“Doutor Estranho” e as estreias digitais da semana
A programação de estreias digitais destaca o maior sucesso de cinema do ano, “Doutor Estranho no Universo da Loucura”, lançado com exclusividade na Disney+. Mas numa semana de opções fraquíssimas no streaming – o principal filme da Netflix, “O Homem de Toronto”, é uma bomba com só 25% de aprovação no Rotten Tomatoes – , os títulos que completam o Top 10 abaixo são todos de serviços de VOD (Video on Demand). A versão online das antigas videolocadoras não tem mensalidade. O público paga apenas o filme que deseja assistir, como nos velhos tempos da Blockbuster. E conta com novidades que estiveram recentemente em cartaz no circuito cinematográfico, além de produções premiadas em festivais internacionais – incluindo dramas LGBTQIAP+. O serviço é oferecido em plataformas como Apple TV, Google Play, Microsoft Store, Loja Prime e YouTube. Confira os lançamentos. | DOUTOR ESTRANHO NO MULTIVERSO DA LOUCURA | DISNEY+ Maior bilheteria de cinema de 2022 (cerca de US$ 950 milhões em todo o mundo), o segundo filme do Doutor Estranho chega ao streaming após ter consolidado a transformação do Universo Cinematográfico da Marvel em Multiverso. Continuação direta do fenômeno “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, a produção conta o que acontece após o Doutor Estranho quebrar os limites entre as dimensões, resultando numa multiplicação de personagens e versões de personagens, com participações até de integrantes dos X-Men, Quarteto Fantástico, Inumanos e do desenho animado “What If…?”. Mas vale destacar que, além do Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) e sua (spoiler) inimiga Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen), a personagem mais importante do filme é America Chavez, uma heroína de outro universo vivida por Xochitl Gomez (“O Clube das Babás”). O roteiro é de Michael Waldron, criador de “Loki”, que plantou as sementes do multiverso naquela série e aqui se perde entre as dimensões. Já a direção ficou a cargo de Sam Raimi, que em seu retorno aos personagens da Marvel, após comandar a trilogia original do Homem-Aranha, tem a missão de fazer com que o multiexcesso vire diversão. | AMBULÂNCIA – UM DIA DE CRIME | CLARO TV+, VIVO PLAY, VOD* O novo thriller de ação de Michael Bay (“Transformers”) tem todos os tiros e explosões que se espera dos filmes do diretor. Na trama, Yahya Abdul-Mateen II (“A Lenda de Candyman”) e Jake Gyllenhaal (“Homem-Aranha: Longe de Casa”) vivem criminosos que improvisam a fuga de um assalto malsucedido numa ambulância roubada, fazendo a paramédica vivida por Eiza González (“Em Ritmo de Fuga”) de refém. Curiosamente, este é o segundo remake consecutivo de thriller dinamarquês estrelado por Gyllenhaal, que está também em “O Culpado”, na Netflix. O “Ambulancen” original foi lançado em 2005 e venceu alguns prêmios internacionais. O remake transforma o suspense de baixo orçamento num espetáculo de efeitos explosivos, com roteiro assinado por Chris Fedak, cocriador das séries “Chuck” e “Prodigal Son”, em sua estreia no cinema. | DOG – A AVENTURA DE UMA VIDA | VOD* Primeiro filme dirigido por Channing Tatum (“Kingsman: O Círculo Dourado”) traz o ator contracenando com um cachorro. O aspecto mais curioso é que os dois interpretam veteranos de guerra, em viagem para o funeral de um colega soldado. O projeto foi concebido pela entourage do ator. A história partiu de Brett Rodriguez, um assistente, dublê e consultor militar dos filmes de Tatum. E o roteiro final foi assinado por Reid Carolin (produtor-roteirista de “Magic Mike”), que é sócio e parceiro do astro há mais de uma década, e também dividiu a direção do filme com o amigão. O enredo é de um road movie rumo à superação, com um soldado que reluta em aceitar a vida civil e um cachorro que não aceita nenhum substituto para seu dono querido – o militar morto cujo funeral eles pretendem