VMA 2018: Camila Cabello é a grande vencedora da premiação de clipes da MTV
Evento mais badalado da MTV, o Video Music Awards, que premia os melhores clipes do ano, aconteceu na noite de segunda-feira (20/8) na tradicional casa de espetáculos nova-iorquina Radio City Music Hall. Entre muitos shows e participações de artistas famosos, a edição 2018 do troféu Astronauta de Prata deixou claro que o pop atual pertence às mulheres, ao consagrar a cantora Camila Cabello – ao mesmo tempo em que ignorou as contribuições dos principais artistas masculinos do ano. A jovem cubana venceu os dois principais troféus da noite, como Artista do Ano e Melhor Clipe do ano, por “Havana”. O último foi entregue simplesmente por Madonna, que a ex-Fifth Harmony fez questão de reverenciar de joelhos. A vitória de “Havana” (reveja o clipe aqui) também foi a segunda consecutiva do diretor Dave Meyers, que tinha conquistado o VMA do ano passado com o clipe de “Humble”, de Kendrick Lamar. A artista mais premiada, por sua vez, foi rapper Cardi B. Líder em indicações, concorria a dez prêmios e levou três, incluindo Revelação do Ano. Mas, na categoria de hip-hop, perdeu para sua concorrente Nicki Minaj. Incrível é que o espetacular clipe de “This Is America”, do rapper Childish Gambino (mas pode chamar de Donald Glover), nem tenha concorrido nesta categoria, ainda que tenha sido lembrado como “Clipe com Mensagem”. O fenômeno Drake? A MTV até sabe quem é, mas não reconheceu em nenhuma categoria sequer. Entre os poucos homens premiados, o DJ Avicii levou um troféu póstumo de Melhor Clipe de Música Eletrônica por “Lonely Together”, pareceria com Rita Ora, e o rapper Post Malone, conquistou o Astronauta de Prata de Música do Ano, por “Rockstar”, mas chamou mais atenção ao se apresentar com a banda Aerosmith… tocando guitarra! Faz sentido, já que Imagine Dragons é o que passa por rock na MTV hoje em dia. Ariana Grande, que venceu a disputa de Melhor Clipe Pop com “No Tears Left To Cry”, foi responsável pela performance mais impactante da noite, ao fazer uma recriação da Santa Ceia, em versão feminina, durante a apresentação da música “God Is A Woman”. Madonna também representou um ponto bastante comentado da premiação com uma homenagem a Aretha Franklin, que morreu no último dia 16 aos 76 anos. Em um longo discurso, a rainha do pop destacou como a rainha do soul foi indiretamente responsável pelo começo de sua carreira. Em vez de destacar a importância de Aretha, falou de si mesma, lembrou de sua própria trajetória e usurpou a homenagem. As redes sociais bufaram de raiva. Faltou R-E-S-P-E-C-T. Ao menos, a garota material evitou cantar um cover da mulher natural, o que seria um sacrilégio completo. A festa ainda teve show de Shawn Mendes, que abriu a cerimônia – e introduziu a homenageada da noite, Jennifer Lopez – , fazendo chover literalmente no palco, durante sua performance de “In My Blood”. Veja abaixo a lista dos principais vencedores do VMA 2018. Artista do Ano: Camila Cabello Clipe do Ano: “Havana”, de Camila Cabello Música do Ano: “Rockstar”, de Post Malone & 21 Savage Melhor Clipe Pop – “No Tears Left To Cry”, de Ariana Grande Melhor Clipe de Hip-Hop: “Chun-Li”, de Nicki Minaj Melhor Clipe Latino: “Mi Gente”, de J Balvin & Willy William Melhor Clipe Eletrônico: “Lonely Together” , de Avicii & Rita Ora Melhor Clipe de Rock: “Whatever It Takes”, de Imagine Dragons Melhor Clipe do Verão: “I Like it”, de Cardi B Melhor Clipe com Mensagem: “This Is America”, de Childish Gambino Revelação do Ano: Cardi B Artista Emergente do Ano: Hayley Kiyoko Melhor Colaboração: Jennifer Lopez, DJ Khaled & Cardi B – “Diñero” Melhor Direção: Hiro Murai – “This Is America”, de Childish Gambino Melhor Direção de Fotografia: Benoit Debie – “Apeshit”, de The Carters Melhor Direção de Arte: Jan Houlevigue – “Apeshit”, de The Carters Melhores Efeitos Visuais: Loris Paillier – “All The Stars”, de Kendrick Lamar & SZA Melhor Coreografia: Sherrie Silver – “This Is America”, de Childish Gambino Melhor Edição: Taylor Ward – “Lemon”, de N.E.R.D & Rihanna Michael Jackson Video Vanguard (Prêmio pela carreira): Jennifer Lopez
