Globo cancela novelas, libera Globoplay e amplia jornalismo
A TV Globo anunciou nesta segunda-feira (16/3) que vai promover uma mudança drástica na sua grade de programação da TV aberta, além de liberar o sinal de seus canais de TV por assinatura e parte da programação da plataforma Globoplay. Em comunicado, a emissora informou que as novelas sofrerão o maior impacto. “Algumas terão seus finais antecipados e outras terão que ser interrompidas mesmo”, informa a emissora. “Por que faremos isso? Porque evitar o contato físico é fundamental na estratégia da sociedade para conter a expansão do vírus. E não há novelas sem abraços, apertos de mãos, beijos, festas, cenas de briga, cenas de amor, cenas de carinho, tudo aquilo que reflete a vida real, mas que, hoje, não pode ser encenado em segurança.” No lugar das novelas, serão programadas reprises. “Malhação: Toda Forma de Amar” terá seu final antecipado para abril. Após o encerramento da atual temporada, entrará no ar um compacto de “Malhação: Viva a Diferença”, exibida originalmente de maio de 2017 a março de 2018. “Éramos Seis” vai terminar no dia 30 e será sucedida por um compacto de “Novo Mundo”, novela de 2017 sobre a chegada da família real portuguesa ao Brasil. Esta programação também servirá para lembrar ao público do tema, que será continuado pelo projeto da novela “Nos Tempos do Imperador”, dos mesmos criadores, que tinha previsão de estreia para abril e agora foi adiada por tempo indeterminado. “Salve-se Quem Puder”, a novela das 19h, ficará no ar até 28 de abril, quando termina seu estoque de capítulos gravados. Será feita uma pausa em sua exibição, que a Globo pretende retomar após a superação da crise na saúde. Enquanto isso, a emissora exibirá em seu horário uma versão compacta de “Totalmente Demais”, com estreia marcada para 30 de março. “Amor de Mãe” acaba ainda mais cedo, já neste sábado (21/3), quando sua primeira fase chegaria ao ápice. A segunda etapa da novela foi temporariamente suspensa e, a partir de segunda-feira (23/3), em seu lugar será exibida uma versão compacta de “Fina Estampa”. “É responsabilidade social, temos que dar o exemplo”, disse Regina Casé, estrela da novela “Amor de Mãe”, em entrevista ao “Jornal Nacional”, defendendo a decisão. O jornalismo, por sinal, vai ganhar maior espaço, chegando a ocupar 11 horas consecutivas da programação, das 4h da manhã às 15h. Segundo a emissora, a decisão leva em conta a possibilidade de produzir reportagens em segurança, “mitigando os riscos, evitando contatos físicos e redobrando medidas de higiene”. Isto também fará com que os programas vespertinos de variedades da emissora tenham sua exibição suspensa. “Mais Você”, “Encontro com Fátima Bernardes”, “Globo Esporte” e “Se Joga” deixarão de ser exibidos temporariamente. A partir desta terça (17/3), o primeiro programa de jornalismo a emissora, “Hora 1” entra no ar às 4h e será seguido pelo “Bom Dia” de cada região, de 6h às 8h30. O “Bom Dia Brasil” entra em seguida, ficando no ar até as 10h, quando vai estrear “Combate ao Coronavírus”, novo programa focado na pandemia. A rede Globo também programou a exibição de filmes no horário que receberiam jogos – todos os campeonatos foram cancelados. Além disso, liberou os sinais de todos os seus canais pagos, Gloob, Gloobinho, Canal Brasil, Multishow, GNT, SporTV, SporTV 2 e SporTV 3, GNT, VIVA, Universal TV, Studio Universal, Syfy, Telecine Premium, Telecine Action, Telecine Fun, Telecine Touch, Telecine Pipoca, Telecine Cult, Megapix, Mais Globosat, BIS e OFF, além da GloboNews. Para completar, o serviço de streaming Globoplay começa a disponibilizar, a partir desta segunda e por até 30 dias, diversos conteúdos gratuitamente para não assinantes, muitos deles voltados ao público infantil, como “Detetives do Prédio Azul”, “Escola de Gênios”, “Mya Go”, “Bob Zoom”, “Valentins” e “Dr. Calça Dimensional”. A lista ainda abrange séries adultas como “Shippados” e todas as temporadas de “Malhação”.
