Final da temporada de The Walking Dead e nova série derivada ganham data de exibição
O canal pago americano AMC anunciou nesta sexta (24/7), durante painel virtual na Comic-Con@Home, as datas de exibição do episódio final da 10ª temporada de “The Walking Dead” e da estreia da nova série “Walking Dead: World Beyond”. “The Walking Dead” teve a exibição de sua 10ª temporada interrompida no começo de abril, no penúltimo episódio. O capítulo final, batizado de “A Certain Doom”, chegou a ser gravado antes da suspensão dos trabalhos em séries e filmes devido à pandemia de coronavírus, mas, infelizmente, a produtora responsável pelos efeitos visuais precisou fechar antes de concluir sua pós-produção. O mesmo aconteceu com “Walking Dead: World Beyond”, que se encontrava totalmente gravada e em etapa de finalização digital quando a pandemia paralisou tudo. A série deveria estrear originalmente em abril nos EUA. Com a retomada dos trabalhos, os efeitos que faltavam poderão finalmente ser finalizados. Assim, os dois títulos voltaram à programação do canal pago, com exibição marcada para o mesmo dia: 4 de outubro nos Estados Unidos. A transmissão vai começar com a season finale de “The Walking Dead” e, em seguida, acontecerá a estreia de “Walking Dead: World Beyond”. A ordem pode ser importante, porque o desfecho da temporada da série principal vai reintroduzir Maggie, personagem interpretada por Lauren Cohan, sumida desde antes do salto temporal da 9ª temporada – que também marcou a despedida de Rick (Andrew Lincoln). Na trama, Maggie abandonou Hilltop para ajudar Georgie (Jayne Atkinson) a construir uma nova comunidade. A referência é especialmente obscura pelo fato de Georgie só ter aparecido num capítulo da 8ª temporada, mas esta comunidade pode ser a mesma de onde partem os personagens de “World Beyond”. Na vida real, Cohan abandonou a série por motivos financeiros. A atriz não renovou seu contrato com a AMC após um impasse na negociação de seu cachê e, como não conseguiu o aumento desejado, passou a integrar o elenco de outra atração, “Whiskey Cavalier”. Mas deu azar e a rede ABC cancelou “Whiskey Cavalier” na 1ª temporada, abrindo a possibilidade de sua reintegração em “The Walking Dead”. Ela renegociou os termos financeiros e agora voltará a fazer parte do elenco fixo da série, com reintrodução na season finale. Vale lembrar, ainda, que “A Certain Doom” é o mesmo título de uma edição dos quadrinhos de “The Walking Dead”. A história escrita por Robert Kirkman também se passa no final da guerra contra os Sussurradores e teve grande impacto por trazer a morte de Andrea, personagem que na série está morta desde a 3ª temporada – desde então, seu arco tinha sido assumido por Michonne (Danai Gurira) na adaptação televisiva. Já o spin-off “Walking Dead: World Beyond” conta uma jornada criada especialmente para a TV por Scott Gimple e Matt Negrette, produtores-roteiristas veteranos da “Walking Dead” original, e foi projetado para durar apenas duas temporadas, narrando uma história completa. A trama vai acompanhar novos personagens, jovens que cresceram numa comunidade militarizada e protegida, que resolvem se aventurar pela primeira vez no exterior – também conhecido como apocalipse zumbi. O elenco destaca Alexa Mansour (“Amizade Desfeita 2: Dark Web”), Nicolas Cantu (visto em “The Good Place”), Hal Cumpston (que estrelou e escreveu o drama indie australiano “Bilched”), Annet Mahendru (a Nina de “The Americans”), Aliyah Royale (de “The Red Line”), o galã Nico Tortorella (da série “Younger”) e a veterana Julia Ormond (“Mad Men”, “Incorporated”) como a líder da comunidade. As datas de exibição dos dois programas devem ser as mesmas no Brasil, ou pelo menos muito próximas. A Fox tem exibido “The Walking Dead” simultaneamente aos EUA. Mas “Walking Dead: World Beyond” será disponibilizado pelo AMC Brasil, que costuma trazer o outro spin-off, “Fear the Walking Dead”, com alguns dias de atraso em relação à transmissão do AMC original.
