Olivia Rodrigo deixa “High School Musical: A Série: O Musical”
Era inevitável. Mas faltava a confirmação. Ela veio nesta terça-feira (8/3) de forma oficial: Olivia Rodrigo deixou o elenco fixo de “High School Musical: A Série: O Musical”. Apesar disso, a estrela que estourou nas paradas de sucesso no ano passado, terá direito a uma despedida na série. A intérprete de Nini vai aparecer em participações especiais no terceiro ano da produção, que será exibido na plataforma Disney+ ainda em 2022. Ela chegou a confirmar sua presença em entrevista para a revista Time, que a elegeu Artista do Ano em dezembro passado. Entretanto, frisou que seu foco atual é outro. “Escrever canções é o que levo mais a sério na vida”, explicou. Vale lembrar que a 2ª temporada já tinha encaminhado a saída de Olivia. Assim como na vida real, a série colocou Nini (personagem da atriz e cantora) no caminho do estrelato solo e a expectativa é que a 3ª temporada mostre a jovem perseguindo seu sonho. Caso Olivia não voltasse para a produção, a trama usaria o pretexto de que Nini deixou a escola devido a carreira musical. O detalhe é que a estrela não será a única baixa do elenco. Kate Reinders (a Miss Jenn), Larry Saperstein (Big Red) e Joe Serafini (Seb) também deixaram a série, mas nem todos terão direito a despedida na 3ª temporada. A explicação para as ausências na trama será feita de forma natural, já que os novos capítulos não vão se passar na high school do título, mas num acampamento de verão, onde alguns alunos da East High passarão as férias e encontrarão novos personagens. O próximo trabalho de Olivia Rodrigo será o documentário “Driving Home 2 U”, sobre as músicas de seu álbum de estreia, “Sour”, que também vai revelar uma nova canção. O filme chega ao Disney+ em 25 de março.
“Eu Nunca…” vai acabar na 4ª temporada
A Netflix anunciou nesta terça-feira (8/4), que “Eu Nunca…” vai acabar em sua 4ª temporada. A má notícia foi contrabalançada pela informação de que o terceiro ano da série criada por Mindy Kaling será lançado ainda este ano, durante o verão norte-americano (nosso inverno). Mindy Kaling também se pronunciou nas redes sociais, dizendo-se “absolutamente excitada” pelo cancelamento da série, que ela chamou de “renovação para a última temporada”. “Mal podemos esperar para revelar os romances quentes e aventuras hilárias que temos guardadas para vocês”, acrescentou, enfatizando ao máximo o lado positivo da notícia ruim. A série é inspirada na juventude de Kaling e traz a adolescente Devi (Maitreyi Ramakrishnan) como seu alter-ego, mostrando o choque cultural que ela enfrenta entre o convívio com sua família indiana tradicional e seus amigos americanos, com direito a namoro simultâneo de dois pretendentes. A 4ª temporada, que encerra a atração, será lançada em 2023. Tem alguém com saudade de dar pitaco na vida da Devi por aí? Eu Nunca… está oficialmente renovada para a 4ª e última temporada. Mais uma coisinha: A 3ª temporada estreia nos próximos meses. ✨💖 pic.twitter.com/TDitSv6kUS — netflixbrasil (@NetflixBrasil) March 8, 2022 ‼️‼️‼️ @neverhaveiever pic.twitter.com/xAaANAZWwa — Mindy Kaling (@mindykaling) March 8, 2022
Renée Zellweger será aviadora em minissérie sobre a 2ª Guerra Mundial
A atriz Renée Zellweger vai estrelar “Avenger Field”, uma minissérie sobre aviadoras que tiveram papel importante durante a 2ª Guerra Mundial. Desenvolvida para a plataforma americana Peacock, a atração vai trazer a vencedora do Oscar de Melhor Atriz por “Judy” (2019) em novo papel biográfico. Ela vai dar vida a Jackie Cohran, a líder da unidade de pilotos femininas conhecidas como WASPs (Women Airforce Service Pilots), que foi formada para ajudar o esforço de guerra americano contra o nazismo, mas que também precisou enfrentar o machismo, ceticismo e até sabotagens em seu próprio país. As WASPs eram mulheres pilotos civis que não tinham autorização para combater. Elas testavam aviões, faziam transportes aéreos e treinavam outros pilotos, com o objetivo de liberar pilotos do sexo masculino dessas funções para se concentrarem na guerra. Com produção da MGM Television, a série foi escrita por Felicia D. Henderson (“The Quad”) e terá direção da cineasta Susanna White (“Nosso Fiel Traidor”). Além de estrelar, Zellweger também será uma das produtoras da atração, que ainda não tem previsão de estreia. Por coincidência, o trabalho mais recente da atriz é outra minissérie, o drama de “true crime” “The Thing About Pam”, que estreia justamente nesta terça (8/3) à noite na rede americana NBC.