Globo confirma primeiro caso de coronavírus entre seus funcionários
A rede Globo confirmou o primeiro caso de coronavírus entre seus funcionários e colaboradores. Em comunicado interno, obtido pelo jornal Folha de S. Paulo, a emissora diz que trata-se de uma pessoa do Telecine, em São Paulo. “Estamos acompanhando de perto e as medidas necessárias já foram tomadas. Para seguirmos reforçando a nossa relação de transparência, novos casos serão sempre divulgados para todos os colaboradores”, diz o texto, segundo a Folha. Na nota, a Globo também informa que todos os treinamentos presenciais da empresa estão cancelados, assim como viagens nacionais e internacionais, “com exceção dos compromissos imprescindíveis que devem ser aprovados pelo diretor da área”. Sobre viagens internacionais, a recomendação é a de que colaboradores que voltarem de viagens ao exterior ou que convivam na mesma residência com pessoas que estiveram em destinos internacionais “devem permanecer em casa por 14 dias, independentemente de apresentarem sintomas ou não”.
Cancelamento Cultural: Globo desiste de série sobre crime do goleiro Bruno
A patrulha politicamente correta comemora seu primeiro cancelamento cultural importante no Brasil. A Globo desistiu de produzir uma série sobre o crime do goleiro Bruno, condenado por assassinar Eliza Samúdio, modelo com quem teve um filho, após pressão da escritora de novelas Gloria Perez e da mãe da vítima. A produção estava em fase embrionária, mas deveria ser protagonizada por Vanessa Giácomo (“Divã a 2”), dirigida por Amora Mautner (“Assédio”) e escrita por Lucas Paraizo (“Sob Pressão”). Para este projeto, a emissora chegou a adquirir os direitos do livro “Indefensável – O Goleiro Bruno e a História de Morte de Eliza Samúdio”, lançado em 2014. Após descobrir o projeto da Globo, Gloria Perez usou seu perfil no Twitter para reclamar. “Oi? Só pode ser piada! E de mau gosto!”, ela postou em resposta a uma reportagem sobre a produção. A repercussão negativa ganhou força após a divulgação de que a primeira cena da produção teria cachorros da raça rottweiler devorando o corpo de Eliza, simulando parte do crime. Vale lembrar que Perez também é mãe de uma vítima de feminicídio e reage com extrema sensibilidade ao tema. Mas muitos também esquecem que uma das séries mais premiadas dos últimos tempos abordou uma história real com muitos paralelos em relação ao caso de Bruno. Lançada em 2016, “The People v. OJ Simpson: American Crime Story” contou a história de um atleta famoso dos EUA que teria matado a ex-mulher e, pior do que aconteceu no Brasil, se safado na justiça americana. O canal pago FX jamais cogitou cancelar a produção. O resultado foram 13 prêmios Emmy (o Oscar da televisão), inclusive como Melhor Série Limitada. Mais que isso: lançou outra temporada de “American Crime Story” em 2018, focada em novo assassinato famoso: o do estilista Gianni Versace, enfrentando a ira da poderosa família italiana. “The Assassination of Gianni Versace” voltou a vencer 13 troféus no Emmy, entre eles, novamente, o de Melhor Série Limitada. Nenhuma das duas temporadas glorificou os crimes ou os assassinos. Ao contrário, ajudou a denunciar o machismo, a impunidade gerada pela fama e pelo dinheiro e até a má vontade da polícia em investigar certos casos que, como diria o governo Bolsonaro, são de minorias. Tudo indica que a série sobre o assassinato de Eliza Samúdio faria parte de uma iniciativa da Globoplay para dramatizar crimes brasileiros famosos, que será inaugurado por uma minissérie centrada no assassinato da vereadora Marielle Franco – contra a qual não há registro de protesto da turba politicamente e seletivamente correta. É um filão que sempre fez sucesso na imprensa nacional, mas ainda permanece pouco explorado no audiovisual. “O Assalto ao Trem Pagador” (1962), “O Bandido da Luz Vermelha” (1968), “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” (1977), “O Caso Cláudia” (1979), que inclusive retrata um feminicídio, o recente “O Sequestro do Ônibus 174” (2002) e a própria série “Assédio” (2018), da Globo, são exemplos de produções brasileiras do gênero “true crime”, que na próxima semana receberá mais dois exemplares, “A Menina que Matou os Pais” e “O Menino que Matou Meus Pais”, sobre o caso de Suzane von Richthofen. Mas talvez o mais importante de todos esses filmes venha a ser o vindouro “Ângela”, de Hugo Prata (“Elis”), que pretende contar a história do assassinato da socialite Ângela Diniz, a “Pantera de Minas”, pelo “playboy” Doca Street em 1976, a história mais famosa de feminicídio do país, que ao usar a tese da “defesa da honra” em seu julgamento deu origem ao movimento “quem ama não mata” e à primeira grande mobilização de mulheres contra a violência doméstica no Brasil. Os politicamente corretos serão contra esse conteúdo?
