Brie Larson distribuiu pipocas em sessões de Capitã Marvel nos EUA
A atriz Brie Larson vestiu o uniforme de funcionária da Marvel para promover o lançamento de “Capitã Marvel”. Ela fez uma rápida tour promocional por cinemas de uma rede americana que estavam exibindo o longa no fim de semana em Nova Jersey, nos EUA, conversou com fãs, posou para fotos e até distribuiu pipocas. Vários fãs postaram fotos da interação com a estrela em suas redes sociais. Mas, para não deixar dúvidas, a Marvel também fez seu registro oficial, publicado na página do Twitter do filme. Os posts incluem fotos e um vídeo que mostram a atriz com um visual de… “cosplay” da heroína (um abrigo esportivo inspirado no longa), enquanto se diverte com embalagens de pipocas e refrigerantes com sua imagem estampada. “Eu soube que estava aparecendo em sacos de pipoca e refrigerantes e resolvi conferir pessoalmente. Obrigado por comparecerem e ainda mais no fim de semana de estreia”, agradeceu ela no vídeo, ovacionada pelo público. Além de promover o filme, a aparição foi uma ação de co-branding, com carona da rede de cinemas e, num contrabando, a marca que produziu o traje – que foi customizado especialmente para a atriz, mas já se tornou objeto de desejo de muitos fãs. “Capitã Marvel” estreou no fim de semana na liderança das bilheterias mundiais, batendo recorde de maior abertura de um filme estrelado por mulher em todos os tempos. Saiba mais aqui. #CaptainMarvel herself, @brielarson, popped in to theaters on Saturday night to surprise fans on opening weekend! #HigherFurtherFaster pic.twitter.com/TP7Nt8KkiE — Captain Marvel (@captainmarvel) March 10, 2019 The ultimate #CaptainMarvel experience! @BrieLarson helped fans get their popcorn and soda on opening weekend. #HigherFurtherFaster (2/2) pic.twitter.com/9Fq3HwrWoC — Captain Marvel (@captainmarvel) March 10, 2019 Visualizar esta foto no Instagram. Funny story I wanted to take my little cousins to see the new #captainmarvel and we ended up seeing #captainmarvel herself @brielarson serving guests at our local #amc and she was kind enough to take time to speak with these young ladies and made this night one they won't forget. What an amazing experience. Even better following #internationalwomensday that these girls get to meet a #realrolemodel and #hero . Needless to say we love #captainmarvel @captainmarvelofficial @marvel @marvelstudios #CaptainMarvelSoldMePopcornAtAMC #IamTheCoolCousinForLife #marvel #captainmarvel #brielarson #disney #HigherFurtherFaster Uma publicação compartilhada por @ sweet_and_simple em 9 de Mar, 2019 às 5:20 PST
Capitã Marvel empodera as mulheres no cinema
O verdadeiro poder da Capitã Marvel não vem de sua viagem ao infinito e além. Mas sim do momento em que ela se reconecta com suas origens e prova a si mesma que é humana acima de tudo. Em outras palavras, a personagem mais forte do Universo Cinematográfico Marvel não alcança tal condição por ser uma super-heroína, mas por ser mulher. Qual é o nexo dessa história de força interior? Apesar de seguir a fórmula de origem dos outros Vingadores, que precisam sofrer consequências de uma reviravolta extraordinária em suas vidas, a mensagem é importante em um mundo dominado por homens, e também mostra que filme de super-herói não é apenas diversão vazia e escapismo alienado. A cena incrível em que ela se levanta após cair em diferentes fases de sua vida é a catarse que o filme precisava para dar seu recado. Um conceito representado com louvor pela figura imponente da vencedora do Oscar Brie Larson, feminista dentro e fora das telas, além de uma grande atriz intuitiva que consegue revelar as características e os sentimentos de sua protagonista através de camadas. Um talento que atrai nossa atenção com um brilho próprio colossal iluminando todas as cenas em que aparece. Isso, senhoras e senhores, é o superpoder de uma estrela. Pode parecer estranho o filme optar por um início com Carol Danvers (Brie Larson) já em suas aventuras espaciais, antes de contar sobre suas raízes na Terra. E isso realmente prejudica a narrativa, deixando o espectador sem identificação alguma com o que está vendo no primeiro ato. Mas não demora muito para entrarem em cena