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  • Filme

    Diretor pretende lançar versão de “Elvis” com 4 horas de duração

    29 de novembro de 2022 /

    O cineasta Baz Luhrmann revelou que planeja lançar uma nova versão de “Elvis” com quatro horas de duração, para mostrar as performances musicais completas de Austin Butler no papel-título. “Não chega a ser uma ‘versão do diretor’, eu só quero juntar esse material. A coisa toda deve ter 4h de duração, e eu já disse que vou editá-la toda um dia – não hoje, nem amanhã, mas vou fazer isso”, garantiu ele, em entrevista ao site IndieWire. Luhrmann explicou que Butler realizou as performances completas de várias músicas que tiveram apenas trechos exibidos no cinema. Ele acrescentou que “foi uma experiência transcendental assisti-lo naqueles shows”. “Então, quero que todo mundo veja isso”, continuou. O diretor também elogiou a captação das imagens, que deram às performances uma aparência vintage. “Tínhamos todas as câmeras certas, porque [a diretora de fotografia] Mandy Walker foi atrás das lentes dos anos 1960, 70 e 80 para realizar a captação dessas cenas”. Em junho, na época do lançamento nos EUA, Luhrmann já tinha dito que havia cortado quase a metade das cenas filmadas para que o filme tivesse 159 minutos de duração – isto é, mais de duas horas e meia de projeção. Em entrevista ao site britânico Radio Times, ele disse que a primeira montagem do filme tinha 240 minutos – ou seja, as 4 horas que mencionou. Mas as cenas cortadas não incluem apenas música. O diretor filmou também o encontro entre Elvis Presley e o presidente Richard Nixon nos anos 1970, explorou melhor o relacionamento do ídolo com sua banda e até deu espaço para a primeira namorada de Elvis, Dixie. Mesmo com 159 minutos, vários críticos acharam “Elvis” muito abrangente. Todos, porém, foram unânimes em elogiar o desempenho de Butler. E, apesar do filme ter sido lançado no verão dos EUA, bem longe da temporada de premiações, seu nome não está descartado nas apostas de indicações ao Oscar. O elenco da produção também contou com Tom Hanks (“Finch”), bastante transformado por maquiagem prostética no papel do Coronel Tom Parker, o empresário do Rei do Rock, Olivia DeJonge (a Ellie da série “The Society”) no papel de Priscilla, esposa do cantor, e Maggie Gyllenhaal (a Candy de “The Deuce”) como Gladys, a mãe de Elvis. O filme pode ser visto atualmente na HBO Max e em plataformas de locação digital. Veja abaixo uma cena de ensaio de Butler com a performance completa da música “That’s All Right (Mama)”.

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  • TV

    Globoplay e Multishow vão exibir a “Farofa da Gkay”

    26 de novembro de 2022 /

    A Globo decidiu ignorar os boatos e acusações contra Gkay nos bastidores de uma produção da Netflix para apostar no poder de engajamento da influenciadora. A empresa fechou contrato pra exibir na Globoplay e Multishow a edição de 2022 da “Farofa da Gkay”, festa de aniversário da blogueira, que será transmitida ao vivo nos dias 5, 6 e 7 de dezembro. No ano passado, a festa deu muito o que falar pela pegação, mas diante das câmeras as diversas celebridades convidadas devem surgir mais comportadas. Por via das dúvidas, Gkay estabeleceu uma premiação para a pessoa mais beijoqueira da festa, que acontecerá em Fortaleza e terá várias atrações musicais. A notícia foi publicada nas redes sociais da Globoplay e do Multishow, com direito a vídeo com a confirmação da própria Gkay. “Meu povo, vocês pediram transmissão da Farofa da Gkay. E o que vocês pedem que eu não faço? Pode botar a fofoqueira que mora dentro de vocês para comemorar. Finalmente chegou o grande dia. A Farofa vai ser transmitida ao vivo no Multishow e no Globoplay. Eu tô muito chique”, disse, num vídeo. “Você vai poder acompanhar tudo, os bastidores, os bafos, os shows. E falando em show, Pedro Sampaio é presença garantida”, adiantou ela. O evento também contará com apresentações de Anitta e Ivete Sangalo, confirmadas pela influenciadora. Gkay já revelou que deve gastar cerca de R$ 8 milhões com o evento. Entre os gastos, está até o frete de um avião privado para levar os convidados até Fortaleza. ATENÇÃO 🚨 Vai ter farofa da @gessicakayane AO VIVO no @multishow e no @globoplay nos dias 5, 6 e 7 de dezembro 🤩 E olha o spoiler! Temos mais um show confirmado! Pode vir @DjPedroSampaio 🫶 Já tô pronto pra esse evento! pic.twitter.com/SUKijQMZmv — Multishow (@multishow) November 25, 2022 #PraTodosVerem:Na primeira imagem, a apresentadora Ana Maria Braga está com roupa de festa e carrega um saco de lixo. O texto diz: Chegou seu convite pra Farofa da Gkay… Na segunda, há uma foto da influenciadora Gkay, com o texto: Você vai poder acompanhar pelo Globoplay! — globoplay 💐 (@globoplay) November 26, 2022

