Mark Ruffalo critica mentiras de Bolsonaro nas redes sociais
O ator Mark Ruffalo, intérprete do super-herói Hulk no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês), criticou o presidente Jair Bolsonaro no Twitter por espalhar fake news e acusar sem provas Leonardo DiCaprio de ter apoiado as queimadas na Amazônia. “Bolsonaro e sua turma estão transformando em bode expiatório as pessoas que protegem a Amazônia dos incêndios que ele próprio permitiu que acontecesse”, comentou Ruffalo, sobre uma reportagem da resposta de DiCaprio aos ataques pessoais. “Pergunte a si mesmo: o que mudou recentemente no Brasil para que isso aconteça agora? Bolsonaro e suas políticas (não) ambientais”, acrescentou o ator. Na quinta-feira (28/11), Eduardo Bolsonaro publicou no Twitter que DiCaprio tinha doado US$ 300 mil “para a ONG que tocou fogo na Amazônia”. Disse ainda que a ONG WWF teria pago R$ 70 mil pelas fotos da floresta em chamas. “Macron e Madonna foram mais espertos, só pegaram na internet umas fotos tiradas décadas atrás de alguma floresta pegando fogo e postaram mesmo”, ironizou o filho de Jair Bolsonaro. Foi imediatamente desmentido pela ONG WWF, que apoia o trabalho dos brigadistas presos no Pará, de forma suspeita, após Bolsonaro acusar, também sem provas, ONGs de colocarem fogo na floresta. Os brigadistas já foram soltos. Sem considerar o desmentido, horas depois Jair Bolsonaro entrou no ar, numa live do Facebook, voltando a culpar as ONGs por queimadas na Amazônia e acusando DiCaprio de doar dinheiro a essas instituições. Segundo Bolsonaro, as ONGs estariam comprando e divulgando fotos forjadas dos incêndios para receber doações e fazer campanhas “contra o Brasil”. “Uma ONG ali pagou R$ 70 mil por uma foto fabricada de queimada”, disse o presidente sem citar nomes. “O que é mais fácil? ‘Toca’ fogo no mato. Tira foto, filma, manda para a ONG, a ONG divulga, entra em contato com o Leonardo DiCaprio e o Leonardo DiCaprio doa US$ 500 mil para essa ONG. Leonardo DiCaprio, você está colaborando com as queimadas na Amazônia”, disse inacreditavelmente o presidente do Brasil. A mentira ganhou repercussão mundial, rendendo críticas da imprensa em todo o mundo. No sábado, Leonardo DiCaprio manifestou-se para desmentir as fake news outra vez. O vencedor do Oscar negou ter financiado as ONGs investigadas por suposto envolvimento em queimadas na Amazônia, mas afirmou que elas merecem apoio. “Apesar de merecerem apoio, nós não financiamos as organizações”, publicou o ator em seu Instagram. DiCaprio, que já tinha se comprometido a doar US$ 5 milhões para a proteção da Amazônia, também elogiou “o povo brasileiro que trabalha para salvar sua herança cultural e natural” e afirmou que “o futuro destes ecossistemas insubstituíveis está em jogo”. Ele completou dizendo ter “orgulho de estar ao lado dos grupos que os protegem.” Muitas pessoas comentaram o post do astro na ocasião. Outros tantos mais ecoaram Ruffalo. E não apenas brasileiros. Por iniciativa própria, Bolsonaro acabou se escalando para virar um vilão caricato de Hollywood. O mundo inteiro está vendo Bolsonero queimar seu filme sozinho. Bolsonaro and his ilk are scapegoating the very people protecting the Amazon from the fires he himself has allowed to happen. Ask yourself: what has recently changed in Brazil to have this happen now? Bolsonaro and his (non)environmental policies. https://t.co/pbiQZkch58 — Mark Ruffalo (@MarkRuffalo) December 2, 2019
007: Sem Tempo Para Morrer ganha primeiro teaser
A MGM divulgou o primeiro teaser com cenas de “007: Sem Tempo Para Morrer”, o último filme de James Bond estrelado por Daniel Craig. Com apenas 10 segundos, o vídeo faz um apanhado ligeiro de cenas da produção – com muitos tiros e ação – e avisa que o trailer completo será lançado na quarta-feira (4/12). O filme dirigido por Cary Joji Fukunaga (“Beasts of No Nation”) também terá os retornos de Ralph Fiennes, Ben Whishaw e Naomie Harris, que vivem M, Q e Eve Moneypenny desde “007: Operação Skyfall” (2012). E eles terão a companhia de outros atores recorrentes. Jeffrey Wright reprisará o papel do agente da CIA Felix Leiter, visto em “007: Cassino Royale” (2006) e “007: Quantum of Solace” (2008). Rory Kinnear retomará o agente Bill Tanner, presente desde “007: Quantum of Solace”. E, para completar, Léa Seydoux e Christoph Waltz retomarão os papéis de Madeleine Swann e Blofeld, introduzidos em “007 Contra Spectre” (2015). Já as principais novidades serão as presenças de Rami Malek (vencedor do Oscar por “Bohemian Rhapsody”) como um novo vilão, Ana de Armas (“Blade Runner 2049”) como bond girl e Lashana Lynch (“Capitã Marvel”) interpretando uma nova 007. A estreia está prevista para 9 de abril no Brasil, um dia depois do lançamento nos Estados Unidos.
