Calmaria se torna pior estreia da carreira de Anne Hathaway
O fracasso de “Calmaria” (Serenity) em sua estreia nos Estados Unidos e Canadá durante o fim de semana representou um recorde negativo na carreira de Anne Hathaway. Os US$ 4,8M (milhões) arrecadados em 2,5 mil salas de cinema representam a pior abertura ampla da carreira da atriz no mercado doméstico. Até “Um Dia” (2011), que foi lançado em 1,7 mil telas, faturou mais: US$ 5M há oito anos. Para complicar ainda mais, o noir tropical, que também é estrelado por Matthew McConaughey (que já fez coisa pior), também foi torpedeado pela crítica, afundando com 22% de aprovação. E conseguiu desagradar até o público que pagou para vê-lo, com nota D no CinemaScore. Um naufrágio clamoroso. “Calmaria” se junta à sci-fi “Replicas” como o segundo grande fracasso de 2019. Curiosamente, o lançamento de 11 de janeiro também marcou a pior abertura da carreira de seu astro, Keanu Reeves. Nenhum dos dois longas deve conseguir faturar US$ 10 milhões na América do Norte. Mais acostumado a estrelar filmes ruins, Matthew McConaughey já teve dois desempenhos piores que “Calmaria” em sua carreira – “Uma Herança da Pesada” (abriu com US$ 3,8M em 1996) e “Ouro” (US$ 3,4M em 2017). Em “Calmaria” Hathaway é uma mulher fatal que tenta convencer um capitão de barco vivido por McConaughey a matar seu marido abusivo (interpretado por Jason Clarke). O filme tem roteiro e direção de Steven Knight (criador da série “Peaky Blinders” e roteirista de “Senhores do Crime”) e chega aos cinemas brasileiros em 28 de fevereiro.
Anne Hathaway vai estrelar remake de Convenção das Bruxas
Atriz Anne Hathaway (“Oito Mulheres e um Segredo”) vai virar bruxa no remake de “Convenção das Bruxas”, sucesso infantil de 1990 protagonizado por Anjelica Houston. A produção da Warner terá direção de Robert Zemeckis (“De Volta ao Futuro”). A história é uma adaptação do livro infantil “As Bruxas”, de Roald Dahl (autor de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”), sobre um garoto que descobre que bruxas são reais e planejam transformar as crianças em ratos, começando por ele próprio. O projeto da refilmagem circula desde 2008. A certa altura, Guillermo Del Toro (“A Forma da Água”) tinha a intenção de comandar o remake, mas teve que abrir mão da função por conflitos em sua agenda. Ele ainda está ligado às filmagens como produtor, junto com seu colega mexicano Alfonso Cuarón (“Roma”). Além de dirigir, Zemeckis também vai escrever a adaptação, que, segundo a revista Variety, promete ser mais próxima do livro de 1973 que do filme de 1990, muito diferente do texto original. Hathaway viverá a líder das bruxas, justamente o papel que foi desempenhado por Anjelica Houston. Ainda não há previsão para o início das filmagens.
