Diretor explica como Carrie Fisher aparece no novo Star Wars
A divulgação do primeiro trailer do “Episódio IX” de “Star Wars”, oficialmente intitulado “Star Wars: The Rise of Skywalker”, confirmou a presença de Carrie Fisher no papel da Princesa/General Leia. Durante o evento Star Wars Celebration, em Chicago, o diretor J.J. Abrams contou como fez para incluir a atriz, falecida no final de 2016, na produção. “Não podíamos preencher o vazio deixado por ela, então conversamos sobre como seguir em frente”, relembrou. “Ela era a melhor, era maravilhosa, incrível. O que você vai fazer em uma situação dessas? Você não pode simplesmente escalar outra atriz, e a ideia de recriá-la com efeitos especiais estava totalmente descartada”, ele explicou. A solução se materializou quando a equipe encontrou várias cenas não-usadas de Fisher em “O Despertar da Força”. “Vimos essas cenas e entendemos. Seria ela, e ela estaria no filme. Todo dia eu sinto o baque de não tê-la aqui, mas estamos trabalhando com ela. Ela está em cena, e tem cenas com Billy [Lourd], a filha dela”. “A Princesa Leia vive neste filme de uma forma que é impressionante”, concluiu Abrams.
Novo filme de Star Wars ganha primeiro trailer legendado e título oficial
A Disney revelou o pôster e o primeiro trailer legendado do Episódio IX de “Star Wars”, que – finalmente – ganhou título. Como destaca o pôster internacional, o filme vai se chamar “Star Wars: The Rise of Skywalker” em inglês, literalmente “Star Wars: A Ascensão de Skywalker”, mas este foi o único detalhe não traduzido na divulgação no Brasil. A prévia mostra Rey (Daisy Ridley) assumindo o manto de última Jedi, sob narração de Luke Skywalker (a inconfundível voz de Mark Hamill). Supostamente morto em “Star Wars: Os Últimos Jedi”, ele lembra que “ninguém se vai totalmente” – uma frase que Luke disse para sua irmã Leia (Carrie Fisher) no filme passado. Entre os que não se foram, Carrie Fisher, falecida antes das filmagens, aparece entre as cenas – em imagens de arquivo de “O Despertar da Força” – , além de Lando Calrissian, o personagem de Billy Dee Williams que não aparecia na saga desde “O Retorno de Jedi”, em 1983. Descrito no vídeo como “o final da saga”, o filme tem direção de J.J. Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”), que também assinou o roteiro em parceria com Chris Terrio (“Liga da Justiça”) e estreia em 19 de dezembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Disney+ (Disney Plus) terá cinco séries da Marvel com elenco dos Vingadores
O evento da Disney que anunciou detalhes da seu projeto de streaming, realizado na noite de quinta (sexta, 12/4, no fuso horário brasileiro) para investidores e imprensa norte-americanos, confirmou a produção de cinco séries da Marvel derivadas dos filmes dos Vingadores para a plataforma Disney+ (Disney Plus). São as produções que vinham sendo mencionadas extra-oficialmente. Todas serão estreladas pelos intérpretes dos personagens no cinema. A confirmação foi acompanhada dos títulos de cada atração, que ainda ganharam previsão de lançamento. “Loki”, estrelada por Tom Hiddleston, deve ser lançada junto com a plataforma, em 12 de novembro. “The Falcon and the Winter Soldier” (O Falcão e o Soldado Invernal) juntará Anthony Mackie e Sebastian Stan em 2020. “WandaVision”, com Elizabeth Olsen e Paul Bettany reprisando seus papéis como a Feiticeira Escarlate e o Visão, chegará em 2021. Apenas a recém-anunciada “Hawkeye”, com Jeremy Renner despedindo-se do Gavião Arqueiro, ainda não tem previsão de estreia. A quinta atração é uma série animada: “Marvel’s What If…?”, baseada nas publicações de quadrinhos conhecidas no Brasil como “O Que Aconteceria Se…”, que contam histórias alternativas sobre os personagens da editora, baseadas em mudanças de acontecimentos importantes em suas vidas. A animação também deverá contar com participação dos intérpretes dos heróis do cinema em sua dublagem. A expectativa de lançamento é para 2020.
