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    Leonardo Machado (1976 – 2018)

    29 de setembro de 2018 /

    O ator Leonardo Machado, conhecido por participar de novelas da Globo e pela carreira premiada no cinema, morreu na noite de sexta-feira (28/9), aos 42 anos, em Porto Alegre. Ele lutava contra um câncer no fígado desde o ano passado e estava internado no Hospital Moinhos de Vento, na capital gaúcha. Um dos atores de maior projeção no Rio Grande do Sul, ele começou a filmar curtas em 1998, enquanto fazia teatro – estrelou 14 peças – , até se tornar conhecido nacionalmente ao aparecer na novela “O Clone” (2001), na qual figurou como Guilherme. Também teve um pequeno papel em “Senhora do Destino”, em 2005. Mas sua verdadeira projeção se deu no cinema local, a ponto de se tornar o apresentador oficial do Festival de Gramado por dez anos. “Essa função é sempre um prazer. Eu me criei nessa cidade”, ressaltou em entrevista publicada no último ano. Seu primeiro papel em longa-metragem foi uma pequena aparição em “Lara” (2002), cinebiografia de Odete Lara, musa do Cinema Novo, dirigida por Ana Maria Magalhães. Depois, iniciou sua jornada gaúcha, com “Sal de Prata” (2005), de Carlos Gerbase. Dublou a animação “Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’Roll” (2006), de Otto Guerra, voltou a trabalhar com Gerbase em “3 Efes” (2007), fez “Dias e Noites” (2008), de Beto Souza. E a carreira começou a engatar com o premiado “Valsa para Bruno Stein” (2007), de Paulo Nascimento, vencedor do Festival de Gramado, já como coadjuvante. No segundo filme com Nascimento, “Em Teu Nome” (2009), foi finalmente escalado como protagonista. E conquistou o Kikito de Melhor Ator em Gramado, interpretando um estudante durante a Ditadura Militar (1964-1985). O prêmio abriu de vez as portas na Globo. Ele apareceu na novela “Viver a Vida” (2009), de Manoel Carlos, e se tornou um dos protagonistas da série “Na Forma da Lei”, no papel do juiz Célio Rocha, que trabalhava com a advogada Ana Beatriz (Ana Paula Arósio) no julgamento de crimes investigados por outros personagens. Ainda apareceu na novela “Salve Jorge” (2013) antes de voltar ao Rio Grande do Sul, onde emendou diversas produções regionais de TV – na RBS, do grupo Globo, e na TVE. E deu sequência à sua carreira cinematográfica. A dedicação ao cinema na última década viu sua filmografia se multiplicar e ganhar novos parceiros, como Tabajara Ruas, com quem filmou “Os Senhores da Guerra” (2012), a continuação “Os Senhores da Guerra 2 – Passo da Cruz” (2014) e o ainda inédito “A Cabeça de Gumercindo Saraiva” (2018). Ele esteve ainda entre os protagonistas do épico “O Tempo e o Vento” (2013), adaptação do clássico literário de Érico Veríssimo rodado por Jayme Monjardim com grande elenco (Fernanda Montenegro, Thiago Lacerda, Marjorie Estiano, etc). Fez “A Casa Elétrica” (2012), de Gustavo Fogaça, “Insônia” (2013), de Beto Souza, e o recente “Yonlu” (2018), de Hique Montanari, lançado no final de agosto. Mas não há dúvidas de que seu grande parceiro foi Paulo Nascimento, com quem continuou colaborando em mais quatro filmes: “A Casa Verde” (2010), “A Oeste do Fim do Mundo” (2013), “A Superfície da Sombra” (2017) e “Teu Mundo Não Cabe Nos Meus Olhos” (2018). Os dois ficaram amigos durante a gravação da série “Segredo”, uma coprodução da portuguesa RTP e da Globo, realizada em 2005, o que fez com que Leonardo participasse de todos os projetos do diretor desde então – e ainda fosse estimulado a passar para trás das câmeras, enquanto o diretor se viu convencido a ir para a frente, durante a produção da série gaúcha documental “Fim do Mundo” (2011). Esta experiência de explorar as fronteiras da América do Sul inspirou o filme “A Oeste do Fim do Mundo”, que inaugurou outra função na carreira de Leonardo, como produtor de cinema. Por conta disso, venceu o Kikito de Melhor Filme Latino (em coprodução com a Argentina) no Festival de Gramado, além do prêmio do público do evento. Ativo até o fim, Leonardo se jogou no trabalho no fim da vida, estrelando em 2018 nada menos que quatro longas, um curta e uma minissérie da Globo – “Se Eu Fechar Os Olhos Agora”, divulgada apenas em streaming, por enquanto. Além de “Yonlu” e “Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos”, já exibidos, ele ainda poderá ser visto neste ano no mencionado “A Cabeça de Gumercindo Saraiva”, previsto para 25 de outubro, e “Legalidade”, do cineasta Zeca Britto, em que encarna o governador gaúcho Leonel Brizola durante os tumultuados anos 1960 – ainda sem previsão de estreia. Seu colega em “Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos”, Edson Celulari, que também enfrentou um câncer recentemente, lamentou a morte do amigo. “Hoje descansou um amigo que fará muita falta, o querido e talentoso ator Leonardo Machado. Um homem leal, dono de um coração enorme. Companheiro no cinema e parceiro de todas as horas. Que privilégio conhecê-lo!”, escreveu no Instagram.

