Raised By Wolves: Trailer da 2ª temporada revela paraíso sinistro no espaço
A HBO Max divulgou o trailer da 2ª temporada de “Raised By Wolves”, série sci-fi produzida por Ridley Scott (“Casa Gucci”). A prévia mostra o reencontro da Mãe androide e suas crianças humanas, uma nova civilização e o lado paradisíaco do planeta desconhecido em que os últimos sobreviventes da Terra foram parar. Apesar disso, o tom é sinistro e agourento. Poucos detalhes sobre a trama dos novos episódios foram divulgados, mas é possível reparar que não faltarão intrigas, drama e tensão. Criada por Aaron Guzikowski (roteirista de “Os Suspeitos”), a 1ª temporada deslumbrou fãs de sci-fi com sua história sobre um casal de androides que cria crianças em um planeta deserto, ensinando-lhes valores humanistas e ateístas após a destruição da Terra numa guerra religiosa apocalíptica. No entanto, integrantes da facção religiosa fundamentalista também sobreviveram e chegam ao planeta para estabelecer uma colônia, iniciando uma guerra pela libertação das crianças dos androides. Gravados em cenários naturais da África do Sul, os episódios iniciais de “Raised by Wolves” contaram com direção do próprio Ridley Scott, em sua estreia em séries, além de seu filho Luke Scott (“Morgan: A Evolução”) e do brasileiro Alex Gabassi (“The ABC Murders”), entre outros. O elenco destaca a dinamarquesa Amanda Collin (“Guerreiro da Escuridão”) em sua estreia em inglês, como a Mãe androide superpoderosa, o inglês Abubakar Salim (“Jamestown”) como o Pai, e Travis Fimmel (“Vikings”) como um integrante da milícia religiosa que não é quem aparenta ser – além de Winta McGrath (“Doctor Doctor”), Niamh Algar (“The Bisexual”), Susan Danford (“A Salvação”), Jenna Upton (“Um Dia para Viver”), Matias Varela (“Assassins’ Creed”), Jordan Loughran (“Emerald City”), Ethan Hazzard (“O Desafio”), Aasiya Shah (“Unforgotten”) e Felix Jamieson (“Game of Thrones”). A 2ª temporada ainda não tem previsão de estreia.
“Irmão do Jorel” ganha curta inédito para estreia na HBO Max
A HBO Max divulgou dois vídeos para anunciar que a série animada “Irmão do Jorel”, sucesso brasileiro do Cartoon Network, será disponibilizada na plataforma de streaming. Um deles é um curta com uma história completa e divertidíssima, passada na loja de discos do Reginaldo – que lembra o ambiente do filme “Durval Discos” (2002). Criação de Juliano Enrico, que venceu um pitching promovido pelo Cartoon Network brasileiro em 2009 para produção de novas animações nacionais, “Irmão do Jorel” foi lançada em setembro de 2014 como primeira animação original do Cartoon Network feita no Brasil e na América Latina, e logo atingiu grande sucesso. Seu único problema é cada nova temporada tem sido lançada com um longo intervalo de dois anos. A 4ª e mais recente temporada foi encerrada em abril passado. Além da TV paga, a série também é transmitida pela TV Cultura, e as duas primeiras temporadas estão disponíveis na Netflix. Ainda não há previsão para a estreia de “Irmão do Jorel” na nova plataforma. Eu não tô sabendo lidar com o fato de que agora a Vovó Juju é minha pessoal 🥺 Já colhi os abacates mais bonitos da região pra me preparar pra esse evento 💜 @cartoonbrasil #CCXPWorlds #HBOMaxNaCCXP pic.twitter.com/6bSxkkukhI — HBO Max Brasil (@HBOMaxBR) December 5, 2021 Um gostinho do que está por vir de Irmão do Jorel por aqui? Temos. Seja muito bem vindo à família Irmão do Nico 💜 @cartoonbrasil #CCXPWorlds #HBOMaxNaCCXP pic.twitter.com/be6mWBMDBf — HBO Max Brasil (@HBOMaxBR) December 5, 2021
John Cena diz que “Peacemaker” “dará o que falar em todos os episódios”
O lutador e ator John Cena demonstrou toda a sua simpatia num vídeo produzido pela HBO Max para promover “Peacemaker” na CCXP. Na série derivada de “O Esquadrão Suicida”, ele volta ao papel do vilão Pacificador. Ou melhor, do herói Pacificador. “Como se atrevem? Se vocês acham que o Pacificador é um vilão, vocês são doentes”, ele corrige. Além de fazer muitas brincadeiras, Cena adiantou que a série terá “muitos momentos que darão o que falar em todos os episódios”. “Acho que vai ser aquele tipo de série que, depois de cada episódio, as pessoas vão discutir sobre qual foi o melhor momento”. Criada pelo diretor de “O Esquadrão Suicida”, James Gunn, a série é continuação direta do filme e vai mostrar o personagem integrando uma nova equipe de operações especiais dedicada a eliminar indivíduos que possam prejudicar os Estados Unidos. Além de Cena, o elenco também inclui a dupla de agentes da ARGUS vivida por Jennifer Holland e Steve Agee no filme. O elenco se completa com Danielle Brooks (a Taystee de “Orange is the New Black”), Robert Patrick (até hoje lembrado como vilão T-1000 de “O Exterminador do Futuro 2”), Christopher Heyerdahl (“Van Helsing”), Chukwudi Iwuji (“Cidade Pássaro”), Lochlyn Munro (“Riverdale”), Annie Chang (“Shades of Blue”) e Freddie Stroma (“Bridgerton”), que na produção interpreta outro anti-herói da DC Comics, o Vigilante. A HBO Max também divulgou um vídeo de bastidores centrado na amizade entre o Pacificador e o Vigilante, veja abaixo. A estreia vai acontecer em 13 de janeiro de 2022. Oficialmente mudando meu nome para Mundinho @JohnCena BR 😭 Vem ver nosso #Peacemaker dando um show de carisma, talento e muito humor & piadas nessa entrevista exclusiva na #CCXPWorlds #HBOMaxNaCCXP pic.twitter.com/5QI5Tf3qDQ — HBO Max Brasil (@HBOMaxBR) December 5, 2021 Eu te entendo, Vigilante, eu também faria de tudo pra ser BFF do Peacemaker 😭 A minha nova série com o herói mais pacífico do Multiverso DC chega em janeiro, só na HBO Max 🔥 #CCXPWorlds #HBOMaxNaCCXP @JohnCena @JamesGunn pic.twitter.com/ETEQkMaqFZ — HBO Max Brasil (@HBOMaxBR) December 5, 2021