Warner oficializa filme da Barbie estrelado por Margot Robbie
A Mattel oficializou sua parceria com a Warner Bros. para finalmente lançar nos cinemas um filme live-action da Barbie, que será estrelado por Margot Robbie (a Arlequina de “Esquadrão Suicida”). A fábrica de brinquedos, que criou uma divisão de cinema no mês passado, tinha fechado com a Sony em 2014, mas o estúdio deixou o contrato vencer após uma série de decisões erradas. A Sony esperou um ano para contratar a roteirista Diablo Cody (“Juno”, “Jovens Adultos” e “Tully”) para escrever o primeiro roteiro e não aprovou o resultado, encomendando novos roteiros para escritores diferentes, na esperança de que surgisse algo melhor. A ideia vencedora foi a de Hillary Winston (criadora da série “Bad Teacher”). Definida a história, a Sony escalou a humorista Amy Schumer para viver a protagonista em 2016. Ela também resolveu mexer no roteiro, junto com sua irmã, Kim Caramele. E todo esse trabalho foi pago. Mas quando o estúdio foi marcar as filmagens, a atriz desistiu, alegando conflito de agenda. Com isso, Anne Hathaway (“Colossal”) foi contatada no ano passado pela produtora Amy Pascal para estrelar o filme. Só que o contrato para as filmagens previa um lançamento em cinco anos. A Sony marcou a estreia para 2020, seis anos após fechar o negócio. E a Mattel deu o acordo por encerrado. A Warner ofereceu outra abordagem e já veio com uma atriz famosa anexada ao papel, que, além de viver Barbie, também será co-produtora do filme. “Este projeto é um ótimo começo para nossa parceria com a Mattel Films”, disse Toby Emmerich, presidente do grupo Warner Bros. Pictures, no comunicado que oficializa a produção. “E Margot é a produtora e atriz ideal para dar vida à Barbie na tela de uma forma nova e relevante para o público de hoje.” Margot Robbie também se pronunciou. “Brincar com a Barbie promove confiança, curiosidade e comunicação ao longo da jornada de uma criança para a autodescoberta. Ao longo dos quase 60 anos da marca, a Barbie capacitou as crianças a se imaginarem em papéis empoderadores, de princesa a presidente”, disse a atriz. “Estou muito honrada em assumir esse papel e produzir um filme que, acredito, terá um impacto tremendamente positivo nas crianças e no público em todo o mundo. Não posso imaginar parceiros melhores do que a Warner Bros e a Mattel para trazer esse filme para a tela grande”. Ainda não há previsão de estreia da produção.
Anne Hathaway e Rebel Wilson são golpistas rivais na primeira foto do remake de Os Safados
A MGM divulgou a primeira foto oficial de “The Hustle”, versão feminina da comédia “Os Safados”, que foi refilmada com as atrizes Anne Hathaway (“Interestelar”) e Rebel Wilson (“A Escolha Perfeita”). O filme original foi lançado em 1988 e reunia Steve Martin e Michael Caine como dois trambiqueiros na Riviera Francesa. Mas enquanto o inglês Caine era sofisticado e seduzia milionárias de classe para seus golpes, o americano Martin era um vigarista folgado e sem sofisticação, que usava a lábia para se dar bem. Cansados de disputar os mesmos alvos, eles resolvem fazer uma aposta: quem conseguisse US$ 50 mil da primeira milionária a aparecer no local teria direito ao monopólio da região e o derrotado teria que deixar a Riviera. No remake, Hathaway e Wilson vão competir para roubar a fortuna de um ingênuo milionário do Vale do Silício. Curiosamente, Anne Hathaway vem de outra versão feminina de sucesso de Hollywood: “Oito Mulheres e um Segredo”, a adaptação com mulheres de “Onze Homens e um Segredo” (2001), lançada em junho de 2018. “The Hustle” tem direção do galês Chris Addison, que faz sua estreia como diretor de cinema após comandar episódios da série “Veep”, atuar em “Doctor Who” e criar a série britânica “Trying Again”. A estreia está marcada para 29 de junho nos Estados Unidos e não há previsão para o lançamento no Brasil.
