Trailer revela nova série de Sakura Card Captors e data de estreia no Brasil
O anime clássico “Sakura Card Captors” (1998–2000) vai ganhar continuação. Intitulada em inglês “Cardcaptor Sakura: Clear Card”, a nova série animada ganhou trailer legendado e data de estreia no Brasil. Embora a série tenha sido interrompida há 17 anos, a nova história vai registrar a passagem de apenas dois anos desde o fim da trama original, para mostrar a pré-adolescente Sakura Kinomoto descobrindo que todas as suas cartas ficaram transparentes e perderam seus poderes – daí, o título “Clear Card”. Com isso, ela parte em uma jornada para entender o que aconteceu, capturando novas cartas com a ajuda de um novo báculo (sério, é a palavra usada no desenho para crianças!) mágico, além de seus amigos Syaoran e Tomoyo e dos guardiões Kerberos e Yue. O serviço de streaming Crunchyroll disponibilizará a série no Brasil simultaneamente com o Japão a partir de 7 de janeiro, com legendas em português. O maior problema pode ter sido adiantado pela prévia abaixo, que precisa de uma revisão gramatical para fazer sentido. “Assegurar!”
Viva – A Vida É uma Festa mantém liderança nas bilheterias da América do Norte
Sem nenhum grande lançamento para enfrentar, o novo longa animado da Pixar, que no mundo inteiro se chama “Coco” e virou “Viva – A Vida É uma Festa” no Brasil, manteve o 1º lugar pela segunda semana consecutiva nos Estados Unidos e Canadá. O filme faturou mais US$ 26,1M (milhões). Assim, chegou a US$ 108,6M no mercado doméstico e já se aproxima dos US$ 300M em todo o mundo, graças a recorde de arrecadação no México e a uma recepção muito positiva do público e da crítica. “Viva – A Vida É uma Festa” tirou nota máxima no CinemaScore: A+, apurada junto aos espectadores dos cinemas americanos. Trata-se do sexto filme da Pixar a atingir esta marca, mas apenas o primeiro nesta década. O último tinha sido “Up – Altas Aventuras” em 2009. E a nota da crítica também foi bastante elevada: 97% de aprovação no Rotten Tomatoes, subindo 1% desde a semana passada. O público brasileiro, porém, terá que esperar até 2018 para ver a animação. A estreia está marcada apenas para 4 de janeiro nos cinemas nacionais. O resto do Top 5 também se manteve inalterado, trazendo “Liga da Justiça” (2º) “Extraordinário” (3º) “Thor: Ragnarok” (4º) e “Pai em Dose Dupla” (5º). As mudanças no ranking norte-americano só aparecem a partir do destaque obtido pelas produções indies “Lady Bird” (7º) e “Três Anúncios para um Crime” (8º). A repercussão positiva de “Lady Bird”, que foi eleito o melhor filme do ano pela crítica de Nova York e bateu recorde de aprovação no site Rotten Tomatoes, encorajou a distribuidora a aumentar sua exposição, fazendo a comédia finalmente chegar a mais de mil salas. Com isso, sua arrecadação atingiu US$ 4,5M nos últimos três dias e um total de US$ 17M no mercado doméstico. O filme marca a estreia na direção da atriz Greta Gerwig (“Mulheres do Século 20”). Ela não atua na produção, mas Saoirse Ronan (“Brooklyn”) é basicamente uma transposição das personagens rebeldes e desfocadas que Gerwig transformou em carreira. Vale lembrar que, além de atriz, Gerwig é uma escritora talentosa. Ela escreveu, entre outros, “Frances Ha” (2012) e “Mistress America” (2015), seus filmes mais famosos. E também assina o roteiro de “Lady Bird”, que é uma síntese de suas angústias existenciais, inspirado em sua própria vida. A previsão de estreia no Brasil é, inacreditavelmente, apenas para abril, cinco meses após o lançamento nos EUA e um mês inteiro depois do anúncio dos vencedores do Oscar 2018, que deve contar com sua presença entre os indicados. Para juntar injúria ao descaso, o filme ganhou um subtítulo daqueles. Será chamado de “Lady Bird – É Hora de Voar”. “Três Anúncios para um Crime”, vencedor do Festival de Toronto, está em 300 salas a mais que “Lady Bird”. Mesmo assim, faturou os mesmos US$ 4,5M nos últimos três dias e somou US$ 13,6M no mercado doméstico. Tem 94% de aprovação no Rotten Tomatoes e sua estreia nacional também vai demorar. Está marcada somente para fevereiro. Confira abaixo o desempenho dos 10 filmes mais assistidos do fim de semana nos Estados Unidos e no Canadá. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Viva – A Vida É uma Festa Fim de semana: US$ 26,1M Total EUA: US$ 108,6M Total Mundo: US$ 279,9M 2. Liga da Justiça Fim de semana: US$ 16,5M Total EUA: US$ 197,3M Total Mundo: US$ 567,4M 3. Extraordinário Fim de semana: US$ 12,5M Total EUA: US$ 88M Total Mundo: US$ 100,2M 4. Thor: Ragnarok Fim de semana: US$ 9,6M Total EUA: US$ 291,4M Total Mundo: US$ 816,4M 5. Pai em Dose Dupla 2 Fim de semana: US$ 7,5M Total EUA: US$ 82,8M Total Mundo: US$ 116,8M 6. Assassinato no Expresso do Oriente Fim de semana: US$ 6,7M Total EUA: US$ 84,7M Total Mundo: US$ 210,9M 7. Lady Bird Fim de semana: US$ 4,5M Total EUA: US$ 17M Total Mundo: US$ 17M 8. Três Anúncios para um Crime Fim de semana: US$ 4,5M Total EUA: US$ 13,6M Total Mundo: US$ 13,6M 9. A Estrela de Belém Fim de semana: US$ 4M Total EUA: US$ 27,2M Total Mundo: US$ 29M 10. Perfeita É a Mãe 2 Fim de semana: US$ 3,4M Total EUA: US$ 64,M Total Mundo: US$ 97,8M
