Produtor brasileiro de Me Chame pelo Seu Nome e Ad Astra vai começar a fazer séries
A produtora brasileira RT Features vai entrar no mercado de séries. Após se destacar no mercado americano com filmes premiados, como “Frances Ha” (2012), “A Bruxa” (2015), “Me Chame pelo Seu Nome” (2017) e os recentes “O Farol” e “Ad Astra”, a empresa de Rodrigo Teixeira fechou parceria com a produtora americana Anonymous Content, responsável pela série “True Detective”, e a agência de talentos CAA para lançar a RT Television. O novo empreendimento terá sede em São Paulo e será liderado por Bárbara Teixeira, que era diretora de produções originais da Sony Brazil. A empresa vai apostar em conteúdo original e terceirizado. Além disso, a ideia é ter produções em inglês e em português, que serão creditadas duplamente à RT Features e à Anonymous Content, além de parceiros eventuais. A RT Features já desenvolveu uma série derivada do filme “Alemão” – na verdade, uma versão estendida dividida em capítulos – para a rede Globo, que recebeu indicação ao prêmio Emmy Internacional. Ela também é produtora de “A Vida Invisível”, selecionado pelo Brasil para disputar uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2020. “É um privilégio incrível fechar essa parceria com duas companhias que traçaram o caminho para a excelência no espaço de TV internacional”, afirmou Rodrigo Teixeira em comunicado oficial. “Enquanto a identidade artística da RT vai exercer um papel em cada projeto que executarmos, essa parceria vai possibilitar mais inovações criativas, fazendo com que possamos trazer o melhor conteúdo para o público local e o melhor dos criadores brasileiros para o mundo.” A aposta em produção de séries reflete o crescimento da demanda pelo surgimento de novas opções em streaming. Em 2020, Disney+ (Disney Plus) e HBO Max lançarão suas plataformas no Brasil, esquentando o mercado já movimentado por Netflix e Globoplay.
The Outpost é renovada para sua 3ª temporada
A rede The CW renovou “The Outpost” para sua 3ª temporada. A série de fantasia conquistou um público fiel, tanto que mantém praticamente os mesmos índices em suas duas temporadas exibidas, com uma queda de apenas 6% no segundo ano de produção, encerrado em 26 de setembro nos Estados Unidos. A audiência, porém, é pequena, em torno de 600 mil telespectadores ao vivo. Mas a produção de Dean Devlin (roteirista de “Stargate” e “Independence Day”) ganha créditos pela capacidade de parecer muito mais cara do que realmente é. “The Outpost” foi desenvolvido por Kynan Griffin e Jason Faller, criadores de “Mythica”, uma franquia de fantasia bancada por financiamento coletivo, estrelada por Jake Stormoen (“Extinct”) e Kevin Sorbo (o Hércules da TV), que rendeu cinco filmes lançados direto em DVD. Protagonizada por atores pouco experientes, como a modelo australiana Jessica Green (a Cleópatra da série semi-documental “Roma: Império de Sangue”), o citado Jake Stormoen, Imogen Waterhouse (irmã da top model Suki Waterhouse) e Anand Desai-Barochia (calouro da versão britânica do programa “The Voice”), a série é uma combinação inusitada de trama de fantasia épica com produção de orçamento trash, que acaba sendo viciante por conta de performances canastronas e enredo capaz de prender a atenção com boas reviravoltas e construção de universo. Passada num reino imaginário medieval, começou acompanhando planos de vingança de Talon (Green), última sobrevivente de uma raça mestiça similar aos elfos, massacrada por sua capacidade de invocar demônios de outra dimensão. Mas ao buscar matar os assassinos de sua família, ela acaba se tornando aliada da rainha secreta (Waterhouse) de uma insurreição contra as forças imperiais da Primeira Ordem, numa trama que mistura elementos de “O Senhor dos Anéis” e “Star Wars”, e é bem mais envolvente que os efeitos toscos e exageros cômicos de sua produção. Importante destacar que a série melhorou muito em sua 2ª temporada ao passar a ser gravada em Belgrado, na Sérvia, aproveitando cenários europeus naturais – em vez de falsear uma Europa medieval em Utah, no interior dos Estados Unidos, cenário dos episódios iniciais. A 3ª temporada vai estrear na temporada de verão de 2020 (entre maio e julho) nos Estados Unidos. A série é exibida no Brasil no canal pago Syfy.