Elenco de “Euphoria” faz vídeo da 2ª temporada para o Brasil
A HBO Max divulgou um vídeo de bastidores de “Euphoria”, apresentado por Zendaya e “algumas das meninas” da série especialmente para o público brasileiro. Produzido para a versão virtual da CCXP, a curta prévia pode ser vista abaixo. Lançada em 2019, a série do cineasta Sam Levinson (“País da Violência”) acompanha um grupo de jovens enquanto eles tentam se encontrar em meio a um mundo repleto de drogas, sexo e violência. Devido à pandemia, a produção da 2ª temporada só começou em maio deste ano, mas, apesar da demora, a série teve dois episódios especiais neste intervalo, focados em Rue (Zendaya) e Jules (Hunter Schafer). Para a 2ª temporada, a produção adicionou três novidades no elenco: Minka Kelly, intérprete da super-heroína Columba (Dove) na série “Titãs”, que viverá uma dona de casa suburbana, cínica e viciada; o cantor Dominic Fike, do hit “3 Nights”, que vai estrear como ator no papel de um novo amigo de Rue e Jules; e Demetrius “Lil Meech” Flemory Jr., que viveu o pai, o gângster Demetrius “Big Meech” Flemory, na série biográfica “BMF” (Black Mafia Family) e agora será um novo interesse romântico de Maddy (Alexa Demie). Os novos capítulos de “Euphoria” vão estrear em 9 de janeiro, na HBO e na HBO Max. ESSE MOMENTO É TODO MEU! Meus nenês de Euphoria mandando mimos em dobro com beijos pros fãs brasileiro e um teaser exclusivo da nova temporada 😭✨ Em janeiro na @HBOBR e na #HBOMax 💜 #CCXPWorlds #HBOMaxNaCCXP pic.twitter.com/3ndW81PFrW — HBO Max Brasil (@HBOMaxBR) December 5, 2021
Série do Pacificador ganha trailer legendado
A HBO Max divulgou um novo trailer legendado de “Peacemaker”, série derivada de “O Esquadrão Suicida”, que traz John Cena de volta ao papel do vilão Pacificador. A prévia mostra o personagem integrando uma nova equipe de operações especiais dedicada a eliminar indivíduos que possam prejudicar os Estados Unidos. Mas o inesperado acontece: ele começa a desenvolver uma consciência e questionar seus próprios métodos, colocando limites ao que está disposto a fazer para que o mundo alcance a paz. Criada pelo diretor de “O Esquadrão Suicida”, James Gunn, a série é continuação direta do filme e também inclui a dupla de agentes da ARGUS vivida por Jennifer Holland e Steve Agee na produção anterior. O elenco se completa com Danielle Brooks (a Taystee de “Orange is the New Black”), Robert Patrick (até hoje lembrado como vilão T-1000 de “O Exterminador do Futuro 2”), Christopher Heyerdahl (“Van Helsing”), Chukwudi Iwuji (“Cidade Pássaro”), Lochlyn Munro (“Riverdale”), Annie Chang (“Shades of Blue”) e Freddie Stroma (“Bridgerton”), que interpreta outro anti-herói da DC Comics, o Vigilante. A estreia vai acontecer em 13 de janeiro de 2022. Além do trailer, a série também ganhou um novo pôster, compartilhado por Gunn nas redes sociais. Veja abaixo. Join us January 13 #Peacemaker@DCpeacemaker @hbomax pic.twitter.com/L0vn8WLxws — James Gunn (@JamesGunn) December 3, 2021
Filmes: “Marighella” é principal estreia de streaming da semana
A programação de filmes das plataformas de streaming está ótima nesta semana, com destaque para a chegada de “Marighella” na Globoplay e “Ataque dos Cães” na Netflix. Mas há outras boas opções, entre aventuras épicas, desenhos animados, dramas premiados e documentário de rock. Veja abaixo as 10 principais indicações para o fim de semana online. Marighella | Globoplay Maior bilheteria do cinema brasileiro em 2021, o filme que marca a estreia na direção do ator Wagner Moura (“Narcos”) recupera a história de Carlos Marighella, guerrilheiro comunista que pegou em armas contra a ditadura militar. Retratado como um herói na obra, em interpretação magistral de Seu Jorge (“Irmandade”), Marighella é considerado um simples bandido pelos negacionistas da ditadura, que atualmente ocupam cargos públicos e, de acordo com o diretor, chegaram a tentar censurar a produção, dificultando seu lançamento o máximo que puderam. Por conta disso, o filme rodado em 2017 e que teve pré-estreia mundial no Festival de Berlim de 2019, demorou dois anos para conseguir estrear no Brasil. Comparado às obras dos grandes cineastas do cinema engajado dos anos 1960 e 1970, o filme atingiu 88% de aprovação da crítica norte-americana, na média apurada pelo site Rotten Tomatoes. Ataque dos Cães | Netflix Western dirigido por Jane Campion, primeira mulher a vencer a Palma de Ouro do Festival de Cannes – por “O Piano”, em 1993 – e que acrescentou em sua estante o troféu de Melhor Direção no Festival de Veneza deste ano por esta nova obra, “Ataque dos Cães” é um “Brokeback Mountain” desalmado e trancado muito