Divulgação/Globo

Agência de Karol Conká confirma documentário no Globoplay

O documentário sobre Karol Conká, que vai contar a história da rapper antes, durante e após ser eliminada do “BBB 21”, foi oficializado. O jornal O Globo, que pertence ao conglomerado responsável pelo “Big Brother Brasil”, publicou entrevista com a responsável pela carreira da artista, Fabiana Bruno, presidente-executiva da Suba, companhia de marketing de influenciadores que também agencia Claudia Raia e Marcio Garcia, sobre as gravações.

“Têm sido dias intensos de filmagens, e o time da Globo tem explorado diversas facetas da Karol, desde sua história de vida antes do ‘BBB’ até como está acontecendo esse processo e esse enfrentamento dela com todas as questões que a fizeram ter os comportamentos que teve dentro da casa”, disse Bruno.

Após criar vários conflitos, Karol Conká foi eliminada com percentual recorde de 99,17% – a maior rejeição em 20 anos de existência do reality show.

Equipes da plataforma Globoplay, que produz e vai exibir o documentário, acompanham a cantora desde a sua saída do “BBB 21”. Segundo Bruno, a série terá viés jornalístico e mostrará “toda sua criatividade, sua faceta musical, artística, enfim, toda a inteireza dela mesmo”.

Os responsáveis pela produção estariam com livre acesso a familiares da artista. A ideia do projeto é narrar a ascensão e a queda de uma estrela, com direito a um forte incentivo da emissora para a retomada da carreira. Ainda não há data para o lançamento.

Por conta do projeto, Karol Conká participou dos dois programas dominiais de maior audiência na Globo assim que saiu do confinamento: “Domingão do Faustão” e “Fantástico”. A prática é incomum na emissora – Nego Di, por exemplo, que também saiu com forte rejeição do reality, não foi chamado para participar das atrações e decidiu reclamar em programas de outras empresas, quebrando seu contrato com a Globo.

Nos dois programas, a rapper pediu desculpas pelo seu comportamento no BBB 21. No “Faustão”, ela sinalizou ter se arrependido da decisão de entrar no reality. “Eu ainda não sei o que eu fui fazer lá dentro, o que eu fiz da minha vida. Tive uma crise de ansiedade, um distúrbio, dá para perceber, estava bem diferente do que eu já apresentava aqui fora, as pessoas que trabalham comigo também não me reconheceram.”

Já no “Fantástico”, ela se emocionou e relembrou de momentos da infância, quando se sentia rejeitada na escola. “Teve um momento marcante de uma professora falar: ‘Você não conseguiu resolver essa equação, porque você é preta e nasceu para limpar privada.”

Ela prosseguiu: “Um menino no colégio falou: ‘mergulhe numa piscina de água sanitária para falar comigo.’ Eu fiquei pensando: mas por quê? Aí eu vi que era porque dissolvia a cor. Aí eu molhei o dedo e fiquei passando no braço para ver se dava algum efeito.” Karol Conká também disse que acreditava em Papai Noel e pedia para ser branca para não sofrer.

Questionada pela repórter Ana Carolina Raimundi sobre como ela via a relação entre a sua postura no reality, de atacar Lucas Penteado e outros participantes, e o seu passado, a rapper afirmou que foi péssima. “Ali é um estouro que me dá, falo coisas, entro na mente da pessoa para deixar ela triste, ela mal. Isso é um tipo de abuso psicológico também”, disse.

A artista também foi indagada sobre como estava lidando com a rejeição e Karol disse que criou uma blindagem por volta dos 13 anos, quando o seu pai morreu. “Tenho que estar sempre forte. Acho que porque eu vi a minha mãe fazendo muito tempo isso ou porque a fraqueza está ligada à vulnerabilidade, mas não consigo me sentir forte vendo o que fiz na casa. Depois que a gente sai e vê as imagens, elas são muito perturbadoras”, completou.

Sobre a sua carreira, que sofreu abalos por conta do BBB – festivais de música cancelaram a participação dela – Karol Conká afirmou que não imaginou que sua trajetória artística pudesse acabar por causa do reality. “Quantas pessoas não passaram por essa onda de cancelamento, e as carreiras não foram canceladas. Agora acabou o jogo, vamos parar por aqui, deixa ela viver a vida dela. Não ameacei ninguém de morte”, concluiu.