Tom Ellis manda recado para os fãs brasileiros de Lucifer
A Netflix divulgou um vídeo de “Lucifer”, em que Tom Ellis e Aimee Garcia mandam uma mensagem aos fãs da atração no Brasil, agradecendo o apoio na campanha que resgatou a série e prometendo que, apesar da espera ser maior que o costume, a 4ª temporada da série “vai ser muito boa”. A plataforma de streaming resgatou a série, que foi cancelada pela Fox em maio, devido a uma ruidosa campanha de fãs, que colocou a hashtag #SafeLucifer entre os principais tópicos do Twitter. Os showrunners Joe Henderson e Ildy Modrovich revelaram que o novo ciclo irá contar apenas com 10 episódios, todos inéditos. Mas fora a duração menor, característica das produções em streaming, a série deverá permanecer igual à sua versão da TV aberta. Para começar, a história será a mesma que os produtores imaginavam para a primeira metade da 4ª temporada na Fox. Como terão menos episódios para trabalhar, eles decidiram concentrar seus esforços para contar uma história só. Não ficou claro se isso significa abandonar a estrutura de um crime por capítulo, mas não parece ser o caso, uma vez que já planejavam contar a trama desta forma na TV aberta. Anteriormente, Henderson tinha revelado que a ideia da 4ª temporada era explorar como a detetive Chloe Decker lidaria com a descoberta de que Lucifer é realmente o diabo. Além de manter os planos originais, os novos episódios também devem ter a mesma média de duração de 43 minutos, que a série tinha na Fox. A data de estreia dos novos episódios ainda não foi anunciada. Por baixo dos ternos caros do Lucifer bate um coraçãozinho brasileiro! pic.twitter.com/LNrWLXEtU1 — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) August 20, 2018
Hit Girl vai caçar predadores sexuais de Hollywood em quadrinhos do diretor de O Balconista
O criador da heroína Hit Girl, Mark Millar revelou a primeira capa da nova minissérie da personagem saída das páginas de “Kick-Ass”. A história foi escrita pelo cineasta Kevin Smith (“O Balconista”), que revelou alguns detalhes sobre sua produção. “Eu escrevi a maior parte da série enquanto me recuperava do meu susto de saúde, então Mindy McCready e sua sede sangrenta por justiça me ajudou a consertar meu coração partido”, disse Smith ao escrever o arco, lembrando seu recente ataque cardíaco. “Contar histórias com os brinquedos de Mark foi um prazer absoluto”, acrescentou, elogiando também a arte de Pernille Orum, que, ele lembrou no Twitter, é a primeira mulher a desenhar Hit Girl. Já a capa, que pode ser vista abaixo, foi desenhada pelo artista Francesco Francavilla . Popularizada em dois filmes de “Kick-Ass”, na pele da atriz Chloë Grace Moretz, Hit Girl é uma heroína sanguinária de 12 anos de idade, que sabe como usar uma lâmina e não tem medo de palavrões. Na nova minissérie, batizada de “Hit Girl: The Golden Rage of Hollywood”, ela chega em Hollywood para caçar predadores sexuais. A ideia do lançamento é ecoar as acusações do movimento #MeToo e o escândalo de Harvey Weinstein, e cada edição irá evocar uma era diferente do cinema americano. O primeiro exemplar tem lançamento marcado para janeiro de 2019 nos Estados Unidos, pela editora Image Comics. HIT-GIRL ANNOUNCEMENT! Genius director @ThatKevinSmith brings Mindy to Hollywood in a biting new story that's never been more timely! @Pernilleoe on art. @f_francavilla cover at the link!!!! https://t.co/2z2wo9Iev8 — Mark Millar (@mrmarkmillar) August 20, 2018 My HIT-GIRL arc for @mrmarkmillar will be drawn by genius @Pernilleoe – the first woman published to ever draw Hit-Girl interiors! And this image is Pernille’s first-ever drawing of Hit-Girl! Read all about our “Golden Rage of Hollywood” story here: https://t.co/5G5F4cNRP2 pic.twitter.com/XhpyknNVf6 — KevinSmith (@ThatKevinSmith) August 21, 2018
