“M3GAN” chega nas locadoras digitais. Confira 10 estreias da semana
A nova boneca assassina do cinema chegou nas locadoras digitais, junto com outros filmes que estavam até recentemente em cartaz. Enquanto “M3GAN” se destaca nas plataformas de locação, os serviços de assinatura oferecem o elogiado “Holy Spider”, sobre um psicopata assassino de mulheres no Irã, e o longa que encerra a série “Luther”, estrelada por Idris Elba. Confira abaixo as 10 melhores estreias pra ver em casa no fim de semana. | M3GAN | VOD* A nova franquia do terror acompanha uma cientista especialista em robótica (Allison Williams, de “Corra!”), que dá um protótipo de boneca robô realista para sua sobrinha (Violet McGraw, de “Doutor Sono”), para confortá-la no luto pela morte de seus pais. Só que a boneca ultrapassa expectativas e se apega. Basta alguém ameaçar a criança para que M3gan saia em sua caçada. Para completar, o robô humanoide também começa a desobedecer comandos quando deixa de ser tratada como alguém da família. Realizado por apenas US$ 12 milhões, o terror tecnológico impressionou nas bilheterias internacionais, faturando US$ 100 milhões em duas semanas em todo o mundo. Também agradou a critica, com 95% de aprovação na crítica no Rotten Tomatoes. Vale apontar que os elogios destacam a superioridade da produção da Universal no subgênero dos terrores com “brinquedos assassinos”, como Chucky e Annabelle, elegendo “M3GAN” como a criatura definitiva dos dias atuais, por ecoar a era das dancinhas de TikTok – detalhe: um dos produtores, James Wan (“Invocação do Mal”), é o criador de Annabelle. Wan também escreveu o roteiro com Akela Cooper (“Maligno”). Já a direção é do neozelandês Gerard Johnstone (“Housebound”). E a sequência já foi confirmada. | HOLY SPIDER | MUBI O cineasta Ali Abbasi, que há cinco anos impressionou a crítica mundial com a fantasia “Border” – mistura de romance e trama policial com trolls! – , além de dirigir episódios de “The Last of Us”, voltou a ser reverenciado com seu novo suspense. A história foca um serial killer que encontra terreno fértil e até simpatia no Irã por mirar em trabalhadoras sexuais e mulheres pecadoras. Diante da sucessão de crimes, uma jornalista resolve investigar o chamado “Assassino Aranha” e sua “missão divina”. A crítica internacional amou o contexto da produção (da Dinamarca), que transforma em terror a atual situação do Irã, onde a repressão violenta contra mulheres “mau comportadas” (isto é, com o hijab desarrumado) inspira protestos por todo o país. Essa relação ganha ainda mais relevo porque a história do filme é real. O assassino responsável, um trabalhador da construção civil chamado Saeed Hanaei, iniciou uma matança de um ano que começou no verão de 2000 e visava profissionais do sexo, especialmente aquelas que usavam drogas. Hanaei foi tema de um documentário lançado em 2002, ano em que foi executado por enforcamento, e também inspirou “Killer Spider” (2020), de Ebrahim Irajzad, filmado no Irã com a aprovação do governo. “Holy Spider”, por sua vez, foi filmado na Jordânia com as liberdades adicionais que isso permite, incluindo o protagonismo de Zar Amir Ebrahimi (intérprete da jornalista), que fugiu do Irã em 2008, além de uma abordagem que liga explicitamente os assassinatos à misoginia social e religiosa do país. O filme conquistou o troféu de Melhor Atriz para Zar Amir-Ebrahimi no último Festival de Cannes e tem 19 prêmios internacionais. | ELA DISSE | VOD* O drama jornalístico recria os bastidores da primeira publicação de denúncias de assédio, abuso e estupro contra Harvey Weinstein, um dos produtores mais poderosos de Hollywood. Carey Mulligan (“Bela Vingança”) e Zoe Kazan (“Doentes de Amor”) vivem as repórteres do New York Times que realizaram a reportagem, que foi responsável por dar início ao movimento #MeToo. O filme é baseado no livro de mesmo nome, lançado em 2019, que conta os detalhes da investigação sobre os boatos que circulavam há anos a respeito da conduta sexual de Weinstein. A história acompanha os meses de investigações e obstáculos legais que as jornalistas enfrentaram para publicar suas descobertas, lutando contra a fortuna e o poder de um homem que ganhou mais agradecimentos que Deus na História do Oscar. Apesar da dificuldade inicial para conseguir quem assumisse as denúncias, uma vez publicada a reportagem inspirou uma centena de mulheres, inclusive estrelas de primeira grandeza de Hollywood, a revelar as tentativas de abusos e até mesmo estupros praticados impunemente pelo produtor – e dono de estúdio de cinema – por mais de três décadas. A sucessão de acusações fez ruir um esquema de proteção que incluía pagamentos por baixo dos panos, acordos de confidencialidade, ameaças de retaliação profissional e até serviços de vigilância e intimidação profissional, levando o magnata à julgamento e para a cadeia, além de render o prêmio Pulitzer para as jornalistas. Ao vir à tona, os crimes de Weinstein também tiveram um efeito dominó, inspirando novas denúncias contra poderosos chefões que abalaram os alicerces da indústria do entretenimento e as relações trabalhistas em todo o mundo – com ecos até na queda do presidente da CBF e da Caixa Econômica Federal no Brasil. A dramatização tem roteiro da inglesa Rebecca Lenkiewicz (“Desobediência”) e direção de Maria Schrader (da minissérie “Nada Ortodoxa”). | O PIOR VIZINHO DO MUNDO | VOD* O remake da premiada comédia sueca “Um Homem Chamado Ove” traz Tom Hanks como um viúvo mal-humorado, que não vê nenhum prazer na vida e odeia a humanidade. Além de ter perdido seu grande amor, sua infelicidade é exacerbada por estar aposentado e não ter alegria em fazer nada, a não ser criticar os vizinhos. Quando seus pensamentos se tornam mais sombrios, sua existência sobre uma abalo com a chegada de novos vizinhos, uma família disposta a inclui-lo em suas vidas. Ignorando sua vontade de ser deixado em paz, eles começam a tirá-lo da letargia, até conseguir fazê-lo rir. Com roteiro de David Magee (“A Escola do Bem e do Mal”) e direção de Marc Foster (“Guerra Mundial Z”), a refilmagem também destaca Mariana Treviño (“A Casa das Flores”), Manuel Garcia-Rulfo (“Esquadrão 6”) e Rachel Keller (“Legião”) em seu elenco, e chega no domingo (12/3) às locadoras digitais. | QUERIDA ALICE | VOD* Anna Kendrick (“Um Simples Favor”) é a Alice do título, uma mulher presa num relacionamento abusivo com