Gravadora e YouTube são condenados por exibição de grafite em clipe de Anitta
Anitta está envolvida em um processo na Justiça por exibir um grafite sem autorização no clipe da música “Bola e Rebola”, sua colaboração com J. Balvin e o grupo Tropkillaz. A gravação do video aconteceu em 2019 e usou como cenário a comunidade do Solar do Unhão, em Salvador. A obra em questão é o grafite chamado de “O Anjo”, feito pelo artista Wark da Rocinha. O processo aponta que o desenho aparece em quase 25% do tempo total do clipe, mas que a Universal Music e os produtores do projeto não pagaram os direitos autorais pela exibição da obra. “A utilização da obra foi feita de forma intencional para valorizar o clipe”, afirmou o Wark, que busca um valor de R$ 100 mil pela indenização. O Tribunal da Justiça de São Paulo deu razão ao artista e condenou a gravadora Universal Music, a Reis Leite Produções e Eventos, a SPA Produções Artísticas e o Google (responsável pela exibição no YouTube) – mas não Anitta, que não era parte na ação, focada em pessoas jurídicas. As empresas terão que pagar uma indenização equivalente a 5% dos custos de produção do clipe, além de mais 5% do valor total obtido pelas empresas com sua exibição. Atualmente, o clipe soma 189 milhões de visualizações. Resposta dos acusados ao processo Em sua defesa apresentada ao TJ-SP, a Universal Music afirmou que tomou todas as precauções necessárias para a realização do clipe, obtendo autorização da Prefeitura de Salvador e da Associação dos Moradores da Comunidade Solar do Unhão. A empresa ainda apontou que o cenário foi escolhido para impulsionar o turismo no local. “Não havia qualquer relação com o grafite”, declarou a gravadora. Em contraponto ao argumento de Wark, a Universal Music também alegou que o artista se beneficiou da gravação e que os cantores envolvidos no clipe “não necessitam da imagem que casualmente apareceu em segundo plano em algumas cenas”. Já na resposta de defesa do Google, a empresa argumentou que o YouTube não exerce controle editorial prévio sobre os vídeos compartilhados na plataforma. Alegou também que o objetivo da gravação era mostrar um logradouro público simbólico da região (a Bica da Gamboa de Baixo), com o grafite exibido sem protagonismo e desfocado. “Não é admissível que alguém que decida criar uma obra de arte na rua, como um grafite em local público, acredite que possa, com base nisso, impedir ou condicionar a realização de filmagens ou fotos nesse local”, relatou a empresa. A sentença mostra que é, sim, admissível processar quem usar paredes grafitadas nas ruas como cenários audiovisuais. Cuidado com os selfies no Beco do Batman.
Gravadoras abrem processo milionário contra Twitter por violação de direitos autorais
Um consórcio de editores de música e gravadoras iniciou uma ação judicial contra o Twitter nesta quarta-feira (14/6), alegando que a plataforma de mídia social violou repetidamente a lei de direitos autorais ao hospedar música sem permissão e deixar de policiar os infratores por usos ilegais. A ação foi apresentada no tribunal federal de Nashville pelo National Music Publishers’ Association (NMPA), que representam os três maiores conglomerados musicais – Universal, Sony e Warner – juntamente com uma série de outras editoras. A ação cita o uso indevido de 1.700 músicas, entre elas “What a Wonderful World” de Louis Armstrong, “Heat Waves” de Glass Animals e “Umbrella” de Rihanna. O consórcio busca até US$ 150 mil por cada caso de violação, além de danos adicionais por violação direta de direitos autorais, alegando que enviou centenas de milhares de avisos de remoção. O caso pode gerar uma indenização estimada em pelo menos US$ 250 milhões. “Vídeos com música, incluindo cópias infratoras das músicas dos editores, atraem e retêm titulares de contas e espectadores, e aumentam o corpo de tuítes envolventes na plataforma do Twitter”, diz a ação, que incluiu exemplos de declarações do Twitter