Estreia de “Sob Pressão” aumenta audiência da Globo
A estreia da 4ª temporada da série médica “Sob Pressão” na noite de quinta-feira (12/8) aumentou a audiência da rede Globo em São Paulo e no Rio, onde registrou respectivamente 20 e 22 pontos na medição da Kantar Ibope. Antes das Olimpíadas, o horário era ocupado pelo reality “Mestre do Sabor” que saiu do ar com média geral de 16,3 pontos em São Paulo. A pontuação também supera os três últimos programas exibidos pelo canal na mesma faixa de horário. A série também repercutiu nas redes sociais, com quase 17 mil menções sobre o programa no Twitter, o que representa 21% a mais do que na estreia da 3ª temporada em 2019. Dentre as hashtags que apareceram entre os assuntos mais falados do Brasil – e até do mundo – estiveram o nome da série #SobPressão e #DoutoraCarolinaIsBack, em referência à participação da personagem de Marjorie Estiano. Vale lembrar que, antes mesmo deste sucesso, a Globo já tinha confirmado a produção da 5ª temporada da atração.
Stephen King se junta à campanha para salvar a série “Manifest”
O escritor Stephen King se juntou à campanha para salvar a série “Manifest”. Cancelada em junho pela rede NBC, a série virou um fenômeno em streaming na mesma semana, com sua chegada na Netflix nos EUA, liderando o ranking da audiência americana da plataforma por um mês inteiro. E conforme mais gente descobre a atração, maior fica a campanha de fãs por #SaveManifest. Mas o tuite do autor de “O Iluminado”, “It: A Coisa”, “Carrie, a Estranha” e tantos outros clássicos de terror dá um peso maior aos esforços de salvamento da série. O próprio criador de “Manifest” reconheceu a importância da entrada do escritor na campanha, dizendo-se honrado. “Não há maior influência na minha narrativa que o senhor. Eu me sinto honrado”, escreveu Jeff Rake. O apoio do autor de renome internacional ajuda a aumentar o interesse pela campanha. Afinal, nem todos os 6,5 milhões de seguidores de King podem ter ouvido falar de “Manifest” antes dele chamar atenção para a série, o que significa que muitos podem reagir à recomendação, seja buscando conhecer a série, seja se engajando por seu resgate. Neste momento, a Netflix ainda expressa dúvidas sobre se vale a pena salvar a série. Mas enquanto a plataforma pondera, a própria NBC parece ter se arrependido do cancelamento. A rede percebeu tardiamente ter tomado a decisão errada, ao optar por renovar “Good Girls” entre suas quatro atrações de audiência intermediária. É que, na hora de assinar os contratos para a 5ª temporada, não houve acerto financeiro com as atrizes da atração, que acabou cancelada apesar de tudo. A NBC também não se animou com um novo derivado de “Law & Order”, chamado “Law & Order: For the Defense”, e anunciou ter desistido do projeto na semana passada. Com isso, ficou com verbas extras de produção e um buraco na programação que não existiam quando “Manifest” foi abandonada. Segundo apurou o site Deadline, essa nova e inesperada situação teria levado a rede a buscar a Warner, que produz a série, para conversar. O problema é que, neste meio tempo, os contratos com o elenco venceram e já há atores assinando com novas produções. A última notícia do showrunner Jeff Rake sobre o assunto foi em 27 de julho, em que ele escreveu: “Eu não tenho notícias”. There may be no greater influence on my storytelling than you, sir. I am humbled. 🙏 — Jeff Rake (@jeff_rake) August 3, 2021
Trailer destaca Corey Stoll na volta de “Billions”
O canal pago americano Showtime divulgou o trailer da segunda parte da 5ª temporada de “Billions”. A prévia mostra como o novo personagem do ator Corey Stoll (“Homem-Formiga”) se intrometeu na guerra entre os dois protagonistas originais, revelando-se um oponente à altura. Estrelada por Damian Lewis (série “Homeland”) e Paul Giamatti (“O Espetacular Homem-Aranha 2”), a série começou com o embate entre, respectivamente, um executivo do mercado de ações e um promotor público. Enquanto o promotor tenta juntar provas para prender o ricaço por corrupção, o outro tenta solapar sua autoridade e fazer com que seja demitido. Na disputa, ambos arrastam consigo seus futuros financeiros e casamentos, numa trama que também exalta a vida de ostentação e decadência dos negócios ligados ao mercado financeiro de Wall Street. Criada pelo jornalista Andrew Ross Sorkin e pelos roteiristas Brian Koppelman e David Levien (ambos de “Aposta Máxima”), “Billions” encanta a crítica americana e tem público cativo, que se mantém acima dos 700 mil telespectadores ao vivo desde a 2ª temporada. Interrompida em junho do ano passado, com a exibição de apenas sete capítulos, a 5ª temporada retorna nos EUA com cinco episódios inéditos em 5 de setembro. Já renovada para o sexto ano, a série é disponibilizada no Brasil pela Netflix.