Musical clássico Grease vai virar série da HBO Max
O serviço de streaming HBO Max anunciou a produção de uma série derivada do clássico musical “Grease”, sucesso do cinema de 1978, estrelado por John Travolta e Olivia Newton-John. Intitulada “Grease: Rydell High”, a série vai explorar a vida dos estudantes da escola onde se passa a história original. Assim como no filme, a série será situada nos anos 1950 e terá formato musical, com canções originais. Os protagonistas serão diferentes, mas alguns dos personagens clássicos podem fazer aparições. Apesar da premissa estar definida, o projeto não tem roteirista. É, por enquanto, resultado de reunião de executivos, de um lado os representantes da plataforma de streaming da WarnerMedia e do outro os negociadores da Paramount, que detém os direitos do filme e recentemente produziram uma versão ao vivo do musical, “Grease Live!”, para a televisão. “‘Grease’ é um fenômeno de cultura pop que é capaz de envolver todas as gerações, e estou muito feliz que nossos amigos da Paramount aceitaram ampliar este universo para uma série semanal”, comentou Sarah Aubrey, chefe de conteúdo da HBO Max. Ela completou dizendo que a série “vai mostrar a vida de ensino médio em uma pequena cidade dos EUA, na escala de um musical rock n’ roll. É ‘Grease 2.0’, mas com o mesmo espírito, a mesma energia, e a mesma animação”. O anúncio teve direito a um pôster conceitual, que pode ser conferido abaixo.
Minissérie Olhos que Condenam é processada por deturpar técnicas de interrogatório policial
A Netflix e a cineasta Ava DuVernay estão sendo processadas pela empresa que criou a “técnica Reid” de interrogatório policial. Segundo apurou a revista Variety, o processo denuncia caracterizações falsas usadas pela minissérie “Olhos que Condenam” para criticar a técnica. A premiada minissérie, criada e dirigida por DuVernay, aborda a história real de cinco adolescentes de Nova York que foram condenados por um estupro que ocorreu no Central Park, em 1989, mas foram inocentados mais de uma década depois, por exames de DNA. No quarto episódio da minissérie, os métodos de interrogatório usados pelos policiais que lidaram com o caso são questionados. “Vocês deram um jeito de tirar declarações de culpa destes garotos após 42 horas de interrogatório e coerção, sem comida, sem pausas para o banheiro, sem supervisão dos pais. A técnica Reid já foi rejeitada universalmente”, diz um personagem para um policial. “Eu não faço ideia do que é a técnica Reid, ok? Eu só sei o que me ensinaram. Eu sei o que me pediram, e eu fiz”, rebate o oficial na cena. Segundo o processo, este diálogo caracteriza de forma desonesta a técnica Reid. A empresa John E. Reid and Associates, que criou a “técnica Reid” nos anos 1940, alega que seus cursos para departamentos de polícia por toda a extensão dos EUA foram prejudicados pela minissérie, pois ela distorce seus métodos, comparando-os a coerção, e que tampouco é correto dizer que a técnica Reid foi “rejeitada universalmente”. No processo, a John E. Reid and Associates afirma que “Olhos que Condenam” prejudicou seus negócios e por isso busca uma indenização por parte da Netflix, além de uma decisão judicial obrigando a plataforma a alterar a cena em questão.
Globoplay será o novo endereço de Doctor Who no Brasil
Uma das séries mais difíceis de acompanhar no Brasil, “Doctor Who” segue seu costume de mudar de canal a cada temporada. Agora a série vai ser disponibilizada na plataforma Globoplay, que fechou um acordo com a BBC Studios para oferecer a seus assinantes todas as 11 temporadas do reboot da série britânica e o vindouro 12º ano, estrelado por Jodie Whittaker. Também fazem parte do acordo 19 episódios especiais, que são os eventos de natal, ano novo e regenerações dos Doutores desde 2005 até os dias de hoje. “Doctor Who” tem uma relação complicada com o Brasil. Era exibida no canal pago BBC, que de uma hora pra outra passou a exibir só documentários e acabou saindo do ar no país. Depois de se perder no tempo e no espaço, a série ressurgiu no Syfy e passou a ser distribuída também pela Netflix, até que a emissora perdeu os direitos de exibição e o streaming também retirou o programa de seu catálogo. Nesse período, “Doctor Who” ainda foi exibida na TV Cultura. Alguns meses depois, a série chegou na plataforma Crackle, que exibiu a 11ª temporada antes de fechar na América Latina em março passado, deixando a atração novamente sem paradeiro no país – até a atual reviravolta. A série concluiu sua 11ª temporada em dezembro e abriu 2019 com um especial de ano novo. Ainda não há previsão de estreia para a 12ª temporada.