Figurante de The Walking Dead vai caçar zumbis em Z Nation
A atriz Katy O’Brian, que figurou como um dos Salvadores prisioneiros em Hilltop na recente 8ª temporada de “The Walking Dead”, vai ganhar mais destaque no mundo do apocalipse zumbi. Ela entrou no elenco fixo da 5ª temporada de “Z Nation”, a série trash de zumbis do canal pago Syfy. O’Brian vai interpretar Georgia (também conhecido como George) St. Clair, uma jovem heroína que não passava de uma caloura da faculdade há oito anos, durante o começo do surto zumbi, mas ajudou a conduzir um grupo de colegas e professores para a Newmerica, onde se tornou uma líder política, tentando formar um novo país para sobreviver ao apocalipse. Bem diferente de “The Walking Dead”, “Z Nation” gira em torno de um grupo originalmente encarregado de levar um homem imune às mordidas de zumbis ao Centro de Controle de Doenças de Los Angeles. A missão foi abandonada há duas temporadas, quando a série assumiu que o objetivo de seus episódios é apenas mostrar variações inusitadas de zumbis, caprichando no estilo trash. Com isso, já mostrou desde zumbis radioativos até zumbis transgênicos, que, cultivados numa plantação de cannabis, rendem uma maconha mais potente. Apareceram também zumbis alienígenas, a versão zumbi de George R.R. Martin e zumbinardos, vindos do céu em tornados, como os famosos tubarões dos telefilmes do canal. Isto porque a produtora que faz a série, Asylum, é a mesma da franquia “Sharknado”. “Z Nation” foi criada por Karl Schaefer (roteirista de “The Dead Zone” e produtor de “Eureka”) e o elenco ainda inclui Kellita Smith (série “The Bernie Mac Show”), Russell Hodgkinson (“Candidatos a Encrenca”), DJ Qualls (série “Sobrenatural”) e o estreante Nat Zan. A 5ª temporada estréia no final deste ano no Syfy.
Demitido pela Disney, James Gunn vai lançar terror “surpresa” ainda este ano
Demitido pela Disney de “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, James Gunn já tem filme novo em andamento. Ele está dando os toques finais num longa de terror “surpresa”, que será lançado pela Sony Pictures ainda neste ano. A Screen Gems, divisão da Sony, agendou um filme ainda sem título oficial do cineasta para o dia 30 de novembro. Pelo cronograma, a obra foi filmada em segredo, antes mesmo da polêmica envolvendo o cineasta. James Gunn foi demitido em 20 de julho pelo presidente da Disney, Alan Horn, após campanha da extrema direita dos Estados Unidos, que denunciou antigos tuítes ofensivos do diretor com “piadas” de dez anos atrás sobre pedofilia e estupro. Horn classificou as mensagens como “indefensáveis” e não voltou atrás, mesmo diante de uma carta-aberta do elenco de “Guardiões da Galáxia” e petição de fãs na internet, que já reuniu mais de 380 mil assinaturas. Originalmente, o projeto seria anunciado durante o painel do estúdio na San Diego Comic-Con deste ano, mas foi retirado de última hora, quando a direita atacou o diretor, levando a Disney a implodir os planos da Marvel. Não há qualquer informação disponível sobre a trama ou o elenco do filme, mas não faltam boatos, desde uma adaptação do mangá “Berseck” até uma versão de cinema do game “Bloodborne”, do Playstation 4.