“Sweet Tooth” é renovada para 2ª temporada
A Netflix finalmente confirmou a renovação de “Sweet Tooth” para sua 2ª temporada, que terá novamente 8 episódios comandados por Jim Mickle – showrunner, escritor e diretor do primeiro ano da atração. “É muito emocionante ver como as pessoas do mundo todo estão se apaixonando por nosso menino-cervo.”, disse Mickle sobre a renovação. “Não poderíamos estar mais animados para continuar nossa parceria com a Netflix e acompanhar Gus e seus amigos nessa jornada extraordinária”. Na semana passada, a Netflix revelou que “Sweet Tooth” foi vista por 60 milhões de contas de assinantes. Os números foram informados no relatório trimestral de lucros da empresa. Graças a esse desempenho, a adaptação dos quadrinhos da DC Comics, produzida pelos astro Robert Downey Jr., foi a série de maior sucesso do trimestre passado e entrou na lista das 10 séries originais em inglês mais assistidas da Netflix em todo o mundo. “Sweet Tooth” ocupa o 6º lugar do ranking, à frente de “Emily em Paris” e logo abaixo de “O Gambito da Rainha”. “Bridgerton” lidera a lista de atrações originais com 82 milhões de visualizações. Baseada nos quadrinhos de Jeff Lemire, “Sweet Tooth” apresenta uma história com elementos de contos de fadas e sci-fi pós-apocalíptica, que o diretor Jim Mickle (“Somos o que Somos”) transformou num épico de visual cinematográfico. A trama se passa uma década após a devastação do planeta por uma pandemia inexplicável e acompanha Gus, um menino com chifres de veado, que faz parte de uma nova raça de crianças híbridas humano-animais nascidas após o surto, todas imunes à infecção. Perseguido por milícias, caçadores de recompensas e seitas apocalípticas, ele tenta chegar num refúgio distante com ajuda de um andarilho pouco amistoso. Veja abaixo o vídeo do anúncio da renovação feito pela Netflix, que evoca uma antiga propaganda da marca de laticínios Parmalat.