Sam Bobrick (1932 – 2019)
O escritor e dramaturgo Sam Bobrick, criador da clássica sitcom “Galera do Barulho” (Saved by the Bell), morreu aos 87 anos na última sexta-feira (11/10), após sofrer um derrame. Com uma lista extensa de trabalhos produzidos na TV, Bobrick também escreveu mais de 40 peças, das quais quatro comédias chegaram à Broadway, além de músicas, como “The Girl of My Best Friend”, gravada por Elvis Presley em 1960, e piadas para apresentações de stand-up do lendário humorista Groucho Marx. Sam Bobrick iniciou a carreira como contínuo na sala de correspondência do canal ABC, mas logo começou a desbravar espaço para suas piadas nos programas de variedades do canal, como o game show “Make Me Laugh”. Ele fez sua estreia como roteirista de séries em 1964, com três episódios de “Os Flintstones” e 19 da sitcom “The Andy Griffith Show”. Um capítulo da série estrelada por Andy Griffith lhe rendeu seu primeiro prêmio do Sindicato dos Roteiristas. Ele bisaria a premiação com a série de comédia “Agente 86” em 1969. E ainda foi indicado ao Emmy por roteiros do programa de variedades “The Smothers Brothers Comedy Hour”. Sua lista de trabalhos em séries clássicas também inclui capítulos de “Fuzileiro das Arábias” (Gomer Pyle: USMC”) e “A Feiticeira” (Bewitched). A última lhe rendeu amizade com o humorista Paul Lynde, intérprete do Tio Arthur, para quem desenvolveu a série “The Paul Lynde Show” em 1972. Bodrick assinou ainda “Diana” em 1973, que trazia Diana Rigg, sex symbol da série inglesa “Os Vingadores” (e velhinha poderosa em “Game of Thrones”), como uma divorciada londrina recém-chegada em Nova York para recomeçar sua vida. Mas suas primeiras criações duraram só uma temporada. Ele só foi encontrar seu público com “Good Morning, Miss Bliss”, exibida no Disney Channel em 1988, que trazia a ex-atriz mirim Hayley Mills no papel principal e dois futuros integrantes de “Galera do Barulho” como coadjuvantes. A série chamou tanta atenção que a rede NBC resolveu adquirir seus direitos, mudar alguns detalhes, como a ênfase nos estudantes em vez da professora, e contratar mais garotos para o elenco principal. Ao final, decidiu rebatizá-la para que fosse vista como uma produção inteiramente nova. Virou “Saved by the Bell”, a “Galera do Barulho”, em 1989. A série acompanhava a rotina de uma escola de Ensino Médio, concentrando-se num grupo de seis amigos durante seu período escolar. Virou um fenômeno de audiência, que perdurou além de suas quatro temporadas originais. Após os estudantes se formarem, a série ganhou um spin-off sobre a etapa universitária da vida dos personagens e um telefilme de conclusão com o casamento do par principal da atração, Zack (Mark-Paul Gosselaar) e Kelly (Tiffani Thiessen). Mas isto não foi o fim da franquia, que paralelamente ganhou um reboot com uma nova geração. Ainda mais bem-sucedida, a segunda “Galera do Barulho” durou sete temporadas, entre 1993 e 2000. Bodrick abandonou a TV após sua criação se multiplicar e dar frutos, decidindo se concentrar no teatro desde os anos 1990. Mas não sem antes dar uma passadinha pelo cinema, com os roteiros das comédias “A Mais Louca das Aventuras de Beau Geste” (1977), estrelada e dirigida por Marty Feldman, e “Jimmy the Kid” (1982), com Gary Coleman. Planos para uma terceira geração de “Galera do Barulho” foram confirmados e uma nova série baseada na criação de Bodrick está atualmente em desenvolvimento para a plataforma de streaming Peacock, da rede NBC, que tem previsão de lançamento para 2020. Relembre abaixo a abertura da série original.