Anne Hathaway é convidada a estrelar filme baseado em Vila Sésamo
A atriz americana Anne Hathaway foi convidada pelo estúdio Warner Bros para estrelar um filme baseado na famosa série infantil “Sésamo” – antigamente conhecida no Brasil como “Vila Sésamo”. E seria um filme musical, algo que ele já demonstrou ter capacidade de encarar com bons resultados, ao vencer um Oscar por “Os Miseráveis”. O projeto tem produção de Shawn Levy e roteiro de David Guion e Michael Handelman. Os três trabalharam juntos em “Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba” (2014), último filme dirigido por Levy antes de virar produtor em tempo integral (das séries “Stranger Things”, “Last Man Standing” e outras). A direção ficou a cargo de Jonathan Krisel, um dos criadores das séries “Portlandia” e “Baskets”, que fará sua estreia no cinema. Mas Anne Hathaway está com a agenda lotada e precisaria decidir entre produções conflitantes. Ela também foi convidada a estrelar “The Witches”, de Robert Zemeckis, que poderia impedir a sua participação em “Sésamo”. Ela também vai participar da série “Modern Love” e estrelar a sci-fi “O2” e o drama de sobrevivência no mar “The Lifeboat”. Seu próximo filme a chegar aos cinemas é o suspense “Calmaria”, em que volta a atuar ao lado de Matthew McConaughey (após “Interestelar”). A estreia está marcada para 4 de abril no Brasil.
Anne Hathaway, Andy Garcia e Tina Fey são confirmados na série Modern Love
Confirmou. Anne Hathaway vai mesmo estrelar a série “Modern Love” conforme especulado, marcando sua volta ao gênero, após 18 anos de trabalhos no cinema. Ela começou a carreira na série “Caia na Real” (Get Real), que durou duas temporadas entre 1999 e 2000. Além dela, a Amazon anunciou um elenco de peso na produção, que é baseada na famosa coluna homônima do jornal The New York Times sobre casos de amor e dilemas de relacionamentos. O ponto de partida, portanto, é similar ao que inspirou a série “Sex and the City” nos anos 1990, baseada nas colunas homônimas de Candance Bushnell no New York Observer. Mas o desenvolvimento será bem diferente, como uma antologia de histórias fechadas e sem personagens fixos. Os episódios contarão com Tina Fey (“30 Rock”), Andy Garcia (“Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo”), Dev Patel (“Lion”), John Slattery (“Mad Men”), Catherine Keener (“Corra!”), Cristin Milioti (“How I Met Your Mother”), Olivia Cooke (“Jogador Nº 1”), Andrew Scott (“Sherlock”), Julia Garner (“Ozark”), Shea Whigham (“O Primeiro Homem”), Gary Carr (“The Deuce”), Sofia Boutella (“A Múmia”) e John Gallagher Jr. (“Hush: A Morte Ouve”). Criada pelo cineasta John Carney (“Sing Street”), a produção deverá ter oito capítulos, cada um focando uma história distinta com diferentes personagens. Mas ele terá a companhia de diferentes diretores na condução dos capítulos, na forma da atriz Emmy Rossum (estrela de “Shameless”), Sharon Horgan (criadora de “Divorce”) e Tom Hall (“Sensation”). A estreia ainda não foi definida.
Anne Hathaway pode estrelar série do diretor de Sing Street na Amazon
A atriz Anne Hathaway foi flagrada nesta semana em um café de Nova York lendo um roteiro de “Modern Love”, série atualmente em desenvolvimento na Amazon, o que fez com que sua participação na produção fosse especulada por toda a imprensa. Caso isso se concretize, marcará a volta da atriz às séries, após 18 anos focada em trabalhos no cinema. Ela começou a carreira na série “Caia na Real” (Get Real), que durou duas temporadas entre 1999 e 2000. O projeto de “Modern Love” é baseado na famosa coluna homônima do jornal The New York Times, que trata de casos de amor e dilemas de relacionamentos. O ponto de partida, portanto, é similar ao que inspirou a série “Sex and the City” nos anos 1990, baseada nas colunas homônimas de Candance Bushnell no New York Observer. Mas o desenvolvimento será bem diferente, sem personagens fixos. Criada pelo cineasta John Carney (“Sing Street”), a produção deverá ter oito capítulos, cada um focando uma história distinta com diferentes personagens. Ainda não há uma data definida para a estreia.
