Depoimento secreto pode encerrar caso de abuso de Roman Polanski dos anos 1970
Depois de anos recusando apelos de Roman Polanski, o Tribunal de Apelações da Califórnia, em Los Angeles, ordenou na quarta-feira (13/7) que o Tribunal Superior do Condado de Los Angeles revele testemunhos até então ocultos no famoso caso de abuso sexual cometido pelo cineasta francês nos anos 1970. O mais curioso é que a iniciativa não aconteceu por causa de Polanski, mas por pedido de jornalistas, que argumentaram que a lei estadual e o interesse público exigiam que o tribunal revelasse o testemunho do promotor original do caso, Roger Gunson. Polanski argumenta há décadas que só fugiu do país após o juiz original do caso ameaçar desconsiderar um acordo que ele fechou com Gunson. O combinado era ficar 48 dias preso em 1977, o que ele cumpriu. Mas após este período o juiz Laurence Rittenband alegadamente renegou o acordo e disse aos promotores que tinha decidido manter Polanski preso por até 50 anos. Foi apenas após esse desdobramento que Polanski fugiu para a França, de onde não poderia ser extraditado por conta de sua cidadania. E lá continuou filmando e conquistando reconhecimentos da indústria cinematográfica. Chegou até a vencer o Oscar por seu trabalho em “O Pianista” (2002). Como parte do acordo, Polanski se declarou culpado de drogar e abusar de Samantha Geimer quando ela tinha 13 anos, durante uma sessão de fotos na casa de Jack Nicholson em Los Angeles. Ele confessou ter tido “relações sexuais ilegais” com a menor, mas negou o estupro em seu acordo com a promotoria. Por conta da falta de uma sentença final, o caso é considerado aberto até hoje, e a Justiça de Los Angeles fez nos últimos anos algumas tentativas de prender o diretor, em momentos em que ele se ausentou da França. Mas Polanski, que hoje tem 88 anos, tem tentado comprovar que a sentença foi cumprida e o caso não pode ser considerado aberto. O depoimento do promotor original, que foi tornado secreto, é considerada peça-chave para encerrar o processo judicial. Na época de seu testemunho, Gunson estava doente e temia-se que ele não sobrevivesse para testemunhar em qualquer julgamento final do caso. A defesa de Polanski acredita que suas declarações apoiam a afirmação de que o juiz original violou a lei e os padrões do tribunal ao abandonar o acordo judicial com o cineasta. Essa suspeita é reforçada pela recusa da procuradoria de tornar o depoimento público. A ordem do Tribunal de Apelações cita a necessidade de exame público das alegações de que os direitos de Polanski foram violados pelo tribunal antes e depois de ele fugir do país, já que o caso é mantido aberto há mais de quatro décadas. O Tribunal também argumentou que não há motivos para manter o depoimento secreto, já que não há preocupações de segurança nesse julgamento que possam exigir sigilo. Por coincidência ou não, um dia antes a Promotoria do Condado de Los Angeles anunciou que não se oporia mais à revelação do testemunho de Gunson. Em entrevista ao The Hollywod Reporter, o atual promotor George Gascón confessou ter visto “algumas irregularidades” no caso, começando com uma potencial “má conduta judicial” do juiz que inicialmente supervisionou o processo. Caso isso seja comprovado, o caso deverá ser dado como encerrado e Polanski poderá ser autorizado a retornar aos Estados Unidos sem temer ser preso no desembarque. Por sinal, é tudo o que deseja a verdadeira vítima dessa história. Em 2017, Samantha Gaimer publicou uma carta aberta pedindo que o depoimento do promotor fosse tornado público. Ela já se acertou com Polanski. Após o escândalo arrefecer, foi procurada por emissários do diretor, chegando a um acordo financeiro – estimado em US$ 500 mil de indenização. Em 2013, Gaimer publicou um livro contando sua história, intitulado “A Menina”. Ela acusa os promotores de nunca terem pensado nela e estenderem o caso que afeta sua vida pessoal por anos para promoverem suas carreiras. Além disso, considera que o cineasta já foi punido o suficiente por ficar longe de Hollywood por quatro décadas, e que ele deveria poder voltar aos Estados Unidos no fim da vida, sem temer morrer numa prisão.