“Esquadrão 6” não terá sequência após decepcionar Netflix
Demorou, mas a Netflix admitiu que “Esquadrão 6” foi uma decepção. Em entrevista à revista Variety, Scott Stuber, chefe da divisão de filmes da plataforma, afirmou que a produção orçada em cerca de US$ 150 milhões, não atingiu as expectativas. “Não sentimos que chegamos lá criativamente. Teve um bom sucesso, mas no final do dia não sentimos que atingimos algo que justificasse voltar. Não teve um amor profundo pelos personagens ou por aquele universo”, ele comentou. A declaração também é uma admissão tardia de que os números grandiosos alardeados nos relatórios trimestrais da Netflix para seus investidores na verdade não são tão grandes assim. Vale lembrar que em janeiro do ano passado a empresa disse, de forma oficial, que “Esquadrão 6” tinha quebrado o recorde de audiência da plataforma, sendo visto por 83 milhões de contas de assinantes. Na época, isto representava praticamente metade de toda a base de assinantes mundiais da Netflix. Isto é uma decepção? O relatório que alardeou o feito de “Esquadrão 6” foi também aquele que inaugurou a nova maneira com que a Netflix faz sua medição de público, inflando os resultados de forma irreal. Desde janeiro de 2020, um filme ou série é considerado visto se alguém “escolher assistir pelo menos 2 minutos” de seu conteúdo, o que segunda a plataforma seria “tempo suficiente para indicar que a escolha foi intencional”. Vale lembrar que dois minutos é a duração de um trailer. Anteriormente, a medição se baseava apenas em episódios que tivessem 70% de exibição concluída e os números eram expressivamente menores. Com o novo método de contabilização, todos os sucessos da Netflix passaram a ter dezenas de milhões de visualizações a mais que na contagem original. Mas a Netflix não deve ter abandonado o método tradicional em seus relatórios internos. Isto explicaria porque um filme que foi publicamente chamado de blockbuster digital é, na verdade, considerado um fiasco pelo chefe do setor. Durante a reportagem da Variety, Stubber também admitiu que os números da Netflix são considerados um problema por cineastas que ele gostaria de atrair para a empresa, adiantando que isso deve mudar em breve. Dirigido por Michael Bay (dos infames “Transformers”), “Esquadrão 6” também foi rejeitado pela crítica. Com apenas 35% de aprovação na média das resenhas analisadas pelo site Rotten Tomatoes, o filme teve uma das piores avaliações dentre todos os longas lançados pela plataforma. Com um elenco encabeçado por Ryan Reynolds (também de “Deadpool”), o filme gira em torno de um grupo de ex-militares que se transformam em “heróis secretos”, agindo em segredo, em missões sigilosas contra inimigos dos EUA, após serem dados como mortos. A maioria dos críticos reclamou da direção de Michael Bay, que voltou a privilegiar explosões como forma de compensar falta de sentido e ritmo do filme, que tem muitas cenas repetitivas. Mas os roteiristas Paul Wernick e Rhett Reese (“Deadpool”) também foram emparedados. A história foi considerada antiquada e estereotipada. A crítica do site Collider chegou até a chamar o filme de versão dramática e levada à sério (no pior sentido) da sátira animada “Team America” (2004), em que um bando de bonecos americanos patriotas explodiam o mundo em nome da liberdade. Lembre abaixo do trailer do filme.
Estreia da 2ª temporada de “Ted Lasso” bate recorde de audiência da Apple TV+
A Apple anunciou que a estreia da 2ª temporada de “Ted Lasso” bateu recorde de audiência e se tornou a mais vista da história de sua plataforma de streaming. Embora não tenha divulgado números, como é sua regra, a empresa informou que o episódio inaugural do segundo ano de “Ted Lasso” teve seis vezes mais público que o lançamento original da série. Não chega a ser surpresa, considerando o interesse que as inúmeras premiações da série tendem a despertar. Série estreante com mais indicações no Emmy em todos os tempos, “Ted Lasso” também venceu três troféus do Critics Choice, dois WGA Awards (prêmio do Sindicato dos Roteiristas) e o SAG Award (do Sindicato dos Atores), conquistado pelo ator Jason Sudeikis. Co-criado, co-escrito e co-produzido por Sudeikis e o roteirista Bill Lawrence (criador de “Scrubs” e “Cougar Town”), a série gira em torno do personagem-título, um treinador de futebol americano que é contratado para trabalhar num clube de futebol inglês, apesar de não ter nenhuma experiência no esporte que os moradores dos EUA chamam de soccer. Outro dado relevante de audiência compartilhado pela Apple é que a atração ajudou a impulsionar a audiência de outros programas da plataforma, como as comédias “Schmigadoon”, “Physical” e “Mythic Quest”, entre os dias 23 a 25 de julho. O primeiro episódio da 2ª temporada de “Ted Lasso” foi disponibilizado na sexta (23/7) na Apple TV+.