Os Simpsons vestem o chapéu do Mickey em vídeo da Disney+ (Disney Plus)
O evento da Disney que anunciou detalhes da seu projeto de streaming, realizado na noite de quinta (sexta, 12/4, no fuso horário brasileiro) para investidores e imprensa norte-americanos, incluiu o primeiro vídeo de “Os Simpsons” feito para o estúdio. Concebido para divulgar a disponibilização dos 660 episódios da série animada com exclusividade na Disney+ (Disney Plus), o vídeo mostra Homer mandando toda a família usar o chapéu do Mickey, com resultados hilários. A sinergia com a Disney aparece estampada literalmente num cartaz ao fundo, mas também se manifesta por meio de uma participação muito especial. Vale reparar também que, aos pés da estátua de Bob Iger, CEO da Disney, há uma cesta de lixo com um retrato de Rupert Murdoch, CEO da Fox, que vendeu seu estúdio de cinema e TV para a Disney. A série “Os Simpsons” será um dos destaques da Disney+ (Disney Plus), que ganhou data de lançamento nos Estados Unidos: 12 de novembro. A expectativa é que o serviço seja disponibilizado em outros países a partir de 2020.
Disney anuncia data, preço e detalhes de seu projeto de streaming
A Disney divulgou seus planos oficiais para o streaming, num evento para investidores e imprensa realizado na noite de quinta (sexta no Brasil, 12/4, pela diferença do fuso horário) num estúdio da empresa em Burbank, na Califórnia – o mesmo usado para a filmagem do “Mary Poppins” original. O projeto consiste no lançamento de um pacote com três serviços: ESPN+ com esportes, Hulu com programação adulta e Disney+ (Disney Plus) para toda a família. Destes três, apenas o Disney+ (Disney Plus) ainda não está disponível. Mas finalmente ganhou uma data de lançamento. O Disney+ (Disney Plus) será lançado em 12 de novembro nos Estados Unidos. A apresentação da plataforma, comandada pelo CEO Bob Iger, veio acompanhada da confirmação de que o serviço será internacional, com a expectativa de chegar a outros países em 2020. Outro detalhe importante foi divulgado: seu preço. Custará apenas US$ 6,99 ao mês – ou, com desconto, será oferecido por uma assinatura anual de US$ 66,90 nos Estados Unidos. O valor é bem mais em conta que o preço da assinatura mais barata da Netflix – US$ 8,99 ao mês. A maior parte da programação do Disney+ (Disney Plus) será preenchida pela vasta biblioteca de títulos da empresa. Já em seu lançamento, o serviço contará com 18 filmes da Pixar, 13 clássicos animados da Disney que estão fora de circulação há tempos, todos os filmes de “Star Wars” e dos super-heróis da Marvel, inclusive, em primeira mão, a estreia de “Capitão Marvel” e “Vingadores: Ultimato” em streaming, cerca de 250 horas de programação da National Geographic, 100 produções originais do Disney Channel, 660 episódios de “Os Simpsons” e produções exclusivas criadas especificamente para a plataforma, . Entre as produções exclusivas, incluem-se uma versão live-action de “A Dama e o Vagabundo”, além de séries derivadas de “Star Wars”, dos filmes da Marvel e da Fox, dos desenhos da Pixar e dos telefilmes da Disney – casos, por exemplo, de “The Mandalorian”, passada numa galáxia distante, produções com Loki, Feiticeira Escarlate e Visão, Gavião Arqueiro, Soldado Invernal e Falcão, séries animadas baseadas nos quadrinhos de “O Que Aconteceria Se” (What If) e no filme de “Monstros S.A.”, sem esquecer de uma continuação de “Com Amor, Simon” e um spin-off de “High School Musical”. Para começar, estão previstas oito séries originais live-action, cinco atrações animadas, 14 produções de variedades (documentários, reality shows, especiais) e seis filmes exclusivos, que estão sendo produzidos visando disponibilidade no lançamento do serviço. A Disney está investindo US$ 1 bilhão na produção desse conteúdo exclusivo para a plataforma. Não parece muito diante dos US$ 15 bilhões que a Netflix deve gastar em 2019, mas o conglomerado de Bob Iger não precisa pagar direitos de licenciamento para montar seu conteúdo, nem direitos autorais para adaptar franquias que já possui, o que faz com que seus dólares produzam mais que o dinheiro da Netflix. A expectativa, porém, é que a empresa perca milhões de dólares até a plataforma se tornar lucrativa, numa curva que só deve mudar após cinco anos de expansão. Neste período, a Disney+ (Disney Plus) continuará investindo cada vez mais em produções exclusivas. Antes mesmo de lançar o serviço, a Disney assumiu que espera perder cerca de US$ 150 milhões em taxas de licenciamento, que deixarão de entrar em seus cofres após encerrar seu relacionamento com a Netflix. E diz já ter perdido cerca de US$ 1 bilhão ao investir em tecnologia e na montagem de seu negócio de streaming, com custos que devem crescer muito mais quando a Disney+ (Disney Plus) começar a operar. O evento também contou com uma breve demonstração do aplicativo Disney+ (Disney Plus) (veja um vídeo abaixo), que oferece aos usuários a opção de navegar pelo serviço por marca – por exemplo, Marvel ou Star Stars. Os assinantes da Disney+ (Disney Plus) poderão criar perfis com experiências personalizadas com base em seus produtos favoritos. E o serviço também inclui controle dos pais com restrição por idade. Por enquanto, Disney+ (Disney Plus), ESPN+ e Hulu serão oferecidos separadamente aos assinantes, mas os planos incluem, num futuro próximo, o lançamento de um pacote com assinaturas para os três produtos com desconto. Para viabilizar esse projeto em todo o mundo, a Disney também planeja implementar, finalmente, a distribuição global da Hulu, que hoje é restrita ao mercado americano. Com isso, deverá encerrar o licenciamento das produções exclusivas do serviço para terceiros – no Brasil, por exemplo, “The Handmaid’s Tale” está sendo disponibilizada pela Globoplay.