as reais intenções de Anna Boden e Ryan Fleck, casal de cineastas mais acostumado a comandar filmes independentes como “Half Nelson” (2006) e “Parceiros de Jogo” (2015). Só bons contadores de histórias seriam capazes de apresentar a clássica fórmula do filme de origem às avessas. Do mesmo modo como Brie Larson compõe a heroína, os diretores de “Capitã Marvel” apostam numa trama desfiada em camadas, levando uma deusa da perfeição às falhas; ou seja, à sua humanidade (e não o contrário como estamos habituados). Podemos dizer que Anna e Ryan não são exímios diretores de cenas de ação como os irmãos Anthony e Joe Russo (de “Vingadores: Guerra Infinita”), da mesma forma que não possuem o dom de James Gunn (“Guardiões da Galáxia”) para aliar suas citações de música pop com a arte em movimento. Eles preferem conduzir “Capitã Marvel” muito mais como um estudo de personagem, uma mulher com a justiça impregnada na alma e pronta, senão para a guerra, para decretar a paz. Mesmo que precise dar uns socos e pontapés aqui e ali. O filme dialoga com a urgência do empoderamento feminino de maneira impactante sem parecer propaganda e ainda traz inspiração na crise dos refugiados, na hora em que a trama coloca para valer suas cartas na mesa – conexão relevante com a atualidade que é herança de Pantera Negra, produção que provou ao mundo que o “gênero” pode ter algo importante a dizer. Para completar, ainda tem um gato que merece o Oscar. E o título de bichano mais icônico do cinema. Claro, “Capitã Marvel” poderia ter uma trilha instrumental mais marcante e ser (bem) mais caprichado nos efeitos visuais, mas não pretende ser um filme com a megalomania justificada de “Vingadores: Guerra Infinita” ou a extravagância descerebrada de “Aquaman”. Apesar de se mostrar uma aventura espacial, a trama de “Capitã Marvel” é marcada pela simplicidade, algo que até soa esquisito dentro desse universo de super-heróis, mas é verdade. E isso dá personalidade suficiente à produção para garantir seu espaço, sem se sujeitar a ser apenas uma ponte entre “Vingadores: Guerra Infinita” e “Vingadores: Ultimato”. O detalhe que a equipe técnica consegue avançar, em relação aos lançamentos anteriores, materializa-se nos efeitos de rejuvenescimento de atores. Anteriormente, a computação gráfica tinha produzido alguns segundos de Michael Douglas jovem em “Homem-Formiga” e Robert Downey Jr em “Capitão América: Guerra Civil”. Mas “Capitão Marvel” vai além, ao mostrar Samuel L. Jackson (um super trunfo do filme), como Nick Fury, e Clark Gregg, como o Agente Coulson, em diversas cenas remoçados em 20 anos, porque a história se passa nos anos 1990. Não é exagero cravar que a combinação entre CGI e efeitos práticos de maquiagem marcou aqui uma virada de página na história do cinema. Para cinéfilos e saudosistas, sobra nostalgia na reconstituição dos anos 1990, ainda que as referências sejam usadas de forma não muito cronológica – por exemplo, ao mostrar Carol Danvers segurando um VHS de “Os Eleitos”, o melhor filme de 1983, sobre o início da corrida espacial em que pilotos audaciosos se tornam os primeiros astronautas, traçando um paralelo com a própria jornada da heroína.
Capitã Marvel tem maior estreia mundial de filme estrelado por mulher em todos os tempos
“Capitã Marvel” provou ser superpoderosa nas bilheterias. O lançamento da Disney quebrou vários recordes. E não só entre filmes de super-heróis, mas na história das mulheres no cinema. Com 153M (milhões) arrecadados entre sexta e domingo (10/3) nos Estados Unidos e no Canadá, superou “Mulher-Maravilha” (US$ 103M) para se tornar a maior estreia de uma super-heroína nas telas da América do Norte. Os valores também fazem do filme o maior lançamento norte-americano desde “Os Incríveis 2” (US$ 182M) em junho do ano passado. Já entre os longas de origem da Marvel, só perde para a abertura de “Pantera Negra” (US$ 200M). Mas esses números empalidecem diante do sucesso internacional da produção. “Capitã Marvel” abriu com US$ 455M em todo o mundo. É simplesmente a maior estreia mundial de um filme estrelado por mulher em todos os tempos, deixando muito para trás o antigo recordista, “A Bela e a Fera” (US$ 357M). Entre as produções da