Trailer de Bluff City Law revela volta de Jimmy Smits às séries jurídicas
A rede americana NBC divulgou o primeiro trailer de “Bluff City Law”, série prevista para a próxima temporada. Trata-se de mais um drama jurídico que segue advogados de uma firma de elite. O diferencial é que a equipe é liderada por pai e filha, que tem um relacionamento tumultuado. A atração representa uma volta às tramas jurídicas para o veterano Jimmy Smits (“Nova York Contra o Crime” e “Sons of Anarchy”), que nos anos 1980 estrelou a série clássica “L.A. Law” (1986–1994). Já Caitlin McGee (vista em dois episódios de “Grey’s Anatomy”) terá o principal papel de sua carreira como Sydney, a filha do personagem de Smits. A advogada Sydney Strait costumava trabalhar na firma do pai, Elijah, até que as diferenças de opiniões e atitude – ela é conservador, ela é arrojada – os afastaram. Mas, após anos de distância, a morte inesperada de sua mãe volta a aproximar Sydney do pai, que a convence a retornar para a empresa em Memphis. Ela concorda porque, apesar de seu ressentimento e desconfiança, sabe que trabalhar ao lado do pai é sua melhor chance de vencer casos controversos de direitos civis e, assim, mudar o mundo, se ao menos eles conseguirem se entender. Criada por Dean Georgaris (criador de “The Brave” e roteirista do filme “Megatubarão”), “Bluff City Law” ainda traz em seu elenco de apoio os atores Scott Shepherd (“True Detective”), Barry Sloane (“Revenge”), Michael Luwoye (“The Gifted”) e Jayne Atkinson (“House of Cards”).
Crystal Reed se apaixona pelo Monstro do Pântano em novo teaser da série
A plataforma DC Universe divulgou um novo teaser de “Swamp Thing”, a série do Monstro do Pântano. A prévia traz a personagem Abby Arcane (Crystal Reed, que interpretou Sofia Falcone em “Gotham”), envolvida por galhos, folhas e mergulhada no pântano de forma sensual, revelando a seu lado, nas sombras, a companhia do monstro do título. Na narração, ela comenta “coisas estranhas que acontecem no pântano” e que “às vezes o homem dos seus sonhos acaba sendo um monstro”. Desenvolvida pelos roteiristas-produtores Mark Verheiden (“Constantine”) e Gary Dauberman (“It: A Coisa”), a série vai modificar o foco dos quadrinhos criados em 1972 pelos lendários Len Wein (também pai de Wolverine) e Bernie Wrightson, para enfatizar a protagonista feminina. Abby Arcane também terá sua introdução modificada, como uma pesquisadora do Centro de Controle de Doenças Contagiosas (CDC, na sigla em inglês), que retorna a sua casa de infância na cidadezinha de Marais, na Louisiana, para investigar um vírus mortal transmitido pelo pântano. Ela desenvolve um vínculo com o cientista Alec Holland (Andy Bean, o Stanley adulto de “It: A Coisa, Capítulo 2”), apenas para tê-lo tragicamente tirado dela. Mas quando forças poderosas agem sobre o local com a intenção de explorar as misteriosas propriedades do pântano para seus próprios propósitos, Abby descobre que o lugar guarda segredos místicos e que seu potencial interesse romântico pode não estar morto. O elenco também inclui Jennifer Beals (das séries “Taken” e “The L Word”), Virginia Madsen (“Designed Survivor”), Will Patton (“Falling Skies”), Kevin Durand (da série “The Strain”), Maria Sten (“Straight Outta Compton”), Jeryl Prescott (“Ray Donovan”, “The Walking Dead”), Henderson Wade (“Extant”), Leonardo Nam (“Westworld”), Adrienne Barbeau (que estrelou o filme do “Monstro do Pântano” de 1982) e Derek Mears (o Jason da franquia “Sexta-Feira 13”) como o Monstro do Pântano. Originalmente, a 1ª temporada teria 13 episódios, mas os executivos da Warner mandaram encerrar a produção após a gravação do 10º capítulo. Este fato originou muitas especulações, mas o estúdio não emitiu nenhum comunicado oficial. A série do “Monstro do Pântano” tem produção do cineasta James Wan (diretor de “Aquaman” e “Invocação do Mal”) e seu episódio de estreia é assinado por outro diretor de cinema, Len Weiseman (“Anjos da Noite”). A estreia está marcada para 31 de maio na plataforma DC Universe, disponível apenas nos Estados Unidos.
Novo trailer de Krypton destaca os vilões Zod, Brainiac, Apocalipse e Lobo
A DC divulgou um novo trailer da 2ª temporada de “Krypton”, série sobre os antepassados de Superman, exibida pelo canal pago SyFy. A prévia destaca os vilões da história: o infame General Zod (Colin Salman), o alienígena Brainiac (Blake Ritson), o monstro Apocalipse e o mercenário Lobo (Emmett J. Scanlan). A série segue o avô de Superman, Seg-El (Cameron Cuffe), como um jovem confrontado por um viajante do futuro com o dilema de salvar seu planeta ou deixá-lo ser destruído para preservar o destino de seu famoso neto. A 2ª temporada de “Krypton” examinará as consequências do arco inicial e, de certa forma, verá a série começar de novo, redefinindo o planeta natal de Superman e Supergirl. A volta de “Krypton” está marcada para 12 de junho nos Estados Unidos.
