Doutor Sono: Continuação de O Iluminado ganha primeiro trailer
A Warner divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Doutor Sono”, aguardada continuação de “O Iluminado”, que traz Ewan McGregor (“Trainspotting”) como a versão adulta do filho do personagem de Jack Nicholson no clássico de terror de 1980. A prévia chega a recriar cenas do longa dirigido por Stanley Kubrick e investe em cenas desconcertantes e tensão crescente, no lugar de sustos fáceis. O filme é baseado na obra homônima de Stephen King, sequência oficial do livro original, premiada com o Bram Stoker Award (o “Oscar” das publicações de terror) de Melhor Romance de 2013. A trama acompanha Danny Torrence, que cresceu traumatizado após seu pai enlouquecer e tentar matar a família no Overlook Hotel. Já adulto, o rapaz enfrenta problemas com álcool, até que volta a manifestar poderes mediúnicos e entra em contato com uma garota perseguida por um perigoso grupo de paranormais. A direção do filme está a cargo de Mike Flanagan (“Ouija: Origem do Mal”), que recentemente filmou outro livro de Stephen King, “Jogo Perigoso”, e a elogiada série “A Maldição da Residência Hill”. Ele também reescreveu o roteiro – originalmente encomendado para Akiva Goldsman (responsável por destruir “A Torre Negra”, mais uma obra de Stephen King). O elenco também inclui Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Jacob Tremblay (“O Quarto de Jack”), Bruce Greenwood (“Star Trek”), Emily Alyn Lind (“A Babá”), Zahn McClarnon (“Westworld”), Carel Struycken (“Twin Peaks”) e Carl Lumbly (“Supergirl”). A estreia está marcada para 7 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Globo cancela Ilha de Ferro antes da estreia da 2ª temporada
O Grupo Globo cancelou “Ilha de Ferro”, série mais cara já feita no Brasil, que exibiu apenas seu piloto na TV e tinha recém-encerrado as gravações de sua 2ª temporada. Produção original mais badalada da Globoplay, lançada em novembro do ano passado com grande repercussão, “Ilha de Ferro” transformou-se também na primeira atração cancelada da plataforma. A explicação da Globoplay para o cancelamento foi sucinta: “porque preferiu encomendar novos originais”. Assim, os cenários da série, inclusive a plataforma de petróleo de 3 mil m² que foi reproduzida nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com um custo estimado de R$ 2 milhões, já começaram a ser desmontados. A decisão surpreendeu a equipe. Segundo a colunista Patrícia Kogut, do jornal O Globo, a sala de roteiristas já trabalhava na 3ª temporada quando recebeu a ordem de parar. O trabalho desenvolvido foi para o lixo. Apesar de não divulgar números, na época do lançamento, a plataforma de streaming da Globo indicou que a série tinha entrado no top 5 de seus programas mais vistos, com audiência próxima das novelas da emissora. Além disso, a produção conquistou aval internacional, ao ser elogiada pela revista americana Variety, numa reportagem que considerou “Ilha de Ferro” uma das melhores séries estrangeiras do ano. Mas o texto elogioso já chamava atenção para o fato de ser uma aposta arriscada da Globo, porque cara demais. A produção acompanhava o cotidiano de profissionais de uma plataforma de petróleo, alterando-se entre dramas no isolamento do alto-mar e dilemas envolvendo suas famílias em terra firme. O investimento elevado incluía cenas de ação, como uma queda de helicóptero no mar e acordo com a Marinha brasileira para utilização de navios e equipamentos. Escrita por Adriana Lunardi e o já falecido Max Mallmann, com supervisão de Mauro Wilson, a série tinha direção do cineasta Afonso Poyart (“Mais Forte que o Mundo: A História de José Aldo”) e destacava no elenco Cauã Reymond (“Não Devore Meu Coração”), Maria Casadevall (“Mulheres Alteradas”), Sophie Charlotte (“Reza a Lenda”), Klebber Toledo (série “A Fórmula”), Osmar Prado (minissérie “Nada Será Como Antes”) Taumaturgo Ferreira (“Os Parças”), Jonathan Azevedo (novela “A Força do Querer”), Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”) e Moacyr Franco (“Como se Tornar o Pior Aluno da Escola”). Além disso, Mariana Ximenes (“Uma Loucura de Mulher”), Eriberto Leão (“De Pernas pro Ar 2”) e Romulo Estrela (“Entre Irmãs”) entraram na 2º temporada, ainda inédita. A agora última temporada teve suas gravações encerradas em março e deve estrear “ainda neste ano”. As informações entre aspas são de um comunicado da Globo publicado pelo site Notícias da TV. O texto informa que “Afonso Poyart é [um profissional] de mercado. Estará conosco em outros projetos. A 2ª temporada de ‘Ilha de Ferro’ já está pronta e deve estrear no Globoplay ainda este ano. O Globoplay não renovou a 3ª temporada da série porque preferiu encomendar novos originais”.
