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    Tempest Storm (1928–2021)

    21 de abril de 2021 /

    A pin-up Tempest Storm, ícone do teatro burlesco americano, conhecida por seus cabelos de fogo e por ter estrelado filmes de Russ Meyer e Irving Klaw, morreu na terça (20/4) em seu apartamento em Las Vegas aos 93 anos. A artista sofria de demência e recentemente foi submetida a uma cirurgia no quadril. Nascida Annie Blanche Banks em Eastman, Geórgia, ela se mudou para Hollywood aos 20 anos, já divorciada duas vezes. O dinheiro como garçonete não pagava as contas e, assim, virou stripper no Follies Theatre, adotando o nome artístico Tempest Storm no final dos anos 1940. Suas apresentações burlescas a tornaram amiga de várias celebridades de Hollywood, desde a vizinha Marilyn Monroe até Frank Sinatra. Mas foi o diretor e produtor Russ Meyer quem teve a ideia de levá-la ao cinema, escalando-a em seus primeiros documentários de exploitation (exploração sexual), que registravam espetáculos de striptease e alimentavam o fetiche de mulheres de seios grandes. Sua estreia foi no curta “The French Peep Show” (1949), de Meyer, logo seguida pelos longas “Strip Strip Hooray” (1950), “Striptease Girl” (1952), “A Night in Hollywood” (1953) e muitos outros. Em 1955, ela chegou a dividir a tela com outra pin-up icônica, Bettie Page, no clássico “Teaserama” de Irving Klaw. Ela também estrelou “Buxom Beauties” (1956), de Klaw, no ano em que, de acordo com Review-Journal, tornou-se a artista burlesca mais bem pago da história, com um contrato de US$ 100 mil por 10 anos com a produtora burlesca Bryan-Engels. Em 1957, Storm começou a se apresentar em espetáculos exclusivos no Dunes Hotel and Casino, em Las Vegas, mantendo-se como uma das atrações principais da Cidade do Pecado até o final dos anos 1980. Dois anos após a estreia no Dunes, ela se casou com Herb Jeffries, um cantor de jazz da Orquestra de Duke Ellington. Mais tarde, disse que o casamento lhe custou um empresário e uma carreira no cinema porque Jeffries era negro. Sua lista de amantes conhecidos – ou pelo menos muito comentados – também inclui Elvis Presley, Mickey Rooney, Louis Armstrong, Sammy Davis Jr., o gangster Mickey Cohen e até o presidente John F. Kennedy. Em uma entrevista deste século, ela lembrou uma piada que Frank Sinatra costumava contar quando a apresentava ao público durante participações em seus shows. Ele a introduzia dizendo: “Ela me ensinou a me vestir”. E quando a multidão aplaudia, Sinatra acrescentava: “Vocês pensaram que eu ia dizer que ela me ensinou a me despir!” Embora tenha feito consideravelmente muitos filmes, Storm atuou pouco, pois a maior parte de sua filmografia foram registros documentais. Mesmo assim, participou de filmes de ficção, todos de títulos sugestivos, como “Paris After Midnight” (1951), “Paris Topless” (1966) e “Mundo Depravados” (1967). Nos anos 1970, Storm mudou de público, virando musa do rock. Em 1973, chegou a compartilhar uma turnê com a banda James Gang, que incluiu uma parada no Carnegie Hall de Nova York. “Essa foi a melhor apresentação”, ela disse mais tarde. “Que emoção.” Sua última apresentação ao vivo aconteceu em junho de 2010 durante um show de ícones do Burlesque Hall of Fame. Naquela noite, ela fraturou o quadril esquerdo, encerrando suas aparições no palco. Mas ela continuou aparecendo na mídia. Em 2011, foi entrevistada pelo roqueiro Jack White para um álbum chamado “Interview With Tempest Storm”, lançado pela própria empresa do guitarrista. E em 2016 sua vida foi tema de um documentário, “Tempest Storm: Burlesque Queen”, dirigido pela cineasta canadense Nimisha Mukerji e premiado no festival Hot Docs. O trailer do filme pode ser visto abaixo.