Os Novos Mutantes: Veja a abertura e um novo trailer do filme da Marvel
A 20th Century Studios divulgou uma coleção de pôsteres e um novo vídeo de “Os Novos Mutantes”, última produção da Marvel realizada pela antiga Fox. A prévia reúne os dois primeiros minutos do filme e um novo trailer com muitas cenas inéditas, que enfatizam um clima de terror. O material foi divulgado durante a Comic-Con@Home e pode ser visto abaixo com legendas no vídeo do painel completo, com participação do elenco e do diretor. A equipe também brincou bastante com a data de estreia da produção, várias vezes adiada, mas que continua marcada para agosto nos EUA – 10 de setembro no Brasil. “Os Novos Mutantes” é realmente um dos lançamentos de cinema mais adiados de todos os tempos. Filmado em 2016, deveria ter estreado originalmente em 2018, como lembra o vídeo. Mas a Fox decidiu agendar refilmagens e remarcou seu lançamento para 2019. Só que neste meio tempo a Disney comprou a Fox e as refilmagens nunca foram feitas. Enquanto o novo proprietário decidia o que fazer com o longa, mais um ano se passou. E quando a estreia foi marcada para março, veio o coronavírus, que tirou o longa do calendário. Uma nova data foi recentemente anunciada. Mas é arriscada, porque prevê o lançamento em agosto. Nesta quinta (24/7), a Disney tirou “Mulan” de seu calendário de lançamentos, porque considerou a estreia em agosto inviável. Com essas idas e vindas, o diretor Josh Boone (de “A Culpa É das Estrelas”) aproveitou para aprimorar a pós-produção, refazendo e melhorando os efeitos e o visual das habilidades místicas de Magia, notadamente sua espada de energia, além de materializar Lockheed, o dragão roxo da personagem. A trama gira em torno de cinco jovens mutantes que ainda estão descobrindo seus poderes e são mantidos reclusos em um local contra a sua vontade, porque representam um perigo para a sociedade. Os intérpretes dos Novos Mutantes são Maisie Williams (a Arya Stark, de “Game of Thrones”) como Lupina, Charlie Heaton (O Jonathan Byers de “Stranger Things”) como Míssil, Anya Taylor-Joy (“Vidro”) como Magia, Blu Hunt (a vilã Hollow em “The Originals”) como Miragem e o brasileiro Henry Zaga (série “13 Reasons Why”) como Mancha Solar. Para completar, o elenco inclui a também brasileira Alice Braga (série “Queen of the South”) como a Dra. Cecilia Reyes. Veja abaixo o painel completo legendado. As cenas do filme estão no final. Além disso, é possível ver apenas a abertura e o trailer num segundo vídeo abaixo, porém sem legendas. Confira.
Empire vai ganhar spin-off centrado em Cookie Lyon
A série “Empire” foi cancelada e acabou sem o capítulo final planejado, graças à interrupção da produção pela pandemia de covid-19, mas o público não ficará sem saber o que aconteceu com os personagens principais após o desfecho improvisado da série. Pelo menos uma história vai continuar a ser produzida. A atriz Taraji P. Henson assinou contrato com a Fox para estrelar e produzir uma série derivada sobre sua personagem, Cookie Lyon. O spin-off está sendo desenvolvido por um dos criadores de “Empire”, o roteirista Danny Strong. Em “Empire”, Cookie era a imprevisível executiva do ramo da música que ajudou o marido, Lucious (Terrence Howard), a fazer sucesso. Seu passado inclui uma condenação criminal, que a levou a passar anos na cadeia, ao assumir a culpa por um crime que Lucious cometeu. Henson foi indicada a dois Emmys e venceu um Globo de Ouro pelo papel. Mas “Empire” acabou se tornando vítima de seus coadjuvantes, encerrando-se neste ano, em sua 6ª temporada, após uma série de polêmicas envolvendo dois intérpretes de filhos de Cookie, Jussie Smollett e Bryshere Y. Gray. Além da produção de Strong, o spin-off contará com roteiros de Stacy Littlejohn (“Máquina Mortífera”) e Yolonda Lawrence (“Riverdale”), e direção de uma veterana de “Empire”, Sanaa Lathan.