Rocket se impressiona com liderança do Capitão América em novo vídeo legendado dos Vingadores
A Marvel divulgou um novo vídeo legendado do filme “Vingadores: Ultimato”, aguardada superprodução que vai bater todos os recordes de bilheteria imagináveis daqui a duas semanas. A prévia traz diversas cenas de ação amarradas por um discurso motivacional do Capitão América (Chris Evans), que prepara os heróis para sua missão. Mas o melhor fica para o final, quando Rocket (voz de Bradley Cooper) expressa sua admiração diante do discurso, ao afirmar que o Capitão é um líder muito bom, inspirando concordância do Homem-Formiga (Paul Rudd). Com direção dos irmãos Joe e Anthony Russo, “Vingadores: Ultimato” estreia em 25 de abril nos cinemas brasileiros, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
CEO da Disney diz que Hitler adoraria as redes sociais
CEO da Disney e um dos homens mais poderosos da indústria do entretenimento mundial, Bob Iger fez um discurso duro contra a popularidade das redes sociais nesta quinta (11/4), durante uma cerimônia do Centro Simon Wiesenthal, em Los Angeles, em que foi homenageado com um prêmio humanitário. Ele disse que Hitler adoraria as ferramentas das mídias sociais e faria uso incendiário delas para propagar suas ideias, se vivesse nos dias de hoje. “Esta é a ferramenta promocional mais eficaz com a qual um extremista pode sonhar porque, em seu design, as redes sociais oferecem uma visão estreita do mundo, filtrando tudo o que parece questionar nossas crenças enquanto validamos nossas convicções e ampliando nossos medos mais profundos”, disse o empresário responsável pela aquisição da Pixar, Marvel, Lucasfilm e Fox pela Disney. “O ódio e a raiva estão nos levando novamente ao abismo”, continuou Iger. “E a apatia está crescendo, consumindo nosso discurso público e transformando nosso país em algo irreconhecível” para aqueles que ainda acreditam na civilidade e nos direitos humanos. Recentemente, a Disney reconsiderou a demissão do diretor James Gunn (da franquia “Guardiões da Galáxia”), após reagir de forma automática a uma campanha de ódio da direita americana, que buscou posts antigos do Twitter com piadas polêmicas do cineasta para exigir sua cabeça. O ator Dave Bautista, que encabeçou protestos contra a demissão, divulgou um vídeo revelando que o responsável pela campanha contra Gunn se gabava de mentir para destruir carreiras usando o poder manipulativo das redes sociais.
