Almodóvar lança filme na Netflix após falar mal da plataforma
O novo filme do cineasta espanhol Pedro Almodóvar, “Mães Paralelas”, vai chegar na Netflix cinco após o diretor ter falado mal da plataforma e ajudado a acabar com a participação de produções do serviço no Festival de Cannes. Presidente do Festival de Cannes 2017, que teve a primeira e última participação de longas da Netflix, Almodóvar se manifestou veementemente contra a participação de títulos da plataforma na competição. Durante a entrevista coletiva do júri do festival, ele partiu com ímpeto contra o streaming, afirmando que seria um paradoxo que um filme premiado em Cannes não pudesse ser visto nos cinemas. “Eu pessoalmente entendo que a Palma de Ouro não deve ser entregue para um filme que não seja visto nos cinemas”, afirmou. “Tudo isso não significa que eu não esteja aberto para celebrar novas tecnologias e oportunidades, mas enquanto eu estiver vivo, vou defender a capacidade de hipnose que uma tela grande tem sobre o espectador, algo que as novas gerações não conhecem”. A imprensa internacional resolveu provocar, questionando se ele preferia vencer a Palma de Ouro ou ser assistido nos 190 países nos quais os serviços da Netflix são oferecidos. Almodóvar reagiu de forma exaltada. “Mais do que ser visto em 190 países, para mim um filme meu precisa sempre ser assistido em uma tela grande”. Desde estas declarações, o Festival de Cannes deixou de incluir filmes da Netflix em sua programação. A ironia é que a Netflix adquiriu “Mães Paralelas” após o filme abrir o Festival de Veneza, onde foi premiado – troféu de Melhor Atriz para Penélope Cruz. Ninguém ainda perguntou a Almodóvar o que ele acha de ter um filme premiado lançado apenas em streaming no mercado internacional. O primeiro trailer do lançamento em streaming foi divulgado nesta terça (18/1), revelando a data de estreia de “Mães Paralelas” na Netflix: 18 de fevereiro.
Microsoft compra produtora de games Actvision Blizzard
A Microsoft anunciou a compra da produtora de games Actvision Blizzard. O negócio é o maior já realizado nos 46 anos da empresa fundada por Bill Gates, com cifras que giram em torno de US$ 68,7 bilhões. A aquisição traz títulos como “Call of Duty”, “World of Warcraft” e “Candy Crush” para a Microsoft, que controla a plataforma Xbox, e deve acirrar a guerra contra a plataforma PlayStation da Sony. Em um comunicado, Phil Spencer, CEO da Microsoft Gaming, afirmou que por enquanto as duas empresas continuarão atuando de forma independente, mas após a finalização da aquisição todos vão responder diretamente a ele. Além disso, os games da Activision Blizzard farão parte do Xbox Game Pass, plataforma de streaming por assinatura, que permite acesso a centenas de títulos pelo custo de uma mensalidade. No mesmo comunicado, Spencer afirmou que o serviço já conta com 25 milhões de usuários. A aposta da Microsoft é atrair os consumidores dos títulos multiplayer da produtora, que contam com cerca de 400 milhões de usuários em todo o mundo. A Microsoft também amplia seu portfólio de conteúdo para adaptar em outras mídias. “World of Warcraft”, por exemplo, já virou filme em 2016. A aquisição acontece após as ações da produtora se desvalorizarem, após acusações de assédio sexual e discriminação no ambiente de trabalho se tornarem públicas. No ano passado, o estado da Califórnia processou a Activision, após dois anos de investigação, e desde então as ações caíram 27%.
