Star Wars: Vídeo legendado celebra impacto da franquia na cultura pop
A Disney divulgou a versão legendada do vídeo-celebração da franquia “Star Wars”, que exalta o impacto da saga criada por George Lucas em 1977 em toda a cultura pop. Repleto de imagens de bastidores de todos os nove filmes, o vídeo mostra a influência de “Star Wars” de quadrinhos à séries, dos “Muppets” a “Os Simpsons”, com citações de presidentes, como Ronald Reagan e Barack Obama, sem esquecer a família real britânica e as paródias, “S.O.S.: Tem um Louco Solto no Espaço” (Spaceballs, 1987) e “O Império do Besteirol Contra-Ataca” (Jay and Silent Bob Strike Back, 2001). Traz também cenas dos diversos atores que marcaram a saga, sendo ancorado por uma entrevista do jovem Mark Hamill, o eterno Luke Skywalker. E até revela algumas aparições inesperadas de famosos disfarçados de stormtroopers (como o cantor Ed Sheeran) e rebeldes (como Lin-Manuel Miranda) no próximo filme, que marcará o fim de uma era. “Star Wars: A Ascensão Skywalker” vai encerrar não apenas a nova trilogia, mas toda a saga da família Skywalker. Com direção de JJ Abrams (o diretor de “O Despertar da Força”), a estreia está marcada para 19 de dezembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Joan Staley (1940 – 2019)
A atriz Joan Staley, que estrelou a série clássica “77 Sunset Strip” e namorou Elvis Presley no cinema, morreu no domingo passado (24/11), aos 79 anos. Nascida Joan McConchie, ela foi uma violinista talentosa na infância, o que lhe rendeu seu primeiro papel no cinema, uma figuração como violinista prodígio em “A Valsa do Imperador” (1948), aos oito anos de idade. A pequena participação chamou atenção dos produtores de TV, que a convidaram a aparecer em vários programas de variedades. Mas, ao fazer 18 anos, decidiu trocar de carreira, abandonando a música pela atuação – além de posar para a revista Playboy como “Miss Novembro”. Em 1958, ela fez sua primeira de quatro participações na série “Perry Mason”, seguida por pequenos papéis em várias séries de TV da época, como “Laramie”, “Os Intocáveis”, “Bonanza”, “O Homem de Virgínia”, e ainda menores em alguns filmes famosos, entre eles três produções estreladas por Dean Martin – o musical “Essa Loira Vale um Milhão” (1960), a versão original de “Onze Homens e um Segredo” (1960), também com Frank Sinatra, e a comédia “A Dama da Madrugada” (1961). Ela ainda foi uma das moradoras da irmandade universitária que contratou Jerry Lewis como zelador em “O Terror das Mulheres” (1961) e figurou nos clássicos absolutos “Bonequinha de Luxo” (1961), com Audrey Heburn, e “Círculo do Medo” (1962), com Robert Mitchum. Mas os papéis só começaram a se tornar relevantes após ela entrar em “77 Sunset Strip”, em 1963, como nova secretária da agência dos detetives televisivos. Curiosamente, ela já tinha figurado na série, antes de ser integrada na 6ª e última temporada. Foi nessa época que Elvis cruzou sua vida. Assim que a série acabou, Joan participou de dois filmes do roqueiro, “Com Caipira Não se Brinca” e “Carrossel de Emoções”, ambos lançados em 1964. E acabou se destacando no segundo, como a namorada negligenciada do cantor, que chega a lhe dar um tapa na cara. Depois disso, estrelou seus primeiros filmes como protagonista feminina: a comédia “O Fantasma e o Covarde” (1966), ao lado do humorista Don Knotts, e o western “Matar ou Cair” (1966), com o mocinho Audie Murphy. Infelizmente, uma queda de cavalo nas filmagens do derradeiro lhe deixou com uma lesão nas costas, que encurtou sua carreira. Joan Staley não fez mais filmes, mas estrelou os 32 capítulos da série de comédia “Broadside”, spin-off de “A Marinha de McHale” centrada em uma unidade de marinheiras – como a sargento Roberta Love – , e teve papéis de destaque em episódios duplos das séries “Batman” e “Missão: Impossível”, antes de sumir das telas no final dos anos 1960, por ocasião de seu segundo casamento – com um executivo da gravadora MCA-Universal. Após longo hiato, voltou a ser vista num episódio de “Dallas”, seu último papel em 1982.