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    Monte Hellman (1929–2021)

    21 de abril de 2021 /

    O diretor Monte Hellman, que dirigiu os clássicos cultuados “O Tiro Certo” (The Shooting) e “Corrida Sem Fim” (Two-Lane Blacktop), morreu na terça-feira, uma semana após sofrer uma queda em casa, aos 91 anos. Chamado de o cineasta americano mais talentoso de sua geração pela influente revista francesa Cahiers du Cinema, Monte Himmelbaum (seu nome verdadeiro) começou sua carreira nos anos 1950, abrindo uma companhia de teatro em Los Angeles. Ninguém menos que Roger Corman, o rei dos filmes B, foi um de seus investidores e eles se juntaram na primeira montagem de “Esperando Godot”, de Samuel Beckett, na cidade. Quando foi expulso de seu espaço depois de um ano, Hellman foi encorajado pelo produtor a entrar no cinema e assim fez sua estreia em 1959, dirigindo o terror barato “A Besta da Caverna Assombrada” com produção de Corman. Ele também foi um dos envolvidos nas filmagens de “Sombras do Terror”, que aconteceu apenas para aproveitar dois dias de estúdio agendado com cenários góticos, numa sobra do cronograma da produção de “O Corvo”, em 1963. Após Corman filmar dois dias de cenas de Boris Karloff subindo e descendo escadas, andando por corredores e abrindo portas num castelo, vários diretores foram convocados para completar a produção com cenas ao ar livre, entre eles Hellman e Francis Ford Coppola. Foi nessa produção inusitada que Hellman conheceu Jack Nicholson, astro do filme – trajado no uniforme napoleônico de Marlon Brando, contrabandeado de “Désirée, o Amor de Napoleão” (1954). Os dois se tornaram parceiros em várias produções. Hellman e Nicholson rodaram dois filmes consecutivos nas Filipinas para Corman em 1964, “Flight to Fury” e “Guerrilheiros do Pacífico”. O diretor filmou o segundo enquanto editava o primeiro, e antes de terminar o ano ainda completou “Cordilheira”, o que dá ideia do ritmo insano das produções de Corman. Depois de mostrar serviço, Hellman procurou o produtor para financiar um faroeste escrito por uma amiga de Jack Nicholson, a estreante Carole Eastman (que depois escreveria outro clássico, “Cada um Vive como Quer”). O produtor topou, desde que o mesmo orçamento rendesse dois westerns. O resultado foi “O Tiro Certo”, escrito por Eastman, e “A Vingança de um Pistoleiro”, com história concebida rapidamente por Nicholson. Os dois filmes marcaram época pelo uso das paisagens desertas e empoeiradas em Kanab, Utah, e levaram apenas três semanas para serem concluídos em 1966. “O Tiro Certo” também inaugurou a parceria do diretor com outro astro, Warren Oates (1928–1982), que Hellman passou a considerar seu alter ego no cinema. Na trama, o personagem de Oates era contratado para guiar uma mulher misteriosa (Millie Perkins) pelo deserto opressivamente quente, cuja agenda de vingança acaba incluindo um terceiro viajante, um pistoleiro habilidoso retratado por Nicholson. Já “A Vingança de um Pistoleiro” trazia Nicholson e mais dois cowboys em fuga, sendo caçados por vigilantes. “Achávamos que estávamos fazendo ‘Duelo ao Sol’”, Hellman disse uma vez ao LA Weekly sobre as filmagens, citando um western clássico dos anos 1940. Mas embora os dois longas tenham sido exibidos no Festival Cannes em 1966, nenhum recebeu distribuição nos cinemas dos Estados Unidos, porque a companhia europeia que os adquiriu no festival faliu. Eles só chegaram aos EUA na TV, onde estrearam dois anos depois. Por isso, a crítica cinematográfica demorou a descobri-los, o que só aconteceu na era do VHS, quando se tornaram cultuadíssimos e considerados pioneiros do western subversivo que revolucionou o gênero nos anos 1960. A decepção com o destino dos longas fez Hellman levar cinco anos para voltar a dirigir. Nesse meio tempo, trabalhou como editor em cult movies como “Os Anjos Selvagens” (1966) para Corman e “Os Monkees Estão de Volta” (Head, 1968) para Bob Rafelson. Mas quando decidiu que era hora de voltar ao cinema, trouxe ao mundo sua obra mais cultuada, “Corrida Sem Fim”, em 1971. O filme trazia o cantor James Taylor e o baterista dos Beach Boys, Dennis Wilson, como dois hot-rodders, que ganhavam a vida vencendo corridas de arrancada com seu Chevy One-Fifty de 1955 incrementado. Eles acabam desafiados pelo personagem de Warren Oates, proprietário de um novo Pontiac GTO, numa corrida pelas estradas do Arizona a Washington. As sessões de imprensa do longa chamaram atenção pelos aplausos, as primeiras críticas rasgaram elogios e o então chefe da Universal Pictures, Ned Tanen, chegou a dizer que “Corrida Sem Fim” era o melhor filme ao qual ele já tinha se associado. Infelizmente, seu chefe, Lew Wasserman, não compartilhou do mesmo entusiasmo. Ao contrário, achou que o filme era “subversivo”, segundo contava Hellman, e proibiu que o estúdio gastasse publicidade para promovê-lo, resultando num fracasso comercial. Hellman fez mais dois longas com Warren Oates, “Galo de Briga” (1974) e “A Volta do Pistoleiro” (1978), este último um spaghetti western rodado na Espanha. E passou muitos anos envolvido em projetos – mais de 50, segundo uma contagem – que acabaram nunca sendo realizados. Ele ainda trabalhou como editor de “Elite de Assassinos” (1975) para Sam Peckinpah e diretor de segunda unidade nas cenas de ação de “Agonia e Glória” (1980), de Samuel Fuller, e “RoboCop” (1987), de Paul Verhoeven. Além disso, como produtor executivo, ajudou a financiar “Cães de Aluguel” (1992), primeiro filme dirigido por Quentin Tarantino, enquanto pensava que poderia dirigir o roteiro do colega, que vislumbrava como um potencial clássico. Após seus últimos longas fracassarem – a aventura “Iguana: A Fera do Mar” (1988) e o terror “Noite do Silêncio” (1989), lançado direto em vídeo – o diretor só foi ressurgir mais de duas décadas depois, com “Caminho para o Nada” (2010), produzido por sua filha. Exibido no Festival de Veneza, o filme foi recebido com curiosidade, mas sua maior repercussão foi trazer de volta a lembrança de Monte Hellman para os cinéfilos de todo o mundo.

