme ser comercial não significa que ele não pode ser arte. O que têm invadido os cinemas hoje em dia são produtos. Produtos são feitos para serem consumidos e jogados fora. Em contraste, olhe para ‘Cantando na Chuva’. É um filme comercial, mas você pode ver muitas vezes sem se cansar”. Só para lembrar: também é assim como “Vingadores: Ultimato”, um dos filmes mais vistos de todos os tempos. Apesar do temor de não conseguir dar sequência à carreira, Scorsese tem um novo documentário musical e um filme dramático encaminhados. Ele e o ator Leonardo DiCaprio chegaram a considerar três projetos diferentes, antes de escolher “Killers of the Flower Moon”, baseado no livro homônimo de David Grann (autor de “Z: A Cidade Perdida”). A obra, que foi lançada no Brasil com o título “Assassinos da Lua das Flores”, envolve um dos crimes mais chocantes da história americana, a morte de quase todos os membros da tribo Osage, que ocorreu pouco depois da descoberta de petróleo em suas terras nos anos 1920. O caso gerou uma das primeiras grandes investigações da história do FBI, fundado em 1908. Paralelamente, o diretor prepara um documentário sobre a cena musical de Nova York nos anos 1970, que deu origem ao punk rock, à new wave, à disco music, ao rap, ao hip-hop e ao garage house, quase que de forma simultânea. Período e local são os mesmos que inspiraram Scorsese a fazer a série “Vinyl”, da HBO, com Mick Jagger.
Ministério Público do Rio acata ação por censura do Especial de Natal do Porta dos Fundos
A promotora Barbara Salomão Spier, do Ministério Público do Rio, acatou ação de autoria da Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura para que seja realizada a suspensão do “Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo”, disponível para assinantes da Netflix. No despacho para a 16ª Vara Cível do Rio, a promotora afirma que “o que é sagrado para um, pode não ser sagrado para o outro, e o respeito deve, portanto, imperar”. A promotora assume querer estabelecer limites para “liberdade de expressão artística”. Trata-se de tema constitucional com ampla jurisprudência vinculante na esfera do STF (Supremo Tribunal Federal). Mesmo assim, ela tomou liberdade de ponderar na primeira instância: “Fazer troça aos fundamentos da fé cristã, tão cara à grande parte da população brasileira, às vésperas de uma das principais datas do Cristianismo, não se sustenta ao argumento da liberdade de expressão. No caso entelado é flagrante o desrespeito praticado pelos réus, o que não é tolerável, eis que ultrapassam os limites admissíveis à liberdade de expressão artística”. Trata-se do segundo caso de tentativa de censura de expressões artísticas com aval do judiciário do Rio de Janeiro em 2019, após a autorização, posteriormente revertida pelo STF, para que fiscais da prefeitura recolhessem quadrinhos da Marvel e outras obras com conteúdo LBTQ+ da Feira do Livro do Rio. Assim como diziam as autoridades da primeira tentativa, Barbara Spier exercita a novilíngua para afirmar que não está praticando censura ao propor censurar a obra. “Não é [o caso] de censura, mas de evitar o abuso do direito de liberdade de expressão através do deboche, do escárnio”. A justificava não vem apoiada por nenhum artigo de lei, pois “abuso do direito de liberdade de expressão” é geralmente calúnia e injúria objetiva, o que não acontece em expressões artísticas que se utilizam de sátira. Há, ainda, casos de preconceito previstos criminalmente, que, entretanto, não se confundem com “desrespeito” genérico, não cabendo também enquadramento na sustentação. Apesar da argumentação frágil, a promotora recomenda a imediata suspensão da exibição do programa, assim como os trailers, making of e propagandas. E ainda sugere multa diária de R$ 150 mil para o descumprimento. Isto não tem efeito legal, já que precisa ser aprovado por um juiz. Mas vale lembrar que o bispo da Universal/prefeito do Rio Marcelo Crivella teve apoio de um juiz para realizar sua cruzada cristã contra a Feira do Livro. Barbara Salomão Spier conclui sua apreciação do caso citando, em vez de jurisprudência, que inexiste, uma máxima popular, “de que o direito de um termina, onde começa o do outro”. O direito de “um”, no caso, é o direto de todos aqueles interessados em assistir à comédia, que seria prejudicado pela sugestão da promotora. Já o direito do “outro” – isto é, daqueles que não querem ver o Especial de Natal do Porta dos Fundos – , independe de ordem judicial para garanti-lo, bastando-lhes o livre arbítrio.
