Criador do canal Kondzilla entre em lista dos 100 afro-descendentes mais influentes do mundo
O diretor e produtor de vídeos Konrad Dantas, conhecido por seu trabalho em seu canal no YouTube, Kondzilla, foi listado como uma das 100 pessoas afrodescendentes mais influentes do mundo em 2019, num relatório da MIPAD, ONG cuja sigla significa justamente Pessoas Afrodescendentes Mais Influentes (Most Influential People of African Descent, em inglês), que conta com apoio da ONU. O nome do produtor brasileiro aparece ao lado de outros nomes consagrados como o cantor John Legend e a tenista Naomi Osaka. Para ser selecionada, a pessoa precisa ter menos de 40 anos. A lista é dividida em quatro quesitos: Política e Governância, Negócios e Empreendedorismo, Mídia e Cultura e Ações Humanitárias e Religiosas. “É uma honra estar entre os 100 Afrodescentes Mais Influentes no Mundo, propagando a nossa cultura de favela. Essa lista reconhece as contribuições positivas realizadas por afrodescendentes mundo afora, com o apoio da ONU. Ser homenageado por eles é mais do que um sonho: é olhar para dentro e entender que tudo vale a pena, quando se acredita e se trabalha duro”, celebrou Dantas, que usa o apelido de Kondzilla para seus trabalhos artísticos. Repleto de clipes de rap e funk, o canal Kondzilla é o terceiro maior do Youtube no mundo, com mais de 52 milhões de inscritos e 25 bilhões de visualizações em seus vídeos. Neste ano, Konrad/Kondzilla também lançou sua primeira série de ficção na Netflix, “Sintonia”. Atualmente, ele emprega 360 pessoas.
Tom Holland teria sido responsável pela volta do Homem-Aranha aos filmes da Marvel
O ator Tom Holland teve papel fundamental para que Disney e Sony fechassem um novo acordo em relação ao Homem-Aranha, apurou revista The Hollywood Reporter. A publicação informou que o intérprete do herói teve encontros com Bob Iger, CEO da Disney, e Tom Rothman, chefão da Sony, após o anúncio de que o Aranha não estaria mais no Universo Marvel. Ele usou sua participação na D23, a Comic Con da Disney, para mobilizar fãs e usar essa influência para demonstrar aos dois executivos como a permanência do Aranha no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês) seria mais lucrativo para ambos, com maior venda de ingressos e nenhum protesto. Ele teria usado seu contrato para estrelar “Uncharted”, adaptação de game que a Sony pretende transformar em franquia, para fazer Rothman reconsiderar a separação, e se tornou uma das raras estrelas de cinema a ser recebida pessoalmente por Iger, um dos homens mais poderosos de Hollywood, para discutir uma questão puramente comercial. Tom Holland tem apenas 23 anos. O resultado dessa intervenção foi anunciado por outro defensor da permanência do Aranha no MCU, ninguém menos que Kevin Feige, o chefão da Marvel. “Eu estou feliz que a jornada do Aranha no MCU vai continuar, e todos nós aqui da Marvel estamos muito animados que vamos continuar trabalhando nisso”, disse Feige, em comunicado, na sexta-feira passada (27/9). “O Homem-Aranha é um ícone poderoso e um herói que as histórias cruzam todas as idades e públicos ao redor do mundo. E também ele é o único herói com o superpoder de cruzar universos cinematográficos, então a Sony continuará a produzir os seus próprios filmes do Aranhaverso e você nunca sabe quais surpresas o futuro trará”, completou. Detalhes da negociação entre Disney e Sony não foram revelados, mas o site Deadline apurou que a Disney conseguiu aumentar sua participação de 5% para 25% das bilheterias, em troca de um investimento equivalente (25%) no orçamento da produção. Além disso, a Sony concordou em ceder o Aranha para outro filme do MCU. Em contrapartida, a Disney não vai mais se opor à participação do Aranha num novo filme de Venom ou outro personagem derivado dos quadrinhos do herói. Mais que isso, o Aranhaverso poderá citar o MCU. Os personagens dos dois universos não serão exatamente compartilhados, mas estarão conectados – isto é, terão consciência da existência uns do outros. Isto significa que Morbius poderá ver uma notícia sobre o Homem de Ferro na televisão, por exemplo.