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  • Filme,  Música

    Irene Cara, estrela de “Fama” e cantora de “Flashdance”, morre aos 63 anos

    26 de novembro de 2022 /

    A cantora e atriz Irene Cara, que venceu dois Oscars de Melhor Canção, morreu no sábado aos 63 anos, na Flórida. A causa da morte não foi divulgada. Irene Cara nasceu em 18 de março de 1959, na região do Bronx, em Nova York, e era filha de um saxofonista porto-riquenho, e era conhecida por cantar “Flashdance… What a Feeling”, da trilha de “Flashdance – Em Ritmo de Embalo” (1983) e a música-título de “Fama” (1980), ambas premiadas pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA. A artista também estrelou “Fama” como atriz, após se destacar anteriormente em outro musical: “Sparkle”, de 1976, sobre três irmãs cantoras cujos laços familiares são rompidos enquanto buscam a fama. O começo de sua carreira foi justamente em musicais da Broadway, ainda adolescente, de onde ela saiu para estrelar o romance interracial “Aaron Loves Angela” (1975) no cinema. Depois de “Sparkle”, ainda teve papéis proeminentes na minissérie de televisão “Raízes II” (1979) e no telefilme “Jim Jones: A Tragédia da Guyana” (1980). Mas foi no musical de 1980 de Alan Parker que ela despontou para o sucesso. Cara viveu a protagonista de “Fama”, Coco Hernandez, lutando ao lado de estudantes de um escola de artes cênicas para aperfeiçoar seus talentos e buscar viver de arte. O filme foi um fenômeno de bilheteria e de venda de discos. Ela cantou a faixa-título e o hit “Out Here on My Own”, que entraram nas listas das músicas mais tocadas do ano. Ambas ainda foram indicadas ao Oscar de Melhor Canção Original, numa disputa que deu a estatueta para “Fame”. A repercussão levou Cara a ser indicada ao Grammy de Melhor Artista Revelação e Melhor Performance Pop Feminina de 1980. E em 1983 ela dobrou o feito como cantora e coautora de “What a Feeling”, que lhe rendeu vitórias no Grammy e no Oscar em 1984. Entretanto, após atingir esse ponto alto da carreira, Cara viu tudo desabar com grande rapidez. Ela estrelou uma seleção de filmes muito ruins nos anos 1980, incluindo a comédia besteirol “Taxi Especial” (1983) com Mr. T., a comédia de ação “Cidade Ardente” (1984) com Clint Eastwood e o thriller “Choque Mortal” (1985) com Tatum O’Neal. Nenhum desses trabalhos fez sucesso comercial, o que a colocou na rota das produções trash e encurtou sua carreira. Em 1989, ela fez seu último filme: “Caged in Paradiso”, em que viveu uma presidiária encarcerada com outras mulheres numa ilha tropical. Depois disso, ainda estrelou a série policial “Anjo Maldito” (Gabriel’s Fire), ao lado de James Earl Jones, mas a produção durou apenas uma temporada, entre 1990 e 1991, e Cara só voltou a trabalhar como dubladora de games e animações lançadas diretamente em vídeo. Paralelamente, a carreira musical sofreu com sua decisão de processar sua gravadora, Network Records, por se sentir usada e roubada. No processo aberto em 1985, Cara pediu US$ 10 milhões, afirmando que a Network havia explorado o seu trabalho e sua confiança, fazendo-a assinar contratos que lhe custaram mais de US$ 2 milhões. A ação correu na Justiça durante oito anos, antes de a Corte reconhecer que Cara, de fato, havia sido prejudicada pela gravadora. Mas ela só ganhou US$ 1,5 milhão de indenização, grande parte comprometida com os custos do processo, e terminou com a reputação prejudicada numa época em que mulheres deveriam apenas fazer o que lhes era mandado. Em entrevistas ao longo dos anos, Cara afirmou que foi renegada pela indústria musical após ir atrás de seus direitos, recebendo o rótulo de “difícil”. Cara teve um último salvo de fama ao regravar “Flashdance… What a Feeling” com DJ BoBo para a trilha da comédia “Ou Tudo ou Nada” de 1997. O filme fez bastante sucesso e devolveu a música às rádios, lhe permitindo reviver pela última vez seus dias de glória. Historicamente, “Fama” e “Flashdance” se diferenciaram dos musicais que os precederam por mostrar diversidade racial e histórias de superação de personagens da classe trabalhadora. Isto também ajudou a transformar suas músicas em hinos de desprivilegiados dispostos a vencer as adversidades sociais. Esse detalhe foi lembrado pela atriz Jennifer Beals, que estrelou “Flashdance”, ao homenagear Cara em seu Instagram, enquanto celebrava o multitalento da artista. “Foi preciso uma bela sonhadora para criar e cantar as trilhas sonoras para aqueles que ousam sonhar.” Lembre abaixo os três maiores hits de Irene Cara.

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  • Música

    Jennifer Lopez anuncia novo disco inspirado na época de “Jenny from the Block”

    25 de novembro de 2022 /

    A atriz e atriz Jennifer Lopez vai retomar sua atividade musical. Nesta sexta (25/12), ela anunciou o lançamento de seu primeiro álbum em oito anos, “This Is Me… Now”. O título é uma referência ao disco de maior sucesso de sua carreira: “This Is Me… Then”, lançado há 20 anos com os hits “Jenny from the Block” e “All I Have”. Ela compartilhou detalhes do álbum, como o título das 13 canções, em postagem nas suas redes sociais. Curiosamente, como parte da campanha de lançamento, JLo arquivou todos os posts que estavam em sua linha do tempo no Instagram. Com isso, agora só a postagem sobre o disco novo encontra-se disponível. Há um detalhe significativo na escolha da referência ao disco de 2002. Na época, as canções aludiam ao relacionamento da cantora com seu noivo. Era ninguém menos que Ben Affleck, com quem ela casou este ano após o fim do relacionamento original de duas décadas atrás. O ator é citado nominalmente no título da balada “Dear Ben” e ainda participa do famoso clipe de “Jenny from the Block”. 20 anos depois, Dear Ben e JLo estão casados e ele volta a figurar com destaque no disco, com direito a uma “Dear Ben pt. II”. “This is me… Now” será lançado em 2023. O último álbum de JLo foi “A.K.A.”, de 2014. Lembre abaixo o clipe de “Jenny from the Block”.