atender. Embora previsível como todo filme de jornada, é muito simpático e conquistou a crítica americana – 76% de aprovação no Rotten Tomatoes. | O PAI DA RITA | VOD* Este é apenas o segundo longa de ficção de Joel Zito Araújo, o diretor do premiado “Filhas do Vento”, vencedor de nada menos que oito kikitos no Festival de Gramado de 2005. Desde então, ele fez alguns curtas e documentários, mas a demora em retornar ao cinema autoral não deixa de ser significativa para ilustrar as dificuldades que enfrentam os cineastas negros no Brasil, especialmente quando decidem filmar histórias negras com atores negros. “O Pai da Rita” é uma comédia, de premissa até bem comercial, não muito diferente do novo sucesso de Maisa na Netflix, “Pai em Dobro”, mas com um ponto de vista inverso e tendo como pano de fundo a celebração do samba. Ailton Graça (“Galeria Futuro”) e Wilson Rabelo (“Dom”) vivem dois compositores da velha guarda da Vai-Vai, que compartilham uma kitnet, décadas de amizade, o amor por sua escola de samba e uma dúvida do passado: o que aconteceu com a passista Rita, paixão de ambos. O surgimento da Ritinha (Jéssica Barbosa, de “Mormaço”), filha da passista, traz uma nova dúvida e ameaça desmoronar essa grande amizade. O detalhe é que há um terceiro possível pai nesta história: o cantor e compositor Chico Buarque, que compôs uma música sobre sua paixão por Rita no começo da carreira. A música existe mesmo: “A Rita”. E este é apenas um dos muitos elementos que enriquecem a produção, que ainda comenta a situação do samba, a crise econômica, a especulação imobiliária e muito mais. | A NOITE DO TRIUNFO | VIVO PLAY, VOD* Premiada como Melhor Comédia da Europa (pela Academia Europeia de Cinema) em 2020, a produção francesa gira em torno de um ator decadente (Kad Merad, de “Um Amante Francês”) que começa a dar aulas de teatro num presídio na tentativa de encenar “Esperando Godot” com os encarcerados. Mesmo feito para divertir, o filme de Emmanuel Courcol (“Cessar Fogo”) apresenta momentos tocantes, especialmente na forma como busca identificar a situação dos presidiários com o drama existencial de Vladimir e Estragon, os personagens que esperam Godot. | POST-MORTEM – FOTOS DO ALÉM | VIVO PLAY, VOD* O terror húngaro se passa após a 1ª Guerra Mundial e acompanha um jovem fotógrafo especializado em registrar cadáveres ao lado de suas famílias. Ao ser convencido por uma pequena órfã a visitar sua vila, que teve muitas mortes por causa da gripe espanhola, ele fica perplexo com a quantidade de mortos que ainda não foram enterrados, devido à terra congelada pelo inverno. Mas se isso pode significar muitos clientes para suas fotos, o local sombrio tem um clima estranho, com barulhos noturnos e habitantes hostis, que refletem um terreno assombrado. Super atmosférico, o longa de Péter Bergendy (“Trezor”) colecionou 27 prêmios em festivais de cinema fantástico – 10 eles só no Toronto After Dark, incluindo Melhor Filme. | TERROR NO ESTÚDIO 666 | VOD* Na trama que mistura terror e comédia, a banda Foo Fighters é assombrada após se mudar para uma mansão antiga para gravar seu 10º álbum, “Medicine at Midnight”, sem saber que o local é habitado por forças ocultas que podem ameaçar os trabalhos — e suas vidas. A história foi concebida pelo cantor Dave Grohl e virou um dos últimos registros do baterista Taylor Hawkins, antes de morrer de overdose durante uma turnê da banda pela América do Sul neste ano. O roteiro é assinado por Jeff Buhler (o autor do remake de “Cemitério Maldito”) em parceria com Rebecca Hughes (da série “Cracking Up”) e a direção é de BJ McDonnell, diretor de clipes de heavy metal (Slayer e Exodus) que tem trabalhado como operador de câmera nos filmes do universo “Invocação do Mal”. | NORTH HOLLYWOOD | VIVO PLAY, VOD* Produzido pelo músico Pharrell Williams, “North Hollywood” acompanha um jovem que precisa se decidir entre o sonho de se tornar