Após investigação, Globo diz que Marcius Melhem é inocente de acusação de assédio
Após investigação de denúncia, o comitê de ética e compliance do Grupo Globo absolveu Marcius Melhem de acusações de assédio moral apresentadas pela atriz Dani Calabresa. O processo, iniciado em janeiro, levou dezenas de funcionários e ex-funcionários a testemunharem sobre o caso. Eles também assinaram um abaixo-assinado em defesa de Melhem, descrevendo a acusação como uma “maldade” contra o ex-diretor do Departamento de Humor da emissora. Ex-diretor, porque assim que sua inocência foi constatada, Melhem pediu uma licença de quatro meses para cuidar de um problema de saúde de sua filha de 10 anos. Ele vai viajar com a família para os Estados Unidos, onde a menina deverá passar por uma cirurgia, segundo o próprio humorista informou em comunicado. A Globo informou que, durante seu afastamento, o roteirista Silvio de Abreu, responsável pela teledramaturgia da emissora, também acumulará a supervisão dos programas de humor. Mas, segundo apurou o colunista Mauricio Stycer, do UOL, Melhem teria dito a colegas que não pretende reassumir o cargo executivo ao retornar. Apesar de bastante polêmica, a briga entre Melhem e Calabresa segue envolvida em mistério. Quem revelou a confusão foi outro colunista do UOL, Leo Dias, que em dezembro passado criou sua própria confusão ao envolver no caso pessoas que prontamente disseram não ter problema algum com Melhem. O especialista em fofocas publicou que, além de Calabresa, as atrizes Renata Castro Barbosa e Maria Clara Gueiros também haviam denunciado Melhem. As duas negaram a mentira no mesmo dia. Leo Dias também informou que Marcelo Adnet testemunhou a favor das atrizes, o que ele contestou no dia seguinte. Restou, portanto, apenas Dani Calabresa, que jamais negou a história. Em sua apuração, Styler descobriu que o desentendimento correu no processo de criação do programa “Fora de Hora”, no primeiro semestre de 2019. A atriz queria que, em vez de um projeto novo, a emissora reeditasse o programa “Furo”, que ela apresentou em parceria com Bento Ribeiro na MTV, entre 2009 e 2012. Melhem jamais teria considerado a opção de reviver o “Furo” na Globo, mas Calabresa foi escalada para ser a apresentadora do “Fora de Hora”, ao lado de Paulo Vieira. A atriz acabou deixando o projeto, provavelmente durante uma briga. Em seu texto, Stycer acrescenta a palavra “plágio” às acusações de assédio movidas pela comediante, trazendo à tona uma possível disputa pela autoria do projeto.
