OneRepublic lança clipe da trilha de “Top Gun: Maverick”
A banda pop OneRepublic lançou o clipe de “I Ain’t Worried”, faixa que faz parte da trilha de “Top Gun: Maverick”. Assim como o clipe anterior de Lady Gaga, o vídeo mescla cenas do filme com imagens da banda. Mas desta vez a participação da banda, registrada no por do sol, acompanha a tonalidade da fotografia do longa. Isto porque o diretor de “Top Gun: Maverick”, Joseph Kosinski, também assina o clipe. “I Ain’t Worried” foi disponibilizada nas plataformas musicais na sexta (13/5). Já o filme “Top Gun: Maverick”, estrelado por Tom Cruise, só chega aos cinemas brasileiros em 26 de maio.
Luciano e Globo homenageiam diretor de “2 Filhos de Francisco”
A morte do diretor Breno Silveira, que faleceu na manhã deste sábado (14/5) num set de filmagem em Pernambuco, fez a Globo mudar sua programação. Para homenagear o cineasta, o canal exibirá “2 Filhos de Francisco” (2005), primeiro longa que ele dirigiu e um dos maiores sucessos do cinema brasileiro, no lugar da comédia americana “A Chefa” (2016), prevista anteriormente no Supercine. O horário previsto para a exibição é às 0h20 da madrugada de domingo (15/5). Fenômeno de bilheteria do cinema brasileiro, “2 Filhos de Francisco” superou a marca de 5 milhões de espectadores na época do lançamento e foi o filme mais visto de 2005. O longa conta a história do início da dupla Zezé Di Camargo & Luciano com enfoque nos esforços de Francisco Camargo (Ângelo Antônio), o lavrador que sonhava em transformar dois dos seus nove filhos em astros da música sertaneja. Em publicação em seu Instagram, Luciano Camargo recordou a parceria com o cineasta e lamentou sua morte com um texto comovente. “O poeta cubano José Martí dizia: ‘Há uma coisa que um homem deve fazer na sua vida: plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro’. E o que dizer e sentir quando, além desse triplo legado, você ganha de presente divino um filme? Sim, ter o sonho do seu pai, sua história e da sua família, sob a ótica de um gênio, registrando com maestria cada fase de nossas vidas, com emoções e ações”, escreveu Camargo. “Esse gênio hoje partiu, com imensurável tristeza, mas deixando o legado de quem fez da arte a sua forma de viver. E se foi num set de filmagem, cenário onde seu olhar transcendeu o seu espaço e tempo, marcando a sua passagem pela Terra. Deus te receba no Céu, querido Breno”, complementou o cantor, ao lado de uma imagem em que aparece com a mãe Helena Camargo e o cineasta. Silveira morreu ao sofrer um mal súbito durante as filmagens do longa “Dona Vitória”, protagonizado por Fernanda Montenegro e rodado em Limoeiro (PE). O diretor também realizou os filmes “Era Uma Vez…” (2008), “À Beira do Caminho” (2012), “Gonzaga: De Pai para Filho” (2012) e “Duas Irmãs” (2017), além das séries criminais “1 Contra Todos” (2016-2020) e “Dom” (2021-2022). Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Luciano Camargo (@camargoluciano)
Lucas Penteado e Juan Paiva vivem Claudinho e Buchecha em produção de cinema
A cinebiografia da dupla Claudinho e Buchecha já começou a ser filmada. Na sexta-feira (13/5), o ator Juan Paiva, intérprete de Buchecha, postou um vídeo ao lado do ex-BBB Lucas Penteado caracterizado como Claudinho, para demonstrar que a produção está em andamento. O filme se chama “Nosso Sonho”, mesmo nome de uma música do disco de estreia da dupla, lançado em 1996, e conta com direção de Eduardo Albergaria (da série “Ed Mort”). Produção da Urca Filmes, o longa foi anunciado em 2019 por Buchecha, mas a pandemia adiou os trabalhos para este ano, trazendo Paiva e Penteado nos papéis principais. Eles já tinham atuado juntos em “Malhação: Viva a Diferença”. O roteiro pretende mostrar a trajetória dos dois amigos, que começaram a cantar rap quando eram adolescentes em São Gonçalo, no Rio, venceram concursos e explodiram nas paradas com hits como “Só Love”, “Quero te Encontrar”, “Conquista”, “Fico Assim Sem Você” e “Nosso Sonho”, sucessos que consagraram a dupla pioneira do funk melody, gênero antigamente chamado de “charme”. Eles lançaram seis discos até a morte acidental de Claudinho, em 2002. O trabalho marca a estreia de Lucas Penteado no cinema, além de representar sua volta à atuação, quatro anos depois de sua passagem por “Malhação”. Já Juan Paiva encara seu quinto filme após “Correndo Atrás” (2018), “Sem seu Sangue” (2019), “M-8: Quando a Morte Socorre a Vida” (2019) e “Um Dia Qualquer” (2020). Ele também integra o elenco da série “As Five”, na Globoplay, sequência de seu trabalho em “Malhação”. Começaram as gravações do filme Nosso Sonho. Lucas Penteado será Claudinho e Juan Paiva será Buchecha. pic.twitter.com/O6qbP2xbC7 — Vai Desmaiar (@vaidesmaiar) May 13, 2022 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Juan/Anju (@anjupaiva) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Andréia Matos (@rainhamatos)