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  • Série

    Atriz de “Downton Abbey” vai estrelar série sobre ska inglês dos anos 1980

    24 de novembro de 2022 /

    A atriz Michelle Dockery, conhecida pelo seu trabalho em “Downton Abbey” e “Good Behavior”, vai estrelar a série “This Town”, mais uma criação do prolífico roteirista Steven Knight (criador de “Peaky Blinders”, “See” e “Taboo”). A série vai contar a história de uma família e de quatro jovens que são atraídos para o mundo do ska e do movimento antirracista das bandas da gravadora 2 Tone (fundada pelo tecladista Jerry Dammers do The Specials), que explodiram na Inglaterra em meio ao punk rock do final dos anos 1970 e início dos 1980, unindo jovens negros e brancos numa irmandade musical. “Este é um projeto muito próximo do meu coração”, disse Knight, em comunicado. “É sobre uma época que vivi e conheço bem e envolve personagens com quem sinto que cresci. É uma carta de amor para [as cidades de] Birmingham e Coventry, mas espero que pessoas de todo o mundo se identifiquem com ela.” Desenvolvida para a rede britânica BBC, a série chegou a considera o título “Two Tone” antes de adotar o nome de “This Town”, as primeiras palavras do hit “Ghost Town” (1981) da banda The Specials. Serão seis episódios, que contarão ainda com Nicholas Pinnock (“Marcella”) e David Dawson (“Meu Policial”) no elenco. Ainda não há previsão de estreia. Michelle Dockery será vista a seguir no thriller de ação “Boy Kills World”, estrelado por Bill Skarsgård (“It – A Coisa”), sem previsão de estreia. Steven Knight tem diversos projetos encaminhados, entre eles a minissérie “The Veil”, estrelada por Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”), e uma série sobre o mundo do boxe clandestino do final do século 19, ambas sem previsão de lançamento. Veja abaixo o clipe de “Ghost Town” e do hit “A Message to You Rudy” (1979), ska jamaicano clássico que virou hino da geração 2 Tone em gravação dos Specials.

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  • Música

    Artistas homenageiam Erasmo Carlos: “Um gigante”

