Marvel coloca Deadpool 3 em desenvolvimento
Demorou, mas a Marvel Studios finalmente começou a desenvolver “Deadpool 3”, o primeiro filme de Deadpool com distribuição da Disney, após a companhia comprar a 20th Century Fox. O desenvolvimento também faz de “Deadpool 3” o primeiro filme da Marvel Studios a usar personagens do universo dos X-Men. Para começar o projeto, o estúdio contratou as irmãs roteiristas Wendy Molyneux e Lizzie Molyneux-Logelin, que assinaram vários episódios da série animada adulta “Bob’s Burgers”. Elas ganharam um Emmy por seu trabalho na atração do canal Fox em 2017 e vão escrever a nova história do personagem dos quadrinhos. A conta de Deadpool no Twitter fez citação à contratação das Molyneux ao incluir um desenho de Bob Belcher, o protagonista de “Bob’s Burger”, com um hamburger na mão e as duas espadas de Deadpool guardadas às suas costas. Veja abaixo. Além do anúncio das roteiristas, Ryan Reynolds também está confirmado na produção, voltando ao papel que ele consagrou nos dois filmes anteriores. Embora o humor grosseiro de Deadpool não tenha equivalente nos filmes do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), Bob Iger, então CEO e hoje presidente da Disney, afirmou várias vezes que a companhia poderia continuar a fazer os filmes de Deadpool para um público mais adulto. Reynolds, por sua vez, fez muitas piadas sobre a fusão Disney-Fox. Quando o acordo de aquisição começou a ser discutido em 2017, o ator escreveu no Twitter: “É hora de descobrir a explosiva tensão sexual entre Deadpool e Mickey Mouse”. E quando a compra foi finalizada, ele tuitou uma foto de Deadpool em um ônibus escolar, usando orelhas de Mickey. Entretanto, a Disney já fez mudanças para o próximo filme, já que os dois anteriores foram escritos por Rhett Reese e Paul Wernick, agora substituídos por escritoras de desenhos animados. Os filmes de Deadpool são os títulos da franquia X-Men de maior bilheteria de todos os tempos. O original de 2016 rendeu US$ 783,1 milhões e a sequência fez US$ 785,8 milhões em 2018. A entrada do personagem no MCU abre a possibilidade de encontros com outros heróis além dos X-Men, como o Homem-Aranha, que é algo que os fãs querem muito ver – e que teria potencial, em tempos pré-covid, de superar em muito a bilheteria dos primeiros longas. ⚔️🍔 pic.twitter.com/jtC2PiwhrM — Deadpool Movie (@deadpoolmovie) November 20, 2020
WandaVison terá seis episódios inspirados na história das séries de TV
A capa desta semana da revista Entertainment Weekly é dedicada à série da Marvel “WandaVison”, com direito a revelações sobre a produção, que só vai estrear em janeiro na Disney+ (Disney Plus), e entrevistas com os intérpretes dos protagonistas Wanda (a Feiticeira Escarlate) e Visão. A publicação apurou que a série terá seis episódios estrelados por Elizabeth Olsen e Paul Bettany, e o primeiro foi gravado em preto e branco, diante de uma plateia, para remontar a época dos sitcoms clássicos dos anos 1950. “Foi uma loucura”, disse Olsen. A trama promete apresentar a vida feliz do casal de heróis, utilizando estilos característicos de diferentes épocas em cada episódio, para homenagear a evolução das séries de TV. “Estávamos todos tão emocionados no final, queríamos continuar fazendo a série. Talvez transformá-la numa turnê ou algo assim”, comentou Bettany. Para a intérprete de Feiticeira Escarlate, a primeira série da Marvel na Disney+ (Disney Plus) foi um verdadeiro presente. “Fazer esta série foi o maior presente que a Marvel me deu. Você consegue apenas se concentrar na personagem e não em como ela se sentia com as histórias de todos os outros”, disse a atriz. Já o intérprete do Visão acreditava que seria dispensado do MCU (universo cinematográfico da Marvel) após “Vingadores: Ultimato”, quando seu personagem permaneceu morto. “Achei que estava para ser dispensado. Foi uma surpresa muito agradável para mim e para o gerente do meu banco, obviamente”, completou. O casal, que tenta ter uma vida recatada e com os poderes sob sigilo, mostrou a Paul um “talento” que ele