Alinne Moraes viverá lésbica na próxima novela da Globoplay
Alinne Moraes voltará a interpretar uma personagem lésbica na novela “Guerreiros do Sol” da Globoplay. Há 20 anos, a atriz ficou marcada por seu papel em “Mulheres Apaixonadas” (2003), onde deu vida à adolescente Clara, que se apaixona por uma colega de escola. Na nova trama passada no início do século 20, Alinne viverá a militante feminista Jânia que se apaixonará por uma amiga. A personagem será casada com Idálio (Daniel de Oliveira), filho de Elói (José de Abreu). Jânia é uma mulher politizada e interessada pelos negócios, mas acabou forçada a se casar por conta dos interesses familiares em unir seus empreendimentos. Ela encontra refúgio na biblioteca do sogro, onde passará seus dias. Em dado momento, a personagem de Alinne se torna amiga íntima de Rosa (Isadora Cruz), que também será obrigada a casar-se com Elói e acaba virando sogra de Jânia. A mocinha pedirá ao marido para a irmã Otília (Alice Carvalho) morar com eles. Jânia se tornará ainda mais próxima das irmãs e, aos poucos, perceberá seu interesse afetivo por Otília. Ela ficará surpresa com o despertar de sentimentos que nunca imaginou que pudessem existir. Guerreiros do Sol Depois do sucesso de “Todas as Flores” (2022), a próxima novela exibida no Globoplay será ainda mais curta com apenas 45 capítulos. A trama será menor até que a sequência de “Verdades Secretas” (2021). O folhetim será inspirado na história de Lampião e Maria Bonita, porém com detalhes anacrônicos – à frente de seu tempo. A produção será dirigida por Rogério Gomes (“Além do Tempo”) com roteiros de George Moura (“Carga Pesada”) e Sérgio Goldenberg (“O Rebu”). O elenco ainda inclui Irandhir Santos (“Pantanal”), Osmar Prado (“Pantanal”), Alexandre Nero (“Travessia”), Nathalia Dill (“A Dona do Pedaço”) e Alice Carvalho (“Septo”). As gravações de “Guerreiros do Sol” já começaram e devem terminar em fevereiro do próximo ano. Já sua estreia está prevista para o terceiro trimestre de 2024.
Xuxa critica os que defendem Marlene Mattos e romantizam abusos
Xuxa Meneghel decidiu se manifestar, após ver colegas defenderam sua ex-diretora, Marlene Mattos. O nome da produtora se tornou muito falado em meio à polêmica gerada por “Xuxa – O Documentário”, que aborda a vida e carreira de Xuxa. A produção acusa Marlene de abuso moral contra a apresentadora. Xuxa usou seu Instagram para expressar sua insatisfação com as defesas da produtora, que ela considera uma romantização de atitudes abusivas. Desabafo de Xuxa Em uma mensagem direta, Xuxa compartilhou sua felicidade com o resultado do documentário, destacando o carinho recebido do público. No entanto, ela aproveitou a oportunidade para desabafar e deixar claro que não aceita a romantização de atitudes abusivas, independentemente de suas próprias experiências. Xuxa frisou que o fato de algumas pessoas não terem passado por situações semelhantes em suas vidas não as autoriza a minimizar a dor e os traumas de quem viveu abusos. “Preciso desabafar, dizer que estou imensamente feliz pelo resultado do DOCUMENTÁRIO XUXA, em todos os sentidos: com o público que está esperando os novos episódios saírem e também com o tanto de coisas boas que estão dizendo… é um carinho no meu coração. Mas… para aquelas pessoas que se dizem minhas “amigas” ou que “gostam” de mim e que estão romantizando atitudes abusadoras, ou que falam que também trabalharam e conheceram meus abusadores e nada aconteceu, eu digo: o fato de vocês não terem passado ou vivido nada parecido na vida de vocês, não dá o direito de vocês ‘romantizarem’ ou normalizarem estas atitudes”, iniciou a apresentadora. Ela citou João de Deus para fazer uma comparação. Citando que não sofreu abusos do médium, nem por isso iria defendê-lo, reforçando a importância de não apoiar abusadores, independentemente do relacionamento que tiveram. “Não podemos e não devemos bater palma para abusadores”, destacou. “Mas como disse, estou feliz por vários motivos e um deles é descobrir quem são meus ‘amigos’ de verdade”, concluiu. Famosos ao lado de Marlene Mattos Entre os famosos que se mostraram ao lado de Marlene Mattos estão Zilu Camargo, a ex-paquita Bárbara Borges e Mara Maravilha. Enquanto a história segue evoluindo, o episódio 3 do documentário sobre a vida de Xuxa já está disponível na Globoplay, suscitando mais discussões e reflexões sobre os desafios enfrentados pela apresentadora ao longo de sua carreira. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Xuxa (@xuxameneghel)
Fabiana Karla confunde data na divulgação de “Rensga Hits!”: “É o TDAH”
Fabiana Karla (“Lucicreide Vai pra Marte”) participou do “Encontro” nesta quinta-feira (27/7) para divulgar a estreia na TV aberta de “Rensga Hits!”, série disponibilizada no Globoplay no ano passado. No entanto, a atriz se confundiu e acabou falando a data errada da trama que será exibida na TV Globo. A artista estava no sofá do programa matinal quando a produção tocou “Desatola Bandida”, de Raíssa Medeiros (a personagem de Alice Wegmann na trama). “Isso aí, pra quem conhece, faz parte do ‘Rensga Hits!’, que a gente está voltando com tudo agora”, disse empolgada. “A Helena Maravilha que morava em mim, que estava adormecidinha, já está saindo novamente. E eu tô muito feliz, a gente já está na preparação para a segunda temporada. Mas a gente tem uma surpresa para quem curtiu.” “Para quem estava pedindo muito, a gente atendeu e vai rolar uma TV aberta, vai ter a temporada na Globo mesmo. A partir do dia 31…”, continuou Fabiana antes de ser interrompida por Patrícia Poeta: “21 de agosto!”. Fabiana tentou levar seu deslize na esportiva, embora tenha parecido constrangida com o corte da apresentação. “Eita, passei informação errada, que legal! É isso, é 21 de agosto… É o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade), gente!”, ela justificou. Na sequência, a artista retomou seus elogios à serie do Globoplay. “A gente está muito feliz de dividir isso tudo, foi muito legal. A trilha é maravilhosa, é uma cama pra gente deitar. E a gente traz esse universo do feminejo, de mulheres fortes, como a Helena Maravilha, a Deborah [Secco – “Salve-se Quem Puder”] fazendo a Marlene”, disse enquanto menciona outros nomes do elenco. “Tem tanta mulher pra botar esse feminejo na praça, e a gente fica muito feliz de trazer esse Goiás, um lugar que é tão forte, tão potente, tão importante, com tanta gente legal. A gente quer contar essa história pro Brasil inteiro, regado de música, de energia e se preparando para fazer a 2ª temporada.” Detalhes de Rensga Hits! A trama acompanha Raíssa (Wegmann), uma jovem do interior que viaja para a cidade grande para se tornar cantora. Ela começa a fazer pequenas apresentações num restaurante, mas logo descobre que uma de suas composições foi roubada por outra cantora, Gláucia (Lorena Comparato), iniciando uma rivalidade entre as duas. O elenco também conta com Stella Miranda (“Carnaval”), Guida Vianna (“Valentins”), Jeniffer Dias (“Amor de Mãe”), Sidney Santiago (“Segunda Chamada”), Maurício Destri (“Orgulho e Paixão”), Alejandro Claveaux (“Coisa Mais Linda”), Mouhamed Harfouch (“Amor de Mãe”) e ainda marca o retorno de Lúcia Veríssimo (Amor à Vida”). “Rensga Hits!” já confirmou sua 3ª temporada.
