The Librarians: Veja quatro comerciais da 3ª temporada
O canal pago americano TNT divulgou o pôster e quatro novos comerciais da 3ª temporada de “The Librarians”, série derivada na franquia de telefilmes “O Guardião” (The Librarian), estrelada por Noah Wyle (série “Falling Skies”). A atração narra as aventuras de um grupo de gênios reunidos pelo bibliotecário Flynn Carsen (Wyle) para proteger uma coleção de artefatos místicos. Wyle também é produtor e, até aqui, fazia apenas participações especiais na trama. Mas, pela forma como domina algumas das prévias, é possível ver que terá participação mais constante nos próximos episódios, que lidarão com temas apocalípticos. O elenco fixo ainda inclui Rebecca Romijn (a Mística da trilogia original dos “X-Men”), Christian Kane (série “Leverage”), Lindy Booth (“Kick-Ass 2”), John Larroquette (série “Spin City”) e John Kim (série “Neighbours”). Bastante popular, “The Librarians” quebrou recordes de audiência na sua estreia no canal, mas vem perdendo público desde então. Após começar com mais de 10 milhões de telespectadores, terminou sua temporada anterior com 2,2 milhões. A série retorna à televisão norte-americana no domingo, dia 20 de novembro. No Brasil, é exibida pelo canal pago Universal.
The Blacklist: Veja o trailer da segunda metade da 4ª temporada
A rede americana NBC divulgou o comercial da segunda metade da temporada de “The Blacklist”. A prévia se concentra numa nova trama, tentando desvendar a existência de um traidor na equipe do FBI que trabalha com Raymond ‘Red’ Reddington (James Spader). Focada no mistério da paternidade de Elizabeth ‘Liz’ Keen (Megan Boone), a 4ª temporada perdeu quase um 1 milhão de espectadores por episódio, mesmo assim “The Blacklist” permanece um dos maiores sucessos da NBC. E por isso vai ganhar um spin-off na próxima midseason, centrado em Tom Keen (Ryan Eggold), cuja trama já foi delineada em episódios da própria “The Blacklist”. A série voltará a ser exibida apenas em 5 de janeiro nos EUA. No Brasil, ela faz parte da programação do canal pago AXN.
Shadowhunters: Novo comercial da 2ª temporada destaca traição de Jace
O canal pago americano Freeform divulgou um novo comercial da 2ª temporada “Shadowhunters”. A prévia se concentra no conflito existencial que levou à aparente traição de Jace Wayland (Dominic Sherwood) e ainda mostram Clary (Katherine McNamara) numa sessão de treinamento com Isabelle (Emeraude Toubia). A heroína, claro, recusa-se a aceitar que Jace se aliou a Valentine (Alan Van Sprang). “Shadowhunters” adapta os livros “Os Instrumentos Mortais”, de Cassandra Clare. A franquia não teve sucesso nos cinemas, onde foi interrompida após seu primeiro longa-metragem (“Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos), mas vem fazendo sucesso na TV americana, com produção de Ed Decter (série “The Client List”) e do cineasta McG (“O Exterminador do Futuro – A Salvação”). A trama acompanha Clary Fray, uma jovem que descobre ser descendente dos caçadores de sombras, híbridos de anjos com seres humanos, que se dedicam a enfrentar as trevas. A atriz e outros Caçadores virão ao Brasil em dezembro, participar da Comic-Con Experience e antecipar detalhes da trama da 2ª temporada, que estreia em 2 janeiro nos EUA, com os novos episódios sendo adicionados semanalmente ao catálogo da Netflix.