Trailer de documentário reflete sobre a carreira e a agitada vida pessoal de Jane Fonda
A HBO divulgou o trailer do documentário sobre a atriz Jane Fonda. Intitulado “Jane Fonda in Five Acts”, o filme reflete a vida e a obra da estrela, que já nasceu sob os holofotes de Hollywood, como filha do lendário ator Henry Fonda, foi “Barbarella”, venceu dois Oscars na década de 1970, virou sex symbol da esquerda americana e se casou com o milionário dono do império de comunicação da Turner. A prévia mostra imagens raras de sua infância, em registros em super-8 da família, cenas de filmes e de sua agitada vida pública, destacando sua fase de rebelião, quando se tornou o rosto mais célebre dos protestos contra a Guerra do Vietnã, o que a levou a ser presa em 1970, e sua reinvenção como ícone da saúde nos anos 1980. O documentário da diretora Susan Lacy (“Spielberg”) é conduzido por depoimentos da própria atriz, que completou recentemente 80 anos, e de velhos amigos, como Robert Redford, seu par em quatro filmes, e Lily Tomlin, com quem divide atualmente a série “Grace and Frankie”, na Netflix, além de dois de seus ex-maridos, Tom Hayden e Ted Turner. A exibição está prevista para 24 de setembro na HBO americana.
Eva Longoria será a mãe de Dora, a Aventureira no cinema
A atriz Eva Longoria (de “Desperate Housewives”) entrou no elenco de “Dora, a Aventureira”, versão de cinema para a série animada do canal Nickelodeon. Ela será a mãe da jovem protagonista, vivida por Isabela Moner (de “Transformers: O Último Cavaleiro”) na produção. A adaptação tem produção de Michael Bay, diretor da franquia “Transformers”, que tem apostado na carreira de Moner, e seu elenco também inclui Eugenio Derbez (“Não Aceitamos Devoluções”), Adriana Barraza (“Babel”) e Temuera Morrison (“Lanterna Verde” e “Aquaman”). O roteiro foi escrito por Nicholas Stoller (“As Aventuras do Capitão Cueca: O Filme”) e a direção está a cargo de James Bobin (“Alice Através do Espelho”), que voltam a se juntar após a parceria de “Os Muppets” (2011). As filmagens já começaram na Austrália e mostrarão Dora iniciando uma aventura diferente: o ensino médio. A previsão de estreia é para agosto de 2019.
Ator mirim de Glee assume ser transexual e se define como mulher
J.J. Totah, estrela mirim de séries como “Jessie” no Disney Channel, “Glee” na Fox e a recente “Champions” na NBC, escreveu um artigo para a revista TIme em que revelou que é transexual. Identificado em todos os trabalhos como ator, Totah, que em agosto completou 17 anos, disse que agora quer ser reconhecido como atriz e chamada de Josie Totah. “Meus pronomes são ‘ela’ e ‘dela’. Eu me identifico como uma mulher, especificamente uma mulher transgênero. E meu nome é Josie Totah”, ela escreveu. “Isso não é algo que aconteceu de uma hora para outra, nem uma escolha que eu fiz. Quando tinha cinco anos, muito antes de sequer entender a palavra ‘gênero’, sempre dizia para a minha mãe que queria ser uma garota. Desde que eu aprendi a falar, dizia: ‘Me dê um vestido!’. Eu sempre soube, em um nível ou outro, que era uma mulher.” Em seu artigo, Totah conta que todos ao seu redor sempre “presumiram” que ela fosse um garoto gay, e que isso se transferiu para a sua carreira quando começou a atuar. “Inúmeros repórteres já me perguntaram em entrevistas sobre como eu me sentia como um jovem garoto gay. Eu fui apresentada para pessoas dessa forma e recebi um prêmio de uma organização pelos direitos LGBTQIA+. Eu entendo que essas pessoas não sabiam o que eu estava sentindo. Eu sentia que devia às pessoas ser um garoto gay, mas essa nunca foi a forma como enxerguei a mim mesma”, escreveu. “Atuar sempre foi minha paixão. Eu me sinto muito grata por ter conseguido papéis em séries como ‘Champions’, e sei que sou sortuda por poder fazer o que amo. Por outro lado, sinto que me deixei ser colocada em uma caixinha: ‘J.J. Totah, garoto gay'”, acrescentou. Ela diz que o medo de não ser aceita impediu que contasse para as pessoas como realmente se sentia. “Eu tinha medo que os fãs que me conheciam de alguma série da Disney fossem ficar confusos. O que percebi nos últimos anos foi que esconder minha verdadeira identidade não é saudável. Eu sei agora, mais do que nunca, que estou pronta para dar esse passo e me tornar eu mesma. Estou pronta para ser livre.” Totah por fim relatou como assistir ao reality show “I Am Jazz”, que acompanha a estrela transgênero Jazz Jennings, fez com