Simon, que se junta a amigas numa viagem/intervenção de fim-de-semana. Enquanto as amigas tentam forçar Alice a enfrentar a realidade de sua relação abusiva, Simon descobre o paradeiro dela. O suspense dramático é o primeiro longa dirigido por Mary Nighy (da série “Industry”) e atingiu 83% de aprovação no Rotten Tomatoes. O elenco também inclui Kaniehtiio Horn (“Letterkenny”), Wunmi Mosaku (“Loki”) e Charlie Carrick (“Departure”). | LUTHER: O CAIR DA NOITE | NETFLIX O filme traz Idris Elba (“A Fera”) de volta ao papel do detetive John Luther, que ele desempenhou em cinco temporadas da série “Luther”, exibidas entre 2010 e 2019 na rede britânica BBC. A série projetou a carreira de Elba. Mas terminou de forma sombria, com o personagem arruinado e preso. O filme tem a missão de dar uma conclusão melhor para a história. Para quem não conhece, Luther é um policial dedicado, obsessivo, possuído e às vezes violento, que sempre paga um alto preço por sua dedicação, sendo consumido pela escuridão dos crimes com os quais lida. Sua dedicação é uma maldição e uma bênção, tanto para ele quanto para as pessoas próximas. E isso fica evidente logo em seu primeiro caso, quando ele investigou a brilhante psicopata e assassina Alice Morgan. Por não conseguir prendê-la devido à falta de evidências, a vilã passou a assombrá-lo, tornando-se sua inimiga e, numa reviravolta, companheira improvável. Essa relação tóxica acaba se provando sua desgraça. Mas agora, com o filme, ele tem uma última chance de redenção. Só que, para isso, precisa fugir da prisão, escapar da perseguição policial e encontrar as pistas para resolver um último caso. O filme foi escrito por Neil Cross (criador da série) e o elenco ainda conta com Cynthia Erivo (“Harriet”), Andy Serkis (“Batman”) e Dermot Crowley, que retorna ao papel de Martin Schenk, desempenhado na série original. Já a direção ficou a cargo de Jamie Payne, que comandou quatro episódios de “Luther”, além de ter dirigido episódios de séries como “O Alienista”, “Invasão” e “Outlander”. | FORASTEIROS MALDITOS | VOD* O terrir britânico acompanha um açougueiro tímido e sua irmã gêmea fatalista, que deixam os confins hostis do Reino Unido pós-Brexit para se aventurar no interior ainda mais hostil da Austrália em busca de sua mãe biológica desconhecida. Mas assim que chegam a seu destino, uma cidadezinha congelada nos anos 1970, eles descobrem que a aparente cortesia dos habitantes locais esconde um segredo sombrio e carnudo. O filme tem direção de Jesse O’Brien, responsável pelos efeitos visuais do recém-lançado “65 – Ameaça Pré-Histórica”, que entrou em cartaz nos cinemas na quinta-feira (9/3). Já o elenco destaca Jordan Waller (“O Destino de uma Nação”) e Kathryn Wilder (“Anatomia de um Escândalo”). | NO FIM DO TÚNEL | HBO MAX O suspense argentino é daqueles que mantém tensão permanente. A trama acontece na casa de um cadeirante, enquanto um grupo de bandidos constrói um túnel para realizar um grande roubo a banco, passando por baixo do lugar sem despertar suspeitas. Longe de ser limitado, o cadeirante tem talento especial para lidar com elementos tecnológicos, como aparelhos de som e equipamentos de escuta e gravação. E movido pela curiosidade em torno dos barulhos que começa a ouvir, ele descobre os planos dos criminosos. Com roteiro e direção de Rodrigo Grande (“Historias Breves 2”), o filme destaca Leonardo Sbaraglia (“Relatos Selvagens”) como protagonista. Mas o enredo ainda entrelaça sua história com a de novas inquilinas, a quem ele aluga um quarto: uma stripper vivida por Clara Lago (“Fim dos Tempos”) e sua filhinha muda, culminando no perigo que sua curiosidade causa, ao colocar a vida de todos em risco. | O MENINO E O TIGRE | VOD* O filme infantil acompanha um pequeno órfão indiano que resgata um filhote de tigre de caçadores cruéis e, juntos, partem em uma aventura para encontrar um lar seguro. Mas para isso precisam fugir dos caçadores que estão determinados a recapturar o filhote, e terão que sobreviver a desafios da natureza, enquanto desenvolvem um forte vínculo de confiança e afeto. Curiosamente, antes de fazer esse filme, o diretor argentino Brando Quilici trabalhou em outro longa de temática similar: “O Menino e o Urso”, passado no Canadá. | UM BROTO LEGAL | VOD* O filme conta a história da primeira estrela do rock brasileiro: Celly Campello, responsável por hits como “Banho de Lua” e “Estúpido Cupido” em 1959. O papel da jovem Célia, que começou a cantar na adolescência em Taubaté, interior de São Paulo, à sombra do irmão Tony – antes de estourar e ter seu próprio programa na TV Record -, marca a estreia no cinema da atriz Marianna Alexandre, de trajetória no teatro musical. Ela está ótima, mas o filme dirigido por Luís Alberto Pereira (“Tapete Vermelho”) não aprofunda as dificuldades enfrentadas por Celly ao cantar rock num período muito conservador – e tão bem retratado por figurinos e cenografia – , dando à cinebiografia a aparência de uma novela de época juvenil.
Amazon encomenda série do Batman descartada pela HBO Max
A Amazon encomendou duas temporadas de “Batman: Caped Crusader”, uma nova série animada do herói de Gotham City, que foi originalmente descartada pela HBO Max durante a reestruturação feita pela Warner Bros. Discovery. A produção estava entre seis novos projetos animados que foram descartados na plataforma, atendendo a política de cortes radicais do CEO David Zaslav. “Batman: Caped Crusader” traz Bruce Timm de volta ao universo animado de Batman, após comandar a série clássica “Batman: A Série Animada” nos anos 1990, que simplesmente rendeu para o estúdio Warner Bros. a personagem Arlequina. Ele trabalha no novo projeto com ninguém menos que os cineastas JJ Abrams (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”) e Matt Reeves (do novo filme do “Batman”). O resgate da produção foi feito sem fanfarra, mas na época anterior à chegada de Zaslav ao poder, a equipe da Warner se mostrava animadíssima com o projeto. “’Batman: A Série Animada’ foi uma obra-prima que moldou a percepção do personagem para toda uma geração de fãs”, disse Sam Register, então chefe da Warner Bros. Animation. “É com esse espírito que estamos reunindo três mestres contadores de histórias em JJ, Matt e Bruce – cada um com sua própria compreensão intuitiva e afeição pelo personagem – para criar uma nova série que continuará o mesmo legado inovador.”