The Gift: Série da Netflix com estrela de Fatmagül: A Força do Amor ganha primeiro trailer
A Netflix divulgou quatro fotos e o trailer de sua segunda série sobrenatural turca, “The Gift” (“Atiye”). A atração é estrelada por Beren Saat, uma das principais atrizes da TV turca, que protagonizou a versão local de “Revenge” (intitulada “Intikam”) e a novela “Fatmagül: A Força do Amor”, grande sucesso mundial, exibida no Brasil pela Band. A atriz interpreta a personagem do título original, Atiye, cuja vida muda quando ela encontra um arqueólogo. Na trama, uma descoberta feita nas escavações em Göbeklitepe, o templo mais antigo do mundo, revela uma relação mística entre Atiye, o passado e o futuro. Gravada em Istambul, Gobeklitepe, Nemrut e na região da Anatólia, com produção do britânico Alex Sutherland (de “Argo” e da primeira série turca da plataforma, “O Último Guardião”), a atração teve 16 episódios encomendados, que serão exibidos em duas partes/temporadas. A estreia vai acontecer em 27 de dezembro.
Personagens de The Walking Dead: World Beyond ganham seis pôsteres individuais
O canal pago americano AMC divulgou seis pôsteres de personagens da vindoura série derivada do “universo” de “The Walking Dead”, intitulada “The Walking Dead: World Beyond”. As imagens destacam individualmente os personagens de Alexa Mansour (“Amizade Desfeita 2: Dark Web”), Nicolas Cantu (visto em “The Good Place”), Hal Cumpston (que estrelou e escreveu o drama indie australiano “Bilched”), Annet Mahendru (a Nina de “The Americans”), Aliyah Royale (de “The Red Line”) e o galã Nico Tortorella (da série “Younger”). Além deles, a série também contará com participação da atriz Julia Ormond (“Mad Men”, “Incorporated”) como líder de uma comunidade militarizada. O spin-off foi criado por Scott Gimple e Matt Negrette, produtores-roteiristas veteranos da “Walking Dead” original. A 1ª temporada terá 10 episódios e será lançada na primavera de 2020 (entre março e maio), alternando-se na programação do AMC com “The Walking Dead” e “Fear the Walking Dead”. A atração será exibida no Brasil pelo canal pago AMC Brasil e também pode chegar pela Amazon.
Um Lindo Dia na Vizinhança: Drama que pode render terceiro Oscar a Tom Hanks ganha trailer legendado
A Sony divulgou a versão legendada do trailer final de “Um Lindo Dia na Vizinhança” (A Beautiful Day in the Neighborhood), que pode render mais uma indicação ao Oscar para Tom Hanks – a sexta da carreira, que conta com duas vitórias. O filme traz Hanks comovente na pele do famoso apresentador de programa infantil Fred Rogers. A narrativa envolve uma entrevista de Rogers para um jornalista (vivido por Matthew Rhys, de “The Americans”), que aceita relutantemente fazer um perfil da amada personalidade televisiva e vê sua visão de mundo ser abalada pela conversa. Hanks aparece de cabelos brancos e usando o suéter vermelho que marcou o programa “Mister Rogers Neighborhood”, exibido entre 1968 e 2001. O apresentador morreu em 2003, aos 74 anos, e recentemente inspirou o documentário “Won’t You Be My Neighboor?”, grande sucesso do Festival de Sundance do ano passado. O roteiro é assinado por Micah Fitzerman-Blue e Noah Harpster (da série “Transparent” e do vindouro “Malévola: Dona do Mal”), a direção está a cargo de Marielle Heller (“O Diário de Uma Adolescente”), e o elenco também inclui Susan Kelechi Watson (“This is Us”), Enrico Colantoni (“Veronica Mars”) e Chris Cooper (“Adaptação”). Após a première no Festival de Toronto, o filme atingiu 97% de aprovação no site Rotten Tomatoes. A estreia comercial já aconteceu nos Estados Unidos, mas o lançamento chega apenas em 23 de janeiro no Brasil.