This Is Us é renovada para mais uma, duas… três novas temporadas!
A rede americana NBC anunciou a renovação da série “This Is Us”. E não apenas para a 4ª temporada, mas para mais três anos completos de produção. O programa continua sendo um dos maiores sucessos de audiência da emissora, com 8,3 milhões de telespectadores semanais e média de 2.0 pontos na demo. Cada ponto inteiro equivale a 1,3 milhão de público adulto qualificado na medição da consultoria Nielsen. Assim como as três temporadas iniciais, os próximos três anos de “This Is Us” terão 18 episódios cada. A expectativa é que a série seja encerrada com a encomenda desses episódios, ao final da 6ª temporada, prevista para 2022. Mas nenhuma decisão oficial foi tomada nesse sentido. O que sugere isso é uma declaração do showrunner da atração, Isaac Aptaker, que em fevereiro revelou já saber exatamente como a série vai acabar. “Nós temos o final em mente há muito tempo, então somos capazes de planejá-lo e tentar fazer com que tudo se complete, ao invés de deixar ‘This Is Us’ como uma série que se estende eternamente”. “This Is Us” é uma criação de Dan Fogelman (criador de “Galavant” e “The Neighbors”) e acompanha as vidas de três irmãos durante épocas diferentes de suas vidas: na infância, na adolescência e na vida adulta, em tramas paralelas. Seu grande elenco destaca Justin Hartley (“Smallville”), Chrissy Metz (“American Horror Story”), Sterling K. Brown (“American Crime Story: The People v. O.J. Simpson”), Milo Ventimiglia (“The Whispers”) e Mandy Moore (série “Red Band Society”).
Whiskey Cavalier é cancelada e Lauren Cohan deve voltar a Walking Dead
A rede americana ABC anunciou o cancelamento de “Whiskey Cavalier” em sua 1ª temporada. A decisão foi tomada antes do final da exibição dos episódios produzidos, restando dois capítulos para a conclusão da série. “Whiskey Cavalier começou com grande audiência e expectativa, com 4,7 milhões de espectadores ao vivo, mas não conseguiu sustentar o público inicial, perdendo metade dos telespectadores ao longo da temporada. Seu episódio mais recente, exibido na quarta (8/5), foi visto por 2,4 milhões e marcou 0,4 ponto na demo. Cada ponto inteiro equivale a 1,3 milhão de público adulto qualificado na medição da consultoria Nielsen. O ator Scott Foley (o Jake de “Scandal”) comentou o cancelamento por meio de um vídeo no Instagram, em que se dirigiu aos fãs, acompanhado de sua esposa Marika Dominczyk, que também atuava na série. Veja abaixo. Na comédia de ação criada por Dave Hemingson – que não tinha nenhum piloto aprovado desde “Kitchen Confidential” em 2005, também cancelada na 1ª temporada – , Scott Foley dividia o protagonismo com Lauren Cohen (a Maggie de “The Walking Dead”). Os dois encarnavam uma espécie de Sr. e Sra. Smith, rivais de diferentes agências do governo, que ao competirem entre si para resolver o mesmo caso inspiram a formação de uma equipe multi-agências, que juntava os dois agentes para lidar com ameaças contra o mundo – embora a maior ameaça que precisassem enfrentar fosse a dificuldade de lidar um com o outro. O fim de “Whiskey Cavalier”, porém, é uma boa notícia para os fãs de “The Walking Dead”, pois Lauren Cohan ficou com sua agenda livre para retornar à série. A aposta dos produtores da atração de zumbis, que prefiram esperar para ver, sem “matar” a personagem da atriz, acabou compensando. A intérprete de Maggie já vinha conversando com a equipe de “The Walking Dead” sobre seu retorno, conforme revelou no mês passado. “Jamais senti como se tivesse ficado no passado. É uma coisa muito estranha, mas penso em Maggie o tempo todo. Ela está sempre dentro de mim. Em parte, porque sei que a história está inacabada. Converso o tempo todo com os produtores”, contou, em entrevista para a revista Entertainment Weekly. “Definitivamente, há muitas maneiras interessantes de retornar. Ainda faço parte desse universo. E não acabou. Então, para mim, é empolgante. Fico muito animada ao falar dessas diferentes possibilidades”, acrescentou. Visualizar esta foto no Instagram. Thanks to all who watched and enjoyed and believed in our show. RIP #whiskeycavalier Uma publicação compartilhada por Scott Foley (@scottkfoley) em 12 de Mai, 2019 às 11:07 PDT
Ministra Damares diz que Frozen é do diabo, porque Elza é uma princesa lésbica
