Hit & Run: Conheça a nova série de ação do criador de “Fauda”
A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “Hit & Run”, série israelense escrita e estrelada por Lioz Raz, criador e astro de “Fauda”. A série de suspense e ação acompanha a jornada sombria do protagonista em busca da verdade sobre o assassinato de sua esposa, atropelada por um motorista nunca identificado. A investigação joga luz sobre seu passado e de sua esposa, numa trama de retaliação e vingança. O elenco também inclui Sanaa Lathan (“The Affair”), Kaelen Ohm (“Queen of Spades”), Moran Rosenblatt (“Fauda”) e Gregg Henry (“Scandal”). Com 10 episódios, a 1ª temporada ainda não tem previsão de estreia.
Morte de Eduardo Galvão por covid-19 inspira projeto de série
A morte do ator Eduardo Galvão em dezembro passado, vitima da pandemia de covid-19, virou o ponto de partida para o projeto de uma série escrita pela atriz e roteirista Claudia Mauro (“De Pernas pro Ar 3”), amiga de infância do artista. Com título provisório de “Ele Delas”, a produção vai girar em torno de seis melhores amigas que se reúnem após a morte do amigo em comum. A trama é baseada na amizade de Eduardo Galvão com as atrizes Flávia Monteiro, Helena Ranaldi, Helena Fernandes, Clara Garcia e Lúcia de Sá, além da criadora da história. “A ideia da série surgiu de uma dor imensa. Eu tinha falado com Eduardo na semana anterior de ele ser internado e aí ele foi hospitalizado e foi tudo muito rápido”, revelou Claudia Mauro à revista Quem. “Só pensava nas minhas amigas, que são muito amigas dele também, e são as seis amigas que estão no projeto. A gente se ligou em uma videoconferência e ninguém acreditou no que estava acontecendo, foi uma choradeira, tive uma crise compulsiva de choro com elas e aí falei: ‘vamos transformar essa dor em arte'”, contou ela. As atrizes devem interpretar versões delas mesmas na trama, que começa após elas se encontrarem para jogar as cinzas do amigo querido num lago. “Elas vão jogar as cinzas no lago preferido dele, na fazenda dele, que é a parte de ficção, e cai um temporal e elas ficam lá a semana inteira juntas. Vai misturar ficção e realidade, histórias verdadeiras”, adiantou Claudia Mauro. A expectativa é que a série seja produzida por alguma plataforma de streaming, que ainda não foi definida.
“O Método Kominsky” ganha trailer com participação de Morgan Freeman
A Netflix divulgou o trailer da 3ª e última temporada de “O Método Kominsky”. A prévia mostra Sandy Kominsky (Michael Douglas) lidando com a morte de seu amigo Norman (Alan Arkin) erevela participações especiais de Morgan Freeman (“Truque de Mestre”) e do diretor Barry Levinson (“Rain Man”). Veja abaixo. Criada por Chuck Lorre (“The Big Bang Theory”), a série acompanha o ex-ator Sandy Kominsky (Douglas), que teve um breve sucesso no passado e agora é preparador de elencos e professor de teatro. Apesar de não atuar mais, ele ainda era acompanhado por Norman (Arkin), seu antigo agente que, na falta de outras pessoas em sua vida, tinha virado também seu melhor amigo. O destino do personagem de Arkin foi consequência da decisão do ator de abandonar a série. Ele co-estrelou as duas temporadas anteriores e seu desempenho lhe rendeu duas indicações ao Emmy como Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia. O elenco da atração também inclui Sarah Baker (“Young Sheldon”) como a filha de Sandy e Nancy Travis (“Last Man Standing”) como Lisa, uma das alunas de teatro do protagonista. A temporada final vai estrear em 28 de maio.