Breno Silveira (1964-2022)
O cineasta Breno Silveira, dos filmes “2 Filhos de Francisco” e “Gonzaga: De Pai pra Filho”, morreu na manhã deste sábado (14/5) em Limoeiro, Pernambuco, aos 58 anos, após sofrer um infarto súbito durante as filmagens de “Dona Vitória”, longa estrelado por Fernanda Montenegro. Ele chegou a ser socorrido, mas a parada cardíaca foi irreversível. A informação foi confirmada pela produtora Conspiração, da qual Silveira era sócio. Breno Silveira estudou cinema na École Louis Lumière, de Paris, e começou a carreira como assistente de câmera nos anos 1980, trabalhando no clássico “A Hora da Estrela” (1985), de Suzana Amaral, entre outros. Uma década depois, passou a diretor de fotografia com “Carlota Joaquina” (1995), de Carla Camurati, marco zero do renascimento do cinema brasileiro, além de “Eu, Tu, Eles” (2000), de Andrucha Waddington, que lhe valeu prêmio de Melhor Fotografia no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Seus primeiros trabalhos como diretor foram clipes dos Titãs, Paralamas do Sucesso, Marisa Monte e Gilberto Gil. Não por acaso, a música se tornou sua fonte favorita de inspiração. Logo no primeiro longa de ficção, a fonte musical se provou certeira, ajudando a bater recordes de bilheteria. Mas “2 Filhos de Francisco” (2005), a história do início da carreira de Zezé de Camargo e Luciano, também era uma história de pais e filhos, assim como “Gonzaga: de Pai pra Filho” (2012), sobre a relação entre Luiz Gonzaga e Gonzaguinha, e a série “Dom”, em que o filho de um policial se torna traficante. Todas baseadas em personagens reais. O diretor também filmou “Era Uma Vez…” (2008), romance mais convencional, “À Beira do Caminho” (2012), sobre a intersecção entre o universo caminhoneiro e as músicas de Roberto Carlos, e “Entre Irmãs” (2017), combinação de melodrama e western sertanejo, novamente voltando às questões familiares, que rendeu a Nanda Costa um de seus principais papéis. “Entre Irmãs” foi esticada e transformada em série, no momento em que o cineasta dava seus primeiros passos na televisão. Ele foi um dos criadores de “1 Contra Todos”, série criminal estrelada por Júlio Andrade que foi indicada ao Emmy Internacional. Além de escrever e produzir, Silveira também dirigiu a maioria dos episódios, ao longo de quatro temporadas, entre 2016 e 2020. Seu último trabalho finalizado foi “Dom”, sua primeira série de streaming, estrelada por Gabriel Leone, que ele criou e dirigiu para a Amazon Prime Video. Ele tinha terminado de completar as gravações da 2ª temporada da atração, que deve estrear ainda neste ano. O filme em que ele trabalhava, “Dona Vitória”, deveria ter começado em 2020, mas acabou adiado devido à pandemia de coronavírus. A produção era outra história real. Traria Fernanda Montenegro como a senhora aposentada que, em 2005, gravou da janela de seu apartamento, de frente para a favela na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, o trânsito livre de traficantes armados e o consumo de maconha, cocaína e crack entre crianças e adolescentes, diante da cumplicidade de policiais. Suas gravações, realizadas com uma câmera comprada a prazo, desmantelaram uma quadrilha carioca. As filmagens no interior de Pernambuco serviriam para contar detalhes do passado da protagonista, confirmando a fama de Silveira de filmar seus longas em ordem cronológica. Ele havia contraído covid-19 no dia de 3 de maio, quando a produção precisou ser interrompidas. A equipe havia retomado o trabalho há poucos dias. O diretor começou a passar mal enquanto acompanhava uma cena ser rodada e morreu sentado, em frente ao monitor do set.