Continuação de Para Todos os Garotos que Já Amei ganha trailer romântico legendado
A Netflix divulgou o trailer legendado da continuação de “Para Todos os Garotos que já Amei”, que também é estrelada por Lana Condor e Noah Centineo. A prévia explora o romance do casal, mas também introduz um segundo destinatário das cartas do primeiro filme, transformando a história de amor num possível triângulo. A adaptação do best-seller juvenil “Para Todos os Garotos que Já Amei” foi originalmente produzido para o cinema pela Awesomeness, uma divisão da Paramount, que acabou vendendo seus direitos para a Netflix numa negociação envolvendo vários projetos. A história sobre a garota tímida que escreve cartas secretas para seus crushes sem intenção de enviá-las, e que é obrigada a lidar com a situação quando as cartas vão parar no correio, tornou-se um dos maiores sucessos da plataforma. No novo longa, Lara Jean (Condor) e Peter (Centineo) não fingem mais ser um casal, eles são um casal. Mas quando John Ambrose (Jordan Fisher), um outro recipiente de uma das cartas de Lara Jean, entra em sua vida novamente, ela precisa confiar nela mesma para enfrentar seu primeiro dilema real: será que ela pode amar dois garotos ao mesmo tempo? Intitulada “Para Todos os Garotos: P.S. Eu Ainda Amo Você”, a sequência vai estrear no serviço de streaming no dia 12 de fevereiro de 2020. Entretanto, este não será o fim da história. A Netflix já confirmou a produção de um terceiro filme baseado nos livros de Janny Han. “Para Todos os Garotos: Agora e Para Sempre, Lara Jean” ainda não tem previsão de lançamento, mas já começou a ser rodado. Os três filmes vão contar toda a trilogia literária assinada por Jenny Han.
Netflix revela ter 29 milhões de assinantes na América Latina
A Netflix revelou pela primeira vez dados bem detalhados de seu alcance fora do território dos Estados Unidos. Com o objetivo de convencer seus investidores sobre o potencial de crescimento que possui em diversos mercados internacionais, a plataforma confirmou que, atualmente, possui 90 milhões de assinantes fora dos EUA (no território americano, o número de clientes é 60 milhões). De acordo com os dados da companhia, a Netflix possui, atualmente 29 milhões de assinantes em território latino-americano. Não parece muito, diante dos números da audiência televisiva na região. Mas é crescente. O registro é praticamente o dobro do divulgado pela empresa em 2017. Outro dado importante é que, embora não especifique isoladamente a quantidade de assinantes por país, o desempenho da Netflix na América Latina é impulsionado, sobretudo, pelos serviços sediados no Brasil e no México. Entretanto, esse crescimento não é acompanhado por grande aumento de arrecadação. A América Latina é a região que gera a menor receita para a Netflix, devido à desvalorização da moeda de seus países frente ao dólar. Com isso, as assinaturas latinas giram em torno de US$ 8,21 por mês, em média, enquanto nos Estados Unidos e no Canadá o preço está em US$ 12,36. Esta desvalorização fez com que o faturamento anual ficasse em US$ 2 bilhões em 2019, superior em apenas US$ 300 mil ao valor de 2017, apurado com quase metade da quantidade dos assinantes atuais. No resto do mundo, a região que abrange Europa, Oriente Médio e África concentra a maior quantidade de assinantes, o que é inevitável quando se juntam três continentes. São 47 milhões de assinantes nesses territórios. Já a região que registra o crescimento mais rápido e em maior número de assinaturas é a Ásia-Pacífico, cujo número de clientes triplicou desde 2017. Paradoxalmente, ela também representa o menor mercado da Netflix no mundo, com 14 milhões de asiáticos atendidos – cerca de 9% do total de assinantes da plataforma. A reação do mercado para a liberação dessas informações não foi de muito entusiasmo. A avaliação é que a Netflix decidiu abrir dados sigilosos para mostrar que, apesar do cenário mais competitivo que encontra nos EUA, ainda possui potencial de crescimento no exterior. Além de ser o país com crescimento mais lento da Netflix, os Estados Unidos também registram, pela primeira vez, um recuo na base de assinantes do serviço: 126 mil pessoas cancelaram o serviço no segundo trimestre do ano. Isto acontece em meio ao aumento na quantidade de oferta em serviços rivais – Disney+ (Disney Plus) e Apple TV+ foram lançados neste período – , uma tendência que só irá aumentar em 2020. A Netflix ainda aponta que o sucesso de sua expansão internacional pode ser creditada à boa aceitação de séries e projetos de conteúdo de língua não-inglesa. O maior exemplo é a série “La Casa de Papel”, que se tornou muito popular em todo mundo, não apenas na Espanha, seu país original. Para a empresa, este ainda é seu grande diferencial para continuar crescendo, diante da concorrência com serviços que só oferecem atrações americanas.