Castlevania: Trailer revela volta de Drácula no final da série
A Netflix divulgou o trailer da 4ª e última temporada de “Castlevania”. A prévia animada mostra os protagonistas tentando impedir a ressurreição do Drácula. Veja abaixo. Fundamental na História da programação original da Netflix, a série lançada em julho de 2017 foi a primeira de estilo anime criada para o serviço de streaming. Bem recebida pela crítica, rapidamente desenvolveu fãs devotados, que estimularam a plataforma a investir no formato. A atração gira em torno dos esforços do último membro do clã Belmont para salvar a Europa Oriental de Vlad Tepes, o Drácula. Com ajuda do próprio filho do vampiro, ele atinge seu objetivo na 2ª temporada. Mas ainda precisa enfrentar um exército de criaturas das trevas, que lutam para ocupar o vácuo deixado pela morte de Drácula. O elenco de vozes inclui Richard Armitage (de “O Hobbit”) como o protagonista Trevor Belmont, James Callis (série “Battlestar Galactica”) como Alucard e Alejandra Reynoso (“Winx Club”) como Sypha Belnades, os protagonistas da trama. A série é uma parceria entre a produtora texana Powerhouse Animation e o produtor Adi Shankar, que tem alternado filmes de prestígio, como “Dredd” (2012) e “O Grande Herói” (2013), com curtas não oficiais de franquias famosas – “Justiceiro”, “Venom”, “Power Rangers”, etc. Além do estilo visual fortemente influenciado por animes japoneses e pela arte de Ayami Kojima, no videogame “Castlevania: Symphony of the Night”, a série também se distinguiu pelas histórias adultas do prolífico escritor de quadrinhos Warren Ellis (“Red – Aposentados e Perigosos”), que atuou como roteirista e produtor executivo. Ellis chegou a terminar os roteiros da 4ª temporada, antes de ser afastado ao enfrentar alegações de má conduta sexual – que negou firmemente. Sem mais envolvimento com “Castlevania”, ele não faz parte das conversas sobre o projeto de um spin-off em potencial.
Ms. Marvel: Fotos do set revelam visual da nova heroína da Marvel
Fãs e paparazzi flagraram as gravações de “Ms. Marvel” nas ruas de Atlanta, nos EUA, durante o fim de semana. As fotos, que revelam pela primeira vez o visual da heroína do título na nova série da Marvel Studios, estão ganhando muitos elogios nas redes sociais pela fidelidade. “Parece ter sido arrancado dos quadrinhos”, elogiou um fã, comparando uma foto da atriz Iman Vellani com uma ilustração da heroína. A série vai marcar a estreia de Vellani como atriz. A jovem de 18 anos foi selecionada entre várias candidatas, seguindo um critério de representatividade. O estúdio queria alguém que fosse o mais similar possível à personagem, mesmo que isso significasse uma intérprete desconhecida do público. Nos quadrinhos, Kamala Khan é uma adolescente paquistanesa-americana que, ao ganhar superpoderes, inspira-se na Capitã Marvel para assumir sua nova identidade. A série também dará destaque ao personagem de Matt Lintz (o Henry de “The Walking Dead”), Bruno Carrelli, que é o único amigo de Kamala que sabe que ela é a Ms. Marvel. Desenvolvida pela roteirista Bisha K. Ali (“Sex Education”), a produção contará com direção da dupla Adil El Arbi e Bilall Fallah (responsáveis pelo blockbuster “Bad Boys Para Sempre”), da paquistanesa Sharmeen Obaid-Chinoy (vencedora de dois prêmios Oscar de Melhor Documentário em Curta-metragem) e Meera Menon (de “Farah Goes Bang” e que já trabalhou na Marvel na série “O Justiceiro”). A expectativa é que “Ms Marvel” chegue à Disney+ (Disney Plus) ainda em 2021. Primeira heroína muçulmana do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), ela também vai aparecer em breve no cinema: já está confirmada em “Capitã Marvel 2”. Whoever is running Marvel’s costume department for Phase 4 deserves a raise🔥 #MsMarvel pic.twitter.com/LR7nOyzWDS — SUPES (@therealsupes) May 1, 2021 BREAKING: Here's the first look at the #MsMarvel's costume from set of the series! pic.twitter.com/sX0KsRvEGB — MCU Source (@MCU_Source) May 1, 2021 Ayo. Iman Vellani in the #MsMarvel outfit! Looks like she was ripped straight out the comics. Nice work costume design team. pic.twitter.com/65AFCXTpz8 — D-Piddy 🎭 (@_dpiddy) May 1, 2021
Rick and Morty: Trailer mostra invasões alienígenas da 5ª temporada