que ela dissesse para sua mãe que queria passar por terapia de hormônios e começar o processo de transição. Como o apoio da mãe, ela foi em frente e, com a ajuda da terapia de hormônios, conseguiu evitar de passar por processos da puberdade masculina, que ela temia. “Ainda há muitas coisas que me assustam. Documentos de identidade podem ser muito difíceis para pessoas transgênero”, comentou. “Eu sinto medo de que, quando alguém olhar para a minha carteira de identidade e para mim, eu não possa entrar onde quero entrar por causa de quem eu sou. Eu sinto medo de que ser transgênero me limite dessa forma. E sinto medo de ser julgada e rejeitada, ou de que as pessoas olhem para mim de forma diferente”, continuou. “No entanto, quando minha família e amigos me chamam de Josie, sinto que estou sendo vista e reconhecida. É algo que todo mundo quer em sua vida. Como uma pessoa semi-religiosa que foi para a escola católica, eu acredito que Deus me fez transgênero”, escreve. “Eu não sinto que fui posta no corpo errado. Eu não sinto que houve algum erro em mim. Eu acredito que sou transgênero para ajudar as pessoas a entenderem melhor as diferenças. Isso permite que eu ganhe perspectiva, e aceite mais as outras pessoas, porque eu sei como é ser diferente de todo mundo.” Por fim, Totah contou ainda sobre sua experiência na série “Glee”, onde interpretou Myron Muskovitz. “Eu assistia Lea Michele, e ela era fabulosa. Eu amava ver as garotas colocando vestidos e se apresentando em números musicais luxuosos. Ao mesmo tempo, isso era difícil, porque eu queria ser como elas. É algo que eu senti em quase todos os projetos nos quais atuei.” Para finalizar, a atriz revelou que está prestes a ir para a faculdade, mas que não vai largar a carreira na frente das câmeras. “Eu planejo interpretar papéis que não tive a oportunidade de interpretar até hoje. Eu só posso imaginar o quanto vou me divertir interpretando alguém que divide a minha identidade, ao invés de um garoto. Eu vou atrás desses papéis, sejam mulheres transgênero ou cisgênero. Para mim, é um novo começo — e um novo mundo.” Assim que o texto foi publicado, a atriz Mindy Kaling, criadora da já cancelada “Champions”, foi ao Twitter para oferecer seu apoio. “Eu amo você, Josie. Estou tão feliz que você seja capaz de falar sua verdade e viver como seu eu autêntico”, ela escreveu. “Você é tão talentosa – mal posso esperar para escrever para você de novo!”
Aston Martin vai fabricar modelos de carros com acessórios de espionagem de James Bond
A fabricante de carros Aston Martin vai colocar a venda uma versão do famoso veículo com vários “acessórios de espionagem”. Os modelos serão réplicas dos usados nos filmes de 007, e incluirão algumas das invenções de Q, o criador das armas secretas de James Bond no cinema. O veículo entrou para a mitologia da franquia ao aparecer pela primeira vez no clássico “007 contra Goldfinger” (1964), e as versões que serão disponibilizadas terão como base o modelo clássico DB5 de cor prata, dirigido por Sean Connery na ocasião. Serão produzidas apenas 25 unidades do “Aston Martin espião”, que serão oferecidas para colecionadores pela bagatela de US$ 3,5 milhões. Chris Corbould, que trabalha nos efeitos especiais da franquia Bond desde os anos 1970, ajudou a Aston Martin a desenvolver as muitas funcionalidades do carro. Desde sua aparição em “Goldfinger”, o Aston Martin DB5 ressurgiu em “007 contra a Chantagem Atômica” (1965), “007 contra Goldeneye” (1995), “007 – O Amanhã Nunca Morre” (1997), “007: Cassino Royale” (2006), “007 – Operação Skyfall” (2012) e “007 Contra Spectre” (2015). “A conexão da Aston Martin com a franquia Bond é algo que nos causa muito orgulho”, disse o CEO da empresa Andy Palmer, em uma declaração oficial. “O DB5 ainda é o carro definitivo de 007 depois de tantos anos. Muitos fãs de Bond sonham em comprar um Aston Martin, mas comprar um DB5 prateado, completo com todos os acessórios e vindo da mesma fábrica que produziu os carros originais da franquia? Isso deve ser a fantasia de todos os colecionadores”. Os modelos têm previsão de lançamento para 2020. E a menos que a empresa tenha alguma informação confidencial, a data é posterior ao lançamento do próximo longa da franquia. Ainda sem título, o 25º filme oficial de James Bond tem previsão de estreia para outubro de 2019, novamente estrelado por Daniel Craig e com direção de Danny Boyle (“Quem Quer Ser um Milionário”).