sobre a importância da música para a plataforma e seus usuários. “O Twitter, então, monetiza esses tuítes e usuários por meio de publicidade, assinaturas e licenciamento de dados. Tudo isso serve para aumentar a avaliação e as receitas do Twitter”. Twitter piorou com Elon Musk O Twitter é uma das últimas das principais plataformas de mídia social que ainda não fechou acordos de licenciamento com os editores de música, após acordos lucrativos com plataformas como YouTube, TikTok, Facebook, Instagram e Snapchat. Relatos indicam que o Twitter estava em negociações para um acordo semelhante antes de Elon Musk comprar a plataforma por US$ 44 bilhões no ano passado. Mas que as conversas não só foram encerradas desde então, como a situação desandou de vez. Segundo a ação, dois executivos que lideravam a divisão de “confiança e segurança” do Twitter renunciaram após a aquisição por Musk, sendo estas as áreas “envolvidas na revisão de conteúdo e no policiamento de violações dos termos de serviço, incluindo as equipes jurídicas”. Acusações de violação reiterada de direitos A ação também afirma que o Twitter “rotineiramente ignora infratores reincidentes conhecidos e violações conhecidas”, apesar de ter a capacidade de policiar tal atividade. Como prova, a NMPA começou a enviar ao Twitter notificações formais de violação semanalmente a partir de dezembro de 2021. Os editores afirmam que identificaram 300 mil tuítes violadores desde então. “Com as políticas do Twitter e sua resposta às Notificações da NMPA, fica claro que o Twitter não leva a sério suas obrigações legais no que se refere à violação de direitos autorais”, afirmou a ação, acrescentando que a empresa “não adotou, implementou razoavelmente, nem informou aos assinantes ou titulares de contas sobre uma política para encerrar usuários que se envolvem em atos repetidos de violação de direitos autorais”. A NMPA moveu uma ação semelhante contra a empresa Peloton, que foi resolvida em 2020 com um acordo para otimizar os sistemas e processos de licenciamento da plataforma de fitness.
Taylor Swift anuncia nova versão de “Speak Now” com Hayley Williams e Fall Out Boy
Taylor Swift divulgou em suas redes sociais a tracklist do “Speak Now (Taylor’s Version)”, regravação do álbum lançado originalmente em 2010. Com 22 faixas e seguindo o modelo dos últimos discos regravados da cantora, a lista de faixas inclui músicas originais e inéditas. As 6 novas apresentam a etiqueta “From The Vault” (do baú), e incluem parcerias roqueiras com a cantora Hayley Williams, da banda Paramore, e com a banda Fall Out Boy, que esteve no Rock in Rio do ano passado. “Já que ‘Speak Now’ tinha tudo a ver com minhas composições, decidi ir até os artistas que sinto que mais me influenciaram fortemente como compositora naquela época e pedir a eles para cantar no álbum”, explicou a cantora na legenda do anúncio. “Eles são tão legais e generosos por concordarem em apoiar minha versão do ‘Speak Now’. Gravei este álbum quando tinha 32 anos (e ainda estou crescendo, agora) e mal posso esperar para revelar tudo a vocês no dia 7 de julho”. A faixa “Castles Crumbling” terá a participação de Hayley, que tem uma amizade de anos com Taylor. A cantora já apareceu no clipe da música “Bad Blood”, lançado em 2015, e também foi anunciada com a sua banda, Paramore, como show de abertura em parte da The Eras Tour, nos Estados Unidos. Já a banda Fall Out Boy participa na música “Electric Touch”. O grupo também já se apresentou com Taylor durante um desfile da marca Victoria’s Secret, em 2013. “Speak Now (Taylor’s Version)” foi anunciado como a terceira regravação da cantora no mês passado. A divulgação foi feita pela cantora no palco da The Eras Tour, que recentemente teve sua passagem pelo Brasil confirmada, enlouquecendo a plateia lotada de fãs. Ele segue os álbuns “Fearless” e “Red”, que ganharam regravações como “Taylor’s Version” com participações inéditas. Dentre os convidados