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  • Série

    Emmy Internacional: 1 Contra Todos lidera indicações a Melhor Série de 2018

    27 de setembro de 2018 /

    A organização do Emmy Internacional divulgou nesta quinta (27/9) os indicados à sua premiação de 2018, que reconhece as produções de TV feitas fora dos Estados Unidos. E, como em todos os anos, o Brasil aparece bem representado na lista. Com mais destaque, a série “1 Contra Todos”, da Fox, é a produção com maior número de indicações. Ela vai disputar os prêmios de Melhor Série Dramática e Melhor Ator (Júlio Andrade). Mas tem a difícil missão de competir contra “La Casa de Papel”, fenômeno espanhol distribuído no Brasil pela Netflix, além da série indiana “Inside Edge” e a britânica “Urban Myths”, mal-classificada na categoria, já que é uma comédia. A disputa do prêmio de Melhor Atriz também tem uma brasileira no páreo, Denise Weinberg, pela série “Psi”, da HBO. Desta vez, o país não emplacou nenhuma produção entre as Comédias e Novelas, terreno geralmente dominado pela Globo. Mas o filme “Aldo – Mais Forte que o Mundo” se classificou como minissérie, após ser exibido desta forma na rede carioca. Outra duas produções do canal pago GNT completam a seleção brasileira: “Palavras em Série”, indicada a Melhor Programa de Arte, e “Eu Sou Assim”, na briga pelo Emmy Internacional de Melhor Documentário. A cerimônia de premiação está marcada para 19 de novembro, em Nova York, e por enquanto não há previsão de transmissão para o Brasil. Confira abaixo a lista completa de indicados. Melhor Série Dramática “Inside Edge” (Índia) “La Casa de Papel” (Espanha) “1 Contra Todos” (Brasil) “Urban Myths” (Reino Unido) Melhor Série Cômica “Club de Cuervos” (México) “El Fin de la Comedia” (Espanha) “Nevsu” (Israel) “Workin’ Moms” (Canadá) Melhor Ator Julio Andrade, por “1 Contra Todos” (Brasil) Billy Campbell, por “Cardinal” (Canadá) Lars Mikkelsen, por “Herrens Veje” (Dinamarca) Tolga Saritas, por “Soz” (Turquia) Melhor Atriz Thuso Mbedu, por “Is’thunzi” (África do Sul) Anna Schudt, por “Ein Schnupfen hätte auch gereicht” (Alemanha) Emily Watson, por “Apple Tree Yard” (Reino Unido) Denise Weinberg, por “Psi” (Brasil) Melhor Minissérie ou Telefilme “Aldo – Mais Forte Que O Mundo” (Brasil) “Kurara: The Dazzling Life of Hokusai’s Daughter” (Japão) “Man in an Orange Shirt” (Reino Unido) “Toter Winkel” (Alemanha) Melhor Novela “Cesur ve Guzel” (Turquia) “Istanbullu Gelin” (Turquia) “Ouro Verde” (Portugal) “Paquita La Del Barrio” (México) Melhor Documentário “De Wereld van Puck” (Holanda) “Eu Sou Assim” (Brasil) “Goodbye Aleppo” (Reino Unido) “WHO I AM” (Japão) Melhor Programa de Arte “David Stratton’s Story of Australian Cinema” (Austrália) “Dreaming of a Jewish Christmas” (Canadá) “Etgar Keret, gebaseerd op een waar verhaal” (Holanda) “Palavras em Série” (Brasil)