Marvel, só fez menos que o fenômeno “Vingadores: Guerra Infinita” (US$ 640,5M). E ainda se destacou como a 6ª maior abertura entre todos os blockbusters mundiais. Considerando apenas os rendimentos no exterior, seus US$ 302M representam a 5ª maior estreia internacional da História, deixando para trás, inclusive, “Star Wars: O Despertar da Força” (US$ 281M). O maior êxito internacional se deu na China, onde o filme arrecadou US$ 89,3M, seguido pela Coréia do Sul (US$ 24,1M) e Reino Unido (US$ 16,8M). A estreia no Brasil foi a 5ª maior do mundo, atingindo US$ 13,4M, segundo apurações da revista The Hollywood Reporter. Este montante representa quase um novo recorde na bilheteria brasileira. Maiores detalhes do mercado nacional podem ser conferidos aqui. O sucesso de “Capitão Marvel” também representa uma vitória avassaladora na “guerra cultural” travada entre os defensores de mais diversidade no cinema e os trolls conservadores que se mobilizaram para tentar impedir que essa “agenda política” fosse bem-sucedida, em defesa dos direitos dos “homens brancos”. A produção da Marvel também causou um curioso efeito de esvaziamento nos cinemas norte-americanos em que não estava sendo exibida. O fenômeno fez com que o 2º colocado, “Como Treinar Seu Dragão 3”, tivesse apenas 9,4% da arrecadação do líder: US$ 14,6M nos últimos três dias. E vale observar que a animação, lançada há dois meses no mercado internacional, soma US$ 435,1M em toda a sua trajetória mundial. Isto é menos do que “Capitã Marvel” faturou em apenas três dias. A comédia “Um Funeral em Família”, que estreia na quinta (14/3) no Brasil, completa o Top 3 norte-americano com US$ 12M. A partir daí, as arrecadações desabam para menos de US$ 3,8M. Confira abaixo os demais rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Capitã Marvel Fim de semana: US$ 153M Total EUA e Canadá: US$ 153M Total Mundo: US$ 455M 2. Como Treinar Seu Dragão 3 Fim de semana: US$ 14,6M Total EUA e Canadá: US$ 119,6M Total Mundo: US$ 435,1M 3. Um Funeral em Família Fim de semana: US$ 12M Total EUA e Canadá: US$ 45,8M Total Mundo: US$ 46,1M 4. Uma Aventura Lego 2 Fim de semana: US$ 3,8M Total EUA e Canadá: US$ 97,1M Total Mundo: US$ 164,4M 5. Alita: Anjo de Combate Fim de semana: US$ 3,2M Total EUA e Canadá: US$ 78,3M Total Mundo: US$ 382,6M 6. Green Book Fim de semana: US$ 2,4M Total EUA e Canadá: US$ 80,1M Total Mundo: US$ 242,2M 7. Superromântico Fim de semana: US$ 2,4M Total EUA e Canadá: US$ 44,1M Total Mundo: US$ 44,1M 8. Lutando pela Família Fim de semana: US$ 2,1M Total EUA e Canadá: US$ 18,6M Total Mundo: US$ 18,6M 9. Obsessão Fim de semana: US$ 2,1M Total EUA e Canadá: US$ 8,2M Total Mundo: US$ 9M 10. Apollo 11 Fim de semana: US$ 1,3M Total EUA e Canadá: US$ 3,7M Total Mundo: US$ 3,7M
Novo trailer de Dumbo destaca o espetáculo circense com muitas cenas inéditas
A Disney divulgou novos pôsteres internacionais e mais um trailer de “Dumbo”, remake live-action do clássico animado de 1941. A prévia é repleta de cenas inéditas, que destacam o mundo do circo e o espetáculo que gira em torno da apresentação do elefantinho voador. A cena final revela Dumbo voando para longe com Eva Green em suas costas. Ao contrário de outras adaptações recentes do catálogo da Disney, “Dumbo” não é um filme de bichos falantes. Mas mantém os mesmos desafios, sofrimentos e triunfos do protagonista do desenho famoso, em sua vida como elefantinho de circo. No roteiro escrito por Ehren Kruger (“Transformers: A Era da Extinção”), o dono de um circo em dificuldades financeiras, Max Medici (Danny DeVito), convoca a ex-estrela Holt Farrier (Colin Farrell) e seus filhos Milly (Nico Parker) e Joe (Finley Hobbins) para cuidar do elefantinho recém-nascido cujas orelhas enormes o transformam em piada. As orelhas lhe renderam ridicularização e o apelido de Dumbo (uma ofensa derivada da palavra “dumb”, estúpido), mas quando descobrem que elas o permitem voar, o circo renasce, atraindo o persuasivo empresário V.A. Vandevere (Michael Keaton), que recruta o animal para seu mais novo empreendimento, o Dreamland. Dumbo passa a fazer sucesso ao lado da acrobata Colette Marchant (Eva Green), mas logo Holt descobre que Dreamland é cheio de segredos sombrios. A produção é a segunda fábula encantada da Disney dirigida pelo cineasta Tim Burton, que, com o sucesso de “Alice no País das Maravilhas” em 2010, deu início à onda de refilmagens com atores de carne e osso das animações do estúdio. A estreia está marcada para 28 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Após polêmicas, SMILF é cancelada em sua 2ª temporada