Imagens do especial de Halloween dos Simpsons revelam paródias de Stranger Things e A Forma da Água
A rede americana Fox divulgou as imagens do 666º episódio de “Os Simpsons”, que será o 30º especial anual de Halloween da longeva série animada. Intitulado “Treehouse of Horror”, o especial anual costuma ser uma antologia de curtas de temática de terror. As imagens revelam que este ano os temas dos curtas incluirão paródias da série “Stranger Things” e do filme “A Forma da Água”, de Guillermo del Toro. Segundo a sinopse oficial, a 30ª “Treehouse of Horror” vai mostrar um demônio Maggie, uma missão para resgatar Milhouse de outra dimensão, o espírito de Homer morto experimentando novos corpos e Selma finalmente encontrando amor em um lugar improvável – com o alienígena do porão. O episódio será exibido no próximo domingo (20/10) nos Estados Unidos.
Maravilhosa Sra. Maisel: Trailer da 3ª temporada destaca os muitos prêmios da série
A Amazon divulgou o trailer da 3ª temporada da “Maravilhosa Sra. Maisel” (The Marvelous Mrs. Maisel), que destaca os 16 prêmios Emmy da produção, especialmente as conquistas de seu elenco, liderado por Rachel Brosnahan no papel-título. Criação de Amy Sherman-Palladino (autora de “Gilmore Girls”), “Maravilhosa Sra. Maisel” conta a história de uma dona de casa de classe alta da Nova York dos anos 1950 que, após o divórcio e uma crise existencial, decide seguir carreira na então emergente cena de comédia stand-up na cidade. A nova temporada vai acompanhar a ascensão da comediante em sua primeira turnê nacional. A prévia revela cenas em Miami e Las Vegas, além de novidades no elenco, como Sterling K. Brown (“This Is Us”), que se junta a Alex Borstein, Tony Shalhoub, Michael Zegen, Kevin Pollak, Marin Hinkle e Leroy McClain, sem esquecer dos premiados convidados recorrentes Luke Kirby e Jane Lynch. A 3ª temporada estreia em 6 de dezembro em streaming.
Brasil disputa cinco prêmios no Emmy Kids Internacional
Cinco produções brasileiras foram selecionadas para a disputa do Emmy Kids Internacional 2019. A premiação, que reconhece atrações infantis da TV mundial, teve seus indicados anunciados nesta segunda-feira (14/10) pela Academia da Televisão e premiará os vencedores em 31 de março numa cerimônia em Cannes, na França. Duas das indicações brasileiras são da série teen “Malhação”, da Globo. Vencedora do Emmy Kids 2018 com a temporada “Viva da Diferença”, a novelinha volta a concorrer como Melhor Série por “Vidas Brasileiras”. A trama contou a história de Gabriela Fortes (Camila Morgado), uma professora brasileira idealista que ultrapassava os limites da escola para entender cada um de seus alunos. A cada 15 dias, a trama mergulhava na vida de um dos alunos. A história tratou de temas como drogas, machismo, idealização do corpo, racismo, assédio, intolerância religiosa e maternidade precoce, entre outros. A segunda indicação veio pela ação “Malhação Ao Vivo”, do site Gshow, que trazia o elenco da série, ao lado de influenciadores digitais, fãs e especialistas, discutindo os acontecimentos da trama em transmissões nas redes sociais. “Malhação Ao Vivo” concorre na categoria de conteúdo digital. Os demais indicados são a 3ª temporada de “Irmão do Jorel”, do Cartoon Network, que concorre como Melhor Série de Animação, “The Voice Kids”, indicado na categoria de reality show pelo terceiro ano, e o documentário “Nosso Sangue, Nosso Corpo”, da Fox, que desmistifica a menstruação e foi indicado como Melhor Conteúdo Factual. Confira abaixo