PIPOCAMODERNA
Pipoca Moderna
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc

Procurar

Páginas

  • #336835 (sem título)
  • Anuncie na Pipoca Moderna
  • Política de Privacidade e Proteção de Dados – Pipoca Moderna
  • Termos de Serviço

Arquivos

  • outubro 2026
  • setembro 2026
  • agosto 2026
  • julho 2026
  • junho 2026
  • maio 2026
  • abril 2026
  • março 2026
  • fevereiro 2026
  • janeiro 2026
  • dezembro 2025
  • novembro 2025
  • outubro 2025
  • setembro 2025
  • agosto 2025
  • julho 2025
  • junho 2025
  • maio 2025
  • abril 2025
  • março 2025
  • fevereiro 2025
  • janeiro 2025
  • dezembro 2024
  • novembro 2024
  • outubro 2024
  • setembro 2024
  • agosto 2024
  • julho 2024
  • junho 2024
  • maio 2024
  • abril 2024
  • março 2024
  • fevereiro 2024
  • janeiro 2024
  • dezembro 2023
  • novembro 2023
  • outubro 2023
  • setembro 2023
  • agosto 2023
  • julho 2023
  • junho 2023
  • maio 2023
  • abril 2023
  • março 2023
  • fevereiro 2023
  • janeiro 2023
  • dezembro 2022
  • novembro 2022
  • outubro 2022
  • setembro 2022
  • agosto 2022
  • julho 2022
  • junho 2022
  • maio 2022
  • abril 2022
  • março 2022
  • fevereiro 2022
  • janeiro 2022
  • dezembro 2021
  • novembro 2021
  • outubro 2021
  • setembro 2021
  • agosto 2021
  • julho 2021
  • junho 2021
  • maio 2021
  • abril 2021
  • março 2021
  • fevereiro 2021
  • janeiro 2021
  • dezembro 2020
  • novembro 2020
  • outubro 2020
  • setembro 2020
  • agosto 2020
  • julho 2020
  • junho 2020
  • maio 2020
  • abril 2020
  • março 2020
  • fevereiro 2020
  • janeiro 2020
  • dezembro 2019
  • novembro 2019
  • outubro 2019
  • setembro 2019
  • agosto 2019
  • julho 2019
  • junho 2019
  • maio 2019
  • abril 2019
  • março 2019
  • fevereiro 2019
  • janeiro 2019
  • dezembro 2018
  • novembro 2018
  • outubro 2018
  • setembro 2018
  • agosto 2018
  • julho 2018
  • junho 2018
  • maio 2018
  • abril 2018
  • março 2018
  • fevereiro 2018
  • janeiro 2018
  • dezembro 2017
  • novembro 2017
  • outubro 2017
  • setembro 2017
  • agosto 2017
  • julho 2017
  • junho 2017
  • maio 2017
  • abril 2017
  • março 2017
  • fevereiro 2017
  • janeiro 2017
  • dezembro 2016
  • novembro 2016
  • outubro 2016
  • setembro 2016
  • agosto 2016
  • julho 2016
  • junho 2016
  • maio 2016
  • abril 2016
  • março 2016
  • fevereiro 2016
  • janeiro 2016
  • dezembro 2015
  • novembro 2015
  • abril 2013
  • fevereiro 2011
  • Filme,  Música