“Sombra e Ossos” foi vista 55 milhões de vezes na Netflix
O relatório trimestral da Netflix para investidores revelou que “Sombra e Ossos” (Shadow and Bone) foi a segunda série mais vista da plataforma nos últimos três meses. A atração foi vista por 55 milhões de contas de assinantes desde seu lançamento em 23 de abril, atrás apenas de “Sweet Tooth”, a série mais assistida do trimestre, com 60 milhões de visualizações. O desempenho revela que séries de fantasia são carros-chefes da Netflix. Mas também são mais caras e demoram mais para ser produzidas que as tramas adolescentes seguidamente encomendadas pela plataforma. Graças ao sucesso de público, “Sombra e Ossos” já teve sua 2ª temporada encomendada. Além disso, seu showrunner tinha tanta fé neste êxito que mobilizou os roteiristas enquanto aguardava o sinal verde da Netflix. Como resultado, os próximos episódios já foram totalmente escritos. Baseada na coleção de best-sellers juvenis de Leigh Bardugo conhecida como Grishaverso, a 2ª temporada deve adaptar o segundo livro da coleção, “Sol e Tormenta”. A trilogia original se completa com “Ruína e Ascensão”, mas a trama ainda segue em novas publicações – “Six of Crows: Sangue e Mentiras” (2016) e “Crooked Kingdom: Vingança e Redenção” (2017). Todos os livros foram publicados pela Editora Gutenberg no Brasil. A série foi desenvolvida por Eric Heisserer, roteirista de “Birdbox” (2018) e “A Chegada” (2016), e se passa em um mundo de fantasia devastado pela guerra, onde a cartógrafa órfã Alina Starkov descobre um poder extraordinário: o dom da luz. Com a ameaça monstruosa da Dobra das Sombras à espreita, Alina é separada de tudo o que conhece para treinar e fazer parte de um exército de elite de soldados mágicos conhecidos como Grisha. Enquanto aprende a controlar seus poderes, ela percebe que os aliados e inimigos não são tão diferentes assim e que nada nesse mundo é o que parece. Além de tudo isso, existem forças malignas em jogo, incluindo um grupo de criminosos muito carismáticos – e só a magia pode não ser suficiente para sobreviver. O papel principal é desempenhado pela estreante Jessie Mei Li, uma jovem atriz inglesa com experiência teatral e que também estará no vindouro filme de Edgar Wright “Last Night in Soho”. O elenco também destaca o conhecido Ben Barnes (de “Justiceiro”, “Westworld” e das “Crônicas de Nárnia”), além de Archie Renaux (“Hanna”), Freddy Carter (“Pennyworth”), Amita Suman (“The Outpost”), Kit Young (“A Midsummer Night’s Dream”) e Daisy Head (“Harlots”). Veja abaixo o trailer oficial da produção.
“Army of the Dead” vira blockbuster de streaming com 75 milhões de views
“Army of the Dead: Invasão Las Vegas” foi a produção mais vista da Netflix no último trimestre. O relatório trimestral da empresa de streaming para seus investidores chega a chamar o filme de Zack Snyder de “blockbuster”, revelando que 75 milhões de contas assistiram a produção em seu primeiro mês de lançamento. O detalhe é que este número foi praticamente igualado por “Paternidade”, uma comédia dramática estrelada por Kevin Hart, que atraiu cerca de 74 milhões de membros no mesmo período de tempo. Os números gigantescos, porém, são resultados de uma métrica usada apenas pela Netflix para avaliar visualizações. A contagem de espectadores relatados pelo streamer é baseada na quantidade de assinantes que assistiram a pelo menos dois minutos de um determinado conteúdo – uma medida muito diferente da forma tradicional de se medir audiência. Apenas o YouTube utiliza esta regra para determinar visualizações de seus vídeos. A diferença é que dois minutos no YouTube equivalem a um clipe quase completo, enquanto dois minutos na Netflix não rende mais que os créditos de abertura de um filme ou série. Para aproveitar o sucesso de “Army of the Dead”, a plataforma já está divulgando um prólogo daquele filme, chamado “Army of Thieves” – ou “Exército de Ladrões: Invasão da Europa”, no Brasil – e centrado no personagem de Matthias Schweighöfer. A estreia vai acontecer “em breve” segundo o serviço. E ainda há um spin-off animado para 2022 e um projeto de continuação do filme original para 2023. Veja abaixo o trailer do “blockbuster” da Netflix.
