“Gavião Arqueiro” tinha cena pós-créditos diferente
A série “Gavião Arqueiro” chegou a produzir uma cena pós-créditos que não foi exibida. Em vez do musical dos Vingadores, que dividiu opiniões em sua segunda apresentação, a última cena mostraria o destino dos integrantes da máfia do agasalho que foram miniaturizados com uma fecha carregada com a tecnologia do Homem-Formiga. Quem revelou foi Elaina Scott, uma animadora sênior da Digital Domain que também trabalhou na série “Loki”, detalhando a cena num tuite. Spoiler para quem não viu. No final da série, Kate (Hailee Steinfeld) encolheu uma van dos “bros” com a flechada miniaturizante e logo em seguida uma coruja agarrou o pequeno veículo e voou para longe. “O pós-crédito de ‘Gavião Arqueiro’ mostraria a coruja levando os bros para seu ninho”, tuitou Scott. “É meio triste eles terem cortado. Teria sido hilário!!” A propósito, a Marvel tem um vilão chamado Coruja, mas a ave da série é na verdade um “easter egg” da vida real. Uma corujinha idêntica causou comoção no ano passado ao ser encontrada na mesma árvore exibida na série, no Rockfeller Center de Nova York. O bicho chegou até a ser batizado de Rocky, em referência ao local. Bros!!! Not Bris. Freaking stupid auto “correct” — Anim8rGirl_BlackLivesMatter_SheHer (@ElainaCScott) December 23, 2021
Filmes: “Encanto” é o melhor streaming de Natal
A Disney+ garante o Natal das crianças – e suas famílias – com o lançamento de “Encanto”, principal atração infantil desta sexta (24/12) em streaming. Mas a maioria dos títulos do fim de semana são para um público mais crescidinho, do besteirol romântico “Lulli”, com Larissa Manoela, à crítica negacionista “Não Olhe para Cima”, com Leonardo DiCaprio, Jennifer Lawrence e grande elenco. Veja abaixo os 10 melhores lançamentos da semana nas plataformas para esquecer do mundo e fingir que está nevando lá fora. ENCANTO | Disney+ A segunda incursão animada da Disney pelo universo latino, após “Viva – A Vida é uma Festa” (Coco) em 2017, é um musical concebido pelo compositor Lin-Manuel Miranda. A trama gira em torno dos Madrigal, uma família extraordinária que mora numa casa mágica nas montanhas da Colômbia. Cada integrante da família é abençoada com um dom único, desde superforça até o poder de curar. Exceto Mirabel. E quando a magia começa a entrar em colapso, é justamente ela, a única Madrigal sem poderes sobrenaturais, que se torna a última esperança de seus parentes excepcionais. Embora a perspectiva cultural latina ainda seja novidade para a Disney, o produto final é típico do estúdio: divertido, musical e lindamente animado. A animação também confirma a supervalorização de Lin-Manuel Miranda em Hollywood. “Encanto” foi o quarto filme com suas digitais em 2021 – após “Em um Bairro em Nova York”, “Tick, Tick…Boom!” e outra animação, “Vivo: Um Amigo Show”. Já a direção ficou a cargo de Byron Howard e Jared Bush, co-diretores de “Zootopia”, em parceria com Charise Castro Smith – que faz sua estreia na função após uma carreira como roteirista de séries (de “Devious Maids” à “Maldição da Residência Hill”). NÃO OLHE PARA CIMA | Netflix A superprodução de fim de ano da Netflix chama atenção pelo elenco estelar, com Leonardo DiCaprio (vencedor do Oscar por “O Regresso”) e Jennifer Lawrence (vencedora do Oscar por “O Lado Bom da Vida”) tentando alertar o mundo sobre a aproximação de um cometa capaz de destruir a Terra. Escrito e dirigido por Adam McKay (vencedor do Oscar por “A Grande Aposta”), a comédia apocalíptica, que ainda destaca Meryl Streep (vencedora do Oscar por “A Dama de Ferro” e outros), Jonah Hill (“O Lobo de Wall Street”), Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”), Timothée Chalamet (“Me Chame pelo seu Nome”) e até a cantora Ariana Grande (“Sam & Cat”) em seu elenco, não agradou muito a crítica americana, como atesta a aprovação de 55% (medíocre) no Rotten Tomatoes. Mas deve causar efeito oposto no Brasil, onde as comparações com o negacionismo bolsonarista aumentam sua importância, dão profundidade à sátira e praticamente garantem repercussão. BEING THE RICARDOS | Amazon Prime Video O drama de época transforma Nicole Kidman (“Nove Desconhecidos”) e Javier Bardem (“Duna”) em Lucille Ball e Desi Arnaz, casal icônico que estrelou o famoso sitcom “I Love Lucy” (1951-1957). Mas o grande atrativo da produção é o roteiro do diretor Aaron Sorkin (“Os 7 de Chicago”), que conjura a lendária estrela de TV em diálogos afiados, tão bons que distraem da aparência botocada de Kidman e do fato de Bardem não parecer nada com