Patrulha do Destino estreia nesta quinta na TV paga brasileira
A série “Patrulha do Destino” (Doom Patrol), produzida para a plataforma americana DC Universe, chega ao Brasil nesta quinta (19/3), às 21h, pelo canal pago Cinemax, encontrado em Cobertura de TV por assinatura. Elogiadíssima, a atração superou as expectativas da crítica americana, atingindo 95% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Trata-se da mais bem-avaliada dentre todas as adaptações atuais de quadrinhos na televisão. Segunda produção live-action da plataforma de streaming DC Universe, “Doom Patrol” dá vida aos personagens mais estranhos da editora DC, criados em 1963 com aparências bizarras. Todos tiveram origens traumáticas, que os deixaram mutilados ou tão diferentes que causam medo e repulsa, em vez das reações positivas mais associadas aos super-heróis. Na TV, os personagens foram introduzidos num episódio de “Titãs”, série disponibilizada no Brasil pela Netflix, mas seu elenco mudou bastante desde a primeira aparição – embora isso não fique claro, já que a maioria aparece sob disfarces. Apenas April Bowlby (a Stacy de “Drop Dead Diva”) foi mantida como Mulher-Elástica, enquanto o Homem-Robô e o Homem-Negativo, encarnados por figurantes em suas estreias, estão sendo dublados e interpretados em cenas de flashbacks por Brendan Fraser (da trilogia “A Múmia” e “Viagem ao Centro da Terra”) e Matt Bomer (de “White Collar” e “American Horror Story”), respectivamente. Uma mudança, porém, é indisfarçável. Interpretado por Bruno Bichir (série “Narcos”) em “Titãs”, o Chefe é vivido por Timothy Dalton (ex-007 e protagonista de “Penny Dreadful”) na série própria. Além disso, a Patrulha ganhou duas adições, com Diane Guerrero (a Martiza de “Orange Is the New Black”) no papel de Crazy Jane e Joivan Wade (Rigsy na série “Doctor Who”) como o herói Ciborgue. Sem esquecer que Alan Tudyk (“Powerless”) interpreta o vilão surreal Sr. Ninguém. Ao contrário de “Titãs”, que foi disponibilizada pela Netflix, a série foi produzida após a AT&T adquirir a Warner, e por isso não foi negociada para o serviço de streaming. Os planos para a 2ª temporada são um lançamento simultânea na DC Universe e na HBO Max, a plataforma da Warner, que a princípio tem previsão de inauguração em maio nos EUA. Confira abaixo um trailer da atração.
Equipe de The Resident doa máscaras, luvas e equipamento médico da série para hospital de verdade
A equipe de produção da série americana “The Resident”, que trata do dia-a-dia de um hospital, doou caixas de máscaras, luvas e vestes médicas usadas na gravação para um hospital de verdade, localizado em Atlanta, onde os episódios são gravados. O equipamento ficaria guardado durante a paralisação das gravações. Em vez disso, irá ajudar médicos reais no combate à pandemia de coronavírus. A revelação foi feita por uma médica do Grady Memorial Hospital, ao agradecer as caixas enviadas. “Para toda a equipe de ‘The Resident’, obrigado por essa doação incrivelmente generosa de equipamento de proteção pessoal (PPE) de sua produção, incluindo vestes médicas, máscaras, luvas e todas as coisas que nossos profissionais de saúde precisam para fornecer cuidados seguros à nossa comunidade durante a covid-19”, escreveu a Dr. Karen Law no Instagram. Os hospitais dos EUA enfrentam uma escassez de equipamentos de proteção individual à medida que a pandemia se espalha. Além disso, parte do equipamento de proteção é fabricado na China, país que aumentou