“A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas” vira animação mais vista da Netflix
A animação “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas” virou o filme animado mais visto da Netflix em todos os tempos. Originalmente produzido para o cinema pela Sony Pictures, o filme foi negociado com a plataforma de streaming por causa da pandemia e acabou visto por 53 milhões de contas em seu primeiro mês de seu lançamento. Os dados constam do relatório trimestral da Netflix para seus investidores. O desempenho supera o recorde anterior, que era de “A Caminho da Lua”. Indicada ao Oscar 2021, a animação musical foi vista por 43 milhões de contas no mesmo período de tempo. Lançada em 30 de abril, “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas” acompanha uma família distanciada pela tecnologia moderna que se torna a última esperança da humanidade quando máquinas ganham vida para dominar o mundo. Escrita e dirigida por dois estreantes em longas, a dupla Michael Rianda e Jeff Rowe, roteiristas da série “Gravity Falls”, a animação contou com uma dupla de peso em sua produção: Phil Lord e Christopher Miller, responsáveis por “Uma Aventura Lego” e “Homem-Aranha no Aranhaverso”. Pra completar, o elenco de dubladores originais destaca Danny McBride (“The Righteous Gemstones”) como o pai, Maya Rudolph (“The Good Place”) como a mãe, Abbi Jacobson (“Broad City”) como a filha adolescente e o diretor Michael Rianda como o filho caçula, além de Olivia Colman (“A Favorita”), Eric André (“A Noite É Delas”), o apresentador Conan O’Brien e o casal Chrissy Teigen e John Legend em papéis coadjuvantes. Veja abaixo o trailer oficial do filme em duas versões – com dublagem em inglês e português.
Sucesso de “Manifest” em streaming está prestes a render “descancelamento”
Desde que foi cancelada pela rede americana NBC no mês passado, “Manifest” viu seus fãs se multiplicarem. Não apenas em campanhas pelo salvamento da série, mas em audiência mesmo. A atração estreou na Netflix na mesma época do cancelamento e desde então a lidera a audiência da plataforma, consagrando-se por semanas consecutivas como o programa mais visto em streaming dos EUA. Atentos a este desdobramento, o criador da série, Jeff Rake, e a equipe da Warner Bros. TV tentaram convencer a Netflix a salvar a atração. A princípio, a resposta da plataforma foi negativa. Mas os números de audiência não caíram como muitos acreditavam que aconteceria com o cancelamento, que deixou a trama sem fim. Ao contrário, as maratonas aumentaram, mantendo a série na liderança do Top 10 da Netflix por um mês inteiro. Impressionada com esse fenômeno, a Netflix teria voltado à mesa de negociações. Mas enquanto a plataforma ia e vinha, outra reviravolta ainda mais inesperada aconteceu na televisão. A própria NBC teria se arrependido do cancelamento. As informações são do site Deadline, que buscou representantes da Warner, Netflix e NBC para confirmar os rumores, mas todos se recusaram a comentar. Neste caso, a recusa serviu como confirmação tácita da negociação em andamento – negar a história seria bem fácil, se nada estivesse acontecendo nos bastidores. A verdade é que a NBC percebeu tardiamente ter tomado a decisão errada em relação a “Manifest”, seu cancelamento de maior audiência. A ideia era renovar apenas uma das quatro atrações que balançavam no canal e a opção teria sido “Good Girls”. Só que, na hora de assinar os contratos para a 5ª temporada, não houve acerto financeiro com as atrizes da atração, que acabou cancelada apesar de tudo. A NBC também não se animou com um novo derivado de “Law & Order”, chamado “Law & Order: For the Defense”, e anunciou ter desistido do projeto na semana passada. Com isso, ficou com verbas extras de produção e um buraco na programação que não existiam quando “Manifest” foi abandonada. A nova situação teria levado a rede a buscar a Warner para reabrir as conversas sobre a série. Só que, a esta altura, a Netflix já estava em negociações. Um acordo entre as partes interessadas é improvável, porque a Warner vendeu os direitos internacionais de “Manifest” para diferentes empresas, mercado por mercado – por exemplo, para o canal pago Sky no Reino Unido e a plataforma Globoplay no Brasil. Portanto, estaria descartada uma divisão que deixasse uma vindoura temporada inédita na NBC nos EUA e na Netflix no exterior. Os únicos direitos na mesa são para exibição nos EUA. Mas o sucesso de “Manifest” em streaming nos EUA é muito grande para a Netflix ignorar. Enquanto NBC, Netflix e Warner não entram em acordo, o showrunner Jeff Rake voltou a atiçar os fãs com os supostos desenvolvimentos de bastidores. Em 12 de julho, ele começou a retuitar histórias sobre o forte desempenho da série na Netflix, acrescentando legendas como “O caso da renovação” e “O caso da renovação se constrói”, pedindo repetidamente aos fãs que “mantenham a fé”. Até que, na segunda-feira (19/7), publicou: “Vocês estão sendo ouvidos”. E fixou este tuite no topo de seu feed.