Chefão da Marvel virá à CCXP 2019 falar dos novos projetos do estúdio
O produtor Kevin Feige, Chefe de Conteúdo Criativo da Marvel, foi confirmado na CCXP (Comic Con Experience) 2019. Ele participará de um painel sobre as próximas produções do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês). A expectativa é de que Feige dê detalhes sobre a Fase 4 da Marvel nos cinemas, que começará no ano que vem com “Viúva Negra”, filme solo da heroína vivida por Scarlett Johansson. Prévias do longa já foram exibidas na San Diego Comic Con e na D23 Expo, mas nenhum trailer foi divulgado ao público ainda. Feige, que já era presidente da Marvel Studios, foi recentemente promovido e também se tornou responsável pelas séries e animações da editora. Ele é o mentor de todos os projetos de super-heróis em desenvolvimento para a plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus). A CCXP 2019 começa na quinta (5/12) e vai até 8 de dezembro, em São Paulo, e todos os ingressos já foram vendidos.
The Walking Dead: Veja cena inédita e trailer do primeiro episódio de 2020
O canal pago americano AMC divulgou o trailer e uma cena do primeiro episódio de 2020 de “The Walking Dead”. A cena inédita mostra Magna (Nadia Hilker) explorando a caverna cheia de zumbis em que o grupo liderado por Daryl (Norman Reedus) e Carol (Melissa McBride) foram parar, após cair numa armadilha de Alpha (Samantha Morton). Já o trailer revela como Gamma (Thora Birch) toma a iniciativa de contar sobre a cilada aos demais integrantes de Alexandria, a luta para escapar da caverna, um confronto com os Surradores, cenas da viagem marítima de Michonne (Danai Gurira) e muito destaque para Rosita (Christian Serratos). Ainda sem título, o próximo capítulo será transmitido apenas em fevereiro, após hiato de três meses. No Brasil, a exibição acontece pelo canal pago Fox.
Novo clipe de Ludmilla faz apologia à Verdinha
A cantora Ludmilla lançou o clipe de “Verdinha”. A música faz alusão ao plantio de maconha e foi gravado em meio a muitas folhas verdinhas. Mas na verdade elas não passam de hortaliças inocentes, cultivadas numa estufa. A letra, os cigarrinhos e a fumaceira que acompanham Ludmilla e suas dançarinas é que deixam claro a referência. “Eu fiz um pé lá no meu quintal/ Tô vendendo a grama da verdinha a R$ 1”, diz o refrão. Para deixar claro que não se trata de alface, a letra segue: “Fiquei loucona, chapadona só com a marola da ‘juana'”. Para completar o “escândalo”, Ludmilla também aparece ao lado da namorada dançarina Brunna Gonçalves segurando uma pistola que atira bandeiras do movimento LGBTQIA+. Esse detalhe acabou passando batido diante do olhar indignado de parcela do público que acusou a nova música da cantora de fazer apologia as drogas. Como se esse tema fosse novidade em seu repertório. “Verdinha” já é a terceira música de Ludmilla a fazer referência à maconha. As anteriores foram “Não Encosta no Meu Baseado” (que ganhou versão “light”, “Não Encosta no meu Namorado”) e “Onda Diferente”. O clipe tem direção de João Monteiro, que recentemente comandou vídeos de Gloria Groove, Kelly Key, Duda Beat e Pabllo Vittar, e assina o documentário “TupiniQueens”. O vídeo passou a liderar o ranking do YouTube nacional assim que entrou no ar, rendendo cerca de 100 mil visualizações por hora.
Emma: Nova versão do clássico de Jane Austen ganha trailer legendado com a atriz de A Bruxa
A Universal divulgou a versão legendada do trailer de uma nova adaptação de “Emma”, comédia romântica baseada na obra clássica de Jane Austen. Desta vez, a atriz Anya Taylor-Joy (“A Bruxa”) tem o papel vivido por Gwyneth Paltrow em 1996. A trama, um dos romances mais populares da escritora Jane Austen, gira em torno de uma jovem do começo do século 19 que adora arranjar namoros e casamentos para seus amigos, causando mil confusões, mas se vê totalmente perdida quando o assunto é sua própria vida amorosa. O Sr. Knightley, pretendente de Emma, é vivido desta vez pelo ator britânico Johnny Flynn (“Genius”). O elenco ainda inclui Bill Nighy (“Questão de Tempo”), Gemma Whelan (“Game of Thrones”), Mia Goth (“Suspiria”), Josh O’Connor (“The Crown”) e Callum Turner (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”). A direção é de Autumn de Wilde, que vai estrear em longas-metragens após dirigir vários clipes do músico Beck. A estreia está marcada para 23 de abril no Brasil, dois meses após o lançamento nos Estados Unidos.