Sucesso no streaming, “Xuxa – O Documentário” também será exibido na TV Globo
A série documental “Xuxa, O Documentário”, que retrata a trajetória de Xuxa Meneghel, será exibida na rede Globo após fazer sucesso em streaming. A produção, que estreou em 13 de julho na Globoplay, será exibida na TV aberta com o objetivo de alcançar o público que não assina a plataforma. A exibição vai acontecer na faixa da “Tela Quente”, na próxima segunda-feira (31/7), logo após a novela “Terra e Paixão”, mas só contará com a íntegra do primeiro episódio, com duração de cerca de uma hora. Quem é Marlene Mattos A série vai ao ar na TV aberta na mesma semana em que o streaming liberará o quarto episódio para os assinantes, focado nas divergências entre Xuxa e a sua antiga diretora, Marlene Mattos. A curiosidade pela atração também pode ser mensurada pelo crescimento das pesquisas por Marlene Mattos, figura central na carreira da apresentadora. O termo “Quem é Marlene Mattos” teve mais de 250% de aumento em procuras nos últimos 90 dias. Sucesso em streaming “Xuxa, O Documentário” foi o terceiro conteúdo mais consumido da Globoplay desde sua estreia. Na sua frente, ficaram apenas as duas das principais novelas de horário nobre da emissora: “Terra e Paixão”, exibida às 21h, e “Vai na Fé”, trama das sete que está em sua reta final. A série documental oferece um novo olhar sobre quem foi e quem é Xuxa. Dividida em cinco episódios, apresenta depoimentos inéditos, entrevistas exclusivas e uma imersão nos momentos mais importantes de sua carreira. A produção é comandada por Pedro Bial.
10 Series: Os principais lançamentos do streaming
A programação de séries da semana está cheia de ação e romance. Com destaque para uma superprodução com estrelas de cinema, a lista também inclui duas novas séries brasileiras de fantasia adolescente. Confira abaixo a seleção com os 10 principais lançamentos para ver em streaming. OPERAÇÃO: LIONESS | PARAMOUNT+ A nova série de Taylor Sheridan, criador de “Yellowstone”, “Mayor of Kingstown” e “1883”, destaca astros de cinema como Zoe Saldaña (“Guardiões da Galáxia”), Nicole Kidman (“O Homem do Norte”) e Morgan Freeman (“Truque de Mestre”), além de um clima tenso de thriller de espionagem e ação, acompanhando os desdobramentos de uma missão clandestina que dá errado. O papel principal pertence à canadense Laysla de Oliveira (“Locke and Key”), que tem pais brasileiros e fala português. Ela interpreta uma jovem fuzileira que faz parte do projeto Lioness, usado pela CIA para infiltrar agentes nas famílias de alvos do governo dos EUA, visando derrubar organizações terroristas a partir de seu interior. Saldaña vive a chefe do programa, encarregada de treinar, monitorar e liderar a operação de infiltração, Kidman interpreta uma agente sênior da CIA e Freeman vive o Secretário de Estado dos EUA. O elenco ainda inclui Michael Kelly (“Jack Ryan”), Jill Wagner (“Teen Wolf”), Dave Annable (“Yellowstone”), Martin Donovan (“Tenet”) e LaMonica Garrett (“Arrow”), e a estreia vai acontecer no domingo (23/7). NEGOCIADOR | AMAZON PRIME VIDEO A nova série policial brasileira traz Malvino Salvador (“A Dona do Pedaço”) como o capitão Gabriel Menck, um negociador da polícia e integrante do Grupo de Ações Táticas Especiais, que frequentemente é acionado para resolver situações de crise complexas que acontecem nas ruas e são transmitidas ao vivo na TV, sob os olhares do país inteiro. Os episódios acompanham o trabalho intenso do capitão no enfrentamento de assalto a bancos, sequestros passionais, suicidas armados, ameaças terroristas e rebeliões em presídios – casos geralmente imprevisíveis. Para aumentar o drama, ele está voltando ao trabalho após meses afastado e ainda tem de lidar com o estresse pós-traumático do filho, que ficou mudo por causa do choque da morte de sua mãe num acidente de carro, com o revanchismo do seu antigo superior e com uma investigação que o coloca como principal suspeito do falecimento da esposa. Entre os roteiristas, estão nomes como Thomas Stavros e José Guertzenstein (que trabalharam juntos nos roteiros de “1 Contra Todos” e “Polícia Federal: A Lei É para Todos”) e Gabriela Giffoni (de “Impuros”). A direção está a cargo de Bel Valiante (“Temporada de Verão”) e o elenco também destaca Barbara Reis (“Sob Pressão”), César Mello (“Bom Dia, Verônica”), Emilio de Mello (“Reality Z”) e Guilherme Paiva (“Novo Mundo”). WILL TRENT | STAR+ Will Trent, interpretado por Ramón Rodríguez (“Punho de Ferro”) é o agente especial com a maior taxa de resolução de casos no GBI (Agência Estadual de Investigação da Georgia). Apesar de ter sido abandonado ao nascer e ter passado por uma infância difícil no sistema de adoção de Atlanta, ele se tornou um detetive astuto e intuitivo, conhecido por sua habilidade de destrinchar cenas de crime até os mínimos detalhes. Mas também é severamente disléxico, o que não o impede de ser um dos melhores em seu campo. A série se deferencia de outras atrações policiais da TV americana por apresentar um personagem principal distinto e um conjunto promissor de elenco e personagens. Baseada nos livros best-sellers de Karin Slaughter, a adaptação de Liz Heldens e Daniel Thomsen (criadora e roteirista de “The Passage”) acompanha ainda Amanda Wagner (interpretada por Sonja Sohn), a chefe dura do GBI que tem um ponto fraco misterioso por Will, Faith Mitchell (Iantha Richardson), a parceira relutante do detetive, Michael Ormewood (Jake McLaughlin), um detetive de homicídios cujo casamento está por um fio, e Angie Polaski (Erika Christensen), outra detetive da polícia de Atlanta que cresceu na mesma casa de acolhimento que Will. THE ROOKIE: FEDS | PARAMOUNT+ O spin-off da já veterana “The Rookie” é estrelado por Niecy Nash-Betts (protagonista de “Claws”) e é basicamente uma versão feminina da premissa de “The Rookie”. Enquanto a série original tinha John Nolan (Nathan Fillion) como o novato mais velho da Polícia de Los Angeles, o spin-off traz Simone Clark (Nash-Betts) como a novata mais velha do FBI. A premissa foi apresentada como numa trama de duas partes em episódios da 4ª temporada da série inicial, onde Nolan encontrou Simone Clark. Criada por Alexi Hawley e Terence Paul Winter, respectivamente criador e roteirista de “The Rookie”, a atração também inclui em seu elenco Kevin Zegers (“Gossip Girl”), Britt Robertson (“Under the Dome”), Frankie Faison (“O Grito”), James Lesure (“O Chamado 2”) e Felix Solis (“Ozark”). SLIP | PARAMOUNT+ A série inovadora criada, escrita, dirigida e estrelada por Zoe Lister-Jones (“Beau Tem Medo”) segue Mae Cannon, uma curadora de museu que, apesar de ter uma vida confortável com seu marido, sente-se insatisfeita e ansiando por algo mais. Esta insatisfação leva Mae a um encontro com um músico atraente, que frequenta seu bar local. Mas basta uma noite de infidelidade para ela acordar em uma realidade completamente diferente, onde descobre estar casada com o amante. A partir daí, a série se desenrola