Game “God of War” vai virar série da Amazon
Mais um game popular vai virar série. De acordo com o site Deadline, a Amazon negocia adaptar “God of War”, uma das maiores franquias do PlayStation, numa série live-action. A produção será assinada por Mark Fergus e Hawk Ostby, criadores de “The Expanse”, e Rafe Judkins, de “A Roda do Tempo”. Lançada originalmente em 2005, “God of War” já conta com sete jogos e vai lançar o oitavo (“God of War: Ragnarok”) ainda este ano. Os jogos acompanham um guerreiro espartano chamado Kratos, que busca se vingar de Ares, o Deus da Guerra, após a influência da divindade levar à morte de sua família. Em estágio inicial, o projeto ainda não tem previsão de lançamento. Veja abaixo o trailer do novo game, que demonstra como a franquia também referencia a mitologia nórdica.
Teaser anuncia data de estreia da 2ª temporada de “Boneca Russa”
A Netflix divulgou um teaser da 2ª temporada de “Boneca Russa” para informar a data de estreia dos novos episódios. A comédia de looping temporal, que recebeu duas indicações ao Emmy em 2019, vai retornar ao streaming depois de mais de três anos de espera, no dia 20 de abril. Lançada em fevereiro de 2019, a atração atingiu 97% de aprovação e se tornou uma das séries de comédia mais bem-avaliada da Netflix no site Rotten Tomatoes. Na trama original de humor negro, a personagem de Natasha Lyonne (“Orange Is the New Black”) celebra seu aniversário numa festa noturna na cidade de Nova York, onde se droga, se diverte e morre. Apenas para voltar à cena inicial, no banheiro da festa quando isso acontece. Várias Vezes. Basicamente como “A Morte Te Dá Parabéns”, mas sem o psicopata. O que a mata são detalhes fortuitos e pessoas desatentas. Além de estrelar, Lyonne criou a atração em parceria com a atriz Amy Poehler (“Parks and Recreation”) e a cineasta Leslye Headland (“Quatro Amigas e um Casamento”). O elenco também inclui Greta Lee (“High Maintenance”), Yul Vazquez (“Narcos: México”), Elizabeth Ashley (“Treme”) e Charlie Barnett (“Chicago Fire”), além de participações de Chloë Sevigny (“Bloodline”), Dascha Polanco (“Orange Is the New Black”), Rebecca Henderson (“Westworld”), Jeremy Bobb (“The Knick”) e Ritesh Rajan (“Stitchers”). Assim como no primeiro ano, a 2ª temporada contará com oito episódios.
