HBO renova série de comédia espacial Avenue 5
A HBO renovou a comédia espacial “Avenue 5”, estrelada por Hugh Laurie (“House”), para sua 2ª temporada pela HBO. O anúncio foi feito pelo próprio ator em seu perfil no Twitter e confirmada pela emissora num comentário à postagem. A renovação aconteceu após a exibição de apenas quatro episódios da série, que estreou no dia 19 de janeiro. Na trama concebida por Armando Iannucci, o criador de “Veep”, Laurie vive o capitão de uma nave espacial luxuosa de turismo, que passa por diversas dificuldades técnicas, enquanto os responsáveis por enfrentar a situação demonstram sua incompetência. A atração marca uma nova parceria entre Laurie e o produtor. O ator teve participação recorrente em “Veep”, aparecendo em 15 episódios entre a 4ª e a 6ª temporada da série. Além disso, também está no novo filme de Iannucci, “The Personal History of David Copperfield”, que lhe rendeu o troféu de Melhor Ator Coadjuvante na recente premiação do BIFA (British Independent Film Awards). O elenco ainda inclui Josh Gad (“A Bela e a Fera”), Zach Woods (“Silicon Valley”), Nikki Amuka-Bird (“Hard Sun”), Rebecca Front (“Transformers: O Último Cavaleiro”), Lenora Crichlow (“Deception”), Suzy Nakamura (“Dr. Ken”), Himesh Patel (“Yesterday”) e Ethan Phillips (“12 Horas para Sobreviver: O Ano da Eleição”). OF COURSE IT HAS 👏👏👏 — HBO (@HBO_UK) February 13, 2020
Rick Moranis larga aposentaria por continuação de Querida, Encolhi as Crianças
O ator Rick Moranis vai abandonar a aposentadoria para voltar a atuar no novo filme da franquia “Querida, Encolhi as Crianças”. Assim como no longa clássico de 1989 e em suas continuações (de 1992 e 1997), ele vai interpretar o cientista Wayne Szalinski, que vive inventando tecnologias para “encolher” ou “esticar” objetos e causando confusões. A nova sequência vai girar em torno do filho do personagem de Moranis, que em sua versão adulta será interpretado por Josh Gad (“A Bela e a Fera”). Ele também se torna um cientista e, obcecado em repetir a experiência que o encolheu na infância, acaba repetindo o erro de seu pai e encolhe os próprios filhos. Recentemente, Moranis recusou convites para fazer participações em dois filmes derivados de outra franquia famosa de sua filmografia, a versão feminina de “Caça-Fantasmas” e a nova continuação, ainda inédita, que trará de volta os personagens originais. Ele se aposentou em 1997, logo após “Querida, Encolhi a Gente”, para cuidar das duas filhas após a morte da mulher, Ann Belsky, de câncer de mama. Desde então, fez apenas eventuais trabalhos de dublagem, como em “Irmão Urso” (2003), da Disney, e sua continuação para o mercado de home video, lançada em 2006. Intitulado apenas “Shrunk” (Encolhido, em português), o filme deverá ser dirigido pelo diretor do longa 1989, Joe Johnston, que hoje mais conhecido por “Capitão América: O Primeiro Vingador”. Ainda não há previsão de estreia para a produção.