mais fundo no armário. A trama explora o poder intimidador do protagonista, um homem bruto encarnado pelo ator inglês Benedict Cumberbatch (“Dr. Estranho”) no primeiro papel de cowboy de sua carreira, e o desespero da personagem de Kirsten Dunst (“Melancolia”) diante do bullying que ele pratica contra seu filho, vivido por Kodi Smit-McPhee (“X-Men: Fênix Negra”). Só que perseguição maldosa embute um subtexto gay, tanto do interesse do vilão em sua vítima quanto do medo do jovem perceber sua verdade. Por extensão, o filme também coloca em questão todo o gênero clássico do western, repleto de machões que desdenham da franqueza das mulheres e vivem sempre acompanhados de outros homens. Venceu o Festival de San Sebastián e soma 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. Ágora | MUBI O épico histórico de Alejandro Amenábar (“Os Outros”) sobre Alexandria, uma das cidades mais importantes de todos os tempos, conjectura os motivos que levaram o grande conhecimento guardado em sua biblioteca a ser destruído de forma violenta. Ataque aos intelectuais e intolerância religiosa marcam uma trama típica de aventura de época, mas que também inspira reflexão, especialmente pelo fato de os vilões serem cristãos fanáticos. Com 11 prêmios internacionais, o filme destaca em seu elenco Rachel Weisz (“A Favorita”) e Oscar Isaac (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”). Viagem ao Topo do Mundo | Netflix A animação dramática francesa acompanha a busca obsessiva de um fotojornalista pela verdade sobre a primeira expedição ao Monte Evereste, em busca de um alpinista estimado que desapareceu. Com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme marca a estreia na direção de Patrick Imbert, animador dos ótimos “Abril e o Mundo Extraordinário” (2015) e “Ernest & Célestine” (2012). Diário de um Banana | Disney+ Graças ao sucesso dos livros infantis – 250 milhões de cópias vendidas – e dos filmes live-action lançados entre 2010 e 2017, a história criada por Jeff Kinney já é bem conhecida. A versão animada adapta o primeiro livro, reintroduzindo Greg Heffley, um garoto magricela, mas ambicioso, com uma imaginação ativa e grandes planos para se tornar rico e famoso. Mas para isso precisa conseguir sobreviver ao ensino fundamental primeiro. Perseguido e constantemente humilhado, ele acredita que essa fase um dia vai passar, mas não se conforma de ver seu melhor amigo Rowley levar a vida tranquilamente e ter sucesso em tudo, mesmo sem tentar! A Fita Cassete | Netflix Comédia dramática passada nos anos 1990 sobre uma adolescente tímida e ignorada, que descobre uma mixtape antiga de seus pais falecidos e, ao acidentalmente destrui-la, decide encontrar cada música obscura do k7. A jornada a leva se aproximar da garota rebelde da escola, que a convence que não basta ouvir as músicas, é preciso viver o que elas pregam. Logo, elas formam uma banda, com maquiagem gliter exagerada e se achando tão grunge quanto os Titãs na época. A atriz Gemma Brooke Allen, que viveu a versão criança de Mary Elizabeth Winstead em “Kate”, tem o papel principal, e o elenco ainda destaca Julie Bowen (“Modern Family”) como sua vó incrivelmente jovem. Um Crush para o Natal | Netflix O primeiro filme gay de Natal da Netflix traz Michael Urie (de “Ugly Betty”) como um rapaz que convence o melhor amigo (o estreante Philemon James) a fingir ser seu namorado durante o feriado com sua família, especificamente para evitar que a mãe (Kathy Najimy, de “Abracadabra”) encha seu saco por estar solteiro. Só que a mãe já tinha planejado um encontro às cegas com Luke Macfarlane (de “Killjoys”) e ele pode ter estragado sua chance com o novo e interessante pretendente. Ao mesmo tempo, os parentes tentam mostrar para Peter que seu melhor amigo pode ser o melhor namorado de sua vida. Noite #1 | Filmica Nossos Entes Queridos | Filmica Os dois primeiros longas de Anne Émond chegam ao streaming numa mini retrospectiva de um dos novos talentos do cinema canadense, especialmente da região do Quebec, que tem como idioma principal o francês. Premiado nos festivais de Toronto e Vancouver, o filme de estreia, “Noite #1” (2011), acompanha uma ficada de uma noite, que surpreende por virar uma noitada de conversas e reflexão entre um casal de desconhecidos. Já “Nossos Entes Queridos” reflete o impacto da morte de um pai na vida dos filhos, muitos anos depois do acontecido, e rendeu a Émond o prêmio Jutra (do cinema quebequense) de Melhor Direção. Woodstock 99: Peace, Love, and Rage | HBO Max O Festival de Woodstock entrou para História como ponto alto da era hippie, mas seus organizadores perderam uma fortuna em 1969 quando o evento foi invadido por centenas de milhares de jovens, que não pagaram um centavo de ingressos. Trinta anos depois, eles resolveram recuperar o investimento com um novo festival musical, apelando para a mítica em torno do nome Woodstock. Mas em vez de três noites de paz, amor e música, o evento de 1999 entrou para a História por outros motivos, com exploração financeira, cenas de violência e até denúncia de estupro. Assim como 30 anos atrás, marcou época tanto pelo rock quanto o que aconteceu longe de seus palcos.