3ª temporada de “Sintonia” ganha fotos e data de estreia
A Netflix divulgou as primeiras fotos e a data de estreia da 3ª temporada de “Sintonia”. E a atração vai chegar mais cedo que o esperado: no dia 13 de julho. Vale lembrar que a 2ª temporada da produção foi lançada em outubro passado. Assim, o hiato será de apenas nove meses. Logo, o público vai saber o destino de MC Doni (Jottapê), Rita (Bruna Mascarenhas) e Nando (Christian Malheiros) após o desfecho da temporada passada. Mas pelas imagens é possível imaginar que a carreira de Doni se tornou internacional, já que ele aparece junto à Torre Eifel, de Paris. Ao mesmo tempo, Rita mergulha na política, observando camisetas com seu retrato, e Nando segue foragido, flagrado ao lado de um pequeno avião. Os três personagens são amigos que cresceram juntos na mesma favela, influenciados pelo fascínio do funk, do tráfico de drogas e da igreja. Cada um deles transforma suas experiências em caminhos muito divergentes, mas nunca distantes demais. A atração é produzida por Kondzilla, diretor de clipes de funk e dono do canal do YouTube mais visto do Brasil, e escrita por Guilherme Quintella (também roteirista de “Insânia”). Dessa vez eu fui rápida e ninguém vai poder me levar pras ideia… A 3ª temporada de Sintonia chega dia 13 de julho! Eu amo tanto esse trio! ❤️ pic.twitter.com/NdaiQcjoyz — netflixbrasil (@NetflixBrasil) May 12, 2022
Katy Perry vai estrelar filme animado
A cantora Katy Perry vai viver a personagem-título de “Melody”, um novo longa-metragem musical de animação criado e dirigido pelo francês Jeremy Zag, criador de “Miraculous: As Aventuras de Ladybug” (no ar desde 2015). Ela revelou as primeiras imagens da produção na noite de terça (10/5) em seu Instagram. Além de estrelar, Katy Perry vai cantar músicas inéditas no desenho e será uma das produtoras, ao lado de Zag e Michael Gracey, o diretor “O Rei do Show” (2017). Na trama, Melody é uma cantora de bom coração e insegura que deve superar os planos malignos de Rose Stellar, uma rainha do pop ciumenta e perversa que prometeu destruí-la. Em seu arsenal, Melody possui sete notas musicais que a diferenciam e possuem qualidades mágicas, ajudando a guiar sua bússola moral. Falando ao site Deadline, Zag contou que o filme está em sua cabeça há anos, mas foi um desafio chegar num roteiro que transmitisse uma mensagem de empoderamento em um mundo fantástico que tem a música em sua essência. Ele cita a colaboração com Perry como fundamental para ajudar a dar foco à história. “É muito complexo, mas depois de todos esses anos estou feliz por não ter feito isso antes, porque só agora me sinto pronto”, ele disse. “Melody é alguém que tem que acreditar em si mesma e, para isso, ela tem que aprender a se amar antes de considerar como as pessoas a olham. Grandes estrelas pop vivem em castelos dourados, são famosas com paparazzi por toda parte, mas para uma garotinha nesse meio há paixão e medo. E eu nunca vi ninguém tão criativo quanto Katy tão bem personificar essa personagem.” Perry também comentou o tema da produção. “Sou uma mulher de 37 anos que ainda luta por se sentir insegura”, ela afirmou ao Deadline. “Percebi que todo mundo é inseguro, e se você não é, eu me pergunto se você tem algumas características negativas por causa disso”. “Sou uma grande fã do mundo da animação e, como minha filha tem dois anos, estou mais imersa nisso do que nunca. O que ressoou para mim com Melody e sua personagem foi o enredo geral que tem a ver com autoconfiança. Eu percebi, ao tentar criar condições para que minha própria filha seja destemida, confiante e corajosa, que nunca é demais ter filmes com temas fortes de empoderamento”, continuou. “Melody é uma ótima personagem, autoconsciente, a passou por dificuldades ao perder sua irmã, que se tornou uma guia espiritual. Ela vai para a cidade grande e se sente realmente sozinha. Já passei por esse processo, saindo da minha cidadezinha de Santa Bárbara para Los Angeles aos 17 anos, tendo que fazer um novo grupo de amigos. E quase tive que contar apenas com a minha imaginação, assim como Melody, que tem que confiar em suas sete notas mágicas”. O filme tem produção da Cross Creek, empresa que realizou filmes premiados como “Os 7 de Chicago” e “Cisne Negro”, e que vai buscar parceiros internacionais no evento de mercado do Festival de Cannes, que começa na próxima terça (17/5). Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por KATY PERRY (@katyperry)