    22 de novembro de 2022 /

    Vários artistas usaram as redes sociais e a imprensa para expressar sua tristeza tristeza na tarde desta terça (22/11) pela morte de Erasmo Carlos. Companheiros de geração e até jovens que o idolatravam se manifestaram em tributo ao talento “tremendão” que o Brasil perdeu. Roberto Carlos e Wanderléa, dois dos amigos mais antigos de Erasmo Carlos, abrem a fila de tributos. Com Erasmo, o trio simbolizou a Jovem Guarda, aparecendo juntos em shows, no programa musical da Record TV e em filmes que marcaram o auge da geração que popularizou o rock no Brasil. Amigo e parceiro mais próximo de Erasmo por mais de meio século, Roberto Carlos publicou uma mensagem em seu perfil no Instagram, junto de um vídeo com vários momentos da dupla ao som de “Amigo”, grande sucesso da parceria, salientando que “ele viverá sempre em meu coração”. “Minha dor é muito grande, nem sei como dizer tudo o que eu penso desse meu amigo querido, meu grande irmão. Meu ídolo por tudo, pela sua lealdade, sua inteligência, sua bondade, por tudo o que eu conheço dele. Um ser humano maravilhoso esse meu irmão. É um privilégio para mim ter um amigo, um irmão assim por todos esses anos. Difícil encontrar palavras para falar desse cara: o meu amigo Erasmo Carlos. Ele viverá sempre em meu coração. Que o nosso Deus de bondade o proteja e o abençoe sempre. Amém, amém, amém”, diz o texto de Roberto. Wanderléa, por sua vez, enviou uma mensagem de áudio emocionada para a imprensa, em que se dirige aos fãs e também ao velho amigo. “Eu quero me reportar aos companheiros, aos amigos, aos fãs, que nos acompanharam desde muito cedo. Vocês podem imaginar o que estou sentindo. É o mesmo que vocês estão sentindo, pelo o que representa o Erasmo em nossos corações, na história da música brasileira. Esse talento, esse poeta, esse homem amoroso, esse “gigante gentil”. Um homem elegante, que nos deixa um legado de exemplo de vida. Ele estará sempre muito vivo em nossas lembranças mais profundas”, começou. “Amo Erasmo, assim como vocês, ele estará sempre em minhas orações. Tenho certeza que ele será recebido pelos anjos de luz, hoje no dia do músico, um dia muito especial. Erasmo, que os anjos de luz te recebam com todo amor, com toda reverência que você merece. Amado Erasmo, que a luz divina o acompanhe sempre, que sua luz brilhe, assim como brilhou aqui na Terra, que brilhe no céu”, completou a cantora. Também da mesma geração, Ronnie Von revelou ter passado mal ao saber da notícia. “Eu dei uma baqueada. Tinha acabado de almoçar e estava tomando um café, quando veio a notícia. Tomei um susto tão grande. Eu tomo remédio para transtorno de ansiedade todo dia e tive uma crise de extrassístole (quando o coração tem uma batida extra no ritmo normal) muito grande, um inferno. Aí comecei a passar mal, a casa virou de cabeça para baixo, fiquei zonzo, me levaram para o quarto e fiquei lá”, disse. Ao se recuperar, ele fez uma postagem breve no Instagram, ao lado de uma foto da Jovem Guarda em aparecia junto com o Tremendão. “Meu amigo, esteja onde estiver tenha a certeza que cumpriu sua missão. Sempre de bem com a vida, estar ao seu lado sempre foi motivo de festa e alegria. Vá em paz nosso amado gigante gentil, te levarei no meu coração para sempre”, escreveu. Vários outros se manifestaram de forma sucinta. O ator Chay Suede, que viveu Erasmo Carlos no filme “Minha Fama de Mau”, manifestou-se pelo Stories, publicando uma foto em que aparece ao lado do cantor e outra de Erasmo ao violão com a legenda: “para sempre”. Rita Lee publicou uma foto abraçada no amigo, escrevendo em seu Instagram: “Erasmo meu rock’n’roller favorito”. Gilberto Gil resgatou um trecho de uma live recente com o roqueiro. Os Paralamas do Sucesso postaram foto de show de uma parceria de 2014. E Maria Bethânia incluiu em seu Instagram um vídeo de “As canções que Você Fez pra Mim”, em que canta “Agora eu choro só, sem ter você aqui”. Em sua vez, Caetano Veloso fez diferente, dando show de eloquência. O tropicalista publicou um vídeo antigo com Erasmo e um grande texto para expressar a grandiosidade da carreira do amigo. “Erasmo, com seu imenso talento, com todo seu corpo grande, passava, como ninguém, a sensação de pureza. Ele dizia com sinceridade que não tinha medo da morte. Só conheci um outro que dissesse isso assim: o guitarrista Perinho Santana. Há muito o que celebrar a respeito da vida e da obra de Erasmo. Junto a Roberto e Wanderléa, ele formou uma máquina potente de criação que sintonizou a música popular do Brasil com o espírito do mundo. Não haveria tropicalismo sem eles. Sem eles não haveria vida verdadeira no Brasil. E Erasmo sempre o mais puro e o mais livre. Tenho a honra de ter escrito, desde o exílio, “De Noite na Cama”, a pedido dele. Outro dia falei numa entrevista de figuras decisivas na MPB. Não me referi a ele, talvez por senti-lo acima dessa sigla. Mas o fato é que, sem ele e seus companheiros da Jovem Guarda, eu não teria feito nada do que fiz de relevante. O amor pela pessoa era, foi, é ainda mais importante”, declarou Caetano. Nando Reis fez eco sobre a importância do artista. “Nosso mudo está desmoronando. Sem