Arnaz. A trama se desenrola durante uma semana de produção de “I Love Lucy”, quando Lucy e Desi enfrentam uma crise que pode encerrar suas carreiras e seu casamento, após a ruiva mais famosa dos EUA ser acusada de vermelha – não pela cor dos cabelos, mas por supostamente ser comunista. Hoje uma piada, a acusação ridícula no auge da caça às bruxas em Hollywood abalou o prestígio da estrela em 1952, e o resgate dessa história serve para lembrar ao público contemporâneo a loucura perigosa que acompanha a chegada da extrema direita ao poder, além de discutir a cultura do cancelamento numa época em que nem havia Twitter. LULLI | Netflix Em sua terceira comédia na Netflix – depois de “Modo Avião” (2020) e “Diários de Intercâmbio” (2021) – Larissa Manoela embarca no humor fantasioso, como uma médica residente que toma um choque e passa a ouvir os pensamentos de todos ao seu redor. A premissa faz uma grande descoberta: que o nome do meio da Dra. Meredith Grey é Jean. Pois é basicamente “Grey’s Anatomy” com Jean Grey, a telepata dos X-Men, uma médica romântica com poderes mutantes. O filme também marca uma nova parceria da atriz com a escritora Thalita Rebouças após “Fala Sério, Mãe!” (2017). Desta vez, porém, não se trata da adaptação de um livro, mas um roteiro original escrito em parceria com Renato Fagundes (“Modo Avião”). Para completar, volta a juntar Larissa com o diretor de “Modo Avião”, César Rodrigues. PREDADORES ASSASSINOS | Netflix Tenso do começo ao fim, o thriller de Alexandre Aja (“Piranha”) mostra a luta de uma jovem (Kaya Scodelario) para resgatar o pai, gravemente ferido no porão de sua casa, durante um imenso furacão. Não bastasse o nível da água subir sem parar, inundando o local, ela também precisa enfrentar inimigos inesperados: gigantescos crocodilos que chegam com as águas. Simples e muito bem feito, virou um dos suspenses favoritos de Quentin Tarantino. AMEAÇA PROFUNDA | Star+ Este terror submarino foi bastante subestimado em seu lançamento nos cinemas. Na trama, após um tremor comprometer suas instalações submarinas, um grupo de cientistas precisa lutar pela sobrevivência contra ameaças que inadvertidamente liberaram ao perfurar o fundo do mar. Claramente inspirado em “Aliens”, sai-se melhor que todas as outras produções de “aliens nas profundezas” (inclusive “O Segredo do Abismo”, do próprio diretor de “Aliens”, James Cameron) e ainda tem um elenco interessantíssimo, encabeçado por Kristen Stewart (“Spencer”), Vincent Cassel (“Jason Bourne”) e Jessica Henwick (“Matrix Resurrection”). FOURTEEN | MUBI O drama indie escrito e dirigido por Dan Sallitt é uma lição sobre a amizade, e como a passagem do tempo pode mudar os laços e a visão que temos de velhos amigos. A trama acompanha duas grandes amigas de infância que tem reações diferentes à vida adulta. Enquanto a mais genial e expansiva tem dificuldades de manter emprego, a mais tímida e focada segue firme em seu projeto de vida. Mas logo fica claro que o problema da primeira, cada vez mais disfuncional, pode ter raízes mais profundas que a imaturidade. Venceu vários prêmios, inclusive o de Melhor Roteiro no Gotham Awards, a premiação de cinema independente de Nova York. BADEN BADEN | MUBI A estreia da diretora francesa Rachel Lang segue uma jovem de espírito livre de 26 anos, que volta para casa em Estrasburgo depois de morar no exterior por tempo suficiente para se sentir deslocada em todos os lugares. A atriz Salomé Richard (“Memórias da Dor”) brilha como a protagonista, que é totalmente andrógina e ainda assim apaixona todos os homens ao seu redor. STAND BY ME DORAEMON | Netflix STAND BY ME DORAEMON 2 | Netflix Os dois filmes mais recentes de Doraemon chegam juntos na véspera da Natal. Eles adaptam os primeiros mangás criados por Fujiko F. Fujio em 1969, mostrando as confusões do gato robô enviado do futuro para cuidar de uma criança, Nobita Nobi, com o objetivo de ajudá-lo a cumprir seu destino – entre outras coisas, melhorar as notas na escola e casar-se com sua melhor amiga Shizuka Minamoto quando crescer. Lançado em 2014, “Stand by Me Doraemon” foi a primeira animação computadorizada do gatão, após vários episódios de anime e longas bidimensionais. E depois do sucesso da origem de Doraemon, premiada como Melhor Animação do Japão, a história continuou em 2020 com o segundo filme, em que Nobita resolve ir ao futuro assistir seu casamento, causando vários desastres. Os dois filmes têm direção de Takashi Yamazaki (da animação “Lupin III: O Primeiro”) e Ryuichi Yagi (do game “Resident Evil Zero”).