Showrunner garante que não há planos para encerrar Os Simpsons
O roteirista e produtor Al Jean, veterano showrunner da série “Os Simpsons”, negou que a animação esteja chegando ao fim após 31 anos no ar, contestando os comentários do compositor da trilha da abertura, Danny Elfman, que disse ter ouvido que a série terminaria na atual temporada. “Sem desrespeito ao senhor Elfman, mas estamos produzindo a temporada 32 a partir do próximo ano e não temos planos de terminar depois disso”, disse o produtor ao jornal britânico Metro. O escritor faz parte da equipe de “Os Simpsons” desde o começo em 1989 e vem exercendo a função de showrunner nos últimos 18 anos. Ele também esteve à frente do filme derivado da série e é um dos principais responsáveis pela origem do icônico programa, sucesso até hoje. A música de Elfman também está no programa desde o início. Em uma entrevista ao podcast “Joe”, o compositor disse: “Bem, pelo que ouvi, está chegando ao fim… ouvi dizer que estará em seu último ano”. Atualmente no ar na rede americana Fox, a 31ª temporada de “Os Simpsons” se encerra em março e a série realmente foi renovada para seu 32º ano de produção, fazendo com que o programa ultrapasse a marca dos 700 episódios produzidos. A série sobre a família de Homer Simpson é a produção semanal roteirizada mais longeva da história da televisão, tendo estreado em 1989. O recorde foi atingido em abril do ano passado, quando superou “Gunsmoke”. A antiga série de western teve 635 episódios exibidos de 1955 a 1975. Por conta da produção da 32ª temporada, a animação vai chegar a impressionantes 713 episódios. Além disso, é um dos carros-chefes da nova plataforma de streaming da Disney, a Disney+ (Disney Plus).
Bolsonaros acusam Leonardo DiCaprio de colaborar com incêndios na Amazônia
O clã Bolsonaro resolveu comprar briga com um dos astros mais populares do mundo. Em ação coordenada, Eduardo e Jair Bolsonaro atacaram o ator Leonardo DiCaprio, que é o principal porta-voz da defesa do meio-ambiente em Hollywood, com fake news nas redes sociais na quinta-feira (28/11). À tarde, o deputado Eduardo Bolsonaro publicou no Twitter que o vencedor do Oscar doou US$ 300 mil “para a ONG que tocou fogo na Amazônia”. Disse ainda que a ONG WWF teria pago R$ 70 mil pelas fotos da floresta em chamas. “Macron e Madonna foram mais espertos, só pegaram na internet umas fotos tiradas décadas atrás de alguma floresta pegando fogo e postaram mesmo”, ironizou o filho de Jair Bolsonaro. Entretanto, trata-se, como sempre, de fake news. A WWF rebateu as afirmações por meio de nota, afirmando que “não adquiriu nenhuma foto ou imagem da Brigada, nem recebeu doação do ator Leonardo DiCaprio”. “Tais informações que estão circulando são inverídicas”, acrescentou. Ignorando o desmentido, o presidente Jair Bolsonaro repetiu a fake news do filho e ainda ironizou as doações do ator americano durante a noite, em sua live semanal no Facebook. DiCaprio teria financiado a organização, segundo Bolsonaro, responsável por incêndios criminosos na Amazônia. Ele aproveitou para voltar a criticar ONGs ambientalistas, reforçando uma possível autoria por parte delas nas queimadas. Para basear os comentários, citou a prisão preventiva dos quatro brigadistas da organização Brigadas de Alter do Chão do Pará, acusados de serem os responsáveis por queimadas no mês de setembro. “Primeiro me atacaram na questão de derrubada na Amazônia. Depois vieram as queimadas, me acusaram de ser conivente. Falei que suspeitava de ONGs, pronto. A imprensa comendo meu fígado pelo Brasil, disseram que era irresponsabilidade… Bem, a casa caiu”, disparou. E