dos discos anteriores, estavam a cantora Phoebe Bridgers e o cantor Ed Sheeran – que já coleciona uma lista de parcerias com Taylor ao longo dos anos. É importante ressaltar que as regravações fazem parte de uma estratégia da cantora para readquirir os direitos sobre suas próprias gravações, após o empresário de Justin Bieber, Scooter Braun, adquirir as masters (as fitas originais) em 2019. O “Speak Now (Taylor’s Version)” será lançado no dia 7 de julho nas plataformas digitais. Confira a tracklist completa: 1 Mine (Taylor’s Version) 2 Sparks Fly (Taylor’s Version) 3 Back to December (Taylor’s Version) 4 Speak Now (Taylor’s Version) 5 Dear John (Taylor’s Version) 6 Mean (Taylor’s Version) 7 The Story of Us (Taylor’s Version) 8 Never Grow Up (Taylor’s Version) 9 Enchanted (Taylor’s Version) 10 Better Than Revenge (Taylor’s Version) 11 Innocent (Taylor’s Version) 12 Haunted (Taylor’s Version) 13 Last Kiss (Taylor’s Version) 14 Long Live (Taylor’s Version) 15 Ours (Taylor’s Version) 16 Superman (Taylor’s Version) 17 Electric Touch (Taylor’s Version) (From the Vault) [ft. Fall Out Boy] 18 When Emma Falls in Love (Taylor’s Version) (From the Vault) 19 I Can See You (Taylor’s Version) (From the Vault) 20 Castles Crumbling (Taylor’s Version) (From the Vault) [ft. Hayley Williams] 21 Foolish One (Taylor’s Version) (From the Vault) 22 Timeless (Taylor’s Version) (From the Vault) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Taylor Swift (@taylorswift)
PL das Fake News é adiada e artistas defendem projeto alternativo
O Projeto de Lei das Fake News, que estava previsto para ser votado nesta terça-feira (2/5) na Câmara dos Deputados, foi adiado pelo presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). Contudo, representantes da comunidade artística se reuniram na tarde com a liderança do governo e congressistas do União Brasil para defender alternativas caso isso acontecesse. No encontro, artistas como Paula Lavigne, Vanessa da Mata, Glória Pires, Seu Jorge, Nando Reis e Zélia Duncan discutiram a possibilidade de um novo projeto que atendesse suas reinvindicações de direitos autorais – previstas no PL das Fake News. A reunião ocorreu em duas partes, sendo a primeira com o governo, que se mostrou favorável à votação da proposta, e a segunda com os deputados do partido, por volta das 15h. Após a segunda reunião com os congressistas, a atriz e empresária Paula Lavigne afirmou que, “caso não haja a votação, será pensado um projeto a parte que se refira apenas aos direitos autorais no ambiente digital”. “Eu acho que o jornalismo, o audiovisual e a música é uma coisa que está em lei. Nós não estamos pedindo nada. Só que seja executado o que é de lei de direito autoral, a qual fala que tem de ser remunerado, e as big techs não entendem assim. Então, essa é uma maneira de pressionar as big techs para que paguem pelo que a classe artística merece”, continuou Lavigne. A PL das Fake News é um projeto de lei cujo objetivo é combater a disseminação de notícias falsas e desinformação na internet, mas também prevê remuneração de direitos autorais por artigos jornalísticos e produções de entretenimento que sejam utilizadas pela internet. A proposta tramita na Câmara desde 2020. Entre as medidas previstas na PL estão a obrigatoriedade de plataformas como Facebook, Twitter e WhatsApp de identificar os usuários que criam e disseminam conteúdo, além da criação de mecanismos de checagem de informações por parte das empresas. Também está prevista a responsabilização civil e criminal de quem produzir e divulgar fake news. No entanto, a PL das Fake News tem gerado controvérsia, com ação do próprio Google contra a legislação, alegando que a proposta pode limitar a liberdade de expressão na internet e abrir espaço para censura. Por outro lado, defensores da proposta argumentam que ela é necessária para coibir a disseminação de informações falsas que podem prejudicar a sociedade e a democracia.