Final de “Os Winchesters” traz novo desfecho para “Supernatural”
A série “Os Winchesters”, spin-off de “Supernatural”, exibiu o último episódio da sua 1ª temporada nessa terça-feira (7/3) no canal americano The CW, oferecendo uma visão radicalmente diferente dos eventos mostrados na série original sobre o futuro do casal Mary (Meg Donnelly) e John Winchester (Drake Rodger) e o destino de seus filhos Sam e Dean. No episódio, intitulado “Hey, That’s No Way to Say Goodbye” (spoilers!), Mary e John se encontram com a versão adulta de Dean (Jensen Ackles) num crossover entre as duas séries. A trama explicou que, depois de morrer e ir para o céu no final de “Supernatural”, Dean descobriu sobre os Akrida e seu plano para exterminar a humanidade. Para manter os Akrida longe da Terra, onde Sam (Jared Padalecki) ainda vivia o restante de sua vida, Dean se deparou com o multiverso e percebeu que havia uma chance de proteger seus pais – ou essas versões alternativas dos seus pais – e lhes dar uma chance de terem uma vida feliz juntos. Para isso, Dean se apresentou como um caçador chamado James Hetfield (vocalista do Metallica), deu a John (Drake Rodger) seu próprio diário de caçador, as chaves do QG dos Homens das Letras e alertou Mary (Meg Donnelly) sobre o demônio dos Olhos Amarelos (que a mata na série original), dando-lhe a arma capaz de matá-lo, antes de desaparecer ao lado de Bobby (Jim Beaver), Jack (Alexander Calvert) e Baby (o carro que ele usava na série). A ironia é que esse diário é o mesmo que Dean acaba herdando, anos depois, para guiá-lo após o falecimento dos pais na série original. Com as informações de Dean, os Winchesters ficaram preparados e aptos a traçar um novo caminho. E, desta forma, a série apresenta um novo desfecho, praticamente um epílogo para a saga mostrada em “Supernatural”. “Todos nós, tendo assistido ‘Supernatural’ e alguns tendo vivido isso por 15 anos, sabíamos que [as versões jovens de John e Mary] não se alinhavam muito com o que tinha acontecido”, disse o showrunner da série, Robbie Thompson, ao site TV Guide. “Não queríamos fazer nada que atentasse contra o passado, presente ou futuro de ‘Supernatural'”. A alternativa encontrada foi explorar a origem de “Supernatural”, a ideia de que “os pecados do pai e da mãe voltariam para assombrar as crianças”. E por mais que o episódio pareça ter encerrado a participação de Jensen Ackles, Thompson admite que “o multiverso sempre precisa de um Dean Winchester”. “Como estabelecemos que existe um multiverso, sempre teremos acesso a essas pessoas”, explicou ele. “Portanto, nunca vou dizer não a Dean ou a qualquer outro Winchester, mas este é o primeiro capítulo da história, e estamos virando uma página e, com sucesso, na 2ª temporada, veremos como essas crianças se comportam sozinhas”. “Os Winchesters”, que ainda não foi renovada para a 2ª temporada, é disponibilizado no Brasil pela plataforma de streaming HBO Max.
Série “Barry” vai acabar. Veja o trailer da 4ª e última temporada
A série de comédia “Barry”, criada e estrelada por Bill Hader (“It – Capítulo Dois”), vai acabar na vindoura 4ª temporada. E para divulgar o final da série, o canal pago americano HBO divulgou o primeiro trailer da 4ª temporada. O trailer mostra o personagem-título na prisão, arrependido dos seus atos. Porém, aos poucos o clima muda, e o sentimento de arrependimento do protagonista dá lugar à raiva e vingança. “Foi uma jornada incrível fazer essa série, e é agridoce que a história tenha chegado à sua conclusão natural”, disse Hader, em comunicado. “Barry” foi criada por Hader e Alec Berg (“Silicon Valley”), e acompanha um assassino de aluguel desiludido (Bill Hader) que, durante um “serviço” em Los Angeles, depara-se com uma comunidade de teatro amador e começa a crer que sua verdadeira vocação é ser ator. O problema é que o passado não quer lhe dar uma chance de mudar de vida. O elenco da série ainda conta com Henry Winkler (o eterno Fonzie de “Happy Days”), Sarah Goldberg (“Um Golpe Perfeito”), Anthony Carrigan (“Gotham”), Stephen Root (“Corra!”), D’Arcy Carden (“The Good Place”) e Michael Irby (“Mayans M.C.”). “Depois de três temporadas magistrais de ‘Barry’, estamos ansiosos para que os espectadores vejam a conclusão poderosa, complexa e hilária da história de Barry Berkman. Foi um prazer trabalhar com essa equipe imensamente talentosa, incluindo Bill Hader, Alec Berg, Aida Rodgers e todo o elenco e equipe excepcionais”, disse Amy Gravitt, vice-presidente executiva de comédia da HBO/HBO Max. A 4ª e última temporada começa a ser exibida em 16 de abril, e vai mostrar Gene Cousineau (Winkler) sendo aclamado como um herói, já que a prisão de Barry (Hader) teve consequências chocantes. Porém, isso vai culminar em um capítulo final explosivo e hilário.