diz, ironicamente, ter percebido só agora. “Eu arruinei minha vida inteira. Eu deveria estar fazendo sitcoms o tempo todo”, brincou. “WandaVision” foi desenvolvida por Jac Schaeffer, a roteirista do vindouro filme solo da “Viúva Negra”, e também trará de volta Kat Dennings e Randall Park a seus papéis do MCU, respectivamente como Darcy Lewis (vista em “Thor” e “Thor: O Mundo Sombrio”) e o agente Jimmy Woo (“Homem-Formiga e a Vespa”). Além disso, Teyonah Parris (da série “Cara Gente Branca”) aparecerá como Monica Rambeau, que foi introduzida ainda criança em “Capitã Marvel” (passado em 1995), e Kathryn Hahn (“Perfeita é a Mãe!”) está escalada como “uma vizinha barulhenta”. Durante sua participação na CCXP 2019, Kevin Feige, o chefão da Marvel Studios, adiantou que a série dará oportunidade para o público “ver mais do que Wanda é capaz de fazer, e mais do que faz o Visão ser o Visão”, e confirmou que “WandaVision” vai “revelar um nome que acho que ainda não falamos no MCU, mas que damos importância na série, que é o fato de Wanda ser a Feiticeira Escarlate, e o que isso significa”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Paul Bettany (@paulbettany)
WandaVision ganha data de estreia em janeiro na Disney+ (Disney Plus)
Contrariando especulações e expectativas, a Disney+ (Disney Plus) não vai lançar séries da Marvel neste ano. Com um post no Instagram, a Marvel anunciou a estreia de “WandaVision”, sua primeira série produzida para a plataforma de streaming, no dia 15 de janeiro. A produção é a mais aguardada do Disney+ (Disney Plus). Quando seu trailer foi lançado em setembro, teve 53 milhões de visualizações multiplataforma em seu primeiro dia, tornando-se a prévia de série mais vista em 24 horas de todos os tempos. Com o adiamento do filme da “Viúva Negra”, “WandaVision” ganhou status de “blockbuster” de streaming, assumindo também a responsabilidade de lançar a quarta fase do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês). A razão para isto é que será a primeira série produzida pela Marvel Studios, a empresa cinematográfica da Marvel – as anteriores eram feitas pela Marvel Television – , e terá ligação direta com os lançamentos de cinema da empresa, tanto passados quanto futuros. “WandaVision” é estrelada pelos intérpretes dos personagens Wanda (a Feiticeira Escarlate) e Visão nos filmes dos Vingadores, Elizabeth Olsen e Paul Bettany, e foi desenvolvida por Jac Schaeffer, a roteirista do vindouro filme solo da “Viúva Negra”. O elenco também trará de volta Kat Dennings e Randall Park a seus papéis do MCU, respectivamente como Darcy Lewis (vista em “Thor” e “Thor: O Mundo Sombrio”) e o agente Jimmy Woo (“Homem-Formiga e a Vespa”). Além disso, Teyonah Parris (da série “Cara Gente Branca”) aparecerá como Monica Rambeau, que foi introduzida ainda criança em “Capitã Marvel” (passado em 1995), e Kathryn Hahn (“Perfeita é a Mãe!”) está escalada como “uma vizinha barulhenta”. O nome da personagem da atriz não foi revelado, porque, se por acaso fosse Agatha Harkness, confirmaria a trama que muitos imaginam. A trama é envolvida em mistério, mas a primeira prévia rendeu muita discussão online por mostrar a metamorfose ambulante criada por Wanda para sua vida “doméstica” ao lado do androide Visão, como pais suburbanos de um par de gêmeos. A atração foi apresentada como uma sitcom clássica em preto e branco e evoluiu para uma comédia teen dos anos 1990, sem esquecer de evocar as produções de super-heróis mais recentes. Não faltaram sequer cenas de Wanda e Visão com seus trajes clássicos dos quadrinhos, mas em versão caseira. Durante sua participação na CCXP 2019, Kevin Feige, o chefão da Marvel Studios, adiantou que a série dará oportunidade para o público “ver mais do que Wanda é capaz de fazer, e mais do que faz o Visão ser o Visão”, e confirmou que “WandaVision” vai “revelar um nome que acho que ainda não falamos no MCU, mas que damos importância na série, que é o fato de Wanda ser a Feiticeira Escarlate, e o que isso significa”. Nunca é demais lembrar também que o Visão morreu em “Vingadores: Guerra Infinita” e, aparentemente, não foi restaurado em “Vingadores: Ultimato”. Ver essa foto no Instagram A new era arrives. Marvel Studios’ #WandaVision, an Original Series, is streaming January 15 on #DisneyPlus. Uma publicação compartilhada por Marvel Entertainment (@marvel) em 12 de Nov, 2020 às 9:00 PST
