The Wolf Hour: Naomi Watts enfrenta blecaute e paranoia em trailer de suspense
A Brainstorm Media divulgou dois pôsteres e o trailer de “The Wolf Hour”, suspense estrelado por Naomi Watts (“A Série Divergente: Convergente”). Ela interpreta uma romancista nova-iorquina que se tornou reclusa, praticamente agorafóbica, e que se vê diante de um grave estresse emocional durante o blecaute que tomou conta da cidade no verão de 1977, período também conhecido como “Summer of Sam”, em referência ao serial killer David Berkowitz, mais conhecido como Son of Sam, que aterrorizou a população. Com ligações estranhas no porteiro eletrônico, ruídos no corredor do prédio, mortes na vizinhança e um apagão total de energia em todo o bairro, ela se torna mais paranoica que nunca. Com clima que remete ao clima do clássico “Repulsa ao Sexo” (1965), o filme escrito e dirigido por Alistair Banks Griffin (“Two Gates of Sleep”) teve première no Festival de Sundance e registra 70% de aprovação no Rotten Tomatoes. O elenco também inclui Jennifer Ehle (“A Hora Mais Escura”), Jeremy Bobb (“Jessica Jones”), Kelvin Harrison Jr. (“Godfather of Harlem”), Emory Cohen (“Lords of Chaos”) e Brennan Brown (“The Man in the High Castle”). A estreia comercial está marcada para 6 de dezembro nos Estados Unidos e não há previsão de lançamento no Brasil.
Ford vs Ferrari atropela As Panteras nas bilheterias da América do Norte
O drama automobilístico “Ford vs. Ferrari” conquistou uma vitória surpreendente nas bilheterias da América do Norte, com uma arrecadação muito acima do especulado por analistas da indústria cinematográfica. Ao subir no alto do pódio com US$ 31M (milhões), também rendeu o primeiro sucesso da Fox sob a administração da Disney, após sucessivos fracassos (“Alita: Anjo de Combate”, “X-Men: Fênix Negra”, etc). O filme dirigido por James Mangold (“Logan”) foi recepcionado por aplausos entusiasmados da crítica, atingindo 92% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Mas agradou ainda mais ao público, atingindo nota máxima, A+, no Cinemascore, a pesquisa feita com os espectadores após a exibição. Com Christian Bale (“Vice”) e Matt Damon (“Perdido em Marte”) nos papéis principais, “Ford vs. Ferrari” virou uma unanimidade e deve continuar acelerando até o Oscar. Não foi uma produção barata. A reconstituição de época (anos 1960), com uso de carros de corrida de verdade, teve orçamento de US$ 95 milhões. Mas suas virtudes cinematográficas e o prestígio que traz para a Disney são inestimáveis, num momento em que Martin Scorsese reclama do estúdio por priorizar filmes de super-heróis e diminuir o espaço no mercado para o “cinema de verdade”. “Ford vs. Ferrari” só não é cinema com C maiúsculo porque é cinema classe A+. Com sua liderança folgada, “Ford vs Ferrari” afundou “Midway – Batalha em Alto Mar”, a surpresa da semana passada, que conseguiu apenas US$ 8,7M em seu segundo fim de semana em cartaz, e atropelou a estreia de “As Panteras”, um distante 3º lugar com US$ 8,6M. Como os números estão muito próximos, as posições de “Midway” e “As Panteras” podem se inverter na contagem final dos ingressos vendidos, durante a segunda-feira (18/11). Apesar disso, os valores não sofrerão grande mudança. A Sony investiu menos que a Fox em seu filme, em torno de US$ 50M, mas deve ter gasto o equivalente em P&A (cópias e publicidade), pois o marketing de “As Panteras” foi muito agressivo. Projeções sugerem que o longa dirigido por Elizabeth Banks (“A Escolha Perfeita 2”) deve faturar em torno de US$ 25 milhões, ao todo, na América do Norte, o que representaria a pior bilheteria de continuação/reboot/remake do ano – e talvez da década. Para piorar, não empolgou a crítica, com 60% de aprovação no Rotten Tomatoes, e nem o público internacional. No exterior, o faturamento atingiu US$ 19,3M, com nova decepção na China, onde rendeu US$ $7,7M. Relatos de problemas no roteiro, escrito por muitas mãos, começam a vir à tona. Mas o post-mortem sugere equívoco de conceito. Para começar, a ideia de transformar uma franquia policial da TV dos anos 1970 numa comédia adolescente de ação. Além disso, escalar uma completa desconhecida no trio principal. E, como cereja no bolo, alterar a premissa básica, de uma agência de detetives local para uma organização de espionagem internacional, após o resultado de outro fracasso recente do estúdio com ideia similar – “MIB: Homens de Preto – Internacional”. Terceira estreia do fim de semana, o suspense “A Grande Mentira”, com Helen Mirren (“A Rainha”) e Ian McKellen (“X-Men”), abriu em 7º lugar, rendendo US$ 5,6M e 63% de aprovação. O filme da Warner chega na quinta-feira (21/11) no Brasil, após entrar quase desapercebido na lista das grandes decepções. Para completar, as arrecadações de sexta a domingo (17/11) registraram a saída de “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” do Top 10 após apenas três semanas, em outro desempenho pífio de franquia antiga/antiquada. Diante deste quadro, fica claro porque a Paramount celebrou ter conseguido passar os direitos de produção de “Um Tira da Pesada 4” para a Netflix. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Ford vs. Ferrari Fim de semana: US$ 31M Total EUA e Canadá: US$ 31M Total Mundo: US$ 52,4M 2. Midway – Batalha em Alto Mar Fim de semana: US$ 8,7M Total EUA e Canadá: US$ 35,1M Total Mundo: US$ 53,7M 3. As Panteras Fim de semana: US$ 8,6M Total EUA e Canadá: US$ 8,6M Total Mundo: US$ 27,9M 4. Brincando com Fogo Fim de semana: US$ 8,5M Total EUA e Canadá: US$ 25,4M Total Mundo: US$ 29,9M 5. Uma Segunda Chance para Amar Fim de semana: US$ 6,7M Total EUA e Canadá: US$ 22,5M Total Mundo: US$ 35,5M 6. Doutor Sono Fim de semana: US$ 6,1M Total EUA e Canadá: US$ 25M Total Mundo: US$ 53,8M 7. A Grande Mentira Fim de semana: US$ 5,6M Total EUA e Canadá: US$ 5,6M Total Mundo: US$ 9,5M 8. Coringa Fim de semana: US$ 5,6M Total EUA e Canadá: US$ 322,5M Total Mundo: US$ 1B 9. Malévola: Dona do Mal Fim de semana: US$ 5,2M Total EUA e Canadá: US$ 106M Total Mundo: US$ 458,9M 10. Harriet Fim de semana: US$ 4,7M Total EUA e Canadá: US$ 31,8M Total Mundo: US$ 31,8M
Knives and Skin: Suspense comparado a Donnie Darko e Twin Peaks ganha trailer surreal
O estúdio indie IFC divulgou o pôster final e o trailer de “Knives and Skin”. A prévia destaca os elogios da imprensa ao filme da diretora Jennifer Reeder (“Signature Move”), que passou por vários festivais e recebeu 77% de aprovação no Rotten Tomatoes. Comparado a “Donnie Darko” e “Twin Peaks” por combinar o ritual de passagem da adolescência com uma trama de suspense surreal, o filme reflete como o desaparecimento misterioso de uma estudante do Ensino Médio impacta uma cidadezinha americana. O elenco inclui alguns jovens em ascensão, como Raven Whitley (“Hala”), Kate Arrington (“O Irlandês”) e Ty Olwin (“Personal Shopper”). A estreia está marcada para 6 de dezembro nos Estados Unidos e não há previsão de lançamento no Brasil.