Batman Ninja: Trailer de nova animação mostra Batman e Coringa lutando no Japão feudal
A Warner do Japão divulgou o pôster e dois trailers de “Batman Ninja”, um anime de Batman passado no japão feudal. A produção imagina o Cavaleiro das Trevas como um guerreiro samurai em luta de espadas contra o Coringa, numa viagem no tempo que ainda inclui Asa Noturna, Robin, Robin Vermelho, Arlequina, Alfred e Mulher-Gato. O visual é completamente diferente de todos os outros longas animadas da DC, graças ao design dos personagens, concebido pelo desenhista de mangás Takashi Okazaki, o criador do “Afro Samurai”. O roteiro é de Kazuki Nakashima (do anime “Ashura – A Rainha dos Demônios” e da série “Kill La Kill”), e a direção é de um expert em videogames, Junpei Mizusaki (“Rockman X7” e “Rockman X8”), “Batman Ninja” será lançado diretamente em Blu-ray e DVD em 2018, mas a data ainda não foi divulgada.
Novo clipe de Sia é animação com massinhas que abre trilogia natalina
A cantora Sia divulgou mais um clipe de seu disco natalino “Everyday Is Christmas”. Após “Santa’s Coming for Us”, é a vez de “Candy Cane Lane”. Mas este é bem diferente. O vídeo é uma animação de massinhas, em que Sia aparece como uma menininha ao lado de um cachorrinho, pronta para um “white christmas”, como os americanos chamam um Natal com neve. O problema é que o monstro das neves, responsável por decorar as casinhas de branco, também está atrapalhando a época festiva com curtos-circuitos. Mas Sia tem um plano. Após ver “Stranger Things” (imagina-se), ela prepara uma armadilha para o Demoneve com luzinhas de decoração natalina. A historinha continua em mais dois vídeos, “Ho Ho Ho” e “Underneath the Mistletoe”, que vão completar a trama, todos dirigidos por Lior Molcho, que já tinha assinado quatro clipes da cantora – entre eles, “Never Give Up”, da trilha do filme “Lion”. “As músicas foram incrivelmente inspiradoras, pois bastou escutá-las para filmes clássicos de Natal, como ‘A Rena do Nariz Vermelho’ (1964), vir à mente, então pensei ‘por que não fazer um vídeo de stop-motion, mas com um toque de Sia?'”, Molcho disse, em entrevista à revista Billboard. Os três clipes foram uma trilogia, que será exibida nos Estados Unidos como um especial do canal pago Freeform.
Brasil é o único país do mundo em que a nova animação da Pixar não vai se chamar Coco
Os tradutores brasileiros de títulos de cinema são os mais criativos do mundo. Se fosse preciso mais uma prova disso, a renomeação do nova animação da Pixar tornou-se um caso histórico. Afinal, o Brasil é o único país do mundo em que “Coco” terá título diferente do original. A obra que necessita de apenas uma palavra para ser divulgada no resto do planeta, aqui virou “Viva – A Vida É uma Festa”, um título de seis palavras e um hífen, que exemplifica o esforço enorme dos profissionais do setor para demonstrar serviço. De acordo com um artigo publicado na versão em espanhol do site BuzzFeed, o motivo de o título nacional ser diferente estaria ligado à semelhança da palavra “Coco” com “cocô”. Claro que ninguém faz esta confusão quando vai à feira comprar cocos, mas o Brasil é aquele país estranho em que os filmes são lançados com o subtítulo “O Filme” para o público não se confundir e achar que vai ler um livro no cinema. Procurada pelo jornal O Globo, a Disney disse que “prefere não comentar a escolha de título dos filmes”. Mas se deve comentar, sim, porque as traduções criativas vem irritando bastante o público brasileiro, a ponto de petições online terem sido criadas para pedir correções nos nomes de alguns lançamentos, sem sucesso. Entre os casos mais recentes, estão “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”, que mudou totalmente o subtítulo de “Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales”, e “Jurassic World: O Reino Está Ameaçado”, que incluiu um verbo no original “Jurassic World: Fallen Kingdom”. Mas há exemplos que vão além do ridículo para se tornarem patéticos, como “The Avengers: Os Vingadores”. Curiosamente, três dos exemplos citados são do estúdio que prefere não comentar. “Coco” estreia como “Viva – A Vida É uma Festa” apenas em janeiro. E, por sinal, o Brasil será um dos últimos países do mundo a receber o lançamento, que hoje já é sucesso mundial.