Cineasta egípcio premiado vai dirigir a série do herói Cavaleiro da Lua na Disney+ (Disney Plus)
A Marvel Studios contratou o premiado cineasta egípcio Mohamed Diab para dirigir a série do Cavaleiro da Lua (Moon Knight), que será lançada na plataforma Disney+ (Disney Plus) em 2021. Diab é considerado uma das grandes revelações recentes do cinema egípcio, recebendo vários prêmios por seus primeiros longas “Cairo 678” (2010), sobre vítimas de abuso sexual em busca de justiça, e “Clash” (2016), passado num camburão repleto de prisioneiros durante a Primavera Árabe que sacudiu o Egito com protestos. Ele está atualmente trabalhando na pós-produção de seu terceiro longa, “Amira”, que será lançado no ano que vem. A série tem uma conexão com o Egito, já que os poderes do herói derivam do deus egípcio da lua. Nos quadrinhos, Marc Spector era um militar de elite, que vira mercenário e é abandonado para morrer durante uma missão no Egito, ocasião em que tem uma visão do deus Khonsu, que lhe permite sobreviver. Apesar desse elemento místico, o personagem tem mais a ver com o universo dos vigilantes, especialmente Batman. Assim como Batman, ele aparece em público como um milionário e se mostra um mestre dos disfarces, trabalhando também como um taxista comum para obter informações do submundo do crime. Nos últimos anos, virou ainda “Mr. Knight”, um consultor da polícia que se veste de branco e usa uma máscara para resolver casos incomuns. A atração será comandada pelo roteirista-produtor Jeremy Slater, que criou as séries “The Exorcist” e “The Umbrella Academy” (também sobre super-heróis, na Netflix), e atualmente negocia com o ator Oscar Isaac (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”) para assumir o papel principal. “Moon Knight” (título original) fará parte da segunda leva de estreias da Marvel na Disney+ (Disney Plus), que inclui as produções da Mulher-Hulk (She-Hulk) e Ms. Marvel. Veja abaixo o trailer legendado de “Clash” para ter uma ideia do estilo do cineasta.
Oscar Isaac negocia estrelar série do herói Cavaleiro da Lua
O ator Oscar Isaac, que viveu Poe Dameron na nova trilogia de “Star Wars”, negocia trocar a galáxia distante da Lucasfilm pelo MCU, o universo cinematográfico da Marvel. Ele abriu conversas com a Disney+ (Disney Plus) para estrelar a vindoura série do herói Cavaleiro da Lua (Moon Knight). Caso as negociações sejam positivas, o papel marcará um retorno de Isaac ao mundo dos super-heróis da Marvel, já que ele interpretou o vilão de “X-Men: Apocalipse” (2016). Uma série do Cavaleiro da Lua é discutida desde 2010 e chegou a ser cogitada na Netflix, dentro do universo dos Defensores. O personagem é uma espécie de Batman da Marvel, que usa capuz e capa brancas. Criado em 1975 por Doug Moench, como coadjuvante de uma história em quadrinhos do Lobisomem, o personagem apareceu em vários gibis antes de ganhar sua revista própria em 1980. Originalmente, Marc Spector era um mercenário que se transformou no herói após ser abandonado para morrer durante uma missão no Egito, ocasião em que teve uma visão do deus egípcio da lua. Assim como Batman, ele aparece em público como um milionário e se mostra um mestre dos disfarces, trabalhando também como um taxista comum para obter informações do submundo do crime. Nos últimos anos, virou ainda “Mr. Knight”, um consultor da polícia que se veste de branco e usa uma máscara para resolver crimes incomuns. A atração será comandada pelo roteirista-produtor Jeremy Slater, que criou as séries “The Exorcist” e “The Umbrella Academy” (também sobre super-heróis, na Netflix), e fará parte da segunda leva de estreias da Marvel na Disney+ (Disney Plus), que inclui as produções da Mulher-Hulk (She-Hulk) e Ms. Marvel.