sua própria demanda desses equipamentos após o início do surto. Ver essa foto no Instagram "Look for the helpers. You will always find people who are helping." . To the entire team @theresidentonfox, thank you for this incredibly generous donation of #PPE from your set, including gowns, masks, gloves, and all the things our healthcare workers need to provide safe care for our community during #COVID19. . Yesterday, I had a serious discussion with the residents about how, though supplies are low, a magical shipment of masks is unlikely to arrive. And yet, a magical shipment of masks DID arrive, in the form of this very generous gesture. This kind of community support means so much to our #frontlineproviders who are making many sacrifices to staff our hospitals and care for our community. . Thank you, @theresidentonfox and @foxtv for being helpers. We needed this kind of good news today. . PS: Sorry it's not a great pic, but the focus was not on the photo at the time. Similarly, the team @theresidentonfox are good citizens doing good deeds and not looking for a shout out. Though I encourage all to support The Resident and the great team behind the show and to pay their good deed forward any way you can. . #Hurstlife #residentlife #emoryIMresidents #lookforthehelpers #gratitude Uma publicação compartilhada por klaw (@karen.ll.law) em 18 de Mar, 2020 às 12:27 PDT
Especial de reunião do elenco de Friends tem gravações adiadas
A reunião especial do elenco “Friends” teve sua produção adiada devido à precaução contra a pandemia de coronavírus. As gravações ocorreriam na próxima semana, mas agora foram adiadas para maio, segundo a revista Variety, citando fontes. A WarnerMedia está reunindo seu elenco de “Friends” para um especial sem título e sem roteiro para ser o carro-chefe do lançamento de seu serviço de streaming, HBO Max. O especial seria gravado no Stage 24 do estúdio Warner Bros. em Burbank, onde a série foi originalmente produzida. A direção estava a cargo de Ben Winston, que também servirá como produtor ao lado dos criadores de “Friends”, David Crane e Marta Kauffman, e todos os seis astros da série clássica, Jennifer Aniston, Courteney Cox, Lisa Kudrow, Matthew Perry, Matt LeBlanc e David Schwimmer. Segundo apurou a revista The Hollywood Reporter, o elenco negociou em conjunto para que todos os integrantes recebessem o mesmo para participar do especial, num valor estimado entre US$ 2,5 milhões e US$ 3 milhões de cachê para cada um. Mas o formato do especial ainda não ficou claro. A imprensa americana tem afirmado que se trata de um programa não roteirizado. Isto afasta a possibilidade de ser um episódio especial da série, que era, logicamente, roteirizada. As possibilidades incluem entrevistas, depoimentos, reminiscências, comentários de melhores momentos, etc.
Lyle Wagoner (1935 – 2020)
O ator Lyle Wagoner, que viveu Steve Trevor na série clássica da “Mulher-Maravilha”, morreu nesta terça (17/3) aos 84 anos, na Califórnia, após uma longa doença não detalhada pela família. Nascido em 13 de abril de 1935, Kyle Wesley Wagoner foi lutador colegial, serviu como operador de rádio no exército dos EUA e trabalhou como vendedor ambulante antes de conhecer a fama. Depois de tanto ouvir dos clientes que “tinha aparência de ator”, mudou-se do Kansas para a Califórnia, visando participar de programas de “novos talentos” na MGM e na Fox, onde Tom Selleck e James Brolin também estavam iniciando suas carreiras. Ele chegou