A ala circense do governo Bolsonaro voltou a chamar atenção com o compartilhamento do vídeo de uma palestra da ministra Damares Alves, em que ela ataca a animação “Frozen”, comparando-a a um trabalho do diabo – ou do “cão”, em sua linguagem característica. O desenho seria responsável por seduzir “menina de três anos” para o mal, porque Elza acaba sozinha e sem precisar de príncipe encantado. O que, segundo a Ministra, é uma apologia ao estilo de vida gay. No vídeo, que começou a circular no sábado (11/5), Damares aparece cantando a música-tema do filme (“Livre Estou”) e diz: “Sabe por que ela [Elsa] termina sozinha em um castelo de gelo? Porque é lésbica! O cão está muito bem articulado e nós estamos alienados”. Ela ainda afirma que Elsa “vai acordar a Bela Adormecida com um beijo gay”. “Isto aqui é muito grave, sabe por quê? Porque eu fui menina e sonhei em ser princesa. Eu sonhei com o meu príncipe encantado. A gente tá abrindo uma brecha na cabecinha da menina de três anos pra sonhar com princesa! Isto aqui é indução!” O vídeo foi compartilhado nas redes sociais pelo líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta, que acrescentou: “Eis o pensamento de uma ministra de estado dos Direitos Humanos. Disseminando ódio e preconceito contra um segmento social que já enfrenta todo tipo de estigma e preconceito”. Damares respondeu no Instagram algumas horas depois. Ela afirmou se tratar de uma “polêmica que tem como base novamente uma pequena parte recortada de um vídeo que foi gravado durante uma de minhas palestras na igreja”. “Eu critico é a tentativa de interferência dos ideólogos de gênero na identidade de nossas crianças”, escreveu. A ministra ainda lançou uma de suas frases de efeito moralistas em letras maiúsculas: “VAI UM RECADO: CRIANÇA NÃO NAMORA!! CRIANÇA BRINCA E ESTUDA”. E acrescentou: “Minha posição é contrária principalmente contra a erotização e adultizaçäo de crianças. DEIXEM NOSSAS CRIANÇAS SEREM CRIANÇAS!! Que estudem e brinquem sem que ninguém as incentivem a pular fases”. Em “Frozen”, Elza não namora nem é erotizada. A moral da história é que princesas modernas não dependem de príncipes encantados para serem felizes para sempre, uma mensagem defendida por muitos psicólogos. Mas há, sim, fãs que gostariam de ver Elza caracterizada como uma princesa lésbica, chegando a realizar campanha para a diretora do filme confirmar essa tendência na continuação, prevista para o fim do ano. A justificativa é que a Disney vem representando diversas minorias em suas animações recentes. Algo que, inclusive, tem tornado a empresa cada vez mais popular. Porém, ainda não lançou uma princesa lésbica. A defesa da diversidade é uma dos pilares dos Direitos Humanos, como a ministra com certeza sabe – todos são iguais, todos tem os mesmos direitos, etc. Já o ataque à produção cultural infantil tem como base um discurso que culpa a cultura popular por todos os males da civilização. A origem disso vem dos anos 1950, quando um psicólogo americano chamado Fredric Wertham publicou um dos livros mais infames de todos os tempos. Em “Sedução dos Inocentes”, Wertham lançou as bases do discurso de Damares, dizendo que quadrinhos eram responsáveis pelos desvios de comportamento das crianças americanas. Entre outras coisas, a obra afirmava que a força e a independência da Mulher-Maravilha a caracterizavam como lésbica. Na época, os americanos levaram a sério e Wertham foi responsável por quase falir a indústria dos quadrinhos, gerando uma quebradeira no mercado e o fechamento de editoras importantes, além de “demonizar” a chamada nona arte. Passados 65 anos, os personagens de quadrinhos se tornaram a principal produção cultural dos EUA, rendendo bilhões em bilheterias de cinema, e Wertham passou a ser citado apenas como parâmetro de pensamento antiquado. Vale lembrar que, na mesma época de Wertham, a igreja evangélica americana também considerava rock uma música do diabo, porque vinha dos negros e inspirava desejos espúrios. Vários discos foram queimados na campanha do pastor Jimmy Swaggart, primo do roqueiro Jerry Lee Lewis e um dos televangelistas mais famosos de todos os tempos. E que acabou se envolvendo num escândalo sexual com uma prostituta, 30 anos depois. Durante o nazismo, a queima pública de livros na Alemanha também teve como base uma defesa da moral e dos bons costumes – “contra a decadência e a corrupção moral”, nas palavras de outro ministro famoso, Joseph Goebbels. “Em defesa da decência e a moralidade da família e do estado”. O poeta Heinrich Heine logo avisou: “Onde se queimam livros, acaba-se queimando pessoas.” E não deu outra. Eis o pensamento de uma MINISTRA DE ESTADO dos DIREITOS HUMANOS. Disseminando ódio e preconceito contra um segmento social que já enfrenta todo tipo de estigma e preconceito. No vídeo Damares Alves diz que a princesa Frozen vive sozinha no castelo de gelo porque ela é lésbica pic.twitter.com/cqehitc793 — Paulo Pimenta (@DeputadoFederal) May 11, 2019 Visualizar esta foto no Instagram. Fui surpreendida com mais esta polêmica que tem como base, novamente, uma pequena parte recortada de um vídeo que foi gravado durante uma de minhas palestras na igreja. Minha critica é conhecida de todos, eu critico é a tentativa de interferência dos ideólogos de gênero na identidade de nossas crianças. VAI UM RECADO : CRIANÇA NÃO NAMORA!! CRIANÇA BRINCA E ESTUDA. Minha posição é contrária principalmente contra a erotização e adultizaçäo de crianças. DEIXEM NOSSAS CRIANÇAS SEREM CRIANÇAS!! Que estudem e brinquem sem que ninguém as incentivem a pular fases. Uma publicação compartilhada por Damares Alves (@damaresalvesoficial1) em 11 de Mai, 2019 às 7:07 PDT