Ator de Demolidor denuncia chefe da Marvel por racismo
O ator Peter Shinkoda, que interpretou o vilão Nobu em duas temporadas de “Demolidor”, acusou o ex-chefe de televisão da Marvel, Jeph Loeb, de racismo. Ele diz que ele sabotou as histórias dos personagens asiáticos da série, citando um comentário racista do produtor no set. “Eu não quero mais proteger ninguém. Jeph Loeb disse aos roteiristas que não deveriam escrever cenas para Nobu e Gao [Wai Ching Ho], e isso foi reiterado muitas vezes para os roteiristas e showrunners. O que ele disse foi que ‘ninguém dava a mínima’ para personagens chineses e asiáticos”, revelou o ator, durante uma live da campanha #SaveDaredevil (Salvem Demolidor) neste domingo (26/7). Shinkoda contou que Loeb costumava citar a trilogia “Blade”, da Marvel, dizendo que o protagonista “matava 200 asiáticos por filme e ninguém ligava”. “Originalmente, Nobu teria uma ótima história explorando o seu passado, mas isso foi jogado fora. Alguns roteiristas disseram para mim que se arrependem de ter feito o que ele mandou, porque estavam animados com o que tinham planejado”, acrescentado. Jeph Loeb perdeu seu poder e foi afastado da Marvel por motivos obscuros, mas que, até então, pareciam ter relação com política interna e o desempenho de suas séries. A divisão que o executivo comandava, Marvel Television (responsável pela produção de “Demolidor”), foi fechada em meio a uma reação em cadeia, envolvendo o cancelamento de todas as suas séries – menos uma que já estava sendo produzida, “Helstrom” – e suas funções foram absorvidas por Kevin Feige, o chefão do Marvel Studios. A começar pelos vindouros lançamentos da Disney+ (Disney Plus), as novas séries da Marvel serão produzidas por Feige e realizadas pelo Marvel Studios. O vídeo com a denúncia pode ser visto abaixo. As frases mais polêmicas podem ser ouvidas a partir do 10º minuto.
Os Simpsons: Kevin Feige dubla Thanos em cena do episódio que satiriza Vingadores: Ultimato
A rede americana Fox divulgou o pôster e uma cena do episódio especial de “Os Simpsons” que satiriza “Vingadores: Ultimato”. Na prévia, é possível ver uma versão de Thanos, chamada de Chinos, que controla um aplicativo que pode destruir a humanidade. Sua voz é dublada por ninguém menos que Kevin Feige, o todo-poderoso chefão da Marvel no cinema. No episódio, intitulado “Bart The Bad Guy”, o filho mais velho de Homer consegue assistir ao filme mais recente dos “Vindicantes” antes do lançamento nos cinemas e passa a usar spoilers do longa como material de chantagem. O capítulo será exibido no domingo (1/3) nos Estados Unidos e também terá participações especiais dos Irmãos Russo, diretores de “Vingadores: Guerra Infinita” e “Vingadores: Ultimato”, além de Colbie Smulders, que vive a agente Maria Hill nos filmes da Marvel. “Os Simpsons” é transmitida pelo canal pago Fox no Brasil.