Séries: Natal traz “Motherland – Fort Salem” ao Brasil. Veja outras estreias
O Natal traz um presentão para os fãs de séries: a estreia da “Motherland – Fort Salem” no Brasil. Maratona de fim de ano, a atração chega à plataforma Star+ com duas temporadas completas e já renovada para seu terceiro – e último – ano de produção. Entre as demais novidades, destacam-se ainda a estreia da primeira coprodução internacional da Globo, a volta de “Emily in Paris” e duas novas atrações sul-coreanas com atores de “Round 6” e “Parasita” na Netflix. As 10 sugestões de streaming da semana podem ser conferidas com mais detalhes logo abaixo. MOTHERLAND – FORT SALEM | Star+ Uma das séries mais cultuadas da atualidade, a criação original de Eliot Laurence (que também criou “Claws”) se passa numa realidade alternativa, onde as bruxas de Salem escaparam das fogueiras com uma proposta irrecusável: obter a independência dos EUA em troca do fim de sua perseguição. Séculos depois, elas representam a força armada mais perigosa do país, responsável pela supremacia americana no cenário internacional. A trama gira em torno de três recrutas desse exército sobrenatural, desde seus treinamentos iniciais até situações de combate, primeiro contra bruxas terroristas e depois contra uma conspiração sofisticada, que usa biotecnologia avançada para exterminar as feiticeiras e seu modo de vida. Em meio às lutas, o trio formado pelas carismáticas Taylor Hickson (a Petra de “Deadly Class”), Jessica Sutton (“A Barraca do Beijo”) e a estreante Ashley Nicole Williams também descobrem o amor e algumas verdades, que abalam sua fé em suas líderes. EMILY EM PARIS | Netflix A 2ª temporada encontra Emily (Lily Collins) mais adaptada à França, deixando de lado os clichês que tanto irritaram a imprensa francesa na 1ª temporada, mas não o costume de viver em cartões postais, desta vez incluindo Saint Tropez e Versailles. O clima romântico continua a dar o tom, assim como os figurinos exagerados – que às vezes parecem cosplay da “Gossip Girl” original. Eles popularizam a série entre as blogueiras de moda e evocam um aspecto hedonista que embala fantasias femininas desde “Sex and the City”, matriz estética e espiritual da atração. Nunca é demais lembrar que “Emily in Paris” é uma criação do mesmo Darren Starr que desenvolveu “Sex and the City” – e que não tem culpa nenhuma por “And Just Like That”. PASSAPORTE PARA LIBERDADE | Globoplay Feita em parceria com a Sony, a minissérie da Globo conta a saga de Aracy Moebius de Carvalho (1908-2011), funcionária do consulado brasileiro em Hamburgo durante a 2ª Guerra Mundial, que teria ajudado famílias judias perseguidas pelo regime nazista a escaparem para o Brasil. Ela trabalhava com o vice-consul brasileiro, o escritor Guimarães Rosa, com quem posteriormente se casou, e, segundo a ficção, aproveitou sua posição na Embaixada para conceder vistos a judeus, salvando cerca de 200 famílias da prisão e da morte na Alemanha nazista. Há controvérsias históricas, como também houve com “A Lista de Schindler” (1993) – que nem por isso deixou de ser um filme potente. O mais estranho, porém, foi a decisão de gravar todas as cenas em inglês para o mercado internacional e exibir no Brasil uma versão dublada em português – em que os movimentos dos lábios não batem com as falas. O elenco destaca Sophie Charlotte (“Reza a Lenda”) e Rodrigo Lombardi (“Carcereiros”) como Aracy de Carvalho e João Guimarães Rosa. O roteiro é escrito por Mário Teixeira, autor da novela “Liberdade, Liberdade”, e a direção-geral está a cargo de Jayme Monjardim, que filmou “Olga” (2004), sobre Olga Benário Prestes, morta em 1942 justamente em um campo de extermínio nazista. O MAR DA TRANQUILIDADE | Netflix A sci-fi sul-coreana traz Gong Yoo (“Round 6”) e Bae Doona (“Sense8”) como astronautas, que buscam uma alternativa para a sobrevivência da humanidade na Lua, após a Terra se tornar quase inabitável. O problema é que a base do Mar da Tranquilidade, responsável pela descoberta importante e misteriosa, cessou suas comunicações. A missão dos protagonistas é viajar ao local em busca de pistas sobre o que aconteceu e qual foi a descoberta capaz de dar esperanças para o mundo. A série foi desenvolvida por Park Eun-kyo, roteirista do impactante suspense “Mother: A Busca pela Verdade”, dirigido por Bong Joon-ho (“Parasita”) em 2009, e o elenco ainda inclui o ator e cantor Lee Joon (“Vampire Detective”), que é integrante da boy band MBLAQ. NOSSO ETERNO VERÃO | Netflix O K-drama acompanha um casal que teve seu namoro transformado em documentário na escola, apenas para passar por um terrível separação e desejar nunca mais se ver. Dez anos depois, o tal documentário se torna popular e volta a aproximar o casal, que aceita ter seu cotidiano filmado novamente. Os protagonistas românticos são Choi Woo-sik, o jovem astro de “O Parasita”, e Kim Da-Mi, de “A Bruxa: Parte 1” e “Parte 2”. HIERRO | HBO Max O premiado thriller espanhol acompanha uma juíza que, ao assumir um cargo na ilha mais distante do arquipélago das Canárias, depara-se com uma série de assassinatos. A investigação leva ao principal traficante da região, que na 2ª temporada volta a virar alvo da magistrada. O detalhe é que ele também está na mira de um assassino profissional. Os novos episódios, liberados semanalmente, tentam desvendar quem quer vê-lo morto. Criada por Pepe Coira (“Luci”), a série é estrelada por Candela Peña (“Kiki: Os Segredos do Desejo”) e o argentino Darío Grandinetti (“Relatos Selvagens”). SEGREDO ENTRE AMIGAS | Globoplay A minissérie australiana acompanha três melhores amigas que enfrentam um dilema, quando o casamento perfeito de uma delas traz um facínora para suas vidas. Os efeitos dessa convivência desencadeiam uma reação mortal que revela um mundo oculto de muitos segredos. Baseada numa peça de Elizabeth Coleman (“Os Segredos de Miss Fisher”), a produção dramática tem como principal destaque o elenco formado por Abbie Cornish (“Sucker Punch”), Katie McGrath (“Supergirl”) e Georgina Haig (“Once Upon a Time”). MOONSHINE | Paramount+ A comédia canadense de Sheri Elwood (roteirista de “Lucifer”) gira em torno de meio-irmãos em pé de guerra, que disputam o controle do negócio da família: um resort decadente de verão batizado com o título da série. O elenco destaca Jennifer Finnigan (“Salvation”), Anastasia Phillips (“Bomb Girls”), Emma Hunter (“Mister D”), Tom Stevens (“Deadly Class”) e Alexander Nunez (“A Teacher”) como os irmãos em briga. MÃE SÓ TEM DUAS | Netflix A série mexicana tem como premissa a decisão de duas mulheres de formar uma família inusitada após descobrirem que suas bebês foram trocadas na maternidade. Após o final da 1ª temporada, elas resolvem seguir destinos diferentes e os novos episódios refletem as mudanças em suas vidas. A criação é de Carolina Rivera, que antes escreveu “Devious Maids”, “Jane the Virgin”, “Roswell, New Mexico” e “Luis Miguel: A Série”. THE FIRST TEAM | HBO Max Criada por Damon Beesley e Iain Morris, conhecidos pelo hit “The Inbetweeners” (ou “Zoados”), a comédia britânica se foca num trio de jogadores jovens de um time (fictício) de futebol inglês, enquanto enfrentam diversos problemas dentro e fora do campo.
