Série baseada em High School Musical ganha primeiro trailer e imagens
A Disney divulgou o pôster, as fotos e o trailer da série baseada na franquia “High School Musical”, desenvolvida para a plataforma Disney+ (Disney Plus) (Disney Plus). A prévia apresenta a premissa, como um drama teen que se passa nos bastidores da produção de uma versão escolar do telefilme do Disney Channel. Assim, além de mostrar novos protagonistas e trama, cada capítulo também trará um número musical com as canções conhecidas dos filmes, durante os ensaios para a estreia de peça. Também serão incluídas canções inéditas na atração, que terá ao todo 10 episódios. O elenco é encabeçado por um ator já conhecido do Disney Channel. Joshua Bassett, que participou da série “A Irmã do Meio” (Stuck in the Middle) vive Ricky, que tem um plano ousado para reconquistar sua namorada Nini (Olivia Rodrigo, de “Bizaardvark”, também do Disney Channel), fazendo o teste para ser seu par na produção de “High School Musical” da escola – nos papéis que consagraram Zac Efron e Vanessa Hudgens em 2006. Dá certo. E assim se inicia a trama. O resto do elenco inclui Kate Reinders (“Work It”) como professora e os jovens Sofia Wylie (“Andi Mack”), Matt Cornett (“Life in Pieces”), Dara Renee (“Black-ish”), Julia Lester (“Mom”), Frankie Rodriguez (“Modern Family”), Larry Saperstein (“Porno”) e Mark St. Cyr (“Marshall: Igualdade e Justiça”). Com o título de “High School Musical: The Musical: The Series”, a série vai estrear junto da plataforma Disney+ (Disney Plus), que será lançada em 12 de novembro nos Estados Unidos, Canadá, Holanda, Austrália e Nova Zelândia. A expectativa é que o serviço de streaming chegue ao Brasil em 2020.
Ator jovem de Annabelle 3 vai estrelar série baseada no filme Com Amor, Simon
A plataforma Disney+ (Disney Plus) anunciou o protagonista da série baseada em “Com Amor, Simon”. O ator Michael Cimino (“Annabelle 3: De Volta Para Casa”) foi escalado no papel principal, que não será o de Simon, mas de Victor, jovem recém-chegado na escola onde se passa a trama. O papel de Simon, o adolescente que sai do armário e se assume gay, continuará com Nick Robinson, que viveu o personagem no cinema. Mas ele atuará principalmente como narrador da história, além de ser creditado como produtor da série. A trama é ambientada no mundo do filme e vai seguir Victor em sua própria jornada de descoberta, enquanto ele enfrenta desafios em casa, ajusta-se a uma nova cidade e luta para aceitar sua sexualidade. Quando tudo parece demais, ele procura Simon para ajudá-lo a sobreviver ao ensino médio. Além de Cimino e Robinson, o elenco inclui Ana Ortiz (“Whiskey Cavalier”) e James Martinez (“House of Cards”) como os pais de Victor, Isabella Ferreira (“Orange Is the New Black”) e Mateo Fernandez (“Grrr”) como os irmãos, além de Johnny Sequoyah (“Believe”), Bebe Wood (“The Real O’Neals”), George Sear (“Will”), Anthony Turpel (“No Good Nick”) e Mason Gooding (“Fora de Série”) como colegas de classe, amigos e vizinhos. A atração é a primeira produção do estúdio 20th Century Television para a Disney+ (Disney Plus). A adaptação está a cargo de Isaac Aptaker e Elizabeth Berger, que escreveram o filme da Fox dirigido por Greg Berlanti. O cineasta, porém, não faz parte do projeto, já que fechou um contrato milionário de exclusividade com a Warner, que o impede de desenvolver séries para estúdios rivais. Relembre “Com Amor, Simon” com o trailer abaixo. E leia aqui a crítica da Pipoca Moderna sobre o filme.