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    Damian Lewis escreve tributo emocionante para esposa Helen McCrory

    18 de abril de 2021 /

    O ator Damian Lewis, conhecido pelas séries “Homeland” e “Billions”, publicou um tributo emocionante a sua esposa Helen McCrory, da série “Peaky Blinders”, que faleceu na sexta (16/4) de câncer, aos 52 anos. Em um artigo publicado neste domingo (18/4) no jornal britânico The Sunday Times, Lewis refletiu sobre a vida de sua “Dama Helen”, definindo-a como “uma pessoa ainda mais brilhante do que ela foi como atriz” e dizendo que não sentia “nenhum medo, nenhuma amargura, nenhuma autopiedade” sobre sua morte prematura. “Nunca conheci ninguém que espalhasse tão conscientemente a felicidade”, descreveu Lewis na parte mais comovente do texto, explicando que as enfermeiras que estavam tratando seu câncer esperavam ansiosamente para vê-la “porque ela tornava seus dias melhores”. “Nunca conheci ninguém que gostasse tanto da vida. Sua capacidade de estar no presente e aproveitar o momento foi inspiradora. Ela não estava interessada em olhar para o umbigo. Nenhum verdadeiro interesse pessoal na autorreflexão. Ela acreditava em olhar para fora, não para dentro. É por isso que conseguia direcionar sua luz para os outros com tanta intensidade”, disse ele. Lewis explicou que ela era uma mulher capaz de ser “engraçada como o diabo”, mas também “magnificamente zangada e gloriosamente desdenhosa”. “No final das contas, ela estava feliz”, ele acrescentou. “Sempre. Algumas pessoas acreditam que a felicidade é um direito, algumas pessoas acham a felicidade difícil. É uma emoção indescritível. E Helen acreditava que você escolhe a felicidade. ” Diante da morte, Lewis disse que sua esposa McCrory demonstrou generosidade feroz, dizendo-lhe para “ter namoradas, muitas delas” depois de sua morte – mas, com um toque de humor, acrescentava: “Tente pelo menos passar pelo funeral sem beijar ninguém”. Em comentários aos dois filhos, ela disse: “Não fiquem triste, porque, embora eu esteja prestes a expirar, vivi a vida que queria”. Ele ainda admitiu: “Já estou com saudades dela. Ela brilhou mais intensamente nos últimos meses do que a estrela mais brilhante poderia brilhar”. Para Lewis, “seu maior e mais requintado ato de bravura e generosidade foi ‘normalizar’ sua morte”. “Ela não demonstrou medo, nem amargura, nem autocomiseração, apenas nos deu coragem para continuar e insistiu para que ninguém ficasse triste, porque ela é feliz. Fiquei pasmo com ela. Ela foi um meteoro em nossa vida”, concluiu.