Jornalismo da Globo vai produzir minisséries documentais para a Globoplay
A Globo definiu uma estratégia inovadora para aproveitar sua forte equipe de jornalismo em seus planos de sinergia – o projeto “Uma Só Globo” – , visando produção de conteúdo para streaming. A minissérie “Marielle – O Documentário”, que será lançada na próxima quinta (12/3) – não confundir com a série de ficção de José Padilha, prevista para 2021 – , inaugura um nova linha de produções de jornalismo para a Globoplay. “Decidimos que o jornalismo da Globo vai produzir documentários para a Globoplay”, disse Erick Brêtas, diretor do serviço de streaming, durante entrevista coletiva desta sexta (6/3), em que anunciou as duas produções focadas no assassinato da vereadora Marielle Franco. Um dia após o primeiro episódio da atração documental ser exibida na rede Globo, a série completa será disponibilizada na Globoplay. Outras atrações jornalísticas deverão se seguir a esse primeiro projeto. Mas a decisão de começar com um famoso caso criminal demonstra a vontade da Globo de avançar num território em que a Netflix vinha reinando sozinha: as series de “true crime”. A plataforma americana chegou até a produzir uma minissérie sobre um caso brasileiro – “Bandidos na TV” – , feita por produtores estrangeiros. A emissora costumava dedicar-se ao jornalismo investigativo de fôlego no programa “Globo Repórter”, antes dessa atividade ser substituída por pautas de turismo e culinária. “Marielle – O Documentário” é dirigido por Caio Cavechini, que trabalhou em outro programa de jornalismo semanal da emissora, “Profissão Repórter”. Veja abaixo um teaser da primeira minissérie documental do Globoplay.
Minha Mãe É um Peça 3 supera Os Dez Mandamentos e vira 2º filme brasileiro mais visto de todos os tempos
“Minha Mãe É uma Peça 3” continua lotando os cinemas e no fim de semana passado atingiu 11,4 milhões de espectadores, superando os 11,3 milhões de ingressos vendidos de “Os Dez Mandamentos” (2016) para se tornar o segundo filme brasileiro mais visto de todos os tempos. A comédia de Paulo Gustavo só vendeu menos ingressos que “Nada a Perder” (2018), cinebiografia do bispo Edir Macedo, que comercializou 12,1 milhões de tickets, mas tem seu público questionado, por conta da estratégia da Igreja Universal de comprar as sessões sem preencher todos os assentos dos cinemas com espectadores. Lançado em 26 de dezembro, o terceiro filme da Dona Hermínia já tem um faturamento de R$ 180 milhões, que representa a maior bilheteria do cinema brasileiro em todos os tempos – recorde superado em janeiro passado, cerca de 45 milhões atrás. O valor se tornou, inclusive, maior que a soma da arrecadação conjunta dos dois primeiros filmes da franquia. A franquia “Minha Mãe É Uma Peça” é baseada na peça homônima, criada e estrelada por Paulo Gustavo como Dona Hermínia. Os dois primeiros filmes, lançados em 2013 e 2016, atingiram juntos o público de 13 milhões de espectadores e uma arrecadação total de R$ 173,7 milhões. O imenso sucesso e alcance de “Minha Mãe É Uma Peça 3” também coloca em cheque a definição do presidente Jair Bolsonaro sobre filmes que só agradam “uma minoria”, já que se trata de uma produção assumidamente LGBTQIA+. Sua trama é estrelada por um homem vestido de mulher (que na vida real é casado com outro homem), tem como tema um casamento homossexual e gira em torno de uma família que lida com a sexualidade de forma natural e bem-humorada.
Regina Duarte encerra contrato de mais de 50 anos com a Globo
A atriz Regina Duarte encerrou sua relação contratual de mais de 50 anos com a rede Globo. A informação foi divulgada hoje pelo departamento de comunicação da emissora. A rescisão foi decorrente da decisão de Regina, que assumirá a Secretaria Especial de Cultura a convite do presidente Jair Bolsonaro. “Deixar a TV Globo é como deixar a casa paterna. Aqui recebi carinho, ensinamentos e tive a oportunidade de interpretar personagens extraordinárias, reveladoras do DNA da mulher brasileira. Por mais de 50 anos sinto que pude viver, com a grande maioria do povo brasileiro, um caso de amor que, agora sei, é para sempre. E não existem palavras para expressar o tamanho da minha gratidão”, anunciou a atriz, em comunicado. “Que Deus me ilumine para que eu possa agora, na Secretaria Especial de Cultura do Governo Bolsonaro, honrar meus aprendizados em benefício das artes e das expressões culturais da população do meu país”, acrescentou. Regina Duarte estreou na Globo em 1969 com a novela “Véu de Noiva”. De lá para cá, atuou em obras que marcaram época, como “Selva de Pedra” (1972), “Roque Santeiro” (1985), “Vale Tudo” (1988), “História de Amor” (1995), “Por Amor” (1997) e “Páginas da Vida” (2006), entrou outras. Sua posse na pasta da Cultura deve acontecer em 4 de março. Ela assumirá a vaga aberta desde 17 de janeiro, após a exoneração de Roberto Alvim, devido a um discurso ideológico inspirado em frases de Joseph Goebbels, ministro da Informação e Propaganda da Alemanha nazista.