Bilheteria: “Homem-Aranha” segue na liderança no Brasil
Em cartaz há quatro semanas, “Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa” segue como o filme mais visto no Brasil. Segundo apuração da consultoria Comscore, o longa arrecadou R$ 10 milhões entre quinta-feira e domingo (16/1), mais do que o dobro do segundo colocado, “Pânico” (R$ 4,48 milhões), que estreou neste final de semana. Ao todo, o filme do super-herói já soma R$ 283,6 milhões de ingressos vendidos no país. Isto equivale à segunda maior bilheteria do Brasil em todos os tempos, atrás apenas de “Vingadores: Ultimato” (R$ 338,8 milhões). O Top 5 do fim de semana ainda inclui a animação “Sing 2” (R$ 3,12 milhões) e dois filmes brasileiros: “Juntos e Enrolados” (R$ 1,41 milhão) e “Turma da Mônica – Lições” (R$ 1,23 milhão). Vale observar que o filme inspirado nas criações de Mauricio de Sousa já foi visto por 560,2 mil espectadores desde seu lançamento em 30 de dezembro. Com um total de R$ 9,3 milhões arrecadados, “Turma da Mônica – Lições” se tornou a produção nacional com maior bilheteria da era pandêmica. Confira abaixo as 10 maiores arrecadações das bilheterias brasileiras desta semana. #Top10 #bilheteria #cinema #filmes 13-16/1:1. #HomemAranhaSemVoltaParaCasa 2. #PanicoOFilme #ScreamMovie 3. #Sing2 4. #JuntosEEnrolados 5. #TurmaDaMonica #Lições 6. #MatrixResurrections 7. #KingsManAOrigem 8. #Benedetta9. #Ofestivaldoamor10. #CasaGucci — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) January 17, 2022
“Pânico” tira “Homem-Aranha” do topo das bilheterias nos EUA
“Pânico” estreou em 1º lugar nas bilheterias da América do Norte neste fim de semana, tirando “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” do topo com US$ 30,6 milhões de arrecadação. Como se trata de um feriadão nos EUA, a projeção para os quatro dias é de US$ 35 milhões. No exterior, o reboot-continuação arrecadou mais US$ 18 milhões em 50 mercados. O Reino Unido liderou com US$ 3,4 milhões. O filme também contou com críticas positivas, atingindo 75% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Um feito para uma franquia que tem 25 anos de idade e ainda passou por mudanças em seu comando criativo – foi o primeiro filme não dirigido por Wes Craven, que faleceu em 2015. Depois de liderar as vendas de ingressos por quatro semanas, “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” ficou em 2º lugar, com US$ 20,8 milhões. Ao todo, o filme atingiu US$ 703,9 milhões, tornando-se o quarto filme a superar a marca de US$ 700 milhões nas bilheterias domésticas. A coprodução da Sony e Disney/Marvel também ultrapassou os US$ 900 milhões internacionalmente para terminar este domingo (16/1) com uma impressionante arrecadação global de US$ 1,62 bilhão. Filmes da Universal vem a seguir, com a animação “Sing 2” (US$ 8,3 milhões) e o thriller de espionagem feminina “As Agentes 355” (US$ 2,3 milhões). “King’s Man: A Origem” aparece disputando o 4º lugar com “As Agentes 355”, com praticamente a mesma arrecadação. Os dois têm algo mais em comum: são considerados fracassos comerciais.
“Não Olhe para Cima” vira segundo filme mais visto da Netflix em todos os tempos
A comédia apocalíptica “Não Olhe para Cima” entrou em sua terceira semana na liderança do ranking mundial da Netflix, assistida durante 58,2 milhões de horas entre a segunda-feira (27/12) e o domingo (2/1) passados. Com a audiência da semana, a sátira ao negacionismo estrelada por Leonardo DiCaprio, Jennifer Lawrence e grande elenco chegou a um total de 321,5 milhões de horas de exibição desde seu lançamento na véspera do Natal (24/12). O número faz de “Não Olhe para Cima” o segundo filme mais visto da Netflix em todos os tempos, atrás apenas de “Alerta