Elenco de Barrados no Baile se junta em homenagem a Shannon Doherty, que luta contra um câncer
O elenco da série clássica “Barrados no Baile” (Beverly Hills, 9021) voltou a se reunir no fim de semana, num evento da convenção nostálgica Rewindcon, em Chicago, nos EUA. E aproveitou a ocasião para homenagear uma integrante original da série, que não pôde comparecer por problemas de saúde. A atriz Shannen Doherty, intérprete da cabeça dura Brenda Walsh, enfrenta uma batalha dolorida e bastante pública contra um câncer. Luke Perry, que interpretava Dylan McKay, lembrou aos presentes sobre a importância da amiga. “Nenhum de nós estaria aqui hoje sem Shannen. Ela passou por muita coisa e não está bem agora, mas às vezes sua importância é minimizada”, disse o ator. Além dele, também estiveram presentes Jennie Garth (Kelly), Jason Priestley (Brandon), Tori Spelling (Donna), Vincent Young (Noah), Gabrielle Carteris (Andrea), Christine Elise (Emily) e James Eckhouse (Jim Walsh). Após o evento, a homenagem se estendeu para as redes sociais. Jennie Garth postou em seu Instagram uma imagem com a frase “Lute como uma Brenda”, acrescentando na legenda: “Para minha irmã de alma. Shannen Doherty, a mulher mais forte que eu já conheci. Antes e agora”, escreveu a intérprete de Kelly. Doherty compartilhou o post, que pode ser visto abaixo, acrescentando um comentário: “Tenho muito orgulho da amizade, respeito e admiração que sentimos uma pela outra”. to my soul sister @theshando strongest lady i've ever known. then and now. i used to be threatened by your spirit, now i'm in awe of it. you've taught me a lot about speaking my mind and not being afraid of my power. i'm so grateful that young me got to be friends with you. but especially "old" me! the best is yet to come on this crazy journey!! love you! #fightlikeagirl #fightlikebrenda #aries Uma foto publicada por Jennie ? (@jenniegarth) em Nov 12, 2016 às 8:55 PST
Os Simpsons: Nova abertura mostra raiva de Bart por acertar que Trump seria presidente dos EUA
Após prever que o Donald Trump se tornaria presidente dos Estados Unidos há 16 anos, a série “Os Simpsons” resolveu lamentar o acerto. Uma cena da abertura da animação, exibida no domingo (13/11) na rede americana Fox, trouxe Bart Simpson escrevendo no quadro negro (uma das cenas clássicas da abertura da série) a frase “Acertar é uma droga”. Veja abaixo. O “acerto” aconteceu num episódio exibido em 2000, “Bart to the Future”, que refletia como seria o futuro dos Simpsons. Na trama, Lisa tinha sido eleita Presidente, herdando um país falido, após o desastre de ter sido presidido por ninguém menos que Donald Trump. Veja aqui. No mês passado, o jornal inglês The Guardian falou com o criador da série, Matt Groening, sobre o episódio. “Nós previmos que ele seria presidente no ano 2000, mas é claro que, na época, aquilo era a piada mais absurda que conseguíamos pensar, e isso ainda é verdade. Vai além da sátira”, afirmou. Renovada para sua 30ª temporada, “Os Simpsons” vai quebrar um novo recorde em 2018, quando se tornará a série com o maior número de episódios da história da TV. The Simpsons updates its 2000 prediction of a Trump Presidency… #TheSimpsons pic.twitter.com/Myf5rYb9Dj — The Simpsons (@TheSimpsons) November 14, 2016
Vídeos e fotos promovem o crossover das séries de super-heróis da DC Comics
A rede americana CW e a revista EW (Entertainment Weekly) juntaram forças para divulgar o megacrossover das séries dos super-heróis da DC Comics. O evento rendeu capa e ensaio da revista, que inclusive divulgou um vídeo de bastidores com entrevistas do elenco central das atrações envolvidas no crossover. Já o CW adiantou o primeiro comercial, além de liberar fotos para a publicação. A trama abrangerá episódios de “Arrow”, “The Flash”, “Legends of Tomorrow” e “Supergirl”, no maior crossover de séries diferentes já feito na história da televisão, e será motivada pela chegada da raça alienígena chamada Dominadores, que já rendeu um crossover nos quadrinhos, intitulado “Invasão!”, em 1988. Pois a trama que vai juntar as quatro séries terá justamente este nome. Os habitantes do planeta Domínio surgiram nos quadrinhos como vilões do século 30, numa história da Legião dos Super-Heróis publicada em 1967, mas foi somente duas décadas depois, durante “Invasão!”, que viraram um perigo considerável no universo da DC. Escrita por Bill Mantlo, em sua estreia na editora (após longa carreira na Marvel), e desenhada por ninguém menos que Todd McFarlane (o criador de “Spawn”), a minissérie que conduziu o crossover mostrou a chegada de várias naves alienígenas à Terra, numa aliança multiplanetária liderada pelos dominadores, motivando uma união sem precedentes de super-heróis para impedir a invasão. Conforme o produtor Mark Guggenheim afirmou na Comic-Con, será a Supergirl quem conectará todas as séries. “Uma ameaça externa irá envolver Supergirl em ‘The Flash’, depois em ‘Arrow’ e depois em ‘Legends of Tomorrow’”, contou o realizador na ocasião. E o crossover começará justamente pela série “Supergirl” em 28 de novembro.