    Narciso em Férias é emocionante e essencial para a democracia

    3 de outubro de 2020 /

    “Eu comecei a achar que a vida era aquilo ali. Só aquilo. E que a lembrança do apartamento, dos shows, da vida lá fora era uma espécie de sonho que eu tinha tido.” Essa é uma das falas de Caetano Veloso em “Narciso em Férias”, ao descrever o seu primeiro momento no cárcere, quando foi colocado, sem a menor explicação, em uma solitária escura. Só de pensar nisso, de ter essa sensação de deslocamento da realidade, já é aterrador. “Narciso em Férias” marca o retorno da dupla de cineastas Ricardo Calil e Renato Terra ao mundo da música popular brasileira, depois do ótimo “Uma Noite em 67” (2010). Desta vez, a opção de entrecortar as falas de Caetano Veloso com imagens de arquivo e depoimentos de outros entrevistados foi deixada de lado, e o filme fica muito mais poderoso apenas com as cenas da entrevista com o cantor, músico e compositor baiano. Há quem diga que apresentar única e exclusivamente a entrevista de uma pessoa à frente de uma câmera não é fazer cinema, mas isso é bobagem. Esquecem da grandeza de Eduardo Coutinho, mestre nesse formato. Em “Narciso em Férias”, os diretores optaram por esconder, sempre que possível, suas próprias vozes na condução da entrevista. E utilizam apenas três enquadramentos básicos: o close-up, um plano que mostra o corpo inteiro do cantor e um plano mais distante, que acentua a parede ao fundo. Tudo que ele conta já está em um capítulo do seu livro “Verdade Tropical”, justamente intitulado “Narciso em Férias”, e que agora se tornará um livro à parte, já em pré-venda. O termo foi tomado de empréstimo de um livro do romancista americano F. Scott Fitzgerald, e que também se refere ao fato de que, durante todo o período em que esteve preso, Caetano não se olhou no espelho – deu férias a seu lado narcisista, por assim dizer. Histórias narradas oralmente são a base da construção de nossa civilização e é bom ver que esse tipo de recurso ainda segue sendo incrivelmente poderoso, especialmente quando encontramos alguém que consegue nos colocar dentro da ação. Há momentos da fala de Caetano que conseguem fazer o público se sentir em seu lugar, com um detalhismo de carga dramática assombrosa. O documentário é cheio de momentos de bastante emoção, especialmente em seu terço final. O próprio Caetano Veloso parece ter se surpreendido com o próprio choro e pede para que os diretores parem a filmagem em determinado momento. E não é um momento em que ele fala de seu sofrimento, mas de quando comenta o sentimento de gratidão, que ele tem por um sargento que ficou com pena de sua situação, de ele ser o único que não podia receber a visita da esposa, e que o ajudou. E ele lamenta não ter procurado saber o nome desse homem. Sem dúvida um dos momentos mais bonitos e tocantes do documentário e que, muito provavelmente, perderia um bocado da força sem a voz e sem o olhar do cantor . Outro acerto de Calil e Terra foi o fato de trazerem canções para o documentário. Já começa com uma canção de Orlando Silva, “Súplica”, cuja importância é exposta ao longo do filme. Além disso, cada vez que “Hey Jude”, dos Beatles, tocava nos rádios – foi um grande sucesso da época, o final dos anos 1960 – trazia esperança para Caetano. Outras duas canções do próprio Caetano, inspiradas pela experiência do cárcere, também são citadas com emoção: “Irene” e “Terra”. Além de enfatizar a importância e a beleza do trabalho de um de nossos mais brilhantes músicos, “Narciso em Férias” também impacta por lembrar como os artistas brasileiros foram presos e exilados durante a ditadura militar, em um momento em que a extrema direita se apresenta como uma ameaça cada vez maior para a democracia do Brasil. E isso o torna um filme essencial.