Ryan Reynolds é personagem de videogame em oito fotos de Free Guy
A 20th Century Studios divulgou oito de fotos de “Free Guy – Assumindo o Controle”, filme que traz Ryan Reynolds (o Deadpool) como um personagem de videogame renegado. Na trama, Reynolds vive um bancário comum, que é figurante numa cena de assalto de videogame. Num belo dia, ele resolve reagir ao ataque de um jogador e se torna autoconsciente, descobrindo que sua existência é artificial, criada por um programador de games (Taika Waititi, de “Jojo Rabbit”). O elenco também destaca Joe Keery (“Stranger Things”), Lil Rel Howery (“Corra!”) e Jodie Comer (“Killing Eve”), que vive uma heroína no jogo. Ela ajuda Guy a enfrentar os perigos causados por sua rebelião. O roteiro escrito por Matt Lieberman foi adquirido em 2016 pela então chamada 20th Century Fox. Nesse meio tempo, ele andou bastante ocupado, escrevendo inúmeros projetos para grandes estúdios de Hollywood, entre eles, as animações de “A Família Addams” e “Scooby-Doo”. O filme também marca o retorno do diretor Shawn Levy à direção, seis anos após o fracasso de seu último longa, “Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba”. Desde então, ele vinha se concentrando na atividade de produtor, inclusive da série “Stranger Things”. A estreia de “Free Guy” estava originalmente prevista para julho, mas após a pandemia de coronavírus transformou-se num lançamento natalino, aguardado agora para dezembro.
Os Novos Mutantes: Teaser traz imagens inéditas e convite para painel virtual da Comic-Con
A 20th Century Studios divulgou um novo teaser legendado de “Os Novos Mutantes”, última produção da Marvel realizada pela antiga Fox. A prévia tem algumas cenas inéditas envolvendo a heroína Magia, mas seu objetivo principal é divulgar o painel do filme na Comic-Con Internacional, que vai acontecer virtualmente na próxima quinta (23/7), aberto para todo mundo. “Os Novos Mutantes” é um dos filmes prontos mais adiados de todos os tempos. Filmado em 2016, deveria ter estreado originalmente em 2018, mas a Fox decidiu agendar refilmagens e remarcou seu lançamento para 2019. Só que neste meio tempo a Disney comprou a Fox e as refilmagens nunca foram feitas. Enquanto o novo proprietário decidia o que fazer com o longa, mais um ano se passou. E quando a estreia foi agendada para março, veio o coronavírus, que tirou o longa do calendário. Uma nova data foi recentemente anunciada. Mas também não deve ser cumprida, porque prevê o lançamento em agosto. Com essas idas e vindas, o diretor Josh Boone (de “A Culpa É das Estrelas”) só retomou a produção no fim do ano passado, acrescentando os efeitos que aprimoraram o visual das habilidades místicas de Illyana/Magia, notadamente sua espada de energia, além de Lockheed, o dragão roxo da personagem. Os intérpretes dos Novos Mutantes são Maisie Williams (a Arya Stark, de “Game of Thrones”) como Lupina, Charlie Heaton (O Jonathan Byers de “Stranger Things”) como Míssil, Anya Taylor-Joy (“Vidro”) como Magia, Blu Hunt (a vilã Hollow em “The Originals”) como Miragem e o brasileiro Henry Zaga (série “13 Reasons Why”) como Mancha Solar. Para completar, o elenco inclui a também brasileira Alice Braga (série “Queen of the South”) como a Dra. Cecilia Reyes. Apesar de três anos de trailers já divulgados, a trama continua pouco clara, refletindo uma sinopse incrivelmente curta sobre cinco jovens mutantes que ainda estão descobrindo seus poderes e que são mantidos reclusos em um local contra a sua vontade. Maiores detalhes devem ser revelados na Comic-Con, na quinta-feira a partir das 18h.
Criadores de Glee vão bancar universidade do filho de Naya Rivera
Um dia após a confirmação da morte de Naya Rivera, os criadores da série que a consagrou compartilharam memórias e elogiaram seu grande talento. Mas como podiam fazer mais que isso, Ryan Murphy, Brad Falchuk e Ian Brennan, cocriadores de “Glee”, anunciaram a criação de um fundo para bancar a educação universitária do filho da atriz, Josey, atualmente com quatro anos de idade. “Naya era mais do que apenas uma atriz em nosso programa – ela era nossa amiga”, disseram os produtores numa declaração conjunta. O corpo da atriz foi encontrado na segunda (13/7) no lago Piru, na Califórnia (EUA), após ser dada como desaparecida desde a última quarta-feira (8/7). Ela se afogou durante um passeio de barco com seu filho, Josey. Os dois estavam nadando no lago e, segundo apurou a investigação, ela usou seu último fôlego para colocar o filho no barco, antes de desaparecer debaixo d’água, puxada pela correnteza. Joey é fruto do