Superstore é renovada para sua 6ª temporada
A rede americana NBC anunciou a renovação de “Superstore”, série de comédia estrelada por America Ferrera (série “Ugly Betty”), para sua 6ª temporada. Atualmente na metade de sua 5ª temporada, a série atingirá seu episódio de número 100 com a renovação. “Estamos empolgados com o fato de a ‘Superstore’ continuar falando sobre muitas questões importantes e atuais, ao mesmo tempo em que é hilária”, disseram Lisa Katz e Tracey Pakosta, co-presidentes de programação da NBC Entertainment, em comunicado. Sitcom de ambiente de trabalho criada por Justin Spitzer (produtor da série “The Office”), “Superstore” acompanha funcionários variados de uma grande loja americana, que vende de tudo e precisa lidar com um cotidiano repleto de emoções – desde raivosos caçadores de promoções, liquidações que causam motins e sessões de treinamento intermináveis. Além de America Ferrera, que vive uma funcionária transformada em gerente, o elenco da série inclui ainda Ben Feldman (série “Silicon Valley”), Mark McKinney (série “Man Seeking Woman”), Lauren Ash (série “Super Fun Night”), Colton Dunn (série “Key and Peele”), Nichole Bloom (série “Shameless”) e Nico Santos (“Segurança de Shopping 2”). “Superstore” está atualmente em hiato e retorna em na quinta (7/3) para a parte final de sua 4ª temporada nos Estados Unidos. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.
Gregório Duvivier revela que anda com seguranças e pensou em sair do país após ataque ao Porta dos Fundos
Gregório Duvivier, que interpreta o Jesus Gay no Especial de Natal do Porta dos Fundos para a Netflix, revelou em entrevista à agência francesa de notícias AFP que, desde o ataque com bombas incendiárias à produtora, anda com seguranças e até pensou em sair do Brasil. Mas, ao mesmo tempo, ficou “com vontade ainda maior de lutar” e que a liberdade de expressão é algo “inegociável”. Logo após a disponibilização do especial “A Primeira Tentação de Cristo”, o Porta dos Fundos foi alvo de várias críticas de grupos religiosos e movimentos conservadores, gerando desde processos na Justiça pela censura do programa até manifestações no Congresso Nacional contra a Netflix pelo lançamento da produção. Este clima culminou num atentado violento, em que quatro homens encapuzados atiraram coquetéis molotov contra a sede da produtora no Rio de Janeiro. As cenas foram registradas em vídeos de segurança e pelos próprios criminosos, que posteriormente as divulgaram junto de um “manifesto revolucionário” típico de ações terroristas de fundamentalistas religiosos. “Fiquei muito assustado porque a imagem é assustadora mesmo. O vigia que estava lá sofreu sério risco de ter morrido. Nesse momento, você se diz: talvez seja o momento de sair do país. Estão tentando colocar fogo na minha empresa. Por outro lado, também dá aquela vontade ainda maior de lutar”, contou sobre o ataque. Ele continuou: “As ameaças são constantes, e não vêm apenas de pessoas anônimas. Há inclusive congressistas que falam, no Congresso… Tem sujeito berrando: a justiça não se faz só no céu, se faz também na Terra. São ameaças veladas, não ameaças de morte. Se chegar um momento em que eu sentir de fato que as ameaças são serias e algo pode acontecer, vou sair daqui, não faz sentido.” Gregório ainda contou na entrevista que o conglomerado americano Viacom, acionista majoritário na produtora Porta dos Fundos, tem cuidado de sua proteção. “O momento já está bastante inconfortável, estou só andando com segurança e carro blindado, por decisão da Viacom. É uma coisa constrangedora, cerceia a liberdade, mas por outro lado se estão propiciando isso pra gente, temos que aproveitar essa estrutura de proteção”, contou. O humorista considera que a intolerância e escalada de violência seja fruto da ascensão de Bolsonaro e da extrema direita ao poder no país, uma vez que o presidente trata determinadas manifestações artísticas como “degeneradas” e inimigas da família brasileira. Mas, em seu ponto de vista, o verdadeiro inimigo do Brasil é o próprio Bolsonaro. “O que me preocupa é a erosão da democracia, nossa democracia é muito recente. Isso se vê em todas a áreas, inclusive a cultura. Todos esses filmes que foram premiados no ano passado em Cannes (‘Bacurau’, vencedor do Prêmio do Júri, e ‘A Vida Invisível’, filme que conta com Duvivier no elenco, vencedor da mostra Um Certo Olhar) foram feitos com incentivos fiscais, graças a uma política que demorou 30 anos para ser implementada. Essa política já foi para o ralo. Já desmontou tudo, já não existe. Outra coisa que me preocupa é o meio ambiente. O Brasil tinha criado uma estrutura para inibir o desmatamento, controlar ele, com Ibama, Inpe. Isso já foi por água abaixo. Ele exonerou o presidente do Inpe por divulgar a realidade. O grande inimigo dele é a realidade. O que mais me preocupa com isso é que é um ponto que não dá mais para voltar. De todos os absurdos que ele fala, talvez esse seja o mais sério, porque não tem volta. Não tem outro planeta pra gente se mudar”.