Vídeo traz jornada de Bobba Fett, dos filmes de “Star Wars” a sua própria série
A Disney divulgou um novo vídeo de “O Livro de Boba Fett” centrado na jornada do personagem-título desde os primeiros filmes da franquia, sua volta em “The Mandalorian” e a conquista de sua própria série. Com depoimentos dos produtores e atores principais, a prévia ainda promete muita ação, drama e “todo tipo de coisa cool” nos episódios da nova produção. “O Livro de Boba Fett” é continuação da 2ª temporada de “The Mandalorian” e se passa após o mercenário e Fennec Shand (Ming-Na Wen) tomarem o castelo de Jabba, o Hutt, em Tatooine. A série foi desenvolvida pelo criador e o showrunner de “The Mandalorian”, respectivamente o cineasta Jon Favreau e o produtor-roteirista Dave Filoni, em parceria com o diretor Robert Rodriguez (“Alita: Anjo de Combate”), que entrou na equipe após dirigir um episódio daquela série. O trio deu liga durante as filmagens do episódio “The Tragedy”, que foi justamente o capítulo responsável por reintroduzir Boba Fett no universo “Star Wars” no ano passado. A estreia da atração está marcada para a próxima quarta-feira, dia 29 de dezembro, na plataforma Disney+.
Annie Awards: Disney domina lista de indicados ao “Oscar da animação”
A Associação Internacional de Filmes de Animação divulgou a lista de indicados da 49ª edição do Annie Awards, considerado o Oscar da animação. A relação mantém o domínio tradicional das animações da Disney, com “Raya e o Último Dragão”, “Encanto” e “Luca” (da Pixar) dominando as indicações – com 10, 9 e 8 nomeações, respectivamente. Animações da Netflix apareceram logo em seguida, com “A Família Mitchell e a Revolta das Máquina” empatado com “Luca” com 8 indicações, e “A Jornada de Vivo” com 5. Ambas são produções da Sony Animation. Já entre os títulos independentes, os destaques foram internacionais: o anime japonês “Belle” e o documentário animado dinamarquês “Flee”. Nenhum brasileiro se qualificou, apesar do reconhecimento a “Bob Cuspe: Nós Não Gostamos de Gente” no festival francês de Annecy (considerado o Cannes da animação). Nos últimos cinco anos, quatro vencedores do Annie também conquistaram o Oscar da categoria. A premiação será realizada numa cerimônia presencial em 26 de fevereiro de 2022, em Los Angeles. Confira abaixo a lista dos indicados nas principais categorias. Melhor Longa “Encanto” “Sing 2” “Raya e o Último Dragão” “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas” “Luca” Melhor Longa Independente “Belle” “Fortune Favors Lady Nikuko” “Flee” “Pompo the Cinephile” “Viagem ao Topo da Terra” Melhor Direção “Luca” “Encanto” “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas” “Flee” “Belle” Melhor Roteiro “Flee” “Belle” “Luca” “Raya e o Último Dragão” “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas” Melhor Trilha “Luca” “Raya e o Último Dragão” “Encanto” “A Jornada de Vivo” “Poupelle of Chimney Town” Melhores Efeitos “A Jornada de Vivo” “Belle” “Encanto” “Raya e o Último Dragão” “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas” Melhor Design de Personagem “Luca” “Raya e o Último Dragão” “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas” “A Jornada de Vivo” “Ron Bugado” Melhor Animação de Personagem “Encanto” “Luca” “Raya e o Último Dragão” “O Poderoso Chefinho 2” “Din e o Dragão Genial” Melhor Dublagem John Leguizamo, “Encanto” Stephanie Beatriz, “Encanto” Jack Dylan Grazer, “Luca” Kelly Marie Tran, “Raya e o Último Dragão” Abbi Jacobson, “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas” Melhor Edição “Luca” “Flee” “Encanto” “Raya e o Último Dragão” “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas” Melhor Storybording “Encanto” “Raya e o Último Dragão” “A Família Addams 2” “A Jornada de Vivo” “Spirit Untamed” Melhor Direção de Arte “Belle” “Raya e o Último Dragão” “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas” “A Jornada de Vivo” “Ron Bugado” Melhor Série – Pré-escolar “Ada Batista, Cientista” “Muppet Babies” “Odo” “Sereno – O Panda Zen” “Xavier Charada e o Museu Secreto” Melhor Série – Infantil “Amphibia” “Carmen Sandiego” “A Vida de Dug” “Maya e os 3 Guerreiros” “Lições de Cidadania” Melhor Série – Geral “Arcane” “Bob’s Bugers” “Love, Death + Robots” “Star Wars: Visions” “Tuca & Bertie” Melhor Direção em Série “Amphibia” “Arcane” “Crossing Swords” “Hilda e o Rei da Montanha” “Maya e os 3 Guerreiros” Melhor Roteiro de Série “Arcane” “Maya e os 3 Guerreiros” “Muppet Babies” “Os Empoderados” “Tuca & Bertie” Melhor Trilha de Série “Blush” “Hilda e o Rei da Montanha” “Maya e os 3 Guerreiros” “Mila” “Mira, a Detetive do Reino”
“Homem-Aranha” fatura mais de R$ 100 milhões no Brasil