Dolph Lundgren se manifesta após polêmica de spin-off de “Rocky”
Depois de Sylvester Stallone esbravejar nas redes sociais contra “Drago”, centrado no lutador vilão de “Rocky IV” (1985), o ator Dolph Lundgren usou as redes sociais para dar uma satisfação ao colega, que reclamou por ele não avisá-lo do projeto. “Apenas para esclarecer as coisas sobre um possível spin-off de Drago”, escreveu Lundgren. “Não há roteiro aprovado, não há contratos, nenhum diretor e eu pessoalmente tive a impressão de que meu amigo Sly Stallone estava envolvido como produtor ou até mesmo como ator.” “Houve um vazamento de imprensa na semana passada, o que foi lamentável. [Estou] em contato com Mr. Balboa – só para que todos os fãs possam relaxar… Pronto”, completou, chamando Stallone pelo sobrenome do personagem Rocky. O projeto de “Drago” foi revelado na quinta-feira passada (28/7), quando veio à tona que o roteiro estava sendo escrito por Robert Lawton (“Crave”). Além disso, surgiram detalhes da trama, que deveria se focar na relação entre o boxeador russo Ivan Drago (Dolph Lundgren) e seu filho Viktor Drago (Florian Munteanu), adversário de Michael B. Jordan em “Creed 2” (2018). Em guerra com o produtor da franquia, Irwin Winkler, Stallone criticou duramente o projeto em seu Instagram durante o fim de semana. “Outra notícia de partir o coração… Acabei de descobrir isso… Mais uma vez, este patético produtor de 94 anos e seus filhos abutres inúteis, Charles e David, estão limpando os ossos de outro personagem maravilhoso que criei, sem nem me dizer”, escreveu Stallone. “Peço desculpas aos fãs, nunca quis que os personagens do ‘Rocky’ fossem explorados por esses parasitas”, ele escreveu. E em seguida citou também o ator Dolph Lundgren, que interpretou o boxeador campeão soviético Ivan Drago em “Rocky IV” e “Creed II”. “A propósito, não tenho nada além de respeito por Dolph, mas gostaria que ele tivesse me contado o que estava acontecendo nas minhas costas”, mencionou Stallone. “Mantenha seus amigos reais por perto.” Stallone já tinha feito comentários negativos contra Winkler no início deste mês. Ao compartilhar um retrato do produtor desenhado como uma serpente, o ator expressou frustração por supostamente ter sido privado de uma participação acionária na franquia “Rocky”. Mas enquanto o astro reclama, a MGM se prepara para retomar o universo de Rocky em “Creed III”, que trará novamente Michael B. Jordan como Adonis Creed, o filho de Apollo Creed (Carl Weathers), primeiro adversário e amigo de Rocky. Além de estrelar, Jordan fará sua estreia como diretor na nova sequência, que vai estrear em 3 de março de 2023 nos EUA. Por enquanto, ainda não há previsão para o lançamento no Brasil. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Dolph Lundgren (@dolphlundgren)
Stallone detona produtor de “Rocky” após anúncio do derivado “Drago”
Sylvester Stallone aumentou o tom de suas críticas ao produtor da franquia “Rocky”, expressando sua frustração em relação ao recém-anunciado filme derivado “Drago”, centrado no lutador vilão de “Rocky IV” (1985). O ator compartilhou sua decepção em um post publicado no Instagram no sábado (30/7). Sem nomear seu desafeto Irwin Winkler, ele menciona um “produtor de 94 anos” – apesar de Winkler ter 91 anos. “Outra notícia de partir o coração… Acabei de descobrir isso… Mais uma vez, este patético produtor de 94 anos e seus filhos abutres inúteis, Charles e David, estão limpando os ossos de outro personagem maravilhoso que criei, sem nem me dizer”, escreveu Stallone. “Peço desculpas aos fãs, nunca quis que os personagens do ‘Rocky’ fossem explorados por esses parasitas.” Stallone também citou o ator Dolph Lundgren, que interpretou o boxeador campeão soviético Ivan Drago em “Rocky IV” e “Creed II”. “A propósito, não tenho nada além de respeito por Dolph, mas gostaria que ele tivesse me contado o que estava acontecendo nas minhas costas”, concluiu Stallone. “Mantenha seus amigos reais por perto.” Ele subiu ainda mais o tom com um novo post neste domingo (31/7), em que mostrou Winkler como vampiro, alimentando-se com seu sangue e ficando rico com os direitos de “Rocky”. “Depois de Irwin Winkler sugar ‘Rocky’, o mais odiado, sem talento e decrépito produtor de Hollywood e seus filhos covardes encontraram sua próxima refeição… ‘Drago’. Devolvam meus direitos, sanguessugas!”