a fazer testes para o papel de Batman, na série de 1966, mesmo ano em que estreou nas telas num episódio de “Gunsmoke”. Também apareceu em “Perdidos no Espaço” e foi um alienígena no filme “Jornada ao Centro do Tempo” (1967), antes de ser contratado para o programa de comédia “The Carol Burnett Show”, do qual participou de sete temporadas, entre 1967 a 1974. O produtor Joe Hamilton, marido de Burnett, procurava por um “tipo Rock Hudson” quando contratou Wagoner, que além de viver vários personagens nas esquetes da série humorística, também foi o narrador oficial do programa. Ele fez tanto sucesso que passou a apresentar outra atração em paralelo, “It’s Your Bet”, um programa de perguntas e respostas, de 1969 a 1973. Wagoner ganhou fama de galã e até posou para a capa da revista Playgirl em 1973. Essa popularidade lhe rendeu o papel do major da aeronáutica Steve Trevor na série “Mulher-Maravilha” em 1975. A produção se tornou um fenômeno de audiência, e finalmente permitiu ao ator interpretar um personagem dos quadrinhos da DC Comics, após a frustração de não virar Batman. Curiosamente, “Mulher-Maravilha”, que era passada nos anos 1940, sofreu um reboot completo em sua 2ª temporada, trazendo as aventuras da heroína vivida por Lynda Carter para o presente. Todo o elenco de apoio foi alterado, mas Wagoner continuou na atração como filho do personagem original, também chamado de Steve Trevor. A série acabou na 3ª temporada em 1979, mas seus três anos de produção foram suficientes para garantir, de forma colateral, o resto da vida do ator, que, durante a produção, lembrou de seus dias de vendedor de produtos de porta em porta e tomou uma iniciativa milionária. “Quando eu estava em ‘Mulher-Maravilha, os produtores me ofereceram um ótimo motor home que eles alugaram de um proprietário particular, para eu usar no set”, ele contou em uma entrevista de 2013. “Eu percebi uma possibilidade de negócio que ninguém tinha pensado. Propus pra eles: ‘Bem, se eu encontrar e preferir outro trailer, vocês o alugariam pra mim?’ Então, comprei o meu próprio veículo e eles pagarem aluguel pra mim por três anos, enquanto estive no programa”. Vendo que o negócio era lucrativo, ele lançou sua própria empresa de aluguéis de trailers, a Star Waggons, em 1979. E logo passou a receber encomendas de diversos produtores, para ceder a atores, maquiadores etc. em sets de filmes e TV. “Encontrei um fabricante e construí um protótipo de um trailer de maquiagem”, lembrou. “Eu coloquei para alugar e, rapaz, eles adoraram. Começamos a construir nossos próprios trailers em 1988”. A Star Waggons atingiu o número de 800 trailers alugados na década atual, registrando uma receita anual de US$ 17 milhões há dois anos. Só a produção do reality show “Dancing With the Stars”, da rede ABC, aluga 30 trailers da empresa do ator. Com a fortuna que fez com o negócio, Wagoner gradualmente abandonou a atuação. Ele ainda apareceu em algumas séries famosas, como “As Panteras”, “O Barco do Amor”, “Ilha da Fantasia” e “Assassinato por Escrito”, mas os papéis serviam mais para sua diversão pessoal que qualquer outra coisa. Um dos melhores exemplos dessas participações especiais aconteceu na série “That ’70s Show”, num episódio de 1999 em que ele interpretou a si mesmo, com maquiagem para parecer mais jovem, voltando a seus tempos de galã televisivo. Lyle Wagoner se casou apenas uma vez, com Sharon Kennedy em setembro de 1960, e eles tiveram dois filhos, Beau e Jason.