Harvey Weinstein chama Asia Argento de hipócrita e denúncia de abuso de menor coloca #MeToo contra a atriz
A denúncia de suposto abuso sexual cometido pela atriz Asia Argento no ator adolescente Jimmy Bennet, publicada no jornal The New York Times, precipitou diversas reações. A mais ruidosa veio do advogado de Harvey Weinstein, que chamou a estrela italiana de hipócrita. Uma das primeiras a denunciar Harvey Weinstein por estupro, Asia Argento se tornou porta-voz importante do movimento #MeToo, mas logo depois teria aceito pagar US$ 380 mil a Bennet para não ser processada pelo mesmo motivo, apurou o jornal nova-iorquino. Ele tinha 17 anos na data da suposta agressão sexual, em 2013, que teria acontecido em um hotel da Califórnia, segundo a publicação, que cita documentos de uma fonte não identificada. O ator ficou conhecido ao interpretar a versão adolescente do futuro Capitão James Kirk no filme “Star Trek” de 2009, mas antes disso, em 2004, aos 8 anos, viveu o filho da atriz no segundo longa que ela dirigiu, “Maldito Coração”, quando os dois desenvolveram uma relação de amizade. Segundo os documentados obtidos pelo jornal, os advogados de Bennett pediram indenização contra uma “agressão sexual” traumática para seu cliente. Jimmy teria encontrado Asia em um hotel em Marina Del Rey (Califórnia) em maio de 2013 e que ela lhe deu álcool, o beijou e o levou para a cama, para fazer sexo oral no rapaz. Há imagens de ambos no Instagram de Asia, que datam da época documentada. Em uma delas, ela diz que é o “dia mais feliz da minha vida, reunião com Jimmy Bennett”. Os advogados de Bennett informaram que existe outra foto, em que os dois aparecem seminus na cama do hotel. “Os novos fatos deste caso mostram um caso impressionante de hipocrisia de Asia Argento, uma das principais vozes que queriam acabar com Harvey Weinstein”, disse o advogado do produtor acusado por mais de 100 mulheres de abuso em um comunicado. Benjamin Brafman ainda reforçou a posição de defesa ao dizer que a relação entre Asia e Harvey foi consensual. “A duplicidade de sua conduta é algo extraordinário e deve mostrar a todos como suas alegações contra o sr. Weinstein são pobres e foram mal examinadas”, completou. Asia Argento, porém, não é uma das mulheres que processam Weinstein na justiça, e suas alegações não fazem parte do caso criminal que pode levá-lo para a prisão. Ele enfrenta seis acusações diferentes de abuso sexual e estupro. Além desse ataque, a atriz viu suas antigas aliadas lhe virarem as costas. Rose McGowan, outra voz estridente contra Weinstein, se pronunciou no Twitter de forma fria, buscando se distanciar da até então nova amiga. “Conheci Asia Argento dez meses atrás. Temos em comum a dor compartilhada de termos sido agredidas por Harvey Weinstein. Meu coração está partido. Continuarei a trabalhar a favor das vítimas em todos os lugares”, escreveu. Fundadora do #MeToo, a ativista Tarana Burke defendeu o movimento contra a atriz. Para ela, adversários do #MeToo “tentarão usar essa história para tirar o crédito do movimento”. Ela avisa, no entanto, que isso não vai acontecer: “Eu já disse repetidamente que o movimento #MeToo é para todos nós, incluindo esses jovens e corajosos homens que estão começando a falar sobre suas denúncias. Continuará sendo espantoso quando os nomes de algumas das nossas pessoas favoritas forem conectados à violência sexual, a não ser que tiremos o foco dos indivíduos e comecemos a falar sobre poder”. “Violência sexual é sobre poder e privilégio. Isso não muda quando a criminosa em questão é sua atriz, ativista ou professora favorita”, continuou. “Não importa o gênero. Nós não mudaremos a cultura [em torno de assédio sexual] a não ser que mudemos o foco dessa narrativa. Minha esperança é que, quanto mais pessoas falarem sobre suas experiências, especialmente homens, nós possamos nos preparar para conversas realmente difíceis sobre poder, humanidade, privilégio e dor”. Atualmente empregada como jurada do programa “X-Factor” na Itália, Asia Argento tem sua demissão estudada pelos produtores. Em comunicado, o canal Sky Italia afirma: “Se as alegações reportadas pelo New York Times se confirmarem, essa questão é completamente inconsistente com a ética e valores da Sky, sendo assim, em acordo com a Fremantle, nós nos vemos obrigados a colocar um fim em nossa colaboração com Asia Argento”.