Vingadores: Ultimato chega a 2,4 bilhões de bilheteria mundial
“Vingadores: Ultimato” segue na liderança das bilheterias dos Estados Unidos e Canadá pelo terceiro fim de semana, com arrecadação de US$ 63M (milhões) apenas nos últimos três dias. O sucesso sem precedentes aproxima o filme da Marvel de um alvo considerado insuperável até seu lançamento. Ao somar US$ 2,4B (bilhões) em todos os mercados, já está somente 300M atrás de “Avatar” (US$ 2,7B). É questão de tempo até assumir o topo do ranking como a maior bilheteria de todos os tempos. Na América do Norte, porém, “Vingadores: Ultimato” ainda tem um degrau a mais para subir. De seu total, US$ 723,4M foram somados nos cinemas norte-americanos, o que equivale à 3ª maior bilheteria doméstica, ainda atrás de “Avatar” (US$ 760,5M) e “Star Wars: O Despertar da Força” (US$ 936,6M). Ninguém apostava num fenômeno tão grande. Prova disso é que os estúdios rivais marcaram nada menos que quatro estreias amplas para essa semana nos Estados Unidos e Canadá. E, apesar de enfrentar uma superpotência, uma delas se saiu melhor que o esperado. “Pokémon: Detetive Pikachu” impressionou com um desempenho consistente, rendendo US$ 58M na América do Norte. O valor representa a maior estreia doméstica de uma adaptação de videogame – US$ 11M acima da abertura de “Lara Croft: Tomb Raider” (2001), com Angelina Jolie. Mesmo assim, ficou em 2º lugar. O resultado foi muito melhor no exterior, onde somou 103M em 62 países. O total supera em 300 mil a soma internacional de “Vingadores: Ultimato” nos últimos três dias, fazendo do filme de “Pokémon” o líder do mercado internacional no fim de semana. Juntando tudo, sua bilheteria mundial está em US$ 170,4M. Parece muito, mas será preciso triplicar esse valor para compensar o investimento em sua produção. O público norte-americano adorou o filme, dando-lhe nota A- no CinemaScore. Já a críticas ficaram divididas, resultando numa média de 64% no site Rotten Tomatoes. O 3º lugar coube à outro lançamento: a comédia “As Trapaceiras”, com Anne Hathaway e Rebel Wilson. O rendimento de US$ 13,5M deixou a desejar. Mas nem foi a pior consequência da produção, que enfrentou críticas extremamente negativas. A avaliação de 16% no Rotten Tomatoes foi uma das mais baixas do ano. Já candidato ao Framboesa de Ouro, o lixão será despejado em 25 de julho no Brasil. As outras duas estreias amplas da semana também apanharam nas bilheterias e na imprensa. A comédia da Terceira Idade “As Rainhas da Torcida” abriu em 6º lugar e foi trucidada com 29% no Rotten Tomatoes, enquanto “Tolkien”, a cinebiografia do autor de “O Senhor dos Anéis”, teve um desempenho assustador em 9º lugar. Ao menos, a crítica não considerou um lixo completo, apenas um filme medíocre (49%). “Tolkien” tem estreia marcada no Brasil para a próxima semana, em 23 de maio, mas “As Rainhas da Torcida” foi jogada para daqui a cinco meses, em outubro. Não será surpresa se sair direto em VOD e vídeo. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Vingadores: Ultimato Fim de semana: US$ 63M Total EUA e Canadá: US$ 723,4M Total Mundo: US$ 2,4B 2. Pokémon: Detetive Pikachu Fim de semana: US$ 58M Total EUA e Canadá: US$ 58M Total Mundo: US$ 170,4M 3. As Trapaceiras Fim de semana: US$ 13,5M Total EUA e Canadá: US$ 13,5M Total Mundo: US$ 27,2M 4. The Intruder Fim de semana: US$ 6,6M Total EUA e Canadá: US$ 20,9M Total Mundo: US$ 21,3M 5. Casal Improvável Fim de semana: US$ 6,1M Total EUA e Canadá: US$ 19,7M Total Mundo: US$ 22,9M 6. As Rainhas da Torcida Fim de semana: US$ 5,1M Total EUA e Canadá: US$ 5,1M Total Mundo: US$ 5,1M 7. Uglydolls Fim de semana: US$ 3,9M Total EUA e Canadá: US$ 14,2M Total Mundo: US$ 15,8M 8. Superação: O Milagre da Fé Fim de semana: US$ 2,4M Total EUA e Canadá: US$ 37,1M Total Mundo: US$ 45,8M 9. Tolkien Fim de semana: US$ 2,1M Total EUA e Canadá: US$ 2,1M Total Mundo: US$ 2,1M 10. Capitã Marvel Fim de semana: US$ 1,8M Total EUA e Canadá: US$ 423,7M Total Mundo: US$ US$ 1,1B
Lúcio Mauro (1927 – 2019)
O ator e comediante Lúcio Mauro, que estrelou diversos programas humorísticos da rede Globo, morreu na madrugada deste domingo (12/5) aos 92 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado há cerca de dois meses na Clínica São Vicente, com problemas respiratórios. Lúcio Mauro era seu nome artístico. O artista nasceu em Belém do Pará, no dia 14 de março de 1927, batizado como Lúcio de Barros Barbalho. Ele começou a carreira no teatro e só foi estrear na televisão aos 33 anos, em 1960, com a inauguração da TV Rádio Clube de Pernambuco, onde fez seu primeiro programa de humor, “Beco sem Saída”, contracenando com José Santa Cruz no quadro “Jojoca e Zé das Mulheres”. Em 1963, Lúcio e sua esposa, a atriz Arlete Salles, mudaram-se para o Rio de Janeiro, indo trabalhar na TV Rio. De lá, ele foi para a TV Tupi, onde participou do “Grande Teatro Tupi”, foi jurado de calouros de Flávio Cavalcanti, dirigiu e atuou no programa “A, E, I, O… Urca!” e o infantil “Essa Gente Inocente”, além de