Stuart Whitman (1928 – 2020)
O ator Stuart Whitman, que estrelou a série “Cimarron” e vários clássicos de cinema dos anos 1960, morreu na segunda (16/3) em seu rancho em Santa Bárbara, nos Estados Unidos, aos 92 anos. Segundo o TMZ, ele lutava há algum tempo contra um tipo agressivo de câncer de pele. Stuart Maxwell Whitman nasceu em 1 de fevereiro de 1928 em São Francisco, serviu no Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA durante a 2ª Guerra Mundial e ainda foi campeão de boxe, vencendo 24 combates como peso-leve, antes de decidir estudar atuação no Los Angeles City College. A aparência musculosa lhe garantiu figuração na sci-fi “O Fim do Mundo” (1951), que inaugurou sua trajetória cinematográfica. Mas antes de ficar famoso precisou superar muitos papéis sem nome ou importância. A situação só mudou ao virar coadjuvante no western “7 Homens Sem Destino” (1956), ao lado de Randolph Scott e Lee Marvin. O primeiro protagonismo demorou menos, surgindo no ano seguinte com o noir “A Esperança Morre Conosco” (1957), ao lado de Ethel Barrymore e Carolyn Jones. A notoriedade veio com “Terror no Mar” (1958), ao compartilhar um dos primeiros beijos inter-raciais do cinema, com Dorothy Dandridge. E isso o ajudou a ser escalado em grandes produções, como o religioso “A História de Ruth” (1960), o filme de gângsteres “Assassinato S.A.” (1960) e o drama “A Marca do Cárcere” (1961), que lhe rendeu indicação ao Oscar de Melhor Ator. Produção britânica, “A Marca do Cárcere” deveria ter sido estrelada por Richard Burton, que preferiu fazer “Camelot” na Broadway a encarar um papel tão terrível. Whitman aceitou o desafio e viveu um molestador de crianças na tela. Seu personagem tinha um grande arco dramático. Ao sair da prisão, pedia a ajuda de um psiquiatra (Rod Steiger) para tentar levar uma vida normal, mas acabava denunciado – erroneamente – por um novo abuso que não cometeu. A Academia se impressionou com o ator, que viu sua carreira se valorizar com a indicação. Em seguida, Whitman estrelou um de seus filmes mais populares, o western “Comancheros” (1961), ao lado de John Wayne. E repetiu a parceria no longa seguinte, no épico de guerra “O Mais Longo dos Dias” (1962). Depois de filmar as duas obras finais do húngaro Michael Curtiz, “São Francisco de Assis” (1961) e “Comancheros”, ele ainda incluiu em sua filmografia notável “O Dia e a Hora” (1963), drama de guerra assinado por outro mestre europeu de Hollywood, o francês René Clement, e a divertida comédia “Esses Maravilhosos Homens e suas Máquinas Voadoras” (1965), do inglês Ken Anakin. Portanto, estava no auge quando decidiu fazer algo inesperado: estrelar uma série de TV. Whitman apostou que ganharia uma fortuna com o western “Cimarron”, já que também era creditado como produtor, e de fato recebeu bastante dinheiro com as reprises. Embora tenha durado apenas uma temporada (1967-68) e 23 episódios originais, a popularidade do ator fez com que a atração fosse reprisada à exaustão durante os anos 1970, tornando o delegado Jim Crown um dos personagens mais conhecidos do ator. Mas a ideia de produzir episódios com 90 minutos de duração enfrentou rejeição da audiência ao vivo. E a carreira cinematográfica de Whitman entrou em declínio devido à decisão, já que, na época, atores de TV eram menosprezados pelos grandes estúdios de Hollywood. Ele acabou se especializando em produções B, incluindo cults como “Loucura da Mamãe” (1975), de Jonathan Demme, “Devorado Vivo” (1976), de Tobe Hooper, e “O Massacre da Guiana” (1979), como líder de uma seita suicida. Após os anos 1970, também encaixou uma coleção de aparições em séries de TV, incluindo “Galeria do Terror”, “F.B.I”, “Os Novos Centuriões”, “S.W.A.T.”, “Ilha da Fantasia”, “A Supermáquina”, “Esquadrão Classe A”, “Assassinato por Escrito” e “Chuck Norris: O Homem da Lei”. Embora tenha surgido num excesso de 7 episódios de “Ilha da Fantasia”, sempre como personagens diferentes, foram poucas as suas participações recorrentes. Entre elas, contam-se um pequeno arco de cinco episódios em “Knots Landing” (1990) e o papel de Jonathan Kent, o pai de Clark Kent, na série “Superboy (1988-92). Seu último trabalho nas telas foi “O Homem do Presidente” (2000), um telefilme de ação, em que atuou ao lado do amigo Chuck Norris. A decisão de largar a atuação partiu dele próprio. Whitman tinha feito uma fortuna no mercado imobiliário, com investimentos certeiros. E, cansado de convites para filmes ruins, preferiu aproveitar a vida com a família, mudando-se para um rancho de 35 acres em Santa Barbara. O ator foi casado três vezes, a última em 2006, teve cinco filhos, sete netos e quatro bisnetos. “Ele adorava Jack Daniel’s, charutos e sujar as mãos com o trabalho em seu rancho, enquanto observava os pássaros e o Oceano Pacífico”, disse sua família em comunicado. “Ele adorava as pessoas e abraçava a todos igualmente, fosse um amigo famoso de longa data, como Frank Sinatra, ou um técnico que vinha reparar qualquer coisa em sua casa. Contador de histórias, ele sempre foi o centro das atenções, vivendo de acordo com um conselho de sua mãe, que ele se esforçou para nos ensinar: ‘Aproveite ao máximo tudo o que vier e o mínimo de tudo o que se for’.”