emendou a fake news: “Uma ONG contratou 70 mil por uma foto de queimadas. Então o que o pessoal da ONG fez? O que é mais fácil? Tocar fogo, tira foto, filma, a ONG divulga, faz campanha contra o Brasil, entra em contato com Leonardo DiCaprio e ele doa US$ 500 mil para essa ONG. Uma parte foi para o pessoal que estava tacando fogo. Ô Leonardo, pô, você está colaborando com a queimada na amazônia, pô, assim não dá”, ironizou Bolsonaro. No mesmo dia em que foi denunciado por crimes contra a humanidade no Tribunal de Haia, na Suíça, por incentivar a devastação da Amazônia, Bolsonaro ainda pediu que não fossem feitas doações às organizações que lutam para preservar a floresta. “Não doe dinheiro para ONG, acabe com essa história. Não estão lá para preservar o meio ambiente, estão lá em causa própria. Estava circulando uma foto dos quatro ongueiros parece que é verdadeiro, não tenho certeza. Os caras vivendo em luxúria de fazer inveja para qualquer trilionário e ganhando a vida como? Tacando fogo na Amazônia! Grande jogada. Taca fogo na Amazônia, divulga as imagens e ganha um dinheirinho do Leonardo DiCaprio. Ô DiCaprio pisou na bola, hein? Pelo amor de Deus”, reiterou o presidente. A foto citada também é fake news. Na melhor das hipóteses, o presidente do Brasil não checou os fatos antes de divulgar mentiras para o povo brasileiro. Infelizmente, não foi a primeira vez. Os Bolsonaros tentaram surfar na operação da Polícia do Pará contra ONGs em que quatro brigadistas foram presos e acusados de provocarem grandes queimadas no paraíso ecológico de Alter do Chão. Entretanto, a ação resultou polêmica e pode ter efeito oposto ao desejado pelo presidente, como um (novo) escândalo de arbitrariedade e (nova) vergonha mundial para o Brasil. Cerca de 180 entidades ambientalistas e de direitos humanos se manifestaram contra a prisão dos jovens voluntários, que tiveram a prisão revogada no final da tarde desta quinta-feira. O caso ganhou repercussão internacional e a linha investigatória que culpava ONGs foi questionada até pelo MPF (Ministério Público Federal). “Ao contrário, a linha das investigações federais, que vem sendo seguida desde 2015, aponta para o assédio de grileiros, ocupação desordenada e para a especulação imobiliária como causas da degradação ambiental em Alter”, disse o Ministério Público em nota, exigindo acesso ao inquérito. Como resultado, o governador do Pará decidiu intervir, mudando o delegado à frente da caso. Já Leonardo DiCaprio foi atacado porque sua fundação, a Earth Alliance, comprometeu-se a doar US$ 5 milhões para a preservação da floresta amazônica e comunidade indígenas, “unindo-se com parceiros locais para proteger a biodiversidade da Amazônia contra o recente crescimento de incêndios por toda a região”. DiCaprio também enalteceu o trabalho dos brigadistas, como os jovens de Alter, nas redes sociais, revelando algo que até então não era de conhecimento amplo. Ele trabalhou em combate a incêndios na Amazônia em 2017. “Na Amazônia, eles freqüentemente trabalham com nada além de facões, sopradores de folhas e pequenos tanques de supressores de fogo. Eu trabalhei com uma tropa deles no leste do Brasil em 2017. Foi um trabalho duro e às vezes sem esperança. Alguns deles eram homens de tribos Guajajara que dedicaram suas vidas a proteger o que restou de suas florestas ancestrais – a maioria já havia sido explorada e queimada. Alguns deles foram assassinados por tentarem proteger a região. Tem sido brutal e trágico e todos nós devemos nos curvar a eles pelo que eles fazem”. Esta experiência também permitiu DiCaprio selecionar pessoalmente as entidades