O Vizinho: Série de super-herói do diretor de Colossal ganha primeiro trailer legendado
A Netflix divulgou fotos, o pôster e o trailer legendado de “O Vizinho” (El Vecino), série espanhola de super-herói, que traz o humor diferenciado de Nacho Vigalondo, diretor dos cultuados “Crimes Temporais” (2007), “Extraterrestre” (2011) e do recente “Colossal” (2016). A série é uma adaptação dos quadrinhos homônimos de Santiago García e Pepo Pérez e gira em torno de Javier (Quim Gutiérrez, de “Os Últimos Dias”), um homem de 30 e poucos anos que ainda não sabe lidar com a vida adulta e com a namorada (Clara Lago, de “O Passageiro”). De repente, ele ganha superpoderes de um alienígena e passa a se disfarçar de super-herói para agir de forma inepta contra o crime. A 1ª temporada, com produção e direção de Vigalongo, será lançada em streaming no dia 31 de dezembro.
Disney adia estreia de King’s Man: A Origem em sete meses
A Disney adiou a estreia de “King’s Man: A Origem” (The King’s Man) em sete meses. O filme ia chegar aos cinemas em fevereiro, mas agora só vai estrear em novembro de 2020. O adiamento foi anunciado na sexta-feira (15/11), quando a Disney divulgou um novo cronograma de estreias, com mudanças de datas da 20th Century Fox e inclusão de cinco novos lançamentos da Marvel. “King’s Man: A Origem” é um prólogo da franquia “Kingsman”, baseada nos quadrinhos de Mark Millar. Escrito por Jane Goldman e dirigido por Matthew Vaughn, responsável pelos dois “Kingsman” anteriores, o filme pretende contar a origem da agência de espionagem britânica que funciona nos fundos de uma alfaiataria de Londres, e abrange batalhas no front da 1ª Guerra Mundial e até duelos de espada com Rasputin, o monge louco. O elenco destaca Ralph Fiennes (o M da franquia “James Bond”) como o Duque de Oxford, um dos líderes dos Kingsman, e Harris Dickinson (“Mentes Sombrias”) como seu aprendiz, além de Aaron Taylor-Johnson (“Vingadores: Era de Ultron”), Matthew Goode (“The Crown”), Charles Dance (“Godzilla II: O Rei dos Monstros”), Gemma Arterton (“Mistério no Mediterrâneo”), Daniel Brühl (“Capitão América: Guerra Civil”), Stanley Tucci (“Jogos Vorazes”), Djimon Honsou (“Capitã Marvel”), Tom Hollander (“Piratas do Caribe”) e Rhys Ifans (“O Espetacular Homem-Aranha”). A produção já chegou a ganhar um primeiro trailer legendado, que pode ser conferido abaixo.
Reprisal: Nova série estrelada por Rodrigo Santoro ganha primeiro trailer
A plataforma de streaming Hulu divulgou o pôster e o primeiro trailer da série “Reprisal”, que traz a atriz Abigail Spencer (de “Timeless”) e o brasileiro Rodrigo Santoro (“Westworld”) como antagonistas. Descrita como uma “história de vingança hiper-cinética”, “Reprisal” é centrada no personagem de Spencer, uma femme fatale que é atacada e deixada para morrer. Mas sobrevive e busca vingança contra a gangue responsável pela violência. Santoro interpreta Joel Kelly, um membro antigo da gangue The Banished Brawlers, que é praticamente o líder de fato do grupo, mas também passou por uma mudança recente em suas prioridades e sua luta agora é para manter a paz. O papel não impede que Santoro retorne a “Westworld”, onde ele vive o pistoleiro Hector Escaton. O personagem (alerta de spoiler) foi morto em uma batalha no final da 2ª temporada do programa da HBO, mas pode ser visto no trailer dos próximos episódios. Além da dupla principal, o elenco também inclui Mena Massoud (o Aladdin da nova versão live-action), Madison Davenport (“Objetos Cortantes”), Rhys Wakefield (“Uma Noite de Crime”), David Dastmalchian (“Homem-Formiga”), W. Earl Brown (“Deadwood”) e Ron Pearlman (“Sons of Anarchy”). A série foi criada por Josh Corbin (roteirista de “StartUp”, série da plataforma Sony Crackle) e tem produção do A+E Studios e da Littlefield Company. Todos os episódios da 1ª temporada serão disponibilizados em 6 de dezembro nos Estados Unidos.