Marvel consegue terminar 1ª temporada de Helstrom, a série do Filho de Satã
A Marvel conseguiu terminar as gravações de uma nova série, antes da paralisação completa dos trabalhos como medida de prevenção contra a pandemia de coronavírus. O ator Alain Uy (de “The Passage”) anunciou o fim da produção da 1ª temporada de “Helstrom” na segunda-feira (16/3). Veja abaixo. A série era o último programa da extinta Marvel Television em desenvolvimento e chegará à plataforma Hulu em um futuro não muito distante. Nos quadrinhos, Daimon Helstrom é filho de um demônio, concebido por uma mulher mortal chamada Victoria Wingate. Tanto que suas publicações foram lançadas no Brasil com o título de “Filho de Satã”. Na trama original, Daimon e sua irmã, Satana Helstrom, herdaram poderes da escuridão. No entanto, enquanto Satana abraçou sua herança, Daimon se agarrou a sua humanidade. Ainda criança, foi internado num orfanato jesuíta e cresceu obcecado em destruir o mal. Ele se estabeleceu como um investigador ocultista e exorcista, e tomou posse de um tridente satânico, que transformou em arma para lutar contra o próprio pai e seus seguidores. Mas a série deve mudar tudo isso. Daimon será filho de um serial killer e sua irmã vai se chamar Ana. Os irmãos terão um relacionamento complicado, pela forma como lidam com o que existe de pior na humanidade, cada um com uma atitude diferente. A adaptação está a cargo de Paul Zbyszewski, produtor-roteirista de “Agents of SHIELD”, “Hawaii Five-0” e “Lost” e o elenco destaca Elizabeth Marvel (presidente nas séries “House of Cards” e “Homeland”) como Victoria Helstrom, que está enclausurada em um hospício há décadas, acusada de uma série de assassinatos, enquanto Tom Austen (o Jasper de “The Royals”) e Sydney Lemmon (vista como piloto de helicóptero de um episódio memorável de “Fear the Walking Dead”) vivem seus filhos. Traumatizados pelos supostos crimes da mãe, os irmãos Daimon e Ana dedicarão suas vidas a combater os membros mais sórdidos e violentos da sociedade, um capítulo por vez. O elenco ainda inclui Ariana Guerra (“Raising Dion”), Robert Wisdom (“Ballers”), June Carryl (“Mindhunters”) e o citado Alain Uy. Detalhe: a personagem de Ariana Guerra, Gabriella Rosetti, é um homem nos quadrinhos, um padre inspirado no filme “O Exorcista” (1973), conhecido como Devil-Hunter, o caçador de demônios.