estrelar, junto de Arlete Salles, o humorístico “I Love Lúcio”, uma paródia da sitcom americana “I Love Lucy”. Neste mesmo ano, Lúcio Mauro estreou no cinema ao lado de Arlete em “Terra sem Deus”, de José Carlos Burle. A experiência foi seguida pelas comédias “007 1/2 no Carnaval” (1966), uma paródia de James Bond com Costinha e Chacrinha, e “O Rei da Pilantragem” (1968), escrito por Carlos Imperial. Mas a carreira cinematográfica ficou de lado quanto a televisiva estourou, após estrear na Globo em 1966. Ele começou na emissora no humorístico “TV0–TV1”, ao lado de uma constelação de humoristas que marcaram época na televisão: Jô Soares, Agildo Ribeiro, Paulo Silvino e outros. Dois anos depois, Lúcio criou e dirigiu na Globo o humorístico “Balança Mas Não Cai” (1968), com releituras de quadros de sucesso da Rádio Nacional nos anos 1950. O formato da programa de esquetes com um grande elenco, que se alternava num mesmo cenário sem mudar o contexto das piadas, fez enorme sucesso e inspirou o humor brasileiro durante décadas. Foi nesse período, inclusive, que Lúcio emplacou sua criação mais famosa, o quadro “Fernandinho e Ofélia”, em que vivia um homem rico e sofisticado, constantemente constrangido pela burrice da esposa (Sônia Mamede), que cometia grandes gafes diante de convidados ilustres, apesar de repetir o bordão “Só abro a boca quando tenho certeza!”. Quando “Balança Mas Não Cai” foi para a TV Tupi, nos anos 1970, ele acompanhou os colegas do programa e deixou a Globo por um tempo. A época também marcou o fim de seu casamento com Arlete. Mas ele ficou pouco tempo solteiro, casando-se com Ray Luiza Araujo Barbalho em 1974. Menos tempo ainda passou longe da Globo, para onde voltou pelas mãos de Chico Anysio, um de seus maiores parceiros, vindo a integrar o elenco de todos os programas humorísticos do famoso criador – de “Chico City” (1973) a “Escolinha do Professor Raimundo” (1990). Ele criou personagens marcantes ao lado de Chico Anysio, como o diretor Da Julia, que trabalhava com o ator canastrão Alberto Roberto, e o aluno Aldemar Vigário, da “Escolinha do Professor Raimundo”. Puxador de saco do professor, Vigário contava contos épicos de supostos grandes feitos do mestre com o bordão “Quem? Quem? Raimundo Nonato!”. Nos anos 1980, Lúcio Mauro emplacou uma nova versão de “Balança Mas Não Cai” (1982) na Globo, e ajudou a conceber e dirigir “A Festa é Nossa” (1983), humorístico que tinha como cenário fixo a cobertura de Fernandinho e Ofélia. O ator também participou de “Chico Anysio Show” (1982) e “Os Trapalhões” (1989), revivendo a dupla Fernandinho e Ofélia com Nádia Maria, após a intérprete original ser diagnosticada com leucemia e se afastar da TV – Sônia Mamede veio a falecer em 1990. Mas Lúcio não fez apenas comédias. Em 1983, interpretou o médium Chico Xavier no “Caso Verdade Chico Xavier, um Infinito Amor”. E, em 1988, fez uma participação na minissérie “O Pagador de Promessas”, de Dias Gomes, como Dr. Quindim. A diversificação aumentou nos anos 1990, com um episódio de “Você Decide” (1992), a novelinha teen “Malhação” (1995), atuando como Dr. Palhares, pai do Mocotó (André Marques), e a novelinha infantil “Caça-Talentos” (1996), com Angélica. Em 1998, encarnou o bicheiro mafioso Neca do Abaeté na minissérie “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, e o advogado Nonato na segunda versão da novela “Pecado Capital”, atuou em um episódio de “Sai de Baixo” e participou da novela “Meu Bem Querer”. A partir de 1999, Lúcio Mauro retomou personagens em “Zorra Total”. Refez o quadro Fernandinho e Ofélia, desta vez com Claudia Rodrigues. E começou a contracenar com seu filho, o ator Lúcio Mauro Filho. Além disso, criou um novo personagem, Ataliba, um vovô surfista, revivendo com José Santa Cruz a parceria de sua estreia na TV em 1960. Nos últimos anos, dedicou-se a fazer mais participações em novelas – como “Paraíso Tropical” (2006), “A Favorita” (2008) e “Gabriela” (2012). E filmes. Embora sua filmografia comece nos anos 1960, foi só nos últimos anos que Lúcio realmente se dedicou ao cinema, atuando em “Redentor” (2004), de Claudio Torres, “Cleópatra” (2008), de Júlio Bressane, “Muita Calma Nessa Hora” (2010), de Felipe Joffily, e “Vai que Dá Certo” (2013), de Maurício Farias. Neste último, também contracenou com o filho. O humorista gostava de trabalhar com os filhos, tanto que estrelou a peça “Lúcio 80-30” (2008) com três deles, Lúcio Mauro Filho, Alexandre Barbalho e Luly Barbalho. E voltou a contracenar com dois deles em 2014, no penúltimo episódio de “A Grande Família”, como o pai de Luly, a irmã de Tuco, personagem de Lúcio Mauro Filho. Sua despedida das telas aconteceu em 2015, numa participação especial da releitura da “Escolinha do Professor Raimundo”, que foi exibida na TV Globo e no canal pago Viva. Desde 2016, quando sofreu um derrame, Lúcio Mauro enfrentou diversos problemas de saúde, sendo forçado a se aposentar. Relembre abaixo três dos personagens mais famosos do humorista.