Novo Homens de Preto é a maior e a pior estreia de cinema da semana
Saturado de blockbusters, o circuito cinematográfico recebe apenas seis estreias nesta quinta (13/6). “MIB: Homens de Preto – Internacional” é a maior delas – chega em quase 600 cinemas. Mas todas as outras são melhores. O lançamento do novo “Homens de Preto” é simultâneo com os Estados Unidos, onde foi destruído pela crítica – apenas 31% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Enquanto os três primeiros longas se estabeleceram como comédias com elementos de ficção científica, o novo é um filme típico de ação com alienígenas genéricos e piadinhas pontuais. Sobram explosões. E falta Will Smith. Se aquele aparelhinho de apagar memórias funcionasse, até a dupla de “Thor: Ragnarok” (Chris Hemsworth e Tessa Thompson) ia querer apagar esse deslize de suas filmografias, que já se espera fracassar nas bilheterias. O suspense “Obsessão” (Greta, no original) saiu-se com 60% no RT, ao evocar os clones de Hitchcock dos anos 1980. Traz Chloë Grace Moretz como uma jovem ingênua que, ao cometer um ato altruísta, cai na armadilha de uma viúva solitária, interpretada pela francesa Isabelle Huppert (indicada ao Oscar por “Elle”). A direção é do irlandês Neil Jordan, com um Oscar por “Traídos pelo Desejo” (1992) – mas nos últimos dez anos só fez televisão. A metade americana da programação inclui ainda “Fora de Série” (Booksmart), uma comédia indie adolescente com 97% de aprovação e um bom desempenho nas bilheterias. Estreia da atriz Olivia Wilde (“Tron: O Legado”) na direção, surpreendeu a ponto de ser considerado uma espécie de “Superbad: É Hoje” (2007) feminino. A trama acompanha duas nerds que resolvem jogar tudo pra cima no último dia da escola, após passarem todo o Ensino Médio concentradas apenas nos estudos para entrar em boas faculdades. Com os mesmos 97%, “Eu Não Sou uma Bruxa” rendeu uma rara inscrição do Reino Unido na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira no Oscar. Isto porque é falado em idioma nativo de Zâmbia, onde a trama se passa. A história dramática, contada com toques de humor desconcertante, acompanha uma menina de 8 anos acusada de ser bruxa e tirada da sua aldeia, sem nunca ter feito nada para merecer esse tratamento. Venceu vários festivais, foi premiado no BAFTA e no BIFA (equivalentes ao Oscar e ao Spirit britânicos) e consagrou a diretora estreante Rungano Nyoni. Mas o grande destaque do circuito limitado é o espanhol “Dor e Glória”, novo filme de Pedro Almodóvar, que rendeu o prêmio de Melhor Ator para Antonio Banderas no recente Festival Cannes. Ele vive um alter-ego do diretor, lidando com os sentimentos do título, evocados em lembranças, conquistas e ressentimentos. A obra atingiu 90% no Rotten Tomatoes – que preferiu a comédia teen e a tragédia da menina de Zâmbia. Para completar, até o terror da semana é muito bem cotado. “A Lenda de Golem” tem os mesmos 90% de aprovação de “Dor e Glória” no Rotten Tomatoes, algo raro para o gênero. A produção isralense é caprichada, com belíssima fotografia e clima arrepiante, sem se valer de sustos fáceis, mas das entranhas da cultura cabalística para arrepiar. Confira abaixo os trailers e as sinopses dos seis filmes que entram em cartaz. MIB: Homens de Preto – Internacional | EUA | Fantasia Quando criança, Molly (Tessa Thompson) presenciou a abordagem de dois agentes do MIB em seus pais, apagando a memória deles sobre a súbita aparição de um extraterrestre. Como estava escondida, a garota não foi atingida. Obcecada pelos mistérios do universo, ela cresceu com o sonho de ingressar no MIB. Após muita pesquisa, ela consegue descobrir a sede da agência e lá se candidata a uma vaga, sendo aceita por O (Emma Thompson). Ainda em experiência e renomeada como agente M, ela é enviada a Londres para investigar algo estranho que tem ocorrido na agência local. É quando conhece o agente H (Chris Hemsworth), de grande renome pelos seus feitos no passado, mas com uma certa arrogância e displicência na execução do trabalho. Obsessão | EUA | Suspense Frances (Chloë Grace Moretz) é uma jovem cuja mãe acaba de falecer. Recém-chegada em Manhattan e cheia de problemas com o pai, ela divide apartamento com a amiga Erica (Maika Monroe) e trabalha como garçonete de um luxuoso restaurante. Um dia, voltando para casa, Frances encontra uma bolsa abandonada em um dos assentos do metrô e, ao devolvê-la, acaba iniciando uma amizade improvável com a dona do acessório, uma senhora viúva chamada Greta (Isabelle Huppert). Os problemas começam a surgir quando Frances percebe que a necessidade de atenção de Greta é muito mais perigosa do que ela imaginava. Fora de Série | EUA | Comédia Duas grandes amigas conhecidas por serem os maiores prodígios da escola estão prestes a terminar o ensino médio. Faltando poucos dias para o grande momento, elas percebem que estão arrependidas por terem estudado tanto e se divertido tão pouco. Determinadas a não passar por todo esse tempo sem nenhuma diversão, elas decidem compensar os últimos quatro anos perdidos em apenas uma noite. Dor e Glória | Espanha | Drama Salvador Mallo (Antonio Banderas) é um melancólico cineasta em declínio que se vê obrigado a pensar sobre as escolhas que fez na vida quando seu passado retorna. Entre lembranças e reencontros, ele reflete sobre sua infância na década de 1960, seu processo de imigração para a Espanha, seu primeiro amor maduro e sua relação com a escrita e com o cinema. Eu Não Sou uma Bruxa | Reino Unido, Zâmbia | Drama Devido a um incidente banal em sua vila, a menina de 8 anos Shula (Maggie Mulubwa) é acusada de bruxaria. Depois de um rápido julgamento, a garota se torna culpada e é levada em custódia pelo Estado, sendo exilada para um campo de bruxas no meio do deserto. No local, ela passa por uma cerimônia de iniciação em que aprende as regras da sua nova vida como bruxa. Como as outras residentes, ela é amarrada em uma grande árvore, sendo ameaçada de ser amaldiçoada e de se transformar em uma cabra caso corte a fita. A Lenda de Golem | Israel | Terror Desde que perderam um bebê, o que Hanna (Hani Furstenberg) e seu marido Benjamin (Ishai Golan) mais querem é tentar ter outro filho. Para tal, ela conta com a fé que tem em Deus, e por isso estuda diariamente a Torá, mesmo que na comunidade aonde viva essa prática seja restrita aos homens. Quando uma epidemia assola a região e a culpa recai imediatamente sobre os judeus, Hanna tenta usar de seu misticismo para convocar um golem, sem saber que a criatura é muito mais perigosa do que pensa.