Globo cancela novelas, libera Globoplay e amplia jornalismo
A TV Globo anunciou nesta segunda-feira (16/3) que vai promover uma mudança drástica na sua grade de programação da TV aberta, além de liberar o sinal de seus canais de TV por assinatura e parte da programação da plataforma Globoplay. Em comunicado, a emissora informou que as novelas sofrerão o maior impacto. “Algumas terão seus finais antecipados e outras terão que ser interrompidas mesmo”, informa a emissora. “Por que faremos isso? Porque evitar o contato físico é fundamental na estratégia da sociedade para conter a expansão do vírus. E não há novelas sem abraços, apertos de mãos, beijos, festas, cenas de briga, cenas de amor, cenas de carinho, tudo aquilo que reflete a vida real, mas que, hoje, não pode ser encenado em segurança.” No lugar das novelas, serão programadas reprises. “Malhação: Toda Forma de Amar” terá seu final antecipado para abril. Após o encerramento da atual temporada, entrará no ar um compacto de “Malhação: Viva a Diferença”, exibida originalmente de maio de 2017 a março de 2018. “Éramos Seis” vai terminar no dia 30 e será sucedida por um compacto de “Novo Mundo”, novela de 2017 sobre a chegada da família real portuguesa ao Brasil. Esta programação também servirá para lembrar ao público do tema, que será continuado pelo projeto da novela “Nos Tempos do Imperador”, dos mesmos criadores, que tinha previsão de estreia para abril e agora foi adiada por tempo indeterminado. “Salve-se Quem Puder”, a novela das 19h, ficará no ar até 28 de abril, quando termina seu estoque de capítulos gravados. Será feita uma pausa em sua exibição, que a Globo pretende retomar após a superação da crise na saúde. Enquanto isso, a emissora exibirá em seu horário uma versão compacta de “Totalmente Demais”, com estreia marcada para 30 de março. “Amor de Mãe” acaba ainda mais cedo, já neste sábado (21/3), quando sua primeira fase chegaria ao ápice. A segunda etapa da novela foi temporariamente suspensa e, a partir de segunda-feira (23/3), em seu lugar será exibida uma versão compacta de “Fina Estampa”. “É responsabilidade social, temos que dar o exemplo”, disse Regina Casé, estrela da novela “Amor de Mãe”, em entrevista ao “Jornal Nacional”, defendendo a decisão. O jornalismo, por sinal, vai ganhar maior espaço, chegando a ocupar 11 horas consecutivas da programação, das 4h da manhã às 15h. Segundo a emissora, a decisão leva em conta a possibilidade de produzir reportagens em segurança, “mitigando os riscos, evitando contatos físicos e redobrando medidas de higiene”. Isto também fará com que os programas vespertinos de variedades da emissora tenham sua exibição suspensa. “Mais Você”, “Encontro com Fátima Bernardes”, “Globo Esporte” e “Se Joga” deixarão de ser exibidos temporariamente. A partir desta terça (17/3), o primeiro programa de jornalismo a emissora, “Hora 1” entra no ar às 4h e será seguido pelo “Bom Dia” de cada região, de 6h às 8h30. O “Bom Dia Brasil” entra em seguida, ficando no ar até as 10h, quando vai estrear “Combate ao Coronavírus”, novo programa focado na pandemia. A rede Globo também programou a exibição de filmes no horário que receberiam jogos – todos os campeonatos foram cancelados. Além disso, liberou os sinais de todos os seus canais pagos, Gloob, Gloobinho, Canal Brasil, Multishow, GNT, SporTV, SporTV 2 e SporTV 3, GNT, VIVA, Universal TV, Studio Universal, Syfy, Telecine Premium, Telecine Action, Telecine Fun, Telecine Touch, Telecine Pipoca, Telecine Cult, Megapix, Mais Globosat, BIS e OFF, além da GloboNews. Para completar, o serviço de streaming Globoplay começa a disponibilizar, a partir desta segunda e por até 30 dias, diversos conteúdos gratuitamente para não assinantes, muitos deles voltados ao público infantil, como “Detetives do Prédio Azul”, “Escola de Gênios”, “Mya Go”, “Bob Zoom”, “Valentins” e “Dr. Calça Dimensional”. A lista ainda abrange séries adultas como “Shippados” e todas as temporadas de “Malhação”.