que considera mais comprometidas com a floresta. Assim, o dinheiro da sua organização será enviado diretamente para ONGs, sem passar por intermediação do governo Bolsonaro – cuja ingerência fez com que Alemanha e Noruega paralisassem o Fundo da Amazônia. As entidades favorecidas são Instituto Associação Floresta Protegida (Kayapo), Coordination of the Indigenous Organizations of the Brazilian Amazon (COIAB), Instituto Kabu (Kayapo), Instituto Raoni (Kayapo) e Instituto Socioambiental (ISA). Em 17 de novembro, a revista científica Global Change Biology publicou um estudo que atestou que as queimadas deste ano na Amazônia foram as piores registradas em quase uma década. Cientistas e servidores de instituições federais de ensino brasileiras ligadas ao meio ambiente decidiram não assinar o trabalho sobre a devastação da Amazônia por medo de retaliações do atual governo. No início de agosto, Ricardo Galvão, ex-presidente do Inpe, foi exonerado do cargo por Bolsonaro ao apresentar os números oficiais do desmatamento. Ele demonstrou que o número de queimadas na região Amazônica brasileira triplicou em relação a agosto do ano passado, passando de 10.421 em 2018 para 30.901 em 2019, conforme o relatório do Inpe. Diante do avanço desmedido da devastação, o Tribunal Penal Internacional recebeu uma denúncia contra o presidente Jair Bolsonaro por sua omissão em relação às queimadas na Amazônia e por incitar a violência contra populações indígenas. É neste contexto que ele lança campanha de fake news contra DiCaprio e as ONGs que atuam onde seu governo é acusado (real news) de não atuar. Importante lembrar, ainda, que Bolsonaro foi pela primeira vez à Amazônia na quarta-feira (27/11), ignorando a região durante toda a crise incendiária. Os brigadistas foram presos horas antes da viagem, permitindo a retomada do discurso anti-ONG do presidente, que já tinha culpado “ongistas” pelas queimadas, sem evidências, assim que a situação chamou atenção internacional. O presidente ainda não viajou ao litoral nordestino, que enfrenta outra crise ambiental, onde a ação de voluntários e ONGs também se prova crucial para impedir o pior. Leonardo DiCaprio doou USD 300.000 para a ONG que tocou fogo na Amazônia, a ONG @WWF pagou R$ 70.000 pelas fotos da floresta em chamas. Macron e Madonna foram mais espertos, só pegaram na internet umas fotos tiradas décadas atrás de alguma floresta pegando fogo e postaram mesmo. pic.twitter.com/8bPF6jrjPV — Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) November 28, 2019
Zoey’s Extraordinary Playlist: Série musical estrelada por Jane Levy ganha três trailers
A rede NBC divulgou três trailers de “Zoey’s Extraordinary Playlist”, nova série estrelada pela atriz Jane Levy (“O Homem nas Trevas”). Ela vive uma jovem inteligente, mas socialmente deslocada, que de uma hora para outra passa a escutar os pensamentos de todos ao seu redor. O detalhe é que eles se manifestam de uma forma peculiar: por meio de canções e grandes números musicais. Em suma, todos passam a cantar e dançar à sua volta, expressando o que realmente estão pensando. A série foi criada por Austin Winsberg, escritor da adaptação do musical “A Noviça Rebelde Ao Vivo!” (2013), e tem produção do cineasta Paul Feig, diretor de “Missão Madrinha de Casamento” (2011), “Caça-Fantasmas” (2015) e “Um Pequeno Favor” (2018). Além de Jane Levy, o elenco também inclui Lauren Graham (“Gilmore Girls”), Skylar Astin (“A Escolha Perfeita”), Alex Newell (“Glee”), John Clarence Stewart (“Luke Cage”), Peter Gallagher (“Covert Affairs”) e Mary Steenburgen (“The Last Man on Earth”/”O Último Cara da Terra”).