Os Simpsons: Kevin Feige e irmãos Russo participarão de episódio inspirado nos Vingadores
Os Simpsons estão preparando um episódio inspirado nos filmes dos Vingadores. E a produção contará com a participação do chefão da Marvel Studios, Kevin Feige, que fará a voz de Chinnos, versão dos Simpsons para o vilão Thanos, além dos irmãos Joe e Anthony Russo, diretores de “Vingadores: Ultimato”. A trama tem como premissa o fato de Bart ser confundido com uma criança com doença terminal, o que o faz ser convidado para assistir ao novo filme dos “Vindicantes” antes da estreia, quando o longa ainda não está finalizado. Assim, o garoto passa a usar spoilers para chantagear a família e outros moradores de Springfield, mas acaba chamando atenção de dois executivos que querem impedir que segredos sejam revelados. Os irmãos Russo dublarão os executivos. O episódio tem previsão de ir ao ar em fevereiro de 2020 nos Estados Unidos. Assim como lá, “Os Simpsons” é exibido pela Fox no Brasil.
Manto e Adaga é cancelada e aumenta crise da Marvel Television
O canal pago americano Freeform cancelou “Manto e Adaga” (Cloak and Dagger) após duas temporadas. Os últimos episódios foram exibidos em maio deste ano, mas os dois heróis do título ainda vão aparecer pela última vez num crossover inédito com a série “Fugitivos” (Runaways), que retorna em dezembro para sua 3ª temporada na plataforma Hulu. “Estamos muito orgulhosos de ‘Manto e Adaga’ e das histórias pioneiras contadas nesta série”, afirmou a Freeform em comunicado. “Também somos gratos aos atores Oliva Holt e Aubrey Joseph por dar vida a esses personagens amados, e ao showrunner Joe Pokaski por sua visão. Gostaríamos de agradecer aos nossos parceiros da Marvel Television por duas maravilhosas temporadas e esperamos poder encontrar outro projeto juntos”, completa o texto. O cancelamento é praticamente a pá de cal na administração atual da Marvel Television. Os fracassos consecutivos do estúdio televisivo destoam tanto do sucesso da Marvel no cinema que estão sendo absorvidos numa nova estrutura sob o guarda-chuvas da Marvel Studios, comandada por Kevin Feige, o executivo responsável pelos blockbusters. A mudança, com a devida promoção de Feige a Chefe de Conteúdo Criativo da Marvel foi anunciada na semana passada. A informação sobre o fim de “Manto e Adaga”, por sinal, já devia ser conhecida pelos executivos da Disney na época – a Freeform é um canal do mesmo grupo de mídia. E pode ter contribuído para a decisão de mudar tudo. Por conta disso, há fortes boatos de que Jeph Loeb, diretor da Marvel Television, vai sair da empresa em novembro. Sua administração fechou o negócio pioneiro com a Netflix, que rendeu um mini-universo Marvel em streaming, mas também o fiasco de “Inumanos”, cuja baixa qualidade depôs contra a marca. Com o cancelamento das séries da Netflix, em retaliação ao projeto da plataforma da Disney, atualmente a Marvel Television tem apenas duas atrações no ar. E uma delas, “Agents of SHIELD”, vai acabar em 2020. A outra é “Fugitivos”. O estúdio ainda desenvolvia “Novos Guerreiros” e “Motoqueiro Fantasma”, que foram canceladas em fase de pré-produção, aumentando a crise na empresa. Entre projetos futuros, há apenas animações e “Helstrom”, uma série sobre o “Filho de Satã”, para a Hulu. Como o programa está em fase inicial, deve passar sem atritos para os novos responsáveis pela divisão televisiva da Marvel. As séries anunciadas para a plataforma Disney+ (Disney Plus) (Disney Plus) já estavam sendo produzidas por Kevin Feige. Agora, ele assumirá oficialmente o comando de todas as séries, coordenando as divisões da Marvel Television e Marvel Family Entertainment (responsável pelos desenhos da empresa). A transferência dessas duas divisões para a Marvel Studios representa uma ruptura radical, já que encerra a influência do CEO da Marvel, Isaac “Ike” Perlmutter, nas séries derivadas das publicações da editora. Famoso pelo conservadorismo e pão-durismo, ele é apontado, ao lado de Loeb, como principal responsável pelo fracasso das séries baseadas no quadrinhos dos super-heróis da Marvel. A Marvel Studios já era uma unidade independente da Marvel Entertainment, organizada sob a Walt Disney Studios desde que Feige ameaçou se demitir, caso Perlmutter prevalesse em sua vontade de impedir a produção dos filmes de “Pantera Negra” e “Capitão Marvel”. O sucesso desses filmes, feitos contra a vontade da Marvel Entertainment, fortaleceu Feige na Disney e diminuiu a influência de Perlmutter nas adaptações de quadrinhos. Agora, esse distanciamento se estabelece também na televisão.