Supergirl: Elenco brinca de adivinhação em vídeo de 360 graus
A rede americana CW divulgou um vídeo de realidade virtual com o elenco da série “Supergirl”. Melissa Benoist (Kara), Mehcad Brooks (Jimmy), Chyler Leigh (Alex) e Jeremy Jordan (Winn) aparecem sentados numa mesa brincando de adivinhação. O vídeo registra a brincadeira em 360 graus e é preciso girar o tempo inteiro para ter a compreensão completa do jogo entre os amigos. A série “Supergirl” é exibida no Brasil no canal pago Warner.
Legends of Tomorrow: Jonah Hex retorna nas fotos e no trailer do próximo episódio
O canal CW divulgou as fotos e o trailer do próximo episódio da série “Legends of Tomorrow”. Passada no Velho Oeste, a prévia registra a volta do caçador de recompensas Jonah Hex. O personagem dos quadrinhos já tinha aparecido na 1ª temporada e será novamente interpretado por Johnathon Schaech (“The Wonders – O Sonho Não Acabou”). Desta vez, porém, ele enfrentará um velho conhecido, o vilão dos quadrinhos Quentin Turnbull, vivido por Jeff Fahey (série “Lost”). Turnbull foi o antagonista do filme “Jonah Hex” (2010), interpretado na ocasião por John Malkovich. O sexto capítulo do segundo ano da produção é intitulado “Outlaw Country” e vai ao ar na quinta (17/11) nos EUA. “Legends of Tomorrow” é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.
Roteirista de Até que a Sorte nos Separe rompe com a Globo durante a criação de nova série
O roteirista Paulo Cursino, responsável pelas duas franquias mais bem-sucedidas da atual onda besteirol do cinema brasileiro, “De Pernas pro Ar” e “Até que a Sorte nos Separe”, brigou com a rede Globo durante o desenvolvimento de uma nova série de comédia. O desentendimento aconteceu em torno do projeto “A Cara do Pai”, desenvolvido por ele desde o ano passado. O projeto foi aprovado e, em agosto, Cursino recebeu a encomenda de escrever mais 12 episódios em tempo recorde. Segundo disse ao colunista Flávio Ricco, do UOL, o trabalho deveria ser feito “sem equipe e em menos de três meses”. Ele acabou não aceitando as condições impostas e, diante do impasse, preferiu se afastar do projeto e se desligar da Globo. Mesmo assim, a Globo mantém a estreia do programa para dezembro, com apenas os quatro episódios já escritos, estrelados por Leandro Hassum (“Até que a Sorte nos Separe”) e Mel Maia (“Qualquer Gato Vira-Lata 2”). A ideia é continuar a produção com novos capítulos numa 2ª temporada, que estará sob responsabilidade de Daniel Adjafre (das séries “S.O.S. Emergência” e “Batendo o Ponto”). Cursino estava há quase 20 anos na emissora carioca, tendo escrito inúmeros episódios para séries como “Sob Nova Direção”, “A Grande Família”, “Sai de Baixo” e “SOS Emergência”, entre outras. O efeito colateral dessa mudança é que ele agora terá mais tempo para escrever besteiróis para o cinema. Como estava envolvido com “A Cara do Pai”, este ano só emplacou “O Suburbano Sortudo”, que estourou nas bilheterias. Mas já tem engatilhado “Divórcio 190” para março, com direção de Pedro Amorim (“Superpai”). Além disso, atualmente escreve a cinebiografia do comediante Mussum. Detalhe: seus besteiróis costumam ser coproduções da Globo Filmes.
Genius: Primeiras fotos da série mostram Geoffrey Rush como Albert Einstein
O canal pago National Geographic divulgou as primeiras fotos da série “Genius”, cuja 1ª temporada contará as conquistas de Albert Einstein. As imagens trazem os atores Johnny Flynn (“Acima das Nuvens”) e Geoffrey Rush (“O Discurso do Rei”) caracterizados como Einstein, respectivamente como as versões mais jovem e mais velha do cientista. Baseada na biografia “Einstein: His Life and Universe”, de Walter Isaacson, a minissérie terá 10 episódios para mostrar como Einstein, que não conseguia arranjar emprego como professor ou realizar um doutorado, chegou ao desenvolvimento da Teoria da Relatividade. O elenco também inclui Emily Watson (“Cavalo de Guerra”), Michael McElhatton (série “Game of Thrones”), Seth Gabel (série “Salem”), Samantha Colley (série “Victoria”), Richard Topol (“Indignação”) e Vincent Kartheiser (série “Mad Men”). O cineasta Ron Howard (“No Coração do Mar”), que assina a produção, deve dirigir o primeiro episódio, fazendo sua estreia como diretor de séries. Concebida como uma antologia, a série vai focalizar um gênio diferente por temporada, reunindo um elenco diferente também. A 1ª temporada será exibida em 171 países, mas ainda não tem previsão de estreia.