Peggy Lipton (1946 – 2019)
Atriz Peggy Lipton, que estrelou as séries clássicas “Mod Squad” e “Twin Peaks”, morreu de câncer no sábado (11/5), em sua casa, aos 72 anos. “Ela fez sua jornada pacificamente com suas filhas e sobrinhas a seu lado”, disseram as filhas, a modelo Kakida e a também atriz Rashida Jones em comunicado. Uma das atrizes mais belas da televisão, Peggy Lipton começou a carreira como modelo. Ela resolveu tentar a atuação em 1965 com uma aparição em “A Feiticeira”. Mas apesar da beleza e esforço, só conseguiu pequenas participações antes de emplacar seu primeiro papel fixo em 1968. E que papel! Peggy foi escalada como a principal personagem feminina de “Mod Squad”, a hippie Julie Barnes. A série marcou época por trazer temas da juventude contemporânea para as tramas policiais. Os episódios acompanhavam três jovens rebeldes – “um branco, um negro e uma loira” – , que, após fazer um acordo com a polícia para evitar a prisão, viram informantes e passam a se infiltrar em escolas e movimentos sociais. “Mod Squad” foi a primeira abordagem televisiva da contracultura – um ano antes do filme “Easy Rider” – e apesar de defender “o Sistema”, tinha como regra nunca mostrar nenhum adolescente ser preso. Os vilões eram os adultos que se aproveitam dos jovens. E graças à temática, acabou sendo também pioneira na dramatização de problemas sociais como aborto, violência doméstica, abuso infantil, analfabetismo, manifestações estudantis, imigração ilegal, brutalidade policial, racismo, traumas psicológicos de guerra, tráfico e consumo de drogas. O produtor era ninguém menos que Aaron Spelling, o mesmo de “Barrados no Baile”. O sucesso foi tanto que, durante as cinco temporadas da série, entre 1968 e 1973, Peggy Lipton virou uma das estrelas mais populares da TV. Ela chegou a lançar discos como cantora e até namorou Elvis Presley. E também foi reconhecida por seu desempenho, indicada a quatro prêmios Emmy. Acabou vencendo um Globo de Ouro de Melhor Atriz Dramática em 1971. Em 1974, após o fim da produção, a atriz se casou com o jazzista Quincy Jones, um casamento interracial que chegou a causar controvérsia na época. Ela teve suas filhas logo em seguida, o que acabou interrompendo sua carreira. Só voltou a atuar num telefilme de reunião de “Mod Squad” em 1979, exceção durante sua pausa prolongada, que se estendeu por quase duas décadas. A segunda fase da sua carreira começou apenas durante seu processo de divórcio, quando ela decidiu retornar à TV, entrando no elenco de outra série que se tornou parte da História da TV: “Twin Peaks”, em 1989. Seu papel era Norma Jennings, dona da lanchonete Double R Diner, um dos principais cenários da produção. Ela ainda repetiu essa interpretação no filme “Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer” (1992) e no recente revival da série, “Twin Peaks: O Retorno”, lançado em 2017. Novamente em evidência, desta vez Peggy deu sequência à carreira, aparecendo em filmes como “O Mensageiro” (1997), “Quando em Roma” (2010) e “Quatro Vidas de um Cachorro” (2017). Atuou ainda em séries tão diferentes quanto “Popular” (quatro episódios em 2000), “Alias” (três episódios em 2004), “Psych” (um episódio temático dos anos 1960, em 2014), “Claws” (como ela mesma em 2017), além de “Angie Tribeca”, em que contracenou com sua filha Rashida Jones na pele de Peggy Tribeca, justamente a mãe da personagem-título (Rashina), em dois episódios de 2016 e 2017.
Renee Zellweger é Judy Garland em trailer de cinebiografia
A Roadside Attractions divulgou o pôster, novas fotos e o primeiro trailer de “Judy”, cinebiografia da lendária atriz Judy Garland. A prévia mostra diversas cenas da vida da estrela, com ênfase em seus últimos anos, quando é encarnada por Renee Zellweger. E a interpretação é tão convincente que os letreiros chegam a afirmar que “Renee Zellweger é Judy Garland”. Situado em 1968, o filme mostrará a chegada da atriz em Londres para uma série de apresentações. 30 anos depois de dar a vida a Dorothy, em “O Mágico de Oz”, ela enfrenta problemas de uma grande estrela: brigas com empresários, relacionamentos com músicos, fãs e amigos, além do romance com seu quinto marido, Mickey Dean. Judy Garland faleceu poucos meses depois, ainda em Londres, de overdose aos 47 anos de idade. O filme tem roteiro de Tom Edge (da série “The Crown”), direção do inglês Rupert Goold (“A História Verdadeira”) e seu elenco ainda inclui Rufus Sewell (“The Man in the High Castle”), Bella Ramsey (“Game of Thrones”), Michael Gambon (“Harry Potter e as Relíquias da Morte”), Finn Wittrock (“American Horror Story”), Jessie Buckley (“Chernobyl”), Gemma-Leah Devereux (“The Tudors”) como Lisa Minnelli e Darci Shaw (“The Bay”) como a versão jovem de Judy. A estreia está marcada para 27 de setembro nos Estados Unidos e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Brasileiro de 13 Reasons Why entra na série baseada no livro Quem É Você, Alasca?