Erasmo nada teria acontecido, não haveria “Detalhes”, “Além do Horizonte”, “Sentado à beira do caminho”, “Cavalgada”… não haveria nada. Erasmo é parte da espinha dorsal do nosso cancioneiro, mestre da minha cartilha de como compor uma canção. Astro maior da constelação estelar da Música Brasileira. Que homem admirável perdemos”, o antigo Titã escreveu. Marina Lima, por sua vez, lembrou a reação de Erasmo para sua gravação de “Mesmo que Seja Eu”. E acrescentou uma belíssima homenagem a seu legado. “Nos anos 80, quando o Fantástico fazia vídeos musicais, o Ed Valesko fez esse clipe comigo de ‘Mesmo que Seja Eu’, canção do Roberto e Erasmo que eu tinha acabado de gravar. Essa gravação causou um auê danado, por ser uma mulher cantando essa letra. E o Erasmo comentou na época comigo ter adorado essa minha da música. Fiquei super orgulhosa!!!”, contou. “A verdade é que tive pouco contato com o Erasmo durante a minha carreira, mas tanto ele quanto o Roberto sempre foram de uma gentileza, uns cavalheiros incríveis a cada encontro. E hoje esse nosso Tremendão se foi… Sei que é triste partir. Mas quando se deixa uma obra dessas, as musicas mais lindas e eternas do cancioneiro popular brasileiro, é pra sentir Gratidão. Um gigante se foi, mas nos deixou de presente uma trilha pro resto de nossas vidas! Boa viagem, Erasmo! E obrigada por tanto!!!”, completou. Marisa Monte acrescentou elogios. “Um espírito colossal com um coração bondoso. Não era à toa que seu apelido era Gigante Gentil. Super pai, super avô, super-homem”, escreveu no Twitter. “Eu adoro a narrativa descritiva de suas composições e as cenas cinematográficas que ele sabia criar como ninguém para ilustrar as situações vividas nas canções. Aprendi muito com ele e me orgulho de ter sido sua parceira, cúmplice e amiga. Descanse em paz meu ídolo e querido amigo inspirador! Te amo Gigante Gentil”, acrescentou. Frejat compartilhou sua dor. “Estou com o coração em pedaços pelo falecimento do meu muito, mas muito querido amigo e parceiro Erasmo Carlos. Vai deixar muita saudade por seu carinho, gentileza, bom humor e talento. Vai por esse caminho de luz que sempre te iluminou, amigo querido!”, disse o ex-Barão Vermelho. E Milton Nascimento contou a história de quando Erasmo Carlos salvou sua vida. “Tive a sorte de conviver com Erasmo praticamente desde a minha chegada ao Rio. Sempre prestigiamos um ao outro, foram muitos shows, encontros pelo Brasil, e muitas conversas. Ele até salvou minha vida uma vez, na Urca, estava atravessando a rua e não vi o carro vindo. Erasmo saiu correndo e me empurrou bem na hora. Depois, até brinquei com ele dizendo que, se não tivesse morrido atropelado, poderia ter morrido com a força do empurrão dele”, contou. “Erasmo era coração puro, fiquei muito emocionado quando o encontrei na minha última temporada no Rio, em agosto, quando dediquei o show pra ele. Vai deixar muitas saudades. Te amo, meu amigo!”, finalizou Bituca. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Roberto Carlos (@robertocarlosoficial) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ronnie Von (@ronnievonoficial) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Rita Lee Jones (@ritalee_oficial) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Gilberto Gil (@gilbertogil) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Caetano Veloso (@caetanoveloso) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Os Paralamas do Sucesso (@osparalamas) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Marina Lima (@marinalimax1) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Maria Bethânia (@mariabethaniaoficial) astro maior da constelação estelar da Música Brasileira. Que homem admirável perdemos. — Nando Reis (@nando_reis) November 22, 2022 Um espírito colossal com um coração bondoso. Não era à toa que seu apelido era Gigante Gentil. Super pai, super avô, super-homem. pic.twitter.com/anBRSSVTfY — Marisa Monte (@marisamonte) November 22, 2022 Descanse em paz meu ídolo e querido amigo inspirador!💔Te amo Gigante Gentil 💫✨💫✨ Sinto muito junto com seus milhares de fãs, familiares e amigos. @ErasmoCarlosBR — Marisa Monte (@marisamonte) November 22, 2022 Estou com o coração em pedaços pelo falecimento do meu muito, mas muito querido amigo e parceiro Erasmo Carlos.Vai deixar muita saudade por seu carinho, gentileza, bom humor e talento.Vai por esse caminho de luz 💫que sempre te iluminou🌟,amigo querido!❤️❤️❤️🎶🎶🎶🙏🏼🙏🏼🙏🏼🙌🏼🙌🏼 pic.twitter.com/xCxE1zGzIb — Frejat (@FrejatOficial) November 22, 2022 Tive a sorte de conviver com Erasmo praticamente desde a minha chegada ao Rio. Sempre prestigiamos um ao outro, foram muitos shows, encontros pelo Brasil, e muitas conversas. Ele até salvou minha vida uma vez, na Urca, estava atravessando a rua e não vi o carro vindo. + pic.twitter.com/05NaWfrfAu — Milton Bituca Nascimento (@MiltonBituca) November 22, 2022 Erasmo era coração puro, fiquei muito emocionado quando o encontrei na minha última temporada no Rio, em agosto, quando dediquei o show pra ele. Vai deixar muitas saudades. Te amo, meu amigo! Obrigado por tudo! — Milton Bituca Nascimento (@MiltonBituca) November 22, 2022