Melhores séries da semana vão do rock a outros mundos
A programação de novas séries da primeira semana de março destaca produções musicais, sci-fi, comédia, thrillers criminais e animação infantil. Para fãs de rock, há “Daisy Jones & The Six”. Para quem prefere country, a biografia “George & Tammy”. E a sci-fi está representada pela volta de “The Mandalorian” e a estreia do reboot de “Quantum Leap”. Confira abaixo o que mais faz parte da seleção de 10 melhores novidades para descobrir no fim de semana. | DAISY JONES & THE SIX | AMAZON PRIME VIDEO Inspirada na banda Fleetwood Mac, a série musical acompanha uma banda fictícia dos anos 1970, debulhando seus bastidores como o enredo de uma boa novela, cheia de intrigas, brigas, romance, traições e excessos. Adaptação do romance de mesmo nome da escritora Taylor Jenkins Reid – também lançado no Brasil com o título em inglês – , a trama foca os altos e baixos de uma renomada banda liderada pela personagem do título, desde sua formação, seu sucesso repentino e sua separação. A narrativa se desenvolve em flashback, acompanhada por depoimentos dos personagens ao estilo de um documentário. Daisy Jones é descrita como uma garota que nasceu em uma família privilegiada e abandona os pais para seguir a carreira como cantora, começando a participar da cena musical roqueira de Los Angeles. Lá, ela se junta com um compositor em ascensão e ambos encontram sucesso numa parceria relutante, mas conforme o relacionamento começa a evoluir, as pressões da banda ameaçam implodir suas vidas pessoais. A atriz Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”), neta de Elvis Presley, vive a cantora, enquanto o compositor, guitarrista e outra voz da banda, é vivido por Sam Claflin (“Enola Holmes”). O elenco também inclui participação de uma brasileira: Nabiyah Be, intérprete de Simone Jackson, a melhor amiga de Daisy. A atriz nasceu em Salvador e é filha do cantor de reggae jamaicano Jimmy Cliff com a psicóloga Sônia Gomes. “Daisy Jones & The Six” foi criada pela dupla Scott Neustadter e Michael H. Weber, roteiristas dos sucessos “A Culpa é das Estrelas” (2014) e “Artista do Desastre” (2017), e tem episódios dirigidos pela cineasta neozelandesa Niki Caro (do filme “Mulan” e da série “Anne with an E”). | GEORGE & TAMMY | PARAMOUNT+ A minissérie biográfica narra a trajetória da famosa cantora Tammy Wynette, conhecida como “A Primera-Dama da Música Country”. Muitas das suas músicas tratavam de solidão, divórcio e dificuldades nos relacionamentos, temas também abordados na série, que é focada justamente na sua turbulenta relação com o marido George Jones. A atração foi criada pelo roteirista Abe Sylvia em uma nova parceria premiada com Jessica Chastain após “Os Olhos de Tammy Faye”. A atriz venceu o Oscar pelo filme no ano passado e no último domingo (26/2) conquistou o SAG Award (prêmio do Sindicato dos Atores) pelo papel de Tammy. A série também é estrelada por Michael Shannon (“Entre Facas e Segredos”) no papel de George, além de contar com Steve Zahn (“The White Lotus”), Kelly McCormack (“Sugar Daddy – Na Busca de um Patrocínio”), Walton Goggins (“Os Oito Odiados”), Pat Healy (“Estação 19”), David Wilson Barnes (“The Son”) e Katy Mixon (“American Housewife”). Além disso, todos seus seis episódios são dirigidos pelo cineasta John Hillcoat (“Os Infratores”). | THE MANDALORIAN 3 | DISNEY+ A 3ª temporada da primeira série do universo “Star Wars” traz de volta Din Djarin e o “Baby Yoda” Grogu após suas participações coadjuvantes em “O Livro de Boba Fett” do ano passado. Continuação daquela série, os novos capítulos refletem a determinação de Djarin de recuperar sua honra após cair em desgraça no credo dos mandalorianos. Para isso, ele decide retornar ao devastado planeta Mandalore, mas a recepção não parece ser das melhores, com muitas cenas de tiroteios e um reencontro com Bo-Katan. Para completar, a produção também apresentará uma ameaça não revelada, que exige o envolvimento de Jedis, o retorno de rostos conhecidos e novos memes do pequeno Grogu. O elenco destaca Pedro Pascal (“The Last of Us”) como a voz do personagem mascarado do título, além de Carl Weathers (o Apollo de “Rocky”) como Greef Karga, Omid Abtahi (“Fear the Walking Dead”) na pele do sinistro Dr. Pershing, Amy Sedaris (“Unbreakable Kimmy Schmidt”) como a mecânica Peli Moto, Katee Sackhoff (“Battlestar Galactica”) na armadura da guerreira mandaloriana Bo-Katan e Giancarlo Esposito (“Better Call Saul”) de volta ao papel de Moff Gideon, vilão da 1ª temporada. Consagradíssimo, o primeiro hit da plataforma Disney+ venceu nada menos que 14 prêmios Emmy em suas temporadas já exibidas, incluindo dois troféus de Melhores Efeitos Visuais por seu trabalho inovador e revolucionário nesse departamento. | QUANTUM LEAP | GLOBOPLAY A série é continuação de uma produção cult dos anos 1990, também conhecida no Brasil como “Contratempos”, e parte da investigação do que aconteceu com o antigo protagonista da trama, o Dr. Sam Beckett (Scott Bakula), que há 30 entrou no acelerador Quantum Leap e desapareceu. Com a retomada do projeto, na esperança de desvendar os mistérios da máquina, um novo cientista (Raymond Lee, de “Here and Now”) acaba enviado pelo tempo, assumindo os corpos de diferentes pessoas em épocas variadas. O reboot tem produção de Steven Lilien (criador de “Deus Me Adicionou”), Bryan Wynbrandt (showrunner de “La Brea”) e Martin Gero (criador de “Blindspot”). O criador do “Quantum Leap” original, Don Bellisario, também está a bordo como produtor. E além de Lee, o elenco ainda inclui Anastasia Antonia (“Este Jogo Se Chama Assassinato”), Ernie Hudson (“Os Caça-Fantasmas”), Mason Alexander Park (“Sandman”), Jewel Staite (“Family Law”) e Georgina Reilly (“Murdoch Mysteries”). | A NOVA VIDA DE TOBY | STAR+ Também conhecida pelo título original de “Fleishman Is in Trouble”, a comédia traz Jesse Eisenberg (“Zumbilândia: Atire Duas Vezes”) e Claire Danes (“Homeland”) como um casal que precisa reorganizar a sua vida enquanto passa pelo estressante processo de separação. A minisssérie é baseada em um livro de Taffy Brodesser-Akner, que também criou a adaptação, e o ótimo elenco ainda conta com Lizzy Caplan (“Masters of Sex”), Josh Radnor (“How I Met Your Mother”), Adam Brody (“StartUp”) e Christian Slater (“Mr. Robot”). Os episódios são dirigidos por duas duplas famosas de casais cineastas, Shari Springer Berman e Robert Pulcini (de “O Diário de uma Babá”), e Jonathan Dayton e Valerie Faris (“A Pequena Miss Sunshine”). | THREE PINES | HBO MAX A série policial traz Alfred Molina (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”) como o inspetor-chefe Armand Gamache, um detetive da polícia canadense que vai investigar uma morte bizarra numa cidade rural idílica e tediosa, mas ao chegar lá se depara com uma epidemia de falecimentos com as mais diversas causas. Perplexo com a quantidade de mortes súbitas, beirando o sobrenatural, o detetive logo se depara com segredos há muito enterrados, mas para solucionar o caso precisará enfrentar alguns de seus próprios fantasmas. A produção canadense-britânica é baseada numa franquia