Série baseada na sci-fi Expresso do Amanhã sofre nova reviravolta de bastidores
O lançamento de “Snowpiercer”, uma das séries de bastidores mais conturbados dos últimos anos, acaba de ganhar mais uma reviravolta. A decisão surreal de exibir a série dramática de ficção científica, baseada no filme “Expresso do Amanhã” (2013), no canal pago de comédias TBS foi revertida. A atração vai agora estrear na TNT, que encomendou a produção em primeiro lugar. Sabe-se lá quanto, porém. Kevin Reilly, diretor de conteúdo da HBO Max e presidente da TNT, TBS e TruTV emitiu um comunicado esquisito, que cita pesquisas, testes e considerações para constatar o óbvio. “Tivemos a oportunidade única de testar e explorar mais detalhadamente onde esse programa teria melhor desempenho. Enquanto ainda estamos adicionando dramas ao TBS, depois de mais pesquisas e considerações, decidimos manter ‘Snowpiercer’ na TNT”, disse Reilly, que em seguida admite que não sabia do que a série se tratava, descobrindo apenas após ver os episódios. “Agora que vimos essa incrível série de ficção científica pós-apocalíptica em sua totalidade, e entendendo melhor o público a quem este programa atrairá, estamos confiantes de que o desempenho será mais forte na TNT”. “Snowpiercer” seria a primeira atração original dramática da TBS. O equívoco inicial partiu da nova chefia da divisão televisiva da (agora) WarnerMedia, que pretende diminuir as diferenças entre TBS e TNT, os dois canais de séries da Turner. A médio prazo, o objetivo é estimular a produção de mais séries, que seriam exploradas pela plataforma de streaming HBO Max. Mas havia consequências de curto e longo prazo a considerar, como a perda de identidade dos canais até a redundância completa de um deles, caso se tornassem iguais. O anúncio veio após quatro anos e meio (isto mesmo, quatro anos e meio!) da encomenda do piloto inicial de “Snowpiercer”. Além da demora em sua produção, a série teve seu criador demitido após ser aprovada. Josh Friedman (“O Exterminador do Futuro: As Crônicas de Sarah Connor”) se desentendeu com os executivos da TNT sobre os rumos da atração e foi substituído por Graeme Mason (co-criador de “Orphan Black”) em janeiro do ano passado. O caos se instalou de vez quando o diretor Scott Derrickson (de “Doutor Estranho”) pediu demissão em seguida, recusando-se a refazer o piloto escrito por Friedman, seguindo novas orientações de Mason. Assim, o piloto precisou ser refilmado por um novo diretor, James Hawes (da série “Black Mirror”), levando a aumento no atraso do trabalho. A premissa da série pós-apocalíptica é a mesma do filme do cineasta sul-coreano Bong Joon Ho em que se baseia, “Expresso do Amanhã”, por sua vez inspirado numa história em quadrinhos francesa de Jacques Lob e Jean-Marc Rochette. A trama se passa em 2031, após uma nova Era do Gelo erradicar quase toda a vida na Terra. Os últimos sobreviventes da humanidade vivem num trem Perfurador de Neve, que usa o próprio movimento do trem sobre os trilhos para gerar energia. O problema é que, dentro do veículo, há um sistema de classes sociais que acumula tensões e deflagra uma revolução. O grande elenco da adaptação inclui Jennifer Connelly (“Noé”), Mickey Sumner (“Mistress America”), Daveed Diggs (série “The Get Down”), Annalise Basso (“Ouija: A Origem do Mal”), Sasha Frolova (“Operação Red Sparrow”), Hiro Kanagawa (série “The Man in the High Castle”), Susan Park (série “Vice-Principals”), Ryan Robbins (série “Continuum”), Roberto Urbina (série “Narcos”), Jonathan Walker (“A Coisa”) e Alison Wright (série “The Americans”). Até o momento, a série segue sem previsão de estreia. Mas já foi renovada para sua 2ª temporada.