Documentário da guerra na Síria vence premiação do Cinema Independente Britânico
A principal premiação do cinema independente britânico, British Independent Film Awards (BIFA), consagrou na noite de domingo (1/12) o documentário “For Sama” como melhor filme do ano. O longa dirigido por Waad Al-Kateab e Edward Watts também faturou as categorias de Documentário, Direção e Edição. A grande vitória coloca “For Sama” como favorito ao Oscar de Melhor Documentário. Descrito como uma experiência feminina de guerra, o filme mostra o cotidiano da diretora Waad-Al-Khateab durante os cinco anos que viveu em Aleppo, uma das cidades mais afetadas pela guerra na Síria, onde se apaixonou e teve sua filha Sama, que batiza a obra. O filme com maior número de indicações, “The Personal History of David Copperfield”, de Armando Iannucci (criador da série “Veep”), acabou conquistando a maior quantidade de troféus. Foram cinco estatuetas: Melhor Roteiro (Armando Iannucci e Simon Blackwell), Ator Coadjuvante (Hugh Laurie), Figurino, Cenografia e Casting. Entre os atores principais, os vencedores foram Josh O’Connor (por “Only You”) e Renee Zellweger (por “Judy”). Bastante elogiada por sua interpretação de Judy Garland, a atriz deve receber mais prêmios na temporada, antes de ser indicada ao Oscar. O mesmo também pode ser dito a respeito da produção sul-coreana “Parasita”, que venceu a categoria de Melhor Filme Independente Internacional. O longa de Bong Joon-ho é unanimidade da crítica desde que recebeu a Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano. A cerimônia do BIFA, realizada em Londres, também prestou homenagem à atriz Kristin Scott Thomas com um prêmio especial por sua carreira. Confira a baixo a lista completa dos prêmios. Melhor Filme Independente Britânico “For Sama” Melhor Direção Waad Al-Kateab e Edward Watts (“For Sama”) Melhor Roteiro Armando Iannucci e Simon Blackwell (“The Personal History of David Copperfield”) Melhor Atriz Renee Zellweger (“Judy”) Melhor Ator Josh O’Connor (“Only You”) Melhor Atriz Coadjuvante Ruthxjiah Bellenea (“The Last Tree”) Melhor Ator Coadjuvante Hugh Laurie (“The Personal History of David Copperfield”) Ator/Atriz Revelação Sam Adewunmi (“The Last Tree”) Diretor Revelação (Douglas Hickox Award) Harry Wootliff (“Only You”) Roteirista Revelação Emma Jane (“Unsworth Animals”) Produtor Revelação Kate Byers e Linn Waite (“Bait”) Melhor Documentário “For Sama” Melhor Filme Independente Internacional “Parasita” (Coreia do Sul) The Raindance Discovery Award “Children of the Snow Land” Melhor Casting Sarah Crowe (“The Personal History of David Copperfield”) Melhor Direção de Fotografia Benjamin Kracun (“Beats”) Melhor Figurino Suzie Harman e Robert Worley (“The Personal History of David Copperfield”) Melhor Edição Chloe Lambourne e Simon Mcmahon (“For Sama”) Melhores Efeitos Visuais Howard Jones (“A Shaun the Sheep Movie: Farmageddon”) Melhor Maquiagem e Penteado Jeremy Woodhead (“Judy”) Melhor Música Jack Arnold (“Wild Rose”) Melhor Cenografia Cristina Casali (“The Personal History of David Copperfield”) Melhor Som David Bowtle-Mcmillan, Joakim Sundström e Robert Farr (“Beats”) The Richard Harris Award Kristin Scott Thomas
Festival de Brasília premia minorias, filmes de temáticas ambiental e LGBTQIA+
Filmes passados na Amazônia, de temática LGBTQIA+ e dirigidos por mulheres dominaram a premiação do 52º Festival de Brasília, que se encerrou na noite de sábado (30/11) na capital brasileira. O principal vencedor do evento, “A Febre”, da carioca Maya Da-Rin, venceu cinco troféus: Melhor Filme, Direção, Ator, Fotografia e Som. A obra narra a história de Justino (o premiado Regis Myrupu), um indígena do povo Desana que trabalha como vigilante em um porto de cargas e vive na periferia de Manaus. Desde a morte da sua esposa, sua principal companhia é a filha Vanessa, que está de partida para estudar Medicina em Brasília. Tomado por uma febre misteriosa, ele passa a ser perseguido por uma criatura enigmática durante todas as noites, e a lutar para se manter acordado no trabalho. De forma convincente, Regis Myrupu, que realmente tem descendência indígena, já tinha sido premiado como Melhor Ator no 72º Festival de Locarno, na Suíça, por seu desempenho. Tanto o ator quanto a diretora Maya Da-Rin são estreantes em longas de ficção – mas a cineasta tem dois documentários sobre a Amazônia no currículo. Além de “A Febre”, o filme vencedor do Prêmio do Público, “O Tempo que Resta”, também trouxe uma história passada na Amazônia com direção de cineasta feminina, Thaís Borges. Documentário de estreia da diretora brasiliense, acompanha duas mulheres marcadas para morrer, por lutar pela causa de pequenos agricultores e ribeirinhos contra grupos de mineradoras e madeireiros ilegais na floresta tropical. Thaís Borges também foi premiada pelo Roteiro. Assim, Brasília premiou uma diretora e uma roteirista mulheres, e dois filmes sobre os problemas da Amazônia. Mas a forte mensagem política do festival não ficou nisso. Anne Celestino se tornou a primeira atriz transexual premiada no evento, pelo papel-título em “Alice Júnior”, de Gil Baroni. A comédia sobre uma youtuber transexual que precisa lidar com o conservadorismo na escola levou ao todo quatro Candangos — além de Melhor Atriz, Atriz Coadjuvante (Thais Schier), Trilha Sonora e Edição. O evento ainda destacou “Piedade”, do pernambucano Claudio Assis, com três troféus. Igualmente focado em temas LGBTQIA+ e questões ambientais, o drama refletiu os problemas causados pela construção de um porto, que interferiu no habitat de tubarões, gerando ataques em praias turísticas da região de Recife. Cauã Reymond, que vive o dono de um cinema pornô e cenas de sexo com o colega Matheus Nachtergaele, levou o Calango de Melhor Ator Coadjuvante. Os demais troféus do longa foram o Prêmio Especial do Júri e Direção de Arte. Paradoxalmente, em