Disney atinge US$ 5 bilhões nas bilheterias mundiais pelo terceiro ano consecutivo
As compras da Marvel, Pixar e LucasFilm não param de dar lucro para a Disney. Os filmes de super-heróis e animações lançados neste ano estão entre os maiores sucessos do estúdio e ajudaram a empresa a superar, pelo terceiro ano consecutivo, a impressionante marca de US$ 5 bilhões nas bilheterias mundiais. O valor foi atingido após a estreia de seus mais recentes lançamentos, o desenho da Pixar “Viva – A Vida é uma Festa”, que alcançou a marca dos US$ 179 milhões no final de semana, e “Thor: Ragnarok”, que já faturou US$ 800 milhões em todo o mundo. A Pixar e a Marvel respondem por outros sucessos deste ano, como “Carros 3” (US$ 383,2 milhões) e “Guardiões da Galáxia Vol. 2” (US$ 863,6 milhões), sem esquecer de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, produzido em parceria com a Sony. Para completar, o ano será fechado com o lançamento de “Star Wars: Os Últimos Jedi”, da LucasFilm, que deve bater recorde de arrecadação em dezembro. Assim, o faturamento do estúdio ainda deve aumentar bastante, podendo repetir o recorde de faturamento registrado no ano passado, quando superou os 6 bilhões mundiais, valor nunca antes atingido por nenhum estúdio de cinema. Graças à força de seu conteúdo, o estúdio também prepara sua entrada no mercado de streaming, planejando lançar uma plataforma própria para competir com Netflix e Amazon a partir de 2019.
Jogos Mortais: Jigsaw é a maior estreia em semana de horror nos cinemas
A volta da franquia de torturas “Jogos Mortais” é a maior estreia desta semana, marcada pelo horror nos cinemas. São quatro lançamentos do gênero, inclusive um brasileiro e outro que tenta vaga no Oscar 2018, entre as 14 novidades da programação. A maioria dos filmes da lista são produções nacionais e todos os trailers podem ser assistidos com cliques nos títulos dos filmes abaixo. Dirigido pelos irmãos gêmeos Michael e Peter Spierig (da elogiada sci-fi “O Predestinado”), “Jogos Mortais: Jigsaw” gira em torno de uma nova série de assassinatos brutais, com os mesmos requintes de tortura e sadismo associados ao serial killer John Kramer. Só que o homem conhecido como Jigsaw está morto há mais de uma década, como os fãs da franquia puderam testemunhar. A investigação sobre a identidade do assassino conduz a trama, que é basicamente a mesma de sempre. Tanto que, para a crítica americana, Jigsaw deveria ter ficado enterrado. As avaliações foram negativas, com 34% no Rotten Tomatoes. A classificação etária é para maiores de 18 anos. O grande circuito também destaca o suspense “Assassinato no Expresso do Oriente”, nova adaptação do famoso mistério de Agatha Christie sobre um assassinato cometido a bordo de um trem. Graças à conveniência literária/cinematográfica, também viaja neste mesmo trem aquele que se apresenta como “o maior detetive do mundo”, Hercule Poirot, que se propõe a responder à pergunta básica dos enredos do gênero: “quem matou”. E quem leu o livro original, publicado em 1934, ou viu a adaptação clássica de 1974, sabe que a resposta é a mais absurda dentre todos os textos da escritora. O detetive belga é vivido por Kenneth Branagh (“Operação Sombra: Jack Ryan”), que se divide em cena, atuando também atrás das câmeras como diretor do longa-metragem. E a impressionante lista de suspeitos inclui Johnny Depp (“Piratas do Caribe”), Michelle Pfeiffer (“Sombras da Noite”), Daisy Ridley (“Star Wars: O Despertar da Força”), Willem Dafoe (“Meu Amigo Hindu”), Penelope Cruz (“O Conselheiro do Crime”), Judi Dench (“007 – Operação Skyfall”), Josh Gad (“A Bela e a Fera”), Derek Jacobi (“Cinderela”), Olivia Colman (série “Broadchurch”) e Lucy Boynton (“Sing Street”). Entretanto, apesar deste elenco, o melhor do filme é a parte técnica, especialmente a direção de arte, que rendeu 58% de aprovação no Rotten Tomatoes – contra 91% da versão de 1974. Para o público infantil, a animação “A Estrela de Belém” mostra como animais falantes ajudaram José e Maria a dar a luz ao Natal. Na verdade, o desenho conta a velha história do nascimento de Jesus, com judeus malvados no encalço de José e Maria, os Reis Magos e a estrela D’alva – que é referenciada no título. Só que esta versão é narrada pelos bichos do presépio, que vivem inúmeras presepadas ignoradas pelo Novo Testamento. Com baixo orçamento, os bichos falantes chegam a lembrar personagens de outras produções, numa animação de aparência tosca, considerada medíocre com 51% no Rotten Tomatoes. O maior lançamento nacional é “Os Parças”, o besteirol da semana. Repleto de referências antigas – Fábio Júnior, É o Tchan – , que ajudam a definir seu humor como datado, é basicamente um quadro do programa “Zorra Total” antes da reformulação, em que um grupo de comediantes careteiros e cheios de frases de efeito (que funcionam como bordões) tenta dar golpes em festas de casamento, conseguindo se mostrar mais incompetente que “Os Penetras”. Os “parças” do título são vividos pelo youtuber Whindersson Nunes (“Os Penetras 2”), Bruno de Luca (“Copa de Elite”), Tirullipa (filho de Tiririca) e Tom Cavalcante (do “Zorra Total”) em sua estreia no cinema. Estes trapalhões dão saudades dos Trapalhões, ao estrelarem a pior comédia do ano. Já o pior estrangeiro da semana é “Screamers”, um terror no estilo “found footage” (vídeos encontrados), que junta site de compartilhamento de vídeos, lenda urbana e gravações amadoras – e nem sequer foi lançado em seu próprio país, os Estados Unidos. “Patti Cake$” abre a parte boa da programação, com 82% de aprovação. A história da rapper aspirante Patricia Dombrowski, aka Patti Cake$, em sua busca inglória por reconhecimento na periferia de Nova Jersey, é um dos filmes que mais chamou atenção na cena independente americana em 2017, combinando história de superação, comédia e música. Lançado no Festival de Sundance, passou por Cannes, foi premiado em Seattle e está indicado ao Spirit Awards. A intérprete da personagem-título, Danielle Macdonald, é uma das revelações do ano. Coprodução da Polônia e do Reino Unido, “Com Amor, Van Gogh” é uma animação para adultos e um trabalho de beleza rara. Com direção da pintora e cineasta polonesa Dorota Kobiela (“The Flying Machine”) e do britânico Hugh Welchman (que venceu o Oscar em 2008 pelo curta animado “Pedro e o Lobo”), o filme tem cada um de seus frames pintados manualmente como se fossem quadros. Trata-se do primeiro desenho animado inteiramente pintado a mão, usando a técnica de pintura a óleo. Isto demandou o envolvimento de uma equipe com mais de cem pintores, que trabalham arduamente no projeto desde 2012. Todo esse esforço também tem função de metalinguagem, ao ser utilizado para contar a história do pintor holandês Vincent Van Gogh, utilizando suas próprias pinturas como cenários e personagens – numa cinebiografia completamente inusual. 81% no Rotten Tomatoes. Estreia com maior cotação da semana, “Thelma” conquistou 89% de aprovação no “tomatômetro”. Terror norueguês de temática lésbica, dirigido por Joaquim Trier com ecos de “Carrie, a Estranha” (1976), o filme mostra uma menina reprimida (Eili Harboe, de “A Onda”) que começa a manifestar poderes psíquicos destrutivos de forma inconsciente, ao sentir atração por uma colega de aula (a cantora Kaya Wilkins, mais conhecida pelo nome artístico de Okay Kaya). O clima é bastante sensual, graças à beleza da fotografia e das jovens, mas também muito tenso. Após três dramas sóbrios e realistas – “Começar de Novo” (2006), “Oslo, 31 de Agosto” (2011) e “Mais Forte que Bombas” (2015) – , a temática de “Thelma” surpreende na filmografia de Trier pelo apelo paranormal. Mas a qualidade permanece, já que foi selecionado como candidato da Noruega a uma vaga no Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira. A última das quatro estreias de terror é a produção maranhense “Lamparina da Aurora”. Premiado no Festival de Tiradentes, o longa tem direção de Frederico Machado, proprietário da Lume Filmes e também responsável por um festival no Nordeste, e enfatiza atmosfera e silêncios sobre a narrativa. Descrito como uma fábula existencial sobre o tempo, o corpo e a natureza, a trama acompanha um casal de idosos que recebe a visita de um jovem misterioso todas as noites na fazenda abandonada em que vivem. “Antes o Tempo Não Acabava” chega aos cinemas quase dois anos após iniciar sua trajetória internacional pelo Festival de Berlim de 2016. Rodado na Amazônia, o filme acompanha a história de um índio que enfrenta os líderes da sua comunidade e as tradições de seu povo para ir morar sozinho no centro de Manaus. Dividido entre rituais da tribo e a noite gay da capital do Amazonas, ele busca encontrar sua identidade como cidadão – seu “nome de branco”. “Antes o Tempo Não Acabava” é o segundo longa do amazonense Sérgio Andrade, após o também premiado “A Floresta de Jonathas” (2012), e marca a estreia na direção de Fábio Baldo, que editou “A Floresta de Jonathas”. A temática LGBT+ lhe rendeu a vitória no Queer Lisboa 2016, Festival Internacional de Cinema Queer, realizado em Portugal. A luta por direitos da comunidade LGBT+ também tem destaque no documentário “Meu Corpo é Político”, que aborda o cotidiano de quatro militantes que vivem na periferia de São Paulo: Linn da Quebrada, artista e professora de teatro, Paula Beatriz, diretora de escola pública no Capão Redondo, Giu Nonato, jovem fotógrafa em fase de transição, e Fernando Ribeiro, estudante e operador de telemarketing. Em discussão, temas como representatividade social e identidade de gênero. Outro documentário, “Camara de Espelhos”, busca retratar a identidade feminina. Por meio de entrevistas realizadas com vários homens da Região Metropolitana de Recife, o filme visa mostrar como os homens enxergam o papel das mulheres na sociedade e reflete as violências sofridas pelas pessoas do sexo feminino no Brasil. A história africana é explorado na coprodução entre Brasil, Portugal e Moçambique “Yvone Kane”, drama de ficção estrelado por Irene Ravache (“Memórias que Me Contam”), que acompanha uma investigação jornalística sobre a trajetória de uma antiga guerrilheira, morta na luta pela independência moçambicana. A diretora Margarida Cardoso nasceu na antiga colônia portuguesa, onde também filmou sua estreia, “A Costa dos Murmúrios” (2004), mas não faz thriller político ao delinear a personagem do título, usando-a apenas como pano de fundo de uma história sobre perdas. A programação ainda tem o bem-intencionado, mas amador “Cromossomo 21”, história de amor de uma adolescente com Síndrome de Down. Totalmente independente, tem roteiro louvável.