casamento de quatro anos da atriz com o ator Ryan Dorsey (da série “Ray Donovan”). O casal estava divorciado desde junho de 2018. Além de garantir a educação do menino, atualmente sob os cuidados do pai, os criadores de “Glee” divulgaram para a imprensa um depoimento emocionado com lembranças da atriz. Leia a íntegra de suas declarações abaixo. “Estamos com o coração partido pela perda de nossa amiga Naya Rivera. Naya não era uma integrante fixa da série quando lançamos ‘Glee’. Ela não tinha mais do que algumas linhas no piloto. Mas não demorou mais do que um episódio ou dois para percebermos que tivemos a sorte de encontrar uma das estrelas mais talentosas e especiais com as quais teríamos o prazer de trabalhar. Naya sabia atuar, podia dançar e podia cantar (e como podia cantar!). Era capaz de fazer piadas, além de dilacerar numa cena emocional. Ela podia ser assustadoramente forte e profundamente vulnerável com grande facilidade. Era uma alegria escrever para ela, uma alegria dirigi-la e uma alegria estar perto dela. Naya é responsável por inúmeras apresentações musicais icônicas de ‘Glee’ – o mash up de Adele, ‘Valerie’, ‘Songbird’ -, mas seu maior legado na série é provavelmente o humor e a humanidade que ela trouxe para o relacionamento de Santana com sua melhor amiga e eventual namorada/esposa Brittany (interpretada por Heather Morris). Foi uma das primeiras vezes que um relacionamento abertamente lésbico no ensino médio foi visto na televisão e Naya entendeu o que “Brittana” significava para as muitas jovens que estavam se vendo representadas na televisão pela primeira vez. Naya sempre se certificou de que o amor de Santana pela Brittany fosse expresso com dignidade, força e com intenções puras. Naya sempre se emocionava com as meninas que a procuravam para dizer o quanto o amor de Santana e Brittany as afetava. O respeito que Naya sentia por eles – e por todos os seus fãs – era óbvia. Ela tinha a rara combinação de humildade e confiança sem fim em seu talento. Naya era uma verdadeira profissional. Chegava sempre na hora certa, sempre decorava suas falas (o que não era fácil, considerando os trechos gigantes de diálogo que muitas vezes demos pra ela), sempre deixava todo mundo rindo no set. Ela era calorosa, carinhosa e ferozmente protetora do resto do elenco. Ela era forte e exigente. Ela era divertida. Ela foi gentil. Ela foi generosa. Houve altos e baixos durante os anos maravilhosos e estressantes que passamos fazendo ‘Glee’. Discordamos, brigamos, fizemos as pazes, depois brigamos um pouco mais e fizemos as pazes novamente. O tipo de coisa que acontece em uma família. Naya era mais do que apenas uma atriz no nosso programa – ela era nossa amiga. Nosso coração está voltado para a família dela, especialmente sua mãe, Yolanda, que era uma grande parte da família ‘Glee’ e seu filho Josey. Atualmente, nós três estamos no processo de criar um fundo de faculdade para o lindo filho que Naya amava acima de tudo”. Assinam o texto os produtores Ryan Murphy, Brad Falchuk e Ian Brennan.
The Moodys: Fox renova série de Denis Leary e Elizabeth Perkins
A Fox decidiu passar mais tempo com a família Moody. A rede americana de TV renovou “The Moodys” para a 2ª temporada, garantindo o retorno do casal formado por Denis Leary (“Rescue Me”) e Elizabeth Perkins (“Sharp Objects”), e todos os seus parentes. A 1ª temporada, de apenas seis episódios, foi centrada na festa de Natal desta família disfuncional de Chicago. Mas com a renovação, a série vai modificar sua premissa natalina, passando a acompanhar os Moodys em seu cotidiano diário. “Com ‘The Moodys’, decidimos marcar as festas de fim de ano de uma maneira única, ousada e não convencional. Acabamos com uma série especial – e uma família – por quem todos na rede se apaixonaram”, disse o presidente da Fox Entertainment, Michael Thorn, no comunicado da renovação. A produção da CBS TV Studios era originalmente baseada na série australiana “A Moody Christmas”, e foi adaptada por Bob Fisher, Rob Greenberg (dupla do remake de “Homem ao Mar”) e Tad Quill (“Angel from Hell”). Juntamente com Leary e Perkins, os Moodys incluem François Arnaud (“Midnight, Texas”), Chelsea Frei (“Toymakers”) e Jay Baruchel (“Os Brutamontes”), nos papéis dos filhos adultos da família. O elenco também traz Maria Gabriela de Faria (“Deadly Class”), Josh Segarra (“Arrow”), Kevin Bigley (“Here and Now”) e Gerry Dee (“Mr. D”). Com a mudança de premissa, a 2ª temporada deve ter mais episódios, mas a quantidade ainda não foi determinada. A data de estreia também não se encontra definida.