contraste com este resultado, a organização do festival enfrentou denúncias de censura – um ator local foi impedido de ler uma carta de protesto contra a interrupção das políticas públicas para o audiovisual – e agressão contra mulheres – durante a apresentação do filme de Thaís Borges, um diretor do evento gritou contra as mulheres no palco para que começassem logo o filme e ainda xingou outras realizadoras que tentaram alertar para o horror da situação. Confira abaixo a lista completa dos premiados. Mostra Competitiva de Longas Melhor Longa-Metragem “A Febre” Melhor Direção Maya Da-Rin (“A Febre”) Melhor Ator Regis Myrupu (“A Febre”) Melhor Atriz Anne Celestino (“Alice Júnior”) Melhor Ator Coadjuvante Cauã Reymond (“Piedade”) Melhor Atriz Coadjuvante Thaís Schier (“Alice Júnior”) Melhor Roteiro Thaís Borges (“O Tempo que Resta”) Prêmio Especial do Júri “Piedade”, de Claudio Assis Prêmio do Júri Popular “O Tempo que Resta” Melhor Fotografia Bárbara Alvarez (“A Febre”) Melhor Edição Pedro Giongo (“Alice Júnior”) Melhor Direção de Arte Carla Sarmento (“Piedade”) Melhor Som Felippe Schultz Mussel, Breno Furtado, Emmanuel Croset (“A Febre”) Melhor Trilha Sonora Vinícius Nisi (“Alice Júnior”) Mostra Competitiva de Curtas Melhor Curta-Metragem “Rã”, de Júlia Zakia e Ana Flavia Cavalcanti Melhor Direção Sabrina Fidalgo (“Alfazema”) Melhor Ator Severino Dadá (“A Nave de Mané Socó”) Melhor Atriz Teuda Bara (“Angela”) Melhor Roteiro Camila Kater e Ana Julia Carvalheiro (“Carne”) Prêmio do Júri Popular “Carne”, de Camila Kater Melhor Fotografia João Castelo Branco (“Parabéns a Você”) Melhor Edição André Sampaio (“A Nave de Mané Socó”) Melhor Direção de Arte Isabelle Bittencourt (“Parabéns a Você”) Melhor Som Guma Farias e Bernardo Gebara (“A Nave de Mané Socó”) Melhor Trilha Sonora Vivian Caccuri (“Alfazema”)
Roman Polanski cancela aula que daria em sua antiga faculdade após protestos de estudantes
O cineasta Roman Polanski cancelou uma palestra/aula de cinema que daria numa universidade da Polônia após protestos de estudantes e funcionários. Ele havia sido convidado pelo Instituto de Cinema de Lodz, onde estudou durante a juventude. Mas o convite rendeu manifestações com cartazes que o chamavam de “estuprador” e uma petição online com várias assinaturas contra sua presença. “Como qualquer outra entidade educacional, nossa escola de cinema deve ser um lugar onde a violência sexual é condenada”, diz um trecho do abaixo-assinado contra a presença do cineasta, condenado por estupro nos EUA nos anos 1970. Radicado na França desde 1978, para onde fugiu antes do anúncio de sua sentença, Polanski se formou pelo Instituto de Cinema de Lodz, que lhe concederia mais tarde o título de doutor honoris causa. Polanski também tem um Oscar da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, concedido em 2003 por “O Pianista”, além de uma Palma de Ouro pelo mesmo filme no Festival de Cannes, um Urso de Ouro (por “Cul-de-sac”) e vários Ursos de Prata no Festival de Berlim, uma coleção de Césars (o Oscar francês), BAFTAs (o Oscar britânico) e ainda venceu o Prêmio do Juri no último Festival de Veneza por seu filme mais recente, “An Officer and a Spy” (J’accuse). Mariusz Grzegorzek, reitor da universidade, divulgou uma nota em devesa do convite ao realizador: “Roman Polanski é um grande artista do cinema, nosso aluno mais destacado. Ele sempre expressou enorme respeito por nossa escola. Devemos a ele muita gratidão”, escreveu. O conselho de estudantes da escola de cinema também emitiu um comunicado sobre o ocorrido: “Nós não somos um tribunal. Não nos compete julgar Roman Polanski. Estamos preocupados com os relatórios da imprensa afirmando que toda a comunidade estudantil está contra o planejado encontro com o maior ex-aluno de nossa universidade. Nós respeitamos todos vocês, e todos têm o direito de se expressar. No entanto, não concordamos com as emoções ditadas pelo ódio, que parecem cada vez mais substituir o discurso racional”, diz trecho da nota. O lançamento do novo filme de Polanski também enfrentou protestos em Paris, mas isso não impediu “J’accuse” de se tornar a maior estreia da carreira do veterano diretor na França. “An Officer and a Spy” (J’accuse) não tem previsão de lançamento no Brasil.
Frozen 2 bate novo recorde de bilheteria nos Estados Unidos
A animação “Frozen 2” se manteve no 1º lugar das bilheterias da América do Norte, batendo um novo recorde de arrecadação durante o final de semana de Ação de Graças nos Estados Unidos. O filme da Disney faturou US$ 85,2 milhões nos três últimos dias e US$ 123,7 milhões no feriado de cinco dias. A quantia supera com muita folga o recorde anterior, obtido com “Jogos Vorazes: Em Chamas”, que registrou US$ 109,9 milhões em 2013. Lançada há apenas 10 dias, a sequência de “Frozen” (2013) já arrecadou US$ 287,5 milhões no mercado doméstico e impressionantes US$ 738,5 milhões em todo o mundo. Os valores mais que dobraram desde o fim de semana passado, quando conquistou o status de maior estreia mundial de uma animação em todos os tempos. Vale lembrar que a maioria das produções animadas costuma fazer mais sucesso nos EUA devido aos famosos dubladores originais. No caso atual, os personagens foram suficientes para convencer o público de dezenas de países diferentes a lotar os cinemas. Apesar desse sucesso, a crítica considerou a continuação inferior ao original, com “apenas” 76% de aprovação na média da avaliação computada pelo site Rotten Tomatoes, contra 90% de satisfação atingida pelo primeiro. O público brasileiro, porém, será o último a avaliar sua qualidade e contribuir com sua arrecadação. O lançamento no país só vai acontecer em 2 de janeiro, após “Frozen 2” ter passado por todo o resto do mundo. As bilheterias também refletiram o lançamento de dois novos filmes nos Estados Unidos e Canadá. O mais bem-sucedido foi a comédia de mistério “Entre Facas e Segredos”, que abriu em 2º lugar, com uma arrecadação doméstica de US$ 27 milhões no final de semana, 41,7 milhões na soma do feriado e US$ 70 milhões mundiais. Para completar, foi aclamado pela crítica, com 97% de aprovação. Homenagem do diretor-roteirista Rian Johnson (“Star Wars: Os Últimos Jedi”) aos velhos filmes de “whodunit”, que consistem em investigar suspeitos de um assassinato até descobrir “quem matou”, “Entre Facas e Segredos” reúne um elenco de dar inveja no mais recente exemplar do gênero, “Assassinato no Expresso do Oriente” (2017). Daniel Craig (o James Bond) interpreta o detetive, Lakeith Stanfield (“Atlanta”) vive seu parceiro policial, Christopher Plummer (“Todo o Dinheiro do Mundo”) é a vítima e os suspeitos são nada menos que Chris Evans (o Capitão América), Michael Shannon (“A Forma da Água”), Jamie Lee Curtis (“Halloween”), Ana de Armas (“Blade Runner 2049”), Katherine Langford (“13 Reasons Why”), Toni Colette (“Hereditário”), Jaeden Martell (“It: A Coisa”) e Don Johnson (“Watchmen”). A estreia no Brasil vai acontecer na próxima semana, em 12 de dezembro. “Queen & Slim” teve um desempenho mais modesto, abrindo em 5º lugar, atrás de “Ford vs. Ferrari” e “Um Belo Dia na Vizinhança”. O drama criminal traz um casal foragido da lei, após enfrentar um policial racista. Também bastante elogiado, atingiu 85% de aprovação e somou US$ 15,8 milhões no feriadão, além de colocar a modelo britânica Jodie Turner-Smith em evidência. Ela estrela o filme ao lado de Daniel Kaluuya (indicado ao Oscar por “Corra!”), após chamar atenção em séries de ação como “The Last Ship”, “Nightflyers” e “Jett” – e no clipe “Pillow Talk”, de Zayn Malik. Como teve baixo orçamento (US$ 30 milhões, uma fortuna para o cinema brasileiro, mas troco em Hollywood), “Queen & Slim” deve se bancar com o lançamento internacional, que só vai começar no final de dezembro pela Índia. A previsão de lançamento nacional é apenas para março. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana na América do Norte, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Frozen 2 Fim de semana: US$ 85,2M Total EUA e Canadá: US$ 287,5M Total Mundo: US$ 738,5M 2. Entre Facas e Segredos Fim de semana: US$ 27M Total EUA e Canadá: US$ 41,7M Total Mundo: US$ 70M 3. Ford vs. Ferrari Fim de semana: US$ 13,2M Total EUA e Canadá: US$ 81M Total Mundo: US$ 143,3M 4. Um Lindo Dia na Vizinhança Fim de semana: US$ 11,8M Total EUA e Canadá: US$ 34,3M Total Mundo: US$ 34,3M 5. Queen & Slim Fim de semana: US$ 11,7M Total EUA e Canadá: US$ 15,8M Total Mundo: US$ 15,8M 6. Crime sem Saída Fim de semana: US$ 5,8M Total EUA e Canadá: US$ 19,4M Total Mundo: US$ 36,7M 7. Brincando com Fogo Fim de semana: US$ 4,2M Total EUA e Canadá: US$ 9,2M Total Mundo: US$ 45,3M 8. Midway – Batalha em Alto Mar Fim de semana: US$ 3,9M Total EUA e Canadá: US$ 50,2M Total Mundo: US$ 99,2M 9. Coringa Fim de semana: US$ 2M Total EUA e Canadá: US$ 330,6M Total Mundo: US$ 1B 10. Uma Segunda Chance para Amar Fim de semana: US$ 1,9M Total EUA e Canadá: US$ 31,6M Total Mundo: US$ 67,8M
Vin Diesel e Jordana Brewster se juntam à filha de Paul Walker no aniversário da morte do ator
O dia 30 de novembro marcou o aniversário de seis anos da morte do ator Paul Walker, intérprete de Brian O´Conner na franquia “Velozes e Furiosos”, que faleceu após um acidente de carro nos Estados Unidos. A data reuniu Vin Diesel e Jordana Brewster, que também atuam na franquia, com a filha do ator. Meadow Walker publicou uma foto da ocasião no Instagram, que envolveu disputa de paintball, uma das brincadeiras favoritas de Paul. “Celebrando você hoje e sempre”, escreveu a jovem, atualmente com 21 anos. Diesel acrescentou na sessão de comentários a palavra “Céu” e também postou sua própria homenagem no Instagram, com a legenda “Sempre” ao lado de uma foto com o ator. Veja abaixo. Walker morreu em 30 de novembro de 2013, em decorrência de um acidente de carro que sofreu com o amigo Roger Rodas enquanto os dois voltavam de um evento beneficente na Califórnia, nos EUA. Rodas, que estava dirigindo, também morreu no acidente. Ver essa foto no Instagram celebrating you today, and everyday Uma publicação compartilhada por Meadow Walker (@meadowwalker) em 30 de Nov, 2019 às 5:28 PST Ver essa foto no Instagram Always… Uma publicação compartilhada por Vin Diesel (@vindiesel) em 30 de Nov, 2019 às 6:37 PST
Astro mirim de Young Sheldon se junta a Jane Fonda em protesto ambiental nos EUA
O protesto semanal da veterana atriz Jane Fonda (“Grace & Frankie”) em Washington, nos Estados Unidos, por mudanças nas políticas climáticas do governo americano, contou com a participação de seu ativista mais novo, o ator Iain Armitage, estrela da série “Young Sheldon”, de apenas 11 anos de idade. Os dois trabalharam juntos no filme “Nossas Noites” (Our Souls at Night), de 2017, em que viveram vovó e netinho. Além do pequeno Sheldon televisivo, também participaram do novo protesto os netos verdadeiros da atriz de 81 anos e o ator Paul Scheer (de “Veep”), que acabou se tornando o preso da semana – junto com outras 37 pessoas. Armitage também falou no evento e mais tarde usou sua conta pessoal no Twitter para compartilhar uma foto da manifestação em frente ao prédio do Capitólio. Veja abaixo. Jane Fonda vem inspirando uma série de atores a se juntarem à causa ambiental. Nas manifestações das últimas semanas, os atores Ted Danson (“The Good Place”) e Sam Waterston (seu colega na série “Grace & Frankie”) e as atrizes Diane Lane (a mãe da Superman nos filmes da DC), Piper Perabo (“Covert Affairs”) e Amber Valletta (“Revenge”) também foram presos enquanto a acompanhavam. Here we are! @Janefonda @FireDrillFriday pic.twitter.com/tvdatGBjYS — Iain Armitage (@IainLoveTheatre) November 29, 2019
Por que os sites de séries (e filmes) estão acabando