GLOW é renovada para a 3ª temporada
A Netflix anunciou a renovação de “GLOW” para sua 3ª temporada. O anúncio vem dois meses depois de atração estrear seu segundo ciclo na plataforma de streaming. E o Emmy pode ter ajudado. A série de comédia não está entre as mais vistas da Netflix, mas tem se destacado de outra forma, com reconhecimento da indústria. Já vencedora dos prêmios Satellite e do Sindicato dos Diretores de Arte, “GLOW” foi indicada a seis categorias do Emmy 2018, inclusive Melhor Série de Comédia. Criada por Liz Flahive e Carly Mensch (produtoras-roteiristas de “Nurse Jackie”) e produzida por Jenji Kohan (a criadora de “Orange Is the New Black”), a série se passa nos anos 1980 e tem como ponto de partida uma atriz desempregada (Alison Brie), que agarra a última oportunidade de alcançar o estrelato num projeto de programa de luta livre feminina, idealizado por um produtor inexperiente e comandado por um diretor de filmes trash. Ao ingressar na equipe, ela encontra personagens caricatas da época — de cabeleiras volumosas e maiôs de luta coloridos –, com quem passa a conviver e a lutar por 15 minutos de glória num “esporte” até então dominado por homens. Para quem não lembra, “G.L.O.W.” foi o nome de um programa de verdade, que mostrava lutas entre atrizes iniciantes, modelos, dançarinas e dublês que tinham o sonho de entrar no mercado de entretenimento. A sigla significa Gorgeous Ladies of Wrestling (as deslumbrantes senhoras da luta livre) e uma das empresárias envolvidas em sua produção era a mãe do ator Sylverster Stallone. No Brasil, o programa foi exibido no SBT com o título de “Luta Livre de Mulheres”. O elenco da série também inclui Betty Gilpin (“Master of Sex”), Sunita Mani (“Mr. Robot”), Ellen Wong (“The Carrie Diaries”), Sydelle Noel (“De Repente um Bebê”), Britt Baron (“Criminal Minds: Beyond Borders”), Marc Maron (“Quase Famosos”), Jackie Tohn (“CHiPS”), Chris Lowell (“Veronica Mars”) e a cantora irlandesa Kate Nash, entre outros. É melhor nem tirar o glitter do rosto! Glow volta para mais uma temporada! pic.twitter.com/XLtDMmtg0w — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) August 20, 2018
2ª temporada de Atypical ganha imagens e trailer legendado
A Netflix divulgou o pôster, seis fotos e o trailer legendado da 2ª temporada de “Atypical”, uma de suas melhores série adolescentes. A trama gira em torno de um jovem autista de 18 anos, que decide se tornar mais independente da mãe superprotetora e começar a namorar. Diante do crescimento do garoto, a família inteira precisa se adaptar às mudanças, enquanto questiona o que significa ser “normal”. Estrelada por Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”) e Keir Gilchrist (“Corrente do Mal”), respectivamente como mãe e filho, “Atypical” conquistou elogios da crítica e 77% de aprovação no site Rotten Tomatoes. A série foi criada pela roteirista Robia Rashid (que escrevia “How I Met Your Mother”) e o cineasta Seth Gordon (“Baywatch”), e seu elenco ainda inclui Michael Rapaport (série “Justifed”) como pai do garoto, Brigette Lundy-Paine (“O Homem Irracional”) como sua irmã caçula andrógina e Amy Okuda (série “How to Get Away with Murder”) como a terapeuta. Os novos episódios de “Atypical” tem estreia marcada para 7 de setembro, dia em que a Netflix, aparentemente, vai quebrar – também estreiam nesta data a 2ª temporada de “Punho de Ferro” e os filmes “Sierra Burgess É uma Loser” e “Next Gen”.