Lorenzo Brino (1998 – 2020)
O ator Lorenzo Brino, que participou ainda criança da série “Sétimo Céu” (7th Heaven), morreu aos 21 anos em um acidente automobilístico. Segundo o site TMZ, ele perdeu o controle de seu carro, um Toyota Camry, e atingiu um poste. Brino era o único ocupante do veículo e chegou a ser atendido, mas não resistiu aos ferimentos. O acidente aconteceu por volta das 3 da manhã (horário local) no condado de San Bernardino, no estado americano da Califórnia. Ele atuou em 138 episódios de “Sétimo Céu” como Sam Camden, uma das crianças da série, desde que tinha um ano de idade. Exibido em 1999, o episódio da 3ª temporada em que apareceu pela primeira vez, após a personagem Annie Camden (Catherine Hicks) dar à luz, foi um dos mais assistidos da atração. A série acabou em 2007, quando Brino tinha 9 anos. Ainda muito criança, ele não deu continuidade à carreira de ator. Lorenzo Brino tinha três irmãos gêmeos, que também apareceram na série. O elenco da atração destacava Nikolas Brino, que vivia seu irmão na série, David Camden. Mas Zachary e Myrinda também atuaram como dublês dos dois mais famosos quando bebês.
Superstore: Coronavírus impediu gravação de episódio de despedida de America Ferrera
A atriz America Ferrera ficou sem sua grande despedida na série “Superstore”. Ela revelou que a produção da série de comédia foi interrompida pela pandemia de coronavírus antes da gravação do capítulo final da 5ª temporada, que seria seu último episódio na série. “Hoje é inesperadamente meu último dia de gravações em ‘Superstore’ para esta temporada”, anunciou Ferrera em um vídeo do Stories no Instagram, na sexta-feira (13/3). “Estamos encerrando a produção, junto com todas as séries da Universal”. Um membro da produção da rede NBC confirmou que a série não conseguiu gravar o season finale. Como resultado, o penúltimo episódio funcionará como o final da 5ª temporada. Em seu vídeo, Ferrera sugeriu que ela poderia voltar na próxima temporada para garantir que sua personagem, Amy, tivesse uma despedida oficial. “Presumo que isso signifique que voltaremos quando as coisas melhorarem para terminar a história de Amy”, disse ela. “Mas estou indo gravar minha última cena [da 5ª temporada]… agora.” America Ferrera anunciou que decidiu sair da série há duas semanas, para “começar o próximo capítulo da minha família e minha carreira”. Na série, ela interpreta Amelia “Amy” Sosa, ex-supervisora de andar e atualmente gerente da loja de departamentos Cloud 9, que serve de cenário para os episódios semanais de “Superstore”. Ela também produz a série e dirigiu quatro episódios. Esta era sua segunda série de sucesso, após estrelar “Ugly Betty”, na rede ABC. Exibida no Brasil pelo canal pago Warner, “Superstore” é uma das mais de 70 séries americanas que tiveram as gravações suspensas em meio à crescente crise global de coronavírus.
Arlequina arranca nariz do Pinguim em prévia da 2ª temporada da animação
A plataforma DC Universe divulgou uma prévia sangrenta da 2ª temporada de “Harley Quinn”, a série animada da Arlequina. O vídeo traz Arlequina capturada pelo Pinguim, mas não indefesa. Mesmo amarrada, ela consegue arrancar o nariz do vilão com uma dentada potente, pintando a tela de vermelho. A prévia também anuncia que a 2ª temporada será lançada em 3 de abril nos EUA. A pandemia de coronavírus não deve alterar a data, pois a produção já foi finalizada. A rapidez com que os produtores completaram os novos capítulos não tem segredo. O primeiro ano, que foi encerrado em 21 de fevereiro nos Estados Unidos, tinha sido inicialmente previsto para durar 26 episódios semanais. Mas a DC Universe decidiu dividir esse volume de episódios em dois, possibilitando que duas temporadas fossem produzidas em tempo menor. O novo desenho não é uma criação do time das animações da DC Comics, que criou a Arlequina, mas dos produtores da subestimada série de comédia da DC “Powerless”, Justin Halpern, Patrick Schumacker e Dean Lorey. Com 13 episódios em cada temporada, a série traz Kaley Cuoco (a Penny de “The Big Bang Theory”) como dubladora da protagonista e o elenco de voz conta ainda com Alan Tudyk (“Patrulha do Destino”) como o Coringa e o Cara de Barro, Lake Bell (“Bless This Mess”) como Hera Venenosa, Jim Rash (“Community”) como o Charada, Diedrich Bader (“Veep”) como Batman e Wayne Knight (o Newman de “Seinfeld”) como o Penguim. A série é inédita no Brasil e só deve chegar por aqui quando a Warner lançar a plataforma HBO Max no país – ainda sem previsão.