Minha Mãe É uma Peça 3 já é terceiro filme brasileiro mais visto em todos os tempos
O público do filme “Minha Mãe É uma Peça 3” não pára de crescer. Nesta quinta (13/2), a comédia de Paulo Gustavo atingiu 11,2 milhões de espectadores, superando os 11,1 milhões de ingressos vendidos de “Tropa de Elite 2”. Com isso, transformou-se no terceiro filme mais visto da história da indústria cinematográfica nacional, atrás apenas dos dramas “Nada a Perder” (2018) e “Os Dez Mandamentos” (2016), justamente os filmes que têm seu público questionado, por conta de uma estratégia da Igreja Universal, que esgotou os ingressos das sessões sem preencher os assentos dos cinemas com espectadores. Como a diferença é pequena, os números polêmicos do 2º colocado devem ser superados em breve. A diferença para “Os Dez Mandamentos” é de apenas 100 mil ingressos, enquanto “Nada a Perder” tem cerca de 900 mil de vantagem. Atualmente em 3º lugar no ranking nacional, “Minha Mãe É uma Peça 3” ainda continua lotando suas sessões. No fim de semana passado, levou 209 mil espectadores aos cinemas. Basta atingir metade desse número até domingo para superar o recorde de “Os Dez Mandamentos”. Há oito semanas em cartaz, a comédia da Dona Hermínia já tem um faturamento de R$ 175 milhões, que representa a maior bilheteria do cinema brasileiro em todos os tempos – recorde superado em janeiro passado, cerca de 40 milhões atrás. O valor se tornou, inclusive, maior que a soma da arrecadação conjunta dos dois primeiros filmes da franquia. A franquia “Minha Mãe É Uma Peça” é baseada na peça homônima, criada e estrelada por Paulo Gustavo como Dona Hermínia. Os dois primeiros filmes, lançados em 2013 e 2016, atingiram juntos o público de 13 milhões de espectadores e uma arrecadação total de R$ 173,7 milhões. O imenso sucesso e alcance de “Minha Mãe É Uma Peça 3” também coloca em cheque a definição do presidente Jair Bolsonaro sobre filmes que só agradam “uma minoria”, já que se trata de uma produção assumidamente LGBTQIA+. Sua trama é estrelada por um homem vestido de mulher (que na vida real é casado com outro homem), tem como tema um casamento homossexual e gira em torno de uma família que lida com a sexualidade de forma natural e bem-humorada.