O ator brasileiro Henry Zaga, que vive Brad em “13 Reasons Why”, entrou no elenco da minissérie “Looking for Alaska”, inspirado no livro de John Green, que foi lançado no Brasil com o título “Quem É Você, Alasca?”. O primeiro livro de John Green, que se tornou conhecido pelo estouro de “A Culpa É das Estrelas”, acompanha um adolescente chamado Miles Halter, que tem uma rotina completamente sem graça até conhecer a bela Alasca, por quem se apaixona, enquanto descobre que ela não é tão perfeita quando ele imaginava. O papel de Miles será interpretado por Charlie Plummer (John Paul Getty III em “Todo o Dinheiro do Mundo”), Alaska será vivida por Kristine Froseth (de “Sierra Burgess É uma Loser”) e Henry Zaga encarnará Jake, o namorado charmoso da jovem do título. A obra chegou a ser cotada para o cinema, com Elle Fanning no papel de Alaska, mas após a baixa bilheteria de “Cidades de Papel”, segunda adaptação cinematográfica de Green, o projeto foi cancelado. O formato de série, por outro lado, permitirá maior liberdade para a exploração da trama, já que o livro causou certa polêmica e chegou a ser banido de diversas escolas dos EUA por fazer descrição de sexo entre adolescentes. A adaptação está cargo de Josh Schwartz, o criador de “Chuck” e “Gossip Girl”, que atualmente se divide entre o novelão de “Dynasty” e os super-heróis de “Runaways”. Ele estava envolvido com o projeto original do filme e tem sido um entusiasta do livro desde que a Paramount adquiriu os direitos em 2005. A produção está a cargo da Paramount TV e da Fake Empire, empresa de Schwartz e sua sócia criativa Stephanie Savage. Os dois trabalharão como showrunners da série, com consultoria do próprio Green. “Looking for Alaska” será lançada pela plataforma de streaming Hulu, mas ainda não tem previsão de estreia. Henry Zaga também estará na vindoura série “Trinkets”, da Netflix, e no filme “Os Novos Mutantes”, último lançamento do universo dos X-Men produzido pela Fox, que, após vários adiamentos, será lançado em abril de 2020.
Allene Roberts (1928 – 2019)
A atriz Allene Roberts, que se destacou em clássicos do cinema noir, morreu na quinta-feira (9/5) em Huntsville, Alabama, aos 90 anos de idade. Roberts nasceu em 1 de setembro de 1928, em um subúrbio de Birmingham, Alabama. Sua mãe era dona de casa e seu pai era um eletricista que morreu de um ataque cardíaco quando ela era jovem. Sua carreira de atriz começou após uma foto enviada por sua tia derrotar cerca de 85 mil competidores num concurso para eleger “A Criança mais Charmosa da América”. Entre os prêmios, estava um teste de tela na Warner Bros. Ela não foi aprovada. Mesmo assim, ficou na Califórnia, aos 15 anos, matriculando-se numa escola de teatro por dois anos, enquanto trabalhava como recepcionista e sua mãe costurava figurinos na Fox. Numa visita ao local de trabalho da mãe, chamou atenção do produtor Sol Lesser, que levou a jovem e sua mãe para almoçar. Do encontro, saiu seu primeiro papel. E não foi pequeno. Aos 17 anos, ela viveu a filha adotiva de Edward G. Robinson no clássico “A Casa Vermelha” (1947), de Delmer Daves, um suspense noir. Sua personagem era responsável por conduzir a trama, por meio da descoberta de uma casa abandonada, misteriosa e sinistra, relacionada a seu passado. O papel lhe deu fama instantânea e lhe rendeu convites para estrelar outros filmes noir, como “O Signo de Aries” (1948), de John Sturges, e “O Crime não Compensa” (1949), do mestre Nicholas Ray, em que foi selecionada pessoalmente pelo astro Humphrey Bogart, que além de estrelar produziu o longa. Essa fase noir se completa com “Rastro Sangrento” (1950), de Rudolph Maté, em que ela viveu a filha sequestrada de um empresário, e o “Degenerado” (1952). Ela também se destacou no drama “Michael O’Halloran” (1948), de John Rawlins, como uma deficiente apaixonada por um jovem jornaleiro, meteu-se na selva de biquíni com “Bomba e a Pantera Negra” (1949) e virou filha de Randolph Scott no western “Santa Fé” (1951). Mas, ao atingir 24 anos, deixou de ser chamada para bons papéis, iniciando então sua carreira televisiva, que foi igualmente curta. Ela apareceu em diversas séries entre 1952 e 1957, entre elas as clássicas “Dragnet” (em seis episódios) e “As Aventuras de Superman” (três episódios). Sua carreira durou exatamente dez anos. Mas poderia ter outro rumo, caso ela não recusasse vários papéis que considerava imorais – como a solteira grávida de “Not Wanted” (1949), dirigido pela atriz Ida Lupino. Bastante religiosa, a atriz doava 10% de seus ganhos para a igreja batista de sua cidade natal e, ao conhecer o farmacêutico Robert Cochran, abandonou Hollywood para se casar e ter filhos. Ela ficou casada até a morte do marido em 1989. Teve quatro filhos, oito netos e cinco bisnetos.