    Leia mais
  • TV

    Andrea Beltrão e programa do Gugu são indicados ao prêmio Emmy Internacional

    24 de setembro de 2020 /

    Os organizadores do Emmy Internacional divulgaram nesta quinta (24/9) os indicados nas 11 categorias de sua premiação em 2020. E há brasileiros em 7 das categorias em disputa. Andréa Beltrão puxa a lista na vaga de Melhor Atriz por sua interpretação de Hebe Camargo. Originalmente um filme, “Hebe – A Estrela do Brasil” foi transformado em minissérie pela Globo. Ela vai competir pelo prêmio com a veterana atriz britânica Glenda Jackson, a alemã Emma Bading e a malaia Yeo Yann Yann. Na seleção masculina, Raphael Logam voltou a aparecer como Melhor Ator por seu papel em “Impuros”, da Disney (Fox), esperando ter maior sorte que no ano passado, quando também foi indicado pela série. Outro filme que a Globo transformou em minissérie, “Elis – Viver é Melhor que Sonhar”, originalmente uma cinebiografia da cantora Elis Regina, foi selecionado como Melhor Minissérie (ou Filme feito para a TV). Já na categoria de Melhor Comédia apareceu “Ninguém Tá Olhando”, uma produção do cineasta Daniel Rezende (“Turma da Mônica – Laços”) sobre anjos ruivos, que foi rapidamente cancelada pela Netflix. As demais produções brasileiras da lista são “Órfãos da Terra”, da Globo, como Melhor Telenovela, “Cante Comigo”, competição da Record apresentada por Gugu Liberato até sua morte, como Melhor Programa de Entretenimento Sem Roteiro, e “Refavela 40”, da HBO, sobre o impacto cultural do disco “Refavela”, de Gilberto Gil, como Melhor Programa Artístico. A premiação, que reúne produções de diversos países, terá seus vencedores anunciados em 23 de novembro, numa cerimônia em Nova York, nos Estados Unidos. Veja abaixo a lista completa dos indicados. Melhor Drama Charité 2 – Alemanha Criminal UK – Reino Unido Delhi Crime – Índia O Jardim de Bronze – Argentina Melhor Comédia Back to Life – Reino Unido Fifty – Israel Four More Shots Please – India Ninguém Tá Olhando – Brasil Melhor Minissérie ou Filme para TV L’Effondrement (The Collapse) – França Elis – Viver é Melhor que Sonhar – Brasil The Festival of the Little Gods – Japão Responsible Child – Reino Unido Melhor Ator Billy Barratt (Responsible Child) – Reino Unido Guido Caprino (1994) – Itália Raphael Logam (Impuros) – Brasil Arjun Mathur (Made in Heaven) – Índia Melhor Atriz Emma Bading (Play) – Alemanha Andrea Beltrão (Hebe) – Brasil Glenda Jackson (Elizabeth is Missing) – Reino Unido Yeo Yann Yann (Invisible Stories) – Singapura Melhor Novela Chen Xi Yuan (Love And Destiny) – China Na Corda Bamba – Portugal Órfãos da Terra – Brasil Pequeña Victoria – Argentina Melhor Programa de Arte Jake and Charice – Japão Refavela 40 – Brasil Vertige de la Chute (Ressaca) – França Why do We Dance? – Reino Unido Melhor Documentário El Testigo – Colômbia For Sama – Reino Unido Granni-E-minem – Coreia do Sul Terug naar Rwanda – Bélgica Melhor Programa de Entretenimento Não Roteirizado Canta Comigo – Brasil Folkeopplysningen – Noruega MasterChef Tailândia – Tailândia Old People’s Home for 4 Year Olds – Austrália Melhor Série Curta Content – Australia #martyisdead – República Tcheca Mil Manos por Argentina – Argentina People Like Us – Singapura Programa de Língua Estrangeira exibido nos Estados Unidos 20th Annual Latin GRAMMY®? Awards A Rainha do Tráfico No te Puedes Esconder Preso No.1