em uma jornada multidimensional, onde cada orgasmo de Mae a transporta para uma realidade alternativa, cada uma com um cônjuge diferente. Em cada mundo, Mae se vê confrontada com diferentes versões de si mesma, fazendo-a questionar quem ela é e por que estava insatisfeita com sua vida em primeiro lugar – enquanto encontra uma variedade de personagens, desde donas de bares lésbicas até músicos famosos, cada um deles revelando algo novo sobre ela mesma. Apesar de sua premissa de ficção científica, “Slip” é uma série que se preocupa mais com as pessoas do que com o multiverso, levando Mae a aprender a valorizar todos os aspectos de sua vida, especialmente sua melhor amiga (Tymika Tafari, de “The Marijuana Conspiracy”), uma das poucas coisas que permanece constante em todas as realidades. ALÉM DO GUARDA-ROUPA | HBO MAX Primeiro “k-drama brasileiro”, a série se passa no bairro do Bom Retiro, que concentra a comunidade coreana em São Paulo, e é estrelado por Sharon Cho, filha de imigrantes, no papel da adolescente Carol. Aspirante a bailarina, ela quer distância de tudo que vem da Coreia, desde que foi abandonada pelo seu pai. Entretanto, seu guarda-roupa tem outros planos. Ele abre um portal mágico para (não é Nárnia) o dormitório do ACT, o maior grupo fictício de K-pop do mundo, o que faz com que o quarto da jovem seja invadido por ídolos da música pop, virando seu mundo de ponta cabeça. Bem ao estilo dos K-dramas (também conhecidos como doramas), a produção combina melodrama, romance e fantasia, com direção geral de Marcelo Trotta (“Tudo Igual… SQN”) e atores coreanos, como Kim Woojin (que é ex-integrante do grupo Stray Kids), Jin Kwon (do grupo Newkidd), Lee Min Wook e Jae Chan, intérpretes dos astros de K-pop, ao lado de Júlia Rabello (“La Situación”), Sabrina Nonata (“Samantha!”), Luiza Parente (“Amiga do Inimigo”), o cantor Lucas Deluti e até a bailarina Ana Botafogo. VICKY E A MUSA | GLOBOPLAY A primeira série musical do Globoplay traz uma história que mistura música pop, mitologia e dilemas da adolescência. A trama se passa no fictício bairro operário de Canto Belo, que, após a pandemia da Covid-19, precisou fechar as portas do único teatro da cidade, distanciando-se de qualquer tipo de manifestação artística. Tudo muda quando a jovem Vicky, interpretada por Cecília Chancez, pede ajuda às musas gregas e aos deuses da Arte, que respondem a seu apelo, assumindo a missão de devolver a alegria, a inspiração e o ritmo para os moradores locais. A musa da música Euterpe, vivida por Bel Lima (do teatro musical), e o deus do teatro Dionísio, interpretado por Túlio Starling (“O Pastor e o Guerrilheiro”), logo se misturam aos mortais para abrir um teatro musical comunitário, que engaja os jovens da trama, entre eles Tabatha Almeida (ex-“The Voice Kids”), Malu Rodrigues (“Minha Fama de Mau”), Nicolas Prattes (“Éramos Seis”), Pedro Caetano (“Sentença”), Cris Vianna (“Império”), Leonardo Miggiorin (“Malhação”), Jean Paulo Campo (“Carinha de Anjo”), João Guilherme (“De Volta aos 15”) e outros. A série foi criada e escrita por Rosane Svartman, autora do folhetim de sucesso “Vai na Fé”, tem direção artística de Marcus Figueiredo (“Malhação”) e direção de gênero de José Luiz Villamarim (“Onde Está Meu Coração”). CONSUMIDAS PELO FOGO | NETFLIX O drama de vingança japonês mergulha na vida de Anzu, uma jovem cuja vida e família foram despedaçadas em um incêndio. Interpretada por Mei Nagano (“O Deus do Cinema”), Anzu assume uma identidade falsa para limpar o nome da mãe, acusada pelo incêndio, e começa a trabalhar como empregada doméstica na casa de Makiko (Kyôka Suzuki, de “Como um Deserto”), mulher que se casou com seu pai. Ela acredita que lá pode encontrar evidências que revelem a verdade sobre o que realmente aconteceu, especialmente nos quartos do andar de cima, que Makiko a proibiu de limpar. Baseada num mangá de Moyashi Fujisawa, adaptado por Arisa Kaneko (“Meu Pequeno Mostro”), a trama não se desenvolve como o thriller sombrio sombrio que sua premissa sugere, mas de forma dramática. É uma série sobre aparências, engano, falsidade, mas também sobre clareza e, acima de tudo, sobre a verdade. NOIVA POR VINGANÇA | STAR+ A secretária sofredora de um chefe abusivo descobre que desenvolveu um tumor no cérebro e tem poucos meses de vida. Culpando o emprego, ela revolve matar o patrão – e até aparece em seu quarto com um martelo. Entretanto, o que começa como plano de assassinato – e uma vibe de comédia sombria – logo se transforma num improvável romance. A secretária é vivida por Krystal Jung (“Manual do Presidiário”), numa performance insana, enquanto Kim Jae-Wook (“Voice”) interpreta o patrão. DOCES MAGNÓLIAS 3 | NETFLIX O drama feminino gira em torno da amizade de três amigas adultas e suas experiências com relacionamentos, família e trabalho numa pequena cidade interiorana. O tom é de conforto – muitos laços familiares doces, romances cativantes e uma abundância de noites de margarita compartilhadas pelas protagonistas. Isso não impede o surgimento de dramas e até tensão inesperados. Inspirada no livro homônimo de Sherryl Woods, a trama tem adaptação da roteirista Sheryl J. Anderson (“Uma Canção de Natal”) e é estrelada por JoAnna Garcia Swisher (a Ariel de “Once Upon a Time”), Brooke Elliott (a Jane de “Drop Dead Diva”) e Heather Headley (a Gwen de “Chicago Med”).
Globo é condenada por uso de música sem autorização em “Renascer”
A Justiça de São Paulo condenou a rede Globo por uso indevido da música “Mandei Caiá meu Sobrado”, do compositor Valdemar de Jesus Almeida, conhecido pelo pseudônimo Carlos Mendes. A emissora terá que pagar uma indenização por danos morais de R$ 45 mil por utilizar a canção na novela “Renascer”, exibida em 1993 e lançada no Globoplay em 2021. Segundo o processo, a Globo exibiu a faixa na trilha sonora do folhetim sem pedir autorização prévia para o autor, o que também configura em prejuízos materiais a Mendes. Os peritos devem fazer novos cálculos indenizatórios com base nos rendimentos obtidos com a novela. Essa é a segunda vez que a Globo é condenada por utilizar a música de Carlos Mendes. A primeira aconteceu durante a exibição da novela em 1993, quando a emissora teve que pagar uma indenização de cerca de R$ 127 mil no ano de 2019. Agora, a condenação ocorre pela manutenção da música na reprise no streaming. Direitos autorais A defesa afirmou à Justiça que a Globo agiu de acordo com a legislação, já que obteve autorização para utilizar a faixa pela editora que possui os direitos autorais. Além disso, a emissora teria pago R$ 631,59 pela utilização. “A Globo somente veiculou a obra em questão por expressa autorização e prévio pagamento à editora que representa o autor [do processo]”, afirmaram seus advogados. Contudo, o juiz Mario Chiuvite Júnior não aceitou a argumentação, pois o contrato do compositor com a editora não prevê a possibilidade de inserir a obra em novelas de televisão. A Globo ainda pode recorrer da decisão.