Série baseada em Alta Fidelidade sai da Disney+ e entra na Hulu
Na véspera de revelar oficialmente mais detalhes sobre seu projeto de streaming, a Disney orquestrou uma mudança de plataforma para a série baseada em “Alta Fidelidade”, o cultuado livro de Nick Hornby que virou comédia romântica de sucesso em 2000. Originalmente produzida para a Disney+ (Disney Plus), a série agora será lançada na Hulu, deixando claro que a primeira será para o público original das produções do estúdio, enquanto a segunda, agora administrada pela Disney, receberá o material mais adulto. Apesar do tom romântico do filme, “Alta Fidelidade” é mais celebrado pela imersão de seu protagonista (John Cusack) na história do rock. Sua relação com a música tinha nível geek, que o levava a criar listas de Top 5 com trilhas imaginárias para todos os seus momentos. A série deve manter essa característica geek. Mas trará uma grande diferença em relação à fonte original. O protagonista será uma mulher, dona de uma loja de discos, que usa músicas como ponto de partida para compartilhar com a câmera seus relacionamentos passados. A atriz Zoe Kravitz vai viver a fã de música definitiva, que sabe tudo sobre artistas e discos clássicos de rock. O que deve ser fácil e natural para atriz, que tem uma banda (LolaWolf) e é filha do músico Lenny Kravitz. “Música é uma parte muito importante da minha vida”, ela disse, numa entrevista de 2014 ao site Refinery29. “Obviamente, meu pai é músico, mas minha mãe também ama música. É apenas uma coisa importante em nossa família. Há música sendo tocada na casa o tempo todo. Sempre esteve muito presente na minha vida e eu não conseguia me imaginar vivendo minha vida sem música. É uma enorme parte da minha conexão com outras pessoas”. Outro detalhe curioso na escalação é que a mãe de de Zoë Kravitz é a atriz Lisa Bonnet, que viveu a ex-namorada do John Cusack no filme de 2000! A adaptação está a cargo das roteiristas Veronica West e Sarah Kucserka, que trabalharam juntas em “Ugly Betty”, “Brothers and Sisters”, “Hart of Dixie” e “Bull”, e agora terão a missão de transformar uma trama geek essencialmente masculina numa série de abordagem feminina. “High Fidelity”, o título original do projeto, será a terceira série de Zoë Kravitz, que participou de “Californication” em 2011 e atualmente está no elenco de “Big Little Lies”. Ainda não há previsão para o lançamento.
Jeremy Renner vai estrelar série do Gavião Arqueiro na Disney+ (Disney Plus)
A plataforma de streaming da Disney confirmou mais uma série derivada dos Vingadores. O ator Jeremy Renner voltará a viver seu personagem dos filmes, o herói Gavião Arqueiro (Hawkeye), numa produção da Disney+ (Disney Plus). Renner está no Universo Cinematográfico da Marvel desde “Thor”, de 2011, e se despediria do papel de Clint Barton na série. Ainda sem título, a atração mostrará Clint Barton passando o manto de Gavião Arqueiro para Kate Bishop, assim como fez nos quadrinhos. A herdeira do herói é integrante dos Jovens Vingadores e a história da sua relação com Barton, publicada em 2012, foi indicada para o prêmio Eisner (o Oscar dos quadrinhos). A premissa ficará mais clara em poucos dias, já que “Vingadores: Ultimato” chega em 25 de abril aos cinemas. A data de estreia da série ainda não foi anunciada, assim como o lançamento oficial do serviço de streaming da Disney. Além da série do Gavião Arqueiro, a plataforma também terá outras três atrações inspiradas em personagens vistos nos filmes dos Vingadores: Loki, Falcão e Soldado Invernal, e Visão e Feiticeira Escarlate.
Novo trailer legendado de O Rei Leão impressiona com realismo dos animais
A Disney divulgou um novo pôster e o segundo trailer legendado de “O Rei Leão”. E embora esta não seja, claramente, uma versão “live-action”, com atores interpretando os personagens, a prévia impressiona por seu realismo. Trata-se de uma evolução enorme em relação a “Mogli, o Menino Lobo”, com uma animação digital tão convincente que, por um breve momento, é possível jurar que se trata de um documentário do Animal Planet. Impressão que dura até a reconstituição de cenas clássicas da animação – e que é contrastada pelo fato de os animais serem falantes… e cantores! As vozes que ressoam no vídeo são de James Earl Jones (“O Campo dos Sonhos”), que volta a dublar Mufasa, o pai de Simba, como