a lista completa das indicações. Melhor Série Infantil De Regels van Floor (Holanda) Guru Paarvai 4 (Cingapura) Jamie Johnson (Reino Unido) Malhação: Vidas Brasileiras (Brasil) Melhor Série de Animação Grizzy et les Lemmings (França) Irmão do Jorel (Brasil) Lamput (Índia) Zog (Reino Unido) Melhor Telefilme ou Minissérie Der Krieg und ich (Alemanha) Jacqueline Wilson’s Katy (Reino Unido) Joe All Alone (Reino Unido) Just Dance (Coreia do Sul) Melhor Conteúdo Pré-Escolar Animanimals (Alemanha) Bluey (Austrália) Petit (Chile) SuperWings Mission Teams (Coreia do Sul) Melhor Conteúdo Digital Lik Meg (Noruega) Malhação Ao Vivo (Brasil) MarcoPolo World School (Reino Unido) Ultra Nyt (Dinamarca) Melhor Conteúdo Factual My Life: Hike to Happiness (Reino Unido) Nosso Sangue, Nosso Corpo (Brasil) Ultras Like-Eksperiment (Dinamarca) What’s New? (Nigéria) Melhor Reality Show Hua Na Ha Kuob (Tailândia) Lego Masters (Reino Unido) Nachtraven (Bélgica) The Voice Kids (Brasil)
Consumed: David Cronenberg desenvolve minissérie de terror para a Netflix
Anunciada há dois anos, finalmente surgiram novidades sobre a primeira série desenvolvida pelo diretor David Cronenberg (“A Mosca”, “Mapas para as Estrelas”). Originalmente concebida para o canal pago AMC, a produção acabou sendo adquirida pela Netflix. O projeto é uma adaptação do romance de terror “Consumidos” (Consumed), escrito pelo próprio Cronenberg, e está sendo desenvolvido em parceria com Dave Erickson, criador de “Fear the Walking Dead”, e Sheri Elwood, produtora-roteirista de “Lucifer”. Publicado em 2014, o livro acompanha dois jornalistas que se propõem a investigar o assassinato canibalista de uma polêmica filósofa parisiense. Os protagonistas são o casal Naomi e Nathan, que, na busca constante por reportagens sensacionalistas, acabarão envolvidos numa conspiração global envolvendo sexo e morte. Naomi investiga o assassinato, seguido de um suposto ato de canibalismo, de uma famosa filósofa francesa, Celéstine Arosteguy. O crime, que pode ter sido cometido pelo seu marido, o também filósofo Aristide Arosteguy, tanto a assusta como fascina. Já Nathan mergulha nos confins de Budapeste para fotografar um excêntrico cirurgião que trabalha nas margens da ética num método pouco ortodoxo de combate ao câncer. A trama leva os personagens de Paris a Londres, do Canadá ao Japão, passando por hotéis de luxo, clínicas clandestinas e até pelo Festival de Cannes, numa narrativa intrincada que revela que os persoangens estão perseguindo fios de uma mesma e perigosa trama, e talvez seja tarde demais para que um possa ajudar o outro. A produção terá formato de minissérie e está atualmente em fase de pré-produção. Cronenberg deve dirigir alguns episódios.
Longinus: Dario Argento vai lançar série de suspense sobrenatural
O lendário diretor italiano Dario Argento (“Suspiria”, “Prelúdio para Matar”) está desenvolvendo uma série. Intitulada “Longinus”, a atração promete “assassinatos misteriosos, suspense e revelações inesperadas, elementos esotéricos e enigmas antigos”, num clima de “suspense internacional entre a realidade e o sobrenatural”, passado entre os Alpes franceses durante uma corrida de cavalos. Argento, que não dirige um filme desde “Dracula 3D”, em 2012, declarou que esse projeto é uma “história com muitos episódios”, mas ainda não há informações sobre o elenco. A produção está a cargo das produtoras italianas Publispei e da recém-lançada BIM, braço italiano da francesa Wild Bunch. Ainda não há previsão de estreia.