literária da escritora Louise Penny e foi desenvolvida pela produtora-roteirista Emilia di Girolamo (“The Tunnel”), com realização da Left Bank Pictures, empresa por trás da premiada série “The Crown”. | LIAR | PARAMOUNT+ O suspense psicológico britânico originalmente acompanhava uma professora (Joanne Froggatt, de “Downton Abbey”) que acusava um renomado cirurgião (Ioan Gruffudd, de “Quarteto Fantástico”) de abuso sexual. Concebida como minissérie, a trama acabou estendida após a repercussão positiva (que rendeu até remake espanhol) e se transformou numa investigação de assassinato em seu segundo ano de produção. A trama elogiada foi escrita pelos irmãos Jack e Harry Williams, criadores de séries bem-sucedidas como “Missing”, “Baptiste”, “Angela Black” e “The Tourist”, com Jamie Dornan. A Paramount+ disponibilizou as duas temporadas completas, exibidas no Reino Unido entre 2017 e 2020. | BLACKOUT | HBO MAX O thriller alemão tem como ponto de partida um grande apagão na Europa, quando toda a energia do continente é desligada. O protagonista é um hacker que a polícia considera o maior suspeito. Mas enquanto ele foge, a Europa mergulha no caos e, em menos de uma semana, a situação se torna praticamente pós-apocalíptica. Premiada com três prêmios técnicos da Academia Alemã de Televisão, a atração é estrelada por Moritz Bleibtreu, famoso ator alemão (de “Corra, Lola, Corra” e “O Grupo Baader Meinhof”) que já fez vários filmes de Hollywood, como “Munique” (2005), “Guerra Mundial Z” (2013) e “A Dama Dourada” (2015), além de ter trabalhado com o brasileiro Fernando Meirelles em “360” (2011). | SEX/LIFE | NETFLIX Melodrama típico de novela disfarçado de produção “adulta” (temática sexual), a série começou como um triângulo amoroso envolvendo Sarah Shahi (“Pessoa de Interesse”), seu marido vivido por Mike Vogel (“Under the Dome”) e uma paixão nunca superada, interpretada por Adam Demos (“UnREAL”). E a química foi tão boa que Shahi e Demos acabaram se apaixonando na vida real, durante as gravações da atração da Netflix. O relacionamento foi assumido por Shahi em seu Instagram, ao desejar feliz aniversário para o namorado. A série é criação de Stacy Rukeyser, produtora-roteirista das séries teen “apimentadas” “Jogo de Mentiras” (The Lying Game) e “Twisted”, e retorna com um novo amante (Darius Homayoun, de “Teerã”) para a protagonista, após ela implodir seu casamento e perceber que errou o timing de sua decisão. | A PEQUENA ESPIÃ 2 | APPLE TV+ Animação estilosa, inspirada no design de desenhos dos anos 1960, “A Pequena Espiã” adapta um clássico da literatura infantil escrito por Louise Fitzhugh. Assim como no livro, a série se passa na Nova York da década de 1960 e acompanha as aventuras de Harriet M. Welsch, uma garotinha precoce de 11 anos que decide ser uma escritora-espiã e passa a observar tudo e todos à sua volta, registrando acontecimentos em seu diário e investigando casos suspeitos da vizinhança. Esta história já virou filme em 1996, estrelado pela então “pequena” Michelle Trachtenberg (depois irmã de “Buffy” e vilã de “Gossip Girl”). Na série animada, Harriet é dublada por Beanie Feldstein (“Fora de Série”).
Globo desiste de transmitir o Oscar no Brasil
A Globo desistiu do Oscar. A emissora não adquiriu os direitos para a transmissão da premiação este ano, após abrir mão da exibição do Oscar na TV aberta no ano passado. Em 2022, a emissora só realizou a cobertura da premiação mais importante do cinema em seu streaming. Mas este ano não vai passar o Oscar nem na Globoplay. Detentora dos direitos do Oscar desde os anos 1970, com apenas algumas lacunas, a Globo se tornou historicamente a casa da premiação no Brasil — mesmo sempre priorizando as transmissões de outros programas no horário, como a transmissão do Carnaval, eventos esportivos e até o “Big Brother Brasil”. Demonstrando a perda de prestígio da premiação na emissora, nos últimos anos a cobertura do evento passou a ser exibida cada vez mais tarde, sem o começo ao vivo, e chegou até mesmo a ser dispensada em 2020, quando a Globo optou pela exibição de uma partida de futebol pré-olímpico entre as seleções de Brasil e Argentina. No ano anterior, já tinha decido exibir apenas um compacto da premiação após o paredão do “BBB 21”. Assim, o Oscar 2023 se tornou uma exclusividade do canal pago TNT e da plataforma HBO Max no Brasil. A transmissão vai acontecer em 12 de março, a partir das 20h, direto do Dolby Theatre, em Los Angeles, com cobertura desde o tapete vermelho das estrelas de Hollywood. A equipe responsável pela transmissão conta com a apresentadora Ana Furtado, o crítico Michel Arouca, as correspondentes Aline Diniz e Carol Ribeiro e a atriz Camila Morgado (“Bom Dia, Verônica”) como convidada especial.
Trailer da temporada final de “Succession” mostra família Roy em pé de guerra
A HBO divulgou o pôster e o trailer da 4ª e última temporada da série “Succession”, que vai encerrar a série premiada. A prévia destaca a união da “aliança rebelde” da “nova geração de Roys” contra o próprio pai, além de traições dentre a família Roy. A série criada por Jesse Armstrong gira em torno do dono do império de mídia Logan Roy (Brian Cox) e seus quatro filhos crescidos, Kendall (Jeremy Strong), Siobhan (Sarah Snook), Roman (Kieran Culkin) e Connor (Alan Ruck). O chefão da HBO, Casey Bloys, sustentou por muito tempo que a decisão de encerrar ‘Succession’ seria inteiramente de Armstrong, já que o executivo tem um histórico de deixar os criativos determinarem o que é melhor para a história. E o produtor resolveu que agora era a hora. A última temporada vai se passar em meio a discussões de venda do conglomerado de mídia Waystar Royco para o visionário da tecnologia Lukkas Matsson (Alexander Skarsgard), e a perspectiva dessa negociação provoca angústia existencial e divisão entre os Roys, fazendo a luta pelo poder voltar a ganhar força. O elenco da 4ª temporada também incluiu Matthew Macfadyen (“O Soldado que Não Existiu”), Nicholas Braun (“Zola”), J. Smith-Cameron (“Margaret”), Peter Friedman (“Mulher Solteira Procura”), David Rasche (“Teias da Alma”), Fisher Stevens (“Awake: A Vida Por Um Fio”), Hiam Abbass (“Blade Runner 2049”) e Justine Lupe (“Mr. Mercedes”). Os novos episódios estreiam em 26 de março.
Camila Morgado vai participar da transmissão do Oscar no Brasil
A atriz Camila Morgado (“Bom Dia, Verônica”) vai participar da transmissão oficial do Oscar no Brasil pelo canal pago TNT e pela plataforma HBO Max. Ela vai se juntar à apresentadora Ana Furtado, ao crítico Michel Arouca e as correspondentes Aline Diniz e Carol Ribeiro como convidada especial. A 95ª edição da premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA está marcada para o próximo dia 12 de março, com transmissão ao vivo do Dolby Theatre, em Los Angeles. A cobertura para o canal e para o streaming acontecerá a partir das 20h, com o tapete vermelho das estrelas de Hollywood. A participação de Camila, que recentemente esteve na novela “Pantanal”, representa seu primeiro trabalho para TNT e HBO Max. Já Ana Furtado fez sua estreia como apresentadora do canal no Grammy, no início de fevereiro.