Adam Sandler fecha contrato para mais três comédias e uma animação na Netflix
Adam Sandler e a Netflix estenderam sua parceria para pelo menos mais quatro filmes. O ator assinou um novo contrato com a plataforma de streaming para seus próximos projetos, e um deles será uma animação. Além de emprestar sua voz para o filme animado, Sandler vai escrever o roteiro e produzir essa animação, que não teve a premissa revelada. Ele já fez sucesso no gênero como o Drácula de “Hotel Transilvânia”, tendo inclusive escrito o segundo longa dessa franquia. Antes da animação, Sandler ainda deve lançar “Hubie Halloween”, comédia de terror que ainda faz parte de seu contrato atual. O filme com o tema do Dia das Bruxas voltará a reuni-lo com seu amigo Kevin James (de “Eu os Declaro Marido e… Larry”), além de contar com Ray Liotta (“Shades of Blue”), Maya Rudolph (“The Good Place”), Julie Bowen (“Modern Family”), Steve Buscemi (“Os Mortos Não Morrem”) e o ex-jogador de basquete Shaquille O’Neal (“Tio Drew”), entre outros. O primeiro contrato do comediante com a Netflix data de 2014 e rendeu “Os 6 Ridículos” (2015), “Zerando a Vida” (2016) e “Sandy Wexler” (2017). Ele foi renovado em 2017 para mais quatro longas, que incluíram “Lá Vêm os Pais” (2018), “Mistério no Mediterrâneo” (2019), o vindouro filme de Halloween e mais um título inédito, “The Wrong Missy”, que Sandler apenas produz, sem estrelar. Vale lembrar que a participação do comediante nos dramas “Os Meyerowitz: Família Não se Escolhe” (2017) e “Joias Brutas” (2019) não faz parte dos contratos. Foi apenas coincidência estes filmes também terem distribuição da Netflix. O surpreendente “Joias Brutas” chegou a render esperanças de nomeação ao Oscar. Mas foi “Mistério no Mediterrâneo” que convenceu a Netflix a renovar o contrato pela terceira vez. Um dos títulos mais vistos da plataforma de streaming no ano passado, a comédia que reuniu Sandler com Jennifer Aniston vai ganhar continuação e pode virar franquia como parte do novo acordo.
Netflix anuncia comédia estrelada por Maísa Silva
A Netflix anunciou a produção do filme que vai marcar a estreia de Maísa Silva em streaming. O anúncio foi feito nesta terça (28/1), no Tudum Festival em São Paulo, e via vídeo nas redes sociais. O teaser é uma encenação em que a jovem atriz tenta entrar na personagem do longa e se acalmar diante da expectativa das filmagens. Ao colocar uma trilha de mediação no celular, acaba ouvindo conselhos da escritora Thalita Rebouças, autora do roteiro. Intitulada “Um Pai no Meio do Caminho”, a comédia também ganhou sinopse: “Vicenza (Maísa) está completando 18 anos. Ela foi criada em uma comunidade hippie em meio a natureza e a única coisa que não está em harmonia na vida de Vicenza é que ela não sabe quem é seu pai. Ao partir em busca de seu verdadeiro pai, ela acaba encontrando dois!”. A premissa sugere mais uma Sessão da Tarde tipicamente americana com atores brasileiros, tendência dominante das produções adolescentes do Brasil. A produção será a terceira história de Rebouças estrelada por Maísa – após “Tudo Por Um PopStar” e “Ela Disse, Ele Disse”. E o primeiro de três longas que a atriz negociou protagonizar pelos próximos três anos na Netflix. Thalita Rebouças, por sua vez, também assina na plataforma o vindouro “Quem Nunca?”, sobre três adolescentes que vão a um acampamento escolar depois de fazer um pacto de permanecerem solteiras, mas as coisas se complicam quando ex-namorados aparecem – sim, lembra um reality da MTV. No vídeo em que fala de “Um Pai no Meio do Caminho”, Maísa também adiantou o elenco da produção, que inclui os atores “Du” Moscovis (“O Doutrinador”), Marcelo Médici (“Vai que Cola”), a celebridade de rede social Thaynara OG e a cantora Fafá de Belem. Ela não disse, mas aparentemente quem assina a direção é Cris D’Amato, que já fez uma adaptação de Thalita Rebouças, “É Fada!”. O nome da diretora não é citado em nenhum material de divulgação. “Um Pai no Meio do Caminho” ainda não tem previsão de estreia.