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  • Música

    Anitta vence American Music Awards

    21 de novembro de 2022 /

    Anitta segue fazendo História nas premiações internacionais. Na noite de domingo (20/11) ela levou o prêmio de Melhor Artista Feminina Latina no American Music Awards. Sua vitória com comemorada com gritos pelos fãs presentes no evento. E ela fez questão de agradecer aos fãs e lembrar que foi “a primeira vez que uma brasileira ganhou esse prêmio”. “Esse prêmio também é dedicado aos outros indicados, como a Becky G, que é uma grande amiga”, ela citou, lembrando uma das concorrentes. “Se não fossem todas as pessoas que trabalham tão bem com a gente, não seria possível chegar aqui”. A brasileira também cantou duas músicas no palco do Microsoft Theater, em Los Angeles: “Evolver” e “Lobby”. A segunda contou com participação da rapper americana Missy Elliot. A premiação foi a terceira conquistada por Anitta nos últimos meses. Ela já venceu o VMA (Video Music Awards) e o EMA (Europe Music Awards) da MTV como Melhor Artista Latina e ainda concorre como Melhor Artista Nova (“revelação” do ano) no Grammy – que está marcado para o dia 5 de fevereiro, em Los Angeles. Veja abaixo os destaques da participação de Anitta no American Music Awards. CONGRATS, @Anitta!!!! YOU just won the #AMAs for Favorite Female Latin Artist! 👏 pic.twitter.com/VtlnK2hUhf — American Music Awards (@AMAs) November 21, 2022 Anitta performando “Envolver” no #AMAs. pic.twitter.com/1uxFYQaiJ0 — Fonte Anitta | Fan Account (@fonteanittabr) November 21, 2022 Anitta e Missy Elliott performando “Lobby” pela primeira vez no #AMAs. pic.twitter.com/gyktyEUo34 — Fonte Anitta | Fan Account (@fonteanittabr) November 21, 2022 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por American Music Awards (@amas)

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  • Filme

    Polêmica! “Desencantada” tinha música contra mulheres fortes

    19 de novembro de 2022 /

    Desencantado com “Desencantada”? A crítica americana achou a continuação do divertido “Encantada” (2007) muito fraca, resultando em apenas 44% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mas podia ser pior. A trilha sonora oficial do filme confirmou que um boato considerado improvável era verdadeiro. Um dos rumores que circularam no começo do ano é que o filme teria passado por exibições-teste negativas, e que a cena mais rejeitada trazia o personagem Robert (Patrick Dempsey) cantando sobre a dificuldade de ser herói hoje em dia, já que as mulheres não precisavam mais “ser salvas”. O problema é que o rumor era verdade. A música consta do disco, em formato de “demo”, e se chama “Hard Times For Heroes”. Com isso, fica claro que ela fez parte de uma versão inicial do filme. O refrão escancara: “Agora são tempos difíceis para os heróis/ Não há moça para salvar agora/ As moças são tão corajosas agora/ São eles que ganham o elogio/ E são tempos difíceis para os heróis”. Trata-se de um discurso similar ao dos militantes incels de extrema direita, que reclamam de produções de heróis da Marvel e de “Star Wars”, lançamentos da própria Disney, por destacarem heroínas fortes e emascularem os heróis “de verdade”. Para completar, a música tem até uma reclamação creditada a Mulan contra o feminismo. Veja o trecho: “Você acha isso ruim?/ Uma vez eu fui uma guerreira, uma mulher lutadora feroz/ Então, eu era única e muito orgulhosa/ Mas desde então eu provei que guerreiros não precisam ser homens/ Veja o que eu sou agora, apenas mais uma na multidão”. A conclusão da música ainda reforça: “Quando não há mais donzelas/Nós somos os únicos em perigo agora”. Ouça abaixo a música polêmica. Pra quem não lembra, o “Encantada” original foi uma sátira divertida e bem-sucedida aos desenhos animados musicais de princesas da Disney, mostrando o duro choque de realidade sofrido por uma dessas princesas, Giselle (Amy Adams), ao emergir na moderna cidade de Nova York nos dias atuais. Ela perde o rumo ao conhecer a vida desencantada das pessoas normais, mas descobre a felicidade com um viúvo nova-iorquino comum (Patrick Dempsey), mesmo com o Príncipe Encantado (James Marsden) vindo em seu resgate. A sequência encontra o casal do filme original após o final feliz, que não dura para sempre, pois Giselle sente falta de seu reino encantado e deseja que tudo em sua vida volte a se tornar mágico. Mas quando esse desejo se materializa, o resultado não é o esperado, já que, ao transformar sua vida num conto de fadas, ela se descobre a madrasta malvada da filha adolescente do personagem de Dempsey, assumindo a personalidade de uma Rainha Má das fábulas. O cineasta Adam Shankman (“Rock of Ages: O Filme”) é responsável pela direção do novo longa, que ainda destaca Maya Rudolph (“Fortuna”), Oscar Nuñez (“Professor Iglesias”), Jayma Mays (“Glee”), Idina Menzel (“Cinderela”), Yvette Nicole Brown (“Community”) e a jovem Gabriella Baldacchino (“Ask for Jane”) no elenco.