Roteirista de Viva – A Vida É uma Festa vai adaptar As Crônicas de Nárnia para a Netflix
A Netflix definiu o responsável por desenvolver sua versão de “As Crônicas de Nárnia”. Matthew Aldrich, co-roteirista da animação “Viva – A Vida É uma Festa” (mas pode chamar de “Coco”), da Disney/Pixar, foi contratado para adaptar a obra do escritor C.S. Lewis para o serviço de streaming. O projeto inclui filmes e pelo menos uma série baseada na franquia. “Narnia” é uma das grandes apostas da Netflix para o público de fantasias juvenis, e deverá chegar ao streaming junto da adaptação rival de “O Senhor dos Anéis”, da Amazon. Ambos os projetos pretendem ocupar o nicho de “Game of Thrones”. Entretanto, as obras originais que inspiram as duas produções foram criadas para crianças e adolescentes – bem diferente do blockbuster televisivo da HBO. As histórias criadas por C.S. Lewis na década de 1950 já foram transportadas para o cinema e para a TV diversas vezes, mais recentemente em três filmes: “As Crônica de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa” (2005), “As Crônica de Nárnia: Príncipe Caspian” (2008) e “As Crônica de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada” (2010). Os três arrecadaram quase US$ 1,6 bilhão de bilheteria mundial. A Disney distribuiu os dois primeiros e a Fox lançou o terceiro, que teve a menor arrecadação. Um quarto filme estava em desenvolvimento pelo estúdio Tri-Star, do conglomerado Sony, mas não vai sair do papel. A Mark Gordon Company, empresa do produtor Mark Gordon, aproveitou que sua companhia foi comprada pela produtora canadense eOne para suspender o quarto filme e convencer os herdeiros de C.S. Lewis a ousar e levar o projeto para o mercado, imaginando uma combinação de filmes e séries para uma empresa de streaming. A Netflix comprou o pacote. Ainda não há previsão de estreia ou detalhes sobre como o universo de Nárnia será dividido entre filmes e séries. O longa que estava sendo desenvolvido foi escrito pelo roteirista David Magee (“As Aventuras de Pi”). Ele anunciou que tinha concluído o roteiro da adaptação de “As Crônicas de Nárnia: A Cadeira de Prata” há três anos. E, em 2017, o cineasta Joe Johnston (“Capitão América: O Primeiro Vingador”) chegou a ser definido como diretor. Com sete títulos, a coleção literária de C.S. Lewis já vendeu mais de 100 milhões de exemplares ao redor do mundo. E a Netflix adquiriu os direitos de todos eles, podendo, inclusive, recomeçar a contar a história desde o começo.
Sylvester Stallone e Dave Bautista detonam no trailer de Rota de Fuga 3
A Lionsgate divulgou o trailer de “Escape Plan: The Extractors”, terceiro filme da franquia “Rota de Fuga”, que volta a trazer Sylvester Stallone no papel de um arquiteto musculoso especializado em detonar tudo. Com tiros e os punhos. Desta vez, ele não tem que fugir de uma cadeia, mas resgatar pessoas – inclusive sua namorada (Jaime King, vista em “Rota de Fuga 2: Hades”) – de uma fortaleza protegida por criminosos fortemente armados. Para isso, reúne um time de apoio, voltando a trabalhar com Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”) e 50 Cent (“Power”), com quem contracenou no segundo longa. O trailer conta toda a história, chegando ao cúmulo de mostrar a luta final de Stallone contra o vilão interpretado por Devon Sawa (da série “Nikita”). Este relaxamento pode ter a ver com o fato de “Escape Plan: The Extractors” não ser um lançamento de cinema, mas de VOD e Blu-ray. O filme é dirigido por John Herzfeld (“A Vida e a Morte de Bobby Z”) e ainda tem Zhang Jin (“Círculo de Fogo: A Revolta”) e Harry Shum Jr. (“Shadowhunters”) no elenco. O lançamento em vídeo e streaming está marcado para 2 de julho nos Estados Unidos e não há previsão para o Brasil.