skatista profissional ou ir para faculdade como seu pai deseja. O filme marca a estreia na direção de Miley Alfred, dono da grife de street wear Illegal Civilization e produtor de outro filme de skate famoso, “Anos 90” (2018). A trama é praticamente sua história de vida. Ele cresceu entre skatistas na região de Los Angeles retratada na trama. Não por acaso, o elenco é repleto de skaters reais, entre eles o protagonista Ryder McLaughlin, que estreou como ator em “Anos 90”. Também há participações de Vince Vaughn (“Freaky”) e Miranda Cosgrove (a “iCarly”). | TREMORES | VIVO PLAY, VOD* Aos 40 anos, um homem evangélico, casado e com dois filhos, se envolve em um relacionamento amoroso com outro homem. Na tentativa de “curá-lo”, sua esposa recorre ao pastor da igreja que frequentam, e logo sua comunidade se volta contra ele, revelando uma sociedade profundamente repressiva. A nova consagração de Jayro Bustamante, o premiado diretor guatemalteco de “A Chorona” (2019), venceu o LA Outfest, o troféu de Melhor Filme Latino-americano do Festival de San Sebastián e mais 12 prêmios internacionais. Elogiadíssimo pela crítica, atingiu 90% de aprovação no Rotten Tomatoes. | MAGNÍFICO | VIVO PLAY, VOD* O drama LGBTQIAP+ britânico acompanha Jackie, uma drag queen veterana que, aos 74 anos, descobre que tem uma doença terminal, ao mesmo tempo em que cria uma amizade inesperada com Faith, uma jovem drag queen iniciante, recém-chegada em seu club e com dificuldades financeiras. Solitária, sem amigos e apenas uma filha distante, Jackie decide aproveitar o que lhe resta de vida fazendo suas últimas performances e ajudando Faith. Escrito e dirigido pelo celebrado cineasta inglês Jamie Patterson, “Magnífico” tem 95% de aprovação no Rotten Tomatoes e venceu os troféus do Público e do Júri no LA Outfest. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Microsoft Store, Loja Prime e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Netflix confirma conversas para incluir anúncios no streaming
Ted Sarandos, co-CEO e diretor de conteúdo da Netflix, confirmou que o serviço de streaming está conversando com parceiros para incluir anúncios na plataforma. A declaração foi dada durante um painel na conferência Cannes Lions, em que ele recebeu também o título de Pessoa do Entretenimento do Ano. No mês de abril, a empresa divulgou um relatório financeiro negativo, comunicando ao mercado a perda de 200 mil assinantes no primeiro trimestre do ano. À época, a Netflix adiantou ao mercado duas alternativas para reverter o quadro: cobrar pelo compartilhamento de senhas e oferecer uma alternativa de assinatura mais barata, compensada pela exibição de comerciais publicitários. Em relação aos anúncios, Sarandos disse que a Netflix iniciou conversas com “todos” os parceiros possíveis, acrescentando que “todos têm soluções diferentes”. Ele confirmou que a empresa se reuniu com o Google, NBCUniversal e Roku para discutir possíveis parcerias de vendas e marketing de anúncios. Sarandos falou também sobre rumores recentes que indicavam a possibilidade de a Netflix adquirir o Roku e negou essa hipótese. “Eu não sei de onde veio isso”, afirmou. O plano, ele revelou, é criar “uma entrada bastante acessível no mercado [publicitário], que vamos construir e reiterar para tornar a Netflix um destino para os usuários. O que faremos primeiro não representa o que o produto será no final das contas. Comece leve, mantenha-o simples e reitere rapidamente.” Por fim, Sarandos destacou que o conteúdo permanece sendo o “rei” na plataforma. “A beleza do conteúdo é que as pessoas têm uma relação direta com ele. Seu programa favorito é muito valioso para você, [então] ser bom em fazer seu programa favorito é muito importante. Temos 20 gêneros de conteúdo e todo mês o espectador médio assiste a seis deles. É muito conteúdo, [mas] não é tudo para você. Não é sobre volume, é sobre variedade”, finalizou.