Vermelho” (364 milhões). Se o ímpeto for mantido, a liderança pode mudar já no próximo fim de semana – que pelas regras idiossincráticas da plataforma também será a penúltima semana contabilizada, já que a Netflix só considera as bilheterias dos primeiros 28 dias de exibição para formar seu Top 10 “de todos os tempos”. A estreia da sci-fi “Mãe x Androides”, lançada na sexta passada (7/1), ficou em 2º lugar no ranking semanal, com 29,7 milhões de horas de streaming, seguida pelo drama “A Filha Perdida”, com 20,3 milhões em sua segunda semana. Na lista dos filmes não falados em inglês, a comédia brasileira “Lulli”, que apareceu em 1º na semana passada, desabou para o 6º lugar. O terror espanhol “O Páramo” passou a ocupar a liderança. Já entre as séries, a 4ª temporada de “Cobra Kai” manteve a liderança pela segunda semana, vista durante 107,8 milhões de horas. Desde seu lançamento na véspera do Ano Novo (31/12), os novos episódios da continuação de “Karatê Kid” renderam 227 milhões de horas de exibição ao redor do mundo. O pódio se completa com a minissérie de suspense “Fique Comigo” (91,1 milhões de horas) e a 2ª temporada de “The Witcher” (57,3 milhões de horas). Lançado em 17 de dezembro, o segundo ano de “The Wicher” também entrou no Top 10 das séries mais vistas de todos os tempos na plataforma, ocupando o 8º lugar. O primeiro ano da atração ocupa atualmente o 3º lugar deste ranking. Vale lembrar que, pela regra dos 28 dias, a contabilização de “The Witcher” será encerrada na próxima semana, mesmo com a série ainda bombando em audiência. Badalada na América Latina, “Rebelde” abriu em 2º lugar na lista das séries não faladas em inglês. Pesou o fato de ter sido ignorada pela imprensa dos EUA para não passar das 33,1 milhões de horas em streaming. Por coincidência, em 1º lugar ficou outra adaptação de novela latina, o melodrama “Café com Aroma de Mulher”, com quase três vezes mais audiência: 82,9 milhões de horas.
“Homem-Aranha” lidera bilheterias com quase 1 milhão de ingressos no Brasil
“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” continua liderando as bilheterias do Brasil. De forma impressionante, o filme vendeu quase 1 milhão de ingressos entre os dias 6 e 9 de janeiro – exatamente 972 mil – após quatro semanas em cartaz. Com isso, arrecadou R$ 20 milhões, muito à frente do 2º lugar, a animação infantil “Sing 2”, que fez R$ 5,75 milhões. Os dados são da consultoria Comscore. Em 3º lugar, ficou “Turma da Mônica: Lições”. O primeiro blockbuster brasileiro do ano fez R$ 2,28 milhões. Ao todo, o público do fim de semana foi de 1,6 milhão de pessoas e a bilheteria arrecadou R$ 32,3 milhões. Comparando com a semana passada, o crescimento de público foi de 39%. Veja abaixo o Top 10 nacional, segundo a Comscore. #Top10 #bilheteria #cinema #filmes 6-9/1:1. #HomemAranhaSemVoltaParaCasa 2. #sing23. #TurmaDaMonica #Lições 4. #MatrixResurrections 5. #KingsManAOrigem 6. #festivaldoamor7. #Encanto 8. #MyHeroAcademia 9. #casagucci 10. #rodadodestino — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) January 10, 2022
“Homem-Aranha” atinge US$ 1,5 bilhão nas bilheterias
“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” segue imbatível no topo das bilheterias. Já é a 6ª maior bilheteria de todos os tempos no mercado norte-americano e a 8ª do mundo, superando a marca de US $ 1,5 bilhão de arrecadação mundial neste domingo (9/1). Só nos EUA e Canadá, a coprodução da Sony e da Disney/Marvel somou mais US$ 33 milhões em seu quarto fim de semana em cartaz. Com isso, atingiu US$ 688,8 milhões, deixando para trás o faturamento de “Titanic” (US$ 659,4 milhões). E até o próximo fim de semana ultrapassará “Vingadores: Guerra do Infinito” (US$ 678,8 milhões) e