Série “Gotham Knights” escala heroína Pássaro Azul
O projeto “Gotham Knights” escalou seus primeiros atores: Fallon Smythe (“Grown-ish”) e Tyler DiChiara (“Relish”) vão viver a heroína Pássaro Azul e seu irmão no piloto em desenvolvimento para a rede americana The CW. Pássaro Azul (Bluebird) é o codinome heroico de Harper Row, personagem criada por Scott Snyder e Greg Capullo, que apareceu pela primeira vez em 2012 como uma jovem dotada de grande capacidade de engenharia. Ela foi frequentemente subestimada por Batman antes de se tornar uma integrante de sua equipe de vigilantes e assumir uma identidade secreta. Harper Row também já apareceu na série animada “Young Justice”, que reúne os heróis mais jovens da DC. Nos quadrinhos, ela é apresentada como uma adolescente sarcástica, genial e bissexual, características que serão mantidas na série. A atração, porém, alterará ligeiramente o perfil de seu irmão. Cullen Row é gay nas publicações da DC Comics. Foi o fato dele sofrer bullying que levou Harper a lutar contra injustiças. Na série, ele será apresentado como transgênero. Seu intérprete também é transexual. “Gotham Knights” ainda não tem uma temporada garantida. Apenas seu piloto foi encomendado pelo canal. Apesar do título, a série não tem relação com o game da DC de mesmo nome, que será lançado neste ano, nem será uma produção derivada de “Batwoman”, exibida no mesmo canal nos EUA. A trama vai se passar em Gotham City após a morte de Batman. Segundo a sinopse divulgada, a trama mostrará “o filho adotivo rebelde de Bruce Wayne forjando uma aliança improvável com os filhos dos inimigos de Batman, após todos serem incriminados no assassinato”. Além de lutarem para limpar seus nomes e encontrar o verdadeiro assassino, o grupo de fugitivos ainda se verá ocupando o vácuo criado pela ausência de Batman, “quando Gotham se torna mais perigosa que nunca”, tornando-se “sua próxima geração de salvadores”. A série não revela qual filho adotivo (isto é, Robin) lidera o grupo. Batman já teve seis Robins, entre eles seu filho de sangue, o caçula Damon Wayne. Entre os rebeldes, é fácil citar o primeiro, Dick Grayson, que rompeu com o pai adotivo, e o segundo, Jason Todd, que chegou a virar vilão. Já o terceiro, Tim Drake, sempre foi mais comportado. As demais Robins são mulheres. Os quadrinhos da DC Comics também já revelaram uma filha do Charada, Enigma, uma filha do Coringa de outra dimensão, Duela Dent, e a filha de Tigresa, Artemis. As três chegaram a integrar os Titãs. Ainda há Cassandra Cain, filha da vilã Lady Shiva, que chegou a virar a segunda Batgirl, e Stephanie Brown, filha do Mestre das Pistas, que virou a heroína Spoiler e ainda se tornou o quarto Robin e a terceira Batgirl (difícil acompanhar!). Curiosamente, todas são filhas e não filhos de vilões. A série está sendo desenvolvida pelos roteiristas Chad Fiveash, James Stoteraux e Natalie Abrams, que atualmente escrevem episódios de “Batwoman”. Os dois primeiros também trabalharam na série “Gotham”. A produção é de Greg Berlanti, o mentor do “Arrowverso”, universo de séries de super-heróis da DC Comics na rede The CW. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Fallon Smythe (@fallonsmythe) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tyler DiChiara (@tylerdichiara_)
DMZ: Trailer apresenta nova série da DC produzida por Ava DuVernay
A plataforma HBO Max divulgou o pôster e o trailer de “DMZ”, nova minissérie da cineasta Ava DuVernay (“Olhos que Condenam”). A atração é baseada nos quadrinhos de mesmo nome da Vertigo, antiga linha adulta da DC Comics, e se passa num futuro próximo, após uma guerra civil abalar os Estados Unidos e Manhattan virar uma zona desmilitarizada (daí o título, cuja sigla significa “zona desmilitarizada” em inglês) – isto é, sem autoridades e isolada do resto do mundo. A adaptação é estrelada por Rosario Dawson (“Luke Cage”), que volta à ilha de Manhattan em busca do filho, de quem se separou durante a evacuação, encontrando no local uma cidade destruída e sem lei. A premissa envolve combates com gangues e milícias, e tem vários pontos em comum com o cenário distópico de “Fuga de Nova York” (1981), de John Carpenter. O elenco também destaca Benjamin Bratt (“Star”), Freddy Miyares (“The L Word: Generation Q”) e Hoon Lee (“Banshee”) A adaptação foi escrita por Roberto Patino (“Westworld”) e, além de produzir, DuVernay também assina a direção dos episódios com Ernest R. Dickerson (do cult “Juice”). “DMZ” é a segunda produção da diretora envolvendo quadrinhos da DC Comics. Ela também desenvolveu a série de super-heróis “Naomi”, que no Brasil também foi lançada pela HBO Max. Com apenas quatro capítulos, “DMZ” estreia em 17 de março.