Simpsons, Família da Pesada, Big Mouth e Central Park trocam dubladores brancos de personagens negros
Várias produtoras e canais de séries animadas americanas anunciaram que não utilizarão mais atores brancos para dublar personagens negros ou de outras etnias. A decisão foi resultado de uma súbita conscientização causada pelo questionamento do racismo estrutural, que virou pauta urgente, após o assassinato de George Floyd por policiais brancos e o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) tomar as ruas dos EUA. As atrizes Kristen Bell e Jenny Slate foram quem chamaram atenção para o problema, denunciando a si mesmas, na quarta passada (24/6), como mulheres brancas que estavam dando vozes para personagens mestiças (meninas negras, filhas de mães brancas). “Este é um momento para reconhecer nossos atos de cumplicidade”, postou Kristen Bell nas redes sociais. Aqui está um dos meus. Interpretar a personagem Molly em ‘Central Park’ mostra uma falta de consciência do meu privilégio generalizado. A escalação de um personagem mestiça com uma atriz branca prejudica a especificidade da raça mista e da experiência dos negros americanos”, apontou. “Estava errado e nós, da equipe do ‘Central Park’, estamos comprometidos em fazer a coisa certa”, continuou Bell. “Fico feliz em renunciar a esse papel e passá-lo a alguém que possa dar uma interpretação muito mais precisa e me comprometerei a aprender, crescer e fazer minha parte por maior igualdade e inclusão”. Em uma declaração conjunta, a equipe do programa da plataforma Apple TV+ tentou justificar a escolha da atriz, que esteve no elenco da série “desde quase o primeiro dia de desenvolvimento do programa – antes mesmo de haver uma personagem para ela interpretar – e desde então ela apresentou uma performance engraçada, sincera e bonita”. “Mas, após reflexão, Kristen, junto com toda a equipe criativa, reconhece que a escalação da personagem Molly é uma oportunidade de obter uma representação correta – escalar uma atriz negra ou de raça mista e dar a Molly uma voz que ressoe com todas as nuances e experiências da personagem como a desenhamos”, continuam. Kristen Bell, porém, continuará a ser parte da série, dublando uma nova personagem que será introduzida na 2ª temporada, enquanto a interpretação de Molly passará para outra atriz. Já Jenny Slate perdeu o emprego, após decidir parar de interpretar Missy em “Big Mouth”, da Netflix. “No começo do programa, eu raciocinei comigo mesma que era admissível que eu interpretasse Missy porque a mãe dela é judia e branca — assim como eu”, afirmou a atriz em sua conta no Instagram. “Mas Missy também é negra, e personagens negros em programas animados devem ser interpretados por pessoas negras”, acrescentou. As decisões das duas atrizes criaram um efeito cascata. Na sexta (26/6), o ator Mike Henry, também branco, anunciou que deixaria de dublar o personagem negro Cleveland Brown na popular série animada “Uma Família da Pesada” (Family Guy), da rede Fox. “Foi uma honra interpretar Cleveland por 20 anos. Eu amo esse personagem, mas pessoas de cor (não brancas) devem interpretar os personagens de cor. É por isso que estou deixando o papel”, escreveu ele no Twitter. Além do personagem aparecer em “Uma Família da Pesada”, ele também estrelou sua própria série, “The Cleveland Show”, por quatro anos, exibida entre 2009 e 2013. A iniciativa de Henry, por sua vez, repercutiu em outra série da Fox, que se viu forçada a repensar sua atitude pouco responsável em relação à escalação de seus papéis. “Os Simpsons”, que já tinha um problema histórico com Apu, finalmente deu o braço a torcer, anunciando também na sexta que não escalaria mais atores brancos para interpretar personagens de minorias étnicas. “A partir de agora ‘Os Simpsons’ não terão mais atores brancos representando personagens que não são brancos”, informou uma nota sucinta da Fox. O anúncio, na verdade, é bem tardio. Em janeiro, o ator branco Hank Azaria já tinha dito que não dublaria mais o comerciante indiano Apu, após a representação racista do personagem ter ganhado até documentário – “O Problema com Apu”, dirigido por Hari Kondabolu em 2017, que criticou a forma como as produções americanas tratam as pessoas do sul da Ásia. Azaria tinha ficado incomodado com a forma escolhida pelos produtores de “Os Simpsons” para lidar com o questionamento racial. O tema virou piada, num episódio exibido em 2018 que criticou a forma como situações “inofensivas no passado” tinham virado “politicamente incorretas”. O fato é que, neste caso, “Os Simpsons” não previram o futuro e quase foram atropelados pela História. A mudança tardia de atitude agora deve afetar também o personagem do Dr. Hibbert, médico negro interpretado pelo ator branco Harry Shearer. Assim como Azaria (voz de Moe e do Comic Book Guy), Shearer dubla vários personagens e deve permanecer na série como o Sr. Burns, Ned Flanders e o diretor Skinner.