O Adult Swim divulgou um novo trailer da 5ª temporada de “Rick and Morty” com muitos tiros de laser, invasões alienígenas e viagens espaciais. A série é uma criação de Dan Harmon (“Community”) e Justin Roiland (“Solar Opposites”), e acompanha o cientista louco Rick e seu neto Morty em aventuras pelo tempo, espaço e outras dimensões, com grande impacto na realidade de sua família – e também na cultura pop. Mega-influente, “Rick and Morty” é responsável pelo boom atual de novos desenhos adultos de temática sci-fi, que incluem “Midnight Gospel”, “Solar Opposites” e vários outros projetos em desenvolvimento. Para dar noção de como a produção é apreciada, “Rick and Morty” foi renovada com uma encomenda de mais 70 episódios em 2018, e desde então só 20 foram produzidos, já contando com os 10 da 5ª temporada. A estreia está marcada para 20 de junho nos EUA. No Brasil, “Rick and Morty” é exibida no canal pago Warner e disponibilizada (por enquanto) pela Netflix, que tem as quatro temporadas anteriores do desenho animado em seu catálogo.
Taika Waititi será Barba Negra em série de piratas da HBO Max
O diretor Taika Waititi, vencedor do Oscar 2020 por “Jojo Rabbit”, resolveu estrelar a série de piratas “Our Flag Means Death” (nossa bandeira significa morte), que ele próprio desenvolveu. Anunciada no ano passado pela HBO MAX, a série será baseada nas aventuras do pirata Stede Bonnet, um aristocrata que deixou de lado a vida cheia de dinheiro para virar pirata ao lado do infame Barba Negra. Por sua educação refinada, ele era conhecido como “O Pirata Cavalheiro”. Taika Waititi vai viver Barba Negra na produção, enquanto o papel de Bonnet será interpretado por Rhys Darby (“Jumanji: Bem-Vindo à Selva”). A série foi desenvolvida por David Jenkins (criador de “People of Earth”), que trabalhará como roteirista, showrunner e coprodutor ao lado de Waititi – e da dupla Garrett Basch (“What We Do in the Shadows”) e Dan Halsted (também de “People of Earth”). O cineasta deve dirigir o primeiro episódio após encerrar as filmagens de “Thor: Love and Thunder”, que estão em andamento na Austrália.
“Young Rock”, “Kenan” e “Mr. Mayor” garantem 2ª temporada
A rede NBC renovou três séries de comédia que estrearam este ano em sua programação: “Young Rock”, “Kenan” e “Mr. Mayor”, mantendo na emissora os astros Dwayne “The Rock” Johnson, Kenan Thompson e Ted Danson. Em comunicado, a emissora informou que “Young Rock”, lançada em fevereiro, é a 2ª comédia nova mais vista da temporada. Seu primeiro episódio foi assistido por 13,4 milhões de telespectadores. A série conta a juventude de Johnson em três fases diferentes, acompanhando sua infância em uma família envolvida com o circuito de luta-livre profissional, a puberdade passada entre diversas escolas e o fim da adolescência como jogador de futebol americano na Universidade de Miami – décadas antes de ele virar um astro de Hollywood. Também lançada em fevereiro, “Kenan” é atualmente a quarta comédia de maior sucesso digital lançada até hoje pelo canal, com o primeiro episódio assistido por 7,4 milhões de telespectadores. Com formato de sitcom clássico, a atração segue um pai viúvo, interpretado por Thompson, que faz malabarismos para manter seu trabalho de destaque como apresentador de um programa matinal de Atlanta e criar suas duas filhas. Mais antiga da trinca, “Mr. Mayor” chegou em janeiro na NBC e seu piloto atingiu 16 milhões de espectadores, entre exibições ao vivo e digitais, tornando-se o programa de meia hora mais bem-sucedido da emissora desde o revival de “Will & Grace” em 2017. Desenvolvida por Tina Fey e Robert Carlock, criadores de “30 Rock”, a série traz Ted Danson (“The Good Place”) como um homem de negócios rico que deseja se tornar prefeito de Los Angeles, mas pelos motivos errados. Quando finalmente consegue o cargo, ele precisa ganhar o respeito da sua equipe, entender quais são seus objetivos e ainda se aproximar da sua filha adolescente. As renovações das três séries acontecem no momento em que duas das comédias mais populares do canal despedem-se da programação. “Superstore” já exibiu seu final em março, enquanto “Brooklyn Nine-Nine” vai completar sua trajetória nesta temporada. Veja abaixo os trailers das séries renovadas.