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  • Série,  TV

    Atores da Globo não vão a enterro de adolescente morto durante produção de série na Amazônia

    15 de setembro de 2018 /

    Um adolescente de 15 anos morreu na manhã de quinta-feira (13/9), após uma colisão entre uma canoa pequena e o barco que transportava equipamento de gravação da nova série da TV Globo, “Aruanas”, para o set na Amazônia. Lucas Henrique Xavier Cardoso estava com seu pai na embarcação no momento do acidente. Ambos foram socorridos, mas o menino não resistiu ao choque. Em nota, a emissora lamentou o ocorrido. O barco não transportava atores no momento do acidente, mesmo assim o colunista Daniel Castro, do site Notícias da TV, afirmou que o elenco da série planejava comparecer ao velório e enterro de Lucas. A notícia foi reproduzida por vários veículos. Entretanto, nenhuma estrela apareceu no velório ou no funeral, que aconteceram na sexta no Cemitério Parque Tarumã, na Zona Oeste de Manaus. O pai do garoto afirmou que a lancha que os atingiu estava em alta velocidade. “Estava voltando do caminho que faço todos os dias. Tinha acabado de deixar minha mãe, de 72 anos, na Prainha. Meu filho estava com uma lanterna iluminando o caminho e eu, de costas, comandando a canoa. Senti a batida da embarcação e ouvi a lanterna caindo. Olhei para trás e vi meu filho já caído. A lancha de grande porte estava em alta velocidade. Eles passaram por cima de nós. Estava em uma canoa de nove metros de comprimento. Não tinha como eles não nos verem. Foi uma falta de responsabilidade. O condutor da embarcação estava totalmente distraído. Agora estou sem meu filho. Destruíram um sonho”, lamentou o pai ao site Amazonas. Ele confirmou, no entanto, que a produção vem prestando auxílio à família nesta hora difícil. Segundo fontes do Notícias da TV, o elenco e a equipe da minissérie tinham ficado arrasados com a tragédia. A produção marcava o retorno da atriz Camila Pitanga a uma produção da Globo, dois anos após a morte do amigo e ator Domingos Montagner, também num rio, durante intervalo de gravação da novela “Velho Chico”. Ela interpreta a vilã da história. Coprodução da Maria Farinha Filmes, a série acompanha três ativistas de uma organização não-governamental em defesa do meio ambiente, que são vividas por Débora Falabella, Leandra Leal e Tais Araújo. Ainda não há previsão de estreia.

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  • Série

    Miguel Falabella desenvolve série inspirada em tuítes que viralizaram

    11 de setembro de 2018 /

    Uma história contada por meio de tuítes vai virar série da Globo. O futuro programa “Eu, Minha avó e a Boi”, desenvolvido por Miguel Falabella (“Sai de Baixo”), teve sua origem em uma série de publicações na rede social, que viralizaram no ano passado. Tudo começou em julho de 2017, quando o usuário Eduardo Hanzo postou uma “thread” (sequência de tuítes) contando a saga de rivalidade que durou décadas entre a sua avó e uma vizinha — a tal “Boi” do título. São dezenas de postagens contando a história surreal da rixa com requintes de crueldade, que vão desde roubo de namorados e morte de animais de estimação a até envenenamento de plantas. Na segunda, ele postou que a história ia virar série da Globo. E nesta terça (11/9) a produção foi confirmada pelos envolvidos. Veja abaixo. Quem tornou isso possível foi a escritora de novelas Glória Perez (“Salve Jorge”), mas roteiro ficará a cargo de Miguel Falabella. Por enquanto, não há qualquer informação a respeito de elenco, formato ou data de estreia. ow gente, lembra de isso aqui? e se eu chegar agora e dizer pra vocês que vai virar um seriado, na globo, escrito pelo miguel falabella? obrigado @gloriafperez, @FalabellaReal! https://t.co/D9ao56my0Z — edu (@EduardoHanzo) 10 de setembro de 2018 Estão com saudade da Vó e da Boi? Adivinhem!!! ? @EduardoHanzo @FalabellaReal pic.twitter.com/IQBHL42l2t — Gloria Perez (@gloriafperez) 10 de setembro de 2018 Vem aí Eu, minha avó e a Boi, baseado na história original de @EduardoHanzo — Miguel Falabella (@FalabellaReal) 11 de setembro de 2018