no desenho clássico de 25 anos atrás, e Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”) como o vilão Scar, que bane o pequeno Simba para o exílio na floresta. De forma simbólica, todos os leões africanos são dublados por atores negros. Simba ganhou dublagem de Donald Glover (série “Atlanta”), Alfre Woodard (série “Luke Cage”) dá voz à Sarabi, a mãe de Simba, e a cantora Beyoncé (“Dreamgirls”) encarna Nala. Já os dois personagens mais divertidos, Timão e Pumba, têm as vozes dos comediantes Billy Eichner (série “Parks and Recreation”) e Seth Rogen (“Os Vizinhos”), respectivamente como o suricato e o javali. O novo “O Rei Leão” tem direção de Jon Favreau, responsável justamente por “Mogli, o Menino Lobo”, e a previsão de estreia é para 18 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Primeira cena completa de Vingadores: Ultimato destaca a Capitã Marvel
A Marvel divulgou a primeira cena completa do filme “Vingadores: Ultimato”, aguardada superprodução que vai bater todos os recordes de bilheteria imagináveis daqui a duas semanas. A prévia contextualiza a cena em que a Capitã Marvel (Brie Larson) apareceu pela primeira vez num trailer da produção, mostrando o que levou Thor (Chris Hemsworth) a fazer seu machado voar rente ao cabelo da heroína e como ela nem pisca. Para quem não lembra, Thor fez algo similar para desmascarar Loki (Tom Hiddleston) em “Thor: Ragnarok” (2017). Desta vez, o resultado é outro, levando-o a aprovar a nova integrante do grupo. Bastante convencida de si mesmo, a heroína acredita que os Vingadores podem vencer Thanos (Josh Brolin) desta vez porque ela vai junto. Ela também explica porque não apareceu antes. Mas o Capitão América (Chris Evans) nem precisava da demonstração de Thor ou a explicação da Capitã Marvel para se animar com a proposta, disposto a enfrentar o vilão para reverter o genocídio causado pela manopla do infinito. Com direção dos irmãos Joe e Anthony Russo, “Vingadores: Ultimato” estreia em 25 de abril nos cinemas brasileiros, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Shazam! estreia em 1º lugar nos Estados Unidos
“Shazam!” não quebrou recordes, mas fez bastante barulho em sua estreia nos cinemas dos Estados Unidos e Canadá. O longa da Warner embolsou US$ 53,4 milhões em seu primeiro fim de semana, impulsionado por críticas muito positivas – 91% de aprovação no site Rotten Tomatoes – para conquistar o 1ª lugar nas bilheterias. O valor não é tão imponente quanto os lançamentos da Marvel, mas foi além das expectativas, já que havia previsão de uma arrecadação inicial entre US$ 40 e 45 milhões. Além disso, “Shazam!” custou muito menos que a maioria dos filmes de super-heróis – foi produzido por US$ 100 milhões – e só precisa de metade da arrecadação de “Mulher-Maravilha” – ou um terço de “Aquaman” – para dar lucro. O tom do filme estrelado por Zachary Levi vinha sendo comparado ao “Homem-Formiga” e é interessante reparar que o longa da Marvel abriu com US$ 57 milhões, na mesma faixa, mas com uma etiqueta mais cara – custou US$ 130 milhões. Com a arrecadação internacional, “Shazam!” atingiu US$ 158,7 milhões em seu fim de semana inaugural, o que confirma que a Warner lançou mais uma franquia da DC Comics. E que a cena pós-crédito introduz, sim, uma continuação. Enfrentando a concorrência superpoderosa, o terror “Cemitério Maldito” também mostrou ótimo desempenho com uma arrecadação de US$ 25 milhões, que lhe rendeu o 2º lugar. O detalhe é que a nova adaptação do romance de Stephen King só custou US$ 21 milhões para ser produzida. O filme atingiu 61% de aprovação da crítica no site Rotten Tomatoes, agradando mais que a primeira versão da história. Ainda que cultuado por muitos, o “Cemitério Maldito” de 1989 foi considerado medíocre, com média de 48%. A estreia do remake está prevista no Brasil para 9 de maio. Os dois lançamentos empurraram “Dumbo” para o 3º lugar, numa queda drástica, de 60% na arrecadação em relação à semana passada. Após 10 dias em cartaz, o filme da Disney acena com prejuízo, ao não passar dos US$ 76,2 milhões no mercado doméstico. A semana ainda registrou a estreia do drama “The Best of Enemies”, que fez US$ 4,5 milhões em 6º lugar. Com 52% de aprovação, foi criticado por simplificar a aliança entre uma militante negra e um líder da Ku Klux Klan, que se uniram para revolucionar o