Juíza exige pagamento milionário de Amber Heard para aceitar novo julgamento
O processo de difamação de Johnny Depp contra Amber Heard voltou ao tribunal da cidade de Halifax, na Virgínia, nesta sexta (24/6), numa audiência marcada pela juíza Penney Azarate na expectativa de uma conciliação. Entretanto os advogados do ator não formalizaram a intenção de perdoar o valor da indenização e a advogada da atriz tratou de afirmar que entrará com pedido de apelação da sentença. Diante da manifestação de Elaine Bredhoft, advogada de Heard, a juíza apontou uma condição para o caso voltar aos tribunais: o pagamento do total da indenização definida e mais juros como fiança. Isto significa que se a atriz buscar reverter o veredito de difamação terá que desembolsar US$ 8,35 milhões com juros de 6% ao ano, para que qualquer apelação avance formalmente. Reiterando o que vem dizendo publicamente nas últimas semanas, Bredehoft deixou claro que Heard apelará do veredicto, mas também disse que Heard não tem dinheiro para pagar a Depp ou cumprir a exigência de fiança. Seu caminho será contestar a decisão e apresentar um recurso no prazo máximo legal de 21 dias. Um porta-voz de Heard sinalizou que a atriz de “Aquaman” planeja entrar com o recurso. “Você não pede perdão se é inocente. E você não se recusa a apelar se sabe que está certo”, diz o comunicado oficial. Embora ambos tenham participado de todo o julgamento de seis semanas, nem Depp nem Heard voltaram ao tribunal da Virgínia para a audiência desta sexta.
Jurado diz que Amber Heard perdeu processo por ser má atriz
Refletindo memes da época do julgamento, um dos jurados responsáveis pela vitória de Johnny Depp no processo de difamação contra Amber Heard disse que o veredito foi resultado das “lágrimas de crocodilo” da atriz. O programa “Good Morning America” divulgou a declaração, mas sem revelar o nome, a imagem ou a voz do jurado. A única confirmação é que se trata de um dos cinco homens presentes no júri, que contou apenas com duas mulheres. O júri condenou Amber Heard a pagar US$ 10,35 milhões ao ex-marido, que também foi condenado por difamação, mas com uma indenização em valor muito menor, na casa de US$ 2 milhões. Com isso, Depp foi contemplado com US$ 8,35 milhões, devidos pela atriz a título de indenização por se declarar sobrevivente de violência doméstica. Segundo o jurado, os integrantes do júri ficaram incomodados com o depoimento da atriz. “O choro, as expressões faciais, o olhar para o júri… Todos nós estávamos muito desconfortáveis. Ela respondia a uma pergunta e chorava, e dois segundos depois ficava completamente gelada. Alguns de nós usávamos a expressão ‘lágrimas de crocodilo'”, ele disse. Ou seja, ela teria sido uma má atriz na visão do júri. O entrevistado falou ainda que “o que ele (Johnny) dizia parecia mais verdadeiro. Ele soava mais real no modo como respondia aos questionamentos”. Em outras palavras, foi um ator melhor. Apesar dessa relação ter sido feita à exaustão nas redes sociais, o jurado negou qualquer influência externa na decisão do julgamento. “Seguimos as provas. Eu e outros jurados não usamos Twitter ou Facebook. Outros que usaram, fizeram questão de não falar sobre isso”, afirmou. Detalhe: o campeão de memes foi o TikTok, não mencionado pelo jurado. O fato de Amber Heard não ter doado os US$ 7 milhões recebidos no acordo de separação, como prometeu em algumas entrevistas e depoimentos, também pesou na decisão do júri. Isto demonstra que o júri não considerou sua alegação de ter interrompido os pagamentos devido aos custos de defesa do processo de Johnny Depp, nem a declaração de que teria direito a aproximadamente US$ 32 milhões de Depp em seu divórcio sob a lei da Califórnia – valor que ela abandonou inutilmente, acreditando que evitaria estender sua separação pelos tribunais. EXCLUSIVE: A juror in the Johnny Depp and Amber Heard defamation trial said what the jury concluded was "they were both abusive to each other" but Heard’s team failed to prove Depp’s abuse was physical. https://t.co/Ax4SMZUq2J pic.twitter.com/EMiMeqh5pn — Good Morning America (@GMA) June 16, 2022