Larissa Manoela anuncia segunda comédia na Netflix
Larissa Manoela anunciou o título de seu segundo filme na Netflix. A nova comédia vai se chamar “Lulli”. A atriz revelou também outros detalhes da produção neste sábado (25/1), durante participação no Tudum Festival Netflix, uma mini-Comic Con da plataforma, que acontece em São Paulo, dois dias após o lançamento de “Modo Avião”, seu primeiro filme para o serviço de streaming. “Estou muito feliz com o meu segundo filme na Netflix! Tenho o desafio de interpretar uma mulher super madura, que foge da minha realidade. Será uma história diferente, as pessoas vão se surpreender muito”, disse a atriz e cantora de 19 anos. Apesar da declaração, não se trata, de forma alguma, de “uma história diferente”. Segundo a sinopse divulgada pela Netflix, “Lulli” tem a mesmíssima “moral” da história de “Modo Avião”. A personagem do título é uma jovem estudante de medicina ambiciosa, que sonha em virar a melhor cirurgiã do mundo e não pretende deixar nada nem ninguém atrapalhar seus planos – nem mesmo o seu recém-ex-namorado. A sinopse revela que a trama tem uma “virada” sobrenatural, quando Lulli é eletrocutada por um aparelho de ressonância eletromagnética e começa a ouvir pensamentos alheios. A partir daí, a garota que até então era incapaz de ouvir as pessoas ao seu redor precisará aprender sobre as maravilhas e os perigos de saber o que os outros estão pensando. Obviamente, essa será uma experiência transformadora, capaz de fazer a personagem prestar mais atenção nos outros em vez de si mesma. Experimente imaginar essa história com algumas modificações. Troque o choque elétrico por um acidente de carro, a ambição médica pela carreira de influencer digital e o aumento da percepção sobrenatural pelo aumento da percepção natural de quem é obrigado a se afastar do celular, para perceber como trajetória de Lulli lembra o desenvolvimento de “Modo Avião”. A Netflix divulgou a sinopse sem identificar o autor da história. Mas a premissa também evoca outros filmes. A capacidade de ouvir pensamentos alheios via acidente banal é mais um sinal da americanização das comédias brasileiras, uma vez que se trata do mesmo ponto de partida de “Do que as Mulheres Gostam” (2000), que inclusive ganhou uma recentíssima versão feminina, “Do que os Homens Gostam” (2019). Além disso, junta-se ao filão de comédias teens de viagem no tempo, troca de corpos e similares, que reduzem a produção nacional à mera reciclagem das ideias fantasiosas de Sessões da Tarde clássicas – e, portanto, muito conhecidas. “Lulli” tem previsão de lançamento para 2021.