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  • Etc,  TV

    Beatriz Segall (1926 – 2018)

    5 de setembro de 2018 /

    A atriz Beatriz Segall morreu nesta quarta-feira (5/9), aos 92 anos, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, em consequência de problemas respiratórios. Ela marcou a história da TV brasileira com uma das maiores vilãs já vistas numa novela, Odete Roitman, a personagem mesquinha, vaidosa e arrogante de “Vale Tudo” (1988), principal sucesso de sua carreira – e de todos os envolvidos na produção, inclusive o autor Gilberto Braga. Mas para chegar lá, teve que lutar contra a própria família, que não queria vê-la seguir carreira de atriz. Fazer teatro nos anos 1950 era algo mal visto para mocinhas da classe média como Beatriz de Toledo, seu nome de batismo. Ela só virou Beatriz Segall após se destacar na companhia teatral Os Artistas Unidos, da atriz francesa Henriette Morineau, receber uma bolsa do governo francês para cursar língua e teatro na Sorbonne, em Paris, e lá conhecer, se apaixonar e se casar com Mauricio Segall, filho do famoso pintor Lasar Segall. O casamento aconteceu em 1954 e também a transformou em mãe de três filhos, entre eles o diretor de cinema Sérgio Toledo (que fez “Vera”, longa de 1986 que valeu a uma estreante Ana Beatriz Nogueira o Urso de Ouro de melhor atriz em Berlim). A maternidade afastou-a da carreira artística até 1964, quando substituiu Henriette Morineau em “Andorra”, do Teatro Oficina, dirigida por José Celso Martinez Corrêa. O acirramento trazido pelo golpe militar no período fez com que o teatro se tornasse uma opção de vida, inspirando o projeto de reerguer, ao lado do marido, o Theatro São Pedro, em São Paulo. Mas a preferência por peças de teor político acabou colocando os Segall na lista daqueles considerados subversivos, o que culminou na prisão e tortura de Mauricio em 1970, supostamente por sua ligação com a ANL, grupo que aderiu à luta armada contra o regime militar. Com a carreira voltada ao teatro e pouca experiência em cinema (onde estreou em 1951, em “A Beleza do Diabo”, do francês Romain Lesage), Beatriz teve sua trajetória completamente alterada ao ser escalada para a primeira novela das 20h de Gilberto Braga. Ao viver a Celina de “Dancin Days” (1978), ela conheceu o sucesso de massa e reinventou sua trajetória como estrela da Globo. “Até fazer ‘Dancin Days’, eu execrava televisão. Achava tudo muito pobre, sem recursos. A partir de ‘Dancin Days’ me dei conta de que não podia mais ignorar o veículo, a TV tinha melhorado muito”, comentou dez anos depois, em entrevista ao jornal O Globo. A partir do verdadeiro fenômeno cultural que foi “Dancin Days”, influenciando música, moda e comportamento, Beatriz passou a emendar uma novela atrás da outra. Seguiram-se papéis em “Pai Herói” (1979), “Água Viva” (1980), “Sol de Verão” (1982), “Champagne” (1983), “Carmen” (1987), “Barriga de Aluguel” (1990), “De Corpo e Alma” (1992), “Sonho Meu” (1993) e “Anjo Mau” (1997), além de, claro, a famosa Odete Roitman de “Vale Tudo” (1988). A vilã virou ícone por representar o desprezo da elite contra os mais pobres. Mas apesar das maldades, Beatriz adorava as frases escritas por Gilberto Braga, em que destilava também algumas verdades sobre o país. “A Odete diz coisas que são consideradas impatrióticas, mas que são verdades”, disse na época, na entrevista já citada. “Isso provoca alguns tipos de ações ou reações”, acrescentou, explicando que, por causa disso, “todo mundo se envolveu muito com a Odete Roitman”. Mas a maldita era tão odiada que acabou assassinada na trama. No entanto, isto só ajudou a entronizá-la no inconsciente coletivo nacional. O mistério noveleiro em torno de quem matou Odete Roitman chegou a parar o Brasil. O sucesso na TV lhe deu grande visibilidade. Até a filmografia curta deu uma espichada, e com papéis em filmes históricos como “Os Amantes da Chuva” (1979), de Roberto Santos, “Pixote: A Lei do Mais Fraco” (1981), de Hector Babenco, e “Romance” (1988), de Sergio Bianchi. O ritmo de trabalho só foi diminuir nos anos 2000, quando o hiato entre as novelas aumentou e ela se dedicou cada vez mais ao teatro. Mesmo assim, fez “O Clone” (2001), “Esperança” (2002), “Bicho do Mato (2006) e “Lado a Lado” (2012), além dos filmes “Desmundo” (2002) e “Família Vende Tudo” (2011), ambos de Alain Fresnot. Em 2013, a atriz caiu em um buraco em uma calçada do bairro da Gávea, no Rio, machucando-se seriamente. Na ocasião, ela chegou a receber uma ligação e um pedido de desculpas do prefeito Eduardo Paes. Mas isso impactou sua carreira e ela só foi voltar a interpretar um último papel dramático na TV em 2015, no primeiro episódio da série “Os Experientes”, da Globo. Apesar da saída de cena definitiva, Beatriz continua no ar até hoje, eternizada como Odete Roitman pelo canal pago Viva, que está reprisando “Vale Tudo”. E não só a personagem, como a própria trama da novela permanece assustadoramente atual. Passados 30 anos, o Brasil ainda mostra a mesma cara de 1988. Aguinaldo Silva, que ajudou a escrever “Vale Tudo”, despediu-se da amiga com uma reflexão, em depoimento para O Globo. “Beatriz foi uma grande atriz de teatro também, mas ficou conhecida pelas figuras mágicas que interpretou na TV. Ela era completamente diferente dos personagens que fazia, mas sabia fazer uma vilã muito bem. Odete Roitman, criação genial do Gilberto, está marcada entre as cinco maiores vilãs da TV brasileira. O trabalho dela foi meticuloso ao longo da vida, e talvez não tenha sido reconhecida como merecia, embora respeitada. A vida segue e as vilãs renascem, mas Odete será sempre inesquecível.

