Zumbilândia 2 ganha vídeo para recordar a história da franquia
A Sony divulgou um novo vídeo de “Zumbilândia 2”, que mistura narração dublada e falas legendadas para recapitular e contextualizar a trama da franquia, explicando quem são os personagens e como eles sobreviveram ao apocalipse zumbi nos últimos dez anos. A continuação traz de volta o quarteto original de protagonistas, Emma Stone, Woody Harrelson, Jesse Eisenberg e Abigail Breslin, que se juntaram em 2009 no começo da praga zumbi e desde então viraram profissionais da sobrevivência pós-apocalíptica. Em sua volta ao cinema, eles cruzam com Rosario Dawson (“Luke Cage”), Zoey Deutch (“Artista do Desastre”), Avan Jogia (“Ghost Wars”), Thomas Middleditch (“Silicon Valley”), Luke Wilson (“Legalmente Loira”) e até Bill Murray (de novo) e Dan Aykroyd, que interpretam a si mesmos. O filme também tem os mesmos roteiristas, Paul Wernick e Rhett Reese, que estouraram com os filmes de “Deadpool”, e o diretor Ruben Fleischer, também em alta após a bilheteria surpreendente de “Venom”. A produção vai chegar aos cinemas a tempo de pegar o Halloween e o aniversário de dez anos da estreia do primeiro filme, com estreia marcada para 24 de outubro no Brasil, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos.
Zumbilândia 2 ganha coleção de pôsteres e novo trailer com legendas e dublagem
A Sony divulgou uma coleção de pôsteres e o segundo trailer de “Zumbilândia 2”, que em inglês se chama “Zombieland: Double Tap”, em duas versões: desbocada com legendas e censurada (sem palavrões) com dublagem. Apesar de trazerem as mesmas cenas, são vídeos para públicos diferentes – adultos e crianças. A continuação traz de volta o quarteto original de protagonistas, Emma Stone, Woody Harrelson, Jesse Eisenberg e Abigail Breslin, que desta vez cruzam com Rosario Dawson (“Luke Cage”), Zoey Deutch (“Artista do Desastre”), Avan Jogia (“Ghost Wars”), Thomas Middleditch (“Silicon Valley”), Luke Wilson (“Legalmente Loira”) e até Bill Murray (de novo) e Dan Aykroyd, que interpretam a si mesmos. O filme também tem os mesmos roteiristas, Paul Wernick e Rhett Reese, que estouraram com os filmes de “Deadpool”, e o diretor Ruben Fleischer, também em alta após a bilheteria surpreendente de “Venom”. A produção vai chegar aos cinemas a tempo de pegar o Halloween e o aniversário de dez anos da estreia do primeiro filme, com estreia marcada para 24 de outubro no Brasil, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos.
Cara Gente Branca vai acabar na 4ª temporada
A Netflix anunciou o cancelamento de mais uma série, seguindo o esquema inaugurado por “Lucifer”, que consiste em informar a renovação para uma última temporada. A “renovação” da vez foi “Cara Gente Branca” (Dear White People”. A atração vai acabar após sua vindoura 4ª temporada. O anúncio foi feito pelo elenco da série em um vídeo no qual eles conversam pelo Facetime. Veja abaixo. Baseada no aclamado filme independente de mesmo nome, a série satiriza a “América pós-racial” ao retratar a vida de estudantes negros em uma conceituada universidade predominantemente branca. A atração faz um questionamento extensivo do racismo no mundo moderno, sem poupar sequer o pensamento politicamente correto e condescendente a respeito da diversidade racial. A série foi criada pelo diretor e roteirista Justin Simien, responsável pelo longa original, premiado no Festival de Sundance de 2014, e além de explorar questões de raça, também discute classes sociais e sexualidade. Assim como as três temporadas anteriores, a season finale terá 10 episódios. A data de estreia dos capítulos finais ainda não foi divulgada.
Space Force: John Malkovich vai estrelar série de comédia da Netflix
O ator John Malkovich (“Billions”) se juntou ao elenco de “Space Force”, a nova série de Greg Daniels, criador de “The Office”, que está sendo produzida pela Netflix. Descrita como “‘The Office’ no espaço”, a série também será estrelada pelo protagonista da série clássica, ninguém menos que Steve Carell, que retoma a parceria com Daniels. Os dois também são responsáveis pela produção. A ideia da série foi inspirada num delírio do governo de Donald Trump, que no ano passado anunciou a criação de uma sexta divisão das Forças Armadas dos Estados Unidos: uma força militar espacial. Ninguém sabe como isso funcionaria, já que não existem naves ou caças espaciais no mundo real, e esta seria a graça da série. Carell será um general encarregado pelo governo para formar a tal Força Espacial. Malkovich viverá um cientista. E outros nomes anunciados no elenco incluem Ben Schwartz (“House of Lies”), Tawny Newsome (“Brockmire”), Diana Silvers (“Fora de Série”), Alex Sparrow (“UnREAL”) e Jimmy O. Yang (“Silicon Valley”). A série ainda não tem previsão de estreia.