Atores e equipe do Zorra assinam abaixo-assinado em defesa de Marcius Melhem, acusado de assédio moral
Um grupo de atores, redatores e técnicos do programa “Zorra” enviou à direção da TV Globo um abaixo-assinado em defesa do coordenador de humor da emissora, Marcius Melhem, que teria sido acusado de assédio moral. Segundo o texto, o chefe do departamento nunca praticou assédio contra qualquer um dos 55 funcionários que assinam o documento. “Temos todos aqui uma relação baseada no diálogo, profissionalismo e respeito. Toda solidariedade a Marcius Melhem diante dessa maldade, que não vai destruir a harmonia entre nós, nem o prazer de trabalhar neste projeto que nos orgulha tanto”, diz o texto. O conteúdo do documento foi revelado pelo colunista Mauricio Stycer, do UOL. Ele ainda acrescentou que os colegas de Melhem estão recolhendo assinaturas de outros programas de humor da Globo para dar apoio ao chefe, que também é comediante e está à frente de uma renovação nos programas de humor da emissora. O caso foi noticiado originalmente pelo jornalista Leo Dias, outro colunista do UOL, em 26 de dezembro de 2019. Na ocasião, Dias sugeriu que as atrizes Dani Calabresa, Renata Castro Barbosa e Maria Clara Gueiros haviam denunciado Melhem. As duas últimas negaram o fato no mesmo dia. Leo Dias também informou que Marcelo Adnet testemunhou a favor das atrizes, o que ele negou um dia depois. Até agora, nem Melhem, nem Calabresa comentaram o caso publicamente. Mas tudo indica que a humorista realmente registrou uma queixa, que estaria sendo investigada pelo comitê de auditoria e compliance do Grupo Globo (a área que avalia se o que ocorreu está em conformidade ou não com regras da empresa). A TV Globo abordou o assunto por meio de uma nota genérica de seu departamento de Comunicação. “Todo relato de assédio, moral ou sexual, na Globo é apurado criteriosamente assim que tomamos conhecimento. A Globo reafirma que não aceita qualquer tipo de assédio e, neste sentido, mantém um canal aberto para denúncias de violação às regras do Código de Ética do Grupo Globo.” Pode ser considerado assédio moral em ambiente de trabalho qualquer situação humilhante, constrangedora, que aconteça de forma repetitiva e prolongada durante o expediente e no exercício de funções profissionais, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias. Pouco antes da denúncia, em novembro, Calabresa deixou o humorístico “Zorra”. Na semana passada, ela estreou um quadro no programa “Se Joga”. Mas Leo Dias, novamente, trouxe informação polêmica sobre a atriz nos últimos dias. Ela poderia deixar a emissora por estar insatisfeita com o ambiente de trabalho.
Oscar 2020: Saiba onde, como e quando ver a premiação deste domingo
A cerimônia de premiação do Oscar 2020 acontece neste domingo (9/2) no palco do Dolby Theatre, em Los Angeles, na Califórnia (EUA). Como já é costume, a transmissão para o Brasil vai acontecer pelos canais Globo e TNT. Também foi preservado o hábito de a Globo menosprezar o evento e não exibir seu começo. Desta vez, porém, o telespectador do canal não perderá 15, 30 ou 40 minutos da premiação, mas cerca de 1h30. Isto porque a emissora carioca priorizou um jogo de futebol, que vai levar ao ar exatamente na hora do Oscar – uma partida do torneio Pré-Olímpico, que, até a semana passada, era exclusividade da TV paga. Para compensar o descaso cinéfilo, o canal abriu mão da exclusividade do sinal, liberando o evento ao vivo para o portal G1 e a plataforma Globoplay. Acabou sendo melhor, porque assim a transmissão será integral e com a equipe que faria o trabalho na Globo. Pelo terceiro ano consecutivo, a transmissão será comandada por Maria Beltrão com comentários do crítico Artur Xexéo e da atriz Dira Paes. O G1 começará a cobertura de acesso gratuito às 20h, com a transmissão do Tapete Vermelho, mesma hora em que a Globoplay exibirá um especial do humorístico “Fora de Hora” com o tema do Oscar. A transmissão do prêmio propriamente dito está marcada para as 22h nos dois veículos do grupo Globo. Enquanto isso, na TV Globo, o futebol segue firme até as 0h30. O Oscar entra ao vivo depois da partida – do ponto que estiver. E, após o anúncio do Melhor Filme, a cerimônia será reprisada integralmente no canal aberto. A TNT, por sua vez, começa sua cobertura às 20h30, no tapete vermelho do evento. O canal contará com Hugo Gloss e Carol Ribeiro no local, entrevistando celebridades na entrada do Dolby Theatre. Já a premiação das 22h terá apresentação de Aline Diniz e comentários de Michel Arouca. A reprise do evento está marcada para a segunda (10/2), na faixa da manhã. Esta será a primeira transmissão da TNT sem participação do veterano crítico Rubens Ewald Filho, falecido no ano passado. Em 2019, ele não foi ouvido na TV por conta da repercussão negativa de alguns comentários polêmicos proferidos no ano anterior, mesmo assim participou da cobertura oficial da emissora pela internet. Fora dos veículos televisivos oficiais do Oscar no Brasil, o destaque da programação é a famosa cobertura do tapete vermelho do canal pago E!, ao vivo, a partir das 20h. Vários youtubers também preparam programação especial com seus próprios comentários sobre Oscar, em tempo real. Por sinal, o Oscar possui um canal oficial no YouTube, com vídeos sobre premiação. Vale a pena ficar atento para algum conteúdo especial. Twitter, Facebook e Instagram também terão material especial, desenvolvido em parceria com a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, responsável pelo prêmio. O Facebook, por exemplo, programou streaming da chegada das celebridades. Mas o Instagram é que deve concentrar o material mais interessante, como fotos dos bastidores. Nos EUA, a transmissão oficial é da rede ABC, e não adianta usar VPN para tentar acompanhar pelo site oficial da emissora na internet, porque o acesso é via login de provedor americano de TV. Já a PlutoTV, que traz a cobertura do canal ET, aceita VPN. Para completar, ainda há o streaming da Ustvgo, liberado a todos. Mas com o G1 jogando a íntegra do Oscar na internet, qualquer outra alternativa se torna pura redundância.