Para Todos os Garotos Que Já Amei 2 ganha data de estreia e Netflix anuncia terceiro filme
A Netflix anunciou a data de estreia da continuação de “Para Todos os Garotos que já Amei” em suas redes sociais. Mas tem mais. Também confirmou a produção de um terceiro filme baseado nos livros de Janny Han, que também será estrelado por Lana Condor e Noah Centineo. Veja abaixo. O próximo lançamento, “Para Todos os Garotos: P.S Eu Ainda Amo Você” vai estrear no serviço de streaming no dia 12 de fevereiro de 2020. E embora o terceiro filme, “Para Todos os Garotos: Agora e Para Sempre, Lara Jean”, ainda não tenha previsão de lançamento, já começou a ser rodado. O casal de atores tem sido visto gravando em universidades e locais famosos de Nova York. “Para Todos os Garotos que Já Amei” foi originalmente produzido para o cinema pela Awesomeness, uma divisão da Paramount, que acabou vendendo seus direitos para a Netflix numa negociação envolvendo vários projetos. A história sobre a garota tímida que escreve cartas secretas para seus crushes sem intenção de enviá-las, e que é obrigada a lidar com a situação quando as cartas vão parar no correio, tornou-se um dos maiores sucessos da plataforma. Os três filmes vão contar toda a trilogia literária assinada por Jenny Han. #ToAllTheBoys: P.S. I Still Love You premieres February 12! And a third film —To All The Boys: Always And Forever Lara Jean — is already in production!!! pic.twitter.com/EPfUYbOaKl — See What's Next (@seewhatsnext) August 15, 2019 Para Todas As Vezes Que Vocês Me Perguntaram Sobre Para Todos Os Garotos: PS. Ainda Amo Você: o filme novo chega dia 12 de fevereiro <3 pic.twitter.com/GklKxUnKao — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) August 15, 2019
Versão teen de Anna Karenina vai virar série da HBO Max
O estúdio canadense eOne adquiriu os direitos de “Anna K: A Love Story”, livro ainda inédito de Jenny Lee que reimagina a história clássica de “Anna Karenina”, de Leon Tolstoy, como um romance adolescente. A produção será desenvolvida para a vindoura plataforma HBO Max em parceria da eOne com a WBTV (Warner Bros Television) e a SB Projects, de Scooter Braun (o empresário de Justin Bieber e Ariana Grande). A trama de “Anna K” é descrita como uma mistura de “Gossip Girl”, “13 Reasons Why” e “Podres de Ricos”, e acompanha uma adolescente rica e descendente de coreanos, dividida entre seu namorado perfeito, aprovado por sua família, e o cara que pode ser seu amor verdadeiro. A própria Jenny Lee vai adaptar seu livro como roteirista e showrunner da série, que foi aprovada sem necessidade de piloto. Ela já tem experiência como produtora-roteirista, tendo trabalhado nestas funções em séries como “Boomerang”, “Jovem e Gourmet” (Young & Hungry) e “No Ritmo” (Shake It Up). “Anna K: A Love Story” será publicado em março nos Estados Unidos. Veja abaixo a capa do livro.
Tathi Lopes dá show de comédia em cena de Socorro! Virei uma Garota
A Downtown Filmes divulgou uma nova cena de “Socorro! Virei uma Garota”, em que Tathi Lopes (“Ana e Vitória”) dá show de timing cômico, ao descobrir um piercing em local estratégico no próprio corpo. O filme segue a tendência das comédias de troca mágica de corpo de “Se Eu Fosse Você” (2006), “Eu Sou Mais Eu” (2019) e até a animação “Lino” (2017). Na trama, Júlio (Victor Lamoglia, de “Tudo por um Pop Star”) desejava apenas ser notado por seu crush, Melina (Manu Gavassi, de “Malhação”). E foi com essa ideia na cabeça que ele pediu a uma estrela cadente, em meio a uma excursão escolar, para se tornar a pessoa mais popular do colégio. O que não contava é que fosse se transformar em Júlia (Thati Lopes), sua versão feminina, patricinha YouTuber que dá dicas de beleza, extremamente popular e melhor amiga justamente de Melina. Como a cena demonstra, o filme evita o tom misógino específico das tramas de troca de sexo, como o americano “Garota Veneno”, porque Tathi Lopes rouba as cenas ao incorporar a moleca (tomboy) que pensa como homem. Cinéfilos vão lembrar de Debbie Reynolds em “Um Amor do Outro Mundo” (1964). Mas seu estilo despojadão está mais para a jovem Deborah Secco de “Confissões de Adolescente” (1994-1995), com um pé de sapato maior. A sacada da produção é que, quando Júlio acorda Júlia, em nada lembra a garota afetadinha que deveria representar. Ao contrário, é uma garota de comportamento masculino, apaixonada pela melhor amiga. O que isso vai virar? Considere atiçada a curiosidade. O filme tem roteiro de Paulo Cursino (“De Pernas Pro Ar”, “Até que a Sorte nos Separe”) e marca a estreia no cinema do diretor Leandro Neri (de novelas e séries da Globo). O lançamento está marcado para 22 de agosto.