“Sweet Tooth” foi vista por 60 milhões de contas da Netflix
A Netflix revelou que “Sweet Tooth” foi vista por 60 milhões de contas de assinantes desde seu lançamento em 4 de junho. Os números foram revelados no relatório trimestral de lucros da empresa. Graças a esse desempenho, a adaptação dos quadrinhos da DC Comics, produzida pelos astro Robert Downey Jr., foi a série de maior sucesso do trimestre e entrou na lista das 10 séries originais em inglês mais assistidas da Netflix em todo o mundo. “Sweet Tooth” ocupa o 6º lugar do ranking, à frente de “Emily em Paris” e logo abaixo de “O Gambito da Rainha”. “Bridgerton” lidera a lista de atrações originais com 82 milhões de visualizações. Apesar deste desempenho, a série ainda não foi oficialmente renovada. Mas os números são fortes indicadores de que isso já estaria encaminhado nos bastidores. Baseada nos quadrinhos de Jeff Lemire, “Sweet Tooth” apresenta uma história com elementos de contos de fadas (“era uma vez…”) e sci-fi pós-apocalíptica, que o diretor Jim Mickle (“Somos o que Somos”) transformou num épico de visual cinematográfico. A trama se passa uma década após a devastação do planeta por uma pandemia inexplicável e acompanha Gus, um menino com chifres de veado, que faz parte de uma nova raça de crianças híbridas humano-animais nascidas após o surto, todas imunes à infecção. Perseguido por milícias, caçadores de recompensas e seitas apocalípticas, ele tenta chegar num refúgio distante com ajuda de um andarilho pouco amistoso. Veja abaixo o trailer oficial da 1ª temporada.
“Good Girls” é cancelada após quatro temporadas
A série “Good Girls” foi cancelada pela rede NBC na reta final de sua 4ª temporada. Os últimos episódios inéditos serão exibidos ao longo das próximas semanas nos EUA. A trama da série deveria durar mais uma temporada, mas embora existissem conversas para levar a produção para a plataforma Peacock, que pertence ao conglomerado NBCUniversal, um contrato anterior, firmado com a Netflix, impediu o negócio. “Good Girls” era produzida em parceria com a Netflix, que adquiriu os direitos de exibição internacional exclusiva num acordo feito antes de a NBCUniversal lançar seu próprio serviço de streaming. Com a impossibilidade de levar à série para a Peacock, os produtores da Universal Television ainda tentaram convencer a Netflix a assumir mais custos de produção para uma última temporada, mas não conseguiram avançar nessas negociações. Desenvolvida por Jenna Bans (criadora de “The Family” e produtora de “Scandal”), a série girava em torno de três mães suburbanas que, com dificuldades para pagar as contas, resolvem roubar o supermercado local. Mas quando o valor do saque se revela muito maior do que o esperado, elas descobrem que o lugar era usado para guardar dinheiro de gângsteres, com consequências para o resto da série. As protagonistas eram interpretadas por Christina Hendricks (“Mad Men”), Mae Whitman (“Parenthood”) e Retta (“Parks and Recreation”). Os fãs brasileiros acompanhavam a série pela Netflix, que até o momento disponibilizou as três primeiras temporadas.