Ex-diretor de Gugu defende Marlene Mattos das críticas de Xuxa: “Nenhuma é santa”
Homero Salles, o braço direito de Gugu Liberato (1959-2019), decidiu expor sua opinião sobre o conflito entre Xuxa e Marlene Mattos. Num texto no LinkedIn, o ex-diretor reforçou a seriedade da produtora e disse que a artista se aproveitou do assunto para promover “Xuxa – O Documentário”. Ele fez questão de esclarecer que não tem relação próxima com Marlene apesar de defendê-la. “Já vou adiantando que não sou amigo da Marlene, estive com ela apenas uma vez quando gravei na casa ‘rosada’ [antiga residência de Xuxa em Vargem Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro]”, ele pontuou. “E ela me tratou com educação, porém, fria e desinteressada em ser simpática. Até aí, nada demais, estava lá para trabalhar e não para fazer amigos.” Salles então opinou sobre a maneira em que a diretora foi tratada nos últimos dias. Segundo ele, os produtores escolheram o assunto apenas para viralizar um lado negativo da ex-empresária de Xuxa: “Para esse lançamento precisavam de um gancho para divulgação. E qual foi o gancho escolhido? Parabéns a quem acertou, ganhou um pirulito: é a dona Marlene.” Autopromoção? Em seguida, o braço direito de Gugu Liberato questionou as falas controversas de Xuxa, que também afirma ser grata pelo trabalho de Marlene. “Trechos divulgados enfatizam e demonizam a ex-diretora, insistindo sobre Marlene ser um monstro perante à legião de seguidores”, pontuou Salles. “Traumas causados, prejuízos psicológicos, blá-blá-blá. Espera aí, nenhuma palavra de gratidão? Não houve direcionamento, dedicação e suporte profissional para impulsionar sua carreira?”, alfinetou Homero. Por fim, Homero Salles avaliou que a briga com Marlene Mattos está sendo usada apenas como estratégia para promoção de Xuxa Meneghel, que vendeu seu documentário para o streaming Globoplay. “Nenhuma das duas é santa [incluo a humanidade toda nessa definição], mas existe um limite para o marketing ou vale tudo? Marlene pode ter exagerado e pode até ter dado alguns dos motivos alegados por Xuxa, mas essa insistência em gerar polêmica leva ao absurdo de execrar.”
Marlene Mattos ameniza acusações de assédio moral: “Meu jeito de ser”
A diretora Marlene Mattos voltou a mandar indiretas em meio as acusações de assédio moral no ambiente de trabalho. Nos últimos dias, a ex-empresária foi alvo de relatos polêmicos sobre a época em que trabalhou com a cantora e apresentadora Xuxa Meneghel. No Instagram, Marlene reforçou seu jeito “bruto” de ser com uma publicação reflexiva: “Você pode ter resultados ou desculpas, não os dois”, dizia o texto na imagem. A postagem da diretora teria sido vista como alfinetada à Xuxa, já que a artista fez revelações contudentes sobre Marlene em seu documentário no Globoplay. “Eu vou continuar na luta por resultados. É do meu jeito de ser”, ela sustentou. Acusações e práticas abusivas Marlene Mattos foi diretora dos programas infantis de Xuxa Meneghel por 18 anos. As duas trabalharam juntas na extinta TV Manchete e na TV Globo. A dupla rompeu parceria profissional (e pessoal) em 2002. Contudo, Marlene se viu numa fase turbulenta neste mês, desde que a apresentadora expôs seu relacionamento abusivo com a ex-empresária em “Xuxa – O Documentário”, lançado no streaming Globoplay. Em depoimentos, Xuxa e seus funcionários contaram práticas abusivas e situações controversas promovidas pela diretora. “A Marlene me apavorada um pouco. Ela falava: ‘você tem que fazer o trabalho, isso, isso e isso’. […] Eu ficava perdida lá atrás”, lembrou Letícia Spiller, a paquita Pastel. Já em entrevistas externas, há relatos intensos sobre o comportamento tóxico da diretora, como quando ela desejou a morte precoce da apresentadora do “Xou da Xuxa”. “[Ela] já chegou de um jeito assim: ‘Se vocês acham que vou pedir desculpas, não vou’. Ela não mudou nada. Isso me deixou chocada, eu mudo quase diariamente”, pontuou Xuxa ao jornal O Globo.
Rafa Kalimann expõe depressão após fracasso de “Casa Kalimann”
Rafa Kalimann revelou que teve um quadro depressivo após fracassar como apresentadora do “Casa Kalimann”, programa exibido na Globoplay. Na ocasião, a atração de entretenimento recebeu críticas intensas por falta de naturalidade. No videocast “PocCast”, Rafa explicou que a proposta inicial seria para trabalhar como atriz da Globo com termos de contrato previamente assinados. Contudo, a ex-BBB recebeu uma oportunidade inédita para trabalhar de apresentadora, da qual ela não pensou duas vezes antes de aceitar. “Tiveram uma reunião e eles apresentaram [o projeto e disseram]: ‘você vai apresentar’. Falei: ‘tá bom. Sei [apresentar]? Não sei. Vou? Vou, porque não sou boba’. Acho assim, tem essa oportunidade na sua frente, você acha que isso vai te agregar de alguma maneira, vai te dar experiência… se vai dar certo ou não, você só vai saber se fizer”, ela disse. “A condição que eu tinha de entregar naquele momento era aquela, e eu dei o meu máximo. Então foi muito bom viver essa experiência. Mas o pós-programa foi muito traumático. Eu buguei, entrei em depressão, foi muito ruim, porque eu virei motivo de chacota. Eu levei [toda a culpa] sozinha, e doeu muito”, acrescentou. Apesar das críticas, Rafa Kalimann destacou que não se arrependeu de ter participado do projeto. “Se eu tivesse recusado, teria me arrependido muito. Eu aprendi muito ali, descobri novos caminhos, conheci várias pessoas que são incríveis e me ajudam muito nesse processo [como atriz]”, ela pontou. “O ‘Casa’ foi desafiador. Tinham coisas que eu fazia e eu também não entendia, mas falava vou fazer porque a gente tem que ter a humildade de falar ‘essas pessoas [a produção] sabem o que estão fazendo’. Tenho certeza que dei tudo o que pude, dedicação, disciplina, o que me cabia”, completou. Críticas do “Casa Kalimann” O programa “Casa Kalimann” estreou em abril de 2021, porém teve curta duração no streaming do Globoplay por não passar credibilidade. Na época, os internautas apontaram que a atração feita por Boninho não era “natural” e que o excesso de roteirização atrapalhava a qualidade do entretenimento. “Já sabia que isso ia acontecer, porque a gente não agrada todo mundo” disse Rafa, na ocasião. “E a gente está vivendo um momento da nossa sociedade em que as pessoas buscam, cavucam, precisam encontrar motivos para criticar.”