Amber Heard diz que ainda ama Johnny Depp
Mesmo depois de todassuas denúncias de violência, Amber Heard disse que ainda ama Johnny Depp. A declaração foi feita na nova parte da entrevista da atriz ao programa “Today”, da rede NBC. Heard deu sua primeira entrevista, após ser condenada a indenizar Depp por difamação, à apresentadora Savannah Guthrie, que a questionou sobre sua declaração de amor, feita durante o julgamento. Em parte do depoimento, Heard disse: “Ainda tenho amor por Johnny”. A jornalista perguntou se ela realmente nutria amor pelo ex-marido e a atriz de “Aquaman” não hesitou: “Absolutamente. Eu o amo. Eu o amava com todo o meu coração. Eu tentei o melhor que pude para fazer um relacionamento profundamente quebrado funcionar. E eu não podia. Não tenho nenhum ressentimento ou má vontade em relação a ele”. Ela ainda tentou justificar sua declaração: “Eu sei que pode ser difícil de entender, ou pode ser muito fácil de entender. Se você já amou alguém, deve ser fácil”. Apesar dessa declaração, a atriz manteve sua afirmação de que teria sido vítima de violência doméstica. “Mantenho cada palavra do meu testemunho até o dia da minha morte”, ela afirmou, na primeira parte da entrevista. A entrevista está sendo exibida em três partes, mas vai ser transmitida na íntegra no “Dateline”, na mesma emissora do programa “Today”, na noite de sexta-feira (17/6). Em 1º de junho, a atriz perdeu um processo de difamação aberto por Johnny Depp no estado americano da Virgínia. O ator ajuizou ação por causa de um artigo que ela publicou no jornal Washington Post, descrevendo-se como uma “figura pública que representa a violência doméstica”. Ele também foi considerado culpado de difamar a esposa, mas, no final das contas, saiu-se vitorioso no âmbito financeiro, com um veredito que lhe rendeu direito a uma indenização de US$ 8,35 milhões. Com a impulsão de sites da extrema direita dos EUA, a opinião pública favoreceu fortemente Depp sobre Heard, tratando-o como um herói popular, ao mesmo tempo em que ela foi retratada como mentirosa ou pior em inúmeros memes e vídeos do TikTok. A advogada da atriz pretende usar esta influência da opinião pública para recorrer do veredito. Já os advogados do ator passaram a circular a informação de que ele poderia desistir da indenização, numa sugestão para que Heard não recorra da sentença, que poderia ser diferente num novo julgamento em outro estado, possivelmente menos conservador, dos EUA.
Amber Heard: “Mantenho cada palavra do meu testemunho até a morte”
A atriz Amber Heard acusou novamente Johnny Depp de abuso e agressão em sua primeira entrevista após perder o processo de difamação movido pelo ex-marido na Justiça do estado da Virgínia, nos EUA. O ator ajuizou ação por causa de um artigo que ela publicou no Washington Post, descrevendo-se como uma “figura pública que representa a violência doméstica”. Ele também foi considerado culpado de difamar a esposa, mas, no final das contas, saiu-se vitorioso no âmbito financeiro, com um veredito que lhe rendeu direito a uma indenização de US$ 8,35 milhões. Apesar da condenação, a atriz se recusou a se retratar na entrevista, feita para o programa “Today”, da rede americana NBC, e manteve sua afirmação de que teria sido vítima de violência doméstica. “Ele disse que nunca bateu em você. Isso é mentira?”, perguntou a apresentadora do programa, Savannah Guthrie. Heard afirmou que sim e disse que Depp mentiu no tribunal. “Mantenho cada