Disney sabia do comportamento do diretor de Toy Story: “Inapropriado até com as fadinhas”
Novas informações vieram à tona sobre as acusações de assédio sexual contra John Lasseter, um dos fundadores da Pixar, diretor de “Toy Story” e chefe do departamento de animação da Disney. O Deadline ouviu funcionários da Disney, que não quiseram se identificar, mas confirmaram que a Disney sabia do comportamento de Lasseter e até designava “babás” para vigiá-los em reuniões com mulheres ou festas da companhia. Segundo a reportagem, Lasseter comparecia às festas escoltado por um funcionário, cuja função era “prevenir” ações que poderiam ser vistas como inapropriadas. Uma das fontes citou casos de executivas que se demitiram após toques indesejados e uma obsessão doentia pelas atrizes que serviam de modelo para as animações da franquia Tinker Bell, nos filmes de fadas feito para o mercado de DVD. “Ele era inapropriado até com as fadinhas”, disse um ex-executivo da Pixar, após revelar que ele convenceu a Disney a bancar uma viagem do elenco feminino da franquia e insistir em levar as atrizes para festas. “Tivemos que escalar alguém para acompanhá-lo e ter certeza de que ele não ficaria sozinho com elas”. Uma executiva contou que não podia sentar a seu lado em reuniões de trabalho, que ele passava a mão boba na sua perna. “Era muito desconfortável. Com o tempo, comecei a evitar me sentar perto dele sempre que podia, porque isso me afligia e me impedia de falar”, confidenciou. Outro executivo da Pixar descreveu um momento em que, após uma feira de brinquedos em Nova York, Lasseter propôs que todos saíssem para “tomar um drinque”. “Quando vimos, ele estava puxando a única mulher que havia no grupo para perto de si e passando a mão por todo o corpo dela. Ela tentou rir depois, mas era óbvio que ela ficou irritada, e com muita razão”, conta o entrevistado, revelando que ela se demitiu. A Disney e a Pixar não se pronunciaram sobre os novos detalhes do comportamento de Lasseter. O diretor se afastou provisoriamente de sua posição como chefe do departamento de animação da Disney – para “um semestre sabático”, segundo seu próprio comunicado – , e boatos indicam que Pete Docter, diretor de “Monstros S.A.” pode assumir seu lugar. Em texto enviado aos funcionários da Pixar, Lasseter disse: “Recentemente, tive uma série de conversas difíceis que foram muito dolorosas para mim. Nunca é fácil enfrentar seus erros, mas é a única maneira de aprender com eles. Minha esperança é que um semestre sabático possa me dar a oportunidade de começar a cuidar melhor de mim mesmo, me recarregar e me inspirar, para então retornar com a visão e a perspectiva que preciso para ser o líder que vocês merecem”. O texto de Lasseter também aborda sua fama de “pegajoso”. “Eu especialmente quero pedir desculpas a qualquer um que recebeu um abraço não desejado ou qualquer gesto que ultrapassasse o limite de qualquer forma. Não importa quão benigna fosse minha intenção, todos têm o direito de estabelecer seus próprios limites e tê-los respeitados”, disse o produtor.