Alice Wegmann revela abuso sexual ao final de “Justiça 2”
Alice Wegmann, protagonista na 2ª temporada da série “Justiça”, produzida para o Globoplay, compartilhou uma despedida emocionada de sua personagem e fez a revelação de um desafio pessoal particularmente intenso, ao celebrar o final das gravações. Na trama escrita por Manuela Dias, Wegmann interpreta Carolina, uma jovem que sofre abuso sexual do próprio tio, Jayme (Murilo Benício), durante sua adolescência. Durante o fim de semana, em seu perfil no Instagram, a atriz compartilhou que também foi vítima de abuso. “Me despedir das personagens é sempre mais difícil do que entrar nelas. Talvez porque dentro eu esteja desde sempre, ou elas dentro de mim. O adeus é sempre um luto. É como se uma amiga próxima morresse, ou como se a gente tivesse que aniquilar uma parte de si mesma, o que também é bem difícil”, escreveu a atriz. Identificação e denúncia Em um desabafo corajoso, Wegmann revelou que o papel lhe trouxe muita reflexão, contando sobre seu caso de abuso sexual. “Carolina me trouxe desafios e enfrentamentos muito íntimos. A história dela cruza com a minha e com a de milhares de meninas e mulheres do nosso país. A maioria esmagadora de nós já sofreu abusos, dentre eles estupros, assédios e outros tipos de violência. Eu já sofri”, confessou. Segundo a atriz, mesmo diante do teor difícil da trama, foi um privilégio poder contar essa história e fazer um alerta importante para os telespectadores. “Não teve um dia que eu chegasse desanimada ou triste, porque contar essa história que a Manuela Dias botou no papel é contar a história de um Brasil real, que existe, e que a gente mesmo escreve. Dar vida a Carolina foi como dar também um tanto mais de vida a mim mesma. Essa série é para mim uma denúncia”, declarou. Justiça e trauma Wegmann usou o momento para refletir sobre as questões de justiça no Brasil e a necessidade de não permitir que uma vida seja resumida a um acontecimento traumático. “É muito difícil falar de justiça num país tão desigual quanto o Brasil. E também para lembrar que a vida não pode e não deve se resumir a um acontecimento, a um trauma, e que o horizonte é logo ali”, avaliou. A atriz concluiu agradecendo à equipe e expressou esperança de que a série chegue ao coração dos espectadores para promover questionamentos e mudanças. “Que ‘Justiça 2’ chegue no coração de vocês para questionar, transformar, e mudar o curso da história. Obrigada a toda equipe que fez com que eu passasse esses meses tão densos do melhor e único jeito possível: rindo muito. Eu sou muito grata a cada um de vocês”, finalizou. Junto do texto, ela publicou duas fotos da produção, que foram complementadas em seguida por um vídeo com vários momentos dos bastidores. Veja abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alice Wegmann (@alicewegmann) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alice Wegmann (@alicewegmann)
10 Séries: Novidades incluem documentários de Xuxa e Balão Mágico
A lista de séries estreantes da semana é tomada pelo clima de nostalgia, com produções documentais de Xuxa e Balão Mágico, que revivem memórias da infância dos anos 1980, resgatando histórias da TV e da cultura pop brasileiras. Entre as produções estrangeiras, os destaques são novas temporadas de “The Great”, “A Fundação” e “O Verão que Mudou Minha Vida”, além do lançamento da minissérie de suspense “Círculo Fechado”, dirigida pelo cineasta Steven Soderbergh (“Contágio”). O Top 10 também inclui duas animações adultas com enorme potencial cult. Confira a relação completa. A SUPERFANTÁSTICA HISTÓRIA DO BALÃO | STAR+ A série documental conta a história do “Balão Mágico”, fenômeno infantil dos anos 1980, voltando a reunir Simony, Tob, Mike e Jairzinho para uma conversa franca, que passa a limpo a história do grupo, enquanto cenas históricas são recordadas e exibidas. Mas nem todas as memórias são douradas. Os depoimentos também revivem os momentos de polêmica em torno do grupo. “Balão Mágico” foi um programa infantil de grande sucesso, exibido pela TV Globo entre 1983 a 1986. Originalmente, o projeto surgiu como um grupo musical formado por um casal de crianças, Tob e Simony (que iniciou a carreira aos 3 anos, quando começou a cantar no programa de Raul Gil), mas logo recebeu reforço de dois filhos de celebridades: Jairzinho, filho do cantor Jair Rodriguez, e Mike, filho de Ronald Biggs, ladrão foragido do Reino Unido que gravou punk rock com os Sex Pistols no Rio de Janeiro. Além do sucesso televisivo, a Turma emplacou hits como “Superfantástico” e “Amigos do Peito”, lembrados até hoje. Da origem despretensiosa na música à explosão televisiva, o quarteto recorda tudo: os ginásios lotados, os hits emblemáticos e como a pressão da fama começou a afetá-los, deixando traumas que perduraram até hoje. Com roteiro de Fernando Ceylão (“Zorra Total”) e Beatriz Monteiro (“Caso Evandro”), a série tem direção-geral de Tatiana Issa (de “Pacto Brutal: O Assassinato de Daniela Perez”). XUXA – O DOCUMENTÁRIO | GLOBOPLAY Sem filtros, a série documental recorda a carreira de Xuxa com imagens clássicas e depoimentos de pessoas importantes na trajetória de mais de quatro décadas da eterna rainha dos baixinhos. A produção traz à tona fatos desconhecidos do público e que nem mesmo Xuxa sabia ou lembrava, num trabalho de pesquisa profundo, que contou com a direção geral de Pedro Bial (“Linha Direta”) e que destaca participação das Paquitas, de Marlene Mattos, de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, e até de Marcelo Ribeiro, ex-ator mirim que atuou com a famosa em “Amor Estranho Amor” (1982), filme polêmico que causou até processo judicial. Entre seus próprios depoimentos para o programa, Xuxa relata ter sido vítima de diversos tipos de abusos, desde o moral por Marlene, sua empresária por quase duas décadas, até sexuais – na infância e na carreira de modelo. Ela também fala de seus relacionamentos famosos com Pelé e Ayrton Senna, além do impacto do nascimento da filha Sasha em sua vida. THE GREAT 3 | LIONSGATE+ Ao contrário de outras produções de época, “The Great” é uma comédia, marcada pelo humor ácido de seu criador, Tony McNamara – indicado ao Oscar pelo Roteiro de “A Favorita” (2018), também focado numa monarca do século 18. A série traz Elle Fanning (“Mulheres do Século 20”) como a imperatriz russa Catarina, que trava uma guerra íntima pelo trono com o marido, o czar Pedro III, vivido por Nicholas Hoult (“X-Men: Fênix Negra”). Os protagonistas retornam com disputas e tensões renovadas, após Catarina inadvertidamente assassinar o sósia de Pedro, Pugachev (também interpretado por Hoult). Este incidente coloca um dilema no casamento de Catarina e Pedro e resulta em momentos cômicos e absurdos de aconselhamento matrimonial do século XVIII. As tramas secundárias apresentam duelos até a morte entre meninos de 11 anos e cavalos que se recusam a copular e produzir um “super cavalo europeu”. Além disso, a 3ª temporada explora novas narrativas, com mudanças de poder intrigantes e conflitos interpessoais intensos. Destaca-se o conflito entre Georgina (Charity Wakefield) e Marial (Phoebe Fox) numa reprodução da dinâmica de “A Favorita”, para definir qual delas é a conselheira mais próxima da imperatriz, causando disputas físicas entre as duas mulheres. A chegada do Rei Hugo (Freddie Fox) e da Rainha Agnes (Grace Molony) à corte, fugindo de uma tentativa bem-sucedida de derrubar seu reinado na Suécia, também agita o reino. Mas é a morte inesperada de um personagem relevante que finalmente envia todos os personagens ao caos. FUNDAÇÃO 2 | APPLE TV+ A