Série derivada de “Duna” perde protagonista, diretor e é suspensa pela HBO Max
Problemas em “Dune: The Sisterhood”. A série, spin-off do filme de Denis Villeneuve (“A Chegada”), perdeu a atriz Shirley Henderson (“O Bebê de Bridget Jones”) e o diretor Johan Renck (“Distúrbios do Prazer”), e foi suspensa para uma “revisão criativa”. A produção, que começou no final de novembro, agora enfrentará uma mudança de diretor e uma reformulação. Além disso, uma das showrunners, Diane Ademu-John, que escreveu o episódio piloto, também se afastou do cargo, deixando Alison Schapker como única showrunner da série. “O projeto entrou em um hiato pré-programado, algumas mudanças criativas estão sendo feitas na produção em um esforço para criar a melhor série possível e permanecer fiel ao material original”, disse um porta-voz da HBO Max em comunicado. “Johan Renck concluiu seu trabalho na série e um novo diretor será contratado; por acordo mútuo, Johan está seguindo em frente para outros projetos. Além disso, Shirley Henderson saiu da série e não interpretará mais Tula Harkonnen”. De acordo com fontes, a abordagem do diretor Johan Renck para a série se afastava muito do filme “Duna”, lançado em 2021. E isso não combinou com a visão da HBO Max para o projeto. Após sua demissão, Renck deletou todos os conteúdos relacionados ao projeto de seu Instagram – e não está claro se algumas das imagens serão mostradas na série. Sobre o hiato, o site Deadline reporta informações conflitantes. Enquanto fontes próximas à produção relatam que sempre houve um plano para parar as filmagens no início do ano, outras fontes indicam que a série será adiada por sete meses para dar a Schapker e sua equipe tempo para colocar sua marca criativa no projeto e retrabalhar os roteiros, bem como encontrar um novo diretor. A produção da HBO Max, em parceria com a Legendary, adaptaria o livro de mesmo nome da franquia criada por Frank Herbert, que se passa 10 mil anos antes da ascensão de Paul Atreides, protagonista de “Duna”. A trama segue as Irmãs Harkonnen enquanto elas combatem forças que ameaçam o futuro da humanidade e estabelecem a lendária seita conhecida como Bene Gesserit. Estão no elenco do seriado: Emily Watson (“A Menina Que Roubava Livros”) como Valya Harkonnen; Indira Varma (“Carnival Row”) como Empress Natalya; Sarah-Sofie Boussnina (“Refúgio”) como Princesa Ynez; Shalom Brune Franklin (“O Turista”) como Mikaela e Faoileann Cunningham (“O Homem do Norte”) como Irmã Jen. Enquanto isso, “Duna – Parte 2”, dirigido por Denis Villeneuve, estreia em 2 de novembro nos cinemas do Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Pennywise está de volta: HBO Max anuncia série derivada de “It: A Coisa”
A HBO Max anunciou a produção de “Welcome to Derry”, série que servirá como prelúdio dos filmes de “It: A Coisa” (2017). Diretor dos dois longas da franquia, Andy Muschietti (“The Flash”) está desenvolvendo a nova série ao lado da mulher e produtora Barbara Muschietti (“Birdbox”). O cineasta também está encarregado de dirigir vários episódios da atração, incluindo o piloto. “Welcome to Derry” vai expandir a visão estabelecida pelo cineasta em “It: A Coisa” (2017) e “It: Capítulo Dois” (2019), adaptação em duas partes de um dos livros mais famosos do escritor Stephen King. A trama será um prólogo ambientado na década de 1960, antes dos eventos do filme de 2017, e deve incluir a história de origem de Pennywise, o Palhaço dos balões. Nenhum nome foi confirmado no elenco. “Quando adolescentes, nos revezamos na leitura dos capítulos de ‘It’ de Stephen King até que o grosso livro se desfez em pedaços. É uma história épica que contém multidões, muito além do que poderíamos explorar em nossos filmes. Mal podemos esperar para compartilhar as profundezas do romance com todo o seu coração, humor, humanidade e horror”, comentou Andy Muschietti em comunicado. “Estamos muito satisfeitos em continuar esta franquia icônica com os brilhantes Andy e Barbara Muschietti, Jason Fuchs e Brad Caleb Kane. Este prelúdio irá expandir a tela narrativa de ‘It’ e atrair fãs para a aterrorizante e fascinante cidade de Derry”, complementou Sarah Aubrey, chefe de conteúdo original da HBO Max. Em depoimento, King se mostrou satisfeito com mais uma adaptação de sua obra: “Estou animado que a história de Derry, a cidade mais assombrada do Maine, continue. E estou feliz que Andy Muschietti esteja supervisionando as festividades aterrorizantes, junto com um grupo de gênios, incluindo sua talentosa irmã, Barbara”. Na história de “It: A Coisa”, Pennywise é uma entidade macabra que existe desde o início dos tempos. Assumindo diferentes formas, a criatura assombra os arredores de Derry por centenas de anos antes de ser derrotado pelo Clube dos Perdedores. Desta forma, a série pode contar a história de outro grupo de vítimas, que encarou Pennywise muito antes dos eventos dos filmes. Sucesso de crítica e público, os filmes da franquia arrecadaram juntos mais de US$ 1,1 bilhão nas bilheterias. O elenco contou com nomes como James McAvoy (“Fragmentado”), Jessica Chastain (“X-Men: Fênix Negra”), Bill Hader (“Barry”), Finn Wolfhard (“Stranger Things”) e Sophia Lillis (“Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes”). Veja o trailer do primeiro filme da franquia.