Atriz chinesa de O Reino Proibido será a Mulan de carne e osso da Disney
Após uma busca mundial que durou um ano, a Disney finalmente encontrou sua Mulan de carne e osso. A atriz chinesa Liu Yifei, também conhecida como Crystal Liu, será a guerreira medieval Hua Mulan na nova versão hollywoodiana do clássico conto chinês. Para chegar na escolhida, a Disney despachou diretores de elenco para cinco continentes e considerou cerca de mil candidatas para o papel, que exige habilidades de artes marciais, capacidade de falar em inglês e carisma de estrela. E deu preferência à atrizes de descendência chinesa, em busca de precisão cultural. Ao final, elegeu aquela que o público chinês já chamava de “irmã fada”, por seu olhar e imagem que transmitem inocência. Longe de ser uma “descoberta”, Liu é uma das atrizes mais populares de sua geração na China, inclusive com passagens anteriores por Hollywood. Ela atuou em inglês na fantasia de artes marciais “O Reino Proibido” (2008), ao lado de Jackie Chan e Jet Li, e na aventura medieval “O Imperador” (2014), com Nicolas Cage. Fluente em inglês, por ter morado em Nova York durante parte de sua infância, a atriz também é estrela de produções chinesas de ação, mostrando habilidades como guerreira na franquia “Os Quatro” (foto que ilustra o post), que já rendeu três filmes de artes marciais medievais, além de “O Grande Mestre 3” (2015). Recentemente, ela contracenou com Emile Hirsch em “The Chinese Widow”, filme do dinamarquês Bille August (“Trem Noturno para Lisboa”) que abriu o Festival Internacional de Cinema de Xangai em junho. E estava escalada para estrelar a sci-fi de desastre “Imersion”, de Peter Segal (“Tratamento de Choque”), ao lado de Samuel L. Jackson. Sua fama e beleza também a transformaram em embaixatriz chinesa de grifes como Dior, Tissot, Garnier e Pantene. A escolha da atriz reforça que, ao contrário de “A Bela e a Fera”, a versão com atores de “Mulan” não será um musical, mas um filme de ação. Foi a própria diretora, Niki Caro, quem tinha apontado esse rumo. “Pelo que entendo, não temos canções até agora, para horror dos meus filhos”, ela comentou, em entrevista ao site Moviefone. A diretora neo-zelandesa, que chamou atenção em 2002 à frente de uma história com tom de fábula e heroína adolescente, “Encantadora de Baleias”, será a primeira mulher a dirigir uma versão “live action” do estúdio, após “Alice no País das Maravilhas” (2012), “Malévola” (2014), “Cinderela” (2015), “Mogli” (2016) e “A Bela e a Fera” (2017) terem sido comandadas por homens. A fábula de “Mulan” conta a história de uma guerreira chinesa que resolve se fingir de homem para ir à guerra no lugar do pai, um senhor de idade doente que provavelmente morreria em batalha, mas que precisa ir por ser o único homem da família. A versão animada dos anos 1990 chamou muita atenção por seu pioneirismo, ao mostrar a primeira Princesa da Disney realmente independente, que dispensava ajuda do Príncipe Encantado para vencer seus desafios. Niki Caro realizou recentemente a série infantil “Anne”, disponível no Brasil pela Netflix, e o filme “O Zoológico de Varsóvia”, lançado no começo do ano. Sua relação com a Disney vem desde o drama esportivo “McFarland dos EUA”, que fez sucesso no mercado doméstico em 2015.
Nova animação de massinhas do criador de Wallace e Gromit ganha coleção de pôsteres
“Homem das Cavernas” (Early Man), a nova animação de massinhas do estúdio britânico Aardman, ganhou um coleção de pôsteres que brincam com a tecnologia, a moda e a publicidade da idade da pedra. Como diz o título nacional, o filme acompanha personagens de uma tribo pré-histórica, mas não se passa na Idade da Pedra como pode dar a entender. Na verdade, a aventura animada acontece muitos séculos depois, na Era do Bronze. A trama acompanha as aventuras de Dug (voz original de Eddie Redmayne, de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”), guerreiro da última tribo das cavernas, que enfrenta o exército “moderno” do tirano Lord Nooth (Tom Hiddleston, de “Thor”). Dono de um castelo e elefantes encouraçados, ele expulsa a tribo, mas, numa tentativa de retomar suas terras, Dug o desafia para um combate. Na verdade, uma disputa numa arena de gladiadores, onde atletas vigorosos jogam… futebol. O elenco de vozes britânicas originais ainda inclui Maisie Williams (série “Game of Thrones”), Timothy Spall (franquia “Harry Potter”) e Richard Ayoade (série “The IT Crowd”). O filme tem direção de Nick Park, criador de “Wallace e Gromit” e “Shaun: O Carneiro”, e estreia em 8 de fevereiro no Brasil, duas semanas após o lançamento no Reino Unido.