Maggie e Negan vão estrelar série derivada de “The Walking Dead”
O final de “The Walking Dead” não será o fim da linha para Maggie (Lauren Cohan) e Negan (Jeffrey Dean Morgan). Eles vão protagonizar uma nova série passada no apocalipse zumbi, com produção da Skybound, empresa do quadrinista Robert Kirkman, para o canal pago AMC. Anunciada nesta segunda (7/3), a atração indica que os dois inimigos assumidos – Negan matou o marido de Maggie na 6ª temporada – vão se tornar aliados para explorar as ruínas pós-apocalípticas de Nova York. A nova série ganhou o título de “Isle of the Dead”, em reverência à ilha de Manhattan, coração da cidade de Nova York. Com roteiro de Eli Jorné, responsável por vários capítulos de “The Walking Dead”, “Isle of the Dead” vai mostrar a improvável dupla chegando à ilha de Manhattan, que há muito tempo foi isolada do continente principal. Por lá, eles encontrarão alguns sobreviventes que criaram o seu próprio mundo paralelo e caótico na metrópole. Curiosamente, os dois atores já viveram um casal no cinema: Thomas e Martha Wayne, os pais do Batman, em “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” (2016). “Este é um grande dia para o universo em expansão que estamos construindo em torno de ‘The Walking Dead’”, disse Dan McDermott, presidente do AMC Studios, em comunicado. “Ele não apenas adiciona outra série convincente a esta coleção, mas estende nossa narrativa em torno de dois personagens inesquecíveis que os fãs aprenderam a amar e odiar ou odiar e depois amar, Maggie e Negan, brilhantemente interpretados por Lauren e Jeffrey. Também nos permite explorar um canto desse universo localizado na ilha de Manhattan, com um horizonte icônico que assume um significado muito diferente quando visto pelas lentes de um apocalipse zumbi.” O produtor Scott Gimple, responsável pelo universo “The Walking Dead, acrescentou: “Eli criou um hospício de mortos caótico, bonito e sujo para Negan, Maggie e fãs do programa ansiosos para descobrir um mundo invisível e insano. Lauren e Jeffrey sempre foram colaboradores fantásticos e agora trazemos essa colaboração para o próximo nível com uma série que levará esses personagens ao seu limite com o mundo – e entre si. Todos nós estamos entusiasmados em levá-lo a um épico ‘TWD’ totalmente novo e diferente.” A série de Maggie e Negan se junta a outros projetos de “The Walking Dead” anunciados pela AMC, como a antologia “Tales of the Walking Dead”, que estreia ainda este ano, e um spin-off focado em Carol (Melissa McBride) e Daryl (Norman Reedus). Tanto a série de Maggie e Negan quanto a de Carol e Daryl têm previsão de estreia para 2023, após o final de “The Walking Dead”. A produção das duas atrações centradas nos personagens principais de “The Walking Dead” reforça a impressão de que esta série só vai acabar para encerrar também seus contratos de exibição internacional. Diante dos planos de lançamento da plataforma AMC+ em outros países, o canal pago lamentava ter negociado seu carro-chefe “The Walking Dead” com a Fox (hoje Star) no exterior. O final de “The Walking Dead” vai acontecer no final do ano, após a exibição da terceira parte da 11ª temporada. Com isso, o primeiro derivado, “Fear the Walking Dead”, já renovado para a 8ª temporada, deve se tornar a nova série principal da franquia. Por aqui, “The Walking Dead” é disponibilizado pela plataforma Star+, enquanto seus derivados vão ao ar no canal pago AMC Brasil.
“Atlanta” viaja à Europa no trailer da 3ª temporada
O canal pago FX divulgou os pôsteres de personagens e um novo trailer da 3ª temporada de “Atlanta”, que contradiz o título (nome de uma cidade americana) ao acompanhar as confusões dos personagens pela Europa. “Atlanta” gira em torno de Earn (Donald Glover) e seu primo, Paper Boy (Brian Tyree Henry), um rapper em ascensão, enquanto navegam pelo mundo da música. Nos novos episódios, eles vão embarcar uma turnê pela Europa, acompanhados dos amigos Darius (Lakeith Stanfield) e Van (Zazie Beetz), tentando se ajustar ao sucesso inesperado. O resultado, além do choque cultural, rende também muitos choques físicos, como demonstra a prévia. A série vai voltar após um hiato de quase quatro anos e sua estreia está marcada para 24 de março nos EUA. Ainda sem data, o lançamento no Brasil vai acontecer pela plataforma Star+.