Há poucos dias, um dos mais antigos sites que cobrem séries no Brasil parou de ser atualizado. O Viciado em Séries acabou. Infelizmente, trata-se de uma situação cada vez mais corriqueira, pela falta de apoio do mercado – estúdios e canais que preferem financiar influencers aleatórios a anunciar em publicações especializadas – e até mesmo descaso de muitos leitores – você mesmo, com o adblocker ligado. Em sua despedida, o editor Fábio Lins escreveu um editorial poderoso, que combina desabafo e reflexão, e que merece (precisa) ser lido pelo maior número de pessoas possível. Por conta disso, pedimos sua autorização para republicar o texto aqui na Pipoca Moderna. O que você vai ler abaixo também pode ser visto neste link, no site original, sob o título “Os blogs de séries estão acabando…”. “Eu sou do tempo de guardar sites em favoritos no navegador. E algum tempo atrás, resolvi abri todos da pasta ‘sites de séries’ de uma vez e fiquei chocado com o que vi. Muitos não existem mais. Sei lá, abri umas 30 guias de uma vez e me deparei com a grande mudança que ocorreu (e eu nem percebi direito) nesse universo paralelo da internet. E os que estão no ar sofreram muitas mudanças. Pouquíssimos sites de séries estão a mais de 10 anos no ar, e, no nosso caso, estamos chegando a essa marca. Porém podemos dizer que aqueles sites que publicavam reviews de todos os episódios de uma série praticamente foram extintos, e isso é devido a inúmeros fatores. Primeiro, porque dá um trabalhão danado escrever uma review e na maioria das vezes o retorno do leitor é insatisfatório. Isso porque os blogs não são mais plataformas de discussão como eram antes, quando esperávamos uma review, uma crítica, para lê-la e debatê-la com outros leitores. Isso porque ‘todo mundo’ prefere fazer isso nas redes sociais. Mas mesmo nelas, isso não ocorre mais com a mesma intensidade, porque as séries atuais dão pouca margem para isso. ‘Game of Thrones’ pode ter sido a última série que causou esse alvoroço, reiterando, nas redes sociais. Fiquei surpreso em ver que um dos maiores sites brasileiros de séries, o Ligado em Série, desativou o campo de comentários. Obviamente porque os comentários não agregam mais como antes, além de ser poucos gatos pingados. Como vejo no excelente Sériemaníacos, site que ainda mantém reviews de várias séries, mas sua sessão de comentários é infinitamente menor do que já foi. Uma review de ‘Watchmen’ ter apenas quatro comentários é completamente fora dos padrões. Tem reviews com dois, um e até nenhum comentário. E tem reviews que gastamos horas pra escrever. Digo isso porque acompanhei muito esse universo de comentários em Blogs. Comecei a lê-los em 2010, com o boom da série ‘Lost’. O Dude We Are Lost tinha centenas de comentários nas postagens, da mesma forma o Lost in Lost. Sou a pessoa que criou e mantém o Breaking Bad Brasil e vivi também essa fase, como postagens com dezenas de comentários. Mas aí também tem o fator que mencionei acima: tem séries que realmente instigam isso, mas, hoje em dia, elas não instigam tanto, fazendo com que a preferência seja por comentários curtos nas redes sociais. E isso não é uma reclamação, é uma constatação. Tem a ver com a revolução tecnológica nesse meio. O brasileiro lê muito pouco, todo mundo sabe disso. E por isso mesmo, para muitos, é muito melhor ver um vídeo sobre o assunto do que ler sobre ele. É o que está ocorrendo: a maioria prefere criar canais no YouTube ou apenas páginas nas redes sociais do que criar um blog e escrever sobre algum assunto. Dá muito menos trabalho e maior alcance. Mas o conteúdo em vídeo não vai conseguir suprir o que a leitura propõe. Reviews em vídeo de todos os episódios de uma temporada de alguma série? Só as séries modinhas vão ter e olhe lá. A Netflix é uma maravilha que veio brilhar no mundo das séries, mas mudou também completamente a forma de uma pessoa ver séries. Liberar 10, 12 episódios de uma vez é muito bom, correto? Pra mim, nunca foi. Faz com que a pessoa fique presa na plataforma e engula uma temporada sem mastigar, sem degustar bem o episódio. Quando os episódios são lançados semanalmente, podemos assistir, re-assistir, ler reviews, podcasts, enfim, tudo sobre ele, até que venha um novo episódio. E isso também afeta os blogs, pois fica inviável e desnecessário escrever reviews de todos os episódios de séries que são lançadas de uma vez, porque ‘ninguém vai ler’. A crítica tomando base a temporada inteira é o mais comum de lermos, mas nenhuma crítica estará completa tendo como base uma quantidade grande de episódios. A quantidade imensa de séries que são lançadas anualmente é algo que é praticamente impossível de acompanhar. Aumentou muito a quantidade delas e piorou em qualidade. Você acaba ficando refém da plataforma, pois a facilidade de um play faz com que fiquemos sempre nela, não ‘deixando’ acompanhar, de verdade, as melhores séries que existem. Quando você indica uma série, sempre perguntam ‘se tem na Netflix’. Mas não, amigos, as melhores séries não estão na plataforma, porém, para acompanhá-las, muitos não se dão o trabalho de procurar, baixar um torrent, enfim, muitos nem devem saber o que é isso. Você deve estar achando que eu sou contra a Netflix, correto? Não, estou apenas constatando. O serviço é maravilhoso, como a Prime Vídeo, HBO Go, enfim. É a revolução tecnológica que mencionei, mas que deixa os seus efeitos colaterais. Cada site termina por vários motivos. Vendo que não existem mais os excelentes Teleséries, Apaixonado por Séries, Nova Temporada, O Blog da Mari, Series News, Serie em Serie, Box de Series, Episódios Comentados, Mundo da Series, Temporada em Série, entre outros. A Fernanda Furquim fazia o melhor site de notícias de séries do Brasil com o Nova Temporada, que acabou fechando, fazendo com que ela migrasse para outro site e redes sociais, mas que também não conseguiu seguir em frente. Porque realmente é muito difícil. Manter um