O canal pago Showtime anunciou o cancelamento da série “SMILF” após sua 2ª temporada. A série viu sua audiência desabar nos novos episódios, caindo de uma média de quase 550 mil telespectadores no primeiro ano para 200 mil ao vivo. Para completar, ainda enfrentou denúncias de bastidores. Várias queixas foram registradas numa linha criada pela Disney para reclamações sobre o ambiente de trabalho em suas produções – o estúdio é coprodutor da série, via ABC Signature, junto do Showtime. Uma atriz chegou a abandonar o programa, dizendo-se perseguida pela criadora, showrunner e protagonista da série, Frankie Shaw (a Shayla Nico na série “Mr. Robot”), alegando quebra de contrato por violação de regras profissionais. Outras reclamações incluem a separação dos roteiristas da série por raça. As denúncias tornaram Shaw a primeira produtora feminina denunciada após o surgimento do movimento #MeToo. Uma lista detalhada dos problemas, envolvendo cenas de nudez e comportamento impróprio, pode ser lida aqui. “Depois de pesar vários fatores, a Showtime decidiu que ‘SMILF’ não avançará para uma 3ª temporada. O restante da 2ª temporada continuará a ir ao ar como programado no Showtime até o final dos episódios em 31 de março. Nós continuamos extremamente orgulhosos das duas temporadas de ‘SMILF’, e agradecemos a Frankie Shaw por sua voz singular e criação única, bem como aos dezenas de escritores, produtores, atores, diretores e membros da equipe em Los Angeles e em Boston, que contribuíram para esta série excepcional”, disse o Showtime em um comunicado. Considerada uma das melhores comédias recentes da TV americana, com 100% de aprovação em sua 2ª temporada no Rotten Tomatoes, “SMILF” era baseada no curta-metragem indie homônimo de Frankie Shaw, premiado no festival de Sundance de 2015. Além de escrever, dirigir e produzir, Shaw encarnava a protagonista Bridgette, uma garota de 20 e poucos anos, que mora em Boston e tenta ter uma carreira, amizades e sexo, enquanto reluta em aceitar a realidade de ser uma mãe jovem e solteira. O título, por sinal, é uma gíria sexista, abreviatura de Single Mom I’d Like to F* (mãe solteira que eu gostaria de… transar). Mas como mostrava a série, apesar de bonitinha, jovem e solteira, a protagonista tinha muita dificuldade para transar, justamente por causa de seu bebê.
Participação de Stan Lee em Capitã Marvel foi alterada após a morte do artista
Primeiro filme da Marvel a trazer uma participação póstuma de Stan Lee, “Capitão Marvel” teve a cena em que o artista aparece alterada para se transformar numa homenagem. A revelação foi feita pela codiretora Anna Boden (que assina o filme ao lado do marido, Ryan Fleck), em entrevista ao site Mashable. Lee aparece na cena em que a heroína entra num trem à procura de um skrull disfarçado. Como a raça de alienígenas é capaz de se transformar em qualquer pessoa, todos os passageiros são suspeitos. Originalmente, a personagem vivida por Brie Larson considera Lee particularmente suspeito, ao vê-lo absorto na leitura de um roteiro. Segundo Boden, era uma cena com tom mais cômico. Mas, na versão que é exibida nos cinemas, a heroína não suspeita de Lee, porque parece reconhecê-lo, dando um doce sorriso para ele, antes de voltar à sua busca. “Achamos que seria legal mudar da cena cômica para uma homenagem mais afetuosa. É como se ela [Brie Larson] estivesse saindo do personagem por um momento. Eu acho que reflete o sentimento do público ao ver a cena”, comentou Boden. Uma curiosidade a mais é saber que o roteiro que tanto interessa a Lee não é de um filme da Marvel, mas sim do filme “Barrados no Shopping”, em que ele teve participação especial. Dirigido por Kevin Smith, a comédia foi lançada em 1995, o mesmo ano em que a trama de “Capitã Marvel” se passa. “Capitã Marvel” já está em cartaz nos cinemas.