Maisa Silva vive sua primeira “vilã” no trailer de Ela Disse, Ele Disse
A Imagem Filmes divulgou fotos, o pôster e o trailer de “Ela Disse, Ele Disse”, comédia adolescente que marca o primeiro papel de “vilã” de Maisa Silva e a estreia da apresentadora Fernanda Gentil e da “influencer” Bianca Andrade como atriz. O filme é baseado no livro homônimo de Thalita Rebouças, escritora que virou fenômeno de bilheterias com três adaptações anteriores de cinema, entre elas “Tudo Por Um PopStar”, que também foi estrelada por Maisa. Ficou tão famosa que – além de assinar contrato com a Netflix – é ela mesma quem narra o trailer. A trama acompanha um grupo de adolescentes em seu primeiro ano no Ensino Médio em um novo colégio. Maisa vive Júlia, a garota popular da escola, que decide namorar o menino mais bonitinho, Leo, interpretado por Marcus Bessa. Para isso, atravessa o possível relacionamento do jovem com outra garota, Rosa, papel de Duda Matte. A sofrência da menina preterida é o foco da história, que também aborda o tema da popularidade, atualizando a história do livro de 2011 para a época atual, em que as redes sociais têm protagonismo. Fernanda Gentil vive a mãe da menina sensível e Bianca Andrade, a Boca Rosa, uma professora. Mas é Maisa quem se destaca como a vilã egocêntrica, que gosta de ser o centro das atenções, fazendo rir ao não perceber que na verdade é bem burrinha. A comédia marca a estreia na direção de Claudia Castro (diretora assistente de “Tim Maia”) e chega aos cinemas em 3 de outubro.
Share: HBO divulga trailer de drama premiado no Festival de Sundance
A HBO divulgou o pôster e o trailer de “Share”, drama duplamente premiado no Festival de Sundance com os troféus de Melhor Roteiro e Melhor Atuação. A trama repercute um vídeo perturbador de uma adolescente que pode ter sido abusada sexualmente por colegas, mas não se lembra do que aconteceu na noite anterior. Pressionada pela família a relatar o incidente à polícia, ela acaba isolada na escola e se tornando uma pária social. “Share” é o primeiro longa da diretora e roteirista Pippa Bianco, baseado num curta-metragem dela mesma, lançado em 2015 com trajetória igualmente premiada. O papel principal é desempenhado pela promissora Rhianne Barreto (da “Hanna”), consagrada em Sundance, e o elenco também inclui Poorna Jagannathan (“Big Little Lies”) e JC MacKenzie (“Madame Secretary”) como seus pais, Lovie Simone (“Greenleaf”), Charlie Plummer (“Todo o Dinheiro do Mundo”) e Nicholas Galitzine (“Chambers”) como colegas de escola. A estreia está marcada para 27 de julho nos Estados Unidos.
Atriz de Circulo de Fogo: A Revolta vai estrelar remake de Jovens Bruxas
A atriz Cailee Spaeny (de “Circulo de Fogo: A Revolta” e “Suprema”) vai viver a protagonista do remake de “Jovens Bruxas” (The Craft), sucesso de 1996, que vai voltar como produção da Blumhouse – produtora de “Corra!”, “Nós”, “Fragmentado”, “Uma Noite de Crime”, etc. A trama acompanha uma jovem recém-chegada numa nova escola, que faz amizade com três garotas malvadas e excluídas, envolvidas em bruxaria. Mas a irmandade formada por elas é quebrada quando uma das bruxas abusa do poder. Ao se voltarem contra a novata, esta se mostra muito mais poderosa que o esperado. A Sony tenta filmar o remake desde 2015, quando contratou a cineasta Leigh Janiak (do terror indie “Honeymoon”) para o projeto. Na ocasião, a iniciativa não deu em nada. Assim, o estúdio se acertou com a Blumhouse, que escalou a atriz Zoe Lister-Jones para escrever e dirigir a nova versão. Cineasta novata, ela chamou atenção com sua estreia como diretor, a comédia musical indie “Band Aid”, premiada em festivais norte-americanos em 2017. O novo “The Craft” (título em inglês) ainda não tem cronograma de filmagem e nem data de estreia definidos. Veja abaixo o trailer para relembrar o filme original, ao som do cover de “How Soon Is Now” (The Smiths) cantado por Richard Butler (Psychedelic Furs) na banda Love Spit Love, que viraria tema de abertura da série “Charmed”. Para quem não lembra, o elenco original incluía Robin Tunney (a Teresa Lisbon de “The Mentalist”), Fairuza Balk (Ginger em “Ray Donovan”), Neve Campbell (a Sidney Prescott da franquia “Pânico”), Rachel True (série “Half & Half”) e Skeet Ulrich (o FP Jones de “Riverdale”).