Série documental resgata polêmicas do comediante Kevin Hart
A Netflix divulgou o trailer de sua série documental sobre o comediante Kevin Hart (“Jumanji: Próxima Fase”), e a prévia aborda diversas polêmicas, desde sua recusa em se desculpar por comentários homofóbicos até a reação de sua esposa para a notícia de sua traição conjugal. A produção intitulada “Kevin Hart: Don’t F**k This Up” não esconde que tenta passar uma imagem de bom moço que foi vítima da mídia, mas a lembrança de que sua esposa, Eniko Parrish, estava na 31º semana de gravidez quando foi traída é um golpe duro nessa campanha de relações públicas em forma de série. No vídeo, Eniko aparece chorando ao falar sobre o caso. “Você me humilhou publicamente. Eu apenas ficava dizendo, ‘Como diabos você deixou isso acontecer?'”. Na época, Kevin foi chantageado por uma pessoa, que tentou conseguir dinheiro para não divulgar um vídeo que mostrava o comediante com outra mulher. Em vez de pagar, ele admitiu o caso num post no Instagram, incluindo um pedido de desculpas à Eniko. No trailer do documentário, o comediante fala sobre o momento. “Nosso casamento foi colocado em um teste. O teste mais difícil de todos. E, você sabe, às vezes esses testes vêm da estupidez. Mas é como você lida com isso e como decide avançar a partir dele”, destacou Kevin, no texto marketeiro. Sua outra grande polêmica diz respeito ao fato de ter preferido desistir de apresentar o Oscar 2019 a pedir desculpas a comunidade LGBTQIA+ por tuítes homofóbicos de seu passado, resgatados nas redes sociais após ele ser convidado para a função. Num dos tuítes antigos resgatados, ele relatou que não aceitaria um filho gay, dizendo que se o pegasse brincando com bonecas, quebraria o brinquedo na cabeça dele. Em outro, comparou a foto de um homem sensual a um “anúncio gay para a Aids”. E essas foram as “piadas” mais leves. Hart afirmou que as mensagens eram de quase uma década atrás e que ele amadureceu desde então. Mas não quis se desculpar. “Escolhi descartar a desculpa. A razão pela qual faço isto é porque já falei sobre isto diversas vezes”, disse Hart, entre vários posts, argumentando que se desculpar seria alimentar os trolls. E com essa reação, apenas alimentou sua própria fama de homofóbico. No trailer do documentário, ele tem a mesma atitude, interrompendo pergunta sobre o tema, para avisar que o entrevistador não o conhece. E é aí que os editores enfiam vídeos caseiros com a historinha da sua vida. Veja abaixo. A série estreia em 27 de dezembro em streaming.
Netflix é convocada pelo Congresso para esclarecer Especial de Natal do Porta dos Fundos
Chegamos neste ponto. A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça (17/12) requerimento de autoria do deputado federal e pastor Julio Cesar Ribeiro para a realização de audiência pública com a presença de representante da Netflix para esclarecimentos sobre o filme “A Primeira Tentação de Cristo”, especial de Natal do grupo Porta dos Fundos. Na produção exibida pela plataforma de streaming, o grupo Porta dos Fundos encena o retorno de Jesus dos 40 dias no deserto, insinua uma relação amorosa entre Jesus e Satanás e ainda sugere que Cristo, Maria e José formariam um triângulo amoroso. “O filme é uma verdadeira afronta aos valores cristão, ultraje a fé e a figura de Jesus Cristo e dos seus discípulos. Nós entendemos que uma obra de arte pode abordar diferentes aspectos a respeito desse período histórico sem fazer nenhum tipo de caricatura ou ofensa à imagem de Jesus. No entanto, este filme é uma verdadeira afronta aos mandamentos constitucionais, constitui crime previsto no Código Penal e verdadeira afronta religiosa aos valores cristãos”, afirmou Julio Cesar. O deputado, que é pastor da Igreja Universal, caracteriza a produção como vilipêndio, conforme art. 208 do Código Penal. O artigo se refere a ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato religioso e já foi usado para prender um pastor da Universal no famoso caso do “Chute na Santa”, em que o então pastor Sérgio Von Helder foi condenado a dois anos e dois meses de prisão por crimes de discriminação religiosa e vilipêndio a imagem da Nossa Senhora de Aparecida, chutada durante um programa de televisão da Universal, em 1995, como protesto contra o feriado nacional dedicado à santa negra – “boneco feio, horrível e desgraçado”. A expertise em Código Penal também decorre de Julio Cesar Ribeiro ter