Capitã Marvel é a única estreia ampla desta semana nos cinemas
Único lançamento amplo desta quinta (7/3), “Capitã Marvel” é o primeiro filme de super-herói do ano, e sua estreia vira a página do Oscar na programação dos cinemas. Com marketing intenso e distribuição ostensiva, o longa estrelado por Brie Larson deve se tornar um fenômeno cultural como “Pantera Negra” e “Mulher-Maravilha”. Não lhe faltam ação, diversão e efeitos em doses cavalares, além de ser exatamente o que se espera da Marvel. A jornada heroica que ecoa tantas outras, desta vez se diferencia por empoderar a primeira super-heroína do estúdio. Não se trata somente de um episódio intermediário, para se consumir entre “Vingadores: Guerra Infinita” e “Vingadores: Ultimato”, mas um capítulo vibrante da complexa “guerra cultural” travada no mundo real, entre defensores da diversidade e opressores. “Capitã Marvel” é também o único filme americano da programação desta semana, que tem até filme africano, “Yomeddine – Em Busca de um Lar”, representante do Egito na disputa por uma vaga no Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. A lista de estreias ainda inclui o português “Raiva”, que contrasta uma fotografia belíssima em preto-e-branco com uma história sobre a miséria, o italiano “O Rei de Roma”, sátira à hipocrisia da classe política corrupta, o documentário “Diários de Classe”, sobre três mulheres – uma trans, uma ex-presidiária e uma doméstica – que tentam mudar de vida ao aprender a ler e escrever, e o drama brasileiro “O Último Trago”, vencedor de três troféus no Festival de Brasília. Dentre todos, o destaque do circuito limitado é o outra produção nacional, o suspense “Albatroz”. Não se trata de uma obra exatamente “fácil”. Mas foi escrita por Bráulio Mantovani, autor de “Cidade de Deus” e “Tropa de Elite”, que consegue dar um mínimo de coerência ao emaranhado de questionamento moral, sentimento de culpa e delírio da trama. Alexandre Nero (“João, o Maestro”) vive um fotógrafo que flagra um ato terrorista em Jerusalém, mas em vez de ajudar a vítima, apenas fotografa, o que lhe rende fama e patrulhamento. O detalhe é que essa informação vem fragmentada, junto do sumiço de sua mulher após um acidente de carro, a volta da ex com desejo de vingança e até um flerte com a ficção científica. Totalmente inesperado, tende a dividir opiniões – e aplausos pela ousadia. A direção é de Daniel Augusto, de “Não Pare na Pista”, sobre o escritor Paulo Coelho. Para saber mais sobre os filmes, confira abaixo os trailers e as sinopses de todos os lançamentos. Capitã Marvel | EUA | Super-Heróis Aventura sobre Carol Danvers, que tem contato com uma raça alienígena e ganha poderes sobre-humanos, tornando-se a mais poderosa entre os super-heróis de todo o mundo. Albatroz | Brasil | Suspense O fotógrafo Simão (Alexandre Nero), casado com Catarina (Maria Flor), uma compositora de jingles publicitários, se apaixona pela atriz judia Renée (Camila Morgado), com quem viaja a Jerusalém. Lá ele acaba registrando um atentado terrorista, o que lhe torna mundialmente famoso. Mas, ao mesmo tempo, surgem críticas negativas por ele ter fotografado em vez de tentar evitar a tragédia. Simão entra em depressão e fica na fronteira entre realidade, sonho e delírio. O Último Trago | Brasil | Drama Uma mulher resgatada à beira da estrada incorpora o espírito de uma guerreira indígena desencadeando uma série de eventos que atravessam os tempos e os espaços. Do sertão nordestino ao litoral, séculos de lutas de dominação e resistência. O Rei de Roma | Itália | Comédia Numa Tempesta (Marco Giallini) é um focado e carismático empresário que, levado por uma gigante necessidade de ser bem sucedido, faz qualquer coisa para fechar um negócio, mesmo que isso o leve a infringir a lei. Depois de uma negociação dar errado, ele é pego pela polícia e condenado a cumprir um ano de serviço social, e fará qualquer coisa para voltar a trabalhar normalmente. Yomeddine – Em Busca de um Lar | Egito, França | Drama Beshay (Rady Gamal) é um coletor de lixo que decide sair do confinamento de uma colônia de leprosos pela primeira vez e embarca em uma jornada ao Egito para procurar sua família. Ele viaja com seu burro e seu aprendiz órfão ao longo do Nilo e, pela primeira vez, fica cara a cara com a maldição de ser um estranho. Raiva | Portugal | Drama Nos remotos campos do Baixo Alentejo, no sul de Portugal, a miséria e a fome assolam a população. Quando dois violentos assassinatos acontecem em uma só noite, um mistério toma o lugar: qual poderia ser a origem desses crimes? Diários de Classe | Brasil | Documentário O cotidiano de três mulheres – uma jovem trans, uma mãe encarcerada e uma empregada doméstica –, estudantes de centros de alfabetização para adultos em Salvador. Embora trilhem caminhos distintos, suas trajetórias coincidem nos preconceitos e injustiças sofridos cotidianamente.