ambiciosa série sci-fi baseada na franquia literária de Isaac Asimov retorna para encenar a guerra com o Império Galáctico. A trama clássica dos livros “Fundação” (1951), “Fundação e Império” (1952) e “Segunda Fundação” (1953) são considerados a mais importante trilogia literária da sci-fi. Na trama, o matemático Hari Seldon desenvolve uma fórmula que prevê que os dias do Império estão contatos. Ele descobre que a atual forma de governo vai entrar em colapso e mergulhar a humanidade numa era de trevas, na qual todo o conhecimento será perdido e o homem voltará à barbárie. A descoberta o transforma em inimigo do Império e também origina um grupo conhecido como A Fundação, criado para preservar o conhecimento humano do inevitável apocalipse. Ao se distanciar do material fonte no final da 1ª temporada, os roteiristas David S. Goyer (de “Batman: O Cavaleiro das Trevas”) e Josh Friedman (de “Avatar: O Caminho da Água”) prepararam uma trama original e complexa para o segundo ano, que se passa mais de um século após os eventos anteriores, com a tensão se espalhando por toda a galáxia. A trama acompanha Hari (Jared Harris), Gaal (Lou Llobell), Salvor (Leah Harvey), e os Cleons (interpretados por Lee Pace, Terrence Mann, e Cassian Bilton), que enfrentam a reviravolta de serem clones geneticamente únicos – e não idênticos a Cleon I, como se pensava. Com esta descoberta, a rainha Sareth (Ella-Rae Smith) busca vingança e planeja destruir o Império por dentro. Enquanto isso, a Fundação entra em sua fase religiosa, disseminando a Igreja de Seldon em todo o Alcance Exterior e incitando a Segunda Crise: a guerra com o Império. Para completar, a série deverá abordar o desenvolvimento da “Segunda Fundação”, com a Fundação agora se expandindo para sete ou oito mundos e enfrentando a ameaça total do Império. O elenco destaca Jared Harris (“Chernobyl”) como Hari Seldon, Lee Pace (“Capitã Marvel”) como o imperador Brother Day e Lou Llobell (“Voyagers”) no papel da pioneira da Fundação Gaal Dornick – além de Terrence Mann (“Sense8”), Alfred Enoch (“How to Get Away with Murder”), Leah Harvey (minissérie “Les Misérables”), Laura Birn (“Caçada Mortal”), Mido Hamada (“Counterpart”), Geoffrey Cantor (“Demolidor”), Ella-Rae Smith (“Into the Badlands”) e Daniel MacPherson (“Strike Back”). CÍRCULO FECHADO | HBO MAX Dirigida pelo cineasta Steven Soderbergh e escrita por Ed Solomon, que anteriormente colaboraram em “Mosaic”, a minissérie de suspense envolve uma história de conflito de classes e de famílias, imigração e segredos longamente guardados, todos vistos de três pontos de vista distintos e interconectados por um sequestro. O primeiro desses pontos de vista é da misteriosa e supersticiosa chefona do crime Sra. Mahabir (CCH Pounder, de “Avatar: O Caminho da Água”), que acredita que um crime deve ser cometido para restaurar o equilíbrio em sua família após a perda de um ente querido. Seu sobrinho audacioso e ambicioso, Aked (Jharrel Jerome, de “Moonlight”), é encarregado de realizar o ato, com a ajuda dos adolescentes Louis (Gerald Jones) e Xavier (Sheyi Cole, de Um Natal Entre Nós”), recém-chegados da Guiana. No outro extremo do espectro, estão Derek (Timothy Olyphant, de “Justified”) e Sam (Claire Danes, de “Homeland”), um casal rico que mora em um apartamento espaçoso em Nova York e trabalha no império midiático do pai de Sam, o famoso chef de cozinha “Chef Jeff” (Dennis Quaid, de Quatro Vidas de um Cachorro”). O último elemento do triângulo é representado por uma inspetora chamada Melody Harmony (Zazie Beetz, de “Coringa”), uma detetive extremamente inteligente com transtorno de personalidade limítrofe, e seu chefe desleixado e cínico, Manny Broward (Jim Gaffigan, de “Peter Pan”). Quando o sequestro dá errado e desencadeia uma série de eventos, incluindo revelações de crimes cometidos há 20 anos, é a dupla de inspetores que assume a liderança na investigação. Com uma narrativa rica e performances estelares, a série é uma grata surpresa, que junta pontas aparentemente desconexas numa trama complexa e envolvente. O VERÃO QUE MUDOU MINHA VIDA 2 | AMAZON PRIME VIDEO Depois de acompanhar Belly (Lola Tung) e seus dilemas amorosos entre os irmãos Conrad (Christopher Briney) e Jeremiah (Gavin Casalegno), em meio às mudanças da puberdade aos 15 anos, os novos episódios lidam com as consequências de sua dúvida. Ao final dos episódios passados, apesar de estar aparentemente comprometida com Jeremiah, ela acaba beijando Conrad. Agora, com os irmãos brigando por sua causa e o retorno do câncer de Susannah (Rachel Blanchard), a volta de Belly a Cousins Beach encontra um verão mais sombrio. E quando até o futuro da amada casa de Susannah é colocado em jogo, ela busca convencer a todos a deixarem as picuinhas de lado para reunir a gangue e salvar suas amizades. Vale lembrar que a história de “O Verão que Mudou Minha Vida” faz parte de uma trilogia literária de Jenny Han – que é mais conhecida como autora de outra trilogia: “Para Todos os Garotos”, adaptada com sucesso na Netflix. Os novos episódios sãos baseados em “Sem Você Não É Verão”, o segundo livro da saga. O novo ano segue com Jenny Han como showrunner ao lado de Sarah Kucserka (“Alta Fidelidade”). | OS PROTETORES | STAR+ A comédia argentina acompanha um trio de empresários que resolvem se unir para agenciar a carreira de grandes craques de futebol, como Lionel Messi, que faz sua estreia como ator na produção. O problema é que o negócio dá tão certo que gera inimigos no ramo. E logo eles são vítimas de uma ataque hacker que faz com que percam todos os seus clientes. Assim, os personagens vividos por Adrián Suar (“O Futebol ou Eu”), Andrés Parra (“El Presidente”) e Gustavo Bermúdez (“El Host”) precisam correr para limpar seus nomes, recuperar os clientes e até evitar atentados fatais. A série é uma criação do cineasta Marcos Carnevale (“Inseparáveis”) e já se encontra renovada para a 2ª temporada. EAST NEW YORK | HBO MAX A série policial criada pelos especialistas William Finkelstein (“Law & Order”) e Mike Flynn (“Power Book III: Raising Kanan”) traz Amanda Warren (“The Purge”) como a inspetora negra Regina Haywood. Promovida a nova chefe do 74º Distrito do Leste de Nova York, ela resolve promover mudanças na polícia para enfrentar a agitação social e os primeiros sinais de gentrificação no local, um bairro de classe trabalhadora na periferia do Brooklyn. Com laços familiares com a área, Haywood pretende implantar métodos criativos para proteger sua amada comunidade com a ajuda de seus oficiais e detetives. Mas, antes disso, ela tem o desafio de conquistar os policiais, tanto os céticos em relação à sua promoção quando os que resistem às mudanças que ela está desesperada para fazer. Apesar de críticas positivas, a atração foi cancelada em maio, ao final da 1ª temporada, mas deixou sua história completa. Além de Warren, o elenco inclui Jimmy Smits (“Sons of Anarchy”), Ruben Santiago-Hudson (“Relações Perigosas”), Kevin Rankin (“Unforgettable”), Richard Kind (“Big Mouth”), Elizabeth Rodriguez (“Shameless”), Lavel Schley (“O Pior Vizinho do Mundo”) e Olivia Luccardi (“Candy Land”). ZUM 100: BUCKET LIST OF THE DEAD | NETFLIX Adaptação do popular mangá de Haro Asô, autor de “Alice in Borderland”, a história segue Akira Tendō, um jovem de 24 anos que, preso em um emprego corporativo desgastante no Japão, se vê subitamente imerso no apocalipse zumbi. A perspectiva aterrorizante, no entanto, traz um alívio surpreendente para Akira – ele nunca mais precisará trabalhar novamente. Este evento cataclísmico acaba se tornando o catalisador para Akira voltar a...