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  • Música

    Cleo Pires enfrenta fake news que a traumatizou em clipe musical

    19 de novembro de 2022 /

    A atriz e cantora Cleo Pires, ou apenas Cleo como tem preferido, lançou o clipe de uma nova música, “Todo Mundo que Amei já Me Fez Chorar”, que aborda um momento delicado de sua vida. O vídeo é sua resposta, após anos de silêncio, a uma fake news antiga: de que sua mãe, a atriz Glória Pires, a flagrou na cama com o padrasto, o músico Orlando Morais. Na produção estilizada, ela assume que essa mentira dói e que a faz chorar, enquanto demonstra a felicidade de quem espalha crueldade e sofrimento. O boato sensacionalista é de 1998, quando Cleo tinha apenas 15 anos e se viu estampada na capa de jornais e revistas em razão dessa mentira. A família da artista entrou com processo contra o autor da mentira, venceu a ação e decidiu morar por um tempo nos Estados Unidos até o assunto esfriar. Mas pouco se falava disso nos últimos tempos. Agora com 40 anos, Cleo resolveu revisitar o trauma pela via artística. “Todo Mundo que Amei já Me Fez chorar” conta a história de uma mulher a caminho de seu julgamento após ser acusada de infringir regras morais. Ela aparece sendo julgada por uma multidão e chora, com direito a uma lágrima recolhida para recompensar os haters. A música também compartilha o título do primeiro livro de Cleo, lançado neste ano, e integra o primeiro álbum de sua carreira musical, iniciada há cinco anos com o EP “Jungle Kid”. Atualmente em fase de finalização, o disco será lançado em 2023.

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  • Música

    Jung Kook, do BTS, vai apresentar música inédita na abertura da Copa do Mundo

    19 de novembro de 2022 /

    O cantor sul-coreano Jung Kook, um dos integrantes do grupo BTS, vai apresentar uma música solo inédita na cerimônia de abertura da Copa do Mundo no Catar, no próximo domingo (20/11). Intitulada “Dreamers”, a faixa faz parte da trilha sonora oficial do campeonato, promovida pela FIFA. A faixa vai ganhar clipe na terça (22/11), que Jung Kook gravou no Catar no mês passado. Além dele, estão confirmados no show de abertura os artistas Lil Baby, Maluma, J. Balvin, Diplo, Julian Marley e Calvin Harris, e outras atrações são especuladas. Entretanto, muitos recusaram o convite para participar do evento, incluindo Shakira, Dua Lipa e Rod Stewart, em protesto contra a falta de compromisso do país sede com os direitos humanos, especialmente com as mulheres e a comunidade LGBTQIAP+. A cerimônia de abertura da competição tem previsão de início para às 12h de domingo e será exibida na TV aberta brasileira pela Globo. Veja abaixo a capa do single de “Dreamers”.

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  • Música

    Copa do Mundo ganha clipe oficial com Nicki Minaj, Maluma e Myriam Fares

    19 de novembro de 2022 /

    A FIFA divulgou o clipe da nova música oficial da Copa do Mundo de Futebol. Chamada de “Tukoh Taka”, a faixa tem uma batida eletrônica forte de house music e é cantada pela rapper americana Nicki Minaj, ao lado do colombiano Maluma e a libanesa Myriam Fares, que pode estar escandalizando o Oriente Médio com sua participação. Fares é cristã e costuma ser muito criticada entre os árabes por seu estilo de entretenimento “provocativo”, especialmente sua escolha de guarda-roupa e estilo de cabelo, que geram comparações com Shakira. No clipe, ela aparece bastante sexy e rouba as cenas em roupas mínimas, cantando em árabe e dançando com os tradicionais snujs nas mãos. Vale lembrar que a Copa acontece no Catar, um dos países mais conservadores do mundo. De todo modo, a música é muito dançante, contagiante e a primeira da história das Copas a contar com letra em inglês, árabe e espanhol. Dirigido por Edgar Esteves (de clipes de French Montana) e Juan Felipe Zuleta (parceiro de Maluma), o vídeo se alterna entre os três artistas e imagens de ônibus de torcedores cruzando o deserto, em meio a bandeiras, uniformes de times e grandes coreografias. Entre as cenas produzidas especialmente para o clipe, a edição ainda inclui imagens de craques do evento, como Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, Thomas Muller e James Rodríguez – mas não Neymar. “Tukoh Taka” é, na verdade, a segunda música liberada pela FIFA para a Copa. Em abril, veio à tona a gravação de “Hayya Hayya (Better Together)”, que contou com as participações de Trinidad Cardona, Davido e Aisha, numa mistura de reggae e jingle de refrigerante que não empolgou. Apesar dessa ênfase musical, vários artistas que foram convidados a participar do evento recusaram, como Shakira, Rod Stewart e Dua Lipa, em protesto contra a falta de direitos das mulheres e das pessoas LGBTQIAP+ no Catar.

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    “Fantástico” fará quadro sobre Música Preta Brasileira em 2023

    18 de novembro de 2022 /

    A Globo vai lançar um quadro sobre a black music nacional no “Fantástico”. Com formato similar ao do “Bem Sertanejo”, comandado por Michel Teló desde 2014, a atração vai se chamar “Música Preta Brasileira” e vai juntar a apresentadora Maju Coutinho. A ideia do quadro partiu de Maju Coutinho, que está à frente do dominical desde 2021, e vai trazer grandes nomes do rap, hip hop, soul e funk do Brasil. O objetivo é retratar a influência negra na produção musical brasileira desde os anos 1970, mas os primeiros nomes cotados para o programa são de rappers contemporâneos, como Emicida, Xamã, Criolo e até Mano Brown, do Racionais MC’s, que jamais se apresentou na Globo. As gravações devem começar só no ano que vem, mas o projeto já consta do plano comercial do “Fantástico” para 2023, que foi apresentado para o mercado publicitário. Maju emplacou o projeto usando o gancho da programação especial de 50 anos do “Fantástico”. Com a data em vista, ela sugeriu destacar a importância cultural da música negra nas últimas cinco décadas. O “Fantástico” vai completar 50 anos em agosto do ano que vem, e a data também inspirará outros quadros especiais, além de matérias sobre como o mundo evoluiu desde o primeiro “show da vida” na Globo.