Terceiro trailer legendado de X-Men: Fênix Negra é ainda mais sombrio
A Fox divulgou o terceiro trailer legendado de “X-Men: Fênix Negra”, lançado em menos de uma semana após a revelação do segundo. Muito mais sombrio que os anteriores, a prévia mostra a origem da Fênix, a transformação de Jean Grey numa supervilã com poderes destrutivos, o assassinato de Mística e o confronto com os X-Men. Sim, mostra demais. A trama adapta “A Saga da Fênix Negra”, ponto alto da parceria entre Chris Claremont e John Byrne nos quadrinhos, que já foi abordada no péssimo “X-Men: O Confronto Final” (2006), tão ruim que quase acabou com a franquia – a ponto de os X-Men passarem por um reboot após aquele lançamento. A conhecida história acompanha a transformação da heroína Jean Grey na vilã Fênix Negra, e voltará a reunir o elenco de “X-Men: Apocalipse” (2016): Jennifer Lawrence (Mística), Michael Fassbender (Magneto), James McAvoy (Professor Xavier), Nicholas Hoult (Fera), Evan Peters (Mercúrio), Alexandra Shipp (Tempestade), Tye Sheridan (Cíclope), Kodi Smit-McPhee (Noturno) e, claro, Sophie Turner (Jean Grey/Fênix). Para completar, Simon Kinberg, que foi o responsável pelo roteiro de “X-Men: O Confronto Final”, volta para assinar a nova versão da mesma história e ainda faz sua estreia como diretor no filme. Em entrevistas, ele justificou o remake com a desculpa de fazer justiça aos quadrinhos. Os fãs podem discordar e desta vez não haverá um “Dias de um Futuro Esquecido” para consertar. “X-Men: Fênix Negra” é o último filme da saga iniciada em 2000, pois os heróis passarão a ser produzidos pela Marvel após este lançamento, e o novo estúdio deve reiniciar a franquia. A estreia é prevista para 6 de junho no Brasil, um dia antes dos Estados Unidos.
Angelina Jolie ilustra primeiro pôster da continuação de Malévola, que ganhou título oficial e data de estreia
A Disney divulgou o primeiro pôster da continuação de “Malévola”, que destaca Angelina Jolie e revela o título oficial da produção. A sequência vai se chamar, em inglês, “Maleficent: Mistress of Evil”. O cartaz também revela uma nova data de estreia: 18 de outubro de 2019 nos EUA – ainda sem confirmação no Brasil. A expectativa era que o longa só chegasse aos cinemas em 2020 para evitar o acúmulo de versões live-action de animações da Disney. Com o adiantamento, o estúdio vai lançar mais fábulas que filmes da Marvel em 2019 – além do segundo filme de “Malévola”, chegam ainda este ano “Dumbo”, “O Rei Leão” e “Aladdin”, sem esquecer de “A Dama e o Vagabundo” em streaming. A produção será a segunda continuação da atual leva de adaptações live-action da Disney. A primeira foi “Alice Através do Espelho”, que fracassou em 2016. O filme original, lançado em 2014, fez mais de US$ 750 milhões nas bilheterias mundiais, ao revisitar o famoso conto de fadas da “Bela Adormecida” sob o ponto de vista da vilã. A trama mostrava que Malévola foi vítima da ganância de um rei inescrupuloso, que cortou suas asas e a abandonou para reinar sobre o sombrio pântano mágico do reino. Além de Jolie de volta ao papel-título, o novo filme também trará Elle Fanning novamente como a princesa Aurora. Já as novidades no elenco ficam por conta de Michelle Pfeiffer (“Homem-Formiga e a Vespa”), Ed Skrein (“Deadpool”) e Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”). A sequência foi escrita por Jez Butterworth (roteirista de “No Limite do Amanhã”) e Linda Woolverton (do primeiro “Malévola”) e a direção está a cargo do norueguês Joachim Rønning (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”).