The Gentleman: Matthew McConaughey é chefão do crime no trailer do novo filme de Guy Ritchie
A STX divulgou o pôster e o primeiro trailer de “The Gentleman”, que traz o diretor Guy Ritchie de volta às histórias de gângsteres britânicos, repletas de humor negro, que lhe renderam fama no começo de sua carreira. O envolvimento com drogas e diversas reviravoltas apresentadas na prévia evocam sua saudosa estreia, “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” (1998), enquanto o elenco grandioso sugere o filme seguinte, “Snatch: Porcos e Diamantes” (2000). Definitivamente, não é “Aladdin” (2019) nem “Rei Arthur: A Lenda da Espada” (2017). Mas o protagonista é o intérprete do Rei Arthur, Charlie Hunnam, um gângster bem educado, que trabalha para um chefão do crime interpretado por Matthew McConaughey (“Interestelar”), americano que construiu um império de drogas no Reino Unido. Quando rumores começam a circular sobre uma aposentadoria do chefão, todos os outros criminosos de Londres criam seus próprios esquemas para tomar o lugar dele. O elenco grandioso inclui Henry Golding (“Podres de Ricos”), Michelle Dockery (“Downton Abbey”), Jeremy Strong (“Succession”), Eddie Marsan (“Ray Donovan”), Colin Farrell (“Dumbo”) e Hugh Grant (“Florence: Quem é Essa Mulher?”). A estreia está marcada para 24 de janeiro nos Estados Unidos e ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Angelina Jolie revela que tinha crush em Michelle Pfeiffer quando era adolescente
A atriz Angelina Jolie confessou que, em sua adolescência, tinha um grande crush em Michelle Pfeiffer, que é sua atual colega de elenco de “Malévola: Dona do Mal”. A revelação foi feita durante entrevista ao Access Hollywood, feita com as duas atrizes e Elle Fanning, que vive a Princesa Aurora no filme. Quando perguntadas sobre os primeiros crushes da adolescência, Fanning foi a primeira a fazer sua escolha: “Eu amava Danny Zuko [personagem de John Travolta] em “Grease: Nos Tempos da Brilhantina”. “Eu amava você em Grease”, emendou Jolie, apontando para Pfeiffer. A atriz estrelou a continuação do musical, “Grease 2: Os Tempos da Brilhantina Voltaram”, em 1982. Na época, Jolie tinha apenas 7 anos de idade, mas, assim como a ainda mais jovem Fanning, viu o filme anos depois na televisão. “Obrigada”, agradeceu Pfeiffer, perguntando em seguia: “Eu sou o seu crush de adolescente?”. “Na verdade, sim”, respondeu Jolie. “Quando você estava cantando ‘Cool Rider’, naquela escada. Você era muito gostosa. Em ‘Scarface’ também, eu tinha um grande crush em você”. Michelle Pfeiffer foi uma das atrizes mais bonitas dos anos 1980. Agora, é rival de Jolie em “Malévola: Dona do Mal”. A beldade de “Scarface” (1983) interpreta a Rainha Ingrith, mãe do Príncipe Filipe (Harris Dickinson), com quem Aurora (Fanning), criada por Malévola (Jolie), pretende se casar. Os problemas começam quando Ingrith resolve se tornar uma “mãe de verdade” para a jovem. Furiosa, Malévola deixa seus piores instintos prevalecerem ao entrar em guerra contra a mãe de Filipe. “Malévola: Dona do Mal” foi escrita por Jez Butterworth (roteirista de “No Limite do Amanhã”) e Linda Woolverton (do primeiro “Malévola”). A direção está a cargo do norueguês Joachim Rønning (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”) e as novidades do elenco incluem Ed Skrein (“Deadpool”) e Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”). A estreia em 17 de outubro vai encerrar um ano repleto de lançamentos de versões live-action de animações da Disney, após “Dumbo”, “Aladdin” e “O Rei Leão” – sem esquecer de “A Dama e o Vagabundo”, anunciado para streaming. Veja a íntegra da entrevista abaixo.