Gina Rodriguez e Zachary Levi serão pais dos novos “Pequenos Espiões”
O reboot da franquia “Pequenos Espiões”, em desenvolvimento para a Netflix, definiu seu elenco. Os atores Gina Rodriguez (“Jane the Virgin”) e Zachary Levi (“Shazam!”) serão os pais dos novos “Pequenos Espiões”. Protagonistas adultos da trama, eles viverão um casal de espiões internacionais. Já seus filhos serão vividos por Everly Carganilla (“The Afterparty”) e o estreante Connor Esterson. Na trama, as crianças se metem no negócio da família após ajudarem sem querer um desenvolvedor de jogos maligno a liberar um vírus de computador que lhe dá o controle de toda a tecnologia do planeta, levando-os a se tornarem espiões para salvar seus pais e o mundo. Criador e diretor dos filmes da franquia, Robert Rodriguez volta a suas funções atrás das câmeras na nova produção, que ainda não tem previsão de estreia. Rodriguez lançou o filme original em 2001, seguido por “Pequenos Espiões 2: A Ilha dos Sonhos Perdidos” no ano seguinte e “Pequenos Espiões 3: Game Over” logo depois. Mas deixou passar vários anos para retomar a saga com “Pequenos Espiões 4” em 2011, mostrando as crianças originais já adolescentes. O elenco original incluía Antonio Banderas e Carla Gugino como os pais, e Alexa PenaVega e Daryl Sabara como as crianças. Até o atual filme, os quatro atores vinham participando de toda a franquia. O novo “Pequenos Espiões” é o segundo revival infantil concebida por Rodriguez na Netflix. O reboot de “Pequenos Espiões” foi encomendado logo depois do sucesso de “Pequenos Grandes Heróis”, em que o diretor resgatou os personagens de seu filme “As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3-D” (2005) para a plataforma de streaming.
Netflix demite 316 funcionários em todo o mundo
A crise causada pela diminuição de assinantes levou a Netflix a demitir 316 funcionários nesta quinta-feira (23/6). Os cortes ocorreram em diversos departamentos da empresa ao redor do mundo, mas afetaram principalmente o mercado dos EUA e Canadá, onde ocorreram 216 demissões. A América Latina foi a região menos afetada, com 17 cortes. Essa foi a segunda grande onda de demissões da gigante do streaming desde que o relatório financeiro do primeiro trimestre do ano revelou perda de assinantes – 200 mil em comparação ao total anterior – e apontou tendência de piora para os próximos meses – queda estimada em 2 milhões no segundo trimestre. Depois disso, as ações da empresa despencaram na Bolsa de Valores de Nova York e o valor de mercado da companhia caiu bruscamente, levando a perdas milionárias. Diante deste quadro, a Netflix começou seu encolhimento em maio, anunciando na ocasião a demissão de 150 funcionários. “Tanto Ted [Sarandos, co-CEO da Netflix] quanto eu nos arrependemos de não termos visto a desaceleração no crescimento da receita antes disso, para que pudéssemos colocar em prática um reajuste mais gradual dos negócios”, disse Reed Hastings, CEO da empresa, em comunicado enviado aos funcionários. “Sabemos que essas rodadas de demissões foram difíceis para todos, criando assim muita ansiedade e incerteza”, continuou o executivo. “Planejamos voltar a um curso mais normal de negócios daqui para frente.” Apesar da diminuição de pessoal, a Netflix continua investindo alto em produção de conteúdo, de séries a filmes, mas deve aumentar a quantidade de reality shows e documentários, bem mais baratos para se produzir. A estimativa de gastos gira em torno de US$ 17 bilhões (R$ 88,63 bilhões) apenas neste ano. Mesmo enfrentando crescimento da concorrência, a Netflix ainda continua líder no mercado de streaming, com 220 milhões de assinantes em todo o mundo.