Diretor de Bohemian Rhapsody pretende pagar para não responder por crime sexual
O diretor Bryan Singer, de “Bohemian Rhapsody” e da saga “X-Men”, aceitou pagar US$ 150 mil para se livrar das acusações de crime sexual contra um garoto de 17 anos em 2003. Cesar Sanchez-Guzman entrou na justiça em dezembro de 2017 alegando que o cineasta o agrediu sexualmente durante uma festa em um iate em Seattle, obrigando-o a fazer sexo contra sua vontade. O diretor negou a acusação de estupro, como já tinha feito anteriormente, e garantiu que o acordo é apenas para evitar mais custos de um caso que já arrasta a dois anos. O advogado de Singer, Andrew Brettler, disse que o cineasta nega “até mesmo conhecer esse indivíduo, quanto mais alegadamente ter interagido com ele há mais de 15 anos”. Também lembrou que o acusador, até agora, não apresentou prova alguma de suas alegações. Mas que, apesar disso, o cineasta decidiu resolver a questão por um acordo financeiro, já que a situação está se prolongando e impactando sua carreira de forma negativa. “A decisão de resolver a questão foi puramente comercial, já que os custos do litígio excederiam em muito o valor solicitado pelos credores”. E é aí que entra um detalhe curioso. Ao entrar com sua queixa-crime, Cesar Sanchez-Guzman chamou atenção de credores, que não o processaram anteriormente por ele não ter bens para quitar dívidas de um pedido de falência registrado em 2014. Com o processo contra Singer, os credores entraram como parte interessada no resultado do acordo. E já aceitaram receber a quantia proposta. Mas as peculiaridades deste caso não ficam nisso. O advogado de Cesar Sanchez-Guzman é Jeffrey Herman, o mesmo que representou outro jovem, Michael Egan, em um processo semelhante de 2014 contra Singer, o produtor de TV Garth Ancier e o executivo da Disney David Neuman. Na ocasião, Egan também acusou Singer de estuprá-lo quando ele era menor, o que teria acontecido no Havaí. Mas a acusação tinha muitas inconsistências e ruiu quando o diretor conseguiu provar que, na data alegada, estava no Canadá filmando “X-Men”. Além disso, Jeff Herman, advogado de Egan e agora de Sanchez-Guzman, já teve sua carteira da Ordem dos Advogados suspensa pela Suprema Corte do Estado da Flórida por agir de forma desonesta no exercício da profissão e tomar atitudes prejudiciais a um cliente. Por conta do primeiro escândalo, Singer chegou a ser afastado da divulgação de “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”. Mas quando as acusações ruíram, ele voltou à franquia para dirigir “X-Men: Apocalipse”. A boa vontade da Fox, porém, acabou após seu sumiço em plenas filmagens de “Bohemian Rhapsody”. O diretor alega que precisou se afastar para lidar com problemas de saúde de seus pais, e que o estúdio não teve sensibilidade para lhe dar alguns dias de folga. A convergência do sumiço, da demissão, da acusação de Cesar Sanchez-Guzman e ainda de uma reportagem com quatro novas acusações de sexo com menores de idade, publicada pela revista The Atlantic, de Boston, pode ser mais que coincidência e servir para alimentar teorias por trás do afastamento de Singer do comando de “Bohemian Rhapsody”.
Vilã Mercy Graves vai aparecer em Titãs completamente diferente de sua versão em Supergirl
A vilã dos quadrinhos Mercy Graves vai aparecer na 2ª temporada de “Titãs” (Titans). E representada por uma triz completamente diferente de todas as intérpretes anteriores da personagem, que tampouco mantiveram um padrão. A assistente/guarda-costas letal de Lex Luthor foi introduzida em 1996 em “Superman: A Série Animada”, como uma jovem ruiva dublada por Lisa Edelstein (de “House”). Fez tanto sucesso que, assim como a Arlequina, acabou adotada pelos quadrinhos, que a desenharam loira. Até que o reboot de 2011 mudou radicalmente sua etnia, transformando-a em asiática. Por isso, ao receber carne e osso pela primeira vez em “Batman vs. Superman” (2016), foi interpretada por uma atriz japonesa, Tao Okamoto (“Wolverine: Imortal”). No ano passado, Mercy ressurgiu na TV como vilã da série “Supergirl” – em versão caucasiana, mas com cabelos morenos e sotaque britânico, na interpretação de Rhona Mitra (que estrelou as duas primeiras temporadas da série “The Last Ship”). Em “Titãs”, porém, ela será vivida por uma atriz negra, Natalie Gumede. Mas, por outro lado, manterá o sotaque britânico. A participação na série da plataforma DC Universe será o primeiro trabalho americano da inglesa Gumede, que tem várias séries britânicas no currículo, de “Doctor Who” a “Vera”. Em comunicado, os produtores de “Titãs” descreveram Graves como “impiedosa e engenhosa”: “Ela serve ao seu chefe com lealdade inquestionável. Sua conexão com os Luthor é profunda, já que Mercy é uma amiga da família desde a infância do vilão”. O detalhe que chama atenção no texto é a menção a Luthor. Pode significar que a série também terá um novo intérprete para o arqui-inimigo de Superman, após Jon Cryer (“Two and a Half Men”) arrasar no papel na 4ª temporada de “Supergirl”, encerrada em maio passado. Isto pode acabar confundindo os espectadores. De todo, é fácil supor que a participação do supervilão e sua assistente tenha relação com a presença de Superboy, já escalado na 2ª temporada de “Titãs”. Ele será vivido pelo ator australiano Joshua Orpin (“The Neon Spectrum”). No Brasil, “Titãs” é distribuída pela Netflix, que ainda não definiu a data de estreia da 2ª temporada.