Viva – A Vida É uma Festa derrota Liga da Justiça e lidera bilheterias da América do Norte
A Pixar tem um novo sucesso nas bilheterias. Após quebrar recordes no México, o novo longa animado do estúdio, que se chama “Coco” e virou “Viva – A Vida É uma Festa” no Brasil, estreou em 1º lugar nos Estados Unidos e Canadá, enfrentando pouca resistência da “Liga da Justiça”. O filme faturou US$ 49M (milhões) no fim de semana, mas contando os cinco dias do feriadão de Ação de Graças chegou a US$ 71,1M, acima das expectativas, tendo em vista a competição do filme de super-heróis. O valor é a quarta maior abertura de Ação de Graças de todos os tempos, atrás apenas de produções da própria Pixar e de sua proprietária Disney – “Toy Story 2” (1999), “Frozen” (2013) e “Moana” (2016). O faturamento refletiu diretamente a aprovação do público. “Viva – A Vida É uma Festa” tirou nota máxima no CinemaScore: A+, apurada junto aos espectadores dos cinemas americanos. Trata-se do sexto filme da Pixar a atingir esta marca, mas apenas o primeiro nesta década. O último tinha sido “Up – Altas Aventuras” em 2009. A nota da crítica também foi bastante elevada: 96% de aprovação no Rotten Tomatoes. A positividade em torno de “Viva – A Vida É Uma Festa” acabou sendo um grande contraponto às más notícias da semana passada, quando a Pixar foi abalada por denúncias de assédio contra seu fundador, que se afastou da companhia. Não há como negar que havia muito receio na Disney, tanto pela proximidade do escândalo quanto pela temática do desenho, centrado em personagens e na cultura do México. A trama conta a história de um menino mexicano proibido de tocar música, apesar de ser parente de um cantor famoso. Ao segurar o violão de seu ancestral, ele acaba sendo “puxado” para a Terra dos Mortos e, a partir daí, passa a contar com a ajuda de seus parentes falecidos para voltar ao mundo dos vivos. O roteiro de Adrian Molina (“O Bom Dinossauro”), que também faz sua estreia como diretor, trabalhando ao lado de Lee Unkrich (“Toy Story 3”), transformou temas mexicanos numa história de apelo universal, que ressoou em todo o mundo, atingindo faturamento global de US$ 153,3M. Mas no México foi muito mais bem-sucedido que o imaginado, virando um fenômeno. Com arrecadação de US$ 53,4M, “Viva” já é a maior bilheteria de todos os tempos no país. O público brasileiro, porém, terá que esperar até 2018 para ver a animação. A estreia está marcada apenas para 4 de janeiro nos cinemas nacionais. Com o sucesso de “Viva”, “Liga da Justiça” acabou caindo para o 2º lugar em seu segundo fim de semana em cartaz. Fez US$ 40,7M no fim de semana, chegando a US$ 60M no feriadão. Assim, o acumulado doméstico de dez dias está em US$ 171,5M, o pior desempenho de um filme do universo compartilhado da DC Comics. Como comparação, “Mulher Maravilha” fez US$ 203M em seus primeiros dez dias na América do Norte. A boa notícia para a Warner é que o filme arrebentou na China, onde foi promovido até com pôsteres piratas, em que os heróis da DC se impunham sobre cadáveres da Marvel. Em todo o mundo, “Liga da Justiça” respira com US$ 481,3M. O Top 3 também continua a registrar a boa vendagem de “Extraordinário”. O filme anti-bullying, que traz Sonia Braga em seu elenco, já faturou US$ 69,4M no mercado doméstico, antes de chegar aos demais países. A estreia no Brasil está marcada para 7 de dezembro. Mas impressionante mesmo é “Thor: Ragnarok”, que continua vendendo muitos ingressos em 4º lugar. Até o próximo fim de semana, a produção da Marvel deverá cruzar a marca de US$ 800M de arrecadação mundial. Para completar, um recorde foi quebrado por um lançamento limitado, logo abaixo do Top 10. O romance gay “Me Chame por Seu Nome”, que vem se destacando nas indicações aos prêmios de final de ano, estreou na sexta (24/11) em apenas quatro salas, e mesmo assim apareceu em 13º lugar no ranking, com US$ 404,8 mil de bilheteria. A média de US$ 101 mil por sala é a maior já registrada por qualquer filme neste ano nos Estados Unidos. “Me Chame por Seu Nome” estreia no Brasil apenas em 18 de janeiro. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Viva – A Vida É uma Festa Fim de semana: US$ 49M Total EUA: US$ 71,1M Total Mundo: US$ 153,3M 2. Liga da Justiça Fim de semana: US$ 40,7M Total EUA: US$ 171,5M Total Mundo: US$ 481,3M 3. Extraordinário Fim de semana: US$ 22,3M Total EUA: US$ 69,4M Total Mundo: US$ 70,3M 4. Thor: Ragnarok Fim de semana: US$ 16,9M Total EUA: US$ 277,4M Total Mundo: US$ 790M 5. Pai em Dose Dupla 2 Fim de semana: US$ 13,2M Total EUA: US$ 72,6M Total Mundo: US$ 73,6M 6. Assassinato no Expresso do Oriente Fim de semana: US$ 13M Total EUA: US$ 74,2M Total Mundo: US$ 175,3M 7. A Estrela de Belém Fim de semana: US$ 6,8M Total EUA: US$ 22M Total Mundo: US$ 22,7M 8. Perfeita É a Mãe 2 Fim de semana: US$ 5M Total EUA: US$ 59,7M Total Mundo: US$ 92,8M 9. Roman J. Israel, Esq. Fim de semana: US$ 4,5M Total EUA: US$ 6,2M Total Mundo: US$ 6,2M 10. Três Anúncios para um Crime Fim de semana: US$ 4,4M Total EUA: US$ 7,6M Total Mundo: US$ 7,6M