“Succession” vai acabar na 4ª temporada
O drama atual mais premiado da HBO vai acabar neste ano. O criador e showrunner de “Succession”, Jesse Armstrong, revelou que a 4ª temporada da série, que começará a ser exibida em 26 de março, marcará o fim da atração. A notícia foi dada em primeira mão à revista New Yorker, durante uma entrevista com Armstrong publicada na quinta (23/2). No artigo, o produtor diz que “há uma indicação no título de ‘Succession’. Nunca pensei que isso pudesse durar para sempre. O fim sempre esteve presente em minha mente. Desde a 2ª temporada, tenho tentado pensar: é a próxima, ou a seguinte, ou é a seguinte?” “Eu me reuni com alguns de meus colegas escritores antes de começarmos a escrever a 4ª temporada, por volta de novembro/dezembro de 2021, e meio que disse: ‘Olha, acho que talvez deva ser isso. Mas o que vocês acham?’ E criamos vários cenários: poderíamos fazer algumas temporadas curtas ou mais duas temporadas. Ou poderíamos continuar por muito tempo e transformar a série em algo bem diferente, e ser um tipo de série divertida e livre, onde haveria semanas boas e semanas ruins. Ou podemos fazer algo um pouco mais musculoso e completo, e sair meio com força. E essa sempre foi definitivamente a minha preferência.” A notícia acaba com as especulações sobre o final de ‘Succession’, algo que Armstrong vinha provocando desde que o drama satírico estourou como um queridinho da temporada de premiações. “Eu me sinto profundamente em conflito. Eu gosto bastante desse período em que estamos editando – quando toda a temporada está editada – mas ainda não lançamos”, disse Armstrong. “E também gostei bastante do período em que eu e meus colaboradores próximos descobrimos que provavelmente era isso, mas ainda não tínhamos que enfrentar essa decisão publiamente. Foi uma decisão difícil, porque as colaborações – com o elenco, com meus colegas escritores, com Nick Britell e Mark Mylod e os outros diretores – foram muito boas. E sinto que fiz o melhor trabalho que posso, trabalhando com eles. E a HBO tem sido generosa e provavelmente teria feito mais temporadas, e eles foram gentis em dizer ‘A decisão é sua’. Isso é bom, mas também é uma responsabilidade no final – parece bastante perverso parar de fazer a série.” O chefão da HBO, Casey Bloys, sustentou por muito tempo que a decisão de encerrar ‘Succession’ seria inteiramente de Armstrong, já que o executivo tem um histórico de deixar os criativos determinarem o que é melhor para a história. Bloys também afirmou que é improvável que ‘Succession’ ganhe uma série derivada. Ainda assim, Armstrong disse à New Yorker que a porta permanece aberta para revisitar o mundo sedento de poder dos Roys: “Acho que essa história de sucessão que estávamos contando está completa”, disse ele. “Esta é a temporada muscular para esgotar todas as nossas reservas de interesse, e acho que há alguma dor em todos esses personagens que é realmente forte. Mas a sensação de que pode haver algo mais em um mundo aliado, ou personagens aliados, ou com alguns dos mesmos personagens – isso também é forte em mim. Eu alertei o final da série, quando conversei com alguns de meus colaboradores, como: Talvez haja outra parte deste mundo para a qual poderíamos voltar, se houvesse apetite? Talvez haja algo mais que possa ser feito, que aproveite o que tem de bom na maneira como trabalhamos nisso. Então esse é outro sentimento verdadeiro.” Procurada pela imprensa dos EUA, a HBO se recusou a comentar, mas confirmou que a revelação da New Yorker é precisa. “Succession” virou um fenômeno desde sua estreia, quando impressionou o público, a crítica e ganhou o Emmy de Melhor Roteiro (vencido por Armstrong). Ao todo, a série conquistou 13 Emmys (e um total de 102 prêmios diversos), incluindo dois troféus de Melhor Série de Drama por suas 2ª e 3ª temporadas. Por conta disso, foi considerado um sucessor dos programas de prestígio da HBO, após a conclusão dos multipremiados “Game of Thrones” e “Veep”. A série acompanha as disputas de uma família pelo controle de um poderoso conglomerado de mídia – supostamente inspirada pelos herdeiros da Fox. Com produção do cineasta Adam McKay (“Não Olhe para Cima”), o elenco destaca Brian Cox (“Churchill”) no papel do chefe da família Roy, um magnata que resolve reconsiderar os planos de aposentadoria diante da ganância dos filhos, que são vividos por Jeremy Strong (“Detroit em Rebelião”), Sarah Snook (“O Predestinado”), Kieran Culkin (“Scott Pilgrim Contra o Mundo”) e Alan Ruck (do clássico “Curtindo a Vida Adoidado”). Veja abaixo o trailer da 4ª e última temporada.
HBO Max cancela “South Side” após três temporadas
A HBO Max cancelou a série de comédia “South Side” após três temporadas. Criada em 2019 no Comedy Central por Diallo Riddle e os irmãos Bashir e Sultan Salahuddin, a produção chegou a ser uma unanimidade crítica nos EUA, com 100% de aprovação em suas primeiras temporadas produzidas. Passada na área de Englewood, em Chicago, a trama segue dois amigos (Sultan e Kareme Young) que se formaram recentemente na faculdade comunitária e buscam sucesso nos negócios enquanto trabalham em uma loja de aluguel de móveis. Testando várias possibilidades para enriquecer, eles tentam desde um investimento no mercado clandestino de Viagra até barraquinhas de pipoca. Além de ser muito engraçada, a atração chamava atenção por seus comentários sociais e a autenticidade de sua encenação da vida periferia, sem cair em clichês. A 3ª e agora última temporada estreou em streaming em dezembro passado. “Embora a HBO Max não vá avançar com uma 4ª temporada de ‘South Side’, estamos muito orgulhosos do mundo rico que Bashir Salahuddin, Diallo Riddle e Sultan Salahuddin criaram”, disse a plataforma em comunicado. “Agradecemos a eles e a Michael Blieden, Tony Hernandez, o elenco e equipe extremamente talentosos e nossos parceiros da MTV Entertainment Studios. Por três temporadas, esta amada série equilibrou comentários sociais sobre a vida no lado sul de Chicago com humor rasgado, às vezes maluco. O resultado foi uma comédia totalmente única, ambiciosa e destemida que se relacionou com todos que vivem o sonho americano”.