Calmaria: Anne Hathaway convence Matthew McConaughey a matar seu marido em trailer de suspense
A Aviron Pictures divulgou o pôster e o segundo trailer do suspense “Calmaria” (Serenity), estrelado por Matthew McConaughey (“Clube de Compra Dallas”) e Anne Hathaway (“Oito Mulheres e um Segredo”. O filme marca a segunda parceria do casal de atores, que rumaram juntos para o espaço na sci-fi “Interestelar” há quatro anos. A prévia revela um enredo típico de filme noir. Hathaway é uma mulher fatal que convence o capitão de barco vivido por McConaughey a matar seu marido abusivo, interpretado por Jason Clarke (“Planeta dos Macacos: O Confronto”), aproveitando um passeio de pesca em alto-mar. O filme tem roteiro e direção de Steven Knight (criador da série “Peaky Blinders” e roteirista de “Senhores do Crime”), e ainda inclui em seu elenco Diane Lane (“Batman vs. Superman”), Djimon Hounsou (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) e Jeremy Strong (série “Succession”) A estreia está marcada para 25 de janeiro nos Estados Unidos, quase três meses antes do lançamento no Brasil, agendado apenas para 4 de abril.
Margot Robbie negocia virar a boneca Barbie no cinema
A Mattel finalmente vai fazer o filme da Barbie com atores reais. A fábrica de brinquedos, que criou uma divisão de cinema no mês passado, fechou acordo de produção com a Warner e negocia com Margot Robbie (a Arlequina de “Esquadrão Suicida”) para estrelar o longa. Além de viver Barbie, ela ainda entraria como co-produtora. A pareceria com a Warner também aproxima o filme da diretora Patty Jenkins (de “Mulher-Maravilha”), que, segundo o site The Hollywood Reporter, estaria interessada, mas ainda não se sentou para discutir o negócio com os representantes do estúdio. Caso avance de verdade, a produção representará um grande prejuízo para a Sony, que investiu no desenvolvimento do mesmo projeto. A fabricante da boneca tinha fechado originalmente com a Sony para produzir o filme em 2014. O estúdio contratou a roteirista Diablo Cody (“Juno”, “Jovens Adultos” e “Tully”) para escrever o primeiro roteiro no ano seguinte, mas não aprovou o resultado e encomendou novos roteiros para escritores diferentes, na esperança de que surgisse algo melhor. A ideia vencedora foi a de Hillary Winston (criadora da série “Bad Teacher”). Definida a história, a Sony escalou a humorista Amy Schumer para viver a protagonista em 2016. Ela também resolveu mexer no roteiro, junto com sua irmã, Kim Caramele. E todo esse trabalho foi pago. Mas quando o estúdio foi marcar as filmagens, Schumer desistiu, alegando conflito de agenda. Assim, o projeto que ia ser lançado em 2018 teve que recomeçar do zero. A atriz Anne Hathaway (“Colossal”) foi contatada no ano passado pela produtora Amy Pascal para estrelar o filme. Só que o contrato para as filmagens previa um lançamento em cinco anos. A Sony marcou a estreia para 2020, seis anos após fechar o negócio. E a Mattel deu o acordo por encerrado. Paralelamente, a fábrica montou sua divisão cinematográfica e passou a administrar de forma diferente seus projetos, com o objetivo de se tornar como coprodutora, em vez de apenas ceder os direitos de seus brinquedos para as filmagens. Desta forma, a Mattel garante uma percentagem das bilheterias. Com essa nova configuração, foi ao mercado e acabou fechando com a Warner. E é assim que Margot Robbie pode ir de Arlequina para Barbie no cinema.