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    João Paulo Adour (1944 – 2018)

    4 de setembro de 2018 /

    O ator João Paulo Adour, que foi galã das novelas da Globo nos anos 1970, foi encontrado morto na segunda-feira (3/7) em sua casa, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. Vizinhos chamaram o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar ao sentirem um forte cheiro vindo de um apartamento e a morte foi constatada. Ele tinha 77 anos e morava sozinho. Adour começou sua jornada profissional pelo teatro e chegou a ganhar um prêmio da Associação Brasileira de Críticos como ator revelação de 1962. Depois de viajar pela Europa, voltou para fazer cinema, mas apareceu em apenas dois longa-metragens, como figurante em “Cara a Cara” (1967), de Julio Bressane, e coadjuvante em “As Sete Faces de um Cafajeste” (1968), de Jece Valadão. A estreia na TV aconteceu em seguida, na novela “Um Gosto Amargo de Festa” (1969), na rede Tupi. Mas a carreira só foi deslanchar após surgir na Globo na novela “A Ponte dos Suspiros”, de Dias Gomes, em 1969. De boa aparência, acabou se tornando “o preferido das menininhas”, como chegou a publicar a revista Amiga, após “Assim na Terra Como no Céu” (1970). Mas Adour não era só um bonitão. Sua experiência teatral agradava aos teledramaturgos mais importantes da época, o que lhe rendeu uma parceria importante com Dias Gomes, em novelas históricas como “Verão Vermelho” (1970), “Bandeira 2” (1971) e “O Bem-Amado” (1973), no qual interpretou Cecéu, o filho playboy e irresponsável de Odorico Paraguaçu, personagem icônico de Paulo Gracindo. O sucesso como Cecéu o fez emendar duas tramas mais adultas da emissora, integrando “Gabriela” (1975) e “O Grito” (1976), novelas das 22 horas. Mas logo depois foi deslocado para a faixa mais jovem, aparecendo em “Dona Xepa” (1977), “Olhai os Lírios do Campo” (1980) e “As Três Marias” (1980), na qual interpretou Afonso, noivo de Maria da Glória, uma das protagonistas, vivida por Maitê Proença. O que parecia uma carreira ascendente, porém, não foi muito adiante, rendendo apenas mais duas novelas na Globo, “Brilhante” (1981) e “Corpo a Corpo” (1984), ambas de Gilberto Braga e exibidas no “horário nobre” das 20h. Ele encerrou sua trajetória televisiva com um último trabalho na extinta Rede Manchete. Em “Novo Amor” (1986), de Manoel Carlos, o ator viveu Miguel, coadjuvante de pouca importância na trama.