“Homem-Aranha: Sem volta para Casa” levou 5,1 milhões de espectadores aos cinemas brasileiros e arrecadou R$ 103,7 milhões em bilheteria em seus primeiros cinco dias de exibição no país, desde as sessões de première na noite de quarta passada (15/12), segundo levantamento da Comscore. Para dar dimensão do tamanho deste recorde, antes de “Homem-Aranha” a maior bilheteria de estreia do período da pandemia tinha sido o lançamento de “Eternos”, também da Marvel, vista por 1,4 milhão de pessoas e com arrecadação de R$ 26,6 milhões. Curiosamente, porém, “Homem-Aranha: Sem volta para Casa” não teve o maior público de estreia brasileira de todos os tempos. Mesmo estando em 96% de todos os cinemas do país, ficou atrás de “Vingadores: Ultimato”, que foi visto por 5,5 milhões de espectadores em seu fim de semana inaugural. Só que, graças a inflação, superou a arrecadação anterior, que ficou em R$ 101,3 milhões, estabelecendo um novo recorde de bilheteria de estreia no país. A explicação para a diferença é física. O circuito cinematográfico nacional encolheu e tem atualmente menos salas abertas que há dois anos. Cinemas foram fechados pela pandemia, pela crise econômica, por vetos de Bolsonaro a programas de incentivo para o parque exibidor e pelas dificuldades criadas para a Cultura em geral no atual desgoverno – o secretário da Cultura tuita sem parar contra o aumento de verbas para o segmento em iniciativas do Congresso Nacional, mas não diz uma palavra sequer sobre o orçamento secreto e o fundão de R$ 5,7 bilhões. A segunda maior bilheteria deste fim de semana foi “Encanto”, que atingiu números irrisórios perto de “Homem-Aranha”, com 98,2 mil pessoas e arrecadação de R$ 1,8 milhão. “Casa Gucci” completa o pódio com 15,6 mil espectadores e R$ 448 mil em ingressos vendidos. Veja abaixo o Top 10, segundo apuração da Comscore. #Top10 #bilheteria #cinema #filmes 16-19 Dez:1. #HomemAranhaSemVoltaParaCasa 2. #Encanto 3. #casagucci 4. #eternos 5. #cliffordmovie 6. #ResidentEvil 7. #amorsublimeamor8. #MissãoResgate9 #babachamadodassombras10.#KingRichard — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) December 20, 2021
“Homem-Aranha” fatura mais de US$ 580 milhões em estreia mundial
“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” é oficialmente um fenômeno. Em plena pandemia, a parceria da Sony e da Disney faturou mais de US$ 500 milhões em sua estreia mundial Ao todo, a arrecadação atingiu US$ 587,2 milhões. E isto não inclui a China, atualmente o maior mercado de cinema do planeta, onde o filme não tem previsão de estreia. O valor representa a terceira maior abertura mundial de Hollywood em todos os tempos. E a maior dentre todos os títulos da Sony Pictures. Quase metade desta valor veio dos EUA e Canadá, onde o longa fez US$ 253 milhões com distribuição em 4,3 mil cinemas. Também trata-se da terceira maior estreia norte-americana da História. Para se ter noção do tamanho do sucesso, a exibição por apenas três dias já transformou “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” na maior bilheteria da América do Norte em 2021, superando “Shang Chi e a Lenda dos Dez Anéis”, outra adaptação dos quadrinhos da Marvel, que liderava o ranking com US$ 224,5 milhões após 15 semanas – ou 107 dias – de projeção. Em apenas um fim de semana, “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” também se tornou a terceira maior bilheteria de Hollywood no ano inteiro, atrás apenas de “Velozes e Furiosos 9” (US$ 726 milhões) e de “007 – Sem Tempo para Morrer” (US$ 773 milhões). E deve ultrapassar os dois já em sua segunda semana em cartaz. O desempenho impressiona devido às preocupações crescentes com a variante ômicron da covid-19, particularmente na Europa, onde os cinemas já voltam a fechar. Este detalhe, inclusive, deve impedir o filme de bater alguns recordes históricos de arrecadação ao longo de sua trajetória. De todo modo, o terceiro longa do Homem-Aranha estrelado por Tom Holland conseguiu vários recordes de estreia, inclusive no Brasil, onde teve o maior primeiro dia de todos os tempos. A ironia desse sucesso é que os números atingiram níveis pré-pandêmicos pela primeira vez exatamente no momento em que uma nova onda virótica ameaça reverter todos os avanços do mercado. “Os resultados históricos deste fim de semana, em todo o mundo e diante de muitos desafios, reafirmam o impacto cultural incomparável que estreias cinematográficas podem ter quando são produzidas e comercializadas com visão e determinação”, afirmou o CEO do Sony Motion Picture Group Tom Rothman, em comunicado sobre o feito positivo, que evita mencionar a nova onda de fechamentos de cinemas devido a ômicron. Vale apontar que o desempenho de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” não foi acompanhado pelo resto dos filmes em cartaz. O segundo título de maior bilheteria na América do Norte foi “Encanto”, que faturou apenas US$ 6,5 milhões no fim de semana, atingindo US$ 81 milhões no mercado doméstico e US$ 175 milhões no mundo inteiro após três semanas. O musical “Amor, Sublime Amor” e a fantasia “Ghostbuster: Mais Além” vieram em seguida praticamente empatados com cerca de US$ 3,4 milhões. E a outra grande estreia do fim do semana nos EUA, “O Beco do Pesadelo”, de Guillermo del Toro, abriu apenas em 5º lugar, com US$ 2,9 milhões em 2,1 mil cinemas.