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    Felix Silla (1937–2021)

    17 de abril de 2021 /

    O ator Felix Silla, que interpretou o Primo Coisa na série “A Família Addams” e o robô Twiki de “Buck Rogers”, morreu na sexta (16/4) aos 84 anos, após lutar contra um câncer no pâncreas. O falecimento foi anunciado por seu amigo de longa data Gil Gerard, o Buck Rogers da série exibida entre 1979 e 1981. “Vou sentir muita falta dele, especialmente do quanto nos divertíamos em convenções, quando ele me mandava me f…”, escreveu Gerard. Com menos de 1,2 m de altura e pesando 30 quilos, Silla estreou na TV num episódio de 1963 de “Bonanza”. Mas seu primeiro papel de destaque só veio dois anos depois, ainda que ninguém pudesse vê-lo. Ele fez grande sucesso ao aparecer como o Primo Coisa (Cousin Itt), no 20º capítulo de “A Família Addams” em 1965, escondido atrás de uma cabeleira imensa, que levava um tratador a confundi-lo com um animal exótico e tentar colocá-lo numa jaula. Silla repetiu o papel em 17 episódios da série. Em uma entrevista ao jornal Los Angeles Times em 2014, ele contou que a peruca usada para interpretar o personagem era feita inteiramente de cabelo humano: “Era quente e pesada. Como vestir um tijolo”. Na 2ª temporada, a produção trocou a peruca original por outra feita de cabelos sintéticos, porque muita gente fumava durante as gravações. “Todo mundo no set fumava. Eles só jogavam as bitucas no chão e pisavam nelas. Os produtores tinham medo de que eu pisasse em uma ainda acesa e pegasse fogo. Eles me deram cabelo sintético, que retarda as chamas”, explicou. O personagem foi ideia de um produtor e nunca fez parte dos desenhos de Charles Addams em que a série era baseada. Entretanto, desde a aparição de Silla passou a integrar a franquia sempre que ela ganhou uma nova adaptação. Ele também apareceu nas séries “Os Monkees”, “A Garota da U.N.C.L.E.”, “A Feiticeira”, “A Flauta Encantada” e até no piloto original de “Jornada nas Estrelas” (Star Trek), antes de entrar nas produções de Glen A. Larson, que em 1978 o escalou como o cylon Lucifer em 10 episódios de “Battlestar Galactica”, e no ano seguinte o colocou sob a “armadura” do robô Twiki, o parceiro do protagonista de “Buck Rogers”. Silla trabalhou ao lado de Gil Gerard, intérprete do herói espacial, em todos os episódios das duas temporadas de “Buck Rogers”, exibida até 1981. Depois disso, ainda foi um ewok em “Star Wars: O Retorno do Jedi” (1983), uma criatura sobrenatural do terrir “A Casa do Espanto” (1985) e Dink, uma paródia dos jawas de “Star Wars”, na comédia “S.O.S.: Tem um Louco Solto no Espaço” (1987), além de vestir a fantasia de um pinguim em “Batman: O Retorno” (1992). Aposentado nos anos 1990, ele voltou a atuar em “CHARACTERz” (2016), uma comédia que, de certa forma, homenageava sua carreira, ao acompanhar profissionais que ganhavam dinheiro para se fantasiar e divertir crianças num parque de diversões.

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    Mari Törőcsik (1935–2021)