Netflix não salva “Manifest” e elenco se despede
A Netflix examinou os números e decidiu não salvar “Manifest”, que acabou ficando sem fim ao ser cancelada pela rede NBC. Após a emissora exibir o final da 3ª temporada, deixando o mistério da trama sem resolução, os produtores tentaram uma salvação junto à Netflix, aproveitando que maratonas da atração lideravam o ranking de audiência da plataforma na última semana. Mas os responsáveis pela decisão resolveram não repetir “Lucifer”, salva do cancelamento também após três temporadas. Com a recusa da Netflix, o estúdio Warner Bros. Television desistiu de buscar um lar alternativo para continuar a série. Como os contratos do elenco já tinham expirado e eles se mantinham ligados ao projeto apenas por boa vontade, todos foram notificados de que não há mais chances de a série ser retomada. “Estamos destruídos”, disse Matt Long, intérprete de Zeke, em um post no Instagram, refletindo como os atores reagiram ao cancelamento. A maioria do elenco foi às redes sociais se despedir, entre eles Josh Dallas, que interpretou Ben Stone, o principal protagonista, que agradeceu o apoio dos fãs. “Lamento dizer que é o fim da linha”, ele anunciou. “Estamos muito orgulhosos de ter trazido essa história para vocês ao longo de três temporadas. Gostaríamos muito de poder terminar a jornada com vocês. Mas não estava nas cartas”, explicou. O criador da série, Jeff Rake, disse que jamais esquecerá a devoção dos fãs da série. “Vocês assistiram religiosamente, analisando cada palavra, choraram muito, riram um pouco, resolveram um quebra-cabeças e nunca, jamais, hesitaram em seu apoio. Eu nunca poderei me esquecer disso”, escreveu. Rake nunca escondeu o plano de contar a história em seis temporadas, das quais apenas metade foram produzidas. Veja abaixo alguns dos “manifestos” da equipe de “Manifest” sobre o fim da série. Manifest Gratitude, Final Edition Thank YOU, our fans. You became the Manifesters at Comic-Con 2018. Ever since, you’ve watched religiously, parsed every word, cried a lot, laughed a little, puzzle-solved, and never, ever, wavered in your support. I’ll never forget it. 🙏❤️ — Jeff Rake (@jeff_rake) June 22, 2021 directors, stunning cast and the best damn crew in the business. Thanks to @warnerbrostv and @nbc for giving us a home. And lastly, thank you to the fans who embraced #manifest and these characters and flew with us on #flight828. I love you all… onwards! Ben Stone, out. ♥️♥️♥️✈️ — joshdallas (@JoshDallas) June 22, 2021 Hanging up the Stone hat now. Love Michaela pic.twitter.com/tRtYCf1ugg — Melissa Roxburgh (@melissaroxburgh) June 22, 2021 Honestly I have never been more proud to be part of an ensemble more committed, selfless and honest than these beautiful souls. They have become my family. Thank you @warnerbrostv n @nbc for giving us a platform. Three years isn’t an easy feat in this business so thanks! — JR Ramirez (@JR8Ramirez) June 22, 2021 thank u @jeff_rake for letting me bring olive to life. she will always be a part of me. ❤️ i will be forever grateful. #Manifest ily — luna blaise (@lunablaise) June 22, 2021 I will always be grateful to @jeff_rake for letting me be part of this amazing show. #manifest brought together a group of people, both cast and crew, who became a family. I learned so much and will always be "connected" to them. Thank you to the amazing fans too. You rock. ✈️ — Jack Messina (@theJackMessina) June 22, 2021 These 3 years felt like what I imagine college years feel like. I left home, I explored, I failed, tried new things, pushed myself, found my confidence and found a small crew of people who I could be myself around. I’m closing this chapter with a ❤️ full of gratitude. #manifest pic.twitter.com/DWAv8xnQfC — parveen kaur (@Misspkc) June 22, 2021 I’ve been acting professionally since my 20s. I’ve never worked With a cast or crew like Manifest. I’ve never engaged with fans like manifesters. Clever, supportive, brilliant and kind. I’ll see you all next time 🙂 love you, keep the faith🙏🏿❤️🙂 — Daryl Edwards (@Darylgedwards) June 22, 2021 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Matt Long (@realmattlong) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Athena Karkanis (@athenakarkanis)