Fear the Walking Dead tem gravações interrompidas
A pandemia de coronavírus paralisou até o apocalipse zumbi. As séries do universo “The Walking Dead” tiveram suas produções afetadas pelas medidas de segurança do canal pago americano AMC. A única que estava ativamente em produção, “Fear the Walking Dead”, teve os trabalhos interrompidos por três semanas. A expectativa é que as gravações sejam retomadas por volta de 13 de abril. Paralelamente, os trabalhos de pré-produção da 11ª temporada de “The Walking Dead” foram paralisados no estado americano da Geórgia. O canal AMC informou que o começo das gravações foi atrasado em até um mês. Enquanto isso, os roteiristas estão escrevendo os episódios e se reunindo remotamente, por meio de aplicativos como Skype, FaceTime e Zoom. Como toda a 10ª temporada já tinha sido gravada, a exibição dos atuais episódios da série só será afetada se faltar pós-produção. O mesmo vale para a 1ª temporada do derivado “The Walking Dead: World Beyond”, que tem estreia marcada para 12 de abril. A AMC também anunciou que a nova série “Kevin Can F**k Himself” não tem mais data para estrear, com suas gravações adiadas por pelo menos um mês.
Apple paralisa gravações de todas as suas séries
Todas as séries da plataforma Apple TV+ tiveram suas produções suspensas. Elas são realizadas por estúdios externos, cada um com sua própria política de prevenção diante da pandemia de coronavírus. A lista de séries afetadas inclui as segundas temporadas de “See”, produzida pela Chernin Entertainment e Endeavor Content, “Servant”, produzida pela Blinding Edge Pictures, e “For All Mankind”, produzida pela Sony. Também entraram em pausa atrações ainda inéditas, como a sci-fi “Foundation”, produzida pela Skydance, o mistério juvenil “Lisey’s Story”, da Warner e Bad Robot, e a comédia “Mythic Quest: Raven’s Banquet”, da Lionsgate. As suspensões se juntam à paralisação das gravações de “The Morning Show”, decretada na quinta (12/3) pela produtora Media Res.
Disney paralisa produções de séries, incluindo Fargo e Genius: Aretha
A Disney Television Studios anunciou a interrupção da produção de suas séries, inclusive de todos os pilotos já encomendados para a próxima temporada. O estúdio, que inclui atrações das produtoras 20th Century Fox, ABC Studios e Fox 21, já tinha interrompido na quinta-feira (12/3) as gravações de “Grey’s Anatomy”, seguindo orientação da prefeitura de Los Angeles a respeito de aglomerações de mais de 50 pessoas. Mas, nesta sexta (13/3), o presidente Donald Trump declarou situação de emergência nos EUA, levando a uma paralisação total de Hollywood. As séries afetadas incluem a 3ª temporada da antologia “Genius”, que aborda a carreira da cantora Aretha Franklyn, atualmente em produção para o canal pago NatGeo, as séries da Fox “Empire” e “The Resident”, além de “Queen of the South”, estrelada por Alice Braga no canal pago USA e até a vindoura programação completa do canal FX, com as novas temporadas de “Atlanta”, “Fargo”, “Pose” e “Snowfall”. Também foram afetados os projetos em coprodução com outros estúdios, como o piloto de “The Brides” e a 1ª temporada de “Y” (ambos com a WBTV) e “Rebel” (com a Sony TV). Já as séries exibidas na rede ABC devem concluir os episódios em que estão trabalhando e encerrar as temporadas no ponto em que estiverem. A princípio, a interrupção para as demais atrações deverá durar pelo menos três semanas.