Atriz denuncia verdadeiro motivo de sua saída da série Sleepy Hollow
A atriz Nicole Beharie revelou, em entrevista ao jornal New York Times, o verdadeiro motivo de sua saída repentina da série “Sleepy Hollow”, com a morte de sua personagem. Ela denunciou que foi demitida após não conseguir trabalhar doente na produção da Fox, enquanto estava sob tratamento para uma doença autoimune e com ordens médicas para descansar. Pior que isso: ela afirmou ter recebido tratamento diferenciado de seu colega de elenco, Tom Mison, que também ficou doente durante as gravações da 3ª temporada, mas recebeu autorização para passar um mês de descanso, enquanto ela teve que protagonizar um episódio sozinha. “Ele foi autorizado a voltar para a Inglaterra por um mês. Eu recebi o episódio 9 para filmar sozinha. Eu me esforcei e, no final do episódio, tive que passar por tratamento de urgência. E todo os médicos — incluindo os que o estúdio estava enviando — confirmaram: ‘Ei, ela não pode trabalhar agora'”, disse. A intérprete da policial Abby Mills contou que “queria levantar e trabalhar logo”, mas não conseguiu. Por conta disso, acusa os produtores de terem colocado seu nome numa lista negra. “Era muito difícil falar sobre isso na época, porque eu queria trabalhar. Mas fui rotulada como problemática e entrei na ‘lista negra’ de algumas pessoas”, declarou. “Eles interromperam a produção por duas semanas porque fiquei doente”, ela explicou. “Eles enviaram muitos médicos, e eu fiz exames diários para certificá-los de que estava realmente doente, porque eles precisavam retomar a produção. Todos os médicos disseram que eu não estava bem e que precisava descansar. Mas não era o que eles queriam ouvir. Precisei conseguir um advogado”. Assim que ela melhorou, sua personagem foi morta. O que foi um choque até para Tom Mison, como ele revelou em diversas convenções de fãs. Beharie saiu da série em 2016, ao fim da fatídica 3ª temporada. Quando Abbie Millls, policial que investigava os casos sobrenaturais na cidade de Sleepy Hollow, foi morta pelos roteiristas, na verdade sua intérprete estava sendo demitida. “Quando você é uma pessoa de cor ou uma mulher de qualquer raça, ser rotulada de uma maneira pode mudar a trajetória de sua vida, sua saúde e sua carreira”, ela comentou sobre a demissão. Os produtores fizeram uma 4ª temporada sem Beharie, mas a audiência desabou e “Sleepy Hollow” acabou cancelada logo em seguida. Ela demorou a conseguir trabalho depois da demissão e só voltou a atuar numa série três anos depois, num episódio da 5ª temporada da antologia “Black Mirror”, da Netflix. Depois, só apareceu em “Pequenos Incêndios por Toda Parte” (Little Fires Everywhere), lançada em março passado na plataforma Hulu. Mas a carreira está sendo retomada. Seu trabalho mais recente é o filme “Miss Juneteenth”, produção indie premiada no Festival SXSW, que estreou em VOD na sexta (19/6) nos EUA. “Estou reconciliando o que significa ser ator, artista e mulher de cor. As consequências de cometer um erro são maiores. Ninguém quer ser problema. Mas sinto que eu e o mundo como um todo estamos em um lugar diferente agora e estou feliz com isso”, disse. Procurada pelo jornal nova-iorquino, a Fox não quis comentar a denúncia da atriz. “Sleepy Hollow” foi exibida no Brasil pela Fox, Band e Netflix.
Criador de Rick & Morty vai fazer nova série animada para a Fox
A Fox Entertainment fechou um contrato com Dan Harmon, co-criador de “Rick & Morty”, para desenvolver uma nova série animada para a rede Fox americana. Ainda sem título definido, o projeto será produzido em conjunto por Harmon, a Fox e o estúdio de animação Bento Box Entertainment. Nem o tema foi revelado, mas a parceria foi bastante elogiada pela Fox em comunicado sobre o negócio. “Antes de ingressar na rede, eu era um produtor independente que teve a oportunidade de trabalhar com Dan em um dos meus primeiros projetos. Sua voz singular e convicção de sempre apresentar o inesperado nas histórias que ele conta, me fez perceber imediatamente que ele era um talento especial”, disse o presidente da Fox Entertainment, Michael Thorn. “Como um dos criadores mais prolíficos de hoje – e como a marca de animação da Fox continua a crescer e evoluir, com o apoio e a orientação do [CEO da Fox Entertainment] Charlie Collier – não há melhor parceiro criativo para nós do que Dan Harmon”. O negócio faz parte de um grande impulso em produções de animação adulta que o canal tem priorizando desde que a Disney comprou seus estúdios. Além das três séries que ainda são produzidas pela 20th Century Fox Television, “Os Simpsons”, “Uma Família da Pesada” (Family Guy) e “Bob’s Burgers”, a Fox estreou recentemente “Bless the Harts” e “Duncanville” e ainda desenvolve “Housebroken” e “The Great North”.