Série vai investigar os assassinatos dos rappers Tupac Shakur e Notorious B.I.G.
O canal pago americano USA Network vai lançar a sua versão de “American Crime Story”, acompanhando crimes americanos populares, que, para se diferenciar, ainda não teriam sido resolvidos. A atração vai se chamar “Unsolved”. E o curioso é que o responsável por dirigir e produzir o piloto é Anthony Hemingway, que venceu um Emmy por seu trabalho em “American Crime Story: O Povo contra O.J. Simpson”. A 1ª temporada vai investigar as mortes dos rappers Notorious B.I.G. e Tupac Shakur. A trama será baseada na investigação do ex-detetive do Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD) Greg Kading, autor do livro “Murder Rap: The Untold Story of Biggie Smalls & Tupac Shakur Murder Investigations”, e terá roteiro de Kyle Long (da série “Suits”). Tupac Shakur morreu no dia 13 de setembro de 1996, em Las Vegas, no auge do sucesso, quando era um dos principais rappers da Costa Oeste norte-americana. Na época, havia uma disputa ferrenha entre rappers da California e de Nova York, que envolviam até criminosos que os apoiavam – um deles, Suge Knight, era o dono da gravadora de Tupac – , e seis meses depois veio o troco, com o assassinato de Biggie Smalls no dia 9 de março de 1997, executado em Los Angeles também no ápice da carreira e da mesma forma que o rival: com tiros disparados contra seu carro. A história já foi apresentada no filme “Notorious B.I.G.: Nenhum Sonho é Grande Demais” (2009) e está para ser revisitada em duas novas produções cinematográficas: “All Eyez On Me”, que é uma cinebiografia de Tupac, e “Labyrint”, que tem a mesma premissa policial da série “Unsolved”, com o detalhe de ser estrelada por Johnny Depp. Além disso, o canal pago TBS prepara a série de comédia “Think B.I.G.”, baseada na vida de Biggie “Notorious B.I.G.” Smalls. Por enquanto, “Unsolved” ainda está em estágio de produção de piloto. O episódio teste precisará ser aprovado pelos executivos do USA para virar série.
Robert Vaughn (1932 – 2016)
Morreu o ator Robert Vaughn, que protagonizou a série dos anos 1960 “O Agente da UNCLE” e foi um dos pistoleiros originais do filme “Sete Homens e um Destino”. Ele faleceu na sexta (11/11), aos 83 anos, de leucemia. Vaughan nasceu em 1932 em Nova York, numa família de atores, e fez mais de 200 filmes e séries ao longo da carreira, desde que estreou como figurante no clássico “Os Dez Mandamentos” (1956). O primeiro papel importante veio logo em seguida, no western “Sangue de Valentes” (1957), em que interpretou Bob Ford, o homem que matou o fora-da-lei Jesse James. Ele foi um rebelde sem causa em “Vidas Truncadas” (1957) e até um adolescente das cavernas em “Teenage Cave Man” (1958), trash cultuado de Roger Corman, entre diversas aparições em séries televisivas, até sua carreira ganhar upgrade nos anos 1960 com uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por “O Moço de Filadélfia” (1959), estrelado por outro jovem talentoso de sua geração, Paul Newman. O destaque no Oscar lhe rendeu o convite para participar do western épico “Sete Homens e um Destino” (1960), ao lado de uma constelação de estrelas, como Yul Brynner, Steve McQueen, James Coburn, Charles Bronson e Eli Wallach. Dando vida ao pistoleiro “almofadinha” Lee, ele tem uma das cenas mais emotivas da produção, ao confessar seu medo de enfrentar os bandoleiros de Calveira (Wallach) ao grupo de fazendeiros que deveria proteger. Pelo papel, foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Estrela Jovem, prêmio que já não existe mais. Ao contrário de outros “atores de Oscar”, Vaughn nunca desprezou a televisão e aproveitou o sucesso fenomenal de “Sete Homens e um Destino” para preencher sua agenda com diversas participações em séries de western, acumulando passagens por “Gunsmoke”, “O Homem do Rifle”, “Zorro”, “Bronco”, “O Médico da Fronteira”, “Wichita