palavra do meu testemunho até o dia da minha morte”, ela afirmou. Ela disse ainda que “nunca se sentiu tão afastada de sua humanidade” ao ver as reações de internautas ao julgamento, descrevendo a experiência no tribunal como “surreal e difícil”. “Esta foi a coisa mais humilhante e horrível pela qual já passei”, declarou Heard. “Eu me senti menos que humana”. Apesar disso, Heard disse que “não culpa o júri” pelo resultado do processo. “Eu realmente entendo. Ele é um personagem amado e as pessoas sentem que o conhecem. Ele é um ator fantástico”, acrescentou a atriz. No entanto, ela considerou “injusta” a forma como foi retratada nas redes sociais. Com hashtags impulsionadas pela extrema direita dos EUA, a maior parte das postagens sobre o julgamento era em apoio a Depp e continha termos misóginos. “Eu não me importo com o que alguém pensa sobre mim ou quais julgamentos quer fazer sobre o que aconteceu na privacidade da minha própria casa, no meu casamento, a portas fechadas. Eu não presumo que uma pessoa comum deva saber dessas coisas. E por isso não levo para o lado pessoal”, continuou a atriz. “Mas mesmo alguém que tem certeza de que eu mereço todo esse ódio e crueldade, mesmo quem pensa que estou mentindo, não pode me olhar nos olhos e me dizer que acha que houve uma representação justa nas mídias sociais. Você não pode me dizer que acha que isso foi justo”, concluiu. O programa está sendo exibido em três partes, mas vai ser transmitido na íntegra no “Dateline”, na mesma emissora do programa “Today”, na noite de sexta-feira (17/6).
Site espalha que Amber Heard foi demitida de “Aquaman 2”
Desde o fim do julgamento do processo de Johnny Depp, rumores tem insistido que Amber Heard foi demitida de “Aquaman e o Reino Perdido”. Nesta terça (14/6), o site americano de celebridades Just Jared foi além. Com citações de uma fonte não identificada da Warner Bros., o site afirmou que a atriz foi substituída após as primeiras exibições-testes do filme, e que a produção passará por refilmagens para retirá-la completamente das cenas. A revista Variety decidiu checar a “notícia” e sua fonte da Warner negou tudo. Amber Heard continua no filme, embora seu papel tenha sido encurtado nas filmagens. A publicação também buscou uma posição da atriz sobre os rumores de sua demissão. Em nota, um porta-voz de Heard afirmou: “Esse boato continua como era desde o primeiro dia: impreciso, insensível e um pouco insano”. Amber Heard desempenhou o papel de Mera no primeiro “Aquaman” e em “Liga da Justiça”, além de ter gravado cenas extras para a “Liga da Justiça de Zack Snyder”. Em 1º de junho, ela perdeu um processo de difamação aberto por Johnny Depp, após se dizer vítima de violência doméstica. Com a impulsão de sites da extrema direita dos EUA, a opinião pública favoreceu fortemente Depp sobre Heard, tratando-o como um herói popular, ao mesmo tempo em que ela foi retratada como mentirosa ou pior em inúmeros memes e vídeos do TikTok. A principal advogada da atriz, Elaine Charlson Bredhoft, disse ao programa “Today Show” que a reação do público “foi horrível. Foi muito, muito desigual”, acrescentando que o veredito que resultou dessa influência representou “um retrocesso significativo” para os direitos das mulheres. “A menos que você pegue seu celular e filme seu cônjuge ou parceiro batendo em você, não acreditarão em você”, explicou. A própria Amber Heard afirmou no mesmo programa, na segunda-feira (13/6), que se sente injustiçada por todo o ódio disparado contra ela. “Mesmo aqueles que têm certeza de que eu mereço todo esse ódio e xingamentos, mesmo que pensem que estou mentindo, será que podem me olhar nos olhos e dizer que houve uma representação justa nas mídias sociais?”, disse. “Vocês não podem me dizer que acham que tudo aquilo foi justo”.