    Leia mais
  • Música

    Anitta lança clipe da parceria com Cardi B, gravado em Salvador

    18 de setembro de 2020 /

    Anitta lançou o clipe de sua parceria com a rapper americana Cardi B. Gravado no Pelourinho, em Salvador, o vídeo de “Me Gusta” traz as duas entre percussão afro e modelos brasileiras, desfilando nas ruas e numa passarela improvisada, enquanto cantam em inglês e espanhol, acompanhadas pelo porto-riquenho Myke Towers. Quem conhece Cardi B pelos hits “WAP”, “Money” e “I Like It” pode se espantar por sua desenvoltura em espanhol. Mas ela nasceu no caldeirão cultural do Bronx, em Nova York, filha de pais caribenhos. Ela também já se mostrou fã de funk brasileiro, tendo compartilhado vídeos cantando hits do gênero nas redes sociais. Mas a verdade é que Cardi B não veio ao Brasil. Sua participação foi virtual, inserida por efeito especial. Ficou bem convincente. A música tem produção de Rafa Dias e Wallace Carvalho, integrantes do grupo baiano Attooxxa, enquanto o vídeo foi dirigido pelo americano Daniel Russell, que já trabalhou com Cardi B anteriormente – além de Justin Timberlake, SZA, Missy Elliott, Normani e Khalid.