Clássico “Vidas Amargas” vai virar minissérie com Florence Pugh
A atriz Florence Pugh (“Viúva Negra”) vai estrelar uma nova minissérie baseada no livro “A Leste do Éden” (East of Eden) do romancista John Steinbeck, em desenvolvimento na Netflix. A produção contará com Zoe Kazan (“Doentes de Amor”) como roteirista e produtora executiva. Zoe Kazan é neta do famoso cineasta Elia Kazan, que dirigiu a primeira adaptação da obra para o cinema, lançada em 1955 e responsável por lançar a carreira de James Dean. O filme é conhecido no Brasil pelo título “Vidas Amargas”. Florence Pugh interpretará Cathy Ames, descrita como “um verdadeiro monstro, sem sensibilidade e sem consciência”. Na trama, a personagem é mãe dos protagonistas, irmãos destinados a repetir a trajetória de Caim e Abel. A idade da atriz sugere uma abordagem com ênfase na primeira parte da história, centrada no relacionamento entre Adam (nome nada sutil) e Cathy (uma Eva que reflete a visão bíblica da mulher pecaminosa – que cedeu à tentação e fez a humanidade ser expulsa do Éden). No filme de 1955, a personagem apareceu apenas brevemente como uma mulher idosa (interpretada por Jo Van Fleet), porque a produção clássica centrava sua trama na segunda parte do livro e nos filhos crescidos, interpretados por James Dean (Carl, o Caim) e Richard Davalos (Aron, o Abel). Mas a história completa de Adam e Cathy já foi contada na TV, numa minissérie de duas partes em 1981. A primeira parte destacava Jane Seymour no papel da mulher pecaminosa. Ainda não há informações sobre data de estreia ou previsão para o início das gravações. Veja abaixo o trailer do filme clássico.
“Maldivas” não emplaca entre público internacional
O Top 10 mundial da Netflix, divulgado nesta terça (21/6), não trouxe boas notícias para “Maldivas”, produção brasileira estrelada por Bruna Marquezine e Manu Gavassi, que estreou em 5º lugar no ranking das séries não faladas em inglês. A série brasileira mais promovida da plataforma em todos os tempos rendeu 11,3 milhões de horas assistidas em todo o mundo, graças basicamente ao público brasileiro. A série abriu em 3º no país, atrás de “Peaky Blinders 6” (1º) e “Stranger Things 4” (2º). A atração criada por Natalia Klein também atingiu o 7º lugar em Portugal, mas não emplacou no Top 10 dos principais mercados de língua espanhola, como México, Espanha e, incrivelmente, todos os vizinhos do Brasil na América do Sul. Como curiosidade, também não despertou interesse nas Maldivas reais, entre dezenas de outros países. Vale observar que várias produções que não emplacam no Top 10 também podem ser consideradas bem-sucedidas, dependendo de seu alcance local e se o mercado nacional é amplo o suficiente. A série de idioma não inglês mais vista da semana foi a espanhola “Intimidade”, com 30 milhões de horas assistidas.
“Stranger Things 4” já foi vista por quase 900 milhões de horas
“Stranger Things” continua sendo a série mais assistida da Netflix na terceira semana completa de exibição de seus novos episódios. A atração alcançou mais de 102,26 milhões de horas assistidas entre 13 e 19 de junho, elevando seu total para 883 milhões de horas de exibição. Como a Netflix só considera a audiência dos primeiros 28 dias no seu ranking geral, e “Stranger Things” já está em exibição a 24 dias, a temporada atual da série deve encerrar sua contagem com cerca de 900 milhões. O número estimado representa metade do recorde da sul-coreana “Round 6”, que teve 1,6 bilhão de horas visualizadas nos primeiros 28 dias de seu lançamento. Apesar disso, “Stranger Things 4” é a temporada de série em inglês mais vista da plataforma, muito a frente do 2º lugar do idioma – “Bridgerton 2”, com 656,3 milhões de horas. A lista de séries em inglês de maior audiência nesta semana na Netflix também destaca “Peaky Blinders 6” (61,4M) e a estreia de “First Kill” (48,8M) nas primeiras posições.