Alvin Sargent (1927 – 2019)
Morreu o roteirista Alvin Sargent, que escreveu três filmes do “Homem-Aranha” e venceu dois Oscars por “Julia” (1977) e “Gente como a Gente” (1980). Ele faleceu na quinta-feira (9/5), de causas naturais em sua casa em Seattle, nos Estados Unidos. Ao todo, Sargent assinou mais de duas dúzias de roteiros de longa-metragens desde a década de 1960. Seus créditos também incluem “Lua de Papel” (1973), pelo qual foi indicado ao Oscar. Ele começou sua carreira como vendedor de anúncios da revista Variety nos anos 1950 e sonhava em virar ator. Sua estreia no cinema foi como figurante no clássico “A um Passo da Eternidade” (1954), de Fred Zinnemann. E, por coincidência, Zinnemann também dirigiu “Julia”, que Sargent foi escrever mais de duas décadas depois. A dificuldade para encontrar novos papéis – e vender anúncios – fez com que transformasse um passatempo em carreira. Ele costumava escrever histórias para si mesmo. Um dia, seu agente pegou uma delas e mostrou para produtores de TV. E assim Sargent foi convidado a escrever episódios de séries dramáticas. Ele assinou, entre outras, “Ben Casey”, “Rota 66”, “As Enfermeiras” e “The Alfred Hitchcock Hour” . Seu primeiro roteiro para o cinema foi a comédia de assalto “Como Possuir Lissu” (1966), com Shirley MacLaine e Michael Caine, que fez grande sucesso e chamou atenção de vários cineastas. Isso rendeu novos trabalhos, em que precisou mostrar versatilidade para abordar diferentes gêneros, como o western “A Noite da Emboscada” (1968), a cultuada comédia romântica “Os Anos Verdes” (1969), estrelada pela jovem Liza Minnelli, e o violento policial “O Pecado de um Xerife” (1970). Seus roteiros estavam sendo filmados por jovens diretores em transição para o patamar de mestres – como Robert Mulligan, Alan J. Pakula e John Frankenheimer. E isto atraiu o astro Paul Newman, que chamou o roteirista para escrever “O Preço da Solidão” (1972), adaptação de um peça premiada de Paul Zindel, que o próprio ator dirigiu. A consagração veio logo em seguida, com três indicações à premiação da Academia, rendendo-lhe troféus em duas oportunidades. “Lua de Papel” acabou transformando Tatum O’Neal na mais jovem vencedora do Oscar, aos 10 anos de idade. Mas foram “Julia”, baseada na vida da escritora Lillian Hellman e sua luta contra o Holocausto, e principalmente “Gente como a Gente”, retrato dramático do impacto da morte de um jovem sobre sua família, que lhe deram status de gênio. Assim como fez seu amigo Paul Newman, Robert Redford requisitou o talento de Sargent para escrever a história que marcaria sua estreia no cinema. E “Gente como a Gente”, estrelado por Mary Tyler Moore e Timothy Hutton, venceu, além de Melhor Roteiro, os Oscars de Melhor Direção para o estreante Redford e até o troféu de Melhor Filme do ano. Entre as muitas pessoas influenciadas por aquela obra, o cineasta JJ Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”) frequentemente cita “Gente como a Gente” como inspiração para “Uma Segunda Chance” (1991), o roteiro que deslanchou a sua carreira (quando ele era Jeffrey Abrams). Sargent ainda incluiu “O Cavaleiro Elétrico” (1979), estrelado por Redford, entre esses filmes. E o sucesso dessas produções o tornou um dos roteiristas mais requisitados do período. Especializou-se em dramas e comédias de prestígio de grandes estúdios. “Querem me Enlouquecer” (1987), com Barbra Streisand, “Loucos de Paixão” (1990), com Susan Sarandon, “Nosso Querido Bob” (1991), com Bill Murray, e “Herói por Acidente” (1992), com Dustin Hoffman, fizeram bastante sucesso comercial. Mas nada em sua carreira foi comparável à bilheteria dos dois filmes do “Homem-Aranha” que ele escreveu para o diretor Sam Raimi. O roteirista assinou “Homem-Aranha 2” (2004) e “3” (2007), quando a franquia era estrelada por Tobey Maguire e Kirsten Dunst, e também “O Espetacular Homem-Aranha” (2012), de Marc Webb, protagonizado por Andrew Garfield e Emma Stone. Ele tinha 85 anos quando entregou “O Espetacular Homem-Aranha”, seu último trabalho. A aposentadoria não foi consequência da idade, mas da morte de sua grande parceira. Por 25 anos, Sargent teve a seu lado a produtora e escritora Laura Ziskin, com quem escreveu alguns de seus sucessos. Eles se casaram em 2010, um ano antes de Ziskin perder sua batalha contra o câncer de mama. E Sargent perdeu a vontade de continuar escrevendo.