. Em seguida, voltou a nomear Lundren. “Dolph, por quê? Nem um telefonema?” Na verdade, Lundgren foi o primeiro a mencionar um projeto em desenvolvimento sobre seu personagem. Isto foi no ano passado, mas na época o filme era visto como uma possibilidade remota. O projeto de “Drago” se tornou mais tangível na quinta-feira passada (28/7), quando veio à tona que o roteiro estava sendo escrito por Robert Lawton (“Crave”). Além disso, surgiram detalhes da trama, que vai se focar na relação entre o boxeador russo Ivan Drago (Dolph Lundgren) e seu filho Viktor Drago (Florian Munteanu), adversário de Michael B. Jordan em “Creed 2” (2018). Stallone já tinha feito comentários negativos contra Winkler no início deste mês. Ao compartilhar um retrato do produtor desenhado como uma serpente, o ator expressou frustração por supostamente ter sido privado de uma participação acionária na franquia “Rocky”. Mas enquanto o astro reclama, a MGM se prepara para retomar o universo de Rocky em “Creed III”, que trará novamente Michael B. Jordan como Adonis Creed, o filho de Apollo Creed (Carl Weathers), o primeiro adversário e amigo de Rocky. Além de estrelar, Jordan fará sua estreia como diretor na nova sequência, que vai estrear em 3 de março de 2023 nos EUA. Por enquanto, ainda não há previsão para o lançamento no Brasil. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Sly Stallone (@officialslystallone) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Sly Stallone (@officialslystallone)
Stallone ataca produtor de “Rocky”: “Meus direitos”
Sylvester Stallone partiu pra briga contra Irwin Winkler, produtor original de “Rocky: Um Lutador” (1976), que está com 93 anos. O ator e diretor publicou um desabafo contra o produtor em seu perfil no Instagram, lamentando que ele controle a franquia de Rocky Balboa. No domingo (17/6), o intérprete e criador do personagem postou uma pintura de Winkler como uma serpente e escreveu de forma irônica na postagem: “Um retrato muito lisonjeiro do grande produtor de ‘Rocky’ e ‘Creed’, Irwin Winkler, por um dos maiores artistas do país”. “Após Irwin controlar ‘Rocky’ por mais de 47 anos, e agora ‘Creed’, eu realmente gostaria de ter pelo menos um pouco do que sobrou de meus direitos de volta, antes que passem somente para seus filhos”, continuou Stallone. “Acredito que seria um gesto justo deste senhor de 93 anos. Este é um assunto doloroso que me consome a alma, porque eu queria deixar algo de ‘Rocky’ para minhas crianças, mas é sempre bom ouvir os fãs leais. Continuem dando socos.” Ele subiu ainda mais o tom com um segundo post ilustrado, publicado nesta segunda, em que mostrou Winkler e sua família como vampiros, alimentando-se com seu sangue e ficando ricos com os direitos de “Rocky”. Lançado em 1976, “Rocky, um lutador” foi desenvolvido, escrito e estrelado por Stallone. Ao longo dos anos, o artista também desempenhou as funções de diretor e produtor de várias continuações, além de ter produzido e coestrelado os spin-offs “Creed” (2015) e “Creed II” (2018). Atualmente em desenvolvimento, “Creed III” (2022) será o primeiro longa da franquia sem a presença do ator. Não é de hoje que o astro demonstra descontentamento com a propriedade dos direitos de “Rocky”. Em 2019, em entrevista à revista Variety, o ator destacou: “Tenho zero diretos sob ‘Rocky’. Foi chocante que (os direitos) nunca tenham vindo para mim, mas me disseram, ‘você foi pago, está reclamando de que?’ Fiquei furioso.” Irwin Winkler começou a carreira como produtor nos anos 1960, com o filme “Canções e Confusões” (1967), estrelado por Elvis Presley, e recebeu sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Filme logo em seguida, com “A Noite dos Desesperados” (1969), estrelado por Jane Fonda. Mas só foi vencer esse Oscar com o primeiro “Rocky”. Winkler também é parceiro de longa data de Martin Scorsese, produzindo inúmeros filmes do cineasta, incluindo clássicos como “Touro Indomável” (1980) e “Os Bons Companheiros” (1990), pelos quais voltou a disputar o Oscar, e o recente “O Irlandês” (2019). Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Sly Stallone (@officialslystallone) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Sly Stallone (@officialslystallone)