Apesar da vitória histórica no Emmy, Fleabag não deve ter nova temporada
Apesar das quatro vitórias no Emmy 2019, a série “Fleabag” não deve ganhar uma nova temporada. Sua criadora, roteirista e protagonista Phoebe Waller-Bridge já tinha decidido que a 2ª temporada seria o final da série, antes de ser surpreendida com os prêmios da Academia da Televisão dos Estados Unidos na noite de domingo passado (22/9). Nos bastidores da premiação, ela afirmou que não mudou de ideia. “Para ser completamente honesta, me parece o jeito mais bonito de me despedir dela”, explicou. “A história parece estar completa. É muito bom ouvir que tantas pessoas a amaram, é quase como se ela não devesse ter dado tchau ao final… mas parece o jeito certo de encerrá-la, no ponto alto”. Só que a pressão deve aumentar sobre Waller-Bridge. A chefe do Amazon Studios, Jennifer Salke, já tinha dito em julho que “nada nos faria mais feliz do que tê-la fazendo outra temporada desse programa ou o que quer que ela queira fazer”. Adaptação de uma peça criada pela própria Waller-Bridge, “Fleabag” mostra o cotidiano de uma jovem tentando lidar com uma tragédia recente em Londres, na Inglaterra. Na 2ª temporada, a protagonista encontra um padre que a incentiva a ver o mundo de outra forma. Parece muito triste, mas é uma comédia de humor depreciativo. O elenco da série inclui ainda Olivia Coleman, vencedora do Oscar 2019 por “A Favorita”. A produção foi vencedora do Emmy nas categorias de Melhor Série, Direção, Roteiro e Atriz de Comédia. Dos quatro troféus, três foram para Waller-Bridge. As duas temporadas da série estão disponíveis no catálogo do serviço de streaming Amazon Prime Video.
Dona Hermínia descobre que vai virar avó no primeiro teaser de Minha Mãe É uma Peça 3
“Minha Mãe É uma Peça 3” ganhou pôster e seu primeiro teaser. O vídeo é basicamente uma cena do filme. Bastante teatralizada, a sequência anuncia as duas principais novidades da trama: o casamento gay de Juliano (Rodrigo Pandolfo) e a gravidez de Marcelina (Mariana Xavier). As notícias fazem a mãe dos jovens – e futura avó – Dona Hermínia (Paulo Gustavo) curar-se rapidamente de um mal súbito que a levou ao hospital. As novidades já tinham vazado e chegaram até a render polêmica com Paulo Gustavo, que também assina o roteiro. Tudo porque o casamento gay não terá direito a beijo. Saiba mais aqui. Com direção de Susana Garcia (“Minha Vida em Marte”), o terceiro filme da franquia chega aos cinemas brasileiros em dezembro.
Arnold Schwarzenegger é o presidente dos EUA em foto de Kung Fury 2
A produção do filme indie “Kung Fury 2” divulgou uma foto da participação de Arnold Schwarzenegger como o presidente dos Estados Unidos. O filme é uma sequência em longa-metragem de um divertido curta feito por David Sandberg em 2015, uma homenagem aos filmes trash de ação de 35 anos atrás. No curta, Miami é mantida em segurança graças ao trabalho de Kung Fury, o melhor policial dos anos 1980. Seus Thundercops são uma força policial formada para derrotar o vilão Kung Fuhrer, Adolf Hitler. Mas a morte trágica de um de seus membros faz com que o grupo se dissipe, ao mesmo tempo que um vilão misterioso nasce das sombras para auxiliar o Fuhrer na busca da arma definitiva. Assim, Kung Fury deve viajar pelo espaço e pelo tempo para salvar seus amigos, defender a prestigiada Academia de Kung Fu de Miami e derrotar o mal de uma vez por todas. O longa também é dirigido por Sandberg, que ainda interpreta Kung Fury. E o elenco também inclui Michael Fassbender e Alexandra Shipp (ambos de “X-Men: Fênix Negra”), além de Jorma Taccone (“Popstar: Sem Parar, Sem Limites”) como Hitler e dublagem do veterano David Hasselhoff (“Supermáquina”). Schwarzenegger comentou a produção em seu Twitter. “Conheci David há mais de quatro anos quando ele me mostrou o curta de ‘Kung Fury’. Eu morri de rir e disse que se ele fosse fazer um longa disso, eu participaria. Agora nós estamos nos divertindo bastante durante a gravação do longa. A visão e persistência dele me inspiram, e espero que inspire vocês também”. Ainda não há previsão de estreia para a sequência de “Kung Fury”.