Sylvia Miles (1924 – 2019)
A atriz Sylvia Miles, duas vezes indicada ao Oscar de Melhor Coadjuvante – por “Perdidos na Noite” (1969) e “O Último dos Valentões” (1975) – , morreu nesta quarta-feira (12/6) em sua casa em Nova York, aos 94 anos. Miles era nova-iorquina, filha de um fabricante de móveis, e estudou no célebre Actors Studio antes de fazer sua estréia como atriz numa peça off-Broadway em 1956. Ela chegou a gravar o piloto da série de comédia “The Dick Van Dyke Show”, mas perdeu o papel para Rose Marie quando a produção foi aprovada. Assim, foi aparecer primeiro no cinema, em pequenos papéis em “Assassinato S.A.” (1960) e “No Vale das Grandes Batalhas” (1961), antes de virar coadjuvante do episódio da semana de inúmeras séries televisivas. Já tinha 45 anos quando ganhou o papel que mudou sua carreira, embora ele parecesse igual a muitos outros. Na pele de uma prostituta chamada Cass, Miles apareceu apenas em seis minutos de “Perdidos na Noite”, drama pesado de John Schlesinger em que Jon Voight (o pai de Angelina Jolie) interpretava um garoto de programa em Nova York. A cena que chamou atenção envolvia sexo com Voight, e em uma entrevista de 2006 para o jornal The Scotsman, ela contou que os dois ensaiaram muito para o resultado ser convincente – como de fato foi – e contribuíram com ideias próprias. “Jon vinha para o meu apartamento no Central Park South vestido com chapéu de cowboy, jeans e botas [como seu personagem]. Meus vizinhos achavam que eu tinha esse cowboy toyboy. Ah, se fosse verdade!” Sua segunda indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante foi por um papel com mais tempo em cena. Em vez de seis, ela apareceu em oito minutos de “O Último dos Valentões”, novamente como uma mulher durona, que esconde um grande segredo do célebre detetive noir Philip Marlowe (em interpretação de Robert Mitchum). Entre uma indicação e outra, ela ficou conhecida por sua personalidade extravagante. Em um incidente famoso, jogou um prato cheio de comida no crítico de teatro John Simon, que havia detonado uma de suas performances, após encontrá-lo em uma festa. Festeira, ela era figura frequente nas baladas da era das discotecas, descrita em diversas reportagens da época como a juba loira que adornava os principais eventos de Nova York. Nesse contexto, acabou se aproximando da entourage de Andy Warhol na lendária Factory, e topou estrelar “Heat” (1972), filme cultuadíssimo em que aparecia nua e tinha uma cena de sexo com o jovem Joe Dallesandro sob direção de Paul Morrissey. Incentivada por Warhol, o produtor, ela atuou sem roteiro, inventando cada linha de seu diálogo filmado. Sua filmografia pouco convencional também inclui participação no drama contracultural “O Último Filme” (1971), de Dennis Hopper, um papel de zumbi lésbica alemã enlouquecida no terror “A Sentinela dos Malditos” (1977), de Michael Winner, a interpretação de uma cartomante assassinada no terror “Pague para Entrar, Reze para Sair” (1981), de Tobe Hooper, uma performance inesquecível como a agente imobiliária agressiva de Charlie Sheen em “Wall Street: Poder e Cobiça” (1982), de Oliver Stone e a senhoria vulgar de uma casa de striptease em “Go Go Tales” (2007), de Abel Ferrara. Ela também apareceu na série “Sex and the City”, como uma velhinha excêntrica que enfeita seu sorvete de chocolate com comprimidos anti-depressivos. Seu último papel foi sua única continuação, em “Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme”, que encerrou sua carreira em 2010. Sofrendo com a idade, ela vivia num asilo de artistas, mas pediu para sair nos últimos meses. Não queria morrer num lugar de velhos.