possivelmente “Pantera Negra” (US$ 700 milhões). A animação “Sing 2” foi o segundo filme mais visto na América do Norte, faturando US$ 12 milhões em seu terceiro fim de semana. Ao todo, a produção da Universal/Illumination chegou a US$ 109 milhões, tornando-se o primeiro filme animado a ultrapassar a marca dos US$ 100 milhões desde o começo da pandemia. Em todo o mundo, o total é US$ 190 milhões, o que reflete o aumento no número de crianças vacinadas contra a covid-19. A principal estreia da semana, “As Agentes 355”, faturou apenas US$ 4,8 milhões, abrindo em 3º lugar. Com este desempenho, o filme de ação estrelado por Jessica Chastain, Penélope Cruz, Fan Bingbing, Diane Kruger e Lupita Nyong’o ganhou a distinção de ser oficialmente o primeiro fracasso de 2022. A produção da Universal não foi rejeitado apenas pelo público. A crítica achou horrível, com apenas 27% de aprovação no Rotten Tomatoes. Trata-se de uma reprise da rejeição vista no filme anterior do diretor Simon Kinberg – “X-Men: Fênix Negra”, com apenas 22% de críticas favoráveis e prejuízo nas bilheterias. A estreia no Brasil está marcada para 20 de janeiro. Enquanto isso, mais abaixo no ranking, “King’s Man: A Origem” e “Matrix Resurrection” confirmaram o final de suas franquias com desempenhos sofríveis, respectivamente no 4º e no 6º lugares. O primeiro terminou o fim de semana com US$ 25,1 milhões no mercado doméstico e US$ 74,3 milhões no exterior. O segundo chegou a US$ 34,3 milhões na América do Norte e a US$ 124,5 milhões no mundo todo.
Canal americano The CW está à venda
A WarnerMedia e a ViacomCBS estão dispostos a vender parte significativa ou até toda a rede americana The CW, lar das séries do Arrowverso, “Riverdale”, “Legacies”, “Walker” e várias outras atrações de fantasia juvenil. A rede foi inaugurada em 2006 como resultado da união dos antigos canais UPN e Warner nos EUA. Muitos apostaram que a experiência não duraria, mas embora nunca tenha se tornado lucrativa de forma tradicional, a joint venture se provou um bom negócio para os estúdios da CBS e Warner (o C e o W do nome do canal). A CW passou a render dinheiro por sinergia, ao comprar apenas séries produzidas pelas duas empresas. Além disso, as séries da emissora depois são negociadas por seus estúdios para o mercado internacional. Só a Netflix chegou a pagar US$ 1 bilhão pelos direitos de exibição do conteúdo da CW em 2018. Este modelo, porém, sofreu abalos nos últimos anos, acompanhando mudanças internas na Warner e na CBS. A primeira foi desastrosamente comprada pela AT&T, que passou a desmontar a empresa, dissolvendo ou vendendo parte de seu patrimônio – processo que parece seguir mesmo após as negociações para fusão com a Discovery. Já a CBS sobreviveu a um escândalo sexual de seu chefão, Les Mooves, para se fundir com a Viacom. Desde o ano passado, os dois grupos vêm priorizando a expansão de seus serviços streaming, HBO Max e Paramount+, sobre todos os outros projetos. Por isso, romperam o acordo bilionário com a Netflix, interrompendo o fluxo de dinheiro para o canal. Mesmo assim, Warner e CBS querem continuar usando a CW como parceira, tanto como fonte de renda quanto para reduzir os custos de produção de suas séries. A negociação com interessados na compra do canal teria que considerar manter os dois estúdios como sócios e renovar o acordo de exclusividade para a produção de conteúdo. Segundo o Wall Street Journal, que anunciou o negócio, o maior interessado em adquirir a CW é a Nexstar Media Group, empresa televisiva que já transmite o conteúdo da CW e tem se expandido com aquisições de outros grupos, buscando ganhar projeção nacional. Mas a revelação da possível venda atraiu outros interessados. Fala-se até na Netflix.