Doctor Who: Episódio perdido do autor de O Guia do Mochileiro da Galáxia é completado após 38 anos
Um dos episódios mais lendários de “Doctor Who” foi finalmente completado, 38 anos após ser considerado perdido. Escrito por Douglas Adams, o autor do clássico sci-fi “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, o episódio chegou a ter cenas gravadas em 1979, mas a produção foi interrompida por uma greve na BBC e, como era o último capítulo da temporada, ficou inacabado. Diante da importância de seu autor, a BBC resolveu finalizar a produção, combinando as cenas gravadas com animação. Para manter o máximo possível de coerência, os atores originais foram convidados a dublar os personagens. Assim, Tom Baker retorna como o quarto Doctor Who, Lalla Ward como sua companheira Romana e Christopher Neame como o vilão alienígena Skagra. O resultado final ganhou trailer, que pode ser conferido abaixo. Intitulado “Shada”, o episódio foi uma das quatro histórias que Adams escreveu para a série da BBC no final dos anos 1970, quando costumava usar o pseudônimo David Agnew. O fato de nunca ter sido completada tornou-a mais famosa que as demais, a ponto de ter seus trechos existentes lançados em VHS em 1992 – com introdução de Tom Baker e sem final. O roteiro original deu origem a várias produções. Foi transformado em radionovela, publicado em livro sob o título “Shada – A Aventura Perdida de Douglas Adams”, o que ainda rendeu um audiobook e, finalmente, virou websérie animada em 2003. Mas, na ocasião, Tom Baker se recusou a retomar o papel e a aventura acabou dublada por Paul McGann, o oitavo Doctor Who. Parte das gravações ainda acabou incorporada no especial “The Five Doctors”, de 1983. E partes da história reapareceram como inspiração de outra obra de Douglas Adams, “Dirk Gently’s Holistic Detective Agency” – que atualmente também tem sua própria série na TV. A trama original acompanha o Doctor e a Romana lutando contra Skagra na cidade de Cambridge, no Reino Unido, enquanto este busca o planeta perdido de Sharda, que serve como uma prisão de segurança máxima para mestres do crime. “‘Shada’ era uma das minhas histórias favoritas de Doctor Who. Tenho muitas memórias das gravações em Cambridge, foi decepcionante não ter finalizado no estúdio. Estou muito orgulhoso que a BBC Worldwide encontrou uma forma de entregar uma nova versão aos fãs”, disse Baker, em comunicado. A reconstituição de “Doctor Who: Shada” não será exibida na TV, mas ganhará distribuição limitada nos cinemas britânicos em 24 de novembro, seguida por lançamento em DVD e Blu-ray no dia 4 de dezembro. Veja o trailer e o cartaz abaixo.
O Touro Ferdinando: Nova animação do diretor de Rio ganha pôsteres de personagens e comercial dublado
A Fox divulgou os pôsteres dos personagens um comercial dublado de “O Touro Ferdinando”, animação do brasileiro Carlos Saldanha. Como “Rio” e “A Era do Gelo”, dirigidos por Saldanha, a nova produção também é um desenho de bichos falantes. A diferença é que Ferdinando não é uma criação original. A história é inspirada no personagem homônimo criado em 1936 pelo escritor americano Munro Leaf, num livro infantil ilustrado por Robert Lawson, que já rendeu até produção da Disney: um curta clássico que venceu o Oscar de sua categoria em 1939. Graças ao sucesso da versão da Disney, reprisada várias vezes na TV, o touro sensível, que gosta de ficar no campo cheirando flores e não leva jeito para touradas, acabou virando um símbolo do pacifismo. Apesar disso, Ferdinando nunca tinha ganhado um longa-metragem antes. O novo vídeo reforça que, para esticar a história, foram incluídos diversos bichos coadjuvantes. Depois de ser confundido com uma perigosa criatura, o touro grande – de tamanho e de coração – é capturado para competir nas touradas. Mas, determinado a voltar para sua família, ele lidera uma equipe de desajustados em uma grande fuga. Saldanha divide a animação do longa com Cathy Malkasian e Jeff McGrath (ambos de “Os Thornberrys – O Filme”) e o elenco de dubladores originais inclui o lutador John Cena (“Pai em Dose Dupla”), voz do personagem-título, Gina Rodriguez (série “Jane the Virgin”), David Tennant (séries “Doctor Who”, “Jessica Jones”), Kate McKinnon (“Caça-Fantasmas”), Anthony Anderson (série “Black-ish”), Boris Kodjoe (série “The Last Man on Earth”), Sally Phillips (“O Bebê de Bridget Jones”), Gabriel Iglesias (série “Cristela”), Miguel Ángel Silvestre (série “Sense8”) e Bobby Cannavale (série “Vinyl”). Enfim, tanta gente que não será ouvida na dublagem nacional. A estreia está marcada para 15 de dezembro nos EUA e 4 de janeiro no Brasil.