John Stahl (1953–2022)
O ator John Stahl, que interpretou Rickard Karstark nas primeiras temporadas de “Game of Thrones”, morreu na quarta-feira (2/3) aos 68 anos. A causa da morte não foi revelada. Antes de aparecer na série da HBO, o ator era mais conhecido por interpretar Tom “Inverdarroch” Kerr na longeva novela escocesa “Take the High Road”. Ele apareceu no programa de 1982 até o final de sua exibição em 2003. O personagem Karstark também teve grande destaque nas primeiras temporadas de “Game of Thrones”. A maioria das cenas de Stahl foram compartilhadas com Richard Madden, intérprete de Robb Stark, enquanto as Casas de Karstark e Stark passaram de aliadas a inimigas juradas. Na 3ª temporada, Rickard Karstark termina executado por Robb, o que, num efeito em cadeia, leva o filho mais velho dos Starks a ser abandonado por aliados e cair vítima da traição do “Casamento Vermelho”. Ele também apareceu nos filmes “Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha” (2017), “Duas Rainhas” (2018) e na recente comédia romântica da Netflix “Um Castelo para o Natal” (2021). A maior parte de sua carreira, porém, foi passada no teatro. Suas principais interpretações aconteceram com a Royal Shakespeare Company e no National Theatre em Londres.
Johnny Brown (1937–2022)
O ator Johnny Brown, estrela da série clássica “Good Times”, morreu aos 84 anos. A causa de morte não foi informada por sua família, que anunciou sua morte na quarta (2/3) no Instagram. Brown teve uma carreira multifacetada. Ele gravou músicas e tocou em uma banda, apareceu na Broadway e foi comediante televisivo. Criado no Harlem, em Nova York, ele venceu uma competição de talentos no Teatro Apollo e passou a integrar um grupo de entretenimento de um nightlub com sua futura esposa June e o sapateador Gregory Hines. E foi assim que acabou chamando atenção de Sammy Davis Jr., que o convidou a participar do musical “Golden Boy” em 1964 na Broadway. Assumindo o papel de mentor, Sammy Davis Jr. também o levou a Hollywood, incluindo-o em seu filme “Um Homem Chamado Adam” (1966) como um pianista cego. Ele também atuou na comédia clássica “Forasteiros em Nova Iorque” (1970), dirigida por Arthur Hiller, escrita por Neil Simon e estrelada por Jack Lemmon. O filme demonstrou seu talento cômico e lhe abriu as portas para integrar o elenco de “Laugh In”, programa pioneiro de esquetes dos EUA – e novamente com indicação de Davis Jr. Depois de três temporadas criando personagens em “Laugh In”, o produtor do programa, Allan Manings, resolveu incluir Brown em outra de suas atrações: “Good Times”. O ator entrou no meio da 2ª temporada, exibida em 1975, e rapidamente se tornou um dos favoritos do público. Uma das primeiras séries de elenco exclusivamente negro, “Good Times” (1974–1979) acompanhava o cotidiano de uma família de classe baixa numa região pobre de Chicago. Brown viveu Nathan Bookman, o zelador indolente do projeto habitacional em que vivia a família Evans. Depois do fim da produção, ele seguiu aparecendo em várias séries populares até 2007, quando fez sua última participação especial num episódio de “Todo Mundo Odeia o Cris”.