Após processo, AMC paga US$ 200 milhões ao criador de “The Walking Dead”
O processo do criador da série “The Walking Dead”, o cineasta Frank Darabont, contra o canal pago AMC chegou ao fim após oito anos de disputas na Justiça dos EUA com um acordo milionário. Darabont aceitou a proposta da emissora de lhe pagar US$ 200 milhões como participação nos lucros. O cineasta foi quem concebeu “The Walking Dead”, levando a adaptação dos quadrinhos de Robert Kirkman para o canal em 2010. Ele escreveu, dirigiu, escalou o elenco original e produziu a 1ª temporada, que impressionou crítica e público, e foi demitido na metade das gravações do segundo ano por reclamar do baixo orçamento e baixa qualidade da equipe contratada pela AMC para trabalhar na produção. Darabont não se conformava com o fato de “Mad Men” ter pouca audiência, mas dez vezes mais dinheiro do canal, enquanto “The Walking Dead”, com dez vezes mais público, era tratada como produção barata. A reclamação pública incomodou a equipe da AMC, que optou pela decisão drástica. Após sua saída, “The Walking Dead” virou o carro-chefe do canal, gerando inclusive um spin-off bem-sucedido, “Fear the Walking Dead”. Como o AMC estava claramente se beneficiando de seu trabalho, o cineasta entrou na Justiça, junto com a agência que lhe representa profissionalmente, em busca de uma parte dos lucros. Após um processo marcado por trocas de acusações duras entre as duas partes, o acerto se aproximou dos desejos de Darabont, que buscava US$ 300 milhões na Justiça. Além de receber US$ 200 milhões, ele também ficou com direitos relativos a novos negócios de streaming de “The Walking Dead” e “Fear the Walking Dead” (que usa um personagem que ele escalou, Morgan Jones, vivido por Lennie James). Analistas de Wall Street vinham calculando o lucro do canal em 2021 em aproximadamente US$ 200 milhões. Com o pagamento, o ano está sendo considerado perdido. Entretanto, a decisão de encerrar a disputa também pode ser analisada como investimento, uma oportunidade para a AMC romper os laços do diretor com a franquia. Pelo acordo, Darabont aceita abrir mão de direitos sobre novos projetos relacionados a “The Walking Dead”, no momento em que o universo dos zumbis está se expandindo como novas séries e até filmes. Embora “The Walking Dead” esteja chegando ao fim em sua vindoura 11ª temporada, que começa a ser exibida em agosto, sua história vai continuar com os personagens de Norman Reedus (Daryl) e Melissa McBride (Carol), ambos contratados originalmente por Darabont, numa nova atração prevista para 2023. Só que a luta pelo futuro da franquia continua. O fim do processo milionário não apaziguou as disputas judiciais em torno dos zumbis, uma vez que a AMC enfrenta outro processo, aberto em 2017, pelos produtores Gale Anne Hurd, Glen Mazzara (que substituiu Darabont) e até o próprio criador dos quadrinhos, Robert Kirkman. Eles moveram uma ação similar por lucros não contabilizados, que está andando de forma mais lenta e ainda aguarda decisão na Corte de Los Angeles.
Roteiristas de “O Predador” processam Disney para recuperar direitos da franquia
Os irmãos Jim e John Thomas, que escreveram a sci-fi clássica “O Predador”, sucesso nos cinemas em 1987, entraram com uma ação judicial contra a Disney para recuperar os direitos da franquia. A Disney adquiriu os direitos de “O Predador” após comprar o estúdio 20th Century Fox, que produziu o filme original. Agora, os irmãos buscam valer uma lei de restituição de direitos autorais, que pode ser acionada 35 anos depois do trabalho realizado. A data válida para a retomada dos direitos reclamados por Jim e John Thomas é no próximo sábado (17/4). Eles afirmam que já enviaram notificações anteriormente, mas nunca foram respondidos. “O Predador” foi um dos filmes mais bem-sucedidos protagonizados por Arnold Schwarzenegger, e virou franquia ao gerar mais três sequências – a última em 2018 – , além dois filmes do spin-off “Alien vs. Predador”. A disputa judicial pode fazer com que a Disney desista de novos projetos que envolvam a franquia. Uma nova continuação de “O Predador” chegou a ser anunciada no final do ano passado, com direção de Dan Trachtenberg (“Rua Cloverfield, 10”).