Netflix cancela “A Duquesa” após 1ª temporada
A Netflix cancelou a série “A Duquesa” (The Duchess) após uma temporada. Lançada em setembro passado, a atração da comediante britânica Katherine Ryan (“Badults”) não teve público suficiente e não recebeu encomendas de novos episódios, segundo ela própria anunciou ao podcast “The Secreto to”. Ryan criou, estrelou e produziu a comédia, em que vive uma mãe solteira sem paciência para o mundo, mas que adora a filha pequena Olive. Na trama, após perceber que a menina era melhor coisa que já fez, ela resolve ter outro filho. Mas não encontra ou não aprova os voluntários. Diante das dificuldades do “mercado”, decide apelar a seu maior inimigo: o pai da primeira filha. Co-produzido pela Clerkenwell Films (de “The End Of The F *** ing World”), “A Duquesa” tem seis episódios e também inclui em seu elenco Rory Keenan (“O Guarda”), Steen Raskopoulos (“Feel Good”) e a menina Kate Byrne. Quando lançou a série, Katherine Ryan tinha assinado contrato para dois projetos com a Netflix. O outro foi um especial de stand-up, “Glitter Room”. Veja abaixo o trailer da série cancelada.
Johnny Crawford (1946–2021)
Johnny Crawford, um dos integrantes do Clube do Mickey original e estrela mirim da série clássica “O Homem do Rifle”, morreu na quinta-feira (29/4) aos 75 anos, após contrair covid-19. Ele sofria de Alzheimer há dois anos. John Ernest Crawford nasceu numa família de artistas – seu avô paterno trabalhou com o grande compositor Irving Berlin – e tinha apenas quatro anos quando começou a aparecer na TV como “cantor”. Quando completou nove anos em 1955, entrou no Clube do Mickey, estrelando 16 episódios da 1ª temporada, de onde saiu para uma carreira de participações televisivas em séries como “O Cavaleiro Solitário” (The Lone Ranger), “Caravana” (The Wagon Train), “Paladino do Oeste” (Have Gun, Will Travel), “The Frank Sinatra Show”, “The Danny Thomas Show” e muitas outras. Em 1958, ele conseguiu o papel de Mark McCain, filho do protagonista da série “O Homem do Rifle”, um rancheiro viúvo do Velho Oeste interpretado por Chuck Connors. A participação na série lhe rendeu uma indicação ao Emmy como Melhor Ator Coadjuvante em 1959, com apenas 13 anos de idade. Por sinal, a cerimônia marcou a história da família do menino, porque a mesma edição também teve indicação ao irmão de Johnny, Bobby Crawford, por sua performance num episódio de “Playhouse 90”, e até para seu pai, Robert Crawford, como editor no programa “The Bob Cummings Show”. Aproveitando o sucesso de “O Homem do Rifle”, o jovem Crawford gravou várias músicas e lançou alguns discos. O maior hit, “Cindy’s Birthday”, chegou a atingir o 8º lugar nas paradas de sucesso dos EUA em junho de 1962. A série, porém, chegou ao fim no ano seguinte, após cinco temporadas. Embora não tenha encontrado outro papel de destaque, o ator permaneceu na TV até os anos 1970, aparecendo nas mais diversas atrações, especialmente séries de western como “Couro Cru” (Rawhide), “Lancer”, “Big Valley”, “Glenn Ford é a Lei” (Cade’s County) e, mais tarde, “Os Pioneiros” (Little House on the Prairie). Ele também viveu um adolescente rebelde com destaque no filme “The Restless Ones”, de 1965, e ainda apareceu na comédia sci-fi “A Cidade dos Gigantes” (1965), ao lado de Ron Howard, e no western clássico “El Dorado” (1966) com John Wayne. Mas foi convocado a lutar no Vietnã e encontrou grande dificuldade de retomar a carreira ao voltar da guerra. Mesmo assim, ele ainda estrelou a cultuada comédia “O Macaco Nu” (1973), produzida por Hugh Hefner (o dono da Playboy) e co-estrelada por Victoria Principal (que logo depois faria “Dallas”). Nos anos 1980, ainda teve um papel recorrente na série de aventura “Crossbow: As Aventuras de Guilherme Tell”, mas a esta altura já tinha praticamente abandonado a TV, devotando-se a sua outra especialidade: a música. Ele se tornou cantor de bandas como The Nighthawks e The Johnny Crawford Dance Orchestra, devotada ao swing da era das big bands. E foi como cantor que voltou a aparecer nos cinemas em 1999, fazendo uma participação no thriller sci-fi “13º Andar”. Curiosamente, ele também se tornou um membro da associação profissional de cowboys de rodeio, aproveitando que sua experiência com cavalos vinha desde a infância televisiva.