Johnny Depp pode abrir mão da indenização devida por Amber Heard
O ator Johnny Depp pode desistir de receber o valor da indenização de US$ 8,35 milhões que sua ex-mulher, Amber Heard, foi condenada a pagar no processo por difamação aberto por ele no estado americano de Virgínia. A informação foi divulgada pelos advogados de defesa do ator, que afirmaram que a atitude de Depp “nunca foi sobre dinheiro”, em uma entrevista ao programa “Good Morning America”. “Como o Sr. Depp testemunhou, nunca foi sobre dinheiro para ele. Tratava-se de restaurar sua reputação”, disse Benjamin Chew, que deu a entrevista ao lado de Camille Vasquez, também integrante da defesa do ator, afirmando que Depp poderia renunciar ao pagamento. Vasquez reforçou que Depp está “na lua” desde o veredito do caso. “Eu estava conversando com um amigo em comum de Johnny e ele disse: ‘Não vejo Johnny sorrir assim há seis anos’. O peso do mundo foi tirado de seus ombros. Ele recuperou sua vida. O veredicto é extremamente positivo para Johnny. Foi unânime: foram sete pessoas que decidiram que ele foi difamado. Foram seis anos de preparação, e acho que ele conseguiu se conectar com o júri e o público em geral e contar o que realmente aconteceu nessa relação”, disse Vasquez. A advogada de Heard, Elaine Bredehoft, disse, na semana passada, que a sua cliente não teria dinheiro suficiente para pagar a quantia referente à indenização e que iria recorrer do veredito. A oferta de desistir da indenização, ainda mais feita pela imprensa, pode ser uma tática para fazer Heard desistir da tentativa de conseguir um novo julgamento.
Johnny Depp e Amber Heard trocam farpas após julgamento
Johnny Depp é só felicidade após vencer o julgamento de difamação contra sua ex-esposa Amber Heard, que o acusou de violência doméstica. Depois de comemorar com amigos num jantar de mais de US$ 100 mil num restaurante fechado, ele estreou no TikTok com um vídeo em que aparece acenando aos fãs durante sua batalha judicial. “Para todos os meus apoiadores mais preciosos, leais e inabaláveis”, escreveu na legenda do post. “Estivemos juntos em todos os lugares, vimos tudo juntos. Percorremos o mesmo caminho juntos. Fizemos a coisa certa juntos, tudo porque vocês se importaram. E agora, todos seguiremos em frente juntos. Vocês são, como sempre, meus patrões e mais uma vez me vejo sem encontrar uma maneira de dizer obrigado, a não ser apenas dizendo obrigado. Então, obrigado”. Ao ver a publicação em Johnny Depp afirma ter feito “a coisa certa”, Amber Heard emitiu um comunicado que deixa claro que essa história não acabou. “Enquanto Johnny Depp diz que está ‘seguindo em frente’, os direitos das mulheres estão retrocedendo. A mensagem do veredito para as vítimas de violência doméstica é… tenham medo de se erguer, se apresentar e falar”, diz o texto enviado à imprensa. A advogada da atriz disse que ela vai entrar com um recurso contra a decisão do tribunal de Virgínia, que a condenou a indenizar o ex-marido em US$ 8,35 milhões. @johnnydepp To all of my most treasured, loyal and unwavering supporters. We’ve been everywhere together, we have seen everything together. We have walked the same road together. We did the right thing together, all because you cared. And now, we will all move forward together. You are, as always, my employers and once again I am whittled down to no way to say thank you, other than just by saying thank you. So, thank you. My love & respect, JD ♬ Stranger – Love Joys
André Gonçalves é dispensado da série “Impuros”
O ator André Gonçalves não vai mais continuar na da série “Impuros”, exibida na plataforma Star+. O fim de sua participação será exibida na estreia da 4ª temporada, prevista para o primeiro semestre do ano. Ele interpretava o personagem Salvador, um dos protagonistas da trama. Segundo o jornal O Globo, André soube de sua dispensa ao receber os roteiros e descobrir que Salvador morreria logo no primeiro capítulo. Apesar da morte ser uma possibilidade prevista pelo final da temporada anterior, o ator teria ficado bastante abalado com a saída repentina da série, uma vez que era um dos principais personagens e, de acordo com as fontes do jornal, estaria “convicto” de que a prisão decretada pela Justiça de Santa Catarina pelo não pagamento de pensão alimentícia às filhas pesou na decisão da Star+. Em novembro, o ator teve a prisão domiciliar decretada num processo movido em Santa Catarina por sua ex-mulher, a jornalista e atriz Cynthia Benini, por dívidas com a pensão alimentícia de cerca de R$ 350 mil a filha Valentina, de 18 anos. A decisão previa prisão domiciliar e uso de tornozeleira eletrônica. Uma semana depois, ele se tornou alvo de um novo pedido de prisão pelo mesmo motivo, só que dessa vez no Rio de Janeiro e tendo a sua filha mais velha como autora da ação. Manuela, de 23 anos, assumiu o processo movido por sua mãe, a atriz Tereza Seiblitz, também por alimentos atrasados. Em entrevista na ocasião, André Gonçalves afirmou que estava “devastado” e que pretendia encerrar a carreira de ator. Ele ainda tem o filho Pedro, de 20 anos, do casamento com atriz Myrian Rios, o único com quem mantém uma boa relação. A série da plataforma do grupo Disney era sua principal fonte de rendimentos. Recentemente, ele teve um pedido de habeas corpus para trabalhar fora do país negado pela Justiça. A Disney afirmou que não vai comentar o caso. “Nós não comentamos questões contratuais de talentos que trabalham com a empresa”, disse a companhia em nota.