    Leia mais
  • Filme,  Música

    Filme da prisão de Caetano Veloso é “advertência” sobre futuro brasileiro

    7 de setembro de 2020 /

    Único filme brasileiro selecionado para o Festival de Veneza, o documentário “Narciso em Férias” foi exibido nesta segunda-feira (7/9) em sessão de gala, fora de competição no evento italiano. Ausentes devido à pandemia de coronavírus, os responsáveis pelo longa participaram da première de forma remota, via videoconferência. Dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil (“Uma Noite em 67”), o filme traz Caetano compartilhando suas memórias do cárcere e as canções que marcaram o período, quando foi preso com seu amigo Gilberto Gil em 1968 e posteriormente exilado do Brasil. Durante a entrevista coletiva, disponibilizada por streaming, os realizadores destacaram que o filme faz mais que relembrar fatos do passado, que muitos brasileiros não conhecem ou fingem não ter existido. Ele serve também como uma “advertência” para o futuro, diante de rumos dos tempos atuais, “para que não se repitam os erros que culminaram na atrocidade e na imbecilidade que foi a ditadura militar no Brasil”, nas palavras de Renato Terra. O diretor fez uma comparação entre o passado da ditadura e o governo brasileiro atual. “Em 1968, no Brasil, houve o AI-5, o Congresso Brasileiro foi fechado, havia censura na imprensa, pessoas eram sequestradas, tiradas de casa e torturadas, foi um período horrível da História brasileira. Hoje, a gente vive aqui numa democracia, é diferente, mas o caminho que a gente percorreu para chegar até 68 guarda algumas semelhanças com o que a gente tá vivendo nesse momento no Brasil”, apontou. Ele lembrou que a volta da ditadura é bandeira de alguns políticos nacionais. “O AI-5, por exemplo, que foi a causa direta da prisão do Caetano e do Gil… Algumas pessoas no Brasil – poucas, mas barulhentas – pedem a volta do AI-5 ou defendem a ditadura militar. E tem um absurdo muito grande nisso, uma coisa que é muito descolada da realidade”. Ricardo Calil, por sua vez, considerou que “os artistas estavam entre os primeiros alvos da ditadura militar” e, do mesmo modo, também são foco de ataques prioritários do governo atual, mas de forma distinta. “Não há mais a censura, mas há um esforço do governo em desmontar muitas áreas da Cultura, incluindo o cinema, incluindo a Cinemateca Brasileira, que é a instituição que guarda nossa memória cinematográfica, e também as instituições que patrocinam e financiam o cinema e garantem o futuro do cinema nacional” Paula Lavigne, mulher de Caetano e produtora do documentário, acrescentou que “Narciso em Férias” tem a função de relembrar como foi a ditadura, já que “muita gente não sabe que eles [Caetano e Gil] foram presos”, especialmente os mais novos, por causa da proibição de se noticiar a prisão na época e pela disseminação do negacionismo da extrema direita brasileira. Além disso, ela aponta que o verdadeiro motivo da prisão foi “uma fake news”, um boato, “e isso fica claro nos documentos: não existia uma acusação objetiva”. Essa arbitrariedade, que veio à tona em documentos recém-revelados sobre a prisão, transformam o encarceramento de Caetano e Gil “num teatro do absurdo, num pesadelo kafkiano”, na definição de Kalil. Por isso, o filme também serviria para desnudar o despreparo e o caos que caracterizou o regime militar brasileiro. “Uma das táticas da direita é o negacionismo”, ponderou Lavigne, lembrando que há pessoas de direita “dizendo até que não houve ditadura militar”. “Mas muitos artistas foram presos, alguns sofreram até mais que Caetano e Gil, foram torturados, outras pessoas mortas. Então, eu acho que o momento é muito adequado” para se falar disso. A entrevista foi disponibilizada na íntegra no canal do Festival de Veneza no YouTube. Veja abaixo, a partir de 1h13 minutos do vídeo, que reúne outras coletivas desta segunda no festival. Já “Narciso em Férias” pode ser visto, também desde esta segunda-feira, com exclusividade na plataforma Globoplay.

    Leia mais
  • Música

    Documentário sobre prisão de Caetano Veloso ganha trailer e música exclusiva

    4 de setembro de 2020 /

    A Uns Produções e Filmes divulgou o primeiro trailer de “Narciso em Férias”, documentário em que Caetano Veloso aborda seus dias de prisão durante a ditadura militar. Dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil (“Uma Noite em 67”), o filme traz Caetano compartilhando suas memórias do cárcere e as canções que marcaram o período, quando foi preso com seu amigo Gilberto Gil em 1968 e posteriormente exilado do Brasil. A prévia traz relatos do cantor sobre o dia em que ele foi preso e também de seu cotidiano atrás das grades, culminando na inspiração para compor a música “Terra”, que ele interpreta ao violão para o documentário. “Terra” não é a única música que integra o filme. Caetano chegou a gravar uma versão de “Hey Jude”, dos Beatles, ao violão especialmente para a produção. Ele conta que a música que Paul McCartney fez para o filho de John Lennon o ajudou a superar os momentos mais difíceis daquela situação. Ouça abaixo. O documentário terá première mundial na segunda-feira (7/9) no Festival de Veneza, mesmo dia em que será lançado na Globoplay.

    Leia mais
  • Música

    Charlie Brown Jr lança clipe inédito com Chorão para trilha de game

    2 de setembro de 2020 /

    Fãs do Charlie Brown Jr ganharam nesta quarta (2/9) um novo clipe para a música “Confisco”, com cenas inéditas do falecido cantor Chorão, mescladas com imagens de skate e manobras do game “Tony Hawk Pro Skater 1+2”. A música do álbum “Preço Curto… Prazo Longo”, de 1999, faz parte da trilha sonora do jogo, que será lançado na sexta-feira (4/9). A inclusão foi resultado de apelo dos fãs. Após o projeto do game ser divulgado, eles lançaram campanha para que trilha contasse com faixas da banda de Santos, que tinha uma ligação forte com o mundo do skate, e foram atendidos. Além de destacar o skate, o vídeo tem um discurso de Chorão sobre a superação, que serve como uma mensagem póstuma para o atual momento. “Foi um ano de muitas dificuldades, foi um ano de muitas mudanças. Aconteceram muitas coisas boas, colocou a gente no caminho de novo do crescimento, do entendimento. Vamos vencer e provar que é possível. Pode demorar, mas a gente vai dar um jeito, vai superar essa crise e vai voltar a ser bem feliz”, diz o cantor, antes de começarem os acordes da canção.