Vídeo revela ataque de diva de Joaquin Phoenix nas filmagens de Coringa
A história dos bastidores conturbados de “Coringa” continua rendendo. Quase um mês depois de o jornal The New York Times publicar uma reportagem sobre os repetidos surtos de Joaquin Phoenix, que “perdeu a compostura no set, às vezes espantando seus colegas de elenco”, o ator foi confrontado com um vídeo que flagra um desses momentos. A saia justa aconteceu durante sua participação no programa “Jimmy Kimmel Live!” na noite de terça passada (1/10). O vídeo traz o ator caracterizado como Coringa pedindo para que uma pessoa chamada Larry fique quieta para que ele consiga se concentrar. O que dá a entender pela cena é que o Phoenix foi comparado à cantora Cher por Larry, apelido do diretor de fotografia Lawrence Sher. “Larry, cara, apenas cale a porra da boca. Estou tentando encontrar algo real”, diz Phoenix. Em outro momento, ele muda o tom, xinga e volta a ficar irritado antes de simplesmente abandonar a filmagem. “Desculpa, não é nada demais, nada demais […] Você que começou com esse lance de Cher, Larry. Sim, sou uma porra de diva”. Phoenix apareceu claramente incomodado e sem saber direito o que falar após a revelação do vídeo. “Larry é o cinematógrafo… isso é tão constrangedor”. O apresentador emendou: “Ele te chamou de Cher?”. “Sim… olha, às vezes filmes ficam intensos, porque são muitas pessoas em lugares pequenos e você está tentando encontrar algo. E isso era para ser privado. Desculpe por isso”, completou Phoenix. O vídeo pegou o ator de surpresa, porque Kimmel preparou o terreno de forma amena, ao longo de vários minutos de entrevista. Para entrar no assunto, o apresentador perguntou se Phoenix tinha se divertido durante as filmagens do “Coringa”, e o ator disse que sim. “Bem, você conhece Todd [Phillips], o diretor, que é realmente engraçado. Quase me senti culpado, mas tive muitos momentos bons”, falou o ator antes da cena ser exibida. “Então, o que aconteceu aqui?”, questionou o apresentador, ao mostrar o vídeo. Kimmel até tentou brincar após o climão, mas Joaquin continuou incomodado, a ponto de pedir desculpas publicamente para o profissional com quem brigou na cena. “Coringa” estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (3/10), um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Cara Gente Branca vai acabar na 4ª temporada
A Netflix anunciou o cancelamento de mais uma série, seguindo o esquema inaugurado por “Lucifer”, que consiste em informar a renovação para uma última temporada. A “renovação” da vez foi “Cara Gente Branca” (Dear White People”. A atração vai acabar após sua vindoura 4ª temporada. O anúncio foi feito pelo elenco da série em um vídeo no qual eles conversam pelo Facetime. Veja abaixo. Baseada no aclamado filme independente de mesmo nome, a série satiriza a “América pós-racial” ao retratar a vida de estudantes negros em uma conceituada universidade predominantemente branca. A atração faz um questionamento extensivo do racismo no mundo moderno, sem poupar sequer o pensamento politicamente correto e condescendente a respeito da diversidade racial. A série foi criada pelo diretor e roteirista Justin Simien, responsável pelo longa original, premiado no Festival de Sundance de 2014, e além de explorar questões de raça, também discute classes sociais e sexualidade. Assim como as três temporadas anteriores, a season finale terá 10 episódios. A data de estreia dos capítulos finais ainda não foi divulgada.
Jason Momoa vira porta-voz de países insulares em protesto contra crise ambiental na ONU
Jason Momoa está encarnando o papel de Aquaman também como ativista das causas ambientais. Em vídeo postado em suas redes sociais, o ator levou a seus fãs o discurso que fez na semana passada nas Nações Unidas para chamar atenção para o aquecimento global e a poluição dos oceanos. Momoa, que nasceu numa ilha, o Havaí, participou na sexta-feira (27/9) de uma reunião da ONU com representes de países insulares, que correm o risco de desaparecer com o aquecimento global. “Eu tenho visto como um lugar pode passar despercebido aos outros”, afirmou, lembrando que “os países insulares e todas as comunidades costeiras são a linha de frente desta crise ambiental”. “A maior ameaça aos pequenos países insulares é o fato de que ilhas inteiras estão afundando no mar devido ao enorme volume de emissões geradas por países de primeiro mundo”, declarou. “Países insulares são os que menos contribuem para esse desastre, mas vão sofrer o peso das consequências”, continuou. Emocionado em frente a integrantes da ONU, Momoa condenou o descaso