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    Henrique Martins (1933 – 2018)

    26 de agosto de 2018 /

    Morreu o ator e diretor Henrique Martins, que estava internado no hospital Samaritano, em São Paulo, após cair em casa e quebrar duas costelas. Ele faleceu neste domingo (26/8), aos 84 anos, por falência múltipla de órgãos. Nascido em Berlim, na Alemanha, com o nome de Heinz Schlesinger, ele tinha três anos de idade quando se mudou com a família para o Brasil. A longa carreira de mais de seis décadas de Martins é um recorte da história da TV brasileira, com passagens pelos canais Excelsior, Tupi, Globo, Band, Manchete, Record e SBT, e participações que se estendem de novelas clássicas a sucessos contemporâneos, como “O Sheik de Agadir” (1966), “A Sombra de Rebeca” (1967), “O Meu Pé de Laranja Lima” (1970), “Pão Pão, Beijo Beijo” (1983), “Ribeirão do Tempo” (2010) e o remake de “Carrossel” (2012). O ator estreou na TV no elenco de “Os Anjos Não Tem Cor”, novela exibida pela Tupi em 1953. Chegou a participar de um seriado de aventura aos moldes do Zorro, chamado “Falcão Negro” (1954), que ganhou até revista em quadrinhos. E, em 1964, foi para trás das câmeras, dirigindo sua primeira novela, “Quem Casa com Maria?” (1964). Martins permaneceu na Tupi até 1966, quando se transferiu para a Globo para exercer função dupla, na frente e atrás das câmeras, em “O Sheik de Agadir”, um dos primeiros fenômenos de audiência do canal. Ele dirigiu outras novelas famosas, como “O Direito de Nascer” (1964), “Anastácia, A Mulher Sem Destino” (1967), “Rosa-dos-Ventos” (1973), “A Barba Azul” (1974), “Um Sol Maior” (1977), “Roda de Fogo” (1978), “Os Imigrantes” (1982), “A História de Ana Raio e Zé Trovão” (1990), “Éramos Seis” (1994), “Fascinação” (1998), “Pequena Travessa” (2002), “Os Ricos Também Choram” (2005) e “Amigas e Rivais” (2007). A dedicação à TV resultou numa filmografia curta, de apenas quatro trabalhos no cinema, todos como ator: “O Sobrado” (1956), de Walter George Durst e Cassiano Gabus Mendes, futuros profissionais da Globo, a comédia “Casei-me com um Xavante”, de Alfredo Palácios (1957), o drama criminal “A Lei do Cão” (1967), de Jece Valadão, e a pornochanchada “Império das Taras” (1980), de José Adalto Cardoso. Seus últimos trabalhos foram como diretor da novela “Revelação”, exibida pelo SBT em 2008, e como ator em “Carrossel”, sucesso do mesmo canal, no papel do Sr. Lourenço em 2012, um viúvo de bom coração.

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  • Filme

    Telefilme de Natal da Globo ganha primeira foto com Bruno Cabrerizo, Tainá Müller e Melissa Nóbrega

    25 de agosto de 2018 /

    A Globo divulgou a primeira foto do telefilme “O Natal Perfeito”, dirigido pelo cineasta Vinícius Coimbra (“A Floresta que se Move”), que vai ao ar em dezembro. A imagem (acima) reúne Bruno Cabrerizo (“A Mãe é que Sabe”), Tainá Müller (“Bingo: O Rei das Manhãs”) e menina Melissa Nóbrega (“Os Farofeiros”), que é a protagonista. Os três formam uma família no filme, apresentada pela emissora como “especial” de fim de ano. A menina vive em um condomínio de luxo e decide fugir de casa porque não ganhou o presente que esperava. Ao cruzar o muro, é resgatada por um menino órfão (Cauã Antunes, de “Rio, Eu Te Amo”), que tem um amigo, o Senhor Perfeito (Caio Blat, de “Califórnia”), um boneco criado com material reciclado. O roteiro do “especial” é da atriz Priscila Steinman (escreveu “Malhação”).