Disney anuncia mais Marvel. Serão 13 filmes de super-heróis nos próximos 4 anos
Prestes a entrar em sua Fase 4, a Marvel Studios adicionou cinco novos filmes ao seu calendário de lançamentos. As novas datas, divulgadas pela Disney na sexta-feira (15/11), incluem os lançamentos de mais um longa em 2022 e quatro em 2023. Isto significa que o estúdio vai lançar mais 13 filmes de super-heróis nos próximos quatro anos. A lista oficial dos próximos filmes da Marvel, com as datas de estreia nos Estados Unidos, é a seguinte: 1 de maio de 2020 – Viúva Negra (Black Widow) 6 de novembro de 2020 – Os Eternos (The Eternals) 12 de fevereiro de 2021 – Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings 7 de maio de 2021 – Doctor Strange in the Multiverse of Madness 5 de novembro de 2021 – Thor: Love and Thunder 18 de fevereiro de 2022 – Sem Título 6 de maio de 2022 – Pantera Negra 2 (Black Panther 2) 29 de julho de 2022 – Sem Título 7 de outubro de 2022 – Sem Título 17 de fevereiro de 2023 – Sem Título 5 de maio de 2023 – Sem Título 28 de julho de 2023 – Sem Título 3 de novembro de 2023- Sem Título Sete filmes, mais da metade da lista, não foram identificados, mas devem ser projetos que já estão em desenvolvimento, como “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, “Homem-Formiga 3”, “Capitã Marvel 2”, “Deadpool 3”, um filme de (ou com) “Blade” estrelado por Mahershala Ali (“Green Book”) e as novas versões de “X-Men” e “Quarteto Fantástico”. Além destes, ainda há “Homem-Aranha 3”, que apesar de integrar o MCU tem seu cronograma atrelado à programação da Sony – como os vindouros “Venom 2” e “Morbius”. Até o momento, o Universo Cinematográfico da Marvel já lançou 23 filmes conectados. A Fase 4 do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) começará oficialmente com “Viúva Negra”, que tem estreia marcada para 30 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Além disso, os filmes também terão conexão com as séries live-action da Marvel na plataforma Disney+ (Disney Plus) – “Falcão e o Soldado Invernal” (Falcon and the Winter Soldier), “Loki”, “WandaVision” e “Gavião Arqueiro” (Hawkeye) – , que estreiam a partir de 2020.
The Boys: 2ª temporada revela cena perturbadora da infância do herói Homelander
O produtor-roteirista Eric Kripke divulgou no Twitter a primeira cena da 2ª temporada de “The Boys”, que encerrou suas gravações na semana passada. A prévia mostra a versão infantil do “herói” Homelander, revelando o quanto o futuro líder dos Sete é perturbado. “O que pode ser mais aterrador que o pequeno Homelander?”, pergunta o texto. “The Boys” é baseada na publicação homônima de quadrinhos adultos de Garth Ennis, que também criou “Preacher”. Por sinal, os responsáveis pela produção são os mesmos que transformaram “Preacher” na série escatológica do canal pago AMC, o ator Seth Rogen e seu parceiro Evan Goldberg, que se juntaram a Eric Kripke, criador de “Supernatural” e “Timeless”, na nova atração. Nos quadrinhos, os protagonistas são um grupo de vigilantes truculentos que investigam as atividades clandestinas dos super-heróis. O motivo é que, a grosso modo, pessoas comuns se transformam em babacas quando ganham super-poderes e passam a acreditar que são intocáveis. Para completar, na série os boys surgem como um grupo típico de “supervilões”, com motivações similares às