sido citado em denúncias de corrupção no âmbito da operação Drácon e responder a processo penal por envolvimento em um esquema de propinas na Câmara Legislativa do Distrito Federal. A Netflix já informou que não se manifestará a respeito da convocação para Audiência Pública. Embora este tenha sido o primeiro requirimento aprovado sobre o tema, a Câmera dos Deputados recebeu diversos outros a respeito do Especial de Natal, desde moções de repúdio contra a plataforma até Audiência Pública para saber os critérios utilizados na seleção de conteúdo do serviço. Um abaixo-assinado que pede a remoção do filme do catálogo da plataforma também circula na internet com mais de 2 milhões de assinaturas. Na prática, porém, os deputados nada podem fazer, além de mostrar o pior que a política brasileira tem a oferecer para uma empresa multinacional, que tem investido – sem incentivos – numa das áreas mais prejudicadas pela ineficiência e má vontade do governo federal – a produção de filmes e séries nacionais. Sem outra função além de servir de cortina de fumaça para réus processados por corrupção, de olho em eleitores desavisados, a convocação da Netflix só vai tumultuar e atrasar ainda mais a pauta de votações necessárias ao país, dispersando o Congresso em assuntos que lhe não cabem – lembrando o básico: quem julga questões constitucionais é o STF. Afinal, enquanto o Brasil for uma democracia, a censura federal é proibida pela Constituição. Não deveria mesmo ser preciso lembrar, mas há muito político falando em AI-5 ultimamente. Para decorar, este é o refrão: “É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”. Para completar, talvez o Congresso não saiba que o Porta dos Fundos venceu o Emmy Internacional por seu Especial de Natal do ano passado, que também satirizou Jesus Cristo, com o mesmo tom satírico e na mesma Netflix. Em 25 de novembro, o programa foi eleito a Melhor Comédia de 2019… do mundo.
Petição contra Especial de Natal do Porta dos Fundos ultrapassa 2 milhões de assinaturas
A petição contra o especial de Natal “A Primeira Tentação de Cristo”, do grupo Porta dos Fundos, atingiu mais de 2 milhões de assinaturas. O abaixo-assinado no site Change.org tem o objetivo de sensibilizar a Netflix para que retire a produção do seu catálogo. Além desta petição principal, várias outras têm se espalhado em sites similares. Há uma petição acontecendo até na Colômbia, que aponta que o especial “ofende gravemente aos cristãos e ao nosso senhor Jesus Cristo”. “Este filme é uma falta de respeito ao cristianismo e em especial a Deus”, escreveu o criador da campanha em espanhol. A polêmica também ajudado a divulgar o programa, que aumentou muito a sua exposição e trouxe até novos assinantes ao canal do grupo no YouTube – onde fantasmas de especiais passados podem assombrar ainda mais quem não gostou do atual. No especial, Jesus (Gregorio Duvivier) retorna para a casa dos pais, após uma viagem de 40 dias no deserto, a tempo de festejar seu aniversário de 30 anos, mas chega acompanhado por Orlando (Fabio Porchat), um rapaz espalhafatoso e afetado. A partir daí, os diálogos trazem uma série de insinuações de que os dois têm um relacionamento amoroso. Também há várias piada sobre a traição sofrida por José e o interesse carnal de Maria em Deus. Este conteúdo tem se provado divisivo. Além da petição, um bispo de Pernambuco lançou um pedido de boicote à Netflix e deputados conservadores se manifestaram com considerações sobre os limites do humor. Integrantes do clero mais baixo multiplicaram requerimentos para que a Câmara dos Deputados aprovasse uma moção de repúdio contra a plataforma e realizasse até Audiência Pública com a presença de representante da Netflix para prestar esclarecimentos sobre o filme. Um dos requirimentos mais curiosos exige saber os critérios utilizados na seleção de conteúdo do serviço. Diante da polêmica, o Porta dos Fundos disse, por meio de sua assessoria, que “valoriza a liberdade artística e faz humor e sátira sobre os mais diversos temas culturais e da nossa sociedade”. Repetidamente, os humoristas ainda se manifestaram no mesmo tom de forma individual. Já a Netflix informou que não irá se pronunciar sobre o ocorrido, mas salientou que valoriza a liberdade de expressão artística e lembrou que a parceria com o Porta dos Fundos rendeu recentemente o Emmy Internacional de Melhor Comédia, vencido pelo especial de Natal do ano passado.