    17 de abril de 2021 /

    Mari Törőcsik, uma das atrizes mais célebres da Hungria, vencedora do prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes e estrela de dois filmes indicados ao Oscar, morreu na sexta-feira (16/4) em Budapeste após uma longa enfermidade. Ela tinha 85 anos. Törőcsik se destacou logo na estreia, “Carrossel do Amor” (1956), aos 20 anos de idade, como uma camponesa que se apaixona por um menino camponês contra a vontade de seu pai. O filme de Zoltán Fábri teve première no Festival de Cannes e chamou atenção da crítica francesa para o talento da jovem. Então jornalista, o futuro diretor François Truffaut chegou a escrever em sua crítica do filme: “sem que a artista de 20 anos soubesse, ela era a maior estrela do festival”. Três anos depois, ela foi premiada como Melhor Atriz no Festival de Karlovy Vary, o mais importante do Leste Europeu, por “Kölyök” (1959), de Mihály Szemes e Miklós Markos, tornando-se rapidamente uma das atrizes mais requisitadas de sua geração. Ela trabalhou com os principais mestres do cinema húngaro, como Miklós Jancsó, Márta Mészáros, István Gaál, István Szabó, Gyula Maár, Károly Makk e o próprio Zoltán Fábri, em várias ocasiões. Uma de suas muitas parcerias com Fábri, “Esta Rua é Nossa” (1968), disputou o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, assim como uma de suas colaborações com Makk, “Cat’s Play” (1974),igualmente indicado ao prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA Em 1971, ela recebeu uma Menção Especial do Júri do Festival de Cannes por seu desempenho em “O Amor” (1971), outro drama de Makk, e no ano seguinte voltou a conquistar o prêmio de interpretação em Karlovy Vary, por “Holt Vidék” (1972), de Gaál. Mas foi somente em 1976, 20 anos após debutar na Croisette, que ela conquistou o prestigioso troféu de Melhor Atriz de Cannes pelo desempenho como uma atriz de teatro envelhecida em “A Locsei Fehèr Asszony”, de Gyula Maár. A parceria com Maár ainda lhe rendeu o troféu de Melhor Atriz no Festival de Taormina no ano seguinte, por “Teketória” (1977). Ao longo do último meio século, foram mais de 100 papéis cinematográficos, a grande maioria no cinema húngaro, mas ela também contracenou com astros de Hollywood, em filmes como “Muito Mais que um Crime” (1989), de Costa-Gavras, filmado nos EUA com Jessica Lange, “Corações Covardes” (1990), coprodução italiana estrelada por Keith Carradine, Miranda Richardson e Kristin Scott Thomas, e o premiado sucesso internacional de István Szabó, “Sunshine – O Despertar de um Século” (1999), protagonizado por Ralph Fiennes. Seu último trabalho foi lançado no ano passado, “Psycho 60”, um curta experimental dedicado a recriar a cena do chuveiro de “Psicose” com 60 atrizes diferentes, uma para cada take, nos 60 anos de lançamento do clássico de Alfred Hitchcock.

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    Helen McCrory (1968-2021)

    16 de abril de 2021 /

    A atriz britânica Helen McCrory, estrela da série “Peaky Blinders”, morreu nesta sexta (16/4) aos 52 anos. A notícia foi compartilhada por seu marido, o ator Damian Lewis (de “Homeland” e “Billions”), citando que ela travou “uma longa batalha contra o câncer”. “Ela morreu como viveu: destemidamente. Por Deus, nós a amamos e sabemos quão sortudos fomos de tê-la em nossas vidas. Ela brilhou tão intensamente. Vá adiante, pequena, em direção ao ar. Obrigado”, escreveu Lewis ao anunciar sua morte no Twitter. Filha de um diplomata e estrela premiada dos palcos britânicos, McCrory estrelou nas telas em 1994, como figurante de “Entrevista com o Vampiro”, e veio se destacar pela primeira vez na TV em 2000, no papel-título de uma minissérie adaptada do célebre romance russo “Anna Karenina”, de Lev Tolstoy. A partir daí, sua carreira deslanchou, com participações em “O Conde de Monte Cristo” (2002), “A Rainha” (2006, vivendo Cherie Blair, mulher do ex-primeiro ministro Tony Blair) e “A Invenção de Hugo Cabret” (2011), entre muitos outros filmes e séries. McCrory chegou a contracenar com o marido da vida real na série “Life”, antes de viver Narcisa Malfoy, mãe de Draco (Tom Felton), irmã de Belatriz Lestrange (Helena Bonham Carter) e uma das Comensais da Morte da franquia “Harry Potter”. As participações em “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” (2009) e nas duas partes de “Harry Potter e as Relíquias da Morte” (2010 e 11) a tornaram conhecida mundialmente. Mas ela também apareceu no mais bem-sucedido filme de James Bond, “007 – Operação Skyfall” (2012), como uma burocrata que pegava no pé de M (Judi Dench), antes de voltar à TV, onde continuou a destacar – primeiro como a bruxa Madame Kali na série “Penny Dreadful” e depois, marcando época, como a Tia Polly de “Peaky Blinders”. Como Polly Gray, ela dominou o drama histórico sobre uma família de criminosos que enriqueceu durante as duas grandes guerras, tornando-se um dos focos da trama, muitas vezes em disputa com o sobrinho e líder da gangue, Tommy Shelby (Cillian Murphy). Lançada em 2013, “Peaky Blinders” se tornou um dos maiores e mais premiados sucessos da rede BBC, vencendo o BAFTA (o Oscar e o Emmy britânicos) de Melhor Série. A atração criada por Steven Knight tinha começado a gravar sua 6ª e última temporada em janeiro e a esta altura não há notícias sobre o tamanho da participação de McCrory. “Helen foi uma das grandes atrizes de sua geração. Ela era tão poderosa e controlada e isso é tão triste”, escreveu Knight, ao se pronunciar sobre a morte da atriz nas redes sociais. “Ela era uma atriz maravilhosa e uma amiga muito querida. Os fãs de ‘Harry Potter’ vão sentir muito a sua falta”, acrescentou Tom Felton, que foi seu filho no cinema.