Nada a Perder 2: Vídeo anuncia pré-venda de ingressos do novo filme de Edir Macedo
A Paris Filmes divulgou o pôster e um novo vídeo de “Nada a Perder 2”, continuação da cinebiografia do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus. A prévia mostra o protagonista como um injustiçado, vítima de perseguição, e anuncia o início da venda antecipada de ingressos. Acusado de ser exibido para salas vazias de cinema, o primeiro filme vendeu 12 milhões de ingressos, o que representou metade do total de espectadores de todos os filmes brasileiros em 2018. A pré-venda do segundo longa começa oficialmente no sábado (15/6). A continuação vai cobrir os anos entre a saída do bispo da prisão, em 1992, e a inauguração do Templo de Salomão, em São Paulo, em 2014. Petrônio Gontijo volta ao papel de Macedo e o elenco também inclui Day Mesquita, Beth Goulart, Dalton Vigh, Eduardo Galvão e César Mello, entre outros. Muitos outros. Foram mais de 60 atores e 6 mil figurantes em locações no Brasil, África do Sul e Israel Novamente dirigido por Alexandre Avancini, “Nada a Perder 2” tem estreia marcada para 15 de agosto.
Victor Lamoglia vira Thati Lopes em vídeos de Socorro! Virei uma Garota
A Downtown e a Paris Filmes divulgaram o pôster, o trailer e uma cena de “Socorro! Virei uma Garota”, mais uma comédia brasileira com premissa mágica – como “Eu Sou Mais Eu” (2019), “Se Eu Fosse Você” (2006) e até a animação “Lino” (2017). São tantos lançamentos que já virou subgênero. E com subdivisões. Como diz o título, a produção pertence ao ramo cinematográfico das trocas de sexo, como os americanos “Switch: Trocaram meu Sexo” (1991) e “De Repente Ela” (2015). Mas o tom teen é mais próximo de “Garota Veneno” (2002). A boa notícia é que a produção não parece enveredar pelas piadas misóginas que costumam acompanhar as comédias de troca de sexo. “Garota Veneno”, por exemplo, é um horror nesse sentido. Em parte porque o protagonista (Victor Lamoglia, de “Tudo por um Pop Star”) parece um nerd saído de um filme de John Hughes, como “Mulher Nota 1000” (1985), antes de um desejo mal-interpretado gerar uma mudança inesperada em sua vida. Mas principalmente porque Tathi Lopes (“Ana e Vitória”) rouba as cenas a partir daí, como a moleca (tomboy) que pensa como homem. Cinéfilos vão lembrar de Debbie Reynolds em “Um Amor do Outro Mundo” (1964). Mas seu estilo despojadão está mais para a jovem Deborah Secco de “Confissões de Adolescente” (1994-1995), com um pé de sapato maior. Júlio (Lamoglia) desejava apenas ser notado por seu crush, Melina (Manu Gavassi, de “Malhação”). E foi com essa ideia na cabeça que ele pediu a uma estrela cadente, em meio a uma excursão escolar, que se tornasse a pessoa mais popular do colégio. O que ele não contava é que fosse se transformar em Júlia (Thati Lopes), sua versão feminina, patricinha YouTuber que dá dicas de beleza e é melhor amiga justamente de Melina. O curioso é que, quando Júlio acorda Júlia, em nada lembra a garota popular e afetadinha que deveria representar. Resta ver como o filme vai explorar esse contraste, entre a garota de comportamento masculino, apaixonada pela melhor amiga, em relação à sua imagem pública como uma princesinha cor-de-rosa e sua consciência interior como nerd frustrado. O que as prévias mostram é divertido o suficiente para atiçar a curiosidade – e inspirar torcida por um final feliz que não envolva o melhor amigo, nem citado até aqui, ou um simples acordar de sonho no dia seguinte. O filme tem roteiro de Paulo Cursino (“De Pernas Pro Ar”, “Até que a Sorte nos Separe”) e marca a estreia no cinema do diretor Leandro Neri (de novelas e séries da Globo). O lançamento está marcado para 22 de agosto.
Cuba Gooding Jr. vai se entregar à polícia após sofrer acusação de assédio sexual
O ator Cuba Gooding Jr. pretende se entregar à polícia de Nova York nesta quarta (12/5) para ser interrogado a respeito de uma acusação de assédio sexual que circula desde domingo (9/6). Vencedor do Oscar por sua performance em “Jerry Maguire: A Grande Virada” (1996) e indicado ao Emmy por interpretar O.J. Simpson na 1ª temporada de “American Crime Story” (em 2016), o ator foi denunciado por uma mulher de 29 anos cuja identidade a polícia está mantendo em segredo. A acusadora alega que Gooding apalpou os seus seios sem permissão durante um evento no Magic Hour Rooftop Bar & Lounge, na região de Manhattan, em Nova York. Segundo o site TMZ, ele já pediu que o vídeo de segurança do local, onde supostamente ocorreu o assédio, seja visto pelos investigadores do caso. “Existe uma gravação que mostra exatamente o que aconteceu”, garantiu em entrevista para o site. “Eu acredito no sistema de justiça e deixarei o processo falar por si mesmo”. A mulher que denunciou Gooding deixou o bar após o suposto incidente, ligando para o número da emergência pouco depois. A Divisão de Vítimas Especiais da polícia de Nova York está realizando a investigação, e tentando obter as fitas de segurança mencionadas pelo ator. Gooding acabou de filmar “Life in a Year”, drama indie em que contracena com Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”) e Jaden Smith (“Depois da Terra”).
Lobo vai ganhar série própria após aparecer em Krypton
O personagem dos quadrinhos Lobo vai ganhar uma série própria, após sua participação na 2ª temporada de “Krypton”. O acordo do canal pago americano Syfy com a produtora Warner e o ator Emmett J. Scanlan (da série “Safe”), intérprete de Lobo, veio à tona nesta quarta (12/6), dia da estreia dos novos episódios de “Krypton”. Ou seja, antes de o público opinar sobre a caracterização do anti-herói na televisão. Considerado um dos personagens mais brutais da DC, Lobo é um mercenário e caçador de recompensas alienígena com superforça e praticamente invulnerável, que combina a violência de Wolverine e Justiceiro com o humor ácido de Deadpool. Criado por Keith Giffen e Roger Slifer em 1983 como o último sobrevivente do planeta pacífico Czarnia, Lobo foi concebido como um demônio no meio da utopia e, ainda adolescente, massacrou sozinho toda a sua civilização. Desde então, vaga pelo universo em sua motocicleta espacial, sendo pago para fazer o que mais ama: assassinato e desordem. O personagem chegou a ser cotado para ter seu próprio filme. A adaptação ficou em desenvolvimento por pelo menos 15 anos, com Will Smith e Dwayne Johnson interessados no papel, em diferentes fases. Em 2009, a Warner queria o diretor inglês Guy Ritchie à frente da produção. Mas, em vez disso, Ritchie foi implodir outra franquia no estúdio, “Rei Arthur”. Brad Peyton (“Terremoto: A Falha de San Andreas”) também esteve na lista de cineastas cotados para a produção. E, no começo do ano passado, o cineasta Michael Bay (“Transformers”) chegou a abrir conversas, mas o projeto nunca saiu do papel. Os produtores ainda não explicaram como o personagem entrará na 2ª temporada de “Krypton”, que examinará as consequências do arco inicial e, de certa forma, verá a série começar de novo, redefinindo o planeta natal de Superman e Supergirl.
Jessica Jones: Novo vídeo revela superpoderes de Trish Walker
A Netflix divulgou um vídeo da 3ª e última temporada de “Jessica Jones” centrado na personagem Trish Walker. A prévia traz depoimentos da atriz Rachael Taylor e mostra cenas inéditas, que revelam os superpoderes que Trish adquiriu no final da temporada anterior e como sua jornada a coloca em confronto contra sua melhor amiga Jessica Jones (vivida por Krysten Ritter). Só não mostra a personagem usando o uniforme da heroína dos quadrinhos Felina (Hellcat). Em vez do colante amarelo, Trish adota o pretinho básico de Matt Murdock, o Demolidor. Os capítulos finais chegam ao streaming na sexta-feira (14/6). Mesmo assim, a Netflix brasileira não tem divulgado boa parte do material da atração, como este e outros vídeos recentes, disponíveis apenas sem legendas na página do YouTube da plataforma americana. “Jessica Jones” é a última série da Marvel na Netflix. Seu final também marca o fim da parceria, que desandou com o anúncio do projeto da plataforma Disney+ (Disney Plus). Todas as séries da parceria (“Demolidor”, “Jessica Jones”, “Luke Cage”, “Punho de Ferro” e “Justiceiro”) foram canceladas como retaliação. Mas há rumores de resgate na Disney+ (Disney Plus).