Vídeo apresenta personagens de “La Casa de Papel: Coreia”
A Netflix divulgou um novo vídeo da versão sul-coreana de “La Casa de Papel”, que apresenta o elenco e os personagens da trama. “La Casa de Papel: Coreia” traz Yoo Ji-tae (“Oldboy”) como o Professor, Park Hae-soo (“Round 6”) como Berlim, Jeon Jong-seo (“Em Chamas”) como Tóquio, Lee Won-jong (“Hand: The Guest”) como Moscou, Kim Ji-hun (“The Flower of Evil”) como Denver, Jang Yoon-ju (“Three Sisters”) como Nairóbi, Lee Hyun-woo (“To the Beautiful You”) como Rio, Kim Ji-hoon (“Voice”) como Helsinki, Lee Kyu-ho (“#Alive”) como Oslo e a sumida Kim Yunjin (de “Lost”) como Woo Jin, a versão sul-coreana da inspetora Raquel. A adaptação introduz elementos políticos e contexto totalmente coreanos, ao se passar após uma imaginária unificação das Coreias. Replicando o que aconteceu na unificação da Alemanha, após o fim das fronteiras entre Sul e Norte, os antigos norte-coreanos reparam que continuam pobres, enquanto os milionários do Sul se tornam mais ricos. O desejo de ajuste de contas move o novo Professor e seu grupo, que resolvem tomar posse da fortuna do país num grande assalto. Em vez das célebres máscaras de Salvador Dali, os coreanos também adotam um disfarce diferente: Yangban, um dos 12 personagens tradicionais das máscaras usadas em celebrações de ruas pela população pobre coreana desde o século 12. Yangban representa um aristocrata que costuma ser objeto de zombaria na dança com máscaras. Muito apropriado, já que os ladrões pretendem atacar o sistema que sustenta os mais ricos. Os roteiros da adaptação sul-coreana são assinados por Ryu Yong-jae (“Invasão Zumbi 2: Península”) e a direção é de Kim Hong-sun (das séries “Black” e “Voice”). A estreia vai acontecer nesta sexta (24/6).
Final da temporada de “Stranger Things” ganha trailer sombrio
A Netflix divulgou o trailer da Parte 2 da 4ª temporada de “Stranger Things”. Bastante sombrio, o vídeo mostra o esforço conjunto dos protagonistas contra Vecta, sugerindo um resultado adverso. O clima tenso é explorado ao som de um versão remixada de “Running Up That Hill”, música de Kate Bush que virou tema da temporada, e antecipa o confronto final entre o monstro e Onze (Eleven). A parte 2 da temporada estreia em 1 de junho e terá dois episódios com tamanho de filmes. O 8º capítulo dura cerca de 1 hora e 25 minutos, enquanto o 9º e derradeiro terá quase 2 horas e meia.