site desses tem que ter muito amor e prazer pelo o que faz e é isso que traz longevidade a eles, porque poucos conseguem remuneração satisfatória com isso e praticamente 100% dessas pessoas tem outras remunerações, ou seja: não dá pra viver apenas disso. Você consegue alguma coisa com publicidades do Google ou postagens pagas nas redes sociais. Mas é a minoria, poucos gatos pingados. Muitos recebem mimos das assessorias de imprensa das emissoras, que ajuda mas não é suficiente, não paga contas. As assessorias de imprensa no Brasil são uma verdadeira vergonha alheia, pois te enchem de e-mails, dezenas – diariamente, com matérias que divulgam as suas atrações, mas em contra-partida não te ajudam com praticamente nada. Ou melhor, escolhem alguns, principalmente os que têm mais seguidores, dando mimos, etc… Mas não dão valor a quem faz o trabalho duro para elas, diariamente. E não é o caso das pessoas que trabalham com séries, de forma alguma. O que revolta são as bonificações que as emissoras dão para famosinhos que não fazem ou nunca fizeram nada para a série ou para a emissora, mas como têm muitos seguidores, são agraciados. Por exemplo? A assessoria da HBO mandar produtos de ‘Game of Thrones’ para o Marcos Mion? Não tem nada a ver, ele é de outra emissora, não publica nada da série, não escreve notícias e nem críticas sobre ela. Mas como é famoso e tem muitos seguidores… E pra quem faz o trabalho duro? Mais dezenas de e-mails, esse é o prêmio. É só um dos absurdos que vejo e fica de exemplo da falta de apoio que temos. Por isso é complicado e também por isso muitos sites saem do ar. Os motivos são variados, desde o progresso tecnológico quanto aos mal-agradecidos que trabalham nesse meio, como mencionei. E se você chegou até esse parágrafo, você faz parte daquele leitor raiz, que gosta de ler e sente falta dos blogs de séries raiz e que estão acabando. É como uma profissão que se extingue e outras são criadas, pois quem não se atualiza, não evolui, fica para trás. O site Viciado em Série chega ao fim da forma que foi a quase 10 anos. Vinha mantendo publicações de notícias para manter o site em movimento, porque esporadicamente tinha vontade de escrever alguma crítica ou review e não queria ter uma ou duas publicações mensais, apenas. Mas chegar a um fim é muito difícil, pois para ser um completo fim, teria que parar de ver séries, e como nosso nome diz, ainda sou viciado nisso. Estarei nas redes sociais, Facebook, Twitter e Instagram, todos @ViciadoEmSerie. Porque sempre estarei acompanhado séries e o feedback será nelas. Se não consegue vencê-las, junte-se a elas, não é mesmo? Mas minha atividade terá foco total no Breaking Bad Brasil. Mesmo com o fim da série, seu universo continua a todo vapor, com ‘El Camino’ e ‘Better Call Saul’. Isso vai demandar muito tempo e isso é um dos principais motivos que tenho para parar as publicações no Viciado Em Série. Lá, vou manter o Breaking Cast, podcast que fala do Universo ‘Breaking Bad’ mas que também vai abordar outras séries, portanto, não tem como me livrar desse mundo fácil assim. Sempre fiz tudo por amor e prazer, independente de qualquer apoio. Os problemas que mencionei, se fossem preponderantes, tinha fechado o site com 1 ano no ar e não 10 anos, pagando domínio próprio, tempo, trabalho, enfim. No mais deixo um grande agradecimento, imenso mesmo. Foram quase 8 milhões de visualizações de páginas, quase 4 mil postagens, mais de 700 séries estiveram por aqui, além de dezenas de milhares de comentários. Foi bom essa fase, enquanto durou. Outras fases virão, hora de virar a página. Namastê Att Fábio Lins”
Celebridades aleatórias viram garotas-propagandas de filmes e séries no Brasil
Os estúdios e canais brasileiros têm investido cada vez mais em peças promocionais que destacam participações de celebridades para promover seus produtos. A nova tendência publicitária foi evoluindo nos últimos anos, até chegar aos “depoimentos” e “reações” de famosos aleatórios sobre um filme ou uma série, sem que tenham qualquer relação com o produto – e nem com o universo abordado. O exemplo mais recente é um vídeo da Disney, que reúne Whindersson Nunes, Malena, Natalia Bridi e Lucas Lima “demonstrando o amor que sentem pela saga” “Star Wars” e “suas expectativas para ‘StarWars: A Ascensão Skywalker””. As aspas são da página oficial do vídeo no YouTube. Qual a importância da opinião desse quarteto para os fãs da saga? Eles não estão no filme. Não viram o filme. Mas são “influencers”, balaio em que cabem todas as graduações de famosidades a quem as agências recorrem – sabia que existem mais de 1 milhão de “influencers” mapeados no Brasil? – , enquanto ignoram sites e publicações “especializadas” que focam simplesmente… o público-alvo do produto. A culpa, aparentemente, é das campanhas bem-sucedidas da Netflix, que começaram a incluir famosos em comerciais de suas séries. Há dois anos, um vídeo de “Orange Is the New Black” chegou a juntar Valesca Popozuda, Inês Brasil e Narcisa Tamborindeguy. Vale ainda citar, como ponto alto da tendência, um revival do “Xou da Xuxa”, dos anos 1980, na divulgação de “Stranger Things”. Era criativo. Virou apelativo com a ideia da Sony de incluir Sergio Mallandro em “MIB: Homens de Preto – Internacional”. Até a própria Netflix parece não saber mais o fazer, colocando Larissa Manoela para “reagir” à 2ª temporada de “Elite”. A virada, porém, aconteceu no YouTube da Fox Premium, que lançou uma “série” de vídeos em que YouTubers sortidos “comentam” “The Resident” e aceitam “desafios” relacionados à série – como “desenhar um fígado” ou jogar um game relacionado à medicina. “Super-relevante”. O que vocês acham? É de bom gosto? Melhor continuar pagando “influencers” aleatórios? Afinal, alguém tem que ficar com a verba dos estúdios, que nunca vem para os verdadeiros influenciadores: os sites e as publicações especializadas.