Globo decide exibir futebol na hora do Oscar e passa transmissão do prêmio para o G1
Quando não é o carnaval, costuma ser o “Big Brother Brasil”. Mas neste ano a Globo encontrou um motivo inédito para escantear a cobertura do Oscar 2020. A emissora resolveu transmitir um jogo de um torneio que não estava exibindo na TV, e que acontece exatamente na hora do Oscar. Com isso, abriu mão da exclusividade do sinal, liberando o evento ao vivo para o portal G1. O motivo da desistência da Globo é a partida entre as seleções de futebol de Brasil e Argentina pelo torneio Pré-Olímpico. Todas as partidas anteriores da competição foram exibidas com exclusividade pela TV paga. Mas no dia do Oscar, o canal resolveu mudar o planejamento da cobertura da competição. O mais interessante é que, para exibir o jogo, a Globo fez tudo o que nunca faz para valorizar a premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, mudando o horário de transmissão de outras atrações, como “Fantástico” e o “BBB”. A Globo só começará a transmitir o Oscar após a partida, quando o evento estará em sua reta final. O canal, porém, pretende voltar a exibir a premiação, desta vez em sua íntegra, imediatamente após o final da transmissão ao vivo. O conflito de programação acabou levando o Oscar para o portal G1, inesperadamente valorizado por um conteúdo que já causou disputa acirrada no mercado televisivo – apesar do que a Globo faz com ele, desde que tomou a premiação do SBT. Em post no Twitter, o portal informou que irá transmitir o Oscar ao vivo e na íntegra neste domingo (9/2), a partir das 20h, desde o início da chegada das celebridades ao tapete vermelho. A cobertura também deverá ser estendida à plataforma Globoplay. Entretanto, não há maiores informações sobre o formato dessa transmissão. Especificamente, se trará a mesma apresentação e os comentários previstos para a Globo. Pelo terceiro ano consecutivo, a transmissão oficial da Globo será comandada por Maria Beltrão com comentários do jornalista Artur Xexéo e da atriz Dira Paes. “É o terceiro ano seguido do trio. Eu olho para o Xexéo e já sei o que ele está pensando. A Dira é uma luz, tem muito carisma e um conhecimento enorme de cinema. Outra atração é a Anna Vianna, que faz uma tradução impecável. Essas transmissões geram uma grande responsabilidade. Quando você está acostumada com os companheiros que estarão ao seu lado, já é meio caminho andado para dar certo”, declarou Maria Beltrão em comunicado. Já vai preparando a pipoca e a torcida! O G1 transmite o #Oscar ao vivo e na íntegra neste domingo, a partir das 20h, desde o tapete vermelho. Vamos ver juntos a cerimônia de premiação? ==> https://t.co/wazjVYb8pr #OscarNaGlobo pic.twitter.com/uqY8Ml4nbc — G1 (@g1) February 7, 2020
Tema de Roque Santeiro ganha versão de apoio ao governo e incomoda autor, que vai processar
O músico Guarabyra pretende processar o responsável por uma versão pirata de “Dona”, que ele gravou com o parceiro Sá e se tornou grande sucesso como tema da Viúva Porcina na novela “Roque Santeiro” (1985). A música ganhou letra modificada para exaltar Regina Duarte, a própria Viúva Porcina, na Secretaria Especial da Cultura. Publicada em 30 de janeiro no YouTube, a versão pirata é acompanhada por uma galeria de fotos ilustrativas, que, de forma didática, ajuda a propagar os pontos mais preconceituosos e intolerantes