Séries estreladas por Noel Clarke são interrompidas após denúncias de abusos
Os canais britânicos ITV e Sky romperam suas relações profissionais com o ator, diretor e produtor Noel Clarke, após uma reportagem publicada na quinta (29/4) pelo jornal The Guardian trazer denúncias de mais de 20 mulheres contra o comportamento do artista, classificado como sexualmente abusivo. O último capítulo da minissérie “Viewpoint”, que deveria ter ido ao ar na sexta na rede ITV, não foi exibido e a atração deve ficar sem desfecho. Além disso, o canal pago Sky anunciou que não voltará a trabalhar com Clarke, inclusive na encomendada 4ª temporada da série policial “Bulletproof”, que deve ser cancelada porque, além de ser estrelada pelo artista, também era produzida por ele. Nos EUA, a rede The CW, que exibe a atração, afirmou que não pretende continuar a transmiti-la. O artigo do Guardian contém depoimentos nominais e em off de várias mulheres que trabalharam com o astro em uma variedade de projetos de cinema e TV nos últimos anos, trazendo alegações que vão desde toques inadequados até a filmagem secreta de uma atriz nua durante uma audição. As denúncias assumidas foram feitas por Gina Powell, que trabalhou para Clarke como produtora por três anos, e a atriz Jahannah James, que apareceu no filme “Brotherhood” (2016), final da trilogia que Clarke dirigiu e estrelou. A notícia chocou a indústria britânica porque o astro sempre foi considerado uma personalidade complexa, mas nunca deixou de ser aplaudido ao longo de sua carreira por seu firme compromisso em promover a diversidade e a representação no cinema e TV britânicos. Ele se tornou popular graças à sua participação marcante nas primeiras temporadas do revival de “Doctor Who” de 2005 e abriu as portas para a representatividade da juventude negra na indústria britânica com o sucesso de seu filme “Juventude Rebelde” (Kidulthood) em 2006, além das sequências que completaram a trilogia. Por suas realizações, ele até foi homenageado no BAFTA Awards (o Oscar britânico) deste ano, que aconteceu há apenas duas semanas, com um prêmio especial de contribuição para o Cinema britânico. De acordo com a investigação do Guardian, o BAFTA estava ciente das acusações contra Clarke antes de conceder-lhe o prêmio, mas como eram anônimas decidiu ir em frente apesar da perspectiva da história vir à público. Após o jornal The Guardian trazer declarações de mulheres conhecidas, a Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas suspendeu o artista. “À luz das alegações de má conduta grave em relação a Noel Clarke no The Guardian, a BAFTA tomou a decisão de suspender sua filiação e o prêmio especial imediatamente e até novo aviso”, disse a instituição por comunicado. Além disso, ele foi dispensado pela agência de talentos CAA, que cuidava de sua carreira, e sua produtora Unstoppable Entertainment perdeu o apoio da All3Media, que fornecia o financiamento para a realização de seus projetos. “Temos uma abordagem de tolerância zero para abuso, intimidação e assédio”, disse um porta-voz da All3Media. A princípio, Clarke negou firmemente todas as alegações. “Em uma carreira de 20 anos, coloquei a inclusão e a diversidade como foco do meu trabalho e nunca tive uma reclamação contra mim”, afirmou o artista num primeiro comunicado. “Se alguém que trabalhou comigo alguma vez se sentiu incomodado ou desrespeitado, peço desculpas sinceramente. Eu nego veementemente qualquer má conduta sexual ou delito e pretendo me defender contra essas falsas alegações. ” Mas conforme as consequências foram ficando mais claras para o artista, inclusive com o encaminhamento de uma denúncia criminal para a Política Metropolitana de Londres, ele acrescentou que estava “buscando ajuda profissional para me educar e mudar para melhor”.