10 Filmes: O novo Bird Box e as principais estreias do streaming
Filmes de terror marcam a programação de estreias para ver em casa nesta semana, com o lançamento do derivado espanhol de “Bird Box” na Netflix e mais dois títulos elogiados – e inéditos – nas locadoras digitais. A relação de destaques ainda inclui a superprodução “Babilônia”, dramas indies e europeus, além de dois documentários – um de rock e outro brasileiro. Confira abaixo a curadoria do Top 10. BIRD BOX BARCELONA | NETFLIX Derivado do sucesso apocalíptico “Bird Box”, estrelado por Sandra Bullock em 2018, o filme é uma história paralela, passada em Barcelona e com um elenco espanhol. A trama acompanha a proliferação de casos de loucura e suicídio pela Europa, concentrando-se num grupo de sobreviventes na cidade do título, que tentam escapar ao caos cobrindo os olhos com vendas, para não ser influenciado pela ameaça que ninguém pode ver. O detalhe é que um grupo de fanáticos faz questão que todos vejam as criaturas enlouquecedoras. O elenco conta com alguns astros conhecidos dos filmes de Pedro Almodóvar, como Lola Dueñas (“Abraços Partidos”), Michelle Jenner (“Julieta”) e o argentino Leonardo Sbaraglia (“Dor e Gloria”), além de Diego Calva (“Aceleradas”), Mario Casas (“As Bruxas de Zugarramurdi”), Alejandra Howard (“Fátima: A História de um Milagre”), Patrick Criado (“Antidisturbios”), Celia Freijeiro (“Uma Visão Diferente”), Gonzalo de Castro (“Sob Suspeita”), a inglesa Georgina Campbell (“Krypton”) e a menina alemã Naila Schuberth (“Blackout”). Roteiro e direção estão a cargo dos irmãos Álex e David Pastor, responsáveis pelo bom thriller apocalíptico “Virus”, pelas séries “Incorporated” e “The Head: Mistério na Antártida”, além do suspense “A Casa” na própria Netflix. Mas a crítica internacional achou o trabalho apenas mediano. PISCINA INFINITA | VOD* O novo horror de Brandon Cronenberg (“Possessor”), filho do mestre David Cronenberg (“Crimes of the Future”), passa-se num resort tropical de luxo, onde James, um escritor com bloqueio criativo (Alexander Skarsgård, de “Succession”), e sua esposa rica (Cleopatra Coleman, de “Dopesick”) tiram férias ao estilo “The White Lotus”. No entanto, a suposta tranquilidade do paraíso rapidamente desmorona quando eles são convidados por outro casal, que inclui a fã sedutora do escritor, Gabi (Mia Goth, de “Pearl”), para explorar o lado mais sombrio do país tropical. Enquanto Skarsgård apresenta uma performance cativante ao revelar instintos ferais e masoquistas, é Goth quem mantém o público na ponta dos pés com sua energia arrebatadora, alternando entre sutileza e histeria de maneira espetacular. Um acidente de carro resultante de uma noite de bebedeira coloca o protagonista em um dilema de vida ou morte, levando a trama a um rumo bizarro, com a revelação de um sistema de justiça peculiar que permite aos turistas ricos testemunhar e experimentar a sua própria morte por meio de clones. Cronenberg, seguindo os passos de seu pai, constrói uma trama que vai além do simples terror, com uma narrativa marcada pela paranoia e a sátira da elite, inspirado nos clássicos surrealistas do mestre Luis Buñuel. A visão distorcida de luxo, orgias e hedonismo, bem como o conflito entre a riqueza e a pobreza, são capturados de forma habilidosa e visceral, dando ao filme um toque de humor negro. A despeito do clima pesado e das situações perturbadoras, a narrativa é frequentemente permeada por momentos de comédia e mudanças súbitas de tom. Embora o filme seja instigante e assustador em sua maneira macabra e provocativa, também oferece uma profundidade de caracterização raramente encontrada em filmes de horror mais convencionais. EIGHT FOR SILVER | VOD* O terror gótico estrelado por Boyd Holbrook (“Logan”) e Kelly Reilly (“Yellowstone”) faz uma releitura da lenda do lobisomem. A trama se passa numa propriedade rural remota do final do século 19, que começa a sofrer ataques sobrenaturais. Após aldeões espalharem rumores sobre uma maldição, o patologista John McBride (Holbrook), que perdeu a família para um surto semelhante anos antes, chega para investigar o caso que envolve a aristocrática família Laurent. A narrativa envolve um grupo de capangas contratado pela família Laurent para exterminar um acampamento de ciganos em suas terras, o que provoca uma maldição que se manifesta através de transformações em lobisomens. Paralelamente, a comunidade enfrenta uma epidemia de cólera e desafios criados pela separação das classes. Com isso, a trama oferece uma visão única das lendas de lobisomens, misturando momentos de horror com contexto social e cultural. Também conhecido como “The Cursed”, o filme escrito e dirigido por Sean Ellis (“Operação Anthropoid”) foi exibido nos festivais de Sundance e Sitges, e atingiu 76% de aprovação no site Rotten Tomatoes (alta para terror). BABILÔNIA | PARAMOUNT+ Grande extravagância do diretor Damien Chazelle (“La La Land”), o filme é uma recriação da Era de Ouro da indústria cinematográfica americana, durante a transição do cinema mudo para o falado, como muito sexo, drogas e jazz. A maioria dos personagens é fictícia, mas inspirada em pessoas reais. Depois de viver Sharon Tate em “Era uma Vez… em Hollywood”, Margot Robbie interpreta uma versão cocainômana de Clara Bow, símbolo sexual dos anos 1920, Já o personagem de Brad Pitt (que venceu o Oscar por “Era uma Vez em… Hollywood”) é baseado em grandes atores do período, como John Gilbert, que teve dificuldades de se adaptar às mudanças tecnológicas trazidas pela sonorização. A encenação é exageradíssima, tudo é histérico, mas não faltam os que adoram justamente esse aspecto da produção. Por sinal, mesmo com críticas negativas (56% de aprovação no Rotten Tomatoes), o filme venceu 40 prêmios por sua realização técnica e foi indicado a três Oscars. Além de Pitt e Robbie, o elenco estelar inclui Diego Calva (“Narcos: México”), Tobey Maguire (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”), Samara Weaving (“Casamento Sangrento”), Olivia Wilde (“O Caso Richard Jewell”), Jovan Adepo (“Watchmen”), Li Jun Li (“Evil”), Jean Smart (“Hacks”), P.J. Byrne (“The Boys”), Lukas Haas (“O Regresso”), Olivia Hamilton (“La La Land”), Max Minghella (“The Handmaid’s Tale”), Rory Scovel (“Physical”), Katherine Waterston (“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”), Eric Roberts (“Vício Inerente”), Ethan Suplee (“Dog – A Aventura de Uma Vida”), Phoebe Tonkin (“The Originals”), Jeff Garlin (“Curb Your Enthusiasm”) e o baixista Flea (“Queen & Slim”), da banda Red Hot Chili Peppers. SEM ALTERNATIVA | VOD* O drama de William Dickerson (“Detour”) é uma adaptação do romance de estreia do próprio diretor, lançado em 2012 e inspirado em sua própria vida, incluindo a luta de sua irmã contra a doença mental e o vício, que culminou em seu suicídio em 2014. Ambientada num subúrbio de classe alta de Nova York, a obra retrata a adolescência de dois irmãos durante o auge do grunge, pouco depois da morte de Kurt Cobain em 1994. Thomas e Bridget Harrison, interpretados pelos novatos Conor Proft e Michaela Cavazos, são filhos de um juiz conservador envolvido em escândalos (Harry Hamlin, de “As Bruxas Mayfair”). Thomas é o baterista de uma banda pop punk e Bridget usa o rap para expressar sua insatisfação com o mundo. Ao mesmo tempo em que Thomas se concentra em sua banda e na ansiedade pela resposta de sua candidatura à universidade, Bridget lida com o equilíbrio delicado entre antidepressivos e um crescente alcoolismo. Ambos encontram na música um meio de expressão e uma fuga de suas realidades. Bridget logo adota o nome artístico de Bri Da B e começa a ganhar destaque no cenário do hip-hop local, enquanto Thomas aspira transformar sua banda no “novo Nirvana”. A obra se destaca por sua abordagem autêntica e profundamente sentida da adolescência, trazendo uma perspectiva sincera sobre as dificuldades de crescer em meio à turbulência da doença mental e as mudanças na cena musical da época. STARS AT NOON | VOD* Dirigido pela aclamada cineasta francesa Claire