de Lex Luthor para odiar Superman – culpando os heróis por suas tragédias. Só que, numa reviravolta narrativa, desta vez eles têm razão. O elenco é encabeçado por Karl Urban (“Thor: Ragnarok”), Karen Fukuhara (“Esquadrão Suicida”), Jack Quaid (“Jogos Vorazes”), Tomer Capon (“7 Dias em Entebbe”) e Laz Alonso (“Velozes e Furiosos 4”) como os Boys – e uma girl – do título, enquanto Antony Starr (série “Banshee”), Chace Crawford (série “Gossip Girl”), Dominique McElligott (série “House of Cards”), Nathan Mitchell (“Scorched Earth”), Jessie T. Usher (“Independence Day: Ressurgimento”) e Nathan Mitchell (“iZombie”) interpretam os super-heróis babacas. Além deles, Erin Moriarty (“Jessica Jones”) vive a única heroína ingênua e decente do grupo, Simon Pegg (“Missão Impossível: Efeito Fallout”) incorpora o pai do personagem de Jack Quaid, e Elisabeth Shue (“Despedida em Las Vegas”) é a líder do conglomerado que explora comercialmente o sucesso dos super-heróis conhecidos como os Sete. Com 8 episódios e capítulo inaugural assinado pelo cineasta Dan Trachtenberg (“Rua Cloverfield, 10”), a 1ª temporada estreou em 27 de julho, virando rapidamente uma das séries mais vistas da plataforma Amazon Prime Vídeo. A 2ª temporada ainda não tem previsão de estreia. #Season2 of #TheBoysTV has wrapped. While you wait, here's an ORIGINAL @TheBoysTV SHORT FILM!! Little Homelander wishes you a #HappyThanksgiving.@PrimeVideo #TheBoys #SPNFamily @antonystarr @KarlUrban @JackQuaid92 @Sethrogen @ErinMoriarty_ @KarenFukuhara https://t.co/qKbwbZNiRo — Eric Kripke (@therealKripke) November 15, 2019
Disney lança trilha de Frozen 2 em versão original e dublada em português
“Frozen 2” teve suas trilhas sonoras – tanto a original quanto a “dublada” em português – divulgadas pela Disney. Os dois álbuns estão disponíveis nas plataformas de streaming e podem ser ouvidos abaixo. Além da trilha orquestral de Christophe Beck e novas composições de Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez, dupla vencedora do Oscar de Melhor Canção por “Let It Go”, o grande hit do primeiro filme, o disco original traz gravações de artistas populares, como as bandas Panic! At the Disco e Weezer, além da cantora Kacey Musgraves. Panic! At the Disco grava uma versão da canção “Into the Unknown”, primeira música revelada da trilha, que no filme será entoada por Idina Menzel no papel de Elsa. Musgraves canta “All Is Found”, que no filme é interpretada por Evan Rachel Wood (mãe de Elsa e Anna). E Weezer interpreta “Lost in the Woods”, canção do personagem de Jonathan Groff, Kristoff. Vale lembrar que Demi Lovato gravou “Let It Go” para os créditos finais do primeiro “Frozen”, mas as vendas e números de streaming demonstraram que os fãs preferiram os vocais originais de Menzel – também conhecida como Adele Dazeem na apresentação de John Travolta para sua performance premiada no Oscar 2014. A trilha inclui as versões das músicas cantadas pelos dubladores originais em inglês, Idina Menzel (Elsa), Kristen Bell (Anna), Jonathan Groff (Kristoff) e Josh Gad (Olaf). Mas apesar da versão nacional ter sido liberada junto da trilha original, há uma notícia ruim para quem quer ver logo o filme. O Brasil será o último país do mundo a exibir a animação. A estreia nacional foi marcada para 2 de janeiro, dois meses após o lançamento nos Estados Unidos.