“The Last Kingdom” vai acabar na 5ª temporada
A Netflix anunciou que a vindoura 5ª temporada será a última de “The Last Kingdom”, ponto fim à saga viking iniciada originalmente na BBC há seis anos. A produção estão em andamento na Hungria para as gravações dos dez episódios finais das aventuras de Uhtred de Bebbanburg (Alexander Dreymon), um guerreiro nascido saxão, mas criado como dinamarquês, na Inglaterra dos séculos IX e X. A história será baseada no nono e no décimo volumes da franquia literária conhecida como “Crônicas Saxônicas”, do autor inglês Bernard Cornwell, que ao todo têm 13 livros. Bastaria mais uma temporada para condensar as obras finais e contar a história completa, mas a Netflix optou por cancelar a série antes do final da saga. Intérprete do protagonista, Alexander Dreymon fará sua estreia como diretor na última temporada, assinando um episódio. Em comunicado, ele disse que “interpretar Uhtred por cinco temporadas foi uma jornada maravilhosa”.
Naomi: Série de super-heroína da DC ganha primeira foto oficial
O piloto da série “Naomi”, baseada em quadrinhos da DC Comics que a cineasta Ava DuVernay (“Selma”, “Olhos que Condenam”) está desenvolvendo para a rede The CW, ganhou sua primeira foto oficial. A imagem traz a jovem atriz Kaci Walfall, de 16 anos e conhecida por sua participação em “Army Wives”, recriando uma cena dos quadrinhos. Vale a pena comparar a imagem live-action com a ilustração original logo abaixo. Na trama, Naomi (Walfall) é uma estudante popular e confiante, que vive em uma cidade militar com seus pais. Mesmo sem ter vergonha de admitir seu lado geek e ser apaixonada por histórias em quadrinhos, ela leva um choque quando eventos sobrenaturais fazem com que descubra ter superpoderes. O resto do elenco inclui Alexander Wraith (“Orange Is the New Black”), Cranston Johnson (“Filthy Rich”) e a novata Camila Moreno. O projeto é baseado na revista em quadrinhos “Naomi”, criada por Brian Michael Bendis, David F. Walker e Jamal Campbell em 2019, e publicada no Brasil pela editora Panini. A adaptação está a cargo da roteirista-produtora Jill Blankenship (da série “Arrow”). DuVernay assina a produção e a direção do piloto, que está sendo realizado por sua produtora Array em parceria com a Warner Bros. TV. Caso a série seja aprovada, “Naomi” será a primeira adaptação da DC a estrear na rede CW sem a chancela do produtor Greg Berlanti desde “Arrow” em 2012. Até “Stargirl”, recém-transferida do DC Universe, é uma produção de Berlanti. Além de “Naomi”, Ava DuVernay tem outra atração baseada em quadrinhos da DC prestes a estrear: a minissérie “DMZ”, atualmente em pós-produção para a plataforma HBO Max. Ela também iria dirigir o filme “Novos Deuses”, que a Warner cancelou no começo de abril.