2ª temporada de Narcos: México ganha teaser, data e 10 fotos
A Netflix divulgou o primeiro teaser, 10 fotos e a data de estreia da 2ª temporada de “Narcos: México” – também conhecida como 5ª temporada de “Narcos”. Enquanto o teaser destaca o traficante vivido por Diego Luna (“Rogue One: Uma História Star Wars”), as fotos mostram o agente do DEA vivido por Scoot McNairy (“Batman vs. Superman”) em seu encalço. Diego Luna chegou a recebeu uma indicação ao Critics Choice Awards por sua interpretação de Félix Gallardo, o chefe do cartel de Guadalajara, na 1ª temporada da nova configuração da série de traficantes da Netflix. Já Scoot McNairy apareceu apenas no capítulo final da 1ª temporada, como o agente Walt Breslin, mas narrou todos os episódios. A estreia da 2ª temporada de “Narcos: México” foi marcada para 13 de fevereiro. Catch him if you can. Narcos: Mexico Season 2 premieres February 13 on @netflix. pic.twitter.com/OpScR1Et9h — Narcos (@NarcosNetflix) December 17, 2019
Modo Avião: Estreia de Larissa Manoela na Netflix ganha pôster e data de lançamento
A Netflix divulgou o pôster de “Modo Avião”, filme que marca a estreia de Larissa Manoela (“Meus 15 Anos”) na plataforma. O cartaz traz a jovem atriz de celular na mão e ainda revela a data de lançamento da produção. De acordo com a plataforma, “Modo Avião” “conta a história da jovem Ana (Larissa Manoela), que estudou moda sonhando em ser uma grande estilista. Mas largou tudo para virar uma influenciadora digital da famosa marca True Fashion, liderada pela executiva Carola (Katiuscia Canoro, de “Tô Ryca!”). Sempre conectada e postando, Ana não larga o celular nem para dirigir e acaba sofrendo um acidente sério. O problema a afasta das redes sociais e a leva à casa do avô Germano (o cantor Erasmo Carlos) no interior, onde ela entra em um “detox digital”. Germano é dono de um antigo carro Mustang, que Ana ajudará a consertar, numa jornada para conhecer sua família e a si própria. Completam o elenco André Luiz Frambach (“Chico Xavier”) e Dani Ornellas (“O Inventor de Sonhos”). O filme é baseado em roteiro do mexicano Alberto Bremmer (“Ya Veremos”). A versão brasileira é escrita por Renato Fagundes (“Vai que Cola – O Começo”) e Alice Name-Bomtempo (“Vai que Cola – série”), e a direção está a cargo de César Rodrigues (“Vai que Cola – O Filme”). A estreia está marcada para 23 de janeiro.
Netflix cancela Daybreak após uma temporada
A Netflix decidiu cancelar a comédia de zumbis “Daybreak” após uma temporada. O co-criador da série, Aron Eli Coleite (produtor-roteirista de “Star Trek: Discovery”), deu a má notícia no Twitter. “Ninguém está de coração mais partido que nós, que não poderemos mais compartilhar essa jornada com vocês”, escreveu Collette. “Mas estamos muito agradecidos por termos chegado até aqui.” Leia a declaração completa (em inglês) abaixo. Como a Netflix é seletiva na divulgação dos dados de audiência, não há registros sobre o desempenho da série, que foi lançada em 24 de outubro no serviço de streaming. Mas a crítica gostou da atração, que recebeu 72% de aprovação no site Rotten Tomatoes. A trama era uma adaptação dos quadrinhos homônimos de Brian Ralph e foi desenvolvida por Coleite e o cineasta Brad Peyton (de “Rampage: Destruição Total” e “Terremoto: A Falha de San Andreas”). Em resumo, acompanhava estudantes de uma escola do Ensino Médio durante o começo de uma epidemia zumbi. O elenco destacava o ator Matthew Broderick (ele mesmo, do clássico dos anos 1980 “Curtindo a Vida Adoidado”) como diretor da escola, além dos adolescentes Colin Ford (a versão jovem de Dean em “Supernatural”), Austin Crute (“Fora de Série”), Alyvia Alyn Lind (“Future Man”), Sophie Simnett (“The Lodge”), Krysta Rodriguez (“Smash”), Jade Payton (“iZombie”) e Chelsea Zhang (a Devastadora de “Titãs”). I don't even know how to say this, so we prepared a small statement. Love you all. Thank you! pic.twitter.com/rKXWxuaaFh — Aron Coleite (@AronColeite) December 17, 2019
Cachorro de Fuller House morre após complicações em cirurgia
O elenco da série “Fuller House”, da Netflix, anunciou nesta segunda (17/12) que o cachorro Cosmo, visto nos episódios da série, morreu após complicações em uma cirurgia. “Estamos tristes em compartilhar que o cão fiel dos Fullers, Cosmo, que cresceu em nosso set, faleceu após complicações em uma cirurgia”, lamentou um porta-voz da Netflix, em comunicado. “Nunca haverá outro como o nosso garoto. Sentiremos sua falta para sempre”, completou a declaração, junto de quatro fotos do cachorro. “Nosso doce menino Cosmo agora está correndo no céu dos cachorros”, acrescentou a atriz Candace Cameron Bure (a D.J.) em um post pessoal. “Cosmo estava em ‘Fuller House’ desde o começo e estamos de corações partidos”. O ator Elias Harger, de apenas 12 anos, que interpreta Max, filho de D.J. na série, também prestou homenagem ao “colega” de trabalho. “Eu te amo, Cosmo! RIP – Duas semanas antes do fim de ‘Fuller House’, eu perdi meu amigo”, escreveu em seu Instagram, incluindo um vídeo com várias cenas de brincadeiras com o cachorro nos bastidores das gravações da série. O golden retriever apareceu na série ainda como filhote. Sua estreia aconteceu na 1ª temporada, em 2016. Ele morreu muito jovem, com somente quatro anos. A série também vai se despedir dos fãs, encerrando-se oficialmente em 2020, após cinco temporadas. We're sad to share that the Fullers' faithful dog Cosmo, who grew up on our set, passed away after complications from surgery. There will never be another quite like our boy. 💛 We'll miss him forever. pic.twitter.com/yVjkJONdQ9 — Fuller House (@fullerhouse) December 16, 2019 Our sweet boy Cosmo is now running around in doggie heaven. I imagine he’s playing with Comet 😉 right now.Cosmo has been in Fuller House since the start and we are heartbroken that he passed away during surgery complications. You’ll be so missed love bug ❤️@fullerhouse pic.twitter.com/xzqULFRF8s — Candace Cameron Bure (@candacecbure) December 16, 2019 Ver essa foto no Instagram Two weeks before the end of @fullerhouse, I lost my buddy. I made this video to honor @cosmofullerhouse. 💔 Uma publicação compartilhada por Elias Harger (@eliasharger) em 16 de Dez, 2019 às 9:58 PST
Você: Trailer legendado da 2ª temporada apresenta novo alvo do psicopata
A Netflix divulgou o primeiro trailer legendado da 2ª temporada de “Você” (You), que mostra o personagem vivido por Penn Badgley em nova cidade, com nova identidade e novo alvo, num clima de muita tensão embalado por um cover pop de “Creep”, rock clássico do Radiohead. No vídeo, Joe se apresenta como Will, enquanto envolve uma nova vítima. Interpretada por Victoria Pedretti (a Nell de “A Maldição da Residência Hill”), Love Quinn é uma aspirante a chef de cozinha que não liga muito para redes sociais. Ela também está tentando se recuperar de uma grande tragédia quando conhece Joe/Will, sentindo uma conexão profunda com ele. Tudo parece perfeito, até que surge uma “ex” para perturbar o “relacionamento”: Candace (Ambyr Childers), uma “namorada” que conseguiu escapar do psicopata. Enquanto a 1ª temporada foi uma coprodução entre a Netflix e o canal pago americano Lifetime, o serviço de streaming produz sozinho a continuação, que é inspirada no segundo livro da coleção literária de Caroline Kepnes, intitulado “Corpos Ocultos” – lançado no mês passado no Brasil. A adaptação dos livros como série tem produção de Greg Berlanti (criador de todas as séries da DC Comics do canal CW) e Sera Gamble (criadora de “The Magicians”), e os novos episódios serão disponibilizados no dia 26 de dezembro em streaming.