Irresistible: Nova comédia política com Steve Carell ganha primeiro trailer
A Focus Features divulgou o primeiro trailer de “Irresistible”, comédia política escrita e dirigida pelo ex-apresentador de talk show Jon Stewart. A prévia destaca o papel de Steve Carell (“Querido Menino”) como um consultor político que resolve transformar um militar aposentado em prefeito de sua cidadezinha, no Wisconsin, para demonstrar o rumo que o Partido Democrata precisa seguir para vencer os Republicanos. Convencer o militar não é o mais difícil. Ele se mostra o candidato perfeito, com família, amigos e uma vida decente no campo. O problema é que o Partido Republicano tem outros planos e manda sua própria consultora política para a cidadezinha, criando um microcosmo que replica as disputas e intrigas eleitorais de Washington. Chris Cooper (“Adoráveis Mulheres”) vive o militar, Mackenzie Davis (“O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”) é sua filha e Rose Byrne (“Vizinhos”) aparece loira como a adversária política. O elenco também inclui Topher Grace (“Infiltrado na Klan”), Natasha Lyonne (“Roleta Russa”), Debra Messing (“Will & Grace”) e Will Sasso (“Loudermilk”). O filme estreia em 29 de maio nos EUA e não tem previsão de lançamento no Brasil.
Bill Murray é confirmado em Caça Fantasmas: Mais Além
O ator Bill Murray teve sua participação confirmada no elenco de “Caça Fantasmas: Mais Além”, filme que vai retomar a franquia iniciada nos anos 1980. A notícia já circulava há meses e o jornalista que assinou a notícia, publicada na quinta-feira (23/1) pela revista Vanity Fair, encontrou-se com o ator em pleno cenário da produção… em setembro passado. A publicação confirmou que não apenas Murray, mas também Dan Aykroyd e Ernie Hudson reprisarão seus papéis como Peter Venkman, Ray Stantz e Winston Zeddemore, respectivamente. Além dos Caça-Fantasmas originais, Anne Potts, que vivia a recepcionista Janine Melnitz, e Sigourney Weaver, que interpretou a femme fatale Dana Barrett, também participam da produção. E o filme ainda vai homenagear Harold Ramis, intérprete de Egon Spengler, falecido em 2014. “Bem, estamos com um homem a menos. Esse é o negócio”, disse Murray para a Vanity Fair. “Isso faz parte da história que estamos contando, é a história que eles escreveram”, acrescentou. Segundo ele, cada ator sobrevivente do quarteto original “tem um papel significativo no filme, mas não serão os heróis centrais dessa vez”. Ele ainda elogiou o roteiro: “É bom”, comentou. “Tem muita emoção nisso. Tem muita família nele, com frases que são realmente interessantes. Vai dar certo”, finalizou. O filme é dirigido por Jason Reitman, que é filho do cineasta Ivan Reitman, responsável pelos dois primeiros filmes dos Caça-Fantasmas, e a família citada por Murry é formada por Carrie Coon (“The Leftovers”), Mckenna Grace (“Annabelle 3: De Volta para Casa”) e Finn Wolfhard (“Stranger Things”). O elenco se completa com Paul Rudd (“Homem-Formiga”), que vive um professor das crianças. Nenhum dos integrantes da produção quis confirmar explicitamente a relação entre os novos personagens e a história original, mas os fãs já notaram, nos trailers, a grande semelhança entre Phoebe (personagem de Mckenna Grace), e um certo cientista cujos óculos ela descobre em sua casa nova, em meio a macacões velhos e empoeirados dos Caça-Fantasmas, um dos eles com o nome Spengler. Reitman disse que Phoebe foi a razão de querer fazer o filme. “Antes que eu soubesse que poderia fazer um filme dos ‘Caça-Fantasmas’, a imagem de uma menina de 12 anos carregando uma mochila de prótons surgiu na minha cabeça e simplesmente não saiu. Eventualmente, eu descobri quem ela era”, disse o diretor. “Fiquei maravilhado com a ideia de como seria encontrar um pacote de prótons no porão da casa de seus avós. O que essa descoberta revelaria sobre quem você é e que aventuras permitiram seguir?” A ideia, segundo a Vanity Fair, é similar ao desenvolvimento de “Star Wars: O Despertar da Força”, em que a velha guarda passou sua espada-laser – ou, no caso, mochila de prótons – para a nova geração.