HBO Max chega a 73,8 milhões de assinantes mundiais
A HBO Max fechou o ano de 2021 com 73,8 milhões de assinantes em todo o mundo, superando as projeções mais otimistas de 70 milhões. Comemorando os números, o CEO da WarnerMedia, Jason Killar, disse ao site Deadline que 2021 foi “o ano em que a HBO Max realmente fez sua marca” no mercado de streaming. Após chegar a vários territórios internacionais em junho, inclusive na América Latina, a plataforma tornou-se disponível em 46 países ao redor do planeta. Este número, porém, não inclui mercados europeus importantes para a indústria do entretenimento, como Reino Unido, Itália e Alemanha. Nesses países, a Warner ainda não conseguiu lançar a HBO Max por causa de contratos prévios de distribuição firmados com o canal pago Sky, que valem até 2024. Nos EUA, a HBO Max foi lançada em maio de 2020, mas foi um início complicado pela falta de conteúdo original, devido à paralisação das produções durante a pandemia de covid-19. Para contornar este problema, a WarnerMedia tomou uma decisão polêmica, programando lançamentos simultâneos de seus filmes de 2021 nos cinemas e na plataforma americana. O resultado foram bilheterias baixas e crescimento das assinaturas. Em um ano, a HBO Max foi de fracasso a sucesso popular. O detalhe é que a AT&T, empresa que adquiriu a Warner em 2018, entrou em pânico com a pandemia, as baixas bilheterias e a dificuldade de emplacar a HBO Max, e decidiu se desfazer do negócio, repassando o conteúdo da WarnerMedia para a Discovery. A criação da Warner Bros. Discovery, nova empresa resultante do negócio, aguarda autorização dos reguladores de mercado para ser aprovada, mas a Discovery não poderia ter feito melhor negócio.
“Harry Potter: De Volta a Hogwarts” vira maior estreia da HBO Max na América Latina
O especial “Harry Potter: De Volta a Hogwarts” virou a estreia mais assistida da HBO Max em toda a América Latina. A informação é da própria plataforma de streaming, que celebrou o feito sem revelar os números da produção. “Os filmes da saga [Harry Potter] já são alguns dos títulos mais queridos por nossos usuários na América Latina, e é graças a eles que em poucos dias este especial se tornou a estreia mais assistida da região, posicionando a América Latina como uma meca dos fãs de Harry Potter no mundo”, disse Luis Durán, gerente geral da HBO Max para a região, em comunicado. “Harry Potter: De Volta a Hogwarts” celebrou os 20 anos de lançamento de “Harry Potter e A Pedra Filosofal”, primeiro longa da franquia, com a reunião dos principais atores dos filmes do bruxinho, com destaque para trio protagonista, Daniel Radcliffe (Harry Potter), Emma Watson (Hermione Granger) e Rupert Grint (Ron Weasley), numa confraternização repleta de momentos divertidos e emotivos.
“Não Olhe para Cima” já é 3º filme mais visto da Netflix em todos os tempos
A comédia apocalíptica “Não Olhe para Cima” entrou em sua segunda semana na liderança do ranking da Netflix, assistida durante 152,2 milhões de horas em todo o mundo, entre a segunda-feira (27/12) e o domingo (2/1) passados. O pico de consumo representa um aumento de quase 40% no interesse pela produção desde sua estreia na semana anterior, quando a sátira ao negacionismo estrelada por Leonardo DiCaprio, Jennifer Lawrence e grande elenco totalizou 111 milhões de horas dos assinantes do streaming. Contabilizando seus 10 primeiros dias de disponibilidade, “Não Olhe para Cima” já atingiu mais de 263 milhões horas de exibição, o que representa a 3ª maior audiência de todos os tempos para filmes da Netflix. Só perde para “Birdbox” (282 milhões) e “Alerta Vermelho” (364 milhões). Entre as séries, a 4ª temporada de “Cobra Kai” estreou na sexta (31/12) e precisou apenas de três dias para assumir a liderança do Top 10 semanal. Os novos episódios da continuação de “Karatê Kid” foram vistos durante 120 milhões de horas ao redor do mundo, superando as audiências de “The Witcher” (94 milhões) e “Emily em Paris” (91 milhões) contabilizadas por quatro dias a mais. Não por acaso, “Cobra Kai” já tem a 5ª temporada confirmada e seus criadores atualmente fazem campanha antecipada para garantir o 6º ano de produção.