Kendrick Lamar vira Will Smith, Kanye West e OJ Simpson em clipe
Kendrick Lamar lançou o clipe de “The Heart Part 5”, seu primeiro em quatro anos, onde assume a aparência de vários astros negros controvertidos. No vídeo, ele se transforma em versões “deepfake” de Kanye West, Jussie Smollett, OJ Simpson, Kobe Bryant e Will Smith para apresentar outros pontos de vista sobre personalidades que enfrentam cancelamento. A cada transformação, a letra se alinha ao rosto adotado. Quando vira West, ele faz rimas sobre bipolaridade, transtorno sofrido pelo rapper. E no verso final, ele aparece como Nipsey Hussle, o rapper de LA que foi baleado em 2019, falando que está no céu e perdoa seu assassino. Tudo indica que a inspiração tenha sido uma fala polêmica do próprio Lamar. Em 2015, ele foi criticado por fazer comentários tidos como negativos sobre os distúrbios de Ferguson, após o assassinato de um homem negro pela polícia, na origem do movimento Black Lives Matter. “O que aconteceu com [Michael Brown] nunca deveria ter acontecido. Nunca. Mas quando não temos respeito por nós mesmos, como esperamos que eles nos respeitem?”, disse Lamar na ocasião. No clipe, ele assume o rosto de artistas que perderam (um pouco ou muito) do respeito da comunidade negra dos EUA. Antigamente vistos como exemplos, os rostos representados deixaram de ser os símbolos positivos que trabalharam a vida inteira para se tornar. “The Heart Part 5” é a quinta música com o título “The Heart” (o coração) de Lamar desde 2010 e a primeira prévia de seu novo álbum, intitulado “Mr. Morale and the Big Steppers”, que tem lançamento marcado para sexta-feira (13/5). O último disco de Kendrick Lamar foi o premiado “Damn”, de 2017, seguido por contribuições para a trilha sonora do filme “Pantera Negra”.
As 10 melhores séries de abril
Estão em dia com as séries, acompanhando o que de melhor tem sido distribuído pelas plataformas digitais? Esta “tarefa” é cada vez mais difícil, graças à multiplicação dos serviços de streaming, que transforma a diversão em dificuldade, tamanha a quantidade de títulos lançados semanalmente. Para ajudar a recordar e/ou apontar uma sugestão que possa ter passado batida entre as inúmeras novidades do dia-a-dia, selecionamos pra vocês as 10 melhores séries lançadas em streaming no mês passado. Confira o Top 10 abaixo com detalhes e trailers de cada título. SLOW HORSES | APPLE TV+ Estrelada por Gary Oldman, vencedor do Oscar por “O Destino de uma Nação” (2017), a série acompanha uma equipe de agentes da inteligência britânica que atua no departamento menos importante do MI5, onde funcionários vão para encerrar a carreira após cometerem erros no trabalho. Oldman é o líder dos espiões fracassados – 11 anos depois de “O Espião que Sabia Demais” – , lembrando a todos da irrelevância de suas funções, até que se vê precisando defendê-los, quando são envolvidos num complô inesperado e têm que mostrar a competência que nunca tiveram para não virar danos colaterais de seus superiores. Desenvolvida por Will Smith (não o ator, mas o roteirista da série “Veep”), a adaptação do livro homônimo de Mick Herron tem um elenco impressionante, que ainda inclui Kristin Scott Thomas (também de “O Destino de uma Nação”), Jonathan Pryce (“Dois Papas”), Jack Lowden (“Dunkirk”) e Olivia Cooke (“Jogador Nº 1”). BONECA RUSSA | NETFLIX Uma das melhores séries da Netflix ficou ainda melhor na 2ª temporada, recompensando o espectador com um destemor absurdo ao correr grandes riscos com sua trama mirabolante. Na história original de looping temporal, a personagem de Natasha Lyonne (“Orange Is the New Black”) morria várias vezes durante sua noite de aniversário na cidade de Nova York, apenas para voltar ao começo da festa e se preparar para morrer novamente, continuamente, vitimada por detalhes fortuitos e pessoas desatentas. Mas esta foi só a primeira fase de suas desventuras, que agora trocam o looping temporal por viagem no tempo. Após conseguir sobreviver à morte insistente, ela se vê embarcando num trem para o passado, que a leva aos anos 1980. Não só isso, ela passa a habitar o corpo de sua mãe, então grávida dela mesma. E tem a brilhante ideia de mudar o passado para corrigir seu presente. Só que essa ideia nunca deu certo em nenhum filme de viagem no tempo já produzido. Além de estrelar, Lyonne criou a atração em parceria com a atriz Amy Poehler (“Parks and Recreation”) e a cineasta Leslye Headland (“Quatro Amigas e um Casamento”). OZARK | NETFLIX A aclamada série criminal chega ao fim de forma surpreendente, mas também inevitável, para entrar na História como uma das melhores produções já feitas para o streaming. Consistente do começo ao fim, “Ozark” leva a tese do efeito dominó apresentada em seu começo ao limite, concluindo a história em seus últimos sete episódios do único jeito que poderia acabar, porém sem perder de vista o fator da imprevisibilidade humana. Um show de equilíbrio narrativo. Criada por Bill Dubuque (roteirista de “O Contador”) e Mark Williams (diretor de “Um Homem de Família”), a atração conta a trajetória da família formada pelo contador Marty (Jason Bateman, de “Arrested Development”), sua mulher (Laura Linney, de “Sully: O Herói do Rio Hudson”) e seus filhos, que se mudam para a região remota do título, no interior dos Estados Unidos, após Marty se endividar com um cartel do narcotráfico mexicano. Lá, eles constroem seu próprio império criminal. E sofrem as consequências de todos seus atos. A série já venceu três Emmys, incluindo dois para Julia Garner pelo papel da trapaceira Ruth Langmore, ex-aprendiz local de Marty, que tem papel importante no desfecho violento. O outro Emmy foi para o astro Jason Bateman, mas por seu trabalho como diretor na série. Por sinal, ele assina o capítulo final. BETTER CALL SAUL | NETFLIX O lançamento dos primeiros capítulos inaugura oficialmente o início do fim, também conhecido como primeira parte da 6ª e última temporada de “Better Call Saul”. Estruturado como um interminável flashback, o spin-off de “Breaking Bad” vem contando desde 2015 como o advogado idealista Jimmy McGill se transformou no inescrupuloso vigarista que batiza a atração: Saul Goodman. E a produção fez o público aguardar cinco temporadas para chegar no ponto mais esperado, quando a trama se cruza com os eventos de “Breaking Bad”, trazendo de volta Walter White (Bryan Cranston) e Jesse Pinkman (Aaron Paul) para conduzir a trama aos eventos fatídicos que levaram o personagem vivido por Bob Odenkirk a perder carreira e fortuna ao final da série original. Vale lembrar que o primeiro episódio de “Better Call Saul” iniciava bem depois dos eventos de “Breaking Bad”, e há grande expectativa para ver em que condições Jimmy/Saul se tornou um dos poucos sobreviventes da premiada trama original. TOKYO VICE | HBO MAX A minissérie de ação sobre o submundo da Yakuza é um thriller estiloso de grife, assinado por dois cineastas famosos: Destin Daniel Cretton (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) e o veterano Michael Mann (“Fogo Contra Fogo”). A trama se baseia no livro-reportagem de Jake Adelstein, em que o jornalista relata sua experiência nos dois lados da Lei em Tóquio, descrevendo o estilo de vida violento da máfia japonesa e a corrupção no departamento de polícia da capital. Estrelada por Ansel Elgort (“Amor, Sublime Amor”) no papel de Adelstein, a série também destaca em seu elenco Ken Watanabe (“Godzilla 2”), Hideaki Ito (“Memórias de um Assassino”), Shô Kasamatsu (“O Diretor Nu”), Tomohisa Yamashita (“The Head: Mistério na Antártida”), Rachel Keller (“Legion”), Ella Rumpf (“Raw”) e Rinko Kikuchi (“Círculo de Fogo”). HEARTSTOPPER | NETFLIX A adaptação dos quadrinhos homônimos de Alice Oseman sobre dois garotos apaixonados virou uma comédia romântica light, onde tudo dá certo e praticamente inexistem traumas. Uma produção cor-de-rosa, que transmite conforto e ternura como a primeira série adolescente de temática gay produzida pela Netflix. A trama gira em torno de dois adolescentes britânicos: Charlie (vivido pelo estreante Joe Locke), um jovem abertamente gay e muito intenso, e Nick (Kit Connor, de “Rocketman”), um jogador de rúgbi atlético e de coração mole, que um dia são forçados a sentar juntos na classe e rapidamente se tornam amigos. Mas logo Charlie se vê profundamente apaixonado por Nick, embora não ache que tenha uma chance. Só que Nick está mais interessado em Charlie do que qualquer um dos dois imagina – e isto pode lhes custar suas amizades ou se transformar no primeiro amor de suas vidas. A história foi originalmente lançado em 2015 como quadrinhos na web, antes de ser posteriormente publicado pela divisão infantil da editora Hachette numa coleção de graphic novels. Mas, curiosamente, os personagens já existiam antes dos quadrinhos, introduzidos no primeiro romance de Alice Oseman, “Solitaire”, publicado em 2014 quando ela tinha 17 anos. A trama de “Heartstopper”, na