BBC elege os 100 melhores filmes dirigidos por mulheres
A rede BBC publicou uma lista com os 100 melhores filmes dirigidos por mulheres em todos os tempos, resultante de uma votação com 368 especialistas em cinema de 84 países – críticos, jornalistas, programadores de festivais e acadêmicos. A votação elegeu “O Piano” (1993), da neozelandesa Jane Campion, em 1º lugar, citado por quase 10% dos críticos. Segundo a crítica Hannah Woodhead, a produção é bastante sensível e tem personagens femininas difíceis e reais. Para ela, o longa é “uma fábula penetrante que fala do desejo universal de amar e ser amado”. “O Piano” venceu três Oscars, todos conquistados por mulheres – a atriz Holly Hunter, a atriz coadjuvante Anna Paquin (então com 11 anos) e a cineasta Jane Campion, pelo Roteiro Original. Além disso, conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Já a diretora de maior presença foi Agnès Varda, que morreu em março deste ano. Ela teve seis filmes entre os 100 melhores, inclusive o 2º colocado, o clássico “Cléo das 5 às 7” (1962). Outras cineastas bastante citadas foram Kathryn Bigelow (5 filmes), Claire Denis, Lynne Ramsay e Sofia Coppola (4 filmes cada). A lista nasceu em consequência do debate sobre relações anteriores, que ganhou maior relevância a partir da seleção compilada no ano passado, com os 100 melhores filmes em língua não inglesa. Chamou atenção que, dentre os filmes eleitos, apenas quatro eram dirigidos por mulheres. Mas essa escassez de diretoras já vinha se repetindo em outras listas anuais da BBC: no ranking de 100 maiores comédias, de 2017, igualmente só havia quatro mulheres. Da compilação dos 100 melhores filmes do século 21, feita em 2016, apareceram 12 – e nenhuma delas ficou entre as 20 primeiras posições. E na primeira pesquisa da BBC sobre os 100 maiores filmes americanos de todos os tempos, só dois tinham mulheres à sua frente – e ainda assim em codireção. Apesar da nova lista destacar apenas filmes de cineastas femininas, metade dos críticos que votaram foram homens. Cada eleitor listou seus 10 filmes favoritos dirigidos por mulheres, gerando mais de 700 citações diferentes. Portanto, a lista apresenta os 100 que melhor pontuaram, abrangendo desde o cinema mudo, caso de “Sapatos” (1916), até lançamentos deste ano, como “The Souvenir” e “Retrato de Uma Jovem em Chamas”. Infelizmente, não há nenhum filme brasileiro na lista, apesar de alguns dos melhores longas recentes do país terem sido dirigidos por mulheres – como “Que Horas Ela Volta?” (2015), de Anna Muylaert, “Como Nossos Pais” (2017), de Laís Bodanzky, sem esquecer de “Cidade de Deus” (2002), codirigido por Kátia Lund, e clássicos como “Mar de Rosas” (1978), de Ana Carolina, e “A Hora da Estrela” (1985), de Suzana Amaral. Eis a lista, segundo a opinião dos críticos consultados pela BBC: 100 – Minhas Mães e Meu Pai (Lisa Cholodenko, 2010) 99 – The Souvenir (Joanna Hogg, 2019) 98 – Um Lugar Qualquer (Sofia Coppola, 2010) 97 – Örökbefogadás (Márta Mészáros, 1975) 96 – Os Encontros de Anna (Chantal Akerman, 1977) 95 – Ritual in Transfigured Time (Maya Deren, 1946) 94 – Notícias de Casa (Chantal Akerman, 1977) 93 – Marcas da Vida (Andrea Arnold, 2006) 92 – Raw (Julia Ducournau, 2016) 91 – Minha Terra África (Claire Denis, 2009) 90 – Fast Times at Ridgemont High (Amy Heckerling, 1982) 89 – As Praias de Agnès (Agnès Varda, 2008) 88 – Os Silêncios do Palácio (Moufida Tlatli, 1994) 87 – 35 Doses de Rum (Claire Denis, 2008) 86 – O Sonho de Wadjda (Haifaa Al-Mansour, 2012) 85 – Uma Canta, a Outra Não (Agnès Varda, 1977) 84 – Retrato de Jason (Shirley Clarke, 1967) 83 – Sintonia de Amor (Nora Ephron, 1993) 82 – At