Outlaw King vira Legítimo Rei em trailer equivocado de Sessão da Tarde na Netflix
Em seu desejo de se popularizar no país, a filial nacional da Netflix vem agregando as piores características dos mercados de cinema e TV paga brasileiros. Um novo ponto baixo foi marcado nesta segunda (20/8) com a divulgação dublada do trailer de um filme que supostamente é um dos pontos altos da produção da matriz americana. E que tem sua qualidade sabotada pelo marketing local. Para começar, o velho estigma do título inventado atacou a obra sem piedade. “Outlaw King”, o rei fora-da-lei, expressão que aparece no trailer, virou “Legítimo Rei”, assim mesmo, em construção gramatical inglesa, com o adjetivo à frente do substantivo. Por quê? A palavra “legítimo” é, com o perdão da redundância, o legítimo antônimo de “fora-da-lei”, não seu sinônimo. Haja liberdade criativa! Mas o que se demanda, cada vez mais, inclusive com petições do público para os grandes estúdio, é fidelidade. Os problemas amentam ainda mais quando os atores abrem a boca e, em vez de sotaque escocês, ouve-se vozes conhecidas da Sessão Tarde. “Ishto rasshga… a alma”! “Outlaw King” vai abrir o Festival de Toronto, mas aqui tem marketing de telefilme. Equívoco? Talvez redefinição de público-alvo. Ao buscar atrair a classe D, a Netflix não parece preocupada em alienar os assinantes atuais. Já vimos esse filme antes na TV paga, quando as séries deixaram de ser legendadas para ganhar exibição dublada. Para, daí, serem oferecidas novamente com legendas em canais premium, com assinatura mais cara, elitizando o serviço que antes estava no pacote básico. Se é para ser mais acessível, então porque a tradução não foi além e batizou o rei da Escócia Robert the Bruce como Roberto I, como é conhecido no Brasil? Para não confundir com o outro Rei Roberto, o Carlos? Detalhes tão pequenos, mas que revelam muito sobre as motivações nada educativas por trás da opção da Netflix pela popularização. O filme que originalmente se chama “Outlaw King” é ambientado no começo do século 14 e traz o ator Chris Pine (“Mulher-Maravilha”) como Robert The Bruce, que após ser coroado Rei dos Escoceses enfrenta um invasão surpresa do Rei Edward (ou Eduardo I) da Inglaterra, responsável por ocupar a Escócia e declarar Robert um rei fora-da-lei – daí o título original. Considerado o maior guerreiro de sua época, Robert lutou bravamente contra os invasores e, após derrotas iniciais, conseguiu unir os escoceses e libertar o país, tornando a Escócia uma nação independente e originando a primeira declaração de direitos universais, que inspirou a Revolução Francesa. Historiadores afirmam que sem Robert The Bruce não existiria a Escócia, pois o país teria sido absorvido pela Inglaterra. Sua vitória, numa longa campanha que se estendeu até a morte do Rei Edward, foi tão definitiva e uniu tanto o povo do país que a Escócia nunca mais foi conquistada. Não é à toa que ele é considerado um dos maiores heróis da história escocesa. Apesar disso, há poucos filmes sobre o rei. Um dos mais famosos foi o blockbuster “Coração Valente” (1995), em que ele apareceu de forma coadjuvante, interpretado por Angus Macfadyen. Lançado no ano seguinte, “The Bruce” tem maior relevância, por ser uma produção britânica focada no mesmo recorte histórico do filme da Netflix. “Outlaw King” marca o reencontro de Chris Pine com o diretor David Mackenzie, que é escocês e dirigiu o ator no premiado thriller “A Qualquer Custo” (2016). O elenco também inclui Aaron Taylor-Johnson (“Vingadores: Era de Ultron”), Florence Pugh (“Lady Macbeth”), Callan Mulvey (“Capitão América 2: O Soldado Invernal”) e Billy Howle (“Dunkirk”). A primeira exibição está marcada para 6 de setembro no Canadá, no evento de gala da abertura do Festival de Toronto, e a estreia em streaming só vai acontecer dois meses depois, em 9 de novembro. O filme também deve ser exibido em circuito limitado nos cinemas dos Estados Unidos, para cumprir regra de classificação ao Oscar.