Allen v. Farrow: Série documental é processada por editora de Woody Allen
O conteúdo polêmico da série documental “Allen v. Farrow” está motivando um processo na Justiça. E não é de Woody Allen, alvo de denúncias demolidoras da produção, que o acusa de ter abusado sexualmente de sua filha adotiva de 7 anos, Dylan Farrow, nos anos 1990. A Skyhorse Publishing, editora responsável pelo lançamento do audiobook do recente livro de memórias de Woody Allen, “A Propósito de Nada”, revelou que planeja processar a HBO e os cineastas responsáveis pela atração por violação de direitos autorais. A série utiliza trechos do audiobook sem permissão. “Nem os produtores nem a HBO abordaram a Skyhorse para solicitar permissão para usar trechos do audiobook”, disse a editora em nota oficial. “A Skyhorse recebeu informações de segunda mão apenas no final da semana passada de que cada um dos quatro episódios do documentário faz uso extensivo de trechos do audiobook”, acrescenta o texto. “Prontamente na sexta-feira (19/2), nosso advogado notificou o advogado da HBO por carta que se o uso do audiobook fosse próximo ao que estávamos ouvindo, isso constituiria violação de direitos autorais. A HBO não respondeu à nossa carta”. “Tendo visto agora o primeiro episódio, acreditamos que o uso não autorizado do audiobook é uma violação clara e intencional de precedente legal existente, e que os outros episódios também infringirão, ao se apropriarem do audiobook de maneira semelhante”, continuou a Skyhorse. “Tomaremos as medidas legais que considerarmos necessárias para reparar nossos direitos e os de Woody Allen sobre sua propriedade intelectual.” A Skyhorse não entrou em detalhes sobre seus planos futuros além desta declaração. Uma nota da defesa dos diretores do documentário, Amy Ziering e Kirby Dick, alega que “os criadores de ‘Allen v. Farrow’ usaram legalmente trechos limitados de áudio das memórias de Woody Allen, sob a doutrina do uso justo”. A “Fair Use Doctrine”, referida acima, permite que material protegido por direitos autorais seja usado sem permissão em certas reportagens, críticas e outros formatos específicos. Mas essa permissão geralmente é restrita a menos de 10 segundos do referido material. Trechos do livro de memórias narrado por Allen estão previstos para todas as quatro partes da série. Apenas o primeiro episódio apresentou mais de três minutos extraídos diretamente da publicação. A HBO não se manifestou sobre a violação dos direitos autorais. Vale destacar uma ironia no uso do livro no documentário que tem apoio da família Farrow. Ronan Farrow, irmão de Dylan, chegou a lançar campanha nas redes sociais para impedir a publicação do livro, chegando a chantagear a editora original, a Hachette, por quem também publica sua obras. Ele chamou a iniciativa de lançar o livro de “falta de ética” e teve uma vitória parcial após funcionários da Hachette ameaçarem greve contra a publicação – a primeira vez que funcionários de uma editora fizeram campanha a favor da censura de um livro. Aceitando a pressão, a Hachette desistiu da publicação, que foi simplesmente lançada por outra editora. Agora, esta editora, a Skyhorse, alega crime de violação de direitos – além de “falta de ética” – no uso do livro pela equipe do documentário, em que Ronan aparece com proeminência.
Marvel recupera direitos de todos personagens das séries da Netflix
A Marvel já não tem justificativa para ignorar os heróis das séries exibidas na Netflix, que saíram do ar em 2018 após a plataforma reagir negativamente ao projeto da Disney+. Todos os direitos dos personagens já reverteram para o estúdio. O processo aconteceu em etapas, começando com Punho de Ferro e Luke Cage em outubro passado, seguido por Demolidor em novembro e por último, nesta semana, com Justiceiro e Jessica Jones. Além dos heróis que batizam as séries, todos os coadjuvantes, que incluem Elektra, Colleen Wing e Misty Knight, também estão liberados para aparecer nas produções da Marvel. Isso significa que todos podem ser utilizados em novos filmes e séries. Entretanto, até o momento, o Marvel Studios não anunciou nenhum plano para esses personagens vindos da Netflix. Apesar disso, fãs alimentam com esperança o rumor de que Charlie Cox retomará o papel de Matt Murdock, identidade secreta do Demolidor, no próximo filme do Homem-Aranha. Nada está confirmado.