Land (Maya Deren, 1944) 81 – Garota Sombria Caminha pela Noite (Ana Lily Amirpour, 2014) 80 – Quero Ser Grande (Penny Marshall, 1988) 79 – Sapatos (Lois Weber, 1916) 78 – A Maçã (Samira Makhmalbaf, 1988) 77 – Tomboy (Céline Sciamma, 2011) 76 – Garotas (Céline Sciamma, 2014) 75 – O Atalho (Kelly Reichardt, 2010) 74 – Chocolate (Claire Denis, 1988) 73 – Corpo e Alma (Ildikó Enyedi, 2017) 72 – Europa Europa (Agnieszka Holland, 1980) 71 – A Concha e o Clérigo (Germaine Dulac, 1928) 70 – Encantadora de Baleias (Niki Caro, 2002) 69 – The Connection (Shirley Clarke, 1961) 68 – Eve’s Bayou (Kasi Lemmons, 1997) 67 – Os Anos de Chumbo (Margarethe von Trotta, 1981) 66 – O Lixo e o Sonho (Lynne Ramsay, 1999) 65 – Sem Rastros (Debra Granik, 2018) 64 – Domando o Destino (Chloe Zhao, 2017) 63 – Maria Antonieta (Sofia Coppola, 2006) 62 – Estranhos Prazeres (Kathryn Bigelow, 1995) 61 – India Song (Marguerite Duras, 1975) 60 – Uma Equipe Muito Especial (Penny Marshall, 1992) 59 – O Longo Adeus (Kira Muratova, 1971) 58 – Procura-se Susan Desesperadamente (Susam Seidelman, 1985) 57 – O Babadook (Jennifer Kent, 2014) 56 – A 13ª Emenda (Ava DuVernay, 2016) 55 – Monster – Desejo Assassino (Patty Jenkins, 2003) 54 – Brilho de Uma Paixão (Jane Campion, 2009) 53 – La mujer sin cabeza (Lucrecia Martel, 2008) 52 – Lazzaro Felice (Alice Rohrwacher, 2018) 51 – Harlan County: Tragédia Americana (Barbara Kopple, 1976) 50 – O Mundo é o Culpado (Ida Lupino, 1950) 49 – Salaam Bombay! (Mira Nair, 1988) 48 – Síndrome Astênica (Kira Muratova, 1989) 47 – Um Anjo em Minha Mesa (Jane Campion, 1990) 46 – Quando Chega a Escuridão (Kathryn Bigelow, 1987) 45 – Triunfo da Vontade (Leni Riefenstahl, 1935) 44 – Docinho da América (Andrea Arnold, 2016) 43 – As Virgens Suicidas (Sofia Coppola, 1999) 42 – As Aventuras do Príncipe Achmed (Lotte Reiniger, 1926) 41 – Cafarnaum (Nadine Labaki, 2018) 40 – Meninos Não Choram (Kimberly Peirce, 1999) 39 – Retrato de Uma Jovem em Chamas (Céline Sciamma, 2019) 38 – Paris is Burning (Jennie Livingston, 1990) 37 – Olympia (Leni Riefenstahl, 1938) 36 – Wendy e Lucy (Kelly Reichardt, 2008) 35 – Matrix (Lana e Lilly Wachowski, 1999) 34 – O Romance de Morvern Callar (Lynne Ramsay, 2002) 33 – Você Nunca Esteve Realmente Aqui (Lynne Ramsay, 2017) 32 – O Porteiro da Noite (Liliana Cavani, 1974) 31 – Os Catadores e Eu (Agnès Varda, 2000) 30 – Zama (Lucrecia Martel, 2017) 29 – Um Casamento à Indiana (Mira Nair, 2001) 28 – As Duas Faces da Felicidade (Agnès Varda, 1965) 27 – Selma: Uma Luta pela Igualdade (Ava DuVernay, 2014) 26 – Histórias que Contamos (Sarah Polley, 2012) 25 – The House is Black (Forough Farrokhzad, 1963) 24 – Lady Bird (Greta Gerwig, 2017) 23 – O Mundo Odeia-me (Ida Lupino, 1953) 22 – Precisamos Falar Sobre Kevin (Lynne Ramsay, 2011) 21 – Inverno da Alma (Debra Granik, 2010) 20 – Clueless (Amy Heckerling, 1995) 19 – Orlando (Sally Potter, 1992) 18 – Psicopata Americano (Mary Harron, 2000) 17 – Pasqualino Sete Belezas (Lina Wertmüller, 1975) 16 – Wanda (Barbara Loden, 1970) 15 – La Cienaga (Lucrecia Martel, 2001) 14 – O Pântano (Lucrecia Martel, 2001) 13 – Caçadores de Emoção (Kathryn Bigelow, 1991) 12 – Os Renegados (Agnès Varda, 1985) 11 – A Hora Mais Escura (Kathryn Bigelow, 2012) 10 – Filhas do Pó (Julie Dash, 1991) 9 – Aquário (Andrea Arnold, 2009) 8 – Toni Erdmann (Maren Ade, 2016) 7 – Guerra ao Terror (Kathryn Bigelow, 2008) 6 – As Pequenas Margaridas (V?ra Chytilová, 1966) 5 – Encontros e Desencontro (Sofia Coppola, 2003) 4 – Bom Trabalho (Claire Denis, 1999) 3 – Jeanne Dielman (Chantal Akerman, 1975) 2 – Cléo das 5 às 7 (Agnès Varda, 1962) 1 – O Piano (Jane Campion, 1993)