Star Wars: “A saga vai acabar”, anunciam os comerciais de A Ascensão Skywalker
A Disney divulgou vários comerciais de “Star Wars: A Ascensão Skywalker”, que trazem algumas cenas inéditas, mas principalmente apresentam o filme como o encerramento da história iniciada em 1977 por George Lucas. “A saga vai acabar”, diz uma das narrações. “Esta será a palavra final da história de Skywalker”, repercute outra, em tom ameaçador – e nem poderia ser diferente, já que se trata da voz de Ian McDiarmid, o Imperador Palpatine. De fato, “Star Wars: A Ascensão Skywalker” vai encerrar não apenas a nova trilogia, mas toda a saga da família Skywalker. Com direção de JJ Abrams (o diretor de “O Despertar da Força”), a estreia está marcada para 19 de dezembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Continuações de Avatar terminam filmagens… de 2019
A produção das continuações de “Avatar” anunciou ter encerrado suas filmagens. “Acabou nação Na’vi!”, escreveu o Twitter oficial do filme em plena Black Friday (29/11). Só que não. O texto, na verdade, indica que o final dos trabalhos foi apenas uma pausa de fim de ano – “nosso ultimo dia de filmagens live-action de 2019”, complementa o comunicado. Para “celebrar” o post, também foi divulgada uma imagem de bastidores com o cenário do deque de uma nave que aparecerá nos próximos filmes, chamada de Sea Dragon (Dragão do Mar) e descrita como “uma enorme nave mãe que carrega uma série de outras embarcações marítimas nas continuações”. Veja abaixo. As continuações trarão de volta a maioria dos atores do primeiro filme – Zoe Saldana, Sam Worthington, Sigourney Weaver, Stephen Lang, CCH Pounder, Joel David Moore e Matt Gerald (mas não Michelle Rodriguez!) – , além de novidades como Kate Winslet (“O Leitor”), Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”), Oona Chaplin (“Game of Thrones”), Edie Falco (“Nurse Jackie”) e talvez até Vin Diesel (“Velozes e Furiosos”). Mas ainda vão demorar a chegar aos cinemas. “Avatar 2”, que retoma os personagens do blockbuster lançado em 2009, só vai estrear em dezembro de 2021. Além deste filme, o diretor planejou mais três longas da franquia, que têm seus lançamentos marcados para 2023, 2025 e 2027. Sim, vai demorar muito para acabar, “nação Na’vi”. That's a wrap, Na'vi Nation! 💙 It's our last day of live-action filming in 2019, and we're celebrating with a sneak peek. 👀 Check out this photo of the aft well deck section of the Sea Dragon, a massive mothership that carries an array of other sea-going craft in the sequels. pic.twitter.com/AXgAve6aTG — Avatar (@officialavatar) November 29, 2019
Leonardo DiCaprio expõe mentiras de Bolsonaro no mundo inteiro
Alvo de fake news do presidente Jair Bolsonaro e seu filho deputado, Eduardo, o ator americano Leonardo DiCaprio negou ter financiado ONGs investigadas por suposto envolvimento em queimadas na Amazônia, mas afirmou que elas merecem apoio. “Apesar de merecerem apoio, nós não financiamos as organizações”, disse DiCaprio, em comunicado enviado à imprensa internacional e publicado no Instagram. O ator também elogiou “o povo brasileiro que trabalha para salvar sua herança cultural e natural” e afirmou que “o futuro destes ecossistemas insubstituíveis está em jogo”. Ele completou dizendo ter “orgulho de estar ao lado dos grupos que os protegem.” Depois das queimadas na Amazônia em meados deste ano, a ONG Earth Alliance, da qual DiCaprio é fundador, prometeu doar US$ 5 milhões para a proteção da Amazônia. Na ocasião, DiCaprio também enalteceu o trabalho dos brigadistas voluntários nas redes sociais, revelando algo que até então não era de conhecimento amplo. Ele trabalhou em combate a incêndios na Amazônia em 2017. “Na Amazônia, eles freqüentemente trabalham com nada além de facões, sopradores de folhas e pequenos tanques de supressores de fogo. Eu trabalhei com uma tropa deles no leste do Brasil em 2017. Foi um trabalho duro e às vezes sem esperança. Alguns deles eram homens de tribos Guajajara que dedicaram suas vidas a proteger o que restou de suas florestas ancestrais – a maioria já havia sido explorada e queimada. Alguns deles foram assassinados por tentarem proteger a região. Tem sido brutal e trágico e todos nós devemos nos curvar a eles pelo que eles fazem”. O tratamento dado aos voluntários que combatem incêndios na floresta, porém, tem sido o pior possível por parte das autoridades brasileiras. A começar por quem deveria dar exemplos de solidariedade e apoio às iniciativas de proteção da Amazônia, no momento em que recordes de destruição são registrados. Na quinta (28/11), o Bolsonaro filho publicou no Twitter que DiCaprio tinha doado US$ 300 mil “para a ONG que tocou fogo na Amazônia”. Disse ainda que a ONG WWF teria pago R$ 70 mil pelas fotos da floresta em chamas. “Macron e Madonna foram mais espertos, só pegaram na internet umas fotos tiradas décadas atrás de alguma floresta pegando fogo e postaram mesmo”, ironizou o filho de Jair Bolsonaro. Entretanto, como tem virado costume no Twitter da família, era fake news, mentira mesmo. A WWF rebateu as afirmações por meio de nota, afirmando que “não adquiriu nenhuma foto ou imagem da Brigada, nem recebeu doação do ator Leonardo DiCaprio”. “Tais informações que estão circulando são inverídicas”, acrescentou. Sem considerar o filho desmentido, horas depois o Bolsonaro pai também culpou (de novo) as ONGs por queimadas na Amazônia e acusou DiCaprio de doar dinheiro a essas instituições. Segundo Bolsonaro, as ONGs estariam comprando e divulgando fotos forjadas dos incêndios para receber doações e fazer campanhas “contra o Brasil”. “Uma ONG ali pagou R$ 70 mil por uma foto fabricada de queimada”, disse o presidente sem citar nomes. “O que é mais fácil? ‘Toca’ fogo no mato. Tira foto, filma, manda para a ONG, a ONG divulga, entra em contato com o Leonardo DiCaprio e o Leonardo DiCaprio doa US$ 500 mil para essa ONG. Leonardo DiCaprio, você está colaborando com as queimadas na Amazônia”, completou. As declarações dos Bolsonaros foram dadas no momento em que quatro brigadistas de uma ONG que atua na região de Alter do Chão, no Pará, estavam presos sob uma contestada acusação de provocar incêndios em setembro. Entretanto, a ação resultou polêmica e teve efeito oposto ao desejado pelo presidente, virando um (novo) escândalo de arbitrariedade e (nova) vergonha mundial para o Brasil. Cerca de 180 entidades ambientalistas e de direitos humanos se manifestaram contra a prisão dos jovens voluntários, que tiveram a prisão revogada