Astro de novelas argentinas se refugia no Brasil após ordem de prisão por estupro
A Interpol emitiu uma ordem de captura contra o ator Juan Darthés, astro veterano de novelas argentinas, que está atualmente no Brasil. Ele é acusado de estupro pela atriz Thelma Fardin (“Sou Luna”). Nascido em São Paulo, com o nome Juan Rafael Pacífico Dabul, o ator de 55 anos foi acusado formalmente pela Justiça da Nicarágua, onde o abuso teria acontecido, pelo crime de “estupro agravado”. Pouco após saber da denúncia, Dathés viajou ao Brasil. Nicarágua e Brasil não têm acordos de extradição. Há duas semanas, a Justiça nicaraguense pediu uma ordem de captura internacional à chefe da Interpol no país, que aceitou a solicitação. “Isso vem de uma justiça que é muito questionada não pela questão de Darthés, mas por todos os excessos e transgressões que tiveram em seus direitos individuais”, disse o advogado de Darthés, Fernando Burlando, ao canal Todo Noticias. Segundo a denúncia, o ator se aproveitou da “relação de confiança” com Fardin para cometer a agressão sexual em um hotel em Manágua, quando ela tinha 16 anos, durante a divulgação da novela infantil “Patinho Feio” (2007-2008), que ambos protagonizavam. O advogado de Darthés em Manágua, César Guevara, solicitou ao juiz do caso, Celso Urbina, que não efetuasse a ordem de captura contra o ator. Além disso, pediu ao juiz que investigasse o passado da atriz para descartar dúvidas sobre se ela sofreu abuso sexual ou não. Darthés também pediu para que a denunciante fosse chamada para esclarecer se, no passado, acusou algum ex-namorado da mãe – ou outros – de tentar abusar dela, e se ela já foi vítima de estupro ou outro tipo de violência. O juiz Urbina indeferiu, por enquanto, o pedido de investigação sobre o passado da atriz. Fardin acusou publicamente o ator em dezembro de 2018 em um vídeo no qual relatava o suposto estupro. Antes, viajou à Nicarágua para apresentar a denúncia. “No ano de 2009, estava em turnê com um programa infantil de muito sucesso. Eu tinha 16 anos, era uma menina. O único ator adulto que viajava conosco tinha 45 anos. Uma noite, ele começou a me beijar no pescoço, e eu disse ‘não. Ele agarrou a minha mão e me fez tocá-lo”, contou a atriz. A denúncia teve grande repercussão na Argentina. Em entrevista, o ator garantiu que nunca estuprou ninguém e que foi a própria atriz que tentou seduzi-lo, mas que ele disse “não”. Veja abaixo o vídeo da denúncia de Fardin, um dos casos mais impactantes da versão argentina do movimento #MeToo, batizada de #MiraComoNosPonemos.
Vencedor de Cannes, Parasita surpreende a cada reviravolta
“Parasita”, vencedor da Palma de Ouro em Cannes e indicado pela Coreia do Sul para disputar o Oscar de Filme Internacional (ex-Filme em Língua Estrangeira), é um produto poderoso. A narrativa se refere a uma família pobre, que se aproveita de uma oportunidade de trabalho temporário para um de seus membros para parasitar uma família rica. Para desenvolver essa história, o cineasta Bong Joon-ho (de “Expresso do Amanhã”) se vale de uma variedade de gêneros. “Parasita” é comédia, destila um humor que produz riso na plateia. É também um drama, até bem pesado. Não há personagem que saia incólume de lá. Tem muito suspense e um sem-número de surpresas e reviravoltas de tirar o fôlego. Tem também alguns elementos fantasiosos, surrealistas, eu diria. Ao mesmo tempo, aborda aspectos da realidade social que estão subjacentes à situação, mas também explicitados na dinâmica das classes sociais envolvidas na trama. Até aspectos políticos da divisão das Coreias aparecem, dando um toque inteligente em cenas de humor. O filme consegue intrincar todos esses elementos dos diferentes gêneros cinematográficos com bastante competência, sem artificializar as passagens de um a outro registro e sem perder o ritmo. Ao contrário, o ritmo só cresce após cada reviravolta. Os desdobramentos das ações, na realidade, produzem novas histórias e situações-problema. Constituem-se num desafio novo a cada um dos personagens, deixando sempre em aberto aonde é que tudo isso vai parar. É um filme imprevisível, mas que conta com um roteiro muito bem engendrado. É, sem dúvida, um dos maiores destaques do cinema mundial em 2019.