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    Lee Aaker (1943–2021)

    14 de abril de 2021 /

    O ator Lee Aaker, que ficou conhecido como a estrela mirim de “As Aventuras de Rin-Tin-Tin”, morreu aos 77 anos. A notícia é ainda triste pela forma como aconteceu. Segundo postagem do ex-ator infantil e ativista Paul Petersen, Aaker “faleceu no Arizona em 1º de abril, sozinho e não reclamado, listado como ‘indigente’”. Aaker tinha 11 anos quando “As Aventuras de Rin-Tin-Tin” estreou em 1954 na rede americana ABC. Na série original de faroeste, ele interpretava Rusty, um menino órfão resgatado de um ataque indígena, que era criado no Forte Apache. O “cabo” honorário Rusty era o protagonista da série, ao lado do tenente Ripley “Rip” Masters (James E. Brown) e, é claro, o cachorro Rin Tin Tin, interpretado por vários pastores alemães. A série foi um fenômeno de audiência que ultrapassou as cinco temporadas produzidas até 1959, sendo repetida à exaustão nos anos seguintes, num ciclo encerrado apenas na década de 1990. Sua produção teve enorme impacto no público infantil, que sonhava em viver as aventuras do menino no Velho Oeste, o que transformou o brinquedo “Forte Apache” num dos mais populares entre as crianças por pelo menos três décadas – era vendido no Brasil pela Estrela. Lee Aaker já atuava antes de “Rin-Tin-Tin”. Aos 8 anos, fez figurações em clássicos do cinema como “O Maior Espetáculo da Terra” (1952) e “Matar ou Morrer” (1952), e teve seu primeiro papel de coadjuvante ao lado da lendária Barbara Stanwyck no thriller noir “Vida Contra Vida” (1953), do diretor John Sturges. No mesmo ano, ele coestrelou cinco outros filmes, incluindo “Caminhos Ásperos” (Hondo), ao lado de John Wayne. Mas foi “Rin-Tin-Tin” que o transformou em astro. Entretanto, ficou tão identificado como o cabo Rusty que teve dificuldades em seguir carreira como adolescente e adulto. No início dos anos 1960, Aaker ainda apareceu em episódios de “The Donna Reed Show”, “Rota 66” e “Abertura Disneylândia”, mas os papéis acabaram rapidamente. Seus últimos trabalhos foram em 1963, pequenas participações na comédia musical “Adeus, Amor”, com Ann-Margret, e num episódio de “The Lucy Show”, sitcom de Lucille Ball. Ele tinha 20 anos. Ao sair das telas, Aaker entrou na Força Aérea dos EUA, e Paul Petersen indicou nas redes sociais que estava lutando para dar-lhe um enterro adequado, que o ator teria direito por seu tempo de serviço militar. Relembre abaixo a abertura da série clássica “As Aventuras de Rin-Tin-Tin”.

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    Netflix revela trailer de documentário sobre Chadwick Boseman

    13 de abril de 2021 /

    A Netflix divulgou o trailer de um documentário sobre o ator Chadwick Boseman. Intitulado “Chadwick Boseman: Portrait of an Artist”, o filme traz depoimentos do ator, que realizou seus últimos trabalhos para a plataforma de streaming, antes de morrer em agosto passado, aos 43 anos, vítima do câncer. A produção também inclui declarações de colegas, como Danai Gurira, que contracenou com Boseman em “Pantera Negra”, Viola Davis, com quem ele trabalhou em seu último filme, “A Voz Suprema do Blues”, e o diretor Spike Lee, que o dirigiu em seu penúltimo desempenho, “Destacamento Blood”. Para Lee, o ator tinha “um peso e uma aura” incomparáveis. E o próprio Boseman se define no filme: “As pessoas dizem que eu sou um ator. Eu não diria isso, necessariamente. Eu diria que sou um artista”. O lançamento do documentário está marcada para 17 de abril, oito dias antes do Oscar 2021, onde Chadwick Boseman pode vencer o troféu póstumo de Melhor Ator por sua performance em “A Voz Suprema do Blues”. A cerimônia da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA está marcada para 25 de abril.