    Leia mais
  • Filme,  Música

    Globoplay adquire documentário sobre prisão de Caetano Veloso pela ditadura

    31 de agosto de 2020 /

    A Globoplay comprou os direitos de transmissão do documentário “Narciso em Férias”, sobre a prisão de Caetano Veloso em 1968, durante a ditadura militar. O longa chega à plataforma de streaming no dia 7 de setembro, mesmo dia de sua première mundial na 77ª edição do Festival de Veneza. Dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil (“Uma Noite em 67”), “Narciso em férias” será exibido fora de competição no festival italiano. O documentário traz o depoimento de Caetano Veloso sobre sua experiência na cadeia, que incluiu passar uma semana trancado numa solitária. Ele e Gilberto Gil foram retirados de suas casas em São Paulo por agentes à paisana, duas semanas após o decreto do AI-5. À época, o regime militar proibiu que jornais divulgassem a prisão dos artistas. No total, Caetano ficou 54 dias encarcerado. Durante o período, ele compôs a canção “Irene”, inspirado pela lembrança da risada de sua irmã mais nova, e ao sair da prisão foi exilado em Londres. Em entrevista à revista americana Variety, Caetano destacou a importância de lembrar esse período histórico para se contrapor à versão dos fatos propagada pelo atual governo negacionista. “O Brasil tem um governo que diz que a ditadura militar foi uma coisa boa. E eles estão tentando lançar uma luz positiva. É hora de falar sobre esse período da maneira que faço no filme”, afirmou.

    Leia mais
  • Música

    Anitta se assume poderosa, empresária, f*** e milionária em clipe de Papatinho

    28 de agosto de 2020 /

    O rapper Papatinho lançou o clipe de “Tá com o Papato”, que tem participação de Dfideliz, BIN e Anitta. E embora a cantora só se manifeste no último e menor trecho da canção, ela rouba a cena no clipe, rebolando e empinando, e também com o que manifesta na gravação. Num biquíni da grife francesa Louis Vuitton, Anitta mantém a pegada de ostentação dos rappers marrentos e manda recado de poderosa: “Call me Anitta diva, worldwide, bitch!” E engata: “Poderosa, empresária. Eu sou f***, milionária”. A auto-estima vira alta estima na gravação feita na Europa, bem longe da favela – e do cenário de pandemia descontrolada nacional – , onde ela deixa claro: “Aqui de cima ‘cês não vão tocar em mim”. As cenas descontraídas à beira da piscina, com os malvadinhos segurando armas de esguicho d’água, também oferecem um contraponto bem-vindo à letra, que beira apologia ao crime, apesar das referências armadas servirem como metáfora sexual (o revólver como símbolo fálico assumido). A direção ficou a cargo de Daniel Levenhagem, que trabalhou com Anitta em “Sien Medo”, mas o segredo da bela fotografia está na assinatura do famoso cinegrafista Lula Carvalho (“Tropa de Elite”) e do fotógrafo Danilo Arenas.

    Leia mais
  • Música

    Manu Gavassi estrela e dirige clipe divertido com Gloria Groove e o ex, Chay Suede

    21 de agosto de 2020 /

    Manu Gavassi lançou o clipe de sua nova música, “Deve Ser Horrível Dormir Sem Mim”, que ela também escreveu e dirigiu. Trata-se praticamente de um curta-metragem, com boa historinha, vários diálogos, muitos personagens, astros convidados e – o principal – bastante divertido. Até a propaganda descarada do TikTok e a prevenção ao coronavírus são bem inseridos no contexto, que, por sinal, poderia servir de premissa para uma série. #Ficaadica. No clipe, a multitalentosa Manu aparece loira como sua alter-ego cineasta, Malu Gabatti, responsável pela gravação do vídeo, sempre acompanhada por Gloria Groove, parceira musical da gravação. Enquanto lida com os bastidores da produção, Malu descobre que Manu desapareceu e será preciso improvisar, com ela mesma assumindo o papel principal. Não falta metalinguagem, com farpas disparadas de Malu para Manu e a participação do ex da cantora, o astro Chay Suede (o Erasmo de “Minha Fama de Mau”), como “boy gato” da produção. É especialmente curioso como “Malu” lembra o tempo inteiro para a assanhada Gloria Groove que ele é casado. E a isso se soma um detalhe: sua esposa, Gloria Neiva, aparece em cena como auxiliar de produção da gravação – tirando a camisa do maridão. O bom relacionamento entre os ex e a atual é muito moderno. Por essas e outras, a ex-BBB consegue entreter até quem não a considera uma grande cantora. Já a música em si combina pop com reggaeton, mas consegue se diferenciar dos muitos similares genéricos pela letra convencida e, sim, pela interpretação de Manu, que traz tons de Kid Abelha/Pato Fu ao sonzinho “da moda”. Tem cara de virar o maior sucesso da carreira de Manu. Em poucas horas, o clipe já foi visto por quase 1 milhão de pessoas. Ela comemorou o resultado no Instagram: “A sensação que eu tive em realizar esse curta/clipe foi a mesma de quando eu mandava convite pros meus pais assistirem a apresentação de teatro que eu fazia com a minha irmã na sala de casa quando tinha 7 anos. E por isso, 20 anos depois, se a sensação é a mesma, acho que acabei no caminho certo nessa vida”.