Séries: Fim de “La Casa de Papel” é maratona mais esperada
A Netflix disponibiliza as maratonas mais esperadas da semana, com o lançamento de temporadas finais de duas séries muito bem-avaliadas: “La Casa de Papel” (92% no Rotten Tomatoes) e “Perdidos no Espaço” (76%). Além disso, a programação também tem estreias promissora, com destaque para o suspense nacional “Insânia”, na Star+, e programas clássicos como a íntegra de “Mr. Bean”. Confira abaixo estas e outras opções na seleção dos 10 principais títulos de streaming da semana. La Casa de Papel | Netflix Primeiro fenômeno internacional da Netflix, “La Casa de Papel” chega ao fim com personagem favoritos mortos, o Professor (Álvaro Morte) preso e Palermo (Rodrigo de La Serna) tentando assumir a liderança do grupo em meio ao cerco policial. E ainda tem mais mortes impactantes nos cinco episódios tensos que encerram a trama – um encerramento que precisou ser reescrito nada menos que 33 vezes para chegar à conclusão considerada ideal pelo criador da série, Álex Pina. Perdidos no Espaço | Netflix O reboot da sci-fi clássica dos anos 1960 também se encerra neste fim de semana com a disponibilização dos oito episódios derradeiros. Por coincidência, a série original durou as mesmas três temporadas da versão da Netflix, mas nunca teve conclusão narrativa, deixando os fãs tão perdidos quanto a família Robinson em 1968. A nova versão, pelo menos, vai mostrar como tudo termina. Especialmente como Will Robinson (Maxwell Jenkins, que mudou muito dos 12 para os 16 anos de idade) pretende salvar sua família dos alienígenas que tem causado grande destruição desde o capítulo inicial. Insânia | Star+ Primeira série original brasileira da Star+, “Insânia” acompanha a policial Paula (Carol Castro, de “Veneza”), que acorda em uma misteriosa clínica psiquiátrica, chegando à beira da insanidade sem saber o verdadeiro motivo de sua hospitalização. Concebida por Lucas Vivo (“Pacto de Sangue”), a série tem roteiros de Marcelo e Walter Slavich (criadores de “Sr. Ávila”), e direção de Gustavo Bonafé (“Irmandade”). Beforeigners | HBO Max Primeira produção norueguesa da HBO, “Beforeigners: Os Visitantes” também é a primeira série policial com vikings. Na trama, vários guerreiros nórdicos da Idade Média aparecem misteriosamente nas praias da Noruega e são integrados na sociedade contemporânea. E para investigar crimes que possam estar cometendo, o departamento de polícia junta um detetive tradicional e uma recruta viking. Na 2ª temporada, que começa no domingo (5/12), a dupla descobre que não foram apenas vikings que voltaram do passado. Um dos viajantes do tempo seria ninguém menos que Jack, o Estripador. Coiotes | Netflix “Outer Banks” funcionaria sem exibir tanta pele nua? O desempenho de “Coiotes” pode ser um bom indicativo. A nova série belga dos criadores de “Tempos de Crise” também acompanha adolescentes envolvidos com um tesouro perdido (no caso, diamantes ilegais) durante as férias de verão, mas em vez de trajes de banho eles vestem uniformes de escoteiros. Enquanto os novos milionários decidem o que fazer com a fortuna encontrada, os criminosos que perderam os diamantes passam a caçá-los. Jurassic World: Acampamento Jurássico | Netflix Passada em meio aos acontecimentos do filme “Jurassic World” de 2015, “Acampamento Jurássico” acompanha seis adolescentes que se veem perdidos em meio à fuga dos dinossauros no parque temático. Mas a 4ª temporada mostra que escapar da Ilha Nublar não é o fim da aventura, apenas uma mudança de fase, que traz diferentes dinossauros e… robôs! A animação conta com produção de Steven Spielberg e Colin Trevorrow, respectivamente diretores de “Jurassic Park” (1993) e “Jurassic World” (2015). Harlem | Amazon Prime Video Espécie de “Sex and the City” com atrizes negras, a série segue quatro melhores amigas do Harlem, tradicional bairro negro nova-iorquino, que lutam para equilibrar carreiras e vidas românticas. Quem concebeu a série foi a roteirista Tracy Oliver, que escreveu as comédias “Um Salão do Barulho 3” (2016), “A Viagem das Garotas” (2017) e “A Chefinha” (2019). E sua atualização inclusiva da premissa tradicional não muda apenas o perfil racial das personagens. Uma das amigas é lésbica. Vale destacar ainda que a produção é assinada pela atriz Amy Poehler (“Parks and Recreation”) e o músico Pharrell Williams, e que Whoopi Goldberg (“Mudança de Hábito”) integra o