verdade, serve de prólogo para “Solitaire”. A série é escrita pela própria Oseman e tem direção de Euros Lyn, que já assinou episódios de séries como “Doctor Who”, “Torchwood”, “Demolidor” e “His Dark Materials”. ANOS INCRÍVEIS | DISNEY+ A nova série é um reboot da famosa e influentíssima “Anos Incríveis” (The Wonder Years), exibida nos anos 1980, sobre uma família de classe média dos 1960 que tinha sua típica vida suburbana recortada pelo olhar do pequeno Kevin Arnold, vivido por Fred Savage. A nova versão repete a premissa, a estrutura e a época da produção original, mas desta vez com todo o contexto histórico apresentado pelo ponto de vista de uma criança negra. O menino Elisha Williams é quem interpreta o novo protagonista, Dean, de 12 anos, que vive em Montgomery, Alabama, em 1968. E além dos intérpretes de sua família, encabeçada por Dulé Hill (“Psych” e “Suits”) e Saycon Sengbloh (“No Escuro/In the Dark”), a produção inclui o astro Don Cheadle (o Máquina de Combate da Marvel) como narrador dos episódios, dando voz à versão adulta de Dean, que conta detalhes de uma infância passada numa época extremamente racista. Um detalhe curioso é que Fred Savage, o eterno Kevin, é diretor de oito episódios e produtor executivo do reboot. Ele dirige séries desde 1999 e já contabiliza a realização de capítulos de mais de 70 atrações diferentes no currículo. Mas foi demitido da atração na sexta passada (6/7) após denúncias de comportamento inadequado. Já o roteirista responsável pela adaptação é o comediante Saladin K. Patterson, que assinou episódios de “The Big Bang Theory” e “Psych”. GASLIT | STARZPLAY A minissérie de época pode finalmente dar a Julia Roberts seu perseguido Emmy. A atriz dá um show como Martha Mitchell, socialite casada com o Procurador-Geral da República John Mitchell (um irreconhecível Sean Penn sob quilos de maquiagem) e personagem central de um dos maiores escândalos políticos dos EUA. Trata-se do escândalo Watergate, nome do prédio onde funcionava um importante escritório do Partido Democrata, invadido na calada da noite por “espiões” do Partido Republicano em 1972 com o objetivo de plantar escutas. Só que a “missão secreta” se prova uma sucessão de trapalhadas. Denunciada pela imprensa, a espionagem política e sua tentativa de acobertamento levaram à renúncia do presidente Richard Nixon em 1974. Apesar de sua filiação partidária, Martha gostava de “aparecer” e tinha fama de ser “boca aberta”. E por saber dos segredos, foi logo considerada o elo fraco dos conspiradores, levando seu marido a ter que escolher entre a esposa e o presidente dos EUA. Na minissérie, a situação tensa rapidamente evoluiu do drama de família para o suspense psicológico e político. A produção criada por Robbie Pickering (roteirista de “Mr. Robot”) também traz em seu elenco Dan Stevens (“Legion”), Erinn Hayes (“Bill & Ted: Encare a Música”), Shea Whigham (“Perry Mason”), Brian Geraghty (“Big Sky”), Darby Camp (“Clifford, O Gigante Cão Vermelho”), Nat Faxon (“The Conners”) e Patton Oswalt (“A.P. Bio”). ILUMINADAS | APPLE TV+ A minissérie de suspense estrelada por Elisabeth Moss (“O Homem Invisível”) e pelo brasileiro Wagner Moura (“Narcos”) gira em torno de um serial killer capaz de viajar no tempo para assassinar “garotas brilhantes”, mulheres com potencial de grandeza, certo de sua impunidade. Voltando no tempo após cada assassinato, seus crimes são perfeitos e impossíveis de serem rastreados. Ou pelo menos é o que ele pensa, sem saber que cada morte altera a linha temporal e uma das vítimas potenciais percebe a mudança. Moss é um dos alvos do assassino nos anos 1990, a primeira mulher que sobrevive a seu ataque e passa a reparar mudanças significativas e súbitas em seu cotidiano. Já Moura interpreta um jornalista desacreditado, que decide investigar o caso sem perspectivas a respeito de onde o mistério o conduzirá. Baseado no livro homônimo de Lauren Beukes, a adaptação foi desenvolvida por Silka Luisa (produtora-roteirista de “Strange Angel”) e também destaca no elenco Amy Brenneman (“The Leftovers”), Phillipa Soo (“Dopesick”) e Jamie Bell (“Quarteto Fantástico”) como o serial killer. WU-TANG: AN AMERICAN SAGA | STAR+ Demorou três anos, mas a série que conta a história do grupo de hip-hop Wu-Tang Clan finalmente chegou ao Brasil. Desenvolvida por um dos fundadores do Wu-Tang Clan, The RZA, em parceria com o roteirista Alex Tse (“Watchmen: O Filme”), a trama mostra como Bobby Diggs (o próprio The RZA) conseguiu unir uma dezena de jovens de personalidades distintas, que se encontravam divididos entre a música e o crime no começo dos anos 1990, para originar uma das histórias mais improváveis de sucesso da música popular americana. Reverenciado pela forma como juntou hip-hop e referências de kung fu em seu disco de estreia, criando um som distinto e inigualável, Wu-Tang Clan se tornou um dos grupos mais influentes do hip-hop em todos os tempos. Ao todo, a banda lançou cinco álbuns, que venderam 40 milhões de cópias em todo o mundo. Além disso, a maioria de seus integrantes também desenvolveu carreiras individuais...