    Leia mais
  • Filme,  Música

    Seleção do Festival de Veneza inclui documentário sobre prisão de Caetano Veloso

    28 de julho de 2020 /

    A organização do Festival de Veneza divulgou a lista dos filmes selecionados para sua edição 2020. E entre os títulos destaca-se o documentário “Narciso em Férias”, sobre a prisão de Caetano Veloso em 1968. Programado para exibição fora de competição, o novo filme da dupla Renato Terra e Ricardo Calil (“Uma Noite em 67”) traz o cantor brasileiro relembrando sua prisão, quando ele e Gilberto Gil foram levados de suas casas após o decreto do AI-5, culminando em seu exílio no auge da ditadura militar. Sem receber explicações, Caetano e Gil foram retirados à força de suas casas em São Paulo, levados ao Rio de Janeiro e jogados numa prisão. Passaram a primeira semana em solitária, antes de serem transferidos para celas, onde ficaram quase dois meses trancafiados. Na época, a ditadura impediu os jornais de mencionar as prisões. O crime cometido? Músicas. “Narciso em Férias” integra uma seleção com mais de 50 filmes de todo o mundo, incluindo obras de cineastas como Kiyoshi Kurosawa, Amos Gitai, Chloé Zhao, Nicole Garcia, Andrei Konchalovsky, Lav Diaz, Alex de la Iglesia, Alice Rohrwacher, Michel Franco, Luca Guadagnino, Abel Ferrara e até o (há muito) falecido Orson Welles. Uma das características desta seleção justamente é a inclusão de vários documentários fora de competição, entre eles um filme dedicado à ativista adolescente Greta Thunberg, a obra póstuma de Welles e os novos trabalhos de Ferrara, Guadagnino e do premiado Alex Gibney, que já venceu o Oscar da categoria com “Um Táxi para a Escuridão” (2007). Ao anunciar a programação nesta terça-feira (28/7), o diretor do festival, Alberto Barbera, declarou que o evento continua sendo “uma vitrine para a melhor produção cinematográfica do mundo”. E destacou que a seleção inclui apenas duas obras de ficção produzidas por estúdios de Hollywood, ambas dirigidas por mulheres. As produções dramáticas americanas são “The World to Come”, da diretora Mona Fastvold (“O Sonâmbulo”), um drama íntimo estrelado por Casey Affleck, Vanessa Kirby e Katherine Waterston, e “Nomadland”, um road movie de Chloé Zhao (“Domando o Destino”), com Frances McDormand e David Strathairn. Vale lembrar que Chloé Zhao está atualmente trabalhando na pós-produção de “Eternos”, da Marvel. Vanessa Kirby deve ser a grande estrela do tapete vermelho, se ele for estendido em meio à pandemia de covid-19. Ela aparece duplamente na programação, pois também está no elenco de “Pieces of a Woman”, que é uma produção canadense e marca a estreia do diretor húngaro Kornél Mundruczó (“White God”) em inglês. O Festival de Veneza será realizado de forma presencial, com reforço de medidas de segurança, entre os dias 2 e 12 de setembro. Confira abaixo a lista dos títulos selecionados. Competição Principal In Between Dying, de Hilal Baydarov Le Sorelle Macaluso, de Emma Dante The World To Come, de Mona Fastvold Nuevo Orden, de Michel Franco Lovers, de Nicole Garcia Laila in Haifa, de Amos Gitai Dear Comrades, de Andrei Konchalovsky Wife Of A Spy, de Kiyoshi Kurosawa Sun Children, de Majid Majidi Pieces Of A Woman, de Kornel Mundruczo Miss Marx, de Susanna Nicchiarelli Padrenostro, de Claudio Noce Notturno, de Gianfranco Rosi Never Gonna Snow Again, de Malgorzata Szumowska, Michal Englert The Disciple, de Chaitanya Tamhane And Tomorrow The Entire World, de Julia Von Heinz Quo Vadis, Aida?, de Jasmila Zbanic Nomadland, de Chloé Zhao Mostra Horizontes Apples, de Christos Nikou La Troisième Guerre, de Giovanni Aloi Milestone, de Ivan Ayr The Wasteland, de Ahmad Bahrami The Man Who Sold His Skin, de Kaouther Ben Hania I Predatori, de Pietro Castellitto Mainstream, de Gia Coppola Genus Pan, de Lav Diaz Zanka Contact, de Ismael El Iraki Guerra E Pace, de Martina Parenti, Massimo D’Anolfi La Nuit Des Rois, de Philippe Lacôte The Furnace, de Roderick Mackay Careless Crime, de Shahram Mokri Gaza Mon Amour, de Tarzan Nasser, Arab Nasser Selva Tragica, de Yulene Olaizola Nowhere Special, de Uberto Pasolini Listen, de Ana Rocha de Sousa The Best Is Yet To Come, de Wang Jing Yellow Cat, de Adilkhan Yerzhanov Fora de Competição – Sessões Especiais 30 Monedas, Episode 1, de Alex de la Iglesia Princesse Europe, de Camille Lotteau Omelia Contadina, de Alice Rohrwacher Jr Fora de Competição – Ficção Lacci, de Daniele Lucheti Lasciami Andare, de Stefano Mordini Mandibules, de Quentin Dupieux Love After Love, de Ann Hui Assandira, de Salvatore Mereu The Duke, de Roger Michell Night In Paradise, de Park Soon-jung Mosquito State, de Filip Jan Rymsza Fora de Competição – Documentário Sportin’ Life, de Abel Ferrara Crazy, Not Insane, de Alex Gibney Greta; de Nathan Grossman Salvatore, Shoemaker Of Dreams, de Luca Guadagnino Final Account, de Luke Holland La Verita Su La Dolce Vita, de Giuseppe Pedersoli Molecole, de Andrea Segre Narciso Em Ferias, de Renato Terra, Ricardo Calil Paulo Conte, Via Con Me, de Giorgio Verdelli Hopper/Welles: de Orson Welles