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    Joseph Siravo (1955-2021)

    12 de abril de 2021 /

    O ator Joseph Siravo, que interpretou Giovanni Francis “Johnny” Soprano na série premiada “Família Soprano” da HBO, morreu nesta segunda (12/4) aos 64 anos, após uma longa batalha contra o câncer de cólon. A notícia foi confirmada pela filha do ator, Allegra Okarmus, em seu perfil privado no Instagram. “Eu estava ao seu lado quando meu querido pai faleceu nesta manhã, pacificamente”, ela escreveu. Embora seja mais conhecido pelo público mundial por sua performance como o pai implacável de Tony Soprano, Siravo teve uma carreira teatral impressionante, fazendo parte da primeira turnê nacional de “Jersey Boys”, como Angelo “Gyp” DeCarlo em mais de 2 mil apresentações do musical vencedor do Tony e do Grammy. Ele também interpretou o mafioso John Gotti em “Obcecado pela Máfia” (2015) e teve papel recorrente em “American Crime Story: O Povo Contra O.J. Simpson” (2016). Seus trabalhos mais recentes foram os filmes “O Relatório” e “Brooklyn: Sem Pai Nem Mãe”, ambos lançados em 2019, além de um arco na 1ª temporada de “For Life”, exibida no ano passado.

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  • Série

    The Crown: Matt Smith e Tobias Menzies homenageiam o Príncipe Philip

    10 de abril de 2021 /

    Os atores Matt Smith e Tobias Menzies, que interpretaram o Príncipe Philip nas duas primeiras fases (e quatro temporadas) de “The Crown”, reagiram à morte do marido da Rainha Elizabeth II. Philip ficou 28 dias internado e precisou passar por um procedimento no coração para se recuperar. Seu estado de saúde não era bom e ele piorou severamente entre quinta e sexta-feira (9/4), quando morreu aos 99 anos no Castelo de Windsor. Em uma declaração ao programa “Today”, Matt Smith disse: “Gostaria de oferecer minhas condolências a Sua Majestade a Rainha e à Família Real. O príncipe Philip era o cara. E ele sabia disso. 99 e fora, mas que innings (período de atividade). E que estilo. Obrigado pelo seu serviço, meu velho – não será o mesmo sem você. ” Tobias Menzies, por sua vez, preferiu tuitar sua reação. “Se eu sei alguma coisa sobre o duque de Edimburgo, tenho quase certeza de que ele não gostaria que um ator que o retratou na TV desse sua opinião sobre sua vida, então deixarei isso para Shakespeare. ‘Ó bom velho! Quão bem em ti aparece o serviço constante do mundo antigo…’ Descanse em paz. ”

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    Elenco de Glee se reencontra em homenagem à Naya Rivera

    9 de abril de 2021 /

    O elenco de “Glee” se reuniu virtualmente na noite de quinta-feira (8/4) para homenagear Naya Rivera, atriz que faleceu aos 33 anos em julho de 2020. O tributo à intérprete de Santana Lopez aconteceu durante o GLAAD Media Awards, premiação que destaca o melhor da representação LGBTQIA+ na mídia. Introduzida por Demi Lovato, que chegou a participar de “Glee”, a homenagem contou com participações de Heather Morris, Amber Riley, Harry Shum Jr., Chris Colfer, Darren Criss, Jenna Ushkowitz, Kevin McHale, Jane Lynch, Matthew Morrison, Jessalyn Gilsig, Dot-Marie Jones, Vanessa Lengies, Alex Newell, Jacob Artist, Lauren Potter e Becca Tobin, que lembraram os momentos compartilhados com a colega nas gravações e a importância da personagem da atriz para a representação LGBTQIA+ como a primeira adolescente latina a assumir um romance lésbico na TV. Inicialmente, os organizadores do evento pretendiam reunir o elenco para um número musical no palco da premiação, mas a pandemia atrapalhou os planos, que firam restritos a comentários por videoconferência. Confira a homenagem abaixo.