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  • Série

    Globo desenvolve série inspirada no filme Besouro

    24 de agosto de 2018 /

    A rede Globo está desenvolvendo uma série baseada no filme “Besouro” (2009). Segundo a colunista Patrícia Kogut, o diretor do longa, João Daniel Tikhomiroff, está trabalhando com Glória Perez e uma equipe de autores da Casa dos Roteiristas da Globo para desenvolver a trama da atração. A trama vai acompanhar Besouro Mangagá, nome pelo qual ficou conhecido Manoel Henrique Pereira, um capoeirista que viveu em Salvador na década de 1920 e até hoje é cultuado pelo movimento negro. No filme, Besouro é apresentado como um justiceiro, que enfrenta os desmandos dos fazendeiros do Recôncavo Baiano, num período em que os negros ainda eram tratados como escravos, apesar da abolição da escravatura. Além de exímio capoeirista, o personagem também tem o “corpo fechado”, protegido que é por entidades do Candomblé. A produção da série teria ganhado força depois que a emissora foi acusada de racismo por ter escalado um elenco predominantemente branco para “Segundo Sol”, uma novela ambientada na Bahia, onde 76% das pessoas se declaram de pele parda ou preta. O problema é que o Besouro da Globo será uma versão mais, digamos, mulatinha. Segundo apurou o blog Notícias da TV, o personagem será retratado longe de seu berço histórico, numa trama passada em São Paulo ou Rio de Janeiro, e deverá perder sua intensa relação com o Candomblé, para não afugentar espectadores católicos e evangélicos. Em outras palavras, não poderá ser muito negro. A Globo ainda não apresentou o projeto oficialmente e todas as informações ainda são rumores.

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  • Série

    Mariana Ximenes entra na 2ª temporada da série inédita Ilha de Ferro

    19 de agosto de 2018 /

    A atriz Mariana Ximenes (“Uma Loucura de Mulher”), que não estrela um trabalho na rede Globo desde a novela “Haja Coração” (2016), voltará a gravar uma produção da emissora. Segundo informações do jornal O Globo, ela entrou na 2ª temporada de “Ilha de Ferro”, série dramática que já encerrou a produção de seu primeiro ano, mas ainda não tem data de estreia definida. Na atração, ela fará par romântico com Cauã Reymond (“Não Devore Meu Coração”), que vive o protagonista da série, envolvido ainda com Maria Casadevall (novela “Os Dias Eram Assim”, o que renderá um triângulo amoroso. “Ilha de Ferro” está sendo guardada pela Globo para lançar seu novo serviço de streaming, que tem sido anunciado a conta-gotas. A produção é considerada a série mais cara da história do canal. Apenas a cidade cenográfica construída nos Estúdios Globo, que reproduz uma plataforma de extração de petróleo – a tal “Ilha de Ferro” do título – , custou mais de R$ 2 milhões. Escrita por Max Mallmann e Adriana Lunardi, com supervisão de Mauro Wilson, a série tem direção do cineasta Afonso Poyart (“Mais Forte que o Mundo: A História de José Aldo”) e ainda traz no elenco Sophie Charlotte (“Reza a Lenda”), Klebber Toledo (série “A Fórmula”), Osmar Prado (minissérie “Nada Será Como Antes”) Taumaturgo Ferreira (“Os Parças”), Jonathan Azevedo (novela “A Força do Querer”), Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”) e Moacyr Franco (“Como se Tornar o Pior Aluno da Escola”). A renovação de “Ilha de Ferro” foi anunciada em maio, junto de “Carcereiros” e “Sob Pressão”.

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  • TV

    Maitê Proença processa a Globo por indenização trabalhista de R$ 500 mil

    1 de agosto de 2018 /

    Maitê Proença abriu um processo contra a rede Globo e está pedindo R$ 500 mil de indenização por conta dos direitos trabalhistas não pagos ao longo dos 37 anos em que trabalhou na emissora. A atriz não teve seu contrato renovado no segundo semestre de 2016, e acabou entrando na lista negra da emissora ao declarar, em entrevista ao “Roda Viva”, da TV Cultura, que soube de sua demissão por meio da imprensa. “Foi muito estranho, não tive nenhum aviso. Quando começaram os boatos de que eu já tinha sido dispensada, liguei para a pessoa que tinha me dito que o contrato seria renovado e ela me falou que, de fato, ia ser descontinuado”, ela revelou, em novembro de 2017. Portanto, sem ter o que perder, ela decidiu processar. A primeira audiência foi realizada na manhã desta terça-feira (31/7), na 54ª Vara do Trabalho, no Rio de Janeiro. E a advogada da atriz é sua própria filha, Maria Proença Marinho. O processo corre sob segredo de Justiça.