Criador de Percy Jackson detona adaptações da Fox
Apesar de ter cedido os direitos de “Percy Jackson” para uma série da Disney+ (Disney Plus), o autor Rick Riordan revelou odiar as adaptações cinematográficas de seus romances populares, feitas pela Fox, escrevendo que eles são como o “trabalho de uma vida passando por um moedor de carne”. Riordan fez o comentário para fãs que também compartilharam sua insatisfação com os filmes de “Percy Jackson” no Twitter. “Eu não sei, mas claramente é um erro”, escreveu Riordan depois que um fã apontou que uma cena foi alterada em relação ao filme original ao ser transmitido pela Disney+ (Disney Plus). “Eles deveriam censurar a coisa toda. Apenas duas horas de tela em branco. Outro fã reagiu ao tuíte de Riordan, escrevendo: “É refrescante que o tio Rick odeie os filmes de PJo ainda mais do que nós”. Foi quando Riordan acrescentou que os filmes são apenas “algumas horas de entretenimento” para o público, mas para ele, “é o trabalho da minha vida passando por um moedor de carne, quando implorei para que não fizessem isso”. Ao longo da conversa, Riordan admitiu que nunca viu os filmes, mas não culpa os atores por eventuais problemas. “Ainda não vi os filmes e não pretendo fazê-lo”, ele tuítou. “Eu os julgo por ter lido os roteiros, porque me preocupo mais com a história. Eu certamente não tenho nada contra os atores muito talentosos. Não é culpa deles. Lamento que tenham sido arrastados para essa bagunça”, comentou. As estrelas do filme original ainda não comentaram os tuítes de Riordan, mas Logan Lerman, que interpretou Percy Jackson no cinema, demonstrou recentemente apoiar a adaptação dos livros de Riordan numa série, após o anúncio da produção para a plataforma de streaming da Disney. Mas seu comentário também pode ser interpretado como uma crítica aos filmes. “Animado para ver isso! Espero que a adaptação consiga ser aquilo os livros merecem”, ele escreveu. A data de estréia da série ainda não foi anunciada. I don't know, but clearly it's a mistake. They should censor the entire thing. Just two hours of blank screen. https://t.co/nPq9TPg9Sd — Rick Riordan (@rickriordan) June 8, 2020 Well, to you guys, it's a couple hours entertainment. To me, it's my life's work going through a meat grinder when I pleaded with them not to do it. So yeah. But it's fine. All fine. We're gonna fix it soon . . . 😀 https://t.co/YFuk55kGJU — Rick Riordan (@rickriordan) June 8, 2020 Finally, I still have not seen the movies, and don't plan on ever doing so. I judge them from having read the scripts, because I care most about the story. I certainly have nothing against the very talented actors. Not their fault. I'm just sorry they got dragged into that mess. — Rick Riordan (@rickriordan) June 8, 2020
Diretor revela que a Fox impediu Mulher-Invisível negra em Quarteto Fantástico
A malfadada versão de 2015 de “Quarteto Fantástico” tornou-se o maior fracasso e a pior das adaptações dos quadrinhos da Marvel, com apenas 9% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas o poço parece não ter fundo. O diretor Josh Trank continua a pilha de entulho em torno da produção, ao revelar, em nova entrevista, que a Fox impediu seus planos originais em relação à Mulher-Invisível. Trank queria que os irmãos Storm fossem negros. Mas após escalar Michael B. Jordan para o papel de Johnny Storm/Tocha Humana, ele não foi autorizado a contratar uma atriz negra para o papel de Susan “Sue” Storm. Segundo Trank, ele enfrentou uma “pressão pesada” para escalar uma atriz branca, apesar do pai da personagem, Franklin Storm, ser interpretado por Reg E. Cathey (falecido em 2018). O diretor acabou contratando Kate Mara e transformando Sue em filha adotiva. “Olhando para trás, eu deveria ter deixado [a produção] quando percebi [que não poderia escalar dois protagonistas negros] e sinto vergonha disso, de não ter ido embora por princípio”, afirmou Trank ao site Geeks of Color. “Esses não são os valores nos quais acredito. Não eram nem os valores da época