Grown-ish e Good Trouble são renovadas
O canal pago americano Freeform renovou as séries “Grown-ish” e “Good Trouble”. Ambas são spin-offs de atrações populares, respectivamente de “Black-Ish” e “The Fosters”, centradas nas filhas já crescidas das famílias das produções originais. “Grown-Ish” acompanha a vida universitária de Zoey (Yara Shahidi), a filha mais velha da família Johnson, e foi renovada para sua 4ª temporada, enquanto “Good Trouble” segue as irmãs adotivas Callie (Maia Mitchell) e Mariana (Cierra Ramirez) na fase adulta de suas vidas em Los Angeles, que continuará em sua 3ª temporada. O anúncio foi feito durante o evento semestral da TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA), poucas horas após “Grown-ish” retornar para sua 3ª temporada na TV americana. “Good Trouble” ainda é inédita no Brasil, mas “Grown-ish” chegou à Netflix em janeiro do ano passado. Infelizmente, teve apenas sua 1ª temporada disponibilizada e acabou retirada do catálogo da plataforma há poucos dias, após o vencimento do contrato com a Disney na virada do ano.
4ª temporada de High Maintenance ganha trailer da HBO
A HBO divulgou o trailer completo da 4ª temporada de “High Maintenance”, com a volta de The Guy (Ben Sinclair) à seu bem-sucedido negócio de venda de maconha em Nova York, que serve para introduzir seus clientes excêntricos e neuróticos. Sinclair concebeu “High Maintenance” com sua esposa, Katja Blichfeld (diretora de casting de “30 Rock”), como uma websérie, que foi produzida entre 2012 e 2015, antes de chegar à TV em 2016. E não mudou muito de formato desde sua concepção. Graças a isso, a produção é uma das mais baratas da HBO, mas também uma das mais aclamadas, com 98% de aprovação no Rotten Tomatoes. A encomenda da 1ª temporada foi bastante curta, de apenas seis episódios, todos escritos e dirigidos pelo casal. Mas a 2ª já foi estendida para 10 episódios, enquanto a 3ª teve nove capítulos. A 4ª temporada terá novamente nove capítulos e estreia em 7 de fevereiro.
The Lovebirds: Comédia com Kumail Nanjiani e Issa Rae ganha trailer divertido
A Paramount divulgou o pôster e o divertido trailer da comédia “The Lovebirds”, ainda sem título em português. A prévia mostra Kumail Nanjiani (“Silicon Valley”) e Issa Rae (“Issa Rae”) como um casal apaixonado que tem a vida virada do avesso ao se tornar suspeito de assassinato. “The Lovebirds” é a segunda parceria de Najiani com o diretor Michael Showalter. Os dois fizeram juntos o sucesso “Doentes de Amor”, em 2017. Já o roteiro é de Martin Gero (criador da série “Blindspot”) em parceria com Aaron Abrams e Brendan Gall (que também trabalham na série). A estreia está marcada para 14 de maio no Brasil, um mês após o lançamento nos Estados Unidos.