Anne Hathaway convence Matthew McConaughey a matar seu marido no trailer legendado de Calmaria
A Diamond Films divulgou o trailer oficial legendado de “Calmaria” (Serenity), estrelado por Matthew McConaughey (“Clube de Compra Dallas”) e Anne Hathaway (“Oito Mulheres e um Segredo” – dois meses após sua disponibilização nos Estados Unidos. O filme marca a segunda parceria do casal de atores, que rumaram juntos para o espaço na sci-fi “Interestelar” há quatro anos. A prévia revela um enredo típico de filme noir. Hathaway é uma mulher fatal que convence o capitão de barco vivido por McConaughey a matar seu marido abusivo, interpretado por Jason Clarke (“Planeta dos Macacos: O Confronto”), aproveitando um passeio de pesca em alto-mar. O filme tem roteiro e direção de Steven Knight (criador da série “Peaky Blinders” e roteirista de “Senhores do Crime”), e ainda inclui em seu elenco Diane Lane (“Batman vs. Superman”), Djimon Hounsou (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) e Jeremy Strong (série “Succession”) A estreia está marcada para 11 de outubro no Brasil, uma semana antes do lançamento nos Estados Unidos.
Ben Affleck e Anne Hathaway vão estrelar thriller político da Netflix
Os atores Ben Affleck (“Liga da Justiça”) e Anne Hathaway (“Interestelar”) vão contracenar pela primeira vez em “The Last Thing He Wanted”, novo filme da diretora Dee Rees (“Mudbound: Lágrimas sobre o Mississippi”) com produção da Netflix. Trata-se de um thriller baseado no livro homônimo de Joan Didion, que gira em torno de uma jornalista política (Hathaway). Ela abandona a cobertura de uma campanha presidencial para ir ajudar o pai em um acordo de negócios que se releva cada vez mais sórdido e perigoso. O detalhe é que o negócio do pai é comercialização de armas e a trama se passa na época do escândalo Irã-Contras, no qual figuras chave da CIA facilitaram o tráfico de armas para o Irã, que estava sujeito a um embargo internacional de armamento, para assegurar a libertação de reféns e para financiar os Contras (guerrilheiros de direita) nicaraguenses. O elenco também incluirá Willem Dafoe (“O Amigo Hindu”), Toby Jones (“Jurassic World: Reino Ameaçado”) e Rosie Perez (série “Rise”) “The Last Thing He Wanted” já está sendo filmado em Porto Rico e deve ser lançado em 2019.
Oito Mulheres e um Segredo é realmente a versão feminina de um filme já visto
Quem gosta de “Onze Homens e um Segredo” tem tudo para apreciar Sandra Bullock (como Debbie, a irmã do Danny Ocean de George Clooney), Cate Blanchett, Anne Hathaway, Sarah Paulson, Rihanna, Helena Bonham Carter, Mindy Kaling e Awkwafina em “Oito Mulheres e um Segredo”. Já quem acha um porre e se diverte bem menos que os astros e as estrelas da tela nesse tipo de filme, vai ter uma razão a mais para odiar, porque a intenção de “Oito Mulheres e um Segredo” é mesmo trazer de volta a atmosfera de “Onze Homens e um Segredo”, mas com um excepcional elenco feminino, que não deixa a mínima saudade de Clooney e sua turma. O filme faz parte da tendência hollywoodiana das continuações disfarçadas de reboots (ou vice-versa), como “Star Wars: O Despertar da Força” e “Jurassic World”, que mais ou menos repetem as estruturas consagradas dos roteiros originais como forma de reapresentar histórias velhas para uma nova geração. O curioso é que Hollywood tenha considerado a franquia de George Clooney, Brad Pitt e Matt Damon digna do mesmo tipo de tratamento, inclusive com uma cota de autorreferências e participações especiais. Está tudo em seu devido lugar de novo e outra vez. Inclusive em seu paradoxo primordial. Nesses filmes, os planos das “criminosas” não tem como ser levados a sério, embora sejam minuciosamente detalhados, sem fazer o menor sentido para quem está do lado de cá da tela. Enquanto personagens, falam, pensam, falam e pensam, o que fica para o espectador é o espetáculo visual, que consiste na observação de