elenco coadjuvante. O que Você Queer | HBO Max A comédia dramática espanhola mostra a evolução de um adolescente retraído, que sofre duplamente com bullying por ser gordinho e gay, num adulto assumido e bem resolvido, além de escritor de sucesso. O personagem central, apresentando em três períodos distintos, é inspirado pelo próprio criador da série, Roberto Enríquez, mais conhecido pelo pseudônimo Bob Pop, que tem carreira como blogueiro e colunista de TV na Espanha. Ele próprio aparece na série vivendo a si mesmo, junto de outros de seus ídolos, incluindo o diretor Pedro Almodóvar. The Last Ship | Globoplay A série de ação chega completa com cinco temporadas produzidas entre 2014 e 2018. Mas o efeito da maratona é perceber a guinada brutal da trama, que começa em ritmo tenso e absolutamente premonitório, com uma grande pandemia mundial, e termina como um thriller militar convencional. A história original, que acompanha a missão de um dos últimos navios da Marinha dos EUA em busca da cura para um novo vírus altamente letal, é concluída no segundo ano de produção, enquanto os demais capítulos mostram a situação caótica de um mundo que tenta recomeçar. Com visual cinematográfico, a produção é assinada pelo cineasta Michael Bay (“Transformers”) e o primeiro capítulo foi dirigido por Jonathan Mostow (“O Exterminador do Futuro 3”). Já o elenco grandioso é encabeçado por Eric Dane em seu primeiro papel após sair de “Grey’s Anatomy”. E mesmo com muitos outros rostos conhecidos, quem se destaca entre a multidão de coadjuvantes é uma “novata”: a modelo Jodie Turner-Smith, integrada a partir da 4ª temporada, que estourou um ano após a série em “Queen & Slim” (2019). Mr. Bean | Amazon Prime Video Uma das séries de comédias britânicas mais famosas de todos os tempos também é disponibilizada na íntegra, com todos seus 14 episódios produzidos entre 1990 e 1995. Parece pouco diante de suas inúmeras reprises, que sugerem um acervo farto. O sucesso distorceu a percepção de quanto material existe de fato, além de ter marcado demais o ator Rowan Atkinson, que pode não parecer, mas já era bem conhecido no Reino Unido antes de se tornar indissociável do personagem. A criação de “Mr. Bean” foi a terceira parceria entre Atkinson e o roteirista Richard Curtis (que depois viraria o rei das comédias românticas britânicas) e a mais bem-sucedida de todas, apesar do culto em torno de “Blackadder” nos anos 1980. Popular até hoje, “Mr. Bean” também rendeu uma série animada, dois filmes, vários esquetes em programas beneficentes e até uma participação na abertura da Olímpiada de Londres, em 2012.
Continuação de “Sex and the City” ganha novo trailer
A HBO Max divulgou um pôster e o novo trailer de “And Just Like That…”, continuação da série clássica “Sex and the City”. A prévia mostra que, apesar das muitas mudanças na vida das protagonistas, uma coisa permanece igual: a paixão de Carrie por seus sapatos. A minissérie vai girar em torno de três das personagens femininas da atração dos anos 1990, enquanto lidam com a evolução de suas vidas após completarem 50 anos. E o detalhe que o pôster photoshopado tentou disfarçar, mas o trailer entrega, é que a produção reflete a passagem do tempo com rugas e cabelos brancos. Além de Sarah Jessica Parker (Carrie), Cynthia Nixon (Miranda) e Kristin Davis (Charlotte), o trailer também a personagem não-binária de Sara Ramirez (a Dr. Callie Torres de “Grey’s Anatomy”), o casamento feliz de Carrie com Mr. Big (Chris Noth) e a participação de Willie Garson como Stanford, o espirituoso e estiloso melhor amigo de Carrie, que faleceu inesperadamente em setembro. Criada por Darren Star (hoje à frente de “Emily em Paris”), a série original durou seis temporadas, entre 1998 e 2004 na HBO, e venceu vários prêmios Emmy – incluindo troféus de Melhor Atriz para Parker e Melhor Atriz Coadjuvante para Nixon. Após o final, o elenco ainda se reuniu em dois filmes, em 2008 e 2010. Mas enquanto o primeiro foi um sucesso de público e crítica, o fracasso do segundo implodiu os planos de uma trilogia e fez Kim Catrall (Samantha) jurar nunca mais voltar à franquia, criticando Parker. Das quatro protagonistas da série original, Kim Cattrall é a única que não participa do retorno – e há sites de apostas promovendo lances sobre o destino de Samantha na trama. Seu destino será conhecido com o lançamento da estreia, marcado para o dia 9 de dezembro.