Vídeo de Dumbo revela música inédita da banda Arcade Fire
A Disney divulgou um novo comercial de “Dumbo” para apresentar a música inédita da banda Arcade Fire que irá tocar nos créditos finais da produção. A música se chama “Baby Mine” e é descrita como uma cantiga de ninar moderna. Mas apesar de creditada à banda canadense, a gravação é na verdade um projeto pessoal de seu líder, Win Butler, que tem uma conexão familiar com o clássico animado de 1941. “Há uma cena com uma locomotiva no ‘Dumbo’ original que usa um instrumento chamado Sonovox que meu avô Alvino Rey popularizou nos anos 1930”, explicou Butler, em comunicado. “Toda vez que eu vejo o filme, penso que é ele tocando”. “Quando nos pediram para fazer a [‘Baby Mine’], eu imediatamente peguei todas as guitarras antigas do meu avô e quis tocá-las na música”, revelou. “Minha mãe toca harpa na faixa, meu irmão, o theremin, minha esposa [Régine Chassagne] canta e toca bateria, e nosso filho até toca o triângulo, assim como o resto da nossa ‘família’ no Arcade Fire. Sempre que ouvir a música vou pensar nas pessoas que são queridas e ‘tão preciosas para mim’. E repare na aparição do famoso Sonovox do meu avô Alvino no final”. Com direção de Tim Burton, que, com o sucesso de “Alice no País das Maravilhas” em 2010, deu início à onda de refilmagens com atores de carne e osso das animações da Disney, “Dumbo” estreia em 28 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Como Treinar seu Dragão 3 mantém liderança nas bilheterias da América do Norte
A animação “Como Treinar Seu Dragão 3” se manteve na liderança da bilheteria norte-americana em seu segundo final de semana em cartaz. Com mais US$ 30M (milhões), o final da trilogia animada agora acumula um total de US$ 97,6M nos Estados Unidos e Canadá. Mas, como foi lançado primeiro no exterior, já soma US$ 375,3M e é um sucesso mundial. Entre as estreias da semana, “Um Funeral em Família” quase superou o longa da DreamWorks Animation, colando em seu desempenho com US$ 27M. O filme foi alardeado nos Estados Unidos como o enterro da personagem Madea, uma vovózona interpretada pelo ator Tyler Perry, que a criou numa peça há 20 anos e a transformou em sucesso de cinema, ao estilo de Paulo Gustavo e sua Dona Hermínia (de “Minha Mãe É uma Peça”). E isso atraiu as multidões que viram os longas anteriores – dez ao todo, além de uma participação especial. Curiosamente, embora os filmes anteriores tenham sido ignorados pela distribuidora nacional, o cortejo fúnebre vai chegar aos cinemas brasileiros em 14 de março. E pode ser o funeral do seu dinheiro, já que, como todos os demais, foi massacrado pela crítica americana – tem só 24% de aprovação no Rotten Tomatoes. “Um Funeral em Família” ainda jogou “Alita: Anjo de Combate” para o 3º lugar. A adaptação do mangá desceu uma posição em relação à semana passada, mas ficou muitos degraus abaixo dos dois primeiros colocados, com faturamento de apenas US$ 7M nos último três dias. Isto lhe dá um total de US$ 72M no mercado doméstico, rendimento pífio diante dos US$ 200 milhões gastos para que saísse do papel. Em compensação, seu sucesso internacional é inegável, especialmente na China. O filme já faturou US$ 278 milhões no exterior – mais que “Como Treinar Seu Dragão 3” – para atingir a marca mundial de US$ 350M. Agora, “só” precisa dobrar. O fim de semana ainda teve uma segunda estreia ampla: “Obsessão” (Greta), suspense estrelado por Chloë Grace Moretz e Isabelle Huppert. A crítica achou razoável, com 57% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas o público não se entusiasmou muito, fazendo com que seu rendimento não passasse de US$ 4,5M, em 8º lugar no ranking. Sua estreia está marcada para maio no Brasil. Confira abaixo os demais rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Como Treinar Seu Dragão 3 Fim de semana: US$ 30M Total EUA e Canadá: US$ 97,6M Total Mundo: US$ 375,3M 2. Um Funeral em Família Fim de semana: US$ 27M Total EUA e Canadá: US$ 27M Total Mundo: US$ 27M 3. Alita: Anjo de Combate Fim de semana: US$ 7M Total EUA e Canadá: US$ 72,2M Total Mundo: US$ 350,4M 4. Uma Aventura Lego 2 Fim de semana: US$ 