Pearl Jam lança seu primeiro clipe desde 2013
O Pearl Jam está de volta. A principal banda remanescente da era grunge lançou o clipe de “Dance of the Clairvoyants”, primeira faixa de seu novo álbum, “Gigaton”. Os roqueiros americanos não lançavam um disco inédito desde “Lightning Bolt”, de 2013, nem faziam um clipe desde “Sirens”, segundo single daquele álbum. Por isso, a primeira sensação diante do novo trabalho é de choque. Em primeiro lugar, pela textura eletrônica da produção, calcada em sintetizadores e batidas eletrônicas, em vez de guitarras distorcidas. Chega a evocar a transformação sofrida pelo U2 nos anos 1990, mas, de forma inesperada, a influência musical soa mais como os Talking Heads! Também chama atenção a ausência completa dos músicos no vídeo. Tradicionalistas, os integrantes do Pearl Jam geralmente são estrelas de seus próprios clipes. Mas, desta vez, as imagens lembram documentários sobre a natureza realizados para o National Geographic ou para o circuito IMAX, com cenas aceleradas e imponentes de biologia e geologia terrestres, entre incêndios, erupções e desabrochar de flores, brevemente entrecortadas por detalhes musicais – como, por exemplo, a inserção de um auto-falante do “tamanho” da Terra, durante uma montagem com formações arredondadas, de rochas ao planeta. Há um tênue viés de crítica ambiental na letra, “poética” e subjetiva, que uma interpretação bastante esforçada pode entender como justificativa para as imagens. “Esperar a perfeição deixa muito a ignorar. Quando o passado é o presente e o futuro não existe mais, todo amanhã é o mesmo de antes”, canta Eddie Vedder no refrão. “Gigaton” é 11º disco de estúdio da banda, e será lançado em 27 de março.
Piloto de série derivada rende maior audiência de Arrow na temporada
O projeto de série derivada de “Arrow” ganhou aval do público americano. Exibido como um episódio convencional da própria “Arrow”, na noite de terça-feira (21/1) nos EUA, o piloto registrou a maior audiência da 8ª e última temporada da atração – com a devida exceção do crossover “Crise nas Infinitas Terras” . O episódio foi visto ao vivo por 921 mil espectadores na rede The CW, um aumento significativo para a atração, que chegou a ser assistida por 619 mil pessoas na atual temporada. A sintonia representa a 4ª maior audiência entre as séries do canal, atrás apenas da média dos episódios de “The Flash”, “Batwoman” e “Supernatural” (que também vai acabar em 2020). Estas três são as únicas séries que atingem mais de mil telespectadores ao vivo no canal. O público também se manifestou de forma entusiasmada nas redes sociais, exigindo a confirmação da produção junto à showrunner da série. Beth Schwartz teve que pedir desculpas por não poder garantir a continuidade da história. Intitulado “Green Arrow and the Canaries” (Arqueiro Verde e as Canários), o piloto mostrou o encontro entre as personagens Mia Queen (Katherine McNamara), filha do Arqueiro Verde, com Laurel Lance (Katie Cassidy) e Dinah Drake (Juliana Harkavy), mais conhecidas como as Canários Negros – da Terra 2 e Terra 1. As Canários surgem no futuro (vindas de 2020) por motivos diferentes e misteriosos, e se juntam para devolver à Mia as memórias perdidas pela alteração cronológica da “Crise nas Infinitas Terras”, evitando uma tragédia que desgraçaria seu legado. A trama estabeleceu a época (2040) em que as personagens se encontram, apresentou os coadjuvantes e muitas reviravoltas, mas também deixou no ar diversos ganchos para serem explorados no spin-off, que ainda depende de aprovação dos executivos do canal para virar série. “Arrow” vai acabar na próxima semana, com o episódio intitulado “Fadeout”, que mostrará o funeral de Oliver Queen e eventos diretamente relacionados ao possível spin-off. A rede The CW deve se manifestar sobre o futuro do projeto apenas após a exibição desse capítulo.
Olivia Torres revela como cinema lésbico a ajudou a sair do armário
A atriz Olivia Torres, conhecida por papéis em “Malhação”, novelas e filmes como “Desenrola”, “Somos Tão Jovens” e “Confissões de Adolescente”, assumiu-se publicamente no Instagram, ao revelar como o cinema lésbico a ajudou a sair do armário. A paulista de 25 anos postou um vídeo com cenas de vários filmes que retratam relações homossexuais entre mulheres. E explicou seus sentimentos sobre as produções. Numa narração sobre as imagens, ela conta que, ao ver aqueles filmes, sentia “uma sensação nítida de que, se eu tivesse assistido aquilo durante a adolescência, tudo teria sido radicalmente diferente”. “Eu teria chorado lágrimas guardadas há menos tempo, teria assumido algo desde sempre tão óbvio com mais tranquilidade”, continuou. “Duas mulheres que são apresentadas, que flertam, que negam o flerte, que têm coragem, que se beijam e entendem que o risco valeu a pena. Que se apaixonam, que f*dem, que amam”. A atriz contou que ao ver esses filmes se sentia “encantada pelo amor e simultaneamente destroçada por ele, pelo que me neguei e me obriguei a viver”. “Todos os homