Lucifer: Conheça os pôsteres da 5ª temporada
A Netflix divulgou os pôsteres da 5ª temporada de “Lucifer”, que trazem Tom Ellis no papel-título e Lauren German como a detetive Chloe Decker, acompanhados por um texto sobre cair em tentação. Após o final dramático da 4ª temporada, em que Lucifer é enviado de volta ao inferno, a nova temporada trará o protagonista ligeiramente diferente. Isto porque seu “irmão gêmeo” resolveu tomar seu lugar na Terra, fingindo ser o diabo. O falso Lucifer é ninguém menos que Michael, mais conhecido como o arcanjo Miguel no Brasil. Por sinal, a ideia de colocar Michael no lugar do protagonista também é conhecida – como podem atestar os fãs da série “Supernatural”. A estreia dos novos episódios está marcada para 21 de agosto.
3%: Veja as fotos da temporada final
A Netflix divulgou as fotos da 4ª temporada de “3%”, que vai concluir a trama da primeira série brasileira da plataforma. O final da sci-fi nacional será disponibilizado no dia 14 de agosto – um ano após a Netflix anunciar que a série acabaria em seu quarto ano de produção. “3%” se passa em um futuro distópico, onde a maior parte da população vive no “Lado de Cá”: um lugar decadente, miserável, corrupto. Quando atingem 20 anos de idade, as pessoas passam pelo “Processo”, a única chance de chegar ao “Maralto” – o melhor lugar, com oportunidades e promessas de uma vida digna. Apenas três por cento dos candidatos são aprovados nesse árduo processo seletivo, que os coloca em situações perigosas e testa suas convicções por meio de dilemas morais. Mas existe uma resistência ao “Processo”, chamada de “Causa”. A temporada anterior resgatou a discussão sobre a suposta meritocracia do “Processo”, focando em Michele (Bianca Comparato), Joana (Vaneza Oliveira) e Rafael (Rodolfo Valente). Ainda não há detalhes sobre a trama de encerramento.
Listas de séries mais vistas da Netflix revelam distorções
A Netflix divulgou duas listas com suas séries mais assistidas em todos os tempos. Os nomes não trazem surpresas, nem números, mas revelam distorções causadas por critérios diferentes de apuração. A primeira lista contém séries que foram assistidas por pelo menos dois minutos. São elas “The Witcher”, “La Casa de Papel” (Parte 4), “Tiger King”, “Você” (2ª temporada), “Brincando com Fogo”, “Eu Nunca…”, “Space Force”, “Jogo de Lava”, “Criando Dion”, “Casamento às Cegas”, “Ozark” (3ª temporada) e “The Crown” (2ª temporada). A segunda classificação reúne produções que tiveram pelo menos 70% de seus episódios assistidos. No top 3 ficaram “Stranger Things, “The Umbrella Academy” e “La Casa de Papel”, seguidos por “Você”, “Sex Education”, “Nosso Planeta”, “Inacreditável”, “Disque Amiga para Matar”, “Olhos que Condenam” e “Elite”. A comparação entre as duas relações revela grandes diferenças e ajuda a demonstrar como o atual critério de medição de audiência da Netflix gera resultados irreais. Desde janeiro, a Netflix adota o critério dos dois minutos para considerar a audiência completa de sua séries. Por isso, tornaram-se costumeiros os comunicados que celebram 40 milhões de visualizações para seus lançamentos. Mas basta comparar as duas lista para perceber como essa medição gera distorções. A lista de séries vistas por dois minutos tem apenas duas atrações em comum com o Top 10 dos programas realmente assistidos. E a produção campeã dos dois minutos nem sequer entrou no Top 10 dos 70%.
Vídeo e fotos apresentam intérpretes americanos do remake de Julie e os Fantasmas
A Netflix divulgou um teaser, o pôster e as primeiras fotos do remake americano da série juvenil brasileira “Julie e os Fantasmas”. A prévia mostra os atores escolhidos, após vários testes, revelando uma mudança racial no papel principal. A Julie americana é uma latina negra. A escolhida para o papel principal também é uma estreante. Madison Reyes só tinha figurado num curta-metragem antes de assumir o papel de Julie, interpretado por Mariana Lessa no Brasil. Já os músicos da banda fantasma têm bastante experiência em produções adolescentes. Charlie Gillespie apareceu em “Charmed”, “Degrassi: Next Class” e no filme “Runt” (2020), ao lado de Cameron Boyce. Jeremy Shada trabalha como dublador desde criança – é dele a voz de Finn em “A Hora da Aventura”, por exemplo. E Owen Patrick Joyner estrelou “100 Coisas para Fazer Antes do High School” e “Esquadrão de Cavaleiros”. Os três substituirão os brasileiros Bruno Sigrist, Fabio Rabello e Marcelo Ferrari. Para completar o elenco, Carlos Ponce (“Devious Maids”, “Major Crimes”) foi contratado para o papel de pai de Julie, que nesta versão é viúvo – no Brasil, os pais da jovem foram interpretados por Will Prado e Camila Raffanti. E o menino Sonny Bustamante (visto na série “Law & Order True Crime”) será o irmão mais novo da protagonista – vivido por Vinícius Mazzola por aqui. O diretor e coreógrafo Kenny Ortega, que comandou os fenômenos televisivos “High School Musical” e “Descendentes”, foi o responsável por esta escalação e vai produzir o remake, após assinar contrato para desenvolver projetos exclusivos para a plataforma de streaming. A série original foi desenvolvida pelo estúdio Mixer numa coprodução da rede Band e o canal pago Nickelodeon, e teve ao todo 26 episódios exibidos entre 2011 e 2012. A atração agradou tanto seu público-alvo que até hoje os fãs fazem campanha pela 2ª temporada. Além do Brasil, “Julie e os Fantasmas” chegou em toda a América Latina pelo Nickelodeon e até na Itália pelo canal Super!. Mas a razão de seu reconhecimento nos Estados Unidos se deve a ter vencido em 2013 o Emmy Internacional como Melhor Série Infantil do mundo. A trama gira em torno da Julie do título, uma jovem apaixonada por música que começa a tocar com uma banda formada por três fantasmas, Daniel, Martim e Félix, mortos há 25 anos. Essa premissa será mantida com os atores americanos, mas os nomes dos personagens mudaram. Foram americanizados para Luke, Reggie e Alex. Intitulada em inglês “Julie and the Phantoms”, a versão americana terá roteiros e produção da dupla Dan Cross e David Hoge (criadores de “Os Thundermans” e “Par de Reis”), enquanto os criadores da série original, Hugo Janeba e João Daniel Tikhomiroff, serão creditados como produtores da adaptação. A produção gringa tem estreia marcada para 10 de setembro na Netflix.
Netflix desiste de fazer série turca após censura contra personagem gay
A Netflix desistiu de produzir uma nova série turca depois que autoridades locais pediram a remoção de um personagem gay no roteiro. “If Only” foi anunciada no mês de março e contaria com a produção da empresa local Ay Yapim e da estrela turca Özge Özpirincci (“Kadin”). O governo da Turquia alegou que, por conta da presença de um personagem gay no roteiro da série, a Netflix não conseguiria obter uma licença para as gravações. O serviço de streaming, por sua vez, optou por cancelar a produção em vez de censurar o texto. A homossexualidade deixou de ser criminalizada no país em 1923, mas o governo de Recep Tayyip Erdoğan tem usado leis contra “ofensas à moral pública” para ampliar restrições à comunidade LGBTQIA+ local. De acordo com o site The Hollywood Reporter, outros séries da Netflix que contam com personagens LGBTQIA+ — como “Orange Is The New Black” e “Hollywood” — são transmitidas normalmente na Turquia sem cortes. No entanto, essa não foi a primeira vez que autoridades locais tentam censurar um roteiro da Netflix. Houve também uma reclamação contra um episódio da série americana “Designated Survivor”, sob alegação de que representava um líder político turco como vilão. Na ocasião, a reação da plataforma foi a mesma: tirou o episódio do ar. Isto aconteceu há apenas dois meses. Após esses episódios de censura, a Netflix afirmou que não vai alterar seus planos de continuar a produzir séries e filmes no país. “Estamos orgulhosos do talento incrível com o qual trabalhamos. Atualmente, temos várias atrações originais turcas em produção — e mais por vir — e esperamos compartilhar essas histórias com nossos membros em todo o mundo”, disse a plataforma, por meio de um comunicado.
La Casa de Papel: Começa a produção da Parte 5
A produção da Parte 5 de “La Casa de Papel” já começou. O ator Álvaro Morte confirmou sua volta ao trabalho com um posto em seu Instagram nesta terça (21/7). Ele aparece usando máscara de proteção contra covid-19 na imagem. “Eu estou de volta. O professor está de volta”, escreveu o ator espanhol. Antes dele, Pedro Alonso já tinha mostrado sua preparação para retomar o papel de Berlim. Na semana passada, ele escreveu: “Acabei de cortar o cabelo e experimentar as roupas. Todos usavam máscaras. Por um momento isso pareceu o Pentágono. Ou um [filme de] Spielberg sobre encontros em quem sabe que época. O fato é que em breve eu serei ele novamente. Chama-se Berlim e é puro amor.” Veja abaixo. Lançada em 3 de abril, a Parte 4 da série espanhola é considerada um dos maiores sucesso do ano no catálogo da Netflix, vista por mais de 65 milhões de pessoas, segundo informação da própria plataforma ao mercado. Ver essa foto no Instagram I’m back. The Professor is back. @netflixes @netflix @vancouvermedia_ Uma publicação compartilhada por Álvaro Morte (@alvaromorte) em 21 de Jul, 2020 às 4:09 PDT Ver essa foto no Instagram Me acaban de cortar el pelo, probado ropa. Todos llevaban máscara. Aquello por momentos parecía el Pentágono. O una de Spielberg sobre encuentros en a saber qué fase. El caso es que dentro de poco volveré a ser él. Se llama Berlín y es puro amor. A ratos. 😋🦧🚀🔥 Uma publicação compartilhada por Pedro Alonso (@pedroalonsoochoro) em 13 de Jul, 2020 às 5:57 PDT
Julia Roberts e Denzel Washington vão estrelar suspense apocalíptico na Netflix
Os atores Julia Roberts e Denzel Washington vão voltar a se juntar num novo suspense, 27 anos depois de “O Dossiê Pelicano” (1993). Intitulado “Leave the World Behind”, o projeto tem roteiro e direção de Sam Esmail, criador de “Mr. Robot”, que trabalhou com Roberts na 1ª temporada da série “Homecoming”, da Amazon. A nova produção também será lançada em streaming, mas na Netflix, que, segundo o site Deadline, venceu uma disputa milionária com a Apple e a MGM pelos direitos de exibição. A trama é baseado num livro homônimo de Rumaan Alam, que será publicado em setembro nos EUA, e segue um casal de férias com os filhos adolescentes, num local remoto de Long Island, nos EUA. Quando os donos da casa que eles alugaram surgem inesperadamente em pânico, dizendo que um repentino apagão tomou conta da cidade, o casal não sabe ao certo em que acreditar. Sem eletricidade e serviço de celular, as duas famílias são levadas a conviver numa situação de tensão. A descrição dos personagens retrata os locatários como e ricos e brancos, e os proprietários como sofisticados e negros. As questões de raça e classe farão parte da trama, na medida em que estranhos estrondos sônicos destroem a paz do campo e a saúde física e mental das famílias passa a se desintegrar. Roberts será a mãe da família que aluga a casa. Washington será o proprietário. O filme ainda não tem previsão de lançamento.
Netflix revela novos atores da 4ª temporada de Elite
A Netflix divulgou nesta segunda (20/7) as primeiras fotos da 4ª temporada de “Elite”, que revelam novidades no elenco da produção. As imagens apresentam quatro novos intérpretes: Manu Ríos, Carla Díaz, Martina Cariddi e Pol Granch. Eles aparecem trajando o uniforme do colégio Las Encinas, mas a plataforma não revelou quais serão os personagens dos atores. Como pista, o Twitter da Netflix Brasil acrescentou, ao lado das fotos: “Já shippei todo mundo”. Veja abaixo. Desta lista, Carla Díaz tem a carreira mais longa. A atriz de 22 anos atua desde a infância e já apareceu em 19 atrações diferentes na Espanha, entre elas as séries “Tierra de Lobos” (2010-14), “El Príncipe” (2014-16) e a recente “La Caza. Monteperdido” (2019). Já Manu Rios fazia parte do elenco da comédia “Chiringuito de Pepe” (2014-16). Martina Cariddi é a única com carreira cinematográfica, tendo aparecido em “O Guardião Invisível” (2017) e no premiadíssimo “Mientras Dure la Guerra” (2019). E Pol Granch é o menos experiente. Cantor revelado pelo concurso de calouros “X Factor” espanhol em 2018, ele faz sua estreia como ator. A série espanhola foi renovada em maio, dois meses após a estreia da 3ª temporada, mas os novos episódios ainda não têm previsão de estreia. Segundo informações da própria plataforma, a 3ª temporada de “Elite” teria sido a série mais maratonada do mundo em março, ficando na frente de “Friends”, “Riverdale” e “Grey’s Anatomy”. pic.twitter.com/28sGowH5fA — netflixbrasil (@NetflixBrasil) July 20, 2020
The Old Guard injeta dramaticidade no bom e velho thriller de ação
Tem surtido um efeito positivo a abertura cada vez maior de Hollywood para cineastas femininas. Com “The Old Guard”, Gina Prince-Bythewood se junta a Patty Jenkins (“Mulher-Maravilha”), Cathy Yan (“Aves de Rapina”) e Cate Shortland (“Viúva Negra”, ainda inédito) na lista de diretoras de filmes recentes de ação, que trazem mulheres como protagonistas. Prince-Bythewood é uma cineasta negra que, apesar de ter no currículo dramas e comédias românticas de repercussão relativamente pequena, sempre lidou com direitos de minorias, temas bem explorados no atual “blockbuster” da Netflix, que, além de trazer duas protagonistas, uma delas negra, também rechaça a homofobia, desenvolvendo personagens homossexuais de maneira muito bonita e respeitosa – como é o caso do casal vivido pelo holandês Marwan Kenzari (o vilão de “Aladdin”) e o italiano Luca Marinelli (o excelente ator de “Martin Eden”). A diretora traz uma abordagem diferente ao gênero. Mas enfrenta dificuldades na transição, por falta de coreografias de luta mais bem trabalhadas ou cenas de ação mais consistentes. Poderia haver um cuidado maior com as imagens, um certo rigor formal cairia bem, até como forma de compensar a falta de uma equipe com maior intimidade com adaptações de quadrinhos. Isto torna as cenas de ação um tanto genéricas. Por isso, o diferencial de “The Old Guard” encontra-se na dramaticidade criada em torno dos personagens. Enquanto muitos esperam resultados mais convencionais, a diretora deixa sua marca ao dar à premissa irreal, sobre um grupo de mercenários imortais, um dose saudável de dramaticidade e seriedade. Na trama, Charlize Theron vive Andy, uma guerreira imortal com mais de 6 mil anos de idade, que lutou em diversas guerras ao longo da história da humanidade. Ela lidera a “Velha Guarda”, um pequeno grupo de imortais que se dedica a desfazer injustiças ao redor do mundo. Mas está cansada, desgastada e desiludida por achar que não está atingindo o impacto positivo esperado. Aos poucos, a pose de super-heróis dos personagens se desconstrói, revelando pessoas frágeis. Após tantos anos de existência na Terra, eles acumulam muitas experiências trágicas. Andy tem especialmente duas lembranças muito dolorosas de parceiros imortais do passado, que serão contadas à nova imortal, a jovem soldado negra Nile, vivida por KiKi Layne. É pelos olhos da mais nova integrante do grupo que o público é apresentado às vidas secretas desse pequeno exército de imortais, que têm seus próprios sensos de honra e de justiça. E quanto à fragilidade deles, há um momento em particular que torna Andy tão frágil quanto incrivelmente forte, lá pelo terceiro ato, quando eles enfrentam a indústria farmacêutica que deseja lucrar com seus corpos. Aliás, o vilão caricato (Harry Melling) é o ponto mais fraco da trama, mas não chega a comprometer tanto quanto em alguns blockbusters de super-heróis. Derivado de uma história em quadrinhos de Greg Rucka, que também é o roteirista desta adaptação cinematográfica, o filme tem grandes chances de ganhar continuação. E será ótimo se tiver, tanto para o público revisitar os personagens, quanto para a diretora, ou quem pegar o projeto, aperfeiçoar a produção, aproveitando-se de todas as suas potencialidades.
Tigertail transforma escolhas da vida em drama geracional
Ainda que seja o primeiro longa-metragem de Alan Yang na direção, ele já teve a oportunidade de imprimir a sua marca na televisão, especialmente com a série “Master of None”, da qual ele é cocriador. O diretor é mais um americano descente de asiáticos a filmar nos Estados Unidos em língua não inglesa, mercado que começa a se abrir após a repercussão positiva de “A Despedida”, de Lulu Wang, no ano passado. E assim como Wang homenageou sua vovó em seu drama premiado, “Tigertail” é uma obra muito pessoal de Yang, inspirado nas memórias de seu pai. Em “Tigertail”, o diretor usa o idioma natal de seu pai, o mandarim, para discutir as escolhas da vida, suas repercussões e a força das memórias. O filme acompanha Grover, um senhor sexagenário vivido por Tzi Ma, rosto muito conhecido de filmes hollywoodianos, inclusive de “A Despedida”. Grover mora nos Estados Unidos há alguns anos e está de volta depois do funeral de sua mãe, que morava em Taiwan. Seu relacionamento com a jovem filha adulta Angela (Christine Ko) não é fácil. Ele é um homem muito fechado, não costuma ser a pessoa mais simpática do mundo e tem histórico de ter sido bastante duro com a filha durante a infância dela. Yang faz um filme de idas e vindas no tempo, com as cenas de flashback gravadas em 16 mm, com aparência mais suja, e as cenas do presente em limpíssimo digital, para explicar o que tornou seu personagem num homem tão amargurado. Para isso, o filme contrasta esse homem distante com o entusiasmo que mostrava na juventude, representado principalmente em sua relação com uma moça em Taiwan. Era uma jovem especial, que tornava o relacionamento dos dois divertido, com muitas conversas e sonhos compartilhados. Mas eis que Grover conhece a filha do patrão e tem a chance de ir com ela para os Estados Unidos. Sem dinheiro e filho de família pobre, ele vê a possibilidade de casar com essa outra moça, com quem tem pouca afinidade e pela qual sente pouco afeto, como chance de vencer na vida. Mesmo que para isso tenha que abandonar o amor de sua vida. Hiatos apresentam os diferentes estágios da vida dos jovens casados, inclusive oferecendo espaço para que se saiba mais da vida da esposa de Grover. Quando está distante do marido, ela se mostra outra pessoa, muito mais solta, mais feliz, o que só prova o quanto o marido se tornou uma presença repressora. O cineasta contou que muito da ideia do filme veio de conversas com seu pai e especialmente de uma viagem que ambos fizeram para Taiwan, quando o pai o apresentou a lugares importantes de seu passado. E isso é mostrado no filme também, de forma a acentuar a forte memória que o protagonista ainda carrega dos melhores anos de sua vida. O resultado é uma pequena joia dramática, que conta uma história capaz de ser entendida e comover em qualquer língua. Mas, por favor, não façam a besteira de optar pela versão dublada, pois perderão as riquezas e sutilizas de sua narrativa.
Wasp Network decepciona quem espera mais do grande elenco
Uma pena que Olivier Assayas tenha errado a mão em “Wasp Network: Rede de Espiões”. Ele é um dos cineastas franceses mais importantes surgidos nos últimos 40 anos. Mas nunca fez nada tão desconjuntado. Talvez tenha faltado uma melhor amarração da trama, que, por ser de espionagem, já se torna complicada. Mas as opções narrativas não ajudaram. Não há motivos práticos, por exemplo, para contar a história com saltos cronológicos de idas e vindas. A primeira aparição de Gael García Bernal, quando o filme volta um pouco no tempo, serve para esclarecer para o espectador o jogo de espionagem que ocorre. Até então, ficava no ar uma sensação de falta de convicção por parte dos personagens cubanos que abandonaram tudo e deixaram sua terra natal em busca de algo melhor nos Estados Unidos. Pelo menos, é o que se poderia pensar a princípio: que se tratava de um filme que criticava o governo de Fidel Castro. A narração fica à mercê de uma montagem confusa e alguns personagens secundários não parecem ter tanta importância assim, só se materializando no final, quando o filme vai falar dos destinos dos personagens reais. O papel de Leonardo Sbaraglia é um desses, que não diz muito a que veio. Coadjuvante de luxo. De todo modo, foi bom ver tanta gente da América Latina e da Espanha junta, todos atores e atrizes muito bons, que mereciam um filme melhor, claro. Mas quem em sã consciência ia achar que “Wasp Network” ia resultar em um desastre, tendo Olivier Assayas na direção e com um elenco desses? Há quem diga que é um filme de produtor, do brasileiro Rodrigo Teixeira. Mas será que diriam o mesmo se fosse um sucesso? Quanto ao elenco, é uma das poucas coisas que fazem valer a pena ver o filme, apesar de tudo. Temos representantes de peso de vários países: Penélope Cruz (Espanha), Edgar Ramírez (Venezuela), Gael García Bernal (México), Ana de Armas (Cuba), Wagner Moura (Brasil) e o já citado Leonardo Sbaraglia (Argentina). Ou seja, todos eles já muito conhecidos de produções internacionais, sejam de Hollywood, sejam europeias ou mesmo brasileiras, no caso do nosso Wagner Moura. Aliás, é bom perceber ao menos que Moura está melhor do que em “Sergio”, exibido recentemente também na Netflix. E fazendo par romântico com a mesma atriz, Ana de Armas, em ambos os filmes. Os momentos dos dois juntos também funcionam melhor aqui, inclusive em termos de química. Desta vez, até a cena sensual parece menos gratuita, mais natural. Mas gigante mesmo é Penélope Cruz. Há pelo menos uma cena emocionante com ela, bastante tocante, ao final do filme. Na trama, ela vive com o marido (Ramírez) em Cuba. Ele é piloto de aviões; ela trabalha em uma fábrica de borracha. Os dois têm uma filha pequena. Ele pega um avião e vai para Miami, deixando-a sozinha para cuidar da filha, passando a ser visto como um traidor. As reais intenções do marido, porém, são outras. A tal Wasp Network do título é uma rede de espiões cubanos que chegam aos Estados Unidos para deter uma contrarrevolução, que segue com força no início dos anos 1990 contra Cuba. Trata-se de uma espécie de guerra fria tardia. O filme é baseado no livro “Os Últimos Soldados da Guerra Fria”, de Fernando Morais. Quem faz a comparação entre o filme e o livro costuma dizer que Assayas caiu numa armadilha ao tentar ser fiel demais e acabou não dando conta de tantos personagens e subtramas. Ainda assim, é uma obra que merece ser vista, nem que seja por consideração ao cineasta.
Última temporada de 3% ganha data de estreia
A 4ª e última temporada de “3%”, primeira série brasileira da Netflix, ganhou data de estreia. O encerramento da sci-fi nacional será disponibilizado no dia 14 de agosto. A informação foi postada no site oficial da Netflix, que mostra quando a nova leva de episódios será lançada. Veja a imagem abaixo. A exibição vai acontecer um ano após a Netflix anunciar que a série acabaria em seu quarto ano de produção. “3%” se passa em um futuro distópico, onde a maior parte da população vive no “Lado de Cá”: um lugar decadente, miserável, corrupto. Quando atingem 20 anos de idade, as pessoas passam pelo “Processo”, a única chance de chegar ao “Maralto” – o melhor lugar, com oportunidades e promessas de uma vida digna. Apenas três por cento dos candidatos são aprovados nesse árduo processo seletivo, que os coloca em situações perigosas e testa suas convicções por meio de dilemas morais. Mas existe uma resistência ao “Processo”, chamada de “Causa”. A temporada anterior resgatou a discussão sobre a suposta meritocracia do “Processo”, focando em Michele (Bianca Comparato), Joana (Vaneza Oliveira) e Rafael (Rodolfo Valente). Ainda não há detalhes sobre a trama de encerramento.
La Révolution: Teaser anuncia série da revolução francesa com… “zumbis”
A Netflix divulgou oito fotos, o pôster e o primeiro teaser de “La Révolution”, série que se passa na época da Revolução Francesa, mas não é exatamente um drama histórico. A prévia mostra uma cabeça de estátua decapitada, pingando sangue azul, e revela que a estreia vai acontecer em outubro. A cabeça decepada é uma dica de seu tema. Trata-se, na verdade, de uma série francesa ao estilo da sul-coreana “Kingdom” sobre epidemia “zumbi” – ou um surto de raiva com efeitos similares. A sinopse oficial é bem curta, dizendo apenas: “Durante o século 18, uma nova doença faz o sangue da aristocracia ficar azul”. O que se sabe é que a série foi filmada em locais históricos, como o palácio de Versalhes, os castelos de Fontainebleau e Vaux-le-Vicomte e a Abadia de Chaalis no verão passado, passa-se em 1787 e acompanha uma descoberta do médico Joseph-Ignace Guillotin, cujo nome é associado à invenção da guilhotina. Ele descobre um vírus estranho infectando a aristocracia, que torna o sangue azul e leva os infectados a se tornarem violentos. O vírus faz as elites atacarem os mais fracos, que revidam, dando início a uma revolução. Além do personagem principal, outras figuras históricas devem aparecer ao longo dos oito episódios da série. A série foi criada por Aurélien Molas (“Trauma”), que também é o showrunner da produção, e a equipe ainda conta com a roteirista Gaia Guasti (“A Sala”). Já o elenco destaca Amir El Kacem (“Comboio Furioso”), um ator de origem árabe no papel de Guillotin, além de Marilou Aussilloux (“De Gaulle”), Julien Frison (“Amante por um Dia”) e diversos intérpretes pouco conhecidos.