Town”, “Law of the Plainsman”, “Laramie”, “Caravana”, “Bonanza”, “O Homem de Virgínia” e “Tales of Wells Fargo”, na qual viveu Billy the Kid, entre muitas outras. A rotina de participações especiais foi interrompida em 1964, quando foi convidado a estrelar a série “O Agente da UNCLE”. A produção foi uma das mais bem-sucedidas incursões televisivas ao gênero da espionagem, que atravessava sua era de ouro com os primeiros filmes de James Bond. Mas o êxito não foi casual. O próprio criador do agente 007, Ian Fleming, contribuiu para a criação do “Agente da UNCLE” – antes de ganhar o título pelo qual ficou conhecida, a produção tinha como nome provisório “Ian Fleming’s Solo”, além de girar em torno de um personagem introduzido em “007 Contra Goldfinger” (1964), Napoleon Solo. Vaughan viveu Solo, um agente secreto americano, que realizava missões ao lado de um aliado russo, Illya Kuryakin (David McCallum, hoje na série “NCIS”), o que era completamente inusitado na época da Guerra Fria. Assim como nos filmes de 007, a série era repleta de supervilões e mulheres lindas de minissaia. E fez tanto sucesso que virou franquia, rendendo livros, quadrinhos, brinquedos, telefilmes e um spin-off, a série “A Garota da UNCLE”, estrelada por Stefanie Powers (“Casal 20″), cuja personagem também foi criada por Ian Fleming. O padrão de qualidade da produção era tão elevado que os produtores resolveram realizar episódios especiais de duas horas, como filmes. Exibidos em duas partes na TV americana, esses episódios foram realmente transformados em filmes para o mercado internacional. Para ampliar o apelo, ainda ganhavam cenas inéditas e picantes. Um desses telefilmes de cinema, por exemplo, incluiu participação exclusiva para a tela grande da belíssima Yvonne Craig, um ano antes de virar a Batgirl na série “Batman”, como uma atendente desinibida de missões da UNCLE, em aparições completamente nua. A série, que durou até 1968, rendeu cinco filmes. Mas Vaughan ainda apareceu como Napoleon Solo num longa-metragem de verdade, durante o auge da popularidade da atração: a comédia “A Espiã de Calcinhas de Renda” (1966), estrelada por Doris Day. Vaughn foi indicado duas vezes ao Globo de Ouro como Napoleon Solo, e a fama do papel ainda lhe permitiu protagonizar um thriller de espionagem, “Missão Secreta em Veneza” (1966), ao lado da estonteante Elke Sommer. O fim da série, porém, o lançou numa rotina de coadjuvante no cinema. O detalhe é que, mesmo em papéis secundários, continuou listando clássicos em sua filmografia, como o policial “Bullit” (1968), em que voltou a contracenar com Steve McQueen e receber indicação a prêmio (o BAFTA de Melhor Coadjuvante), a comédia “Enquanto Viverem as Ilusões” (1969), o filme de guerra “A Ponte de Remagem” (1969), a sci-fi “O Homem que Nasceu de Novo” (1970), etc. Ele teve breve retorno à TV em 1972, desta vez numa produção britânica, “The Protectors”, que durou duas temporadas, mas também marcou época. A trama girava em torno de um trio de aventureiros europeus, dedicados a combater o crime internacional. Vaughn, claro, liderava a equipe. Ao voltar aos cinemas, participou do blockbuster “Inferno na Torre” (1974), seu terceiro filme com Steve McQueen, no qual viveu um senador preso no terraço de um arranha-céu em chamas, durante a festa de inauguração do empreendimento imobiliário. O filme é considerado um dos melhores do gênero catástrofe, que viveu seu auge na década de 1970. Após vencer o Emmy de Melhor Ator Coadjuvante pela minissérie “Washington: Behind Closed Doors”, Vaughn deu uma inesperada guinada para a ficção científica, participando do cultuado “Geração Proteus” (1977), como a voz de um supercomputador com inteligência artificial, fez “Hangar 18” (1980) e voltou a ser dirigido por Roger Corman em “Mercenários das Galáxias” (1980), uma das melhores produções influenciadas por “Guerra nas Estrelas” lançadas com