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  • Série

    Sophie Charlotte vai estrelar O Anjo de Hamburgo, minissérie sobre a brasileira que salvou centenas de judeus do nazismo

    29 de julho de 2018 /

    A Globo definiu Sophie Charlotte (“Reza a Lenda”) como protagonista da minissérie “O Anjo de Hamburgo”, dramatização da história de Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa (1908-2011), a brasileira que salvou cerca de 200 famílias de judeus da prisão e da morte na Alemanha nazista. A emissora chegou a considerar Alice Braga para o papel, mas as gravações da série americana “Queen of the South” (A Rainha do Sul) criaram conflito de agenda. Ao final, a opção se provou a mais apropriada possível. Afinal, Sophie Charlotte é filha de mãe alemã e nasceu em Hamburgo, exatamente onde a história se passa, tendo vindo morar no Brasil com sete anos de idade. Além de ser uma das melhores atrizes da atual geração. O roteiro é escrito por Mário Teixeira, autor de “Liberdade, Liberdade”, e a direção-geral está a cargo de Jayme Monjardim, que filmou “Olga” (2004), sobre Olga Benário Prestes, morta em 1942 justamente em um campo de extermínio nazista. A produção terá dez capítulos e pretende reunir um elenco com vários nomes internacionais. Atores alemães estão sendo convidados para trabalhar ao lado de Sophie Charlotte, Mateus Solano, Tony Ramos e Fernanda Montenegro, já confirmados. Mas os produtores também buscam astros norte-americanos. As gravações acontecerão entre novembro e fevereiro. Entretanto, a equipe não se deslocará para a Alemanha. A produção se dará em locações e estúdios no Brasil e na Argentina. A trama vai contar como Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, segunda esposa do escritor Guimarães Rosa, usou sua posição como funcionária da embaixada brasileira em Hamburgo para conceder vistos a judeus entre os anos de 1938 até 1942, permitindo sua fuga para o Brasil. O chamado Anjo de Hamburgo não só fornecia vistos, como também ajudava os refugiados financeiramente e com suprimentos para a viagem, comprados com o dinheiro de seu próprio bolso. Ela ainda chegou a abrigar alguns deles, livrando-os da prisão e da morte.

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  • Filme

    Crô em Família ganha trailer para esquentar polêmica do “pink money”

    18 de julho de 2018 /

    A Imagem Filmes divulgou fotos e o primeiro trailer de “Crô em Família”, sequência do sucesso “Crô: O Filme” (2013). E se o primeiro filme, apesar do sucesso de público, foi considerado um dos piores de seu ano de lançamento, a prévia da continuação sugere um esforço de superação. Difícil achar uma cena que não seja caricata ou engraçada. Mais divertido é imaginar o que a comunidade LGBTQIA+, após implicar com clipes de artistas que estariam atrás do “pink money”, achará desse gay fake da Globo no cinema. Por enquanto, apenas os noveleiros se pronunciaram, rasgando a seda, nos comentários do vídeo. Na trama, Marcelo Serrado volta a viver Crô, o ex-mordomo de novela que é milionário no cinema. Dono da própria escola de etiqueta e finesse, mas sozinho e sem família, ele acaba ficando à mercê de supostos parentes, que aparecem de repente para morar na sua casa. Ao lado das inseparáveis Geni (Jefferson Schroeder), Magda (Mary Sheyla) e Jurema (Fabiana Karla), mas sempre desviando do veneno da pérfida colunista Carlota Valdez (Monique Alfradique), Crô embarcará numa aventura para descobrir a sua verdadeira família. Que pode ou não ser Orlando (Tonico Pereira), Marinalva (Arlete Salles), Luane (Karina Marthin), Nando (João Baldasserini) e Liz (Mel Maia), cujas intenções não parecem ser das melhores. A produção conta também com diversas participações especiais, entre elas Pabllo Vittar, Jojo Todynho, Preta Gil, Marcus Majella e Marcos Caruso. Os dois últimos, nas peles de Ferdinando e Seu Peru, seus personagens nas séries “Vai que Cola” e “Escolinha do Professor Raimundo – Nova Geração”. O roteiro é de Aguinaldo Silva, que criou o personagem Crô na novela “Fina Estampa”, a direção está a cargo de Cininha de Paula (“Duas de Mim”) e a estreia está marcada para 6 de setembro.

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