Denis (“High Life”), o drama ambientado na Nicarágua contemporânea acompanha a história de Trish, uma jornalista americana interpretada por Margaret Qualley (“Maid”). Chegando ao país com grandes ambições profissionais, ela rapidamente se vê em um modo de sobrevivência, tendo suas esperanças e recursos financeiros desgastados ao longo do tempo. Inicialmente movida por um idealismo juvenil, ela agora flutua entre bares e camas aleatórias, buscando manter-se em um país turbulento. Sua vida toma um rumo diferente quando conhece Daniel (interpretado por Joe Alwyn, de “Duas Rainhas”), um inglês misterioso que afirma trabalhar para uma empresa de petróleo. O que se inicia como uma atração superficial pela disponibilidade financeira de Daniel, rapidamente se transforma em uma intensa paixão, conduzindo a trama por uma paisagem de motéis baratos e paredes suadas, em meio ao tumulto social da Nicarágua. Mas as tensões políticas e conflitos que se desenrolam ao redor do casal são ofuscados por seus encontros intensos. Com uma performance mercurial de Qualley e Alwyn, “Stars at Noon” oferece uma representação poderosa de corpos entrelaçados, desconforto cultural e lutas por sobrevivência. Baseada no romance homônimo de 1986 de Denis Johnson, a narrativa não convencional apresenta uma abordagem honesta à experiência do expatriado, que é, ao mesmo tempo, fascinante e inquietante. TRÊS MULHERES – UMA ESPERANÇA| VOD* Inspirado em eventos reais, o drama europeu é ambientado nos últimos dias da 2ª Guerra Mundial, após um trem carregado de prisioneiros judeus ser abandonado por soldados nazistas em fuga das tropas soviéticas. Interceptados pelos comunistas, os passageiros famintos e doentes encontram refúgio numa pequena aldeia alemã sob controle do Exército Vermelho. A protagonista do filme, Simone (Hanna van Vliet, de “Anne+: O Filme”), é instruída pela líder comunista Vera (Eugénie Anselin, de “Nós Duas”) a morar na casa de uma órfã chamada Winnie (Anna Bachmann, de “Loverboy”), que teve os pais assassinados durante a invasão. A situação é complicada pela epidemia de tifo que os soviéticos tentam controlar. Enfrentando circunstâncias difíceis, as três mulheres acabam unindo seus destinos, enquanto cada uma enfrenta suas próprias injustiças e tormentos. Roteiro e direção são da holandesa Saskia Diesing (“Nena”). A SALA DOS PROFESSORES | FILMICCA O longa-metragem de estreia da diretora croata Sonja Tarokić centra-se na vida de Anamarija, uma conselheira escolar trintona interpretada por Marina Redžepović (“Batalha dos Zumbis”) em seu primeiro papel principal num grande filme. Ao começar seu trabalho numa escola primária de Zagreb, ela enfrenta uma série de desafios enquanto tenta ajudar seus alunos e lida com a dinâmica complicada da instituição. Anamarija confronta inúmeros problemas, desde um aluno problemático que luta contra a dinâmica familiar até a oposição que enfrenta de Vedrana (Nives Ivanković), a diretora da escola. No entanto, o conflito central se dá com Siniša (Stojan Matavulj), um professor de História excêntrico e paranoico que prefere evitar o convívio com os demais colegas de trabalho. Este insistente clima de caos e tensão na escola leva Anamarija a perceber que, para sobreviver neste ambiente, precisará sacrificar sua própria integridade. Apesar das múltiplas tramas e subtramas, o longa se concentra em grande parte na escola, com apenas alguns desvios para um passeio e algumas cenas na casa de Anamarija. Tarokić adota uma abordagem à la Robert Altman, criando uma mise-en-scène complexa, executada com excelência, que se desenvolve em um murmúrio incessante de vozes de adultos e crianças. A estratégia é de proporcionar, com atraso, informações sobre eventos chave que ocorrem frequentemente fora de cena, reforçando a sensação de caos mal controlado. Embora a obra seja dominada por vermelhos e brancos, a performance arrebatadora de Matavulj como o professor de História e a manipulação deliciosa de Ivanković como a diretora aparentemente ignorante são as características que adicionam tensão e tempero ao filme. SIRENS | FILMICCA A obra da diretora marroquino-americana Rita Baghdadi mergulha na vida das integrantes da banda de thrash metal Slave to Sirens, formada nos arredores de Beirute, Líbano. A banda, composta por cinco mulheres, é conduzida por suas fundadoras, Lilas Mayassi e Shery Bechara, que além de serem musicistas talentosas, enfrentam o desafio de se expressarem através de um gênero musical que não é exatamente popular em sua região. A narrativa é centrada em Lilas, uma guitarrista obstinada e apaixonada que mantém em segredo seu interesse por garotas. Lilas e Shery não apenas compartilham uma química musical intensa, mas também um passado complicado....
Xuxa expõe abuso psicológico de Marlene Mattos: “Tem que morrer”
Xuxa revelou nesta quinta-feira (13/7) que sofreu abuso psicológico da ex-empresária Marlene Mattos. No programa “Mais Você”, a apresentadora lamentou ter que expor os bastidores de sua história. Em conversa com Ana Maria Braga, a artista disse ter sido vítima de “abuso psicológico, de poder e de confiança” por parte de Marlene. “As pessoas gostam de falar de um abusador bacana”, ela pontuou. “Eu vendo ela falando, eu reencontrando, eu reafirmei isso. A minha história é muito mais do que isso. Eu não queria que as pessoas vissem só isso, só esse olhar”, afirmou Xuxa. Desejo de morte A artista também contou outros casos de abuso durante a época em que trabalhou com a produtora, incluindo ofensas e cárcere privado. “Até hoje ela fala que os ídolos tinham que morrer cedo”, detalhou. “Lembro que a gente ia viajar e eu pegava uma maçã. Quando eu ia morder a maçã, ela falava: ‘Esse negocio de você ser saudável… Isso é tão ruim… Me dá um negócio’. ‘Você tem que morrer cedo, Xuxa. Você não bebe, não fuma, não quer se drogar. Um ídolo tem que morrer cedo, não pode envelhecer, e você está ficando velha’”, relatou a loira. Segundo Xuxa, Marlene Mattos chegava a citar outros grandes artistas que morreram cedo para tentar convencê-la. “Ela dava exemplo, Marilyn Monroe, Elvis Presley… Ela ficava muito chateada com isso, de eu ser saudável”, completou. Abuso psicológico A eterna Rainha dos Baixinhos contou que Marlene a manipulava para conseguir audiência para o programa. Um dos momentos em que sofreu maior abuso psicológico foi quando a empresária trouxe seu pai, sem avisar, ao “Xou da Xuxa”. “A Marlene fez de tudo para dar muito ibope. Ela chamou meu pai e fazia seis ou sete anos que eu estava sem falar com ele. Ela fez isso para dar ibope. Tive a dor de rever meu pai sem querer. Foi uma forçação de barra tão grande. Eu me senti invadida. Parece que tinha sido violentada”, contou. Xuxa explicou que se afastou do pai por conta da separação entre ele e Dona Alda, mãe da apresentadora. “Meu pai mentiu para a minha mãe e para mim descaradamente. Ele mentiu. Minha mãe sofreu muito, perdeu cabelo, pensou em se matar. E eu culpava meu pai por tudo, mas, depois, voltei a falar com ele”, disse. Luiz Floriano morreu em 2017 aos 85 anos. Relatos intensos Xuxa também destacou que os tempos na TV Globo eram diferentes e que teve seu nome envolvido em outros tipos de situações obscuras: “A televisão nos anos 1980 era completamente diferente do que é agora, eu era totalmente politicamente incorreta”, lembrou. “Até cortou essa parte do documentário, mas eu não sabia o motivo porque as paquitas eram todas brancas e loiras. Algumas, inclusive, nem eram loiras, mas depois que entravam pintavam o cabelo. Eu fiquei sabendo depois, que a Marlene mandava elas pintarem e não me contar. As paquitas sofreram muito, era uma pressão estar ao meu lado.” Ela ainda contou que o enceramento do “Xou da Xuxa” não foi por vontade dela, mas sim de Marlene: “Não queria parar o ‘Xou da Xuxa’, foi uma vontade da Marlene. Ela me disse que tinha muita gente copiando”. A entrevista de Xuxa tem como objetivo divulgar seu mais novo projeto: “Xuxa, o Documentário”, que chegou na Globoplay nesta quinta-feira (13/7).