U2 faz show acústico em metrô da Ucrânia
O cantor Bono e o guitarrista The Edge, do U2, fizeram um show acústico gratuito em uma estação de metrô de Kiev, capital da Ucrânia, que foi improvisada como abrigo antibombas. Os dois artistas foram convidados pelo presidente Volodymyr Zelensky para uma apresentação em solidariedade ao país invadido pela Rússia. Vídeos publicados nas redes sociais mostram a dupla tocando “Pride (In the Name of Love)” e uma versão do clássico soul “Stand by You”, com a letra modificada para “Stand by You Friend” em parceria com a banda ucraniana Antytila. O vocalista da banda, que apareceu fardada ao lado de Bono e The Edge, agradeceu o apoio do U2 e do “povo irlandês” à Ucrânia, destacando que o país vive um momento “muito importante” e que a apresentação foi totalmente improvisada. “O presidente Zelensky nos convidou para uma apresentação em Kiev como uma prova de solidariedade com o povo ucraniano e é isso que viemos fazer”, explicaram os músicos nas redes sociais do U2. President @ZelenskyyUa invited us to perform in Kyiv as a show of solidarity with the Ukrainian people and so that’s what we’ve come to do. — Bono and The Edge #StandWithUkraine — U2 (@U2) May 8, 2022 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Антитіла / Antytila (@antytila_official) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Антитіла / Antytila (@antytila_official)
Séries “Queens” e “Promised Land” são canceladas
A rede americana ABC anunciou o cancelamento de duas séries da atual temporada: “Queens” e “Promised Land”, que estrearam, respectivamente, em outubro e janeiro passados. O drama familiar latino “Promised Land” teve seu destino selado após cinco episódios, sendo banido para a plataforma Hulu em fevereiro, depois de lutar para encontrar uma audiência – atraía menos de 3 milhões de espectadores e apenas 0,3 na demografia de 18 a 49 anos. Criação de Matt Lopez (“O Aprendiz de Feiticeiro”), a série dramática acompanhava duas famílias latinas rivais, que competiam por riqueza e poder no Vale de Sonoma, na Califórnia. Os atores John Ortiz (“Kong: A Ilha da Caveira”), Christina Ochoa (“Blood Drive”) e Bellamy Young (“Scandal”) lideravam o elenco. A produção musical “Queens” tinha ainda menos público, apesar de maior impacto na demo – menos de 2 milhões de espectadores e 0,5 na demografia de 18 a 49 anos. Mas era queridinha da crítica, com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. A série gira em torno de quatro ex-integrantes de um grupo vocal feminino que tinha se separado há 20 anos. Graças a uma conveniência narrativa, elas voltam a se encontrar e decidem retomar as carreiras, mesmo que suas vidas estejam em momentos completamente diferentes. Curiosamente, a sinopse lembra outra atração lançada no ano passado: “Girls5eva”, que fez bastante sucesso na plataforma de streaming Peacock em maio e está atualmente exibindo sua 2ª temporada. A diferença entre as duas atrações é que “Queens” é mais dramática e as garotas são negras. Em vez de Spice Girls, a referência é Destiny’s Child. Na trama, as quatro protagonistas são ex-lendas do hip-hop dos anos 1990 convidadas a se apresentarem juntas novamente num grande evento. E pelos menos duas das integrantes realmente fizeram sucesso musical naquela década, a rapper Eve e a cantora Brandy (agora, Brandy Norwood). O resto do quarteto inclui Naturi Naughton (da série “Power”) e Nadine Velazquez (“My Name Is Earl”), e o elenco ainda destaca Pepi Sonuga (“Famous in Love”) como uma jovem cantora em ascensão. “Queens” foi criada por Zahir McGhee (roteirista de “Scandal”) e teve seu piloto dirigido pelo cineasta Tim Story (“Tom & Jerry: O Filme”). As duas séries são inéditas no Brasil, mas “Queens” figurou na lista de lançamentos da Star+ para 2022. Veja abaixo os trailers das duas atrações.