Primeira série árabe da Netflix causa polêmica por “cenas imorais”
A primeira série original em árabe da Netflix estreou na sexta-feira (14/6) causando polêmica na Jordânia. Um promotor federal entrou com um pedido junto à unidade de cibercrimes do país que investigue e tome medidas contra a suposta imoralidade da produção. A série “Jinn” é um drama sobrenatural sobre gênios mágicos na antiga cidade de Petra e acompanha um grupo de adolescentes que tentam impedir que eles destruam o mundo. A produção é gravada na Jordânia e tem cinco episódios. A polêmica surgiu porque a atriz Salma Milhis beija dois garotos diferentes. Os beijos acontecem em momentos e cenas distintas, mas isso foi considerado chocante no país conservador. Também houve reclamação online sobre a linguagem adulta do programa. Em sua manifestação, o promotor pediu para que o Ministério do Interior tomasse as “medidas imediatas necessárias para impedir a transmissão”, citando as supostas “cenas imorais” da série. A Netflix usou o Twitter para caracterizar o alvoroço como uma “onda de intimidação”. Por conta disso, a Comissão de Mídia da Jordânia emitiu um comunicado declarando que não tinha controle legal sobre a produção da série. A Comissão disse que seu papel de censor estatal só se aplica a transmissões de TV e apresentações teatrais, e não a serviços de streaming. A mesma explicação foi dada pela Comissão Real de Cinema, também administrada pelo Estado, dizendo que a Netflix não era pública, mas uma empresa de assinatura privada, que só exibia suas produções para assinantes e, portanto, não havia nada que pudesse fazer. No entanto, a entidade ressaltou que houve manifestações de apoio à forma como a juventude do país foi retratada e que a polêmica era reflexo da diversidade da população jordaniana, concluindo que toda “diversidade é positiva”. Vale observar que a Jordânia é um dos países mais liberais da região do Oriente Médio. Tanto que as personagens femininas da série nem veste hijab, o véu muçulmano. Ao contrário dos países vizinhos, a vestimenta não é obrigatória na Jordânia e não há punição para quem decidir passear de cabelos soltos. “Jinn” é criação do roteirista Bassel Ghandour, produtor assistente do premiado “Guerra ao Terror” e escritor de “O Lobo do Deserto”, indicado ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira em 2016. Com direção do cineasta libanês Mir-Jean Bou Chaaya (“Very Big Shot”), a série já pode ser vista no Brasil em streaming.