Ataque terrorista e tentativa de censura tornam Porta dos Fundos “mais populares que Jesus Cristo”
Foi John Lennon quem criou a expressão “mais populares que Jesus Cristo”, usada para dimensionar o sucesso mundial dos Beatles no auge da Beatlemania – e ao dizer isso quase acabou com a popularidade do grupo, acusado de sacrilégio. Ninguém pode dizer que o Porta dos Fundos comete mais sacrilégio que seu Especial de Natal. Mas, graças à controvérsia criada em torno dele, o nome do Porta dos Fundos passou a ser citado no mundo inteiro, e sempre ao lado do popstar mais popular de todos os tempos – autor do maior hit dos últimos dois mil anos, “Pai Nosso”. Após o ataque de inspiração terrorista e a tentativa de censura de “A Primeira Tentação de Cristo”, o Porta dos Fundos foi parar no New York Times, na Variety, no Washington Post, na BBC, etc. Nem quando os humoristas venceram o Emmy Internacional de melhor comédia – pelo Especial de Natal anterior, “Se Beber Não Ceie” – , houve tamanha cobertura. De modo que, se não ficaram exatamente mais populares que Jesus Cristo, tornaram-se, pelo menos, mais populares que o cantor da música “Jesus Cristo”, que é o artista de outro especial tradicional de fim de ano, Roberto Carlos. O jornal The New York Times afirmou que a tentativa de censurar o especial, já revertida pelo STF, “colocou o filme ao centro de um debate mais amplo sobre censura no Brasil”, mencionando a “guerra cultural do país, que tem crescido desde a eleição do presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro em 2018”. A agência da rede BBC lembrou que Bolsonaro “disse uma vez que preferia ter um filho morto a um filho gay”, e acrescentou: “O filho dele, Eduardo Bolsonaro, chamou o especial da Netflix de ‘lixo’ no Twitter, acrescentando que o Porta dos Fundos ‘não representa a sociedade brasileira'”. E o Washington Post classificou o ataque conservador sofrido pelo Especial como “um dos mais fortes golpes contra a Netflix na América Latina, onde a plataforma produziu dezenas de projetos originais e enfrentou poucas medidas sérias que restringissem o que seus espectadores podem ou não assistir – especialmente num filme feito na e para a região”. A repercussão não ficou apenas na esfera da imprensa. Em entrevista à BBC News Brasil, o uruguaio Edison Lanza, relator da Comissão Interamericana de Direitos Humanos e principal autoridade da Organização dos Estados Americanos (OEA), defendeu o Porta dos Fundos. Ele afirmou que “não há dúvida” que houve tentativa de censura contra os humoristas. “O fato de um juiz determinar a proibição de um conteúdo com referência religiosa fere claramente a proibição de censura prévia, prevista no Capítulo 13” da Convenção Americana de Direitos Humanos. “O Netflix é um serviço pago, que depende de inscrição e as pessoas têm liberdade de assistir ou não. Ninguém é obrigado. Essa visão sobre Cristo não está sendo imposta”, ele completou, sobre “A Primeira Tentação de Cristo”. O especial também rendeu polêmica na Polônia, onde vice-premiê polonês Jaroslaw Gowin exigiu que a Netflix tirasse o programa de seu catálogo, e onde uma petição online expôs 1,5 milhão de poloneses ao nome do grupo e seu trabalho. “Todo ano, o grupo de ‘comédia’ brasileiro Porta dos Fundos produz um filme de Natal para atacar cristãos e o cristianismo”, diz a petição. Cada iniciativa contra o grupo alimentou uma cobertura mundial crescente, que teve novo capítulo nesta quinta (9/1), com a decisão de Dias Toffoli, presidente do STF, de proibir a censura. Para situar o caso, o jornal inglês The Guardian escreveu que um “juiz no Rio tinha ordenado a proibição do filme, revivendo alegações de censura sob o governo de extrema direita de Jair Bolsonaro”. A exposição da controvérsia ainda inspirou artigos dedicados a explicar ao público internacional quem afinal era o grupo “Back Door”, que representa um “big deal” no YouTube. Até o site “liberal” (de direita) americana Free the People dedicou um artigo bastante aprofundado para falar do grupo e defender seu direito de satirizar Jesus, sob a ótica da liberdade de expressão numa democracia capitalista. O mais curioso, porém, é constatar que o Porta dos Fundos tem recebido praticamente o mesmo espaço em publicações LGBTQIA+ e religiosas, de esquerda e de direita. Falando bem ou mal, todos divulgam seu nome… para cada vez mais pessoas, em cada vez mais países do mundo. Virou beatlemania, inclusive em algumas reações histéricas – coincidência ou não, Fabio Porchat até usa peruca de Beatle no especial.