Netflix cancela a série No Good Nick
A Netflix cancelou a série de comédia “No Good Nick”, que era estrelada por Melissa Joan Hart (a “Sabrina, Aprendiz de Feiticeira”) e Sean Astin (“Stranger Things”). O anúncio foi feito pelo produtor David H. Steinberg em seu Twitter. Ele criou a série em parceria de Keetgi Kogan (ambos também foram criadores da série animada “Yo-Kai Watch”, no Disney XD). Na série, Melissa e Sean interpretavam Liz e Ed, uma mãe hipercompetitiva e um “pai divertido” que adotam uma garota de 13 anos de idade em sua família (a Nick do título), para depois perceber que ela era uma golpista com segundas intenções. A personagem do título era interpretada pela jovem Siena Agudong (“Star Falls”). O elenco também incluía Kalama Epstein (“The Fosters”) e Lauren Lindsey Donzis (“Liv & Maddie”) como os filhos do casal. A série teve uma encomenda inicial de 20 episódios. Os primeiros 10 capítulos foram disponibilizados em 15 de abril e os demais em 9 de agosto. Nenhuma das duas partes ganhou trailer legendado para o mercado brasileiro. Here’s our statement on the cancellation of No Good Nick. ? #NoGoodNick pic.twitter.com/GFRxb1wq3A — David H. Steinberg (@DavidHSteinberg) September 15, 2019
Cara x Cara: Paul Rudd tem que lidar com seu clone no trailer legendado de nova série da Netflix
A Netflix divulgou nove fotos, o pôster e o trailer legendado de “Living with Yourself”, série estrelada por Paul Rudd (o “Homem-Formiga”), que no Brasil ganhou o título pouco atrativo de “Cara x Cara”. A atração é produzida e dirigida pelo casal Jonathan Dayton e Valerie Faris, responsáveis por filmes como “Pequena Miss Sunshine” (2006) e “A Guerra dos Sexos” (2017), e traz Paul Rudd tendo que lidar com seu clone. Na trama, ele vive um sujeito deprimido e infeliz que busca um tratamento experimental para se tornar “uma pessoa melhor”. Entretanto, em vez de ajudá-lo, os cientistas criam um clone, que o substitui em todas as atividades diárias. Ao acordar num caixão e conseguir escapar de seu próprio enterro, ele descobre que alguém está vivendo sua vida. E esta pessoa acredita piamente que é ele mesmo. A premissa lembra “O Duplo”, clássico literário de Fyodor Dostoevsky, e foi criada por Timothy Greenberg (produtor do talk show “The Daily Show”). O elenco também destaca Aisling Bea (“This Way Up”), Karen Pittman (“Luke Cage”), Desmin Borges (“You’re the Worst”), Rob Yang (“Succession”) e Zoe Chao (“The OA”). Vale lembrar que esta não será a primeira série de Paul Rudd na Netflix. Anteriormente, ele reprisou seu papel do filme “Mais um Verão Americano” (2001) em duas temporadas da atração derivada – “Wet Hot Summer”. A 1ª temporada de “Living with Yourself” (melhor que chamar de “Cara x Cara”) terá oito episódios, todos dirigidos por Dayton e Faris, e estreia em 18 de outubro na plataforma de streaming.
Dan Aykroyd e Ernie Hudson confirmam participação no novo Caça-Fantasmas
Os atores Dan Aykroyd e Ernie Hudson revelaram que voltarão a viver Caça-Fantasmas na continuação da franquia que será comandada por Jason Reitman, filho do diretor do filme original. Eles se juntam a Sigourney Weaver, outra integrante da comédia dos anos 1980, que já tinha vazado sua participação. Com isso, só falta Bill Murray confirmar sua presença no reencontro do elenco clássico, que ainda incluía o ator Harold Ramis, falecido em 2014. Aykroyd confirmou sua presença para o canal do YouTube Joe Rogan Experience. “Será todo ou quase todo o elenco original. E também jovens estrelas. Será ótimo. Estou muito animado com isso, e é realmente incrível poder voltar e revisitar tudo”, declarou o ator, durante entrevista. Já Ernie gravou um vídeo falando que está filmando o novo projeto. “Espero que vocês aproveitem este filme assim com os outros que fizemos”. Filho de Ivan Reitman, diretor dos primeiros “Caça-Fantasmas” – e que atuou, ainda criança, em “Os Caça-Fantasmas II”, de 1989 – , Jason Reitman já tinha afirmado que sua versão “seguirá a trajetória do filme original”. Ou seja, será uma continuação de “Os Caça-Fantasmas II”. Além do elenco clássico, a trama vai acompanhar uma família formada por Carrie Coon (“The Leftovers”), Finn Wolfhard (“Stranger Things”) e Mckenna Grace (“Annabelle 3: De Volta para Casa”). A estreia está marcada para 10 de julho de 2020.