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    Filmes: 10 estreias para o cinema em casa

    18 de novembro de 2022 /

    A programação de estreias digitais da semana vai do terror extremo à fantasia infantil de Natal, incluindo também produções nacionais importantes, como o candidato do Brasil ao Oscar 2023 e um documentário sobre o mais famoso grupo de rap do país. Confira abaixo as 10 principais estreias para aproveitar em casa.   | X – A MARCA DA MORTE | VOD*   Um dos terrores mais elogiados do ano, o filme do diretor Ti West (“Cabana do Inferno 2”) atingiu 95% de aprovação no agregador Rotten Tomatoes. Fez tanto sucesso que já ganhou um prólogo (ainda inédito no Brasil) e tem um continuação confirmada. O “X” do título se refere à classificação americana para filmes proibidos para menores. Passado nos anos 1970, o longa acompanha a equipe de um filme adulto, que aluga uma casa de um casal de velhinhos no interior do Texas para usar como cenário de uma nova produção. Só que os velhinhos não são inocentes e a locação se revela uma armadilha, que transforma a produção do pornô num terror slasher sanguinário, com direito a ataques de crocodilos e assassinatos sádicos. O elenco destaca Mia Goth (“Ninfomaníaca”) em papel duplo (como porn star e velhinha decrépita), Jenna Ortega (“Pânico”), Martin Henderson (“Virgin River”), Brittany Snow (“A Escolha Perfeita”), Owen Campbell (“A Mulher Invisível”), Stephen Ure (“Máquinas Mortais”) e Scott Mescudi (mais conhecido como o rapper Kid Cudi, visto em “Não Olhe para Cima”).   | VOCÊ NÃO ESTARÁ SÓ | VOD*   O terror fantasioso e envolvente de Goran Stolevski (da série australiana “Nowhere Boys”) explora lendas de seu país natal. A trama se passa numa aldeia isolada nas montanhas da Macedônia do século 19, quando uma criança é sequestrada e criada por uma bruxa, crescendo totalmente isolada e transformada numa criatura sombria. Ao se perceber abandonada, a jovem tenta se reconectar com a família perdida, mas a bruxa observa tudo à distância, com raiva e desejo de vingança. Premiado em dois dos principais festivais de filmes fantásticos, Sitges, na Espanha, e Bucheon, na Coreia do Sul, a obra agradou a crítica em cheio, com 92% no Rotten Tomatoes, mas há quem a considere artística demais para o gênero. O elenco destaca a sueca Noomi Rapace (“Prometheus”) e a australiana Alice Englert (“Ratched”).   | TERRIFIER | AMAZON PRIME VIDEO   O primeiro “Terrifier” – cuja sequência causou desmaios nos cinemas dos EUA – chegou de surpresa ao streaming. Lançado em 2016, o slasher é uma produção independente, escrita, produzida e dirigida por Damien Leone, que traz basicamente garotas sendo torturadas e fatiadas por um palhaço sádico. A trama se passa na noite de Halloween, quanto três jovens têm um encontro inesperado com Art, o Palhaço (David Howard Thornton). Curiosamente, esta não foi a primeira aparição de Art. Ele surgiu num curta de 2008, “The 9th Circle”, retornou em outro curta de 2011, também chamado “Terrifier”, e ainda apareceu na antologia “All Hallows’ Eve” (2013), sempre dirigido por Leone. Cenas desses filmes foram aproveitadas em “Terrifier” (ou “Aterrorizante”, fora do streaming no Brasil). Para completar, o palhaço assassino está de volta na continuação, que é ainda mais violenta e tem lançamento marcado para 29 de dezembro nos cinemas brasileiros.   | O MILAGRE | NETFLIX   O drama sobrenatural, que destaca nova performance arrebatadora de Florence Pugh (“Viúva Negra”), passa-se na Irlanda no ano de 1859, e acompanha uma enfermeira (personagem de Pugh) e uma freira (Josie Walker, de “Belfast”) levadas a uma pequena vila para observar uma menina que supostamente sobrevive há meses sem comer. Segundo a jovem, sua alimentação é fornecida diretamente por Deus. Elas devem determinar se o caso é milagre ou farsa. Baseado no romance homônimo de Emma Donoghue, o filme tem direção do chileno Sebastián Lelio (“Uma Mulher Fantástica”), que também escreveu o roteiro em parceria com Alice Birch (“Normal People”). Muito aplaudido no circuito dos festivais, chega na Netflix com 84% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes.   | DESENCANTADA | DISNEY+   A aguardada sequência de “Encantada” (2007) volta a trazer Amy Adams no papel da Princesa Giselle. Pra quem não lembra, a comédia original foi uma sátira divertida e bem-sucedida aos desenhos animados musicais de princesas da Disney, mostrando o duro choque de realidade sofrido por uma dessas princesas ao emergir na moderna cidade de Nova York nos dias atuais. Giselle perde o rumo ao conhecer a vida desencantada das pessoas normais, mas descobre a felicidade com um viúvo nova-iorquino comum (Patrick Dempsey), mesmo com o Príncipe Encantado (James Marsden) vindo em seu resgate. A sequência encontra o casal do filme original após o final feliz, que não dura para sempre, pois Giselle sente falta de seu reino encantado e deseja que tudo em sua vida volte a se tornar mágico. Mas quando esse desejo se materializa, o resultado não é o esperado, já que, ao transformar sua vida num conto de fadas, ela se descobre a madrasta malvada da filha adolescente do personagem de Dempsey, assumindo a personalidade de uma Rainha Má das fábulas. O cineasta Adam Shankman (“Rock of Ages: O Filme”) é responsável pela direção do novo longa, que ainda destaca Maya Rudolph (“Fortuna”), Oscar Nuñez (“Professor Iglesias”), Jayma Mays (“Glee”), Idina Menzel (“Cinderela”), Yvette Nicole Brown (“Community”) e a jovem Gabriella Baldacchino (“Ask for Jane”) no elenco.   | SPIRITED | APPLE TV+   A comédia musical satiriza o clássico “Um Conto de Natal” de Charles Dickens, trazendo Ryan Reynolds (o “Deadpool”) como um Scrooge moderno, que não liga para o Natal, e Will Ferrell (“Pai em Dose Dupla”) como um espírito tentando lhe dar uma lição de vida. O problema é que o personagem de Reynolds conhece a história de cor e se recusa a cooperar, enquanto Ferrell se esforça para não ser derrotado, tentando conduzi-lo por uma jornada transformadora com coreografias de musical da Broadway. O filme tem roteiro e direção de Sean Anders e John Morris, responsáveis pela comédia “Pai em Dose Dupla” e sua continuação, ambas estreladas por Ferrell.   | UMA HISTÓRIA DE NATAL NATALINA | HBO MAX   Esta comédia natalina é continuação do clássico infantil “Uma História de Natal”, de 1983. Para quem não lembra, a famosa Sessão da Tarde se passava na década de 1940 e acompanhava um garoto obcecado em convencer a todos que uma arma de ar comprimido era o presente de Natal perfeito. O novo filme acontece em 1970, com Ralphie levando mulher e filhos para uma visita a sua antiga casa de infância. O personagem é vivido pelo mesmíssimo ator. Peter Billingsley tinha 12 anos quando o filme original foi lançado e atualmente tem 50. Na trama, ele é convencido por sua mãe a realizar um Natal grandioso e a promessa o faz valorizar os esforços de seu falecido pai, que fazia parecer tão fácil organizar a festa, além de reviver alguns dos mesmos problemas de sua noite feliz de 40 anos atrás. O próprio Billingsley concebeu a história da continuação, que teve seu roteiro final escrito por Nick Schenk (parceiro de Clint Eastwood em “Gran Torino” e “A Mula”) e dirigido por Clay Kaytis (“Angry Birds: O Filme”).   | TERRA DOS SONHOS | NETFLIX   A fantasia estrelada por Jason Momoa (“Aquaman”) é baseada na obra-prima “Little Nemo in Slumberland”, de Winsor McKay, quadrinhos revolucionários lançados em 1905 que continuam influentes até hoje. Mas toma muitas liberdades com a concepção original, a começar pela mudança de sexo de Little Nemo, que deixa de ser um garoto com sonhos febris para virar uma menina (Marlow Barkley, de “Single Parents”) em jornada pelo continente onírico. Mesmo com grande orçamento para materializar a Terra dos Sonhos com muitos efeitos especiais, o filme não chega aos pés dos quadrinhos. Carece de referências mínimas, vislumbradas em alguns momentos de surrealismo, e até de vínculo com a história original. Enquanto Nemo buscava o Reino de Morfeu para brincar com sua filha, no filme sua versão feminina se refugia nos sonhos com saudades do pai falecido (Kyle Chandler, de “Godzilla vs Kong”). Até o personagem de Momoa é completamente distinto. McKay desenhava Flip como um palhaço maníaco e fumador de charuto, sempre disposto a perturbar Nemo com o objetivo de acordá-lo. No filme, ele vira um falastrão com cornos de bode. Todas essas mudanças foram rejeitadas pela crítica, que considerou o filme dirigido por Francis Lawrence (“Jogos Vorazes: A Esperança”) medíocre – 50% de aprovação no Rotten Tomatoes.   | MARTE UM | VOD*   Grande vencedor do Festival de Gramado e candidato brasileiro a uma vaga no Oscar 2023, o filme de Gabriel Martins (“Temporada”) acompanha uma família de periferia que tenta viver seus sonhos. Enquanto a mãe comemora mais trabalhos de faxina, o filho mais novo revela seu desejo de deixar de jogar futebol para virar astrofísico e ir à Marte. Rejane Faria (“Segunda Chamada”) e Carlos Francisco (“Bacurau”) vivem os pais. “Marte Um” também foi exibido no Festival de Sundance, nos EUA, onde encantou a crítica americana e atingiu 100% de aprovação no Rotten Tomatoes.   | RACIONAIS: DAS RUAS DE SÃO PAULO PRO MUNDO | NETFLIX   O documentário traz depoimentos e imagens históricas da carreira dos rappers paulistas, traçando a origem e a ascensão do grupo formado por Mano Brown, KL Jay, Ice Blue e Edi Rock. Além de cobrir toda sua trajetória de três décadas, a produção aborda o impacto e o legado dos artistas desde os primeiros shows nas quebradas de São Paulo – há imagens de uma performance fantástica em cima de uma laje – , apresentações polêmicas como da Virada Cultural de 2007, até os dias de hoje. Mas como sugere o título, o filme dirigido por Juliana Vicente (“Cidade Correria”) também fala das ruas, da periferia do Capão Redondo e da Vila Mazzei, bairros dos extremos paulistanos, que raramente ganham espaço no audiovisual brasileiro. Zonas de guerra, com marcas de balas e cadáveres, descritas em clássicos da música racional, devidamente celebrados nessa obra. E ainda há olhares femininos, de mães e esposas, que acompanharam a luta dos rappers para sobreviverem no inferno, como dizia o famoso álbum de 1997. Obrigatório para fãs do grupo e do rap em geral. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.

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