Presidente da Marvel Studios é promovido e passa a responder também pelas séries da editora
Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, foi promovido após o desempenho fenomenal dos últimos filmes que produziu, entre eles “Vingadores: Ultimato”, que atingiu a maior bilheteria mundial de todos os tempos. Seu novo título é Chefe de Conteúdo Criativo da Marvel. Ele assumiu ainda mais responsabilidades, ampliando o conteúdo produzido sob sua supervisão. Além de continuar à frente da divisão cinematográfica da Marvel, ele será o chefe das produções do estúdio em todas as diferentes plataformas, incluindo séries de streaming e TV. Na prática, ele já estava à frente das séries da Marvel em produção para a plataforma Disney+ (Disney Plus) (Disney Plus), com a desculpa de que eram derivadas dos filmes. Agora, assumirá oficialmente o comando da Marvel Television e da Marvel Family Entertainment, responsável pelos desenhos da empresa. Com a promoção de Feige, as divisões televisivas deixarão de ser subordinadas à sua antiga empresa-mãe, a Marvel Entertainment, passando a integrar uma divisão única de mídia da Marvel, uma nova e ainda mais poderosa Marvel Studios, cuja marca passará a estampar todos as adaptações de quadrinhos produzidas daqui para frente. Isto representa uma ruptura radical, já que encerra a influência do CEO da Marvel, Isaac “Ike” Perlmutter, nas séries derivadas das publicações da editora. Famoso pelo conservadorismo e pão-durismo, ele é apontado como principal responsável pelo fracasso das séries baseadas no quadrinhos dos super-heróis. Devido aos choques constantes com Perlmutter, Feige chegou a comunicar há dois anos sua intenção de abandonar a Marvel Studios. Irritado com a proibição de produzir os filmes de “Pantera Negra” e “Capitã Marvel”, ele desabafou com o CEO da Disney, Bob Iger, que decidiu realizar uma intervenção, mexendo no organograma do conglomerado para transferir a Marvel Studios para a unidade de cinema da Disney. Assim, Feige se livrou da chefia de Perlmutter, passando a responder aos Presidentes da Walt Disney Studios Alan Horn e Alan Bergman, que aprovaram seus planos e os filmes de super-heróis da companhia puderam arrecadar suas maiores bilheterias. Estes bastidores tumultuados vieram à tona no recente lançamento do livro de memórias de Iger. A transferência da Marvel Television e da Marvel Family Entertainment para o grupo da Marvel Studios, sob comando de Feige, leva a uma separação definitiva, tanto dos filmes quanto das séries, da Marvel propriamente dita. Produtor mais bem-sucedido do século 21, Feige iniciou como assistente de produção no primeiro filme dos X-Men, lançado em 2000, até virar presidente da Marvel Studios em 2007, consolidando a divisão sob seu comando como uma fábrica de blockbusters, responsável pelos filmes que mais dinheiro rendem atualmente para a Disney.