Batgirl: Filmagens começam com novidades
Os cineastas belgas Adil El Arbi e Bilall Fallah (de “Bad Boys para Sempre”) revelaram em suas redes sociais que já começaram a filmar “Batgirl” para a plataforma HBO Max. Cada um deles postou a mesma imagem em suas respectivas contas do Instagram, com uma claquete do filme ao lado de uma placa reveladora, em que se lê “oficial Barbara Gordon”. O cargo da personagem indica que ela será uma policial na trama. Este desenvolvimento reflete vagamente o futuro da heroína na série animada “Batman do Futuro”, que também inspirou o filme “Lego Batman” e a recente série “Titãs”, onde Barbara apareceu como comissária da polícia de Gotham City – emprego de seu pai, James Gordon, nos quadrinhos de Batman. Já nas histórias clássicas da DC Comics, Barbara era formada em Biblioteconomia e chefe da Biblioteca de Gotham. Posteriormente, ela entrou na política e, mais recentemente, virou especialista em inteligência (no sentido de informações cruciais) e hacker. Dentre todas as encarnações, porém, ela nunca tinha sido retratada como policial comum, tendo aparecido direto como chefe da polícia. De todo modo, esta nem será a principal inovação do filme, que trará Barbara Gordon interpretada por Leslie Grace (“Em um Bairro de Nova York”), marcando a primeira vez que a personagem aparecerá negra e latina em qualquer mídia. Embora a sinopse não tenha sido revelada, o filme deve contar a história de como a filha do Comissário Gordon se inspirou em Batman para adotar uma identidade secreta e combater o crime. O elenco vai contar com a volta de J.K. Simomns como James Gordon, retomando seu papel de “Liga da Justiça”. Já o papel de vilão coube ao ator Brendan Fraser (o Homem-Robô na série “Patrulha do Destino”), que pode viver o Vagalume na trama. O filme tem roteiro de Christina Hodson (“Aves de Rapina”) e ainda não possui previsão de estreia. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Adil El Arbi (@adilelarbi) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Bilall Fallah (@fallahbilall)
HBO Max anuncia estreia de série com Ivete Sangalo
A HBO Max anunciou nas redes sociais a previsão de estreia de “Onda Boa com Ivete”, série documental com Ivete Sangalo, que vai chegar ao streaming no começo de 2022. Ao longo de cinco episódios, a produção vai mostrar o processo criativo da cantora, adotando uma abordagem intimista. A cada episódio, Ivete receberá outros músicos consagrados para um bate-papo – e estão confirmadas as aparições de Agnes Nunes, Carlinhos Brown, Iza, Gloria Groove e Vanessa da Mata. O primeiro vídeo produzido durante as gravações será revelado na sexta (3/11). Trata-se de um clipe para a música “Mexe a Cabeça”, parceria musical da cantora baiana com Carlinhos Brown. “A Ivete Sangalo é um ícone da música brasileira atual e atrai toda a família com o seu carisma e estilo musical. A música e as parcerias artísticas estão no DNA desta série, que irá contagiar a todos”, disse em comunicado Tomás Yankelevich, chefe de conteúdo da WarnerMedia Latin America. Tem uma Onda Boa chegando.Gente querida, muita música e axé para começar 2022 em alto astral. Estreia no início de 2022, na @HBOMaxBr #OndaBoaComIvete pic.twitter.com/j6lPnTJtwm — HBO Max Brasil (@HBOMaxBR) November 29, 2021
Channing Tatum anuncia produção de “Magic Mike 3”
O ator Channing Tatum anunciou a produção de um terceiro “Magic Mike”. O astro da franquia publicou nas redes sociais uma foto da capa do roteiro da continuação, que foi batizada de “Magic Mike’s Last Dance” (a última dança de Magic Mike). A imagem ainda revela que o diretor Steven Soderbergh vai voltar para dirigir o filme. Soderbergh dirigiu o “Magic Mike” original, de 2012, mas participou apenas como produtor da continuação “Magic Mike XXL”, dirigida por Gregory Jacobs em 2015. Já o roteiro continua a cargo de Reid Carolin, que escreveu os dois primeiros filmes e acabou virando sócio de Tatum numa empresa de produção, a Free Association. A história original foi inspirada nas memórias de Tatum de seus dias de stripper masculino, quando dançava em “Clubes das Mulheres”, antes de virar ator. Não há notícias sobre o resto do elenco, que nos filmes anteriores incluiu Joe Manganiello, Matt Bomer, Adam Rodriguez, Matthew McConaughey e Alex Pettyfer. Segundo apurou o site Deadline, “Magic Mike’s Last Dance” será lançado com exclusividade pelo serviço de streaming HBO Max. A data de estreia ainda não foi definida. Well world, looks like Mike Lane’s tapping back in. @hbomax pic.twitter.com/V9Ce62n710 — Channing Tatum (@channingtatum) November 29, 2021
Felipe Velozo será lutador de MMA e prostituta do século 19 em série de terror da HBO
O ator baiano Felipe Velozo, que estrelou a série “Irmãos Freitas” e vive um frei ligado ao movimento comunista no filme “Marighella”, terá papel duplo em “Névoa”, primeira série brasileira de terror da HBO, prevista para o ano que vem. Na produção, ele interpretará um lutador de MMA chamado Coiote e um espírito que o possui, de nome Dalva, que é uma prostituta do século 19. Em entrevista para a coluna de Patricia Kogut, no jornal O Globo, Velozo descreveu o trabalho como “um desafio”. “São dois polos. Tem o extremo da masculinidade e o lado da feminilidade afloradíssima. É interessante um único trabalho mexer com energias tão opostas”, ele comentou. O ator, que ganhou 10kg de massa muscular para interpretar o personagem, também explicou o enredo: “Coiote se junta a um grupo de pessoas para fazer uma trilha até um lugar misterioso. Lá existe uma cidade, Vale do Sereno, com pessoas esquisitas e onde acontecem rituais. O lazer acaba virando terror. Eles revisitam o passado, seus medos…” O elenco também inclui traz Caroline Abras (“O Mecanismo”), Daniel Rocha (“Irmãos Freitas”), Osvaldo Mil (“O Mecanismo”), Michel Bercovitch (“Impuros”), Guta Ruiz (“Toda Forma de Amor”), Jiddu Pinheiro (“Treze Dias Longe do Sol”), Julia Lanina (“Reality Z”), Juliana Lourenção (“Amazônia Oculta”), Marcos de Andrade (“Aruanas”), Roney Villela (“1 Contra Todos”) e James Turpin (“Bacurau”). Criada por Fábio Mendonça (“Destino”) e Antônio Tibau (“Crônicas da Pandemia”), “Névoa” teve suas gravações iniciadas no começo de 2020 em São Paulo, Cotia, Paranapiacaba e outras cidades do interior paulista, mas precisou dar uma pausa nos trabalhos devido à pandemia. A produção foi retomada em agosto e as gravações devem ser concluídas em dezembro. “É uma história linda e potente. Um thriller de suspense, terror e drama. É um gênero pouco explorado no Brasil. Acho que vai fazer muito sucesso”, acrescentou.