    Leia mais
  • Música

    Pabllo Vittar vira super-heroína em clipe animado do estúdio de Super Drags

    23 de julho de 2020 /

    Pabllo Vittar voltou a virar desenho animado num novo clipe. Depois de aparecer na curta série animada “Super Drags”, artista retomou as curvas desenhadas no vídeo de “Rajadão”. A animação foi realizada pelo Combo Estúdio, justamente a produtora responsável por “Super Drags” da Netflix – além de “Any Malu Show” do Cartoon Network. E segue a mística de transformar drag queen em super-heroína, como na série – desta vez, com influência de Tempestade, personagem dos X-Men. As cenas animadas aparecem mescladas a imagens live-action de Pabllo, que se livra de correntes no vídeo, enquanto a música vai do sertanejo-axé-brega ao batidão eletrônico. Indigesto em outros tempos, o mistureba style define o superpop genérico atual.

    Leia mais
  • Filme,  Música

    Sergio Ricardo (1932 – 2020)

    23 de julho de 2020 /

    O músico, escritor, pintor e cineasta Sergio Ricardo morreu na manhã desta quinta-feira (23/7), aos 88 anos no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada. Um dos integrantes de primeira hora da bossa nova, autor de “Zelão” e também da belíssima “Folha de Papel”, gravada por Tim Maia, Sergio ficou conhecido nacionalmente, a contragosto, por ter quebrado um violão no II Festival da Música Brasileira em 1967, quando foi vaiado ao apresentar a canção “Beto Bom de Bola”. Anos mais tarde, no princípio da década de 1990, escreveu uma autobiografia que batizou de “Quem Quebrou meu Violão”. Mas antes do banquinho e o violão, ele já era conhecido pela câmera na mão. Sergio Ricardo, que na verdade se chamava João Lutfi, seu nome de batismo, começou a filmar em 1962 sem nunca ter quebrado recordes de bilheteria. Mesmo assim criou um trio de clássicos do cinema brasileiro. Ao todo, ele assinou seis filmes, incluindo dois curtas, a maioria com participação importante de seu irmão Dib Lufti, um dos mais famosos diretores de fotografia do Brasil. O primeiro curta, “Menino da Calca Branca” (1962), ainda contou com apoio de outro mestre do Cinema Novo, o cineasta Nelson Pereira dos Santos, que realizou sua montagem. A história do menino favelado que sonhava com uma calça nova foi lançada no Festival Karlovy Vary, na então Tchecoslováquia, e acabou premiada no Festival de San Francisco, nos EUA. O primeiro longa, “Êsse Mundo É Meu”, foi um drama social estrelado por Antonio Pitanga e abordava a vida dura na favela. Além de escrever e dirigir, Sergio Ricardo compôs sua trilha sonora, lançada em disco – a música-título também foi gravada por Elis Regina. E sua qualidade chamou atenção da crítica internacional. Na época, o critico e diretor francês Luc Moullet, em artigo publicado na revista Cahiers du Cinema, condenou a ausência da obra de Sérgio Ricardo no festival de Cannes de 1965 e listou “Êsse Mundo É Meu” entre os melhores filmes de 1964. Mas pouca gente viu, inclusive no Brasil, onde foi lançado em 1 de abril de 1964, junto do golpe militar que esvaziou as ruas e os cinemas do país. Sergio Ricardo costumava brincar que tinha sido seu primeiro fracasso cinematográfico. Vieram outros. Romance engajado, “Juliana do Amor Perdido” (1970) denunciava como fanatismo religioso mantinha o povo escravizado numa comunidade de pescadores, e foi exibido no Festival de Berlim. Mais proeminente, “A Noite do Espantalho” (1974) consagrou-se como a primeira ópera “rock” brasileira ou o primeiro filme-cordel. Rodada no “palco a céu aberto” de Nova Jerusalém, onde anualmente é encenada a Paixão de Cristo, a trama registrava a luta de camponeses contra um poderoso coronel latifundiário, que agia comandado por um dragão. Em meio a surrealismo e psicodelia sertaneja, o filme ainda revelou, de uma só vez, os talentos de Alceu Valença e Geraldo Azevedo. E arrancou elogios da crítica mundial, com sessões lotadas no Festival de Cannes e de Nova York. Seus três longas formaram uma trilogia não oficial sobre a crise social brasileira. O diretor começou na favela urbana, foi para o litoral distante e acabou no sertão nordestino. E nesse trajeto evoluiu do neorealismo preto e branco para o psicodelismo colorido, criando uma obra digna de culto. Mas apesar da grande repercussão internacional, os filmes do diretor não receberam a devida valorização no Brasil. Sem incentivo, ele acabou se afastando das telas. Só foi voltar recentemente, em 2018, para seu quarto e último longa-metragem, “Bandeira de Retalhos”, que sintetizou seus temas. O filme acompanhava a luta de moradores de uma favela carioca contra a desapropriação de suas casas, que políticos poderosos tinham negociado com empresários do setor imobiliário. A história, inspirada numa tentativa da Prefeitura do Rio de transformar o Vidigal num empreendimento de luxo em 1977, foi encampada pela ONG Nós do Morro e filmada com poucos recursos. Novamente com Antonio Pitanga em papel de destaque, além de Babu Santana. Mas pela primeira vez sem Dib Lufti atrás das câmeras, falecido em 2016, o que fez toda a diferença. “Bandeira de Retalhos” foi exibida na Mostra de Tiradentes, festival de filmes independentes, e nunca estreou comercialmente. O diretor acabou lançando o filme por conta própria no YouTube, em maio passado, no começo da pandemia de covid-19. Além do trabalho como cineasta, Sergio Ricardo ainda contribuiu com outros talentos para o cinema brasileiro. São dele as trilhas de clássicos como “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), “Terra em Transe” (1967) e “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro” (1969), para citar só obras de Glauber Rocha, entre muitas outras colaborações. Ele também foi ator, embora tenha desempenhado poucos papéis, como no clássico infantil “Pluft, o Fantasminha” (1962) e como narrador de “Terra em Transe”, além de aparecer em dois de seus filmes e ter estrelado a minissérie “Parabéns pra Você” em 1983, na rede Globo.

    Leia mais
  • Música

    Pitty lança clipe feito por fãs em registro do distanciamento social

    10 de julho de 2020 /

    A cantora Pitty lançou um novo clipe de “Submersa”. Após apresentar a música num vídeo gravado em sua casa, durante o período de isolamento social, o novo clipe registra cenas do cotidiano de seus fãs, em cenas que mostram como eles estão enfrentando o distanciamento causado pelo atual período de pandemia. Intitulado “Colab Submersa”, o vídeo foi editado por Otavio Sousa, que também editou o clipe “oficial”, a partir do material enviado pelos fãs. Cada um gravou sua parte em sua própria casa. E alguns foram bastante criativos. Ao final, a obra ainda inclui uma mensagem de trabalhadoras da saúde. Uma das melhores músicas recentes de Pitty, “Submersa” tem mesmo um clima de quarentena entre quatro paredes. “Me perdi por aqui/ Em alguma esquina desse apartamento/ Pedaços de mim pelos cômodos/ Eu não sei voltar”, entoa a cantora, que entretanto lembra no final: “Vai passar”. A música foi lançada há mais de um ano, quase como premonição, no álbum “Matriz”.

    Leia mais
 Mais Pipoca
Mais Pipoca 
@Pipoca Moderna 2025
Privacidade | Cookies | Facebook | X | Bluesky | Flipboard | Anuncie