sistema educacional americano. Não há previsão para o lançamento no Brasil. Confira abaixo os demais rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Shazam! Fim de semana: US$ 53,4M Total EUA e Canadá: US$ 56,7M Total Mundo: US$ 158,7M 2. Cemitério Maldito Fim de semana: US$ 25M Total EUA e Canadá: US$ 25M Total Mundo: US$ 42,3M 3. Dumbo Fim de semana: US$ 18,2M Total EUA e Canadá: US$ 76,2M Total Mundo: US$ 213,7M 4. Nós Fim de semana: US$ 13,8M Total EUA e Canadá: US$ 152,3M Total Mundo: US$ 216,5M 5. Capitã Marvel Fim de semana: US$ 12,6M Total EUA e Canadá: US$ 374,1M Total Mundo: US$ 1B 6. The Best of Enemies Fim de semana: US$ 4,5M Total EUA e Canadá: US$ 4,5M Total Mundo: US$ 4,5M 7. A Cinco Passos de Você Fim de semana: US$ 3,7M Total EUA e Canadá: US$ 41,5M Total Mundo: US$ 62,5M 8. Unplanned Fim de semana: US$ 3,2M Total EUA e Canadá: US$ 12,4M Total Mundo: US$ 12,4M 9. O Parque dos Sonhos Fim de semana: US$ 2M Total EUA e Canadá: US$ 41,5M Total Mundo: US$ 59,9M 10. Como Treinar Seu Dragão 3 Fim de semana: US$ 1,9M Total EUA e Canadá: US$ 156,6M Total Mundo: US$ 508M
Dumbo é um filme à moda antiga de Tim Burton
Tim Burton não abre mão de seus temas favoritos. Antes de as grandes produções de Hollywood falarem sobre o preconceito contra os excluídos ou o que é tido como diferente, Burton já abordava suas paixões como ninguém, inclusive numa fase que antecede a fama de Guillermo del Toro, artista que também gosta de viver nas sombras. Tudo isso envelopado com muita beleza e criatividade em termos de direção de arte, figurinos, fotografia e trilha sonora; seja na luz ou na escuridão, Burton tira cores do ambiente e de seus personagens. Em “Dumbo”, não é diferente. Mas ele está muito mais livre, leve e solto agora do que em “Alice no País das Maravilhas” (2010), a adaptação que lançou a safra de transformações das clássicas animações do estúdio em produções live-action. Em poucos segundos, sua marca se faz presente. É tudo tão bonito de se ver que é difícil enumerar frames prediletos, porque muitos devem inspirar artistas a pintarem quadros por aí. Mas destaco uma cena, com Dumbo olhando a pena mágica pegar fogo. Esse frame é um dos mais belos do cinema. Todo mundo conhece a história do filhote de elefante orelhudo que sabia voar. Mas “Dumbo” não é uma cópia do desenho, com uma ou outra mudança, como “A Bela e a Fera” (2017), por exemplo. É um filme de Tim Burton e ele sabe o quanto é necessário atualizar certos conceitos, como o final da animação, que pode ter emocionado a plateia de 1941, mas que não cabe em 2019. Portanto, fique de olho na primeira e na última sequência e o quanto elas dialogam com os dias atuais. Mas tudo que faz de Tim Burton uma atração também representa sua maldição. Quando ele estava na vanguarda, representava um talento ousado e inigualável, um verdadeiro autor, um visionário capaz de levar Hollywood para o futuro. Tanto nos temas que destrinchava quanto na inconfundível assinatura visual. Entretanto, o cinema de Burton passa a impressão de que parou no tempo, pois seus novos filmes seguem o mesmo ritmo e estilo de seus primeiros trabalhos. Claro que na década de 1980 não veríamos um elefante com orelhas gigantes voando com tamanha perfeição, mas o jeito com que ele conta essa história é à moda antiga demais, com personagens unidimensionais, diálogos, atitudes, clima antiquados. Quem não conhece o cinema de Tim Burton (as crianças) têm uma chance maior de se encantar com “Dumbo” e, provavelmente, maior chance de chorar litros. Porém, os cinéfilos que forem assistir ao longa atraído pelo nome do diretor sairão do filme sem empolgação, pensando em nada além dos cenários, das cores, da beleza estonteante de Eva Green e a fofura provocada pelo elefante, uma maravilha de efeitos visuais, principalmente em seus voos. Assim como demonstrou “O Lar das Crianças Peculiares”, com tantos cineastas seguindo seus passos, o estilo inovador daquele jovem à frente de seu tempo virou algo inesperadamente convencional. De todo modo, é interessante reparar que a Disney deu liberdade total para ele fazer o filme que queria, com seus atores favoritos (Michael Keaton, Danny DeVito, Eva Green), e com uma crítica implícita à própria Disneylândia (Dreamland). Pode ter certeza que o estúdio não aceitaria isso de qualquer outro diretor.