Filmes online: “Duna” e as estreias de streaming
“Duna” é a grande estreia de streaming da semana. Mas com um detalhe: quem não for assinante da HBO Max também poderá vê-lo, pagando mais caro que a assinatura mensal, numa das muitas plataformas de VOD que passam a oferecer sua locação digital simultaneamente nesta sexta (26/11). Entre os demais dicas, há dois filmes de Natal e muitos lançamentos premiados no circuito dos festivais, com destaque para “Annette”, musical que conquistou dois troféus do Festival de Cannes deste ano e que é inédito no circuito oficial dos cinemas brasileiros. Veja abaixo 10 sugestões para aproveitar o melhor do streaming no fim de semana. Duna | HBO Max Maior sucesso cinematográfico da Warner durante a pandemia, “Duna” chega “de graça” ao streaming – incluído no preço da assinatura normal da HBO Max – para ser conferido de preferência numa Smart TV de tela gigante, que valorize seu visual de tirar o fôlego. A cenografia, a profundidade de campo, a ambição, tudo é gigantesco, babilônico. Escrita originalmente por Frank Herbert em 1965 e levada pela primeira vez às telas em 1984 com direção de David Lynch (o criador de “Twin Peaks”), a trama de “Duna” acompanha uma família aristocrática que assume a supervisão da mineração da Especiaria, o elemento mais valorizado do universo, que só existe no mundo de Arrakis. Quem controla a Especiaria tem uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família enfrente complôs e sofra um atentado. Mas o filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra de Arrakis como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. Se em primeiro plano há uma grande aventura, em segundo subsiste uma crítica ao colonialismo e à cobiça, com paralelos nos dias de hoje à crise energética e às disputas viscerais pelo mercado entre as grandes corporações. O elenco reunido para materializar essa história é tão grandioso quanto a escala da produção, com destaque para Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”) como Paul Artreides, Jason Momoa (o “Aquaman”), Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Guerra Infinita”), Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Sharon Duncan-Brewster (“Rogue One: Uma História Star Wars”), Charlotte Rampling (indicada ao Oscar por “45 Anos”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Stellan Skarsgard (“Thor”) e Javier Bardem (“007: Operação Skyfall”). Mas atenção: “Duna” também é uma história sem fim. O diretor Denis Villeneuve (“Blade Runner 2049”) adaptou apenas a primeira metade do livro de Frank Herbert e vai concluir a história em mais um filme – ou dois, pois planeja fazer a adaptação do livro seguinte, “O Messias de Duna”. Annette | MUBI Primeiro filme falado em inglês de Leos Carax (“Os Amantes de Pont Neuf”), que venceu o troféu de Melhor Direção no Festival de Cannes neste ano, é um musical que destaca o estilo surreal do cineasta francês em cenas de visual impactante e muita música. Originalmente concebida como uma ópera rock pela banda Sparks, que assina a trilha sonora original, também premiada no festival francês, a trama acompanha Adam Driver (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”) como um arista de “stand up” e Marion Cotillard (“Aliados”) como uma cantora da fama internacional, que formam um casal cercado de glamour. Mas o nascimento de sua filha Annette, uma “menina misteriosa com um destino excepcional”, altera o rumo de suas vidas. The Trouble with Being Born | MUBI Uma das tramas de ficção científica mais provocadoras dos últimos tempos, “The Trouble with Being Born”, premiado no Festival de Berlim do ano passado, acompanha Elli, um robô androide com forma de criança, programada com memórias que significam tudo para seus donos, mas nada para ela. A trama traz o ponto de vista da máquina e choca a princípio com imagens de sexualização infantil, que sugerem abuso da relação entre dono e “filha” – e as insinuações de incesto foram suficientes para o Festival de Melbourne desistir de exibir o filme da cineasta austríaca Sandra Wollner (“The Impossible Picture”) em sua programação. Mas este é só o começo da história. Num impulso de fuga, Elli vai parar nas mãos de outra proprietária, assumindo outro visual e relacionamento tóxico. Trata-se, ao final, de uma parábola moral, que vai além de um óbvio comentário sobre os efeitos desumanizadores da tecnologia. Ferida | Netflix A estreia da atriz Halle Berry na direção é um mergulho no mundo das lutas profissionais femininas. Além de estar atrás das câmeras, ela também estrela a produção no papel de Jackie Justice, uma lutadora de MMA fracassada, que abandonou o filho recém-nascido seis anos atrás. Sua vida tem uma reviravolta quando o pequeno Manny inesperadamente retorna para sua vida e ela se vê precisando sustentar a criança. Com seu currículo sem brilho, a forma de fazer isso é dar a volta por cima, num esforço para retomar a carreira e o prestígio em lutas contra estrelas jovens do esporte. Para as filmagens, a atriz de 55 anos