no final da tarde de quinta-feira. O caso ganhou repercussão internacional e a linha investigatória que culpava ONGs foi questionada até pelo MPF (Ministério Público Federal). “Ao contrário, a linha das investigações federais, que vem sendo seguida desde 2015, aponta para o assédio de grileiros, ocupação desordenada e para a especulação imobiliária como causas da degradação ambiental em Alter”, disse o Ministério Público em nota, exigindo acesso ao inquérito. Como resultado, o governador do Pará decidiu intervir, mudando o delegado à frente da caso. No mesmo dia, o presidente do Brasil foi denunciado por crimes contra a humanidade no Tribunal de Haia, na Suíça, por incentivar a devastação da Amazônia. Dando mais motivo para a acusação, Bolsonaro ainda pediu que não fossem feitas doações às organizações que lutam para preservar a floresta. “Não doe dinheiro para ONG, acabe com essa história. Não estão lá para preservar o meio ambiente, estão lá em causa própria. Estava circulando uma foto dos quatro ongueiros parece que é verdadeiro, não tenho certeza. Os caras vivendo em luxúria de fazer inveja para qualquer trilionário e ganhando a vida como? Tacando fogo na Amazônia! Grande jogada. Taca fogo na Amazônia, divulga as imagens e ganha um dinheirinho do Leonardo DiCaprio. Ô DiCaprio pisou na bola, hein? Pelo amor de Deus”, reiterou o presidente, contando mais mentiras. A foto citada também é fake news. Na melhor das hipóteses, o presidente do Brasil não checa fatos antes de divulgar mentiras para o povo brasileiro. Infelizmente, não é a primeira vez que isso acontece. Desta vez, porém, dezenas de publicações internacionais publicaram a fala de Bolsonaro com destaque. A notícia se tornou a mais lida do site da revista Time na manhã de sábado (29/11), transformando a pessoa que ocupa o importante cargo de Presidente da República do Brasil numa piada mundial. A imprensa internacional, porém, preferiu levar a sério, considerando que Bolsonaro apela a fake news como forma de governar e fugir de qualquer responsabilidade. “Líder brasileiro acusa falsamente Leonardo DiCaprio de por fogo na Amazônia”, diz o título de reportagem do New York Times. Segundo o jornal americano, a declaração é a mais recente de uma série de tentativas de passar para outros a responsabilidade pela destruição da floresta. “Bolsonaro acusa falsamente ator de financiar destruição deliberada da Amazônia”, ecoou o jornal inglês The Guardian, que chama a acusação de “espúria”, e ressalta que Bolsonaro não ofereceu nenhuma prova do que disse. Por sua vez, o jornal francês Le Figaro mencionou até as imagens de DiCaprio com um lança-chamas no filme “Era Uma Vez Em… Hollywood”, que foram usadas nas redes sociais em montagens que ridicularizam a fala do presidente brasileiro. Nos comentários das reportagens da imprensa estrangeira, leitores criticaram o presidente brasileiro. Em inglês, um deles sugeriu que DiCaprio processasse Bolsonaro por calúnia e difamação. “Eu acho que Leonardo DiCaprio deve processar pesadamente Bolsonaro e doar tudo o que ganhar para as ONGs que ele odeia”, escreveu. Outra leitora acrescentou: “Os líderes mundiais perceberam que podem mentir descaradamente e ainda ser reeleitos. De fato, eles adoram a publicidade que a mentira lhes traz.” A imprensa internacional também ressaltou que as declarações do presidente estão relacionadas à prisão de brigadistas de Alter do Chão – caso que é tratado como parte de uma tentativa de ataque do governo a organizações não governamentais. A ONG WWF divulgou comunicado apontando as arbitrariedades e injustiças praticadas para sustentar as fake news da família no poder, que criaram o ambiente para a prisão de jovens dedicados à proteção da floresta amazônica. “A falta de clareza sobre as investigações, a falta de fundamento das alegações usadas e, por consequência, as dúvidas sobre o real embasamento jurídico dos procedimentos adotados pelas autoridades contra os acusados, incluindo a entrada e coleta de documentação nas sedes das organizações Projeto Saúde e Alegria e Instituto Aquífero Alter do Chão – onde funcionava a Brigada de Alter do Chão -, são extremamente preocupantes do ponto de vista da democracia e configuram claramente medidas abusivas”, disse a entidade. Por sorte ainda independente, o MPF se manifestou com surpresa sobre a prisão e pediu para assumir o inquérito porque, desde 2015, investiga um esquema de grilagem, ocupação ilegal e especulação imobiliária em Alter. O procurador da República Luís de Camões Lima Boaventura é autor de uma ação civil pública que tenta obrigar um dos grileiros, Silas da Silva Soares, a recuperar áreas degradadas em uma gleba de 410 hectares que ele loteou na localidade de Capadócia, à margem do Lago Verde, no interior da Área de Proteção Ambiental (APA) Alter do Chão. Soares teria vendido ao menos 40 lotes para forasteiros e pessoas da região, entre elas agentes públicos. Conforme o procurador, existe a suspeita de que os incêndios que destruíram ao menos 1.175 hectares, em setembro, tenham se iniciado no loteamento. Soares foi condenado a 6 anos e 10 meses de prisão pelos crimes ambientais, mas está foragido. Em sua defesa, alegou que recebeu as terras como herança de seus pais e, além de construir uma moradia para sua habitação, cedeu parte da posse a parentes. Seu advogado, Raimundo Nonato Castro, disse que ele estava fora da cidade, em tratamento médico, quando aconteceram as queimadas. Para completar, o juiz que decretou a prisão dos jovens é de uma família de madeireiros da região e já se manifestou, na imprensa, contra ONGs. O presidente do Brasil deu o mau exemplo e suas fake news viraram mais que piada mundial, um verdadeiro perigo para a democracia brasileira. Ver essa foto no Instagram At this time of crisis for the Amazon, I support the people of Brazil working to save their natural and cultural heritage. They are an amazing, moving and humbling example of the commitment and passion needed to save the environment. The future of these irreplaceable ecosystems is at stake and I am proud to stand with the groups protecting them. While worthy of support, we did not fund the organizations targeted. I remain committed to supporting the Brazilian indigenous communities, local governments, scientists, educators and general public who are working tirelessly to secure the Amazon for the future of all Brazilians. Uma publicação compartilhada por Leonardo DiCaprio (@leonardodicaprio) em 30 de Nov, 2019 às 7:48 PST