O Rei não passa de versão genérica de Henrique V, de Shakespeare
Boa trilha, direção de arte, figurinos e fotografia, mas não dá para fazer um novo filme sobre o papel de Henrique V (Henry V) na Guerra dos 100 Anos sem confrontos com diálogos tensos e poderosos, tão mortais quanto armas, e não é possível ir ao campo de batalha e recusar o espetáculo visual e sanguinário. Então, o que justifica “O Rei” (The King), além de uma oportunidade de promover a carreira do menino prodígio Timothée Chalamet? Sobre o texto, nem é preciso profundidade semelhante à obra de William Shakespeare, o que é impossível sem sua linguagem e poesia. Entendo que seja interessante buscar uma abordagem mais real na luta do jovem monarca britânico contra a França, sem o auxílio da linguagem teatralmente rebuscada da peça clássica. Mas “O Rei” não injeta originalidade alguma a essa história e, pior que isso, não se aproxima minimamente da força dramática das versões cinematográficas de “Henrique V”, de Laurence Olivier e Kenneth Branagh, que adaptaram o texto original de Shakespeare. Com Chalamet à frente e a profundidade do drama reduzida a uma adaptação mais mundana, “O Rei”, de David Michôd (diretor de “Reino Animal”) é tão esquecível e genérico quanto outro exemplar recente da Netflix sobre reis ingleses, “Legítimo Rei”, filminho com Chris Pine que “continua” os eventos vistos em “Coração Valente” (1995). Pegando carona no filmaço de Mel Gibson, chega a ser inadmissível que alguém tenha a coragem de filmar cenas de batalha sem qualquer noção de espetáculo (seja na ação ou mesmo no discurso incentivador antes do quebra pau). Isso não quer dizer que devem glorificar a guerra, mas esconder seus horrores é evitar tocar na ferida e desonrar aqueles que morreram. “O Rei” tem suas gotas de sangue, mas não há ferocidade. Quanto às discussões e tramoias palacianas, você pode até não ter gostado do final de “Game of Thrones”, mas não há como negar a referência da série como um todo em termos de desenvolvimento de diálogos poderosíssimos disparados entre rivais ou aliados em discussões de estratégias políticas ou de guerra. “O Rei” não tem nada disso. Resta Timothée Chalamet. O garoto é muito bom sim, já provou isso anteriormente com “Me Chame pelo Seu Nome” (2017) e “Querido Menino” (2018), e tem uma carreira promissora pela frente. Mas é ofuscado toda vez que o surpreendente Robert Pattinson (“Bom Comportamento”) entra em cena. Ele tira o filme da chatice como se estivesse participando de outra produção ou propondo seu show particular independente do que planejaram para “O Rei”. O longa pode ter esse título, mas quem brilha de fato é o príncipe francês.
Shailene Woodley vai estrelar novo filme do brasileiro Fernando Coimbra
O diretor brasileiro Fernando Coimbra (“O Lobo Atrás da Porta”) já trabalha em novo filme americano. Após “Castelo de Areia” (2017), lançado pela Netflix, ele vai dirigir “Girl Named Sue”, um drama policial estrelado por Shailene Woodley (“Divergente”). A trama é inspirada na história real de Sue Webber-Brown, policial do DEA, departamento federal de Combate à Drogas, que foi responsável por criar um protocolo de proteção às crianças que vivem em ambientes afetados por narcóticos nos Estados Unidos. O longa pretende abordar como ela enfrentou o machismo e arriscou sua carreira e família nos anos 1990, para criar protocolos de proteção aos menores vitimados pelo vício dos pais. O filme tem produção do cineasta canadense Jean-Marc Vallée, com quem Woodley trabalhou na série de sucesso “Big Little Lies”. O roteiro, por sua vez, é de Lisa Cole e Mark Monroe. Ele escreveu os premiados documentários “A Enseada” (2009) e “Ícaro” (2017), e ela produziu as séries documentais “Behind the Music” e “Gangsters: America’s Most Evil”. “Girl Named Sue” ainda não tem previsão de lançamento.