Mitchell Ryan (1934–2022)
O ator Mitchell Ryan, que estrelou “Dark Shadows”, “Máquina Mortífera” e “Dharma & Greg”, morreu na sexta-feira (4/3) de insuficiência cardíaca congestiva em sua casa em Los Angeles. Ele tinha 88 anos. Ryan estreou nas telas em 1958, no filme noir “A Lei da Montanha”, estrelado por Robert Mitchum, e participou de vários episódios de séries antes de ser contratado para a famosa novela gótica “Dark Shadows” em 1966, no papel de Burke Devlin, um ex-presidiário que retornava a Collinsport em busca de vingança. Nos anos 1970, estrelou vários filmes de ação, incluindo “Um Homem Dificil de Matar” (1970) com Lee Marvin, “Caçada Sádica” (1971) com Gene Hackman, “Cavalgando com a Morte” (1972) com James Coburn, “A Polícia da Estrada” (1973) com Robert Blake, “Os Amigos de Eddie Coyle” (1973) com Robert Mitchum e dois clássicos de Clint Eastwood: “O Estranho sem Nome” (1973) e “Magnum 44” (1973). Marcado por papéis de policial – especialmente o que odiava hippies em “A Polícia da Estrada” – ele evoluiu para vilões assumidos nos anos seguintes, como o líder de uma seita em “Halloween 6: A Última Vingança” (1995) e o general traficante que explodia em seu carro no primeiro “Máquina Mortífera” (1987). O ator também fez quase uma centena de participações em séries, chegando a estrelar algumas produções de curta duração, vivendo, entre outros, o papel-título da série policial “Chase” (1973-74), o presidente de uma corporação no drama “Executive Suite” (1976–77) e um obstetra na atração médica “Having Babies” (1978–79). Mas só foi encontrar sucesso televisivo num gênero que pouco explorou na carreira: a comédia. Ele apareceu em todos os 119 episódios de “Dharma & Greg” como Edward Montgomery, o pai de Greg (Thomas Gibson) e sogro de Dharma (Jenna Elfman), que aprende a tolerar o fato de seu filho advogado ter se casado com uma instrutora de ioga de espírito livre. Com cinco temporadas exibidas de 1997 a 2002, a série foi o último êxito de sua carreira.
Tim Considine (1940-2022)
O ator Tim Considine, um dos astros mirins mais populares da Disney nos anos 1950, morreu na quinta-feira (3/3) em sua casa em Los Angeles aos 81 anos. Filho de John W. Considine Jr., produtor de filmes de sucesso como “Com os Braços Abertos” (1938) e “O Jovem Thomas Edison” (1940), e irmão mais novo do também ator John Considine (“O Cadillac Azul”), Tim iniciou a carreira em Hollywood aos 11 anos, interpretando o filho do comediante Red Skelton em “O Palhaço” (1953). Depois de pequenos papéis em outros filmes e séries, ele emendou três atrações televisivas do Clube do Mickey, “The Adventures of Spin and Marty” (1955), “The Hardy Boys” (1956-57) e “Annette” (1958), ao lado de Annette Funicello. E culminou sua trajetória na Disney com um grande sucesso cinematográfico: “Felpudo, o Cão Feiticeiro” (The Shaggy Dog), produção infantil de 1959 estrelada por Fred MacMurray que iniciou uma franquia. Mas apesar da popularidade do filme, ele permaneceu na TV, vindo em seguida a estrelar seu papel mais conhecido: Mike Douglas, o filho mais velho de “Meus 3 Filhos”. Na série de 1960, ele voltou a trabalhar com MacMurray, que tinha o papel principal como o pai viúvo de três meninos. Mas após cinco temporadas, o jovem resolveu abandonar a atração. Seu personagem se casou na trama e foi viver sua própria vida, enquanto a produção seguiu em frente, durando ao todo 12 anos! A vida de ator adulto, porém, não foi o que Considine esperava. Apesar das muitas participações em episódios de séries dos anos 1960, seu único papel proeminente após “Meus 3 Filhos” foi uma aparição brevíssima, ainda que importante, no filme “Patton”. Ele encenou a cena mais memorável do longa vencedor do Oscar de 1971, como o soldado “em estado de choque” que leva um tapa na cara do general do título, vivido por George C. Scott. Considine acabou afastando-se da atuação nas décadas seguintes, dedicando-se a escrever livros sobre fotografia, esportes e automóveis. Mesmo distante, ele não foi esquecido pela Disney, que em 2000 o convidou a participar de um remake televisivo de “The Adventures of Spin and Marty”, chamado de “As Novas Aventuras de Spin e Marty”, no papel do prefeito da cidade.