da visão “cultural” representada pelo atual governo. Exemplos: funk é lixo “travestido de cultura” e Regina “representa os bons tempos”, uma “patriota que tem fé”, e por isso vai resgatar os “valores cristãos” e “rejeitar o que não convém”. O que é um elogio pouco disfarçado à censura. “A versão de nossa música ‘Dona’, com letra pró Secretária da Educação não foi autorizada por nós, e a questão está sendo estudada pelo departamento jurídico da Editora que representa a obra”, escreveu Guarabira, em seu perfil oficial no YouTube, corrigindo-se em seguida pela confusão de figurinhas do governo. “Digo, Secretária de Cultura”. O autor da canção é identificado no YouTube como Guto Sallen, cantor que imitava Roberto Carlos no programa Raul Gil. Ultimamente, ele tem se especializado em canções com ataques à bailes funk, LGBTQs e outros “inimigos”. Também transformou o clássico “Let it Be”, dos Beatles, em “Ele sim”, a favor de Bolsonaro. Ironicamente, o ator Lima Duarte, que estrelou “Roque Santeiro” como o vilão Sinhozinho Malta, chegou a comparar à ida da atriz ao governo com o enredo da novela, dizendo que era uma representação perfeita “para o Brasil de hoje: Sinhozinho Malta na Presidência e Viúva Porcina na Cultura”. Digo, Secretária da Cultura. — Guarabyra (@Gutbyra) February 2, 2020
Gabriel Medina vira Filme. Veja o trailer do documentário da Globoplay
A Globoplay vai lançar um documentário sobre o surfista Gabriel Medina. Um teaser de “Gabriel Medina – O Filme” foi compartilhado pelo surfista em seu Instagram, acompanhando desde sua infância na praia de Maresias, no litoral paulista, até sua consagração como campeão mundial do esporte. Ao lado do vídeo, ele escreveu: “Conheci o surfe aos 7 anos de idade. Assim que subi na prancha, veio o sonho: ser campeão mundial. De lá pra cá, passei a maior parte da minha vida dentro d’agua atrás do maior objetivo da minha vida. Mas nunca foi fácil. Todos conhecem o Gabriel Medina de hoje, mas poucos sabem das coisas que passei pra chegar até aqui. Consegui realizar meu sonho, e agora to muito feliz de poder compartilhar com vocês minha história e trajetória de vida!”. Nos comentários, amigos do craque o elogiaram e vibraram com a novidade. “Ansioso pra ver no cinema”, brincou Nakagima, surfista amigo de Gabriel. “Gabriel Medina. De Maresias. Um cara do bem! Te amo, irmão!”, escreveu o cantor de pagode Thiaguinho. Coprodução da Globo com o canal pago Off, especializado em esportes radicais, o documentário tem direção de Henrique Daniel, que já tinha acompanhado o surfista na série “Mundo Medina”, do Off, em suas viagens ao redor do mundo. A estreia vai acontecer já nesta sexta (31/1) na plataforma da Globoplay. Ver essa foto no Instagram Conheci o surfe aos 7 anos de idade. Assim que subi na prancha, veio o sonho: ser campeão mundial. . De lá pra cá, passei a maior parte da minha vida dentro d’agua atrás do maior objetivo da minha vida. Mas nunca foi fácil. . Todos conhecem o Gabriel Medina de hoje, mas poucos sabem das coisas que passei pra chegar até aqui. Consegui realizar meu sonho, e agora to muito feliz de poder compartilhar com vocês minha história e trajetória de vida! . Dia 31/01 no @globoplay ! . Um filme de @hdanielstudio . #GabrielMedinaNoGloboPlay Uma publicação compartilhada por G. Medina (@gabrielmedina) em 23 de Jan, 2020 às 5:06 PST