Séries da Marvel para a Disney+ terão orçamento de filmes do estúdio
A Disney abriu os cofres para financiar as novas séries da Marvel para o Disney+ (Disney Plus) (Disney Plus). A revista Variety apurou que cada temporada das atrações de super-heróis do serviço de streaming custará o equivalente a um longa-metragem do Marvel Studios, com orçamentos entre US$ 100 e 150 milhões. Com duração de seis a oito episódios por temporada, essas séries custarão, portanto, entre US$ 12 e US$ 15 milhões por capítulo. São valores bem mais próximos de “Game of Thrones” que das produções anteriores da Marvel Television. Os títulos feitos para a Netflix, como “Demolidor”, “Jessica Jones”, “Luke Cage”, “Punho de Ferro” e “Justiceiro”, custavam em torno de US$ 3,8 milhões por episódio. A diferença fundamental é que as novas produções estão a cargo da divisão cinematográfica, o Marvel Studios, presidido por Kevin Feige. A iniciativa foi tomada com a justificativa de se tratar de uma expansão do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês), com o lançamento de séries centradas em personagens já vistos no cinema, como “Loki”, “WandaVision” (série da Feiticeira Escarlate com o Visão), “Hawkeye” (atração do Gavião Arqueiro), “The Falcon and The Winter Soldier” (de Falcão e Soldado Invernal) e até a animação “What If…?” (série animada que explora universos alternativos, com dublagem do elenco dos filmes). Mas a desculpa foi por terra quando três novas séries foram anunciados na D23, a Comic Con da Disney: “Ms. Marvel”, “She-Hulk” e “Moon Knight” (Cavaleiro da Lua), centradas em personagens inéditos no cinema. Trata-se de uma estratégia para tirar da Marvel Television a responsabilidade por desenvolver séries live-action, após o fiasco de “Inumanos”, o cancelamento de todos os títulos produzidos para a Netflix e a vergonha de ter a série do “Motoqueiro Fantasma” abortada na pré-produção. Atualmente, a Marvel Television responde apenas por “Agents of SHIELD”, que vai acabar na próxima temporada, “Cloak and Dagger” (Manto e Adaga), que ainda não foi renovada, e “Runaways” (Fugitivos), além de desenvolver “Helstrom” (Filho de Satã) para a plataforma Hulu. Todas essas séries tem orçamento bastante limitado, porque a Marvel Television é diretamente subordinada ao CEO da Marvel, Isaac “Ike” Perlmutter, famoso pelo pão-durismo. Já o Marvel Studios é atualmente uma divisão do Walt Disney Studios, fora do alcance de Perlmutter. Lançado na semana passada nos Estados Unidos, o livro de memórias do CEO da Disney, Bob Iger, revelou a existência de uma briga criativa muito grande entre a visão da Disney para os personagens da Marvel e a abordagem ultraconservadora de Perlmutter. O CEO da Marvel tentou até barrar as produções dos filmes “Pantera Negra” e “Miss Marvel”, o que fez com que o Marvel Studios fosse tirado do organograma controlado pelo empresário israelense. A recente incursão de Kevin Feige na produção de séries indica uma nova fase desse conflito. A vasta diferença de orçamentos para a realização das séries do Marvel Studios sugere uma pressão para que a Marvel Television se limite apenas à produção de animações para crianças.
CEO da Disney revela briga com CEO da Marvel para filmar Pantera Negra e Capitã Marvel
Dois dos maiores sucessos de cinema da Marvel quase não foram lançados. O motivo? Preconceito. Quem fez a revelação foi ninguém menos que o CEO da Disney, Bob Iger, em seu livro de memórias, “The Ride of a Lifetime”, lançado nesta semana nos Estados Unidos. Ele conta em detalhes que precisou se livrar do CEO ultraconservador da Marvel Entertainment, Ike Perlmutter, um dos maiores contribuidores financeiros da campanha eleitoral de Donald Trump, para conseguir lançar “Pantera Negra” e “Capitã Marvel”. Perlmutter era dono de uma companhia de brinquedos que acabou assumindo as dívidas da Marvel e controlando a empresa a partir de 1997. Ele foi responsável por vender os direitos de personagens como o Homem-Aranha, X-Men, Quarteto Fantástico, Hulk, Demolidor e Justiceiro para empresas de cinema. E quando a Disney comprou a editora, o