nem os meus. Me sinto mal por não ter levado isso até as últimas consequências. Sinto que falhei neste sentido”. O filme, porém, foi bastante criticado por escalar Jordan como um Tocha Humana negro. E o estúdio já tinha sofrido ataques de fãs dos quadrinhos por sua encarnação anterior do grupo de heróis, em que a latina Jessica Alba viveu a Mulher-Invisível. Mas a escalação de elenco não foi a única etapa de “Quarteto Fantástico” que sofreu intervenção do estúdio. Em outra entrevista recente, desta vez ao site Polygon, Trank afirmou que as refilmagens realizadas por um testa-de-ferro (supostamente Simon Kinberg) representaram para ele “ser castrado” pelo estúdio. Elas foram feitas após as sessões de teste, que teriam reagido mal à abordagem mais sombria de Trank. Por conta disso, a Fox decidiu refilmar diversas partes do longa, praticamente meio filme, resultando num desastre muito maior que o de “Liga da Justiça”, da DC Comics. Lançado em 2015, “Quarteto Fantástico” custou, com todas as refilmagens, estimados US$ 160 milhões, mas arrecadou apenas US$ 167 milhões em todo o mundo.
Novo Planeta dos Macacos já iniciou trabalhos de pré-produção
O próximo filme passado no universo do “Planeta dos Macacos” já começou a ser desenvolvido. Contratado para assumir o projeto em dezembro, o diretor Wes Ball (da franquia “Maze Runner”) revelou, em entrevista ao site Discussing Film, que o primeiro “Planeta dos Macacos” da Disney iniciou trabalhos de pré-produção e seu roteiro está avançando, escrito por Josh Friedman (“O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”). “Estamos seguindo em frente e temos um time de artes gigante trabalhando em artes conceituais incríveis. Temos um roteiro em produção, que vai levar o tempo que for preciso para que seja muito bom. ‘Planeta dos Macacos’ está acontecendo, baby! Não apenas isso, mas poderemos começar a produção virtual relativamente logo, porque será, em grande parte, um filme feito em computação gráfica.” O diretor frisou que é fã dos filmes mais recentes da franquia, ressaltando que é importante honrá-los, mesmo que o novo filme não seja uma continuação direta. “Esses últimos três filmes completam uma das grandes trilogias que temos na história do cinema moderno. Eles são muito bem feitos. Eles honraram os originais, os filmes com Charlton Heston, mas se baseiam em uma sensibilidade moderna e isso simplesmente funcionou. Cesar é um dos maiores personagens que de todos os tempos. Então, como você dá continuidade a isso? Ao mesmo tempo, não estava interessado em fazer uma parte 4. Também queremos fazer uma coisa nossa.” Por fim, o cineasta revelou que parte da equipe responsável pela trilogia anterior estará de volta para o novo longa: “Nós temos uma abordagem. Temos uma forma de permanecer no universo que foi criado antes de nós, mas também estamos nos abrindo para fazer alguma coisa nova e realmente legal. Novamente, estou tentando ser cuidadoso aqui. Vou dizer para os fãs dos três originais não se preocuparem: vocês estão em boas mãos. Os roteiristas e produtores originais de ‘A Origem’, Rick Jaffa e Amanda Silver, também estão nessa. Josh Friedman está escrevendo e muito da equipe anterior está envolvida. A ideia é nos sentir como parte daquela trilogia, ao mesmo tempo em que poderemos fazer algo realmente novo e bacana. Será realmente animador ver esse filme nas maiores telas possíveis.” Baseado no romance sci-fi homônimo de Pierre Boulle, a primeiro “Planeta dos Macacos” chegou aos cinemas em 1968. Devido ao sucesso na bilheteria, o longa gerou quatro sequências, duas séries (uma delas animada), quadrinhos e um reboot dirigido por Tim Burton em 2001, que fracassou nas bilheterias. O sucesso só foi retomado com “Planeta dos Macacos: A Origem”, que gerou a trilogia completada por “Planeta dos Macacos: O Confronto” e “Planeta dos Macacos: A Guerra”, em que Andy Serkis deu vida a César, o primeiro macaco falante da Terra. O novo filme da franquia ainda não tem data para chegar aos cinemas.