Camila Pitanga deve receber R$ 700 mil em processo contra Playboy
A atriz Camila Pitanga deve receber mais de R$ 700 mil de indenização da editora Abril, após vencer um processo contra a publicação de fotos não autorizadas na revista Playboy. A sentença que deu vitória à atriz é do ano passado, quando o montante determinado era de R$ 300 mil, mas a Abril não pagou, preferindo recorrer. A ação foi iniciada no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e a editora recorreu ao STJ para tentar reduzir o valor indenizatório, mas os ministros mantiveram o pagamento por danos morais. Só que agora o valor seria de R$ 700 mil, em decorrência da correção monetária, das custas judiciais, além de honorários, segundo explicou o advogado da atriz, Ricardo Brajterman, em entrevista ao F5 neste sábado (5/12). O processo alega que três imagens da atriz, retiradas do filme “Eu Receberia as Piores Notícias de Seus Lindos Lábios” (2011), em que ela aparece nua e em cenas de sexo, foram publicadas sem sua autorização em 2012. O agravante é que isso aconteceu após Camila recusar três vezes cachês para posar para a revista. “O arbitramento da indenização feito pelo tribunal não se deu unicamente com base em precedentes similares, levando também em consideração as peculiaridades do caso, tais como o grave abuso do direito de informar praticado pela empresa demandada”, disse o relator do processo original, ministro Paulo de Tarso Sanseverino. Três anos após a publicação, em dezembro de 2015, o Grupo Abril cancelou a produção da Playboy e alegou que a empresa estava tomando um novo posicionamento no mercado. A PBB Editora comprou o título e lhe deu continuidade até 2017, quando a edição da revista foi finalmente cancelada no Brasil. Atualmente, a Playboy Brasil existe apenas como um tributo nostálgico de fãs no Instagram.
Operação policial bloqueia centenas de sites de pirataria digital no Brasil
O Ministério da Justiça bloqueou ou suspendeu 252 sites e 65 aplicativos de streaming nesta quinta (5/11) como parte da segunda fase da Operação 404, para combater a pirataria digital. Além disso, as Polícias Civis de dez estados cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços de responsáveis pelos sites. O nome da operação faz referência ao chamado “Erro 404” na internet, que ocorre quando o computador tenta acessar um site e o servidor onde este se encontra não consegue achá-lo, seja por questões de configuração para não exibir a página ou porque o site não existe mais. Após a operação, vários endereços relacionados a streamings ilegais passaram a registrar este erro. Em entrevista coletiva, o ministro André Mendonça afirmou que até carros de luxo e armas foram apreendidos com os donos dos sites mais populares, durante a operação. “A linha de investigação seguida é relacionada a pessoas físicas e jurídicas que têm violado sistematicamente os direitos autorais fonográficos, cinematográficos e de outras fontes, e o feito de forma profissionalizada, organizada, com objetivo de lucro. E a partir da obtenção ilícita desses valores, buscando lavar os recursos obtidos”, afirmou. “Tanto assim o é que também hoje foram apreendidos carros de luxo e armas. Apenas um alvo da operação com registros já identificados tem faturamento anual R$ 94,5 milhões”. O secretário de Operações Integradas (Seopi), Jeferson Lisboa Gimenez, reforçou que a violação de direitos autorais implica em outros crimes. “Algumas pessoas pessoas podem até achar que o crime de violação de direitos autorais podia ser um pouco mais brando, só que implica na prática de diversos outros crimes, prejudica diversas situações, pessoas que trabalham com isso. E também ocorreria nessas situações a lavagem de dinheiro, uma possível organização criminosa ou associação criminosa. Isso está sendo comprovado com os materiais que foram apreendidos nos mandados de busca e apreensão que foram realizados nesta manhã”, apontou. Para completar, o delegado e coordenador do Laboratório de Inteligência Cibernética do ministério, Alessandro Barreto, destacou que o foco da operação são os operadores das plataformas ilegais e não os usuários. Segundo Barreto, o investigado cujo faturamento ultrapassava os R$ 94 milhões tinha cerca de 775 mil usuários cadastrados na plataforma pirata. “É bom ressaltar aqui que o foco da operação não é o usuário, são as pessoas que estão disponibilizando o serviço de forma ilegal. O usuário às vezes adquire o serviço por procurar algo mais em conta e termina comprando algo mais caro, adquirindo equipamentos que até vêm com malwares que capturam dados”, alertou o delegado. Além da participação da polícia civil de São Paulo, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Santa Catarina, a ação ainda contou com apoio das embaixadas dos Estados Unidos e do Reino Unido.