olhares, sorrisos, narizes empinados e como essas pessoas andam com estilo, vestem-se bem, e se comunicam de maneira esnobe. Aliás, por que os elencos desses filmes precisam falar quase que obrigatoriamente com empáfia? Será que o charme exala antipatia enquanto personagens caminham entre checkpoints grã-finos como galerias de arte, cassinos ou o Met Gala? É muito mais humano observar Helena Bonham Carter quebrar esse padrão, ao demonstrar insegurança, vulnerabilidade e um humor tão discreto quanto imprevisível. O mesmo serve para a sedução provocada por Anne Hathaway, com sua personagem que quer ser linda como uma Barbie, mas é, no fundo, uma menina mimada e ingênua. São as duas melhores atuações… Porque as líderes Sandra Bullock e Cate Blanchett, que são sempre extraordinárias, limitam-se aqui a fazer o perfil egocêntrico “comigo ninguém pode” de George Clooney nos filmes de Soderbergh. Como nos longas anteriores, “Oito Mulheres e um Segredo” também não apresenta conflitos ou grandes riscos para o elenco principal, muito mesmos reviravoltas surpreendentes. O enredo até inclui uma reviravolta. Mas ela não é memorável, pois só acontece quando, digamos, o filme esquece que havia terminado, estendendo-se desnecessariamente até gerar um anti-clímax. E há o problema da direção que não decola. Gary Ross é um cineasta que entrega o que está no roteiro. Seu talento aparece mais quando revisita o cinema clássico, mesmo que seja para atualizá-lo, como fez nos belos “Pleasantville” e “Seabiscuit”. Mas, aqui, sua dedicação é tão impessoal que ele visivelmente se esforça para parecer Steven Soderbergh. O detalhe é que nem sequer foi Soderbergh quem criou “Onze Homens e um Segredo”, materializado pela primeira vez em 1960 como veículo para Frank Sinatra, Dean Martin e Sammy Davis Jr. Claro que o remake de 2001 foi mais marcante. Mas o ponto é que Ross não tinha a necessidade de reproduzir os tiques de Soderbergh, que nem estava em sua praia indie quando topou entrar na brincadeira de “Onze Homens e um Segredo” com seus amigos. Ali, todos ganharam para se divertir. Da mesma forma que as atrizes deste filme. Afinal, se houvesse pretensão feminista e não apenas comercial no resgate da franquia como veículo para estrelas femininas, por que não contaram com uma mulher na direção? Assim, até a piada sobre isso, nos minutos finais, soaria mais pessoal e com personalidade. Fica a ideia para a sequência, já que estes caça-niqueis costumam virar trilogia. Se Soderbergh fez “Onze Homens”, “Doze Homens e “Treze Homens”, Sandra, Cate, Anne e cia devem retornar ainda em “Nove Mulheres” e “Dez Mulheres”. Até os números batem. Quem sabe, assim, consigam provar que conseguem fazer melhor, agora que já estabeleceram as personagens, podendo finalmente deixar a sombra dos “Onze Homens” e suas referências para trás.
Anne Hathaway convence Matthew McConaughey a matar seu marido no trailer de Serenity
A Aviron Pictures divulgou quatro fotos e o primeiro trailer de “Serenity”, estrelado por Matthew McConaughey (“Clube de Compra Dallas”) e Anne Hathaway (“Oito Mulheres e um Segredo”. O filme marca a segunda parceria do casal de atores, que rumaram juntos para o espaço na sci-fi “Interestelar” há quatro anos. A prévia revela um enredo típico de filme noir. Hathaway é uma mulher fatal que convence o capitão de barco vivido por McConaughey a matar seu marido abusivo, interpretado por Jason Clarke (“Planeta dos Macacos: O Confronto”), aproveitando um passeio de pesca em alto-mar. O filme tem roteiro e direção de Steven Knight (criador da série “Peaky Blinders” e roteirista de “Senhores do Crime”), e ainda inclui em seu elenco Diane Lane (“Batman vs. Superman”), Djimon Hounsou (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) e Jeremy Strong (série “Succession”) A estreia está marcada para 11 de outubro no Brasil, uma semana antes do lançamento nos Estados Unidos.