Terror Maniac Cop vai virar série do diretor de Drive
O cineasta dinamarquês Nicolas Winding Refn, conhecido por filmes como “Drive” (2011) e “O Demônio de Neon” (2016), fechou contrato para desenvolver uma série baseada no terror “Maniac Cop – O Exterminador” (1988), filme cult da era dos slashers sangrentos, que será exibida pelos canais pagos HBO nos Estados Unidos e Canal+ (Canal Plus) na França. “Maniac Cop” era uma história típica de psicopata deformado, mas trocava o monstro mascarado e o cenário suburbano/campestre de filmes como “Halloween” e “Sexta-Feira 13” por um policial fardado e psicopata, que assassinava brutalmente inocentes nas ruas de Nova York. O filme original tinha roteiro de Larry Cohen (“Nasce um Monstro”) e direção de William Lustig (“O Maníaco”), dois mestres do terror, e ainda por cima incluía Bruce Campbell (o Ash de “Evil Dead”) como um dos suspeitos de ser o assassino. Fez tanto sucesso que rendeu duas continuações. Refn chegou a anunciar em 2017 planos de transformar “Maniac Cop” num filme, mas o projeto tomou outro rumo, com menos ênfase na trama de terror e tendência a refletir as críticas à brutalidade policial nos EUA. A trama vai ser adaptada por John Hyams, roteirista-produtor das séries de zumbis “Z Nation” e “Black Summer”. Refn e Hyams também vão se alternar na direção dos episódios. “Sempre fui um admirador dedicado de John Hyams”, disse Refn, em comunicado sobre o projeto. “Temos conversado sobre uma re-imaginação dos filmes de ‘Maniac Cop’ há vários anos, mas, conforme começamos a trabalhar no material, vimos que queríamos explorar o mundo que estávamos criando com maior profundidade. Transformar ‘Maniac Cop’ em uma série nos permitirá realizar nossas ambições mais loucas e alcançar um público enorme através dos parceiros HBO e Canal+. Esta série será uma odisseia de horror sem censura e cheia de ação. Dado o estado atual do mundo, ‘Maniac Cop’ também será um forte comentário sobre o declínio da civilização”. “Maniac Cop” será a segunda série americana de Refn, que estreou nesse mercado com “Too Old to Die Young”, disponibilizada em junho na plataforma de streaming da Amazon. Veja abaixo um trailer do filme original de 1988.
James Wan vai produzir série baseada nos quadrinhos de Dylan Dog
A produtora Atomic Monster, do cineasta James Wan (“Invocação do Mal”), fechou contrato com a editora italiana Sergio Bonelli para adaptar os quadrinhos de “Dylan Dog” numa série live-action. Criado em 1986 por Tiziano Sclavi, Dylan Dog é um detetive que resolve casos sobrenaturais e já teve um filme com elenco americano, estrelado por Brandon Routh (“Superman – O Retorno”) e dirigido por Kevin Munroe (da animação das “Tartarugas Ninjas”). A produção foi anunciada revelado num comunicado conjunto, assinado pelo presidente da editora italiana, Davide Bonelli, e pelo próprio James Wan. “James Wan e Atomic Monster são mestres no gênero de terror e têm uma sensibilidade comprovada sobre a melhor forma de adaptar os quadrinhos à tela. Estamos muito emocionados por ter essa equipe dos sonhos trabalhando em um de nossos personagens mais importantes.” “‘Dylan Dog’ é realmente um dos meus quadrinhos favoritos de todos os tempos. Fui apresentado pela primeira vez ao ‘Investigador de Pesadelos’ no colégio por meus amigos europeus. E embora eu não tenha entendido o texto estrangeiro, entendi facilmente a história através da bela obra de arte e de suas referências amorosas ao gênero de terror. Estou empolgado em trabalhar com a editora Sergio Bonelli para lhe dar vida na tela.” Em seus 33 anos de existência, “Dylan Dog” possui mais de 500 histórias publicadas e mais de 50 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, inclusive no Brasil. Embora publicada na Itália, a série se passa principalmente em Londres, onde vive o protagonista, que investiga mistérios paranormais ao lado de seu companheiro Groucho, inspirado no clássico humorista Groucho Marx. A publicação é tão famosa na Itália que até o célebre diretor Dario Argento (da “Suspiria” original) já escreveu uma graphic novel do personagem. A série terá inicialmente uma 1ª temporada com 10 episódios, mas ainda não possui showrunner nem canal definido.