treinou com a brasileira Cris Cyborg, lutadora profissional e campeã de MMA. O treino foi puxado, mas ela encerrou a preparação para o papel com uma barriga tanquinho – “não há melhor sensação”, chegou a postar no Instagram. Reação em Cadeia | Amazon Prime Video Márcio Garcia se arrisca como diretor de thriller de ação em seu primeiro “filme brasileiro” – após rodar dois longas nos EUA – e o resultado surpreende. Mesmo sem orçamento hollywoodiano, “Reação em Cadeia” tem sequências decentes de perseguição de carros sem efeitos especiais exorbitantes. Mas seu grande trunfo é o roteiro escrito em parceria entre o diretor, Thiago Dottori (dos dois filmes da “Turma da Mônica”) e Bráulio Mantovani (dos dois “Tropa de Elite” e “Cidade de Deus”). Com uma trama que aborda crime e corrupção, entrega um retrato autêntico da podridão política no Brasil. O protagonista (Bruno Gissoni) é o auditor fiscal de uma empresa que, sem querer, depara-se com um grande esquema de corrupção que abastece o sistema político brasileiro. A situação envolve o crime organizado e coloca sua família em risco. Mas, ao contrário dos filmes de ação de Hollywood, o herói não resolve a parada armando-se até os dentes. Sua principal arma é a inteligência com que enfrenta as ameaças e reviravoltas do enredo, traçando um plano para retomar sua vida normal. Chega no sábado (27/11) na Amazon. O Fim do Mundo | Filmicca Espécie de “Cidade de Deus” português, filmado com atores não profissionais, “O Fim do Mundo” acompanha um jovem de 18 anos que passou os últimos 8 em uma unidade de internação de menores e tenta retomar sua vida na Reboleira, uma favela de Lisboa. Seus amigos de infância continuam lá, assim como os cariocas e as festas. Mas também o tráfico e inimigos jurados. Buscar o equilíbrio é ainda mais difícil conforme as escavadeiras começam a demolir o bairro e todos tentam se agarrar a sonhos, sejam românticos ou violentos. Melhor Filme Português do IndieLisboa do ano passado, o segundo longa de Basil da Cunha fez bastante sucesso no circuito dos festivais internacionais, revelando um universo pouco visto no cinema europeu, e que já tinha aparecido no primeiro filme do diretor luso-suíço, “Até Ver a Luz”, no já distante ano de 2013. Tirem o Sorriso do Rosto | Filmicca Aclamado pela crítica ao passar nos festivais de Berlim e Tribeca, a estreia do diretor americano Daniel Patrick Carbone acompanham dois irmãos enquanto amadurecem abruptamente pelo choque da morte de um amigo. Perturbados de uma forma que não conseguem entender, eles buscam refúgio longe da cidade, enquanto ponderam os mistérios da natureza e a própria mortalidade. Ao filmar esta jornada, Carbone entrega um retrato belamente fotografado do interior rural americano sob a ótica distorcida da juventude. Natal em 8 Bits | HBO Max Um dos mais divertidos filmes de temática natalina deste ano, “Natal em 8 Bits” gira em torno das desventuras de um adolescente do final dos anos 1980 para conseguir o presente de seus sonhos: a última palavra em consoles de videogame, o Nintendo Entertainment System. Mesmo tendo o pedido de Natal recusado pela família, ele não desiste e entra num concurso repleto de desafios para ganhar o grande prêmio. A história lembra a conhecida epopeia do menino de “Uma História de Natal” (1983), mas também compartilha do humor doce e irônico de “A Princesa Prometida” (1987), na forma como Neil Patrick Harris (“How I Met Your Mother”) conta a história para sua filha, jurando que tudo é verdade e aconteceu em sua infância. Sem falar que é repleto de referências da década mais pop de todas. Um Menino Chamado Natal | Netflix A qualidade dos efeitos e o bom elenco diferenciam esta fantasia dos muitos títulos natalinos lançados pela Netflix neste final do ano. A história se revela conforme Maggie Smith (“Downton Abbey”) conta para um grupo de crianças como o Natal realmente começou, quando um menino chamado Nicholas e seu rato falante embarcaram numa jornada impossível em busca de um pouco de mágica. Com roteiro e direção de Gil Kenan (“Poltergeist – O Fenômeno”), o elenco também inclui Kristen Wiig (“Mulher-Maravilha 1984”), Sally Hawkins (“A Forma da Água”), Toby Jones (“Capitão América: O Primeiro Vingador”), Jim Broadbent (“Harry Potter”) e o menino estreante Henry Lawfull. Becoming Cousteau | Disney+ Premiado no Festival de Londres, este documentário celebra a carreira e realizações, mas também lembra as tragédias que marcaram a vida do famoso explorador e ambientalista Jacques Cousteau (1910–1997). Ele próprio foi um documentarista premiado – vencedor de três Oscars – , que por muitos anos teve seu nome associado às maiores aventuras submarinas da vida real, além de ter sido responsável por invenções importantes e despertado a paixão oceanográfica em várias gerações que cresceram assistindo a seus programas televisivos, como “O Mundo Submarino de Jacques Custeau”, “A Odisséia de Custeau” e tantos outros – fez até uma série dedicada à exploração dos rios da Amazônia nos anos 1980.