Fora de Série é uma das melhores surpresas do ano no cinema
“Ser jovem é a experiência mais dolorosa e mais hilária”, disse Olivia Wilde em entrevista para o jornal The Guardian. E de fato, por mais que “Fora de Série”, a estreia da atriz na direção de longas-metragens, seja um filme para rir bastante, há uma profundidade e uma compreensão do que é ser jovem que falta na grande maioria dos filmes do gênero produzidos neste século. Como vivemos em um momento em que tudo que fazemos tem um viés político, vale lembrar que Wilde é uma democrata entusiasmada, que trabalhou duro durante as campanhas de Obama, e cuja mãe é congressista. Assim, seu filme também trata de situações da pauta política dos dias de hoje, como a orientação sexual e a sororidade. “Fora de Série” conta a história de duas garotas que são melhores amigas. Elas estão no último ano do ensino médio e prestes a ingressar em uma nova fase de suas vidas. Acreditam que deram o melhor de si, ralando muito nos estudos, diferente da grande maioria de seus colegas, que passaram o ano brincando, indo a festas etc. Na verdade, a visão que Wilde tem da escola é quase caótica, mas muito divertida. Em determinado momento, parece a “Escolinha do Professor Raimundo”. Por isso, uma delas fica horrorizada ao saber que vários de seus colegas também vão para universidades conceituadas, mesmo não tendo estudado tanto quanto ela. Daí a necessidade de, no último dia do ano, antes de receber o diploma, ir a uma das festas malucas da turma. Isso se torna algo de fundamental importância para as duas. Desde o começo, o filme é um convite ao riso, ao mesmo tempo em que acompanhamos o aprofundamento daquelas personagens – e até dos coadjuvantes que aparecem pouco e que seriam apenas funcionais na trama. Assim, a transição da comédia para o drama pode ser sentida com mais força. O que dizer da cena da piscina? Ao mostrar a cena para Will Ferrell em um corte inicial do filme, o ator e comediante, que produz o longa, disse entre lágrimas: “Essa é uma das mais belas cenas que eu vi na vida”. Dá para imaginar que Olivia Wilde tenha fica emocionada com o apoio do amigo, mas ela revelou que muita gente queria cortar a cena. Dá para imaginar? Um dos grandes méritos do filme é fazer o público se sentir mais vivo ao conduzi-lo de volta para esse momento de transição da vida. O sentimento é similar ao evocado por “Lady Bird”, de Greta Gerwig, só que com muito mais experimentação e estranheza, o que é melhor. Assim, a história chega às telas com um grau de frescor maior que o visto no cinema independente atual. E com uma maravilhosa liberdade expressada nos diálogos íntimos das duas amigas, como na revelação de um brinquedo de pelúcia para auxiliar na masturbação de uma delas. As duas adolescentes, Molly (Beanie Feldstein) e Amy (Kaitlyn Dever), se amam e se apoiam mutuamente. Molly sofre por ser gordinha e acreditar que não tem chance com os garotos da escola, enquanto Amy é lésbica e encontra muita dificuldade em chegar numa garota por quem se sente atraída. Ao mostrar tanto o doce e o amargo desses momentos da vida, “Fora de Série” encanta. A primeira experiência sexual de Amy, o baque de ver a pessoa amada beijando outra pessoa, a alegria com o sucesso da colega, a aproximação com colegas distantes através de pequenos diálogos que revelam mais aprofundadamente quem são aquelas pessoas, tudo isso é muito bonito. “Fora de Série” é também um filme sobre ser jovem em 2019, o que o torna também uma espécie de documentário de uma época. E uma das melhores surpresas do ano no cinema.
2ª temporada de Manto e Adaga ganha data de estreia no Brasil
A 2ª temporada de “Manto e Adaga” (Cloak & Dagger) vai estrear na próxima terça-feira (18/6) no Brasil, com exibição semanal às 21h no canal pago Sony. A estreia vai acontecer quase três semanas após a temporada ter sido finalizada nos Estados Unidos, onde foi exibida pelo canal pago Freeform. Os novos episódios da adaptação dos quadrinhos da Marvel mostra a evolução da amizade dos personagens do título e também de seus poderes, especialmente do controle desenvolvido por Manto sobre sua habilidade de se teletransportar, inclusive para outras dimensões – sinistras. Os heróis são vividos por Aubrey Joseph (da minissérie “The Night Of”) e Olivia Holt (da série “Os Guerreiros Wasabi”), respectivamente como Manto e Adaga. Além da dupla, a temporada marca a estreia de outra vigilante da Marvel: Mayhem, codinome adotado pela detetive Brigid O’Reilly (Emma Lahana) após sobreviver a um atentado e sofrer contaminação biológica no final da temporada passada. Dividida em duas, ela adquire determinação sanguinária para fazer justiça com as próprias mãos – ou garras.