baixo orçamento nos anos 1980. A lista de longas da época ainda inclui “Superman III” (1983), que os produtores tentaram transformar numa comédia, e “Comando Delta” (1986), o filme de ação estrelado por Chuck Norris e Lee Marvin, antes de nova retomada da carreira televisiva com a série “Esquadrão Classe A”. Vaughn estrelou a última temporada da atração, em 1986, como líder militar da equipe, oferecendo perdão pelos supostos crimes do esquadrão. A partir daí, as superproduções ficaram para trás e ele entrou de vez na era do VHS, fazendo diversos filmes B de ação, terror e comédia que preencheram as prateleiras das locadoras – coisas como “Comando de Resgate” (1988), “Transylvania Twit” (1989) e “Chud – A Cidade das Sombras” (1989). Paralelamente, voltou à rotina das aparições em séries, que manteve firme durante os anos 1990, período em que foi de “The Nanny” para “Lei & Ordem”. Ele também participou do elenco de “The Magnificent Seven”, série baseada no filme “Sete Homens e um Destino”, que durou duas temporadas, entre 1998 e 2000, antes de se mudar de vez para o Reino Unido, onde estrelou a atração mais longeva de sua carreira, “O Golpe” (The Hustler), exibida de 2004 a 2012, no qual liderava um grupo de vigaristas londrinos, na realização das mais diversas trapaças. Estabelecido em Londres, Vaughn ainda participou da novela “Coronation Street”, no ar desde 1960, mas voltou aos EUA para seus últimos papéis, que incluíram nova passagem pela franquia “Lei & Ordem” (num episódio de 2015 de “Law & Order: SVU”) e dois filmes, o thriller “The American Side” (2016) e o drama “Gold Star” (2016), seu último trabalho, em que teve o papel principal, como um homem à beira da morte. Ainda inédito, o filme registra o esforço do ator para trabalhar mesmo quando a saúde não lhe permitia mais. David McCallun, seu grande parceiro em “O Agente da UNCLE”, se declarou “devastado com a notícia” da morte do amigo. “Trabalhei ao lado de Robert durante tantos anos, a ponto de sentir que perdê-lo é como perder uma parte mim. Ele foi um excelente ser humano. Apreciei cada dia que trabalhei com ele”, afirmou.
The Expanse: Trailer da 2ª temporada sugere guerra interplanetária
O canal pago americano SyFy divulgou um novo trailer da 2ª temporada de “The Expanse”, que enfatiza a escalada da trama rumo à guerra, colocando os sobreviventes da nave Canterbury no centro de uma conspiração interplanetária. Considerada a série sci-fi mais cara já produzida, a atração é baseada na franquia de livros “Leviathan Wakes”, escrita por James S.A. Corey, e se passa 200 anos no futuro, quando a Terra vive uma crise política com suas colônias em Marte e no cinturão de asteroides. A situação é agravada pelo ataque a uma nave espacial terrestre e um teste com arma biológica num asteroide habitado, que ameaçam conduzir a uma guerra entre mundos. Desenvolvida pela dupla Mark Fergus e Hawk Ostby (roteiristas de “Homem de Ferro”), a série é estrelada por Thomas Jane (série “Hung”), Steven Strait (série “Magic City”), Shohreh Aghdashloo (série “Grimm”), Wes Chatham (“Jogos Vorazes – A Esperança – Parte 1”), Cas Anvar (série “Olympus”), Dominique Tipper (“Academia de Vampiros: O Beijo das Sombras”), Jared Harris (série “Mad Men”), Jay Hernandez (“O Albergue”) e Chad Coleman (série “The Walking Dead”). Pelos custos elevados, “The Expanse” foi concebida como uma série limitada de 10 episódios. Mas o sucesso obtido animou o Syfy a investir na sua continuação. Disponibilizado na internet em novembro, antes da estreia na TV, o episódio piloto foi visto por 4,5 milhões de telespectadores, maior audiência já conquistada por uma atração do Syfy. A estreia na TV aconteceu em 14 de dezembro, rendendo uma média de 600 mil telespectadores ao vivo em sua temporada inaugural. A 2ª temporada vai estrear em 8 de fevereiro nos EUA. A série pode ser assistida no Brasil pela Netflix.