Cantores do Lagum e Anavitoria vão estrelar série da Disney+
A nova série “Tá Tudo Certo”, em desenvolvimento para a plataforma Disney+, definiu seu elenco, formado basicamente por cantores. Na história, que se passa em São Paulo, jovens músicos enfrentam os dilemas do sonho da carreira artística diante da realidade e planos de futuro, numa época em que métricas e algoritmos pautam a indústria da música pop. O casal principal será vivido por Pedro Calais, da banda Lagum, que interpreta um estagiário com planos de virar uma estrela, e Ana Caetano, da dupla Anavitória, intérprete de uma cantora e compositora que leva Pedro a aprender a curtir mais a vida. O elenco também conta com participações de Manu Gavassi, Clara Buarque, Vitão, Julia Mestre, Gita Delavy, Agnes Nunes e Toni Garrido, entre outros. A participação dos astros da música pop nacional foi facilitada pelo envolvimento de Felipe Simas. O produtor artístico cuida das carreiras de Anavitória e Manu Gavassi, e se juntou ao músico Rubel e ao escritor Raphael Montes para desenvolver a série de streaming. Curiosamente, o projeto coloca Raphael Montes, que criou “Bom Dia, Verônica” na Netflix e escreveu os filmes sobre o caso Richthofen na Amazon, num universo completamente diferente das histórias de crimes que costumam ser associadas a seu nome, embarcando em seu primeiro projeto musical. Um detalhe curioso da série é que todos os personagens compartilham o primeiro nome de seus intérpretes, mas são todos fictícios. A ideia da produção partiu de Simas, que foi também idealizador e produtor do filme “Ana e Vitória” (2018). “Depois do filme ‘Ana e Vitória’, me apaixonei por fazer cinema. Mas como meu universo é o da música, minha ideia é, sempre que possível, unir uma coisa à outra. Nesse novo projeto com a Disney, não será diferente”, contou o produtor em comunicado. A previsão de lançamento é para 2022.
Tom Holland reage à notícia de que fará nova trilogia do Homem-Aranha
Ao saber os planos para uma nova trilogia do Homem-Aranha, o ator Tom Holland brincou: “Vou ter que cancelar minhas férias”. A declaração foi feita ao jornal USA Today. Ele explicou que estava no meio de uma viagem de férias quando ficou sabendo que continuaria a interpretar o Homem-Aranha em mais uma trilogia de filmes da Sony/Marvel. Segundo o ator, sua primeira reação foi ligar para Zendaya, sua namorada na vida real, que interpreta MJ, a namorada do Aranha nas telas. “Eu tenho um print hilário em que apareço no FaceTime com Zendaya, com o rosto todo ensanguentado, porque tinha acabado de sofrer um acidente de esqui. Quando vi que aparentemente eu ia fazer mais três filmes, pensei: ‘Ah, m*rda, vou ter que cancelar as minhas próximas férias'”, contou Holland. O anúncio da nova trilogia veio inicialmente de Amy Pascal, chefe da Sony, e a continuação da franquia foi confirmada nesta sexta (17/12) por Kevin Feige, chefão da Marvel. Recém-lançado nos cinemas, “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” já está batendo de recordes de arrecadação, tendo comemorado nesta sexta a façanha de contabilizar a maior bilheteria de primeiro dia de exibição no Brasil em todos os tempos.
Chefão da Marvel confirma que Tom Holland fará mais filmes do Homem-Aranha
O chefão da Marvel, Kevin Feige, confirmou que a história do Homem-Aranha vivido por Tom Holland vai continuar nos cinemas. Ele fez a revelação em entrevista ao jornal The New York Times nesta sexta-feira (17/12), confirmando o que a produtora Amy Pascal, responsável pela franquia já tinha afirmado anteriormente. “Amy [Pascal] e eu, a Disney e a Sony estamos ativamente começando a desenvolver para onde a história vai”, confirmou Feige. “Digo isso porque não quero que os fãs passem por um trauma de separação, como o que aconteceu depois de ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’”, explicou, lembrando que “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” quase não foi feito por problemas comerciais entre a Disney e a Sony. Também presente na entrevista, Pascal deu mais pistas sobre o futuro do herói. “No final de ‘Sem Volta Para Casa’, você vê o Homem-Aranha tomando uma decisão importante, uma que você nunca o viu tomar antes. É um sacrifício. E isso nos dá muito com o que trabalhar para o próximo filme”, apontou. No final de novembro, ela tinha dito que Tom Holland estrelaria uma nova trilogia do herói, coproduzida pela Marvel. Antes disso, o Homem-Aranha deve aparecer em outro filme, já que o acordo entre Disney e Sony prevê uma troca de participações – o Doutor Estranho no filme do Aranha significa que o herói aracnídeo deve uma aparição num próximo lançamento do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel).