Victor Lamoglia vira Thati Lopes em vídeos de Socorro! Virei uma Garota
A Downtown e a Paris Filmes divulgaram o pôster, o trailer e uma cena de “Socorro! Virei uma Garota”, mais uma comédia brasileira com premissa mágica – como “Eu Sou Mais Eu” (2019), “Se Eu Fosse Você” (2006) e até a animação “Lino” (2017). São tantos lançamentos que já virou subgênero. E com subdivisões. Como diz o título, a produção pertence ao ramo cinematográfico das trocas de sexo, como os americanos “Switch: Trocaram meu Sexo” (1991) e “De Repente Ela” (2015). Mas o tom teen é mais próximo de “Garota Veneno” (2002). A boa notícia é que a produção não parece enveredar pelas piadas misóginas que costumam acompanhar as comédias de troca de sexo. “Garota Veneno”, por exemplo, é um horror nesse sentido. Em parte porque o protagonista (Victor Lamoglia, de “Tudo por um Pop Star”) parece um nerd saído de um filme de John Hughes, como “Mulher Nota 1000” (1985), antes de um desejo mal-interpretado gerar uma mudança inesperada em sua vida. Mas principalmente porque Tathi Lopes (“Ana e Vitória”) rouba as cenas a partir daí, como a moleca (tomboy) que pensa como homem. Cinéfilos vão lembrar de Debbie Reynolds em “Um Amor do Outro Mundo” (1964). Mas seu estilo despojadão está mais para a jovem Deborah Secco de “Confissões de Adolescente” (1994-1995), com um pé de sapato maior. Júlio (Lamoglia) desejava apenas ser notado por seu crush, Melina (Manu Gavassi, de “Malhação”). E foi com essa ideia na cabeça que ele pediu a uma estrela cadente, em meio a uma excursão escolar, que se tornasse a pessoa mais popular do colégio. O que ele não contava é que fosse se transformar em Júlia (Thati Lopes), sua versão feminina, patricinha YouTuber que dá dicas de beleza e é melhor amiga justamente de Melina. O curioso é que, quando Júlio acorda Júlia, em nada lembra a garota popular e afetadinha que deveria representar. Resta ver como o filme vai explorar esse contraste, entre a garota de comportamento masculino, apaixonada pela melhor amiga, em relação à sua imagem pública como uma princesinha cor-de-rosa e sua consciência interior como nerd frustrado. O que as prévias mostram é divertido o suficiente para atiçar a curiosidade – e inspirar torcida por um final feliz que não envolva o melhor amigo, nem citado até aqui, ou um simples acordar de sonho no dia seguinte. O filme tem roteiro de Paulo Cursino (“De Pernas Pro Ar”, “Até que a Sorte nos Separe”) e marca a estreia no cinema do diretor Leandro Neri (de novelas e séries da Globo). O lançamento está marcado para 22 de agosto.
Primeira série árabe da Netflix, terror Jinn ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o trailer legendado de “Jinn”, primeira série original de origem árabe da plataforma. A atração é um terror adolescente, passado na cidade moderna de Amã, onde um grupo de jovens tem suas amizades e romances testados ao inadvertidamente convidarem as forças sobrenaturais dos Jinn (espíritos sobrenaturais) para seu mundo. Com as linhas entre o bem e o mal em perigo, o grupo de amigos precisa correr contra o tempo para encontrar as respostas necessárias para salvar tudo. Vale observar que nenhuma das mulheres mostradas na prévia veste hijab, o véu muçulmano. Isto porque a produção é jordaniana. A Jordânia é mais liberal em relação ao hijab, a ponto de seu uso ser mais uma opção de moda que obrigação religiosa. Ao contrário dos países vizinhos, a vestimenta não é obrigatória e não há punição para quem decidir passear de cabelos soltos. Outra curiosidade da produção é o uso das criaturas da mitologia islâmica chamadas de jinns – às vezes também referidas como “gênios”. Elas marcam presença na cultura popular desde as “Mil e Uma Noites”, de onde saiu a fábula clássica de Aladim e o gênio da lâmpada, várias vezes filmada por Hollywood. Mas nos países árabes os jinns não costumam ser retratados como seres benevolentes, como o dublado por Robin Williams na animação da Disney de 1992. Eles são mais parecidos com as criaturas malévolas do filme de terror “O Mestre dos Desejos” (1997). “Jinn” é criação do roteirista Bassel Ghandour, produtor assistente do premiado “Guerra ao Terror” e escritor de “O Lobo do Deserto”, indicado ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira em 2016. Com direção do cineasta libanês Mir-Jean Bou Chaaya (“Very Big Shot”), a série tem seis episódios e vai estrear no dia 13 de junho em streaming.