Kate Bush agradece “Stranger Things” por resgatar sua carreira
Kate Bush está nas alturas, em mais de um sentido. Líder das paradas de sucesso do Reino Unido com “Running Up That Hill”, ela usou seu site oficial para agradecer aos irmãos Duffer, criadores de “Stranger Things”, por destacarem sua canção de 1985 na série. “Os irmãos Duffer criaram quatro temporadas extraordinárias de ‘Stranger Things’ nas quais os atores mirins se tornaram jovens adultos. Nesta última, os personagens estão enfrentando muitos dos mesmos desafios que existem na realidade agora. Acredito que os Duffer tocaram o coração das pessoas de uma maneira especial, em um momento incrivelmente difícil para todos, especialmente os mais jovens”, ela escreveu. “Ao apresentar ‘Running Up That Hill’ em uma luz tão positiva – como um talismã para Max (uma das principais personagens femininas) – , a música foi trazida para a arena emocional da história. Medo, conflito e o poder do amor estão ao redor dela e de seus amigos”, continuou. “Eu saúdo os irmãos Duffer pela sua coragem – levando esta nova série para um lugar muito mais adulto e sombrio. Quero agradecê-los muito por trazer a música para a vida de tantas pessoas”, acrescentou. “Estou impressionada com a escala de afeto e apoio que a música está recebendo e tudo está acontecendo muito rápido, como se estivesse sendo conduzido por uma espécie de força elementar. Tenho que admitir que me sinto realmente comovida com tudo isso. Muito obrigado por tornar a música número 1 de uma maneira tão inesperada”, completou. Esta já é a quarta mensagem postada pela cantora em seu site oficial sobre o sucesso da música, que não para de aumentar, e a mais eloquente ao fazer um agradecimento pessoal aos criadores de “Stranger Things”. Desde a primeira semana de junho, quando a música ressurgiu nas paradas, a cada nova postagem ela compartilha sua incredibilidade com o sucesso inesperado. “A música está sendo respondida de muitas maneiras positivas. Eu nunca experimentei algo assim antes!”, escreveu na semana passada. O motivo da nova manifestação foi a coleção de recordes comemorada por “Running Up That Hill” no fim de semana, quando atingiu o 1ª lugar no ranking da parada britânica. Graças à façanha, Kate Bush se tornou a mulher mais velha a liderar a parada de singles do Reino Unido (63 anos), com a música que levou mais tempo para atingir o 1ª lugar (37 anos) e após o maior tempo transcorrido desde que esteve no topo pela última vez – com “Wuthering Heights”, em 1978. “Running Up That Hill” alcançou o 3ª lugar quando foi lançado originalmente no mercado britânico em 1985, mas não teve o mesmo sucesso nos EUA. Na época do single original, a gravação atingiu apenas a 30ª posição na parada da Billboard. Essa posição também mudou drasticamente com sua redescoberta pelos fãs de “Stranger Things”. A canção reestreou em 8º lugar no início de junho e atualmente é a 4ª mais tocada da lista dos maiores sucessos dos EUA. O sucesso renovado deve render mais de 1 milhão de libras a Kate Bush, que não era promovida por sua antiga gravadora há mais de uma década. “Kate está a ponto de depositar uma quantia de sete dígitos graças ao seu ressurgimento”, disse uma fonte da indústria fonográfica ao jornal britânico The Sun. “Ela é dona de todos os direitos de publicação e licenciamento, e é a autora da música, então quase todo o dinheiro vai para ela. Dada a tração da música, Kate vai facilmente ganhar 250 mil libras por semana.” Criadores da atração da Netflix, os irmãos Matt e Ross Duffer já adiantaram que a música de Kate Bush voltará a tocar num “momento épico” do final da temporada, o que deve manter o revival da canção no topo por mais alguns dias.
Ator diz que final de “Stranger Things 4” será “carnificina”
A 4ª temporada de “Stranger Things 4” chega ao fim em 1º de julho e será uma “carnificina”, segundo o ator Joseph Quinn, intérprete de Eddie Munson. “A coisa é, eles têm minha família amarrada em algum lugar e se eu revelar alguma coisa, eu nunca mais os verei”, brincou o ator, falando com o jornal inglês The Guardian sobre spoilers do final. “Posso dizer que há uma cena de guitarra e que a escala e a ambição são surpreendentes. Todas as sementes que foram plantadas dão frutos e é simplesmente uma carnificina. Você sabe que o final é de duas horas e meia, certo? Terminar com esse episódio monstruoso como um longa-metragem é muito ousado”. A parte 2 da temporada terá dois episódios com tamanho de filmes. O 8º capítulo dura cerca de 1 hora e 25 minutos, enquanto o 9º e derradeiro terá quase 2 horas e meia.