Filmes: 10 lançamentos para assistir em streaming
A tradicional polêmica de Natal do Porta dos Fundos e o novo drama premiado do cineasta italiano Paolo Sorrentino, que venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional por “A Grande Beleza” (2013), são as principais estreias das plataformas de streaming. Confira abaixo quais são os demais filmes que completam o Top 10 dos serviços de assinatura nesta semana. PORTA DOS FUNDOS: TE PREGO LÁ FORA | Paramount+ Desta vez, o especial de Natal do Porta dos Fundos é uma animação. Mas a capacidade de gerar polêmica com evangélicos e bolsonaristas continua a mesma, ao apresentar os dilemas de Jesus (dublado por Rafael Portugal) durante a adolescência, como aluno novato na Escola Municipal Eva & Adão. Visando esconder que é o Messias e escapar do diretor pedófilo Herodes, o menino Jesus tenta deixar para trás o comportamento benevolente para ficar irreconhecível como um “bad boy”. Uma deputada baiana, que se define no Instagram como “serva de um Deus vivo”, já tomou a iniciativa de apresentar uma moção de repúdio na Assembleia Legislativa de seu estado contra o que ela define “como produto de péssima qualidade feito por quem apenas falhou na vida”. E a Associação Centro Dom Bosco, que já tinha tentado censurar um especial passado, entrou novamente com processo para tirar o desenho do ar. O roteiro é de Fabio Porchat, que também dubla Herodes. A MÃO DE DEUS | Netflix Vencedor do Leão de Prata e mais três troféus do Festival de Veneza, o filme mais pessoal de Paolo Sorrentino lembra sua juventude em Nápoles, quando Diego Maradona eletrizava a cidade como jogador do Napoli e fazia italianos torcerem pela seleção argentina. Foi durante a Copa do Mundo de 1986 que o craque marcou o gol que batiza o longa, usando a “mão de deus” (dele próprio, Maradona) para vencer a Inglaterra. Ao mesmo tempo, Maradona também salvou a vida de Sorrentino, sem nunca saber. O filme conta como isto aconteceu, numa história sobre destino e família, esportes e cinema, amor e perda. AS BOAS MANEIRAS | Reserva Imovision Um dos filmes brasileiros mais premiados dos últimos anos é uma história de terror, que começa com uma gravidez monstruosa e termina como uma fábula sobre a intolerância. Na trama, uma enfermeira da periferia de São Paulo (Isabél Zuaa, de “Joaquim”) é contratada por uma mulher rica, grávida e misteriosa (Marjorie Estiano, de “Sob Pressão”), para ajudar nos afazeres domésticos e, após o nascimento, ser babá de seu filho. As duas desenvolvem uma forte relação de amizade, mas a gravidez se revela um horror, especialmente nas noites de lua cheia, a ponto de transformar a mulher conforme chega a hora do parto. Mas esta é apenas metade da história, que acompanha em sua segunda parte o que acontece com o bebê quando ele se torna adolescente. O segundo terror realizado em parceria pelos diretores Juliana Rojas e Marco Dutra (de “Trabalhar Cansa”) foi o grande vencedor do Festival do Rio 2017, onde arrematou os troféus de Melhor Filme, Atriz Coadjuvante (Marjorie Estiano) e Fotografia (o português Rui Poças, de “Uma Mulher Fantástica”). Além disso, também venceu o Festival do Uruguai, o Prêmio Especial do Júri no Festival de Locarno, na Suiça, o Prêmio do Público no L’Etrange Festival, na França, e o Prêmio da Crítica no Festival de Sitges, na Espanha, entre muitas outras consagrações internacionais. AS LEIS DA FRONTEIRA | Netflix Uma das boas surpresas recentes da Netflix, este thriller espanhol passado nos anos 1970 gira em torno de um adolescente cansado de sofrer bullying, que faz amizade com um casal de assaltantes e acaba se envolvendo no crime e num perigoso triângulo amoroso. Com direção de Daniel Monzón (que há 12 anos assinou outro drama criminal intenso: “Cela 211”), o filme concorre a seis troféus no prêmio Goya (o Oscar espanhol) de 2022. O CANTO DO CISNE | Apple TV+ Sci-fi dramática estrelada por Mahershala Ali, que já venceu duas vezes o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (por “Moonlight” e “Green Book”), o filme gira em torno de um homem com doença terminal, que planeja criar um clone de si mesmo antes de morrer para cuidar de sua família. O elenco também inclui Glenn Close (“Era uma Vez um Sonho”) e Naomie Harris (repetindo a parceria de “Moonlight”). A 200 METROS | Netflix O título se refere à distância física entre um pai e sua família. O palestino Mustafa e a esposa vivem separados pelo muro que dividiu a Cisjordânia e Israel. Quando recebe uma ligação de que seu filho sofreu um acidente e está internado, ele tenta atravessar a fronteira, mas é impedido por soldados israelenses. Proibido de cruzar 200 metros, ele acaba partindo numa odisseia de 200 quilômetros apenas para dar ir ao outro lado da rua e reencontrar a sua família. Vencedor de 16 prêmios internacionais, o drama humanista destaca a atuação de Ali Suliman, nascido na cidade de Nazaré, em Israel, que é conhecido por muitas produções americanas, como “O Grande Herói” (2013) e a 1ª temporada de “Jack Ryan” (2018). Além das Palavras | MUBI A vida da poeta Emily Dickinson (1830-1886) é imaginada pelo veterano diretor britânico Terence Davies num drama introspectivo, estrelado por Cynthia Nixon (a Miranda da série “Sex and the City”), e inspirado nas muitas cartas e poemas que ela deixou ao morrer desconhecida. As questões de gênero, que impediram seu talento literário de brilhar, são o foco da trama, especialmente no ambiente familiar, que deveria ser acolhedor, mas se torna fonte de opressão e complexos. Rebelde e feminista, numa época em que o feminismo não existia, ela encontra forças em si mesma ao recusar-se a se submeter às expectativas da sociedade da época. THÉO & HUGO | Filmicca Vencedor de vários prêmios LGBTQIAP+ em festivais internacionais, incluindo o Teddy na Berlinale de 2016, o romance gay começa num clube de sexo e termina nas ruas de Paris, ponderando se o tesão pode virar amor. É o filme mais premiado dos diretores Olivier Ducastel e Jacques Martineau, que são casados e conhecidos por filmar dramas gays – outro destaque de suas carreiras é o ambicioso “Nés en 68”, de quase três horas de duração. VOYAGE OF TIME | MUBI Inédito nos cinemas brasileiros, o documentário de Terrence Malick sobre a origem do universo chega ao streaming em, ironicamente, sua versão IMAX. Trata-se da edição narrada por Brad Pitt, com quem o diretor trabalhou em “A Árvore da Vida” (2011) – a versão “normal” tem narração de Cate Blanchett e é mais longa. Como é típico nos trabalhos de Malick, a obra se destaca por uma direção de fotografia deslumbrante, a cargo do cinematógrafo Paul Atkins, que comandou viagem cinematográfica similar para a Disney no documentário “Terra” (2007). Outro destaque da produção, a trilha sonora é do já falecido Ennio Morricone, que venceu o Oscar em 2016 por seu trabalho em “Os Oito Odiados”. INTO THE ABYSS | HBO Max Premiado nos festivais de Londres e Torino, o documentário do veterano cineasta alemão Werner Herzog (“Fitzcarraldo”) é sobre assassinos condenados à morte no Texas – em especial um homem terrível que matou a namorada e seus filhos deficientes mentais. No filme, Herzog conversa com os criminosos, suas famílias e as das vítimas, buscando entender porque as pessoas – e o estado – matam. O resultado é cru, devastador e ao mesmo tempo o trabalho menos sensacionalista já feito sobre o tema.