Elvis descobre a pelvis em cena impactante do filme de Baz Luhrmann
A Warner divulgou uma cena completa de “Elvis”, a cinebiografia do Rei do Rock dirigida por Baz Luhrmann (“O Grande Gatsby”). A prévia mostra o começo da lenda de “Elvis the pelvis”, quando ele descobre o impacto de sua dança no público feminino, ao mesmo tempo em que o coronel Tom Parker percebe que pode transformar aquilo numa mina de ouro. Austin Butler (“Era uma Vez em… Hollywood”) demonstra toda a fisicalidade requerida para a cena, incorporando o jovem Elvis de corpo e alma, enquanto Tom Hanks (“Finch”) surge bastante transformado por maquiagem prostética para viver Parker, o empresário do Rei do Rock. O elenco da produção também destaca Olivia DeJonge (a Ellie da série “The Society”) no papel de Priscilla, esposa do cantor, e Maggie Gyllenhaal (a Candy de “The Deuce”) como Gladys, a mãe de Elvis. Filmado na Austrália, a produção superou paralisação durante a pandemia, com direito a contágio de Tom Hanks, para ser completada e marcar sua estreia nos cinemas em 14 de julho no Brasil – quatro semanas após os EUA.
Anitta estrela novo clipe de Jack Harlow
O rapper Jack Harlow lançou nesta sexta-feira (6/5) o clipe de “First Class” e a grande surpresa é a participação de Anitta. Curiosamente, ela não canta na produção – a voz feminina ouvida ao fundo é um sample de “Glamorous” (2006), hit da Fergie. A brasileira participa como atriz, interpretando uma mulher fatal que chama atenção do rapper, após vê-la de relance numa janela. A troca é mútua, já que ela aparece acompanhando Harlow em clima voyeur, antes de disparar numa moto veloz. “First Class” é o primeiro single do segundo álbum do rapper, que esteve no Brasil em março como atração do Lollapalooza. Lançado nesta sexta (6/5), o novo disco se chama “Come Home The Kids Miss You” e inclui parcerias com Pharrell, Justin Timberlake, Drake e Lil Wayne.
Lady Gaga lança clipe da música de “Top Gun: Maverick”
Lady Gaga lançou o clipe de “Hold My Hand”, música que gravou para a trilha de “Top Gun: Maverick”. O vídeo traz a cantora em preto e branco, com jaqueta de piloto e ao lado de um avião-caça, mas suas cenas são pequenas, já que há maior ênfase à imagens do filme, com direito até a uma sequência dramática do “Top Gun” de 1986. A preferência visa aproveitar a batida retumbante e a interpretação emocional para fazer o público entrar no clima do filme, utilizando para isso todas as ferramentas típicas de balada de Hollywood, inclusive o clímax gritado a plenos pulmões. O público costuma gostar dessas músicas gritadas, veja-se os hits cinematográficos de Whitney Houston e Celine Dion, mas essa abordagem deixa “Hold My Hand” muito longe do pop suave de “Take My Breath Away”, o hit da banda Berlim que transformou a trilha original de “Top Gun” num fenômeno pop. “Hold My Hand” foi disponibilizada nas plataformas musicais na terça (3/5). Já o filme “Top Gun: Maverick”, estrelado por Tom Cruise, só chega aos cinemas brasileiros em 26 de maio.