3ª temporada de “Sintonia” ganha trailer intenso
A Netflix divulgou o pôster e um trailer intenso da 3ª temporada de “Sintonia”, série brasileira de maior sucesso da plataforma. A prévia tem direito a explosões e cerco policial. Falta pouco para o público conhecer o destino de MC Doni (Jottapê), cada vez mais popular, Rita (Bruna Mascarenhas), que se engajou na política, e Nando (Christian Malheiros), foragido desde o desfecho da temporada passada. Os três personagens são amigos que cresceram juntos na mesma favela, influenciados pelo fascínio do funk, do tráfico de drogas e da igreja. Cada um deles transformou suas experiências em caminhos muito divergentes, mas nunca distantes demais. A atração é produzida por Kondzilla, diretor de clipes de funk e dono do canal do YouTube mais visto do Brasil, e escrita por Guilherme Quintella (também roteirista de “Insânia”). A estreia dos novos episódios está marcada para o dia 13 de julho, apenas nove meses após o fim do segundo ano.
“Stranger Things” leva Kate Bush ao 1ª lugar da parada britânica
Coisas estranhas estão acontecendo nas paradas de sucessos musicais. Neste fim de semana, Kate Bush atingiu o 1ª lugar no ranking da parada britânica com uma música de 37 anos atrás. Desde que “Running Up that Hill” se destacou na 4ª temporada de “Stranger Things”, fãs da série tem ouvido a música de 1985 sem parar. Graças a esse impulso, Kate Bush quebrou três recordes, virando a mulher mais velha a liderar a parada de singles do Reino Unido, com a música que levou mais tempo para atingir o 1ª lugar e após o maior tempo transcorrido desde que esteve no topo pela última vez – com “Wuthering Heights”, em 1978. “Running Up That Hill” alcançou o 3ª lugar quando foi lançado originalmente no mercado britânico, mas não teve o mesmo sucesso nos EUA. Na época do single original, a gravação atingiu apenas a 30ª posição na parada da Billboard. Essa posição também mudou drasticamente com sua redescoberta pelos fãs de “Stranger Things”. A canção reestreou em 8º lugar no início de junho e atualmente é a 4ª mais tocada da lista dos maiores sucessos dos EUA. Além de “Stranger Things”, “Running Up That Hill” também foi destaque em episódios recentes de outras séries, como “Big Little Lies”, “On Becoming a God in Central”, “How to Get Away with Murder”, “GLOW” e “Pose”, sem que houvesse a mesma repercussão. Sem lançar discos há uma década, e praticamente afastada da mídia desde a virada do século, Kate Bush agradeceu aos fãs de “Stranger Things” pela redescoberta. “Vocês devem ter ouvido que a primeira parte da nova e fantástica série ‘Stranger Things’ foi lançada recentemente na Netflix. Ele apresenta a música ‘Running Up That Hill’, que está ganhando um novo sopro de vida por parte dos jovens fãs que amam a série – eu também amo!”, ela escreveu no começo do mês. “Por causa disso, ‘Running Up That Hill’ está nas paradas em todo o mundo e chegou ao número 8 das paradas do Reino Unido. É tudo muito emocionante! Muito obrigado a todos que apoiaram a música”, acrescentou a cantora. “Espero, com a respiração presa, pelo resto da série em julho.” Os fãs de “Stranger Things” amaram especialmente como “Running Up That Hill” se encaixou na história. Um comentário no perfil oficial de Kate Bush no Instagram resume o sentimento geral: “Obrigado por salvar Max”. Na trama, a música foi responsável por tirar a personagem Max (Sadie Sink) do transe que a levaria à morte. Dividida em duas partes, “Stranger Things” teve os primeiros sete episódios de sua 4ª temporada disponibilizados em 27 de maio, enquanto a segunda parte, com mais dois capítulos, será lançada no dia 1º de julho. Criadores da atração da Netflix, os irmãos Matt e Ross Duffer já adiantaram que a música de Kate Bush voltará a tocar num “momento épico” do final da temporada, o que explica porque a cantora disse esperar “com a respiração presa, pelo resto da série em julho”.