“Turma da Mônica” lota mais cinemas brasileiros que “Matrix”
“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” continua liderando as bilheterias no Brasil. O filme levou 872 mil pessoas aos cinemas brasileiros e arrecadou R$ 17,9 milhões entre quinta-feira e domingo, segundo dados da consultoria Comscore. Desde a estreia, já foi visto por 12,3 milhões de espectadores e rendeu R$ 227,6 milhões em ingressos vendidos. Com ingressos mais caros, graças à exibição em salas especiais, “Matrix Resurrections” ficou em 2º lugar, visto por 111 mil pessoas e com R$ 2,4 milhões em bilheteria. Apesar disso, a estreia de “Turma da Mônica – Lições” foi mais vista que a continuação da Warner. A adaptação dos quadrinhos de Mauricio de Sousa teve o segundo maior público nos cinemas brasileiros no fim de semana, com 112,8 mil espectadores, mas por não estar em cartaz no circuito IMAX ou em salas 3D, teve arrecadação menor que “Matrix”, com R$ 2 milhões. Veja abaixo o top 10 das bilheterias nacionais do fim de semana do Ano Novo, de acordo com a Comscore. #Top10 #bilheteria #cinema #filmes 30/12 -2/121. #HomemAranhaSemVoltaParaCasa 2. #MatrixResurrections 3. #TurmaDaMonica Lições 4. #sing2 – pré-estreia5.#Encanto 6. #festivaldoamor7. #casagucci 8. #KingRichard 9. #cronicafrancesa10. #marighella — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) January 3, 2022
“Homem-Aranha” passa “Pantera Negra” e vira 12ª bilheteria mundial
“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” atingiu US$ 1,37 bilhão em todo o mundo, o que equivale à 12ª maior bilheteria mundial de todos os tempos, deixando para trás “Pantera Negra” (US$ 1,35 bilhão). Deste total, US$ 609,9 milhões foram conquistados com arrecadação doméstica, o suficiente para a coprodução da Sony e da Disney/Marvel entrar no Top 10 de todos os tempos da América do Norte. Só neste fim de semana, a conta aumentou US$ 52,7 milhões nos EUA e Canadá. Valor igualmente impressionante veio do mercado exterior, onde atingiu US$ 759 milhões ao todo, feito conquistado sem lançamento na China. Graças ao sucesso do filme, a receita de Hollywood com venda de ingressos de 2021 foi o dobro de 2020 – mas continua 60% menor que a de 2019, antes da pandemia. Embora os lançamentos de super-heróis tenham sido a melhor notícia do mercado, aos poucos a vacinação das crianças tem melhorado também o desempenho das animações. Não por acaso, o segundo filme mais visto na América do Norte foi “Sing 2”, da Illumination/Universal, com US$ 19,6 milhões no fim de semana e um total de US$ 89,8 milhões em 14 dias nos cinemas dos EUA e Canadá. Em todo o mundo, a produção está com US$ 144,5 milhões. Enquanto isso, “King’s Man: A Origem” e “Matrix Resurrections” sofrem para se pagar. O prólogo de “Kingsman” ficou em 3º lugar com US$ 4,5 milhões, atingindo um total doméstico de US$ 19,5 milhões em 14 dias e uma soma global de US$ 47,8 milhões. Já “Matrix Resurrections” – que foi lançado simultaneamente na HBO Max nos EUA – teve uma queda de arrecadação maior do que qualquer outro título no top 10 – 64% – , revelando o impacto negativo da estratégia da Warner de lançar seus filmes nos cinemas e no streaming ao mesmo tempo. Em 5º lugar, a retomada da franquia “Matrix” fez apenas US$ 3,8 milhões para atingir um total doméstico de US$ 30 milhões em 14 dias. Seu desempenho foi tão ruim que foi ultrapassado até por “American Underdog”, um filme cristão sobre um jogador de futebol americano que faturou US$ 4,1 milhões – e US$ 15 milhões em 9 dias, sem distribuição internacional. “Matrix Resurrections” tem se saído melhor no exterior, onde não está disponível em streaming, com uma bilheteria internacional de US$ 75,1 milhões e um total global de US$ 106 milhões. O problema é que isso não paga nem a campanha de marketing do filme, que teria custado US$ 190 milhões para ser produzido.