Amber Heard não tem dinheiro para pagar Johnny Depp
A principal advogada de Amber Heard, Elaine Charlson Bredhoft, revelou que a atriz não tem como pagar os US$ 8,35 milhões (R$ 40,2 milhões) da indenização determinada no processo vencido por Johnny Depp. O julgamento do processo por difamação que Depp moveu contra a ex-esposa se encerrou na quarta (1/6), quando o júri decidiu a favor do ator, mas considerou que ele também difamou a atriz. Em entrevista ao programa “Today Show”, da rede americana NBC, Bredhoft revelou que Heard planeja apelar contra o veredito e que Amber “absolutamente não” possui o dinheiro pedido. Ela também disse que o veredito é uma “mensagem horrível”. “É um retrocesso, um retrocesso significativo”, comentou. “A menos que você pegue seu celular e filme seu cônjuge ou parceiro batendo em você, não acreditarão em você”, acrescentou. A advogada considerou que o júri do caso foi influenciado pela opinião pública, inclusive nas mídias sociais, apesar das ordens estritas da juíza para não lerem nada sobre o caso fora do tribunal. “Não há como eles não terem sido influenciados. Foi horrível. Foi muito, muito desigual”, disse Bredhoft sobre o sentimento público contra Heard no caso. “Várias coisas foram permitidas neste tribunal que não deveriam ter sido permitidas e isso deixou o júri confuso”, acrescentou. O tribunal considerou que Heard difamou Depp ao escrever um artigo para o jornal Washington Post em que afirmava ser sobrevivente de violência doméstica, mesmo sem citar o ator em seu texto. Segundo o júri, as afirmações da atriz no jornal foram maliciosas. Com isso, no primeiro momento, Heard teria que indenizar Depp em US$ 10 milhões (cerca de R$ 47,9 milhões) em danos compensatórios e US$ 5 milhões (R$ 23,9 milhões) em danos punitivos. Entretanto, a juíza Penney Azcarate reduziu o valor, aceitando a indicação de US$ 10 milhões por danos e reduzindo os US$ 5 milhões de caráter punitivo para US$ 350 mil, de acordo com a lei do estado da Virginia, onde o julgamento aconteceu. O total ficou em US$ 10,35 milhões. De forma paradoxal, o mesmo júri deu razão à atriz em sua acusação contra Depp — que disse que ela inventou sofrer violências. Com isso, Heard teria direito a receber do ator US$ 2 milhões (R$ 9,5 milhões). Com isso, o total que ela deve a Depp como indenização é de US$ 8,35 milhões (R$ 40,2 milhões). Heard compareceu ao tribunal acompanhada de seus advogados para tomar conhecimento da decisão, enquanto Depp, que manteve postura irônica durante todo o julgamento, preferiu viajar ao Reino Unido para cantar rock em shows de seu amigo Jeff Beck, sendo representado por seus advogados. Veja abaixo a entrevista com a advogada da atriz.