empresário israelense veio no pacote, criando problemas desde o início. Kevin Feige vivia tendo problemas com sua intromissão no Marvel Studios. Teria sido Perlmutter, por exemplo, quem mandou demitir Terrence Howard do papel de James Rhodes, porque o ator tinha salário que ele considerava muito alto, substituindo-o por Don Cheadle em “Homem de Ferro 2” – negros seriam todos iguais e o público nem notaria, segundo relatos. E ele criava dificuldades para todos os projetos imaginados por Feige, barrando a produção de filmes que tivessem minorias como protagonistas. Foi por isso que a Warner saiu na frente com “Mulher-Maravilha” e o filme da Viúva Negra, pedido pelos fãs, era sempre protelado. O israelense achava que filmes de heroínas ou heróis negros davam prejuízo. Um dos emails vazados na época do ataque hacker da Sony comprova a tese reacionária, mostrando que Perlmutter listava os desempenhos financeiros de “Elektra”, “Mulher-Gato” e “Supergirl” como justificativa para bloquear qualquer iniciativa de atender aos pedidos dos fãs sobre o filme da Viúva Negra ou de outras personagens femininas, além de heróis de minorias raciais. Bob Iger percebeu o problema e ficou do lado de Feige. “Estou nesta indústria há tempo suficiente para ouvir todo tipo de argumento ultrapassado, e eu aprendi sobre eles justamente isso: são apenas velhos que não sabem onde o mundo está hoje”, escreveu em seu livro. “Tínhamos a chance de fazer ótimos filmes e mostrar segmentos sub-representados e esses objetivos não eram mutuamente excludentes. Liguei para Ike e disse a ele para dizer à sua equipe que parasse de colocar obstáculos e ordenei que colocássemos ‘Pantera Negra’ e ‘Capitão Marvel’ em produção”. O CEO da Disney é modesto ao descrever o que fez. Ele não ficou só no pedido. Iger reestruturou todo o organograma da Marvel para tirar Perlmutter do caminho e fortalecer Feige. Na prática, desvinculou o Marvel Studios da Marvel Entertainment, transformando o estúdio presidido por Kevin Feige numa unidade da Disney. Assim, Feige deixou de ter Perlmutter como chefe, passando a responder diretamente aos cabeças do Walt Disney Studios, atualmente Alan Horn e Alan Bergman. E o resultado foram bilheterias cada vez maiores para os filmes da Marvel. Tanto “Pantera Negra” quanto “Capitã Marvel” renderam mais de US$ 1 bilhão, e o filme seguinte, “Vingadores: Guerra Infinita”, quebrou o recorde de faturamento mundial do cinema em todos os tempos. Além disso, “Pantera Negra” se tornou o primeiro título da Marvel indicado ao Oscar de Melhor Filme do ano. Ao mesmo tempo, a Marvel Television, que continuou sob controle de Perlmutter, passou a acumular cancelamentos, além de render o maior vexame recente sob o nome da Marvel: a série dos Inumanos. Feito à moda de Perlmutter, com baixo orçamento, diretor de filmes B e roteirista fraquíssimo, a série destruiu a franquia e virou um constrangimento por associar a Marvel à sua péssima realização. Por conta disso, quando começou a traçar os planos de lançamento da Disney+ (Disney Plus) (Disney Plus), Iger decidiu encarregar a divisão de Feige de produzir as séries da Marvel exclusivas da plataforma, em vez da Marvel Television. Atualmente, inclusive, discute-se planos para restringir a Marvel Television à produção de séries animadas. Caso a tendência se concretize, todas as novas séries baseadas em quadrinhos da companhia teriam produção do Marvel Studios. E Ike Perlmutter passaria a ser a “rainha da Inglaterra” da empresa, sem nenhuma influência nos destinos cinematográficos e televisivos dos personagens.
Pôsteres com heróis e vilões da Marvel marcam 10 anos do estúdio de cinema
O Marvel Studios divulgou dois novos pôsteres para comemorar os 10 anos de sua história de sucesso. Os pôsteres reúnem, de um lado, os principais heróis do estúdio e, do outro, os maiores vilões. Vale lembrar que a Disney comprou a Marvel (incluindo a editora de quadrinhos) por US$ 4 bilhões em 2009. E, juntos, os filmes lançados pela companhia desde o primeiro “Homem de Ferro” já renderam mais de US$ 15 bilhões em bilheteria.