do mundo com as ilhas que estão sumindo e com a poluição dos oceanos. “Os oceanos estão em estado de emergência. O ecossistema marinho inteiro está desaparecendo com o aquecimento dos oceanos. E como o lixo do mundo acaba em nossas águas, nós encaramos uma devastadora crise de poluição de plástico. Nós somos uma doença que infecta nosso planeta. Da atmosfera até a zona abissal, nós estamos poluídos”, protestou. O ator ainda criticou a visão daqueles que tentam negar a existência dos problemas climáticos. “Sofremos de uma amnésia coletiva sobre uma verdade que já foi compreendida, a verdade de que causar danos irreversíveis a Terra é fazer o mesmo com nós mesmos. Como uma espécie humana, nós precisamos da Terra para sobreviver. Mas não cometam o erro de achar que a Terra não precisa de nós”, disse. Jason Momoa pede a união de todos os países para conter a crise climática e deixou um recado: “Precisamos corrigir os erros que fizemos contra nossos filhos e netos porque estamos dando a eles um mundo que sofre por causa de nossa mordomia irresponsável”. Recentemente, o intérprete de Aquaman também protestou contra a construção de um telescópio na montanha de Mauna Kea, no Havaí, considerada sagrada por moradores locais. Além de Momoa, a construção foi alvo de protestos por Dwayne “The Rock” Johnson e Bruno Mars. Ver essa foto no Instagram For those who couldn’t watch it live, watch me fumble through my very honest and direct speech. No BS. Nothing sugar coated, just straight from the heart. We’ve been half assing our global efforts to reverse the climate crisis and this can’t continue. We have to change now. For the future of our planet, and Small Island Developing States, the wave of change is coming. Aloha J #UniteTheNations @unitednations Uma publicação compartilhada por Jason Momoa (@prideofgypsies) em 27 de Set, 2019 às 11:23 PDT
Ministério Público Federal processa ministro da Cidadania no caso da suspensão de edital de séries LGBTQIA+
O Ministério Público Federal ajuizou nesta quarta (2/10) no Rio de Janeiro uma ação civil pública contra o ministro da Cidadania, Osmar Terra, por improbidade administrativa, em virtude da suspensão de um edital da Ancine para produções de audiovisual para emissoras de televisão públicas. O edital suspenso previa a produção de 80 séries brasileiras, entre elas atrações de temática LGBTQIA+ que foram alvo de críticas preconceituosas do presidente Jair Bolsonaro em uma live de agosto passado. Citando quatro títulos do edital, Bolsonaro afirmou que tinha vetado as produções porque não tinha “cabimento fazer filmes com esse tema”. Após esse ataque, o ministro da Cidadania Osmar Terra assinou uma portaria suspendendo o edital e prejudicando os 80 projetos que estavam aguardando a liberação de verbas para começar suas produções. Como justificativa, o ministro citou a necessidade de recomposição dos membros do Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), responsável por direcionar as verbas arrecadadas com o Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional, taxa cobrada da indústria de cinema, TV e telefonia), para poder liberar o financiamento. A portaria também afirma que, uma vez recomposto, o comitê revisará os critérios e diretrizes para a aplicação dos recursos do fundo, assim como os parâmetros de julgamento dos projetos e seus limites de valor. A medida foi considerada como um ato de censura formal praticado pelo governo, motivado por homofobia. O MPF considerou ainda que a suspensão causou prejuízo aos cofres públicos, uma vez que o governo federal já havia gasto quase R$ 1,8 milhão na análise das 613 propostas que disputavam o edital, aberto em março de 2018 e que já se encontrava na fase final. Na ação, o MPF pede a anulação da portaria que cancelou o edital, a conclusão do concurso e que o ministro devolva o dinheiro gasto até agora aos cofres públicos. Além da devolução do dinheiro gasto, a ação do MPF pode resultar, em caso de condenação, na perda do cargo do ministro, a suspensão de seus direitos políticos por oito anos e o pagamento de multa de duas vezes o valor do dano – R$ 3,6 milhões. Se Terra for condenado, ele poderá ainda ser proibido de ser contratado pelo Poder Público Federal ou dele receber benefícios ou incentivos fiscais durante cinco anos. Em sua defesa, o Ministério da Cidadania afirma que o concurso previa a possibilidade de suspensão ou anulação. Segundo a nota, “o edital suspenso não havia sido discutido por esse governo”. Ou seja, o projeto é anterior à eleição de Bolsonaro, o que não serve de desculpa para descaso com o dinheiro público, censura e homofobia. Para o MPF, a questão da censura e da homofobia está subentendida na suspensão. A ação contra o ministro afirma que o objetivo do ministro foi impedir que os projetos mencionados pelo presidente tivessem a chance de vencer o concurso. Como não havia meio legal de tirar os quatro projetos do concurso em sua fase final, a “solução” encontrada foi a de sacrificar todo o processo, de acordo com a análise do MPF. Além dos danos aos cofres públicos causados pela suspensão do concurso, o MPF afirma que “a discriminação contra pessoas LGBT promovida ou referendada por agentes públicos constitui grave ofensa aos princípios administrativos da honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade as instituições”. O texto do processo lembra que em junho de 2019 o Supremo Tribunal Federal, na ação que criminalizou a homofobia, afirmou expressamente que “os homossexuais, os transgêneros e demais integrantes do grupo LGBT têm a prerrogativa, como pessoas livres e iguais em dignidade e direitos, de receber a igual proteção das leis e do sistema político-jurídico instituído pela Constituição da República, mostrando-se arbitrário e inaceitável qualquer estatuto que exclua, que discrimine, que fomente a intolerância, que estimule o desrespeito e que desiguale as pessoas em razão de sua orientação sexual ou de sua identidade de gênero”. A ação do MPF é a segunda proposta na Justiça Federal do Rio sobre o caso. Em agosto, o deputado federal Marcelo Calero (Cidadania-RJ), ex-ministro da Cultura na gestão Michel Temer (MDB), ajuizou uma ação popular para anular a portaria que cancelou o edital. O deputado alega que a medida é inconstitucional. No final de agosto, a juíza Andréa de Araújo Peixoto, da 29ª Vara Federal do Rio, abriu a ação e deu 20 dias para o governo federal explicar a suspensão do edital. Em agosto, procuradores da área de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico do MPF-RJ, instauraram Inquérito Civil Público para apurar o caso. Além disso, a suspensão do edital também está enfrentando processos da entidades representantes da indústria audiovisual brasileira. A suspensão do edital causou a saída do secretário de Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Pires, que pediu demissão no dia 21 de agosto, chamando claramente a anulação do edital de “censura”. Ele prestou depoimento no inquérito do MPF, no último dia 26 de setembro e afirmou que considera que a suspensão do edital foi “imotivada”, ou seja, não foi baseada em critérios legais. Segundo as regras do edital, o Ministro da Cidadania e o Secretário Especial de Cultura, enquanto órgãos de direção superior, não participam legalmente do processo de seleção dos projetos. Entretanto, de acordo com o que foi apurado pelo MPF, no dia seguinte à manifestação de Bolsonaro, Terra determinou a elaboração de pareceres para uma minuta de portaria para a suspensão do concurso, justificando, para tanto, que a medida era necessária para a recomposição dos membros do Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual. O detalhe é que a formação do comitê depende das indicações de seis integrantes do governo, vindos de diferentes ministérios. Em dez meses de governo, Bolsonaro ainda não indicou nenhum representante. O decreto assinado por Osmar Terra prevê a suspensão do edital por 180 dias, podendo prorrogar o prazo caso o comitê gestor continue sem as indicações dos membros do governo. Trata-se de uma paralisia provocada propositalmente pelo governo, com aviso prévio de prorrogação indefinida. E se for considerada válida, na prática impede qualquer financiamento de produção nacional pelo FSA. Isto porque o Ministério da Cidadania afirmou que a recomposição do Comitê Gestor do FSA (CGFSA) depende da posse do Conselho Superior de Cinema (CSC), que ainda não tem data. Mesmo assim, o mesmo Ministério disse não haver previsão de suspender mais editais. Entretanto, se a justificativa para suspender um edital específico não se aplicar aos demais, o caso assume dimensões criminais, por condução arbitrária e/ou fraude na seleção de concursos públicos. Desde 2011, isto pode render pena de até oito anos de reclusão, quando o crime tiver sido cometido por funcionário público. Por enquanto, a investigação se dá na esfera civil, levando em conta apurações sobre prática de censura, dano aos cofres públicos e ato de homofobia. Mas a situação do ministro pode piorar, dependendo da reação da governo. E, caso Bolsonaro se manifeste oficialmente, também pode ser incluído entre os réus, fornecendo matéria prima para seu Impeachment.
William Hurt é flagrado em filmagens de Viúva Negra
O ator William Hurt foi flagrado na terça-feira (1/10) participando de filmagens do filme solo da Viúva Negra no estado da Georgia. Segundo os paparazzi que fotografaram o astro, a atriz Scarlett Johansson não participou das cenas registradas. Vale lembrar que a produção já terminou oficialmente suas filmagens e as novas cenas são ou refilmagens ou material para ser inserido após os créditos do longa. No MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês), Hurt dá vida ao General Thaddeus “Thunderbolt” Ross, que em “Capitão América: Guerra Civil” (2016) assumiu o cargo de Secretário de Defesa dos EUA. Prólogo dos filmes mais recentes da Marvel, “Viúva Negra” se passa exatamente após “Guerra Civil”, acompanhando a fuga da heroína após ajudar o Capitão América contra o governo americano. Especula-se que a participação do ator seria uma cena pós-créditos, que poderia levar a um filme dos Thunderbolts. Nos quadrinhos, Ross foi responsável por reformular o grupo original (formado por supervilões disfarçados), juntando os principais anti-heróis da Marvel – como Elektra, Justiceiro, Cavaleiro da Lua, Motoqueiro Fantasma, Deadpool e Venom. Sem anular essa possibilidade, outra função de sua participação poderia ser o recrutamento de Yelena Belova (vivida por Florence Pugh, atualmente em cartaz em “Midsommar”) para trabalhar para o governo como a nova Viúva Negra. “Viúva Negra” também destaca em seu elenco David Harbour (“Stranger Things”) e Rachel Weisz (“A Favorita”). O roteiro foi escrito por Jac Schaeffer (do curta “Olaf em uma Nova Aventura Congelante de Frozen”) e a direção é da australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”). A estreia está prevista para 30 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Morte no Nilo tem elenco completo revelado no começo das filmagens
A Fox anunciou o elenco completo e o começo das filmagens de “Morte no Nilo”, continuação de “Assassinato no Expresso do Oriente”, que traz Kenneth Branagh de volta ao papel do detetive Hercule Poirot. O filme, que também é novamente dirigido por Branagh, será estrelado por Gal Gadot (“Mulher-Maravilha”), Letitia Wright (“Pantera Negra”), Armie Hammer (“Me Chame Pelo Seu Nome”), Annette Bening (“Capitã Marvel”), Ali Fazal (“Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha”), Sophie Okonedo (“Hellboy”), Tom Bateman (outro que retorna de “Assassinato no Expresso do Oriente”), Emma Mackey (“Sex Education”), Dawn French (“Delicious”), Rose Leslie (“Game of Thrones”), Jennifer Saunders (“Absolutely Fabulous”) e Russell Brand (“Arthur, o Milionário Irresistível”). Veja a arte divulgada pelo estúdio com todo o elenco abaixo. A obra original de Agatha Christie foi publicada em 1937 e já teve uma adaptação anterior no cinema. Em 1978, também serviu de continuação para “Assassinato no Expresso Oriente” (1974) e reuniu outro elenco notável, formado por Bette Davis, Jane Birkin, Angela Lansbury, Maggie Smith, Mia Farrow, David Niven, Jon Finch e George Kennedy, além de Peter Ustinov no papel de Poirot. A premissa é basicamente a mesma de “Assassinato no Expresso do Oriente”. A diferença é que, em vez de um trem europeu, Poirot terá que descobrir um assassino a bordo de um cruzeiro pelo Egito. Assim como no filme anterior, o roteiro foi escrito por Michael Green. A estreia da nova versão está marcada para 9 de outubro de 2020.
Superman encontra Superman nos bastidores de Crise nas Infinitas Terras
O ator Brandon Routh divulgou no Instagram uma foto dos bastidores do novo crossover do Arrowverso. 13 anos depois de estrelar “Superman: O Retorno” (2006), ele vai voltar a viver o herói em “Crise das Infinitas Terras”. Na imagem, Brandon aparece uniformizado ao lado de outro Superman, Tyler Hoechlin, que interpreta o personagem na série “Supergirl”. Ao fundo, é possível ver ainda o logotipo do jornal Planeta Diário. “Visão dupla – a nova habilidade de Superman”, ele brincou na legenda. A explicação para esse encontro é o multiverso da DC Comics, que vai mostrar várias versões dos mesmos personagens, vindo de realidades (na verdade, filmes e séries) diferentes. A versão de Superman interpretada por Routh é um personagem clássico do multiverso. Ele pode ser lembrado pelos leitores mais antigos de quadrinhos como o herói da Terra 2, mas os mais jovens talvez só conheçam sua existência da minissérie/graphic novel “O Reino do Amanhã” (Kingdom Come), de Mark Waid e Alex Ross. O uniforme envergado por Routh até reproduz o “S” estilizado do design de Ross para a publicação de 1996. Considerada um marco dos quadrinhos, a “Crise” original de 1985 ficou famosa por matar muitos super-heróis clássicos, como o Flash (a versão de Barry Allen) e a Supergirl (Linda Lee Danvers), o que foi um choque para os leitores da época. O objetivo foi realizar o primeiro reboot dos quadrinhos em todos os tempos, resultado da destruição de todas Terras paralelas, menos uma. Esse evento foi tão traumático que apagou a existência do multiverso, inclusive a memória dele, e reacomodou sobreviventes de outras Terras na linha temporal da Terra 1, por meio de um recomeço completo de todas as histórias e lembranças dos personagens da DC. Assim como na publicação impressa, a expectativa é que a resolução da “Crise” acomode os personagens de “Supergirl” na mesma Terra dos demais integrantes do Arrowverso. Mas seu impacto não deve se resumir a isso, já que o crossover conduzirá ao final da série “Arrow”, que inaugurou esse universo de adaptações de quadrinhos. Disparado o maior crossover já tentado na história da televisão, “Crise nas Infinitas Terras” será exibido entre dezembro e janeiro ao longo de cinco episódios individuais das séries “Arrow”, “The Flash”, “Supergirl”, “Legends of Tomorrow” e a estreante “Batwoman”. Além disso, embora sua série tenha ficado de fora desta lista, até o herói Raio Negro (Black Lightning) vai participar da produção. Ainda não há previsão oficial para a estreia de “Crise nas Infinitas Terras” no Brasil, mas muito provavelmente deve acontecer em janeiro no canal pago Warner. A participação no crossover marcará a primeira vez que Routh voltará ao uniforme de Superman desde o mal-fadado filme de Bryan Singer de 2006. A oportunidade foi comemorada pelo ator. Entretanto, ele também compartilhou uma má notícia, dando a entender que seu personagem no Arrowverso, Elektron/Ray Palmer, será uma das vítimas de “Crise das Infinitas Terras”. Tanto ele quando sua esposa, Courtney Ford, intérprete de Nora Darhk, estão deixando o elenco fixo da série “Legends of Tomorrow” nos próximos episódios. Outra pequena informação (leia aqui) completa o quadro de despedida/transição do Elektron no Arrowverso. Ver essa foto no Instagram #DoubleVision—the new #Superman ability! ? Grateful to share the #Arrowverse as #Superman for a short time with the charming & gracious @tylerhoechlin! I never really thought I’d get to meet #Superman in person… Gotta say, it’s all it’s cracked up to be! ??? #crisisoninfiniteearths @dccomics @thecw @warnerbrostv #SupermanTeamUp ?: @redheadtattoos Uma publicação compartilhada por Brandon Routh (@brandonjrouth) em 1 de Out, 2019 às 12:28 PDT
Jorge Garcia deixa a série Hawaii Five-0
A série “Hawaii Five-0” perdeu um novo integrante de seu elenco. O ator Jorge Garcia (até hoje lembrado por “Lost”), que interpretava o personagem Jerry Ortega, deixou a atração no primeiro episódio da da 10ª temporada. A conclusão do arco do personagem é spoiler, mas não da forma como os espectadores poderiam esperar. Após o gancho deixado no final da 9ª temporada, a volta da série, que aconteceu na semana passada na rede americana CBS, revelou que o personagem de Garcia sobrevive após ser baleado, mas decide deixar a equipe depois de se recuperar. O ator comentou sua saída em um comunicado. “Sou grato pelo meu tempo no ‘Hawaii Five-0’. Adorei voltar para as ilhas [‘Lost’ também foi gravada no Havaí] e criar um personagem que se conectasse com tantas pessoas. Interpretar Jerry foi uma diversão, e estou ansioso para aparições futuras com minha ohana da TV”, escreveu, sugerindo que deve reaparecer em participações especiais. A série entrou em fase de reformulação intensa há dois anos, após a saída dos atores Daniel Dae Kim e Grace Park. Os intérpretes de Chin Ho e Kono e deixaram a série após seus pedidos por igualdade salarial com os colegas brancos serem recusados. No lugar dos dois, foram escalados Meaghan Rath (série “Being Human”) e Beulah Koale (da série sci-fi neozelandesa “The Cul De Sac”), enquanto Ian Anthony Dale, que fazia aparições recorrentes, foi promovido ao elenco regular. O episódio que marcou a saída de Garcia também serviu para introduzir uma nova personagem, Quinn Liu, interpretada por Katrina Law (a Nyssa al Ghul da série “Arrow”), mais nova integrante da série. “Hawaii Five-0” é exibida no Brasil pelo canal pago AXN.