Errol Flynn foi precursor de Johnny Depp, ao vencer “mentirosas” há 80 anos
Johnny Depp não foi o primeiro “pirata” famoso de Hollywood a enfrentar acusações de violência contra mulheres, ir a julgamento, contar com o apoio de fãs que não acreditaram nas “mentiras” e sair vencedor do tribunal, em meio a uma onda de misoginia explícita. Faz quase 80 anos que Errol Flynn transformou um julgamento de abuso numa plataforma para aumentar sua popularidade. O ator australiano era conhecido por seus papéis de herói espadachim nos filmes de Hollywood e por seu estilo de vida playboy. Considerado galã, assinou com a Warner Brothers Studio nos anos 1930 e se tornou uma celebridade instantânea após o lançamento de seu primeiro filme americano, a aventura de pirata “Capitão Blood”, de 1935, em que viveu o papel-título. Ele se naturalizou cidadão americano em 1942, mesmo ano em que duas adolescentes menores de idade, Betty Hansen e Peggy Satterlee, o denunciaram por agressão e estupro, em ocasiões separadas. O escândalo foi um dos maiores de sua época e muitos dos fãs do ator se recusaram a aceitar que as acusações eram verdadeiras. Durante o julgamento, que ocorreu em janeiro e fevereiro de 1943, Flynn se portou de forma irônica, debochando das perguntas da acusação. “Quem se aproxima de uma namorada em potencial pedindo que ela pegue sua certidão de nascimento, ou carteira de motorista, ou mostre uma carta de sua mãe?”, foi sua resposta quando questionado se sabia que as duas eram menores de idade. Para piorar, Satterlee testemunhou que Flynn manteve seus sapatos durante o encontro, o que virou piada, já que o filme do galã “They Died with Their Boots On” (Eles morreram com suas botas, em tradução em português, mas lançado nos cinemas brasileiros como “O Intrépido General Custer”) tinha acabado de estrear. Flynn se disse indignado com as acusações, que estavam prejudicando sua carreira, e acabou absolvido depois que o advogado de defesa atacou a moral e o caráter das denunciantes, afirmando que elas já tinham tido relacionamentos sexuais anteriores e, por isso, estavam mentindo. Satterlee, vejam só, era uma atriz iniciante que buscava visibilidade acusando um homem famoso. Após a sentença, a fama de mulherengo do ator virou elogio. Ser “in like Flynn” tornou-se gíria para aclamar quem se dava bem com as mulheres. O ator continuou fazendo filmes e se envolveu com outra menor de idade, Beverly Aadland, com quem contracenou em seu último longa, “Cuban Rebel Girls” (1959). Já Peggy Satterlee e Betty Hansen, que fizeram as acusações, saíram do tribunal chorando, sob gritos obscenos e acusadas de aborto ilegal e crimes contra a natureza. Em sua biografia, Flynn revelou que o caso fez bem para sua vida sexual. As mulheres passaram a procurá-lo, batendo em sua porta “como gotas de gelo em uma tempestade de granizo”. No mesmo livro, ele também admitiu que era “culpado como o inferno – ao menos, sob a lei”. “Mas no mundo do senso comum cotidiano… todo mundo sabia que as garotas pediram por isso”, acrescentou, ressaltando seu machismo. A trajetória de Errol Flynn é precursora da carreira de Johnny Depp em muitos outros detalhes. Os dois são identificados como rebeldes, que cativaram o mundo com um estilo de vida de extremos – o problema de Flynn era principalmente a bebida, além das mulheres – e repleto de masculinidade tóxica. Mesmo assim, viveram heróis nas telas e se tornaram ídolos de multidões. Ambos também perderam suas fortunas numa nuvem de álcool e narcóticos. Flynn, entretanto, deixou uma bomba agendada para explodir após sua morte. Sua autobiografia, “My Wicked, Wicked Ways”, foi lançada postumamente em 1959 e chocou até os fãs mais apaixonados com várias revelações – e a admissão de culpa no estupro. “É de fato tão franco quanto dizem ser”, admitiu seu amigo Noël Coward, “mas com uma espécie de franqueza que gela o sangue. Uma riqueza de vulgaridade desnecessária.”
Afinal, quanto Amber Heard tem que pagar a Johnny Depp?