Epidemia de gripe atrasa gravações de série carioca do diretor de “Rio”
A epidemia de gripe e as chuvas constantes no Rio de Janeiro estariam atrapalhando as gravações de “How to Be a Carioca”, série de Carlos Saldanha, diretor das animações “A Era do Gelo”, “Rio” e “Ferdinando”. Segundo a coluna de Patricia Kogut em O Globo, muita gente da equipe teve o vírus. Com isso, foi preciso alterar roteiros, o que resultou particularmente complicado porque há muitos atores estrangeiros no elenco. Desenvolvida para a plataforma Star+, a série vai mostrar, em cada episódio, um gringo sendo ajudado por um carioca. A trama é baseada no livro homônimo da americana Priscilla Goslin. Lançado em 1992, “How To Be a Carioca” descreve, de maneira cômica, hábitos e manias dos cariocas — como aquela balançada vigorosa do cabelo, jogando-o para a frente e para trás, quando as mulheres saem do mar. O elenco conta com a participação de Seu Jorge (“Marighella”) e a série já teria uma 2ª temporada acertada. “How to Be a Carioca” é a segunda série desenvolvida por Carlos Saldanha, responsável também por “Cidades Invisíveis” na Netflix.
Homem-Aranha ocupa quase todos cinemas do Brasil
Estreia mais esperada do ano, “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” domina o circuito cinematográfico nesta quinta (16/12). Segundo o Filme B, o lançamento ocupará nada menos que 2,8 mil salas, número nunca visto antes na História do Brasil. Para se ter noção, este era o total de salas que existia em todo o território brasileiro em 2014. Ou seja, 100% do circuito de sete anos atrás. Como a Ancine ainda não apresentou um panorama de como o parque exibidor foi afetado pela covid – várias salas, inclusive do circuito Itaú Cinema, foram fechadas – , não é possível dimensionar com clareza o que essa distribuição em massa representa em termos de mercado. A estimativa é que gire em torno de 96% da ocupação total, confirmando o abandono do acordo de cavaleiros de 2015, quando “Jogos Vorazes: A Esperança” foi acusado de monopolizar o circuito, com 1,7 mil salas. Para comparar com outro blockbuster equivalente, o mais recente filme da Marvel, “Eternos”, foi lançado em 1,8 mil salas. A Sony ultrapassou os limites. E será interessante acompanhar a reação da Warner quando tentar lançar “Matrix Resurrections” na próxima quarta (22/12). Homem-Aranha: Sem Volta para Casa Com o monopólio dos cinemas e embalado por elogios rasgados da crítica internacional, “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” vai bater todos os recordes de bilheteria da pandemia no país. Não é profecia, é consequência. Com uma história que abre o multiverso e infinitas possibilidades, a produção também exacerba o significado de “fan service”, representando o ápice do modelo cinematográfico da Marvel. Há muitas participações especiais – todas que os fãs pediram – e citações envolvendo 20 anos de cronologia do herói, desde o primeiríssimo “Homem-Aranha” de 2002. E só não é um grande easter egg com trechos esporádicos de trama porque os roteiristas (Chris McKenna e Erik Sommers) se superaram ao dar sentido ao excesso, tornando o “fan service” indispensável para a narrativa. Há cenas de muita ação, comédia de rir à toa e tragédia para abrir o berreiro no escuro. Não é à toa que está sendo considerado o melhor filme do Homem-Aranha já feito – há quem diga que seja o melhor filme do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). De quebra, ainda oferece uma conclusão, ou ao menos um ponto para reiniciar a franquia. Nós Duas Apesar da amplitude da teia do Aranha, o circuito limitado conseguiu espremer três lançamentos premiados de diretores estreantes num punhado de salas de arte, como contraprogramação. Dois destes filmes têm temática LGBTQIAP+. O drama francês “Nós Duas”, do estreante Filippo Meneghetti, venceu o César (o Oscar francês) de Melhor Filme de Estreia. Na trama, as veteranas Barbara Sukowa (“Hannah Arendt”) e Martine Chevallier (“Não Conte a Ninguém”) são duas namoradas da Terceira Idade, que escondem o namoro da família e precisam lidar com a interferência da filha de uma delas quando um problema de saúde separa o casal. Sem Ressentimentos O alemão “Sem Ressentimentos” venceu o Teddy (troféu de Melhor Filme LGBTQIAP+) do Festival de Berlim. Sua história gira em torno de um jovem alemão de descendência iraniana que é condenado a prestar serviço comunitário num campo de refugiados e desenvolve um relacionamento com um rapaz muçulmano do local. Expectativas culturais e de vida são colocadas à prova, conforme o perigo de extradição para um país intolerante se aproxima. Azor Completa a lista “Azor”, um suspense dramático passado na época da ditadura militar argentina, que acompanha um banqueiro recém-chegado da Europa para ocupar o lugar do sócio, após este desaparecer misteriosamente sem deixar vestígios. A recriação do clima sombrio do período, em que desaparecimentos não deviam ser questionados, rendeu o prêmio de talento emergente para o diretor suíço Andreas Fontana no Festival de Zurique. Além destes, “Casulo”, lançado na semana passada, também amplia seu pequeno circuito.