6,6M Total EUA e Canadá: US$ 91,6M Total Mundo: US$ 152,7M 5. Green Book Fim de semana: US$ 4,7M Total EUA e Canadá: US$ 75,9M Total Mundo: US$ 188M 6. Lutando pela Família Fim de semana: US$ 4,6M Total EUA e Canadá: US$ 14,9M Total Mundo: US$ 14,9M 7. Superromântico Fim de semana: US$ 4,6M Total EUA e Canadá: US$ 40,2M Total Mundo: US$ 40,2M 8. Obsessão Fim de semana: US$ 4,5M Total EUA e Canadá: US$ 4,5M Total Mundo: US$ 4,9M 9. Do Que os Homens Gostam Fim de semana: US$ 2,7M Total EUA e Canadá: US$ 49M Total Mundo: US$ 55,9M 10. A Morte Te Dá Parabéns 2 Fim de semana: US$ 2,5M Total EUA e Canadá: US$ 25M Total Mundo: US$ 54,4M
Filme dos Novos Mutantes estaria “no limbo” e pode nem ser lançado nos cinemas
O lançamento do filme “Os Novos Mutantes” pode sofrer novo atraso. Ou nem ser exibido nos cinemas. O site The Hollywood Reporter apurou que as refilmagens do longa, planejadas há mais de um ano, ainda nem sequer foram marcadas e a produção se encontra em uma espécie de “limbo” na Fox. A agenda do elenco e do diretor Josh Boone (“A Culpa É das Estrelas”) seria um dos fatores do atraso, mas há também a questão da compra da Fox pela Disney. Fontes ouvidas pelo site vazaram que, em vez das refilmagens planejadas, os executivos que herdaram o filme estariam considerando lançá-lo como está na plataforma Disney+ (Disney Plus). Como as refilmagens tinham o objetivo de tornar o longa mais assustador, a versão atual seria mais viável na plataforma, com perfil mais “de família”. Filmado há dois anos, “Os Novos Mutantes” seria originalmente lançado em 13 abril do ano passado. Mas as primeiras sessões de teste revelaram que o público esperava que ele fosse mais assustador, devido ao marketing inicial, o que originou a decisão de refilmar diversas cenas – segundo rumores, seria uma refilmagem bastante extensa. Há indicações de que a trama segue uma história clássica dos quadrinhos, envolvendo uma criatura chamada Urso Místico, que se alimenta de pesadelos. Nos gibis da Marvel, ele assombra Danielle Moonstar, a Miragem, vivida no filme por Blu Hunt (a vilã Hollow em “The Originals”). Os demais integrantes do elenco são Maisie Williams (a Arya Stark, de “Game of Thrones”) como Lupina, Charlie Heaton (série “Stranger Things”) como Míssil, Anya Taylor-Joy (“Fragmentado”) como Magia, o brasileiro Henry Zaga (série “13 Reasons Why”) como Mancha Solar e a também brasileira Alice Braga (série “Queen of the South”) como a Dra. Cecilia Reyes. Por enquanto, o filme baseado nos quadrinhos da Marvel segue com sua estreia marcada para agosto nos cinemas.
Claudia Leitte e Mônica viram garotas-propaganda da Capitã Marvel no Brasil
Não, a cantora Claudia Leitte não é leitora de quadrinhos nem se inspirou num filme inédito para aparecer como Capitã Marvel no Carnaval de Salvador. Ela é apenas garota-propaganda da Disney. O estúdio fechou parcerias (leia-se “pagou”) diferenciadas para promover o filme no Brasil. Além de subir no trio elétrico como uma Capitã Marvel grávida – a cantora espera um bebê – , Claudia Leitte também está promovendo o lançamento em suas redes sociais. E nem foi a única brasileira famosa a entrar no uniforme azul, vermelho e amarelo. Até a Mônica ficou loira – aquela que é dentuça (ai, o coelho não!) – e superpoderosa num crossover de quadrinhos, ilustrando uma arte do filme. Veja abaixo. Além disso, a Disney se juntou ao Instituto Luisa Mell na campanha “Goose o Gato”, para promover o filme de forma “beneficente”. Goose é o gato de Carol Danvers, a Capitã Marvel, e a campanha pede que o público compartilhe fotos que demonstrem sua relação de amor com os gatos no Instagram, usando a hashtag #GooseOGato. A cada foto publicada, a Disney doará R$1,00 para o Instituto, que atua principalmente no resgate de animais feridos ou em situação de risco. A campanha terá fim quando a marca de R$ 50 mil em doação for atingida. Esse investimento visa popularizar no Brasil a heroína da Marvel, que não é exatamente uma Mulher-Maravilha. O filme da “Capitã Marvel” estreia nos cinemas brasileiros na próxima quinta, dia 7 de março, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.