Os valores da sentença do processo por difamação vencido por Johnny Depp contra Amber Heard nesta quarta (1/6) em Halifax, no estado americano de Virginia, tem gerado muita confusão na mídia e nas redes sociais. A maioria das manchetes sobre o caso tem afirmado que a atriz terá que pagar US$ 15 milhões para o ator. Contudo, ela foi condenada por um valor bem mais baixo, praticamente metade desse montante. Depp pedia US$ 50 milhões em indenização e o júri recomendou uma pena de US$ 15 milhões, mas a juíza Penney Azcarate reduziu o valor, aceitando a indicação de US$ 10 milhões por danos e reduzindo os US$ 5 milhões de caráter punitivo para US$ 350 mil, de acordo com a lei do estado da Virginia, onde o julgamento aconteceu. O total ficou em US$ 10,35 milhões. Mas o júri entendeu que o ator também difamou Heard e indicou que ele deveria pagar US$ 2 milhões de indenização. Com isso, a pena da atriz ficou em US$ 8,35 milhões. Isto é mais do que o dobro do que ela ganhou para participar dos dois filmes de “Aquaman” – US$ 1 milhão pelo primeiro e US$ 2 milhões pelo segundo. Os US$ 8,35 milhões também superam o que Amber recebeu de Depp no acordo de divórcio assinado pelos dois, em 2017, que foi de US$ 7 milhões. Na ocasião, a atriz informou que doaria o valor para instituições de defesa da mulher. Mas ao ser processada pelo ator meses depois, ela afirmou que interrompeu as doações para poder pagar sua defesa. A pena, porém, não é definitiva. Amber Heard deve apelar do resultado. Seus advogados podem discordar de uma série de decisões pré-julgamento, incluindo uma que negou uma moção para retirar o caso da Virgínia. Somando tudo, esta conta ainda está longe de fechar.
Monica Lewinsky critica misoginia do “pornô de tribunal” de Johnny Depp
A ativista Monica Lewinsky, que ficou mundialmente conhecida quando era estagiária da Casa Branca e se viu envolvida num escândalo que levou ao julgamento de impeachment do então presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, lamentou a cultura misógina que veio à tona durante o julgamento de Johnny Depp contra Amber Heard. Em um artigo de opinião para a revista Vanity Fair, Lewinsky descreveu como triste o “espetáculo” do julgamento transmitido pela internet, definindo-o como um “pornô de tribunal” pela forma como chegou ao público e os prazeres sádicos que despertou. “Seria triste o suficiente, mesmo se apenas considerássemos como isso afetou sobreviventes de violência doméstica ou aquelas que buscaram força no movimento #MeToo. No entanto, são as implicações para nossa cultura que mais me preocupam: as maneiras como alimentamos as chamas da misoginia e, separadamente, o circo das celebridades”, refletiu Lewinsky. Para ela, a facilidade de assistir ao julgamento ao vivo faz muitos “pensarem, inconscientemente, que temos o direito de olhar e assistir. De julgar. De comentar. (…) E acabamos com esse cruzamento cultural confuso de ver duas pessoas (que estamos acostumados a ver como atores atuando em uma tela) em um cenário – um tribunal – onde normalmente esperaríamos que eles assumissem os papéis de seus personagens” Ela também relembrou de sua própria controvérsia no passado – “Google: 1998″, brincou – e comentou não ter ficado surpresa com o fato de os memes negativos de Heard “superassem em muito” os de Depp. “Não fiquei surpresa que o discurso cruel e cáustico fosse predominantemente voltado contra a mulher”, acrescentou. “E eu não deveria ter ficado surpresa (mas fiquei) que logo após minha busca, comecei a receber sugestões de posts sobre o julgamento.” “Mas eles eram menos sobre Depp e Heard; mais pareciam idolatrar Camille Vasquez (advogada de Depp) por sua ‘performance’ interrogando Heard. Ah, você pensou que não teríamos nenhuma rixa de garota contra garota neste julgamento? Isso está no álbum dos maiores sucessos da Misogina”, ironizou Lewinsky. “No final, as maneiras como desdenhosamente cooptamos o julgamento para nossos próprios propósitos são um sinal de quantos de nós continuamos a desvalorizar nossa dignidade e humanidade”, continuou. “Tendo sido alvo desse tipo de crueldade, posso dizer que as cicatrizes nunca desaparecem.”