Filmes: Confira 10 estreias para ver em casa
Um dos filmes mais influentes dos últimos tempos é o destaque da programação de cinema em casa desta semana, ao chegar pela primeira vez numa plataforma de streaming. A relação segue extrema com mais suspenses, terrores e até comédias sangrentas, mas em compensação também inclui um dos dramas europeus mais premiados da temporada. Confira abaixo os 10 principais lançamentos nas locadoras e plataformas de streaming. | BATALHA REAL/BATTLE ROYALE | MUBI O cult japonês de 2000, que de tão violento só ganhou distribuição nos EUA após as bênçãos de Quentin Tarantino, é considerado atualmente um dos filmes mais influentes dos últimos 22 anos. Ele inspirou todos os conteúdos de jogos/lutas pela sobrevivência que o sucederam, inclusive “Jogos Vorazes”, “Uma Noite de Crime”, “Round 6” e “Alice in Borderland”. Baseado no livro homônimo de Koushun Takami, a trama se passa num futuro não muito distante, onde os jovens se tornaram demasiado rebeldes. Devido à recessão econômica na Grande República do Leste Asiático e os danos sociais que ela acarreta, o governo vê-se na contingência de apoiar a lei conhecida como Ato BR. A lei consiste em sortear um classe de estudantes da escola mais problemática do ano para participar num jogo, em que o objetivo primordial é matarem-se uns aos outros até restar apenas um. O jogo se torna um sucesso com a justificativa de que cumpre uma demanda social para eliminar a delinqüência juvenil. Para a disputa, os estudantes são sequestrados e levados para uma ilha deserta. Logo, melhores amigos e namorados precisarão se atacar, e os que se recusarem serão eliminados de forma sangrenta. Além do jogo individual, grupos também se juntam para eliminar os mais fracos, enquanto alguns planejam contra-atacar. Entretanto, dois psicopatas são colocados juntos dos estudantes, causando grande derramamento de sangue apenas pelo prazer de matar a todos. A direção é de Kinji Fukasaku, um mestre dos filmes de yakuza, como “Luta sem Código de Honra” (1974) e “Guerra por Procuração” (1973), que faleceu em 2003, e o elenco destaca a participação do ator e cineasta Takeshi “Beat” Kitano (“A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell”) como supervisor dos jogos. | ALERTA DE EMERGÊNCIA | VOD* O thriller de ação acompanha um atentado terrorista a bordo de um avião. Depois que um perigoso vírus é liberado, passageiros começam a morrer, enquanto outros tentam se isolar. Em desespero, o capitão tenta pousar, mas nenhum aeroporto aceita a requisição, deixando-os no ar com o terror a bordo. Bastante tenso, o filme destaca atores conhecidos do cinema sul-coreano, como Song Kang-ho (“Parasita”), Lee Byung-hu (“Round 6”) e Jeon Do-yeon (“Alerta Vermelho”). A direção é de Han Jae-rim (“O Leitor de Faces”). | NA PALMA DA MÃO | NETFLIX O primeiro longa dirigido pelo ator sul-coreano Tae-joon Kim (“Invasão Zumbi 2: Península”) é um suspenso tenso. A vida de uma mulher vira de cabeça para baixo quando um homem perigoso encontra um celular perdido e começa a seguir tudo o que ela faz. O elenco inclui Chun Woo-hee (“O Lamento”), Yim Si-wan (“O Advogado”), Park Ho-San (“A Ligação”), Kim Ye-Won (“Parceira Suspeita”) e Jeon Jin-oh (“Caçadores de Demônios”). | CORSAGE | VOD* O premiado e elogiado drama austríaco da diretora Marie Kreutzer rendeu à estrela Vicky Krieps (“A Ilha de Bergman”) o troféu de Melhor Atriz da Europa. Ela vive a Imperatriz Elizabeth da Áustria, idolatrada por sua beleza e conhecida por inspirar tendências de moda. Mas, em 1877, Sissi (sim, aquela Sissi) completa 40 anos e é oficialmente considerada velha. Em nome de sua vaidade, ela luta para preservar sua imagem e manter as aparências, forçando seu espartilho a ficar cada vez mais apertado. E enquanto o Imperador a descarta, aproveita seus momentos de prazer com novas experiências. | VINGANÇA | VOD* Escrita, dirigida e estrelada por B.J. Novak (“The Office”), a comédia mórbida acompanha um podcaster que viaja ao interior para ir ao enterro de uma ficante e esbarra numa grande história, ao ser confundido com um namorado importante e convencido a se juntar numa vingança contra o assassinato da mulher. Sem provas de nada, os familiares multiplicam teorias e conspirações. Até que o carro do protagonista explode num atentado, porque estaria chegando perto demais da verdade. Qual verdade? E qual suspeito é o assassino? São perguntas que o podcaster faz a si mesmo, sem conseguir entender nada do que acontece na cidadezinha. E não faltam suspeitos no elenco estelar dessa produção indie, que ainda inclui Boyd Holbrook (“Sandman”), Ashton Kutcher (“O Rancho”), Dove Cameron (“Descendentes”), Issa Rae (“Insecure”) e o músico John Meyer no papel de si mesmo. | INFERNO SANGRENTO | VOD* Ben O’Toole (“12 Heróis”) interpreta um esquizofrênico com problemas para controlar a raiva, que tenta escapar de seu próprio inferno, apenas para ser capturado por uma família caipira de psicopatas. Amarrado, ele traça um plano com ajuda de uma versão imaginária de si mesmo, disposto a virar o jogo e transformar os assassinos em sua caça. O terrir sangrento tem direção de Alister Grierson (“Santuário”). participações de Matthew Sunderland (“Pearl”), Meg Fraser (“Barons”) e Caroline Craig (“Underbelly”), e nada menos que 91% de aprovação no agregador de críticas Rotten Tomatoes. | ME ASSUSTE | HBO MAX O roteirista, diretor e ator Josh Ruben (“Plano B”) está passando o fim de semana numa cabana isolada de inverno, quando recebe a visita inesperada de uma escritora de terror (Aya Cash, de “The Boys”), acompanhada por um grande apagão elétrico. Para passar o tempo, ela tem a ideia de contarem história de terror um para o outro. E quanto mais se envolvem em suas histórias, mais elas ganham via na cabana. Até que os terrores da realidade se revelam. A comédia minimalista de terror tem 84% de aprovação no Rotten Tomatoes. | RE/MEMBER | NETFLIX O terror japonês de chacina estudantil e loop temporal tem estrutura de videogame. O jogo começa com a aparição de Haruka, uma estudante morta, que pede para encontrarem seu corpo. Asuka e seus amigos tentam encontrar os oito pedaços do cadáver espalhados pela escola, enquanto uma assombração prende os estudantes para caçá-los um a um. Sempre que a entidade alcança e mata um aluno, espalha seu corpo em oito partes e incumbe outra pessoa de encontrar os pedaços na escola. Se Asuka não conseguir encontrar todos os pedaços do corpo de Haruka antes de morrer, o dia se repetirá indefinidamente e ela e seus amigos continuarão morrendo até que consigam completar a missão. Adaptação de um mangá homônimo, o filme tem direção de Eiichirô Hasumi (“Resident Evil: No Escuro Absoluto”). | UMA OBSESSÃO DESCONHECIDA | VOD* Maika Monroe (de “Corrente do Mal”) e Jack Lacy (“The White Lotus”) são um jovem casal que faz uma caminhada de mochilas pelas montanhas remotas da costa Noroeste do Pacífico e enfrenta eventos sinistros que os levam a crer que há algo sobrenatural naquele lugar. Quando outro casal encontra Maika desacordada e sem seu par, ela não consegue lembrar de nada que aconteceu. Ou será que está mentindo? Este é o quarto terror da dupla Dan Berk e Robert Olsen, de “Vilões” (2019), “Anoitecer Violento 2” (2016) e “Corpo” (2015). | PLANO A | VOD* Conhecidos por filmes de terror judeu, os irmãos israelenses Doron e Yoav Paz (“JeruZalem” e “Golem”) abordam o maior terror judeu de todos: o holocausto. Mas como filme de vingança sangrenta! A história é baseada em fatos reais, embora não muito divulgados, sobre um grupo de judeus sobreviventes dos campos de concentração que decidiu partir para o “olho por olho” com a população da Alemanha. Formado em 1945, diante da inconformidade com as sentenças “leves” para criminosos de guerra e a vitimização do povo cúmplice, o grupo traça uma meta ambiciosa: matar um alemão para cada judeu assassinado por nazistas, num total de 4 milhões. Com fotografia de Moshe Mishali (“Fauda”) indicada ao “Oscar israelense”, o filme destaca em seu elenco o alemão August Diehl (“Bastardos Inglórios”) e a holandesa Sylvia Hoeks (“See”).