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    James Hampton (1936–2021)

    8 de abril de 2021 /

    O ator James Hampton, conhecido por seus papéis nas comédias “O Garoto do Futuro” e “Golpe Baixo”, pelo qual recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, morreu na quarta-feira (7/4), aos 84 anos, devido a complicações do mal de Parkinson. Hampton teve uma carreira que durou meio século antes de se aposentar no Texas. Ele estreou na TV em 1963, com um papel recorrente na popular série de western “Gunsmoke”. Foi lá que conheceu e se tornou amigo de Burt Reynolds, então coadjuvante da atração. Os dois trabalharam juntos em “Amor Feito de Ódio” (1973), “Golpe Baixo” (1974), “W.W. e Dixie” (1975) e “Crime e Paixão” (1975). Anos depois, Hampton ainda escreveu e dirigiu vários episódios da sitcom estrelada por Reynolds na rede CBS, “Evening Shade” (1990–1994). A aparência amável tornou Hampton um coadjuvante por excelência, com participação em filmes como “Quando é Preciso Ser Homem” (1970), “Síndrome da China” (1979), “Hangar 18” (1980), “Condorman, o Homem-Pássaro” (1981), “O Garoto do Futuro” (1985) e “Um Som Diferente” (1990). Ele também foi o prefeito de Miami em “Loucademia de Polícia 5: Missão Miami Beach” (1988). Sua participação em “O Garoto do Futuro”, como o pai do protagonista (vivido por Michael J. Fox em 1985), acabou se tornando seu papel mais conhecido, graças à sua escalação na sequência de 1987 (como tio do novo “teen wolf”, Jason Bateman) e até como dublador da série animada, que durou duas temporadas, entre 1986 e 1987. Na TV, também interpretou o hilário corneteiro surdo Hannibal Dobbs em “F Troop” (1965-1967), comédia passada num “Forte Apache” remoto do Velho Oeste, além de ter aparecido de forma recorrente em “The Doris Day Show” (1968–1973) e estrelado “Maggie”, sitcom que teve apenas oito episódios exibidos no final de 1981. Bom amigo de Johnny Carson, Hampton ainda se tornou um convidado regular no “The Tonight Show”, com mais de 30 participações. Também trabalhou nos bastidores da indústria televisiva, escrevendo telefilmes e dirigindo vários episódios de séries de comédias dos anos 1990, como “Grace Under Fire”, “Irmã ao Quadrado” (Sister Sister), “Gênio do Barulho” (Smart Guy) e “The Tony Danza Show”. Sua autobiografia “What? And Give Up Show Business?” foi publicado no início deste ano e recebeu críticas positivas.

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  • Série

    Walter Olkewicz (1948 – 2021)

    8 de abril de 2021 /

    O ator Walter Olkewicz, que interpretou o barman e crupiê Jacques Renault na série “Twin Peaks”, morreu na terça (6/4) aos 72 anos, em sua casa em Reseda, Los Angeles. Ele lutou com problemas de saúde durante os últimos 20 anos e passou por uma série de cirurgias no joelho que causaram infecções, o que o levou a ficar acamado. Os fãs de “Seinfeld” o conhecem como Nick, o funcionário da TV a cabo no episódio “The Cadillac”, de 1996, enquanto os cinéfilos devem lembrá-lo mais como o advogado da máfia suicida do thriller “O Cliente” (1994). Mas ele vem atuando desde os anos 1970, quando estreou na sci-fi “Mundo Futuro: Ano 2003, Operação Terra” (1976), protagonizada por Peter Fonda. Olkewicz também estrelou a série “Jogos de Damas”, ao lado de Linda Carter em 1984, recorreu em episódios de “Who’s the Boss?” e integrou o elenco de “Grace Under Fire”, criação de Chuck Lorre exibida de 1993 a 1998, entre muitas outras participações no cinema e na TV. Seu papel mais famoso, porém, foi o do sórdido canadense Jacques Renault, irmão de Jean (Michael Parks) e Bernie (Clay Wilcox) na 1ª temporada de “Twin Peaks”, em 1990, que abusou de Laura Palmer na noite de sua morte. O personagem é assassinado por Leland, o pai de Laura, ao final da temporada. Mesmo assim, Olkewicz voltou a interpretá-lo nos prólogos cinematográficos “Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer” (1992) e “Twin Peaks: O Mistério” (2014, mas feito com sobras do longa dos anos 1990), além de aparecer no reboot “Twin Peaks: O Retorno” (2017) como outro personagem com o mesmo sobrenome, Jean-Michel Renault. As participações em dois episódios do revival da série do cineasta David Lynch foram seus créditos finais. “Foi seu primeiro papel em quase 15 anos, e ele fez tudo atrás de um bar para encobrir o fato de que não conseguia ficar de pé”, observou seu filho na noite de quarta, ao anunciar o falecimento do ator.

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