Jojo Rabbit: Comédia do diretor de Thor: Ragnarok vence o Festival de Toronto
O filme “Jojo Rabbit”, do cineasta neozelandês Taika Waititi (de “Thor: Ragnarok”), foi o grande vencedor do Festival de Toronto. A comédia em que Waititi vive Adolf Hitler foi a obra favorita do público do festival canadense. Diferentemente de outras mostras de cinema, o vencedor de Toronto é escolhido pelo público e não por um júri. A vitória coloca a produção da Fox Searchlight na mira do Oscar, já que os ganhadores do prêmio de Toronto costumam se destacar no troféu da Academia. No ano passado, por exemplo, o vencedor de Toronto foi “Green Book: O Guia”, que também conquistou o Oscar de Melhor Filme. Curiosamente, “Jojo Rabbit” não foi unanimidade entre a crítica, atingindo 75% de aprovação no Rotten Tomatoes devido ao humor ultrajante da trama, que acompanha um menino da juventude hitlerista que sofre bullying e é confortado por seu amigo imaginário, ninguém menos que Adolf Hitler. Passada na Alemanha nazista, a trama se complica quando a criança descobre que sua mãe está escondendo uma garota judia em sua casa. Por conta disso, o prêmio foi recebido com surpresa pela imprensa norte-americana, que considerava outros dois longas como favoritos: “História de um Casamento”, de Noah Baumbach, e “Parasita”, de Bong Joon-ho, que venceu a Palma de Ouro em Cannes. Estes filmes acabaram ficando, respectivamente, com o 2º e o 3º lugar na premiação do público de Toronto. Também é muito interessante reparar que os dois melhores filmes são estrelados pela mesma atriz: Scarlett Johansson – que vive a mãe de “Jojo Rabbit” e a esposa de “História de um Casamento”. Um desses papéis pode lhe render a primeira indicação ao Oscar de sua carreira. “Jojo Rabbit” estreia comercialmente em 18 de outubro nos Estados Unidos, mas a previsão original de lançamento no Brasil é apenas para fevereiro de 2020. Após a vitória em Toronto, essa data pode ser antecipada.
Ex-namorados, Fábio Assunção e Maria Ribeiro viverão amantes em nova série
Fábio Assunção (“Entre Idas e Vindas”) e Maria Ribeiro (“Como Nossos Pais”) vão estrelar a série “Todas as Mulheres do Mundo”, baseada no filme homônimo de Domingos de Oliveira. Ex-namorados, os dois participarão de um triângulo amoroso que envolve ainda o protagonista da história, interpretado por Emílio Dantas (“O Paciente: O Caso Tancredo Neves”). Na versão desenvolvida para a Globo, Ruy (Fábio Assunção), que é casado, se envolve com Renata (Maria Ribeiro), sua colega de trabalho num escritório de arquitetura. Insatisfeita com a relação, ela começa a fingir que está de namorico com Paulo (Emílio Dantas), que, sem querer, acaba formando um triângulo amoroso com os dois arquitetos. O filme original de 1966 se passava numa época em que homens se orgulhavam em ser cafajestes e mulherengos. O Paulo da comédia clássica era vivido por Paulo José, um boa vida que um dia encontra Maria Alice e fica tão impressionado que passa a acreditar que ela era a síntese de todas as mulheres do mundo – daí o título. A partir daí, ele encara o dilema de se atirar na relação e virar monogâmico ou continuar a correr atrás de mulheres diferentes. A trama não tinha personagens chamados Ruy e Renata, mas a mulher icônica era Leila Diniz. A nova Maria Alice será vivida por Sophie Charlotte, que Domingos de Oliveira dirigiu em seu último filme, “BR 716” (2016). A adaptação de “Todas as Mulheres do Mundo” está a cargo do cineasta Jorge Furtado (“O Homem que Copiava”) e o elenco também inclui Fernanda Torres (“Sob Pressão”), Matheus Nachtergaele (“Cine Holliúdy”), Lilia Cabral (“Divã”), Felipe Camargo (“O Rastro”), Floriano Peixoto (“Carandiru”), além de Maria Mariana (“Confissões de Adolescente”) e Priscilla Rozenbaum (“Infância”), respectivamente filha e viúva de Domingos de Oliveira. As gravações da série começaram na quinta-feira (12/9) em Araras, interior do Rio de Janeiro, com direção de Patrícia Pedrosa (“Mister Brau”, “Shippados”).
Minha Mãe É uma Peça 3 vai ter casamento gay… sem beijo!
“Minha Mãe É Uma Peça 3” só estreia no dia 26 de dezembro nos cinemas, mas uma cena do filme – que ninguém viu – já está dando o que falar. A produção confirmou que a trama vai mostrar um casamento gay, entre os personagens Juliano (Rodrigo Pandolfo) e Thiago (Lucas Cordeiro). Mas o comediante Paulo Gustavo, estrela e autor do roteiro, anunciou que não terá beijo entre os noivos no filme, assim como aconteceu na cerimônia de seu próprio casamento com o médico dermatologista Thales Bretas. Em conversa com o UOL, o ator Rodrigo Pandolfo contou que chegou a questionar a decisão com o próprio Paulo Gustavo. “‘Por que não vai ter?’. Ele falou: ‘Olha, a gente está fazendo um filme popular. A gente sabe que o Brasil tem questões [relacionadas ao beijo gay] ainda, infelizmente. O Juliano já vai se casar’. Ele não sentiu a necessidade de colocar o beijo e expor publicamente”. Ao ser questionado se concorda com a decisão de Paulo Gustavo, Pandolfo diz que sim. “Eu entendo, de certa forma. O [primeiro] filme é a maior bilheteria da história do cinema brasileiro [não é, na verdade]. Se você coloca o beijo acontecendo, em uma sociedade que, infelizmente, ainda se assusta, talvez seja agressivo. O Paulo usou uma expressão que é: ‘A gente não precisa esfregar nenhuma opinião pessoal na cara do público. A gente já está mostrando um casamento gay. Mais do que isso não precisa’.” A decisão foi anterior à polêmica envolvendo a tentativa de censura do prefeito do Rio, o bispo Marcelo Crivella, que buscou impedir que um gibi antigo da Marvel com beijo entre dois super-heróis masculinos fosse vendido na recente Feira do Livro sem embalagem opaca e aviso de que era proibido para menores. A justificativa para a iniciativa foi a “defesa da família” contra “ato sexual” em publicação para menores. Com apoio de um desembargador estadual, o prefeito bispo quase conseguiu impedir a venda dos quadrinhos para menores ao comparar beijo gay com pornografia, diferente do beijo do príncipe na Branca de Neve. O STF impediu a censura. Paulo Gustavo pode ter se antecipado à interpretação dos setores mais conservadores do governo de que beijo gay seria, realmente, pornografia. E não é difícil imaginar que o governo Bolsonaro busque mesmo elevar a restrição etária a seu filme, caso veja um pornográfico beijo gay. Até a rede Globo se sujeitou à essa interpretação, censurando um beijo entre duas mulheres em sua novela das 18h. O carinho entre o casal Valéria (Bia Arantes) e Camila (Anajú Dorigon) deveria ter ido ao ar no capítulo de “Órfãos da Terra” de sexta passada (6/9), mas foi cortado por “decisão artística”, segundo a emissora, que passou a semana alardeando o “beijo apaixonado” na divulgação oficial da novela. Estas decisões “artísticas” são resultado de pressão assumida de um governo que pode causar prejuízo financeiro à entidades privadas apenas com uma canetada (mesmo que não seja mais da Bic), elevando classificação etária e inviabilizando comercialmente produções com beijos gay. Ou seja, o propalado liberalismo econômico, que teria ajudado Jair Bolsonaro a se eleger presidente, escondia não só o monstro do autoritarismo, mas também intervenção estatal na economia. A solução que busca evitar o confronto pode ser adequada para um primeiro momento. Mas se percebe, pelo andar do governo, que virão segundos e terceiros (reich) momentos. Enfrentar ameaças incipientes à liberdade ajuda a evitar a “normalização” da repressão. Pois se houve reação contundente contra a tentativa de censura do bispo prefeito do Rio, ela se deveu principalmente ao fato de que a maioria considera beijo gay normal. Quando a maioria voltar a achar que isso não é o normal – isso é, algo que se vê corriqueiramente em filmes, novelas e quadrinhos – , aí fica muito mais difícil evitar a repressão. Como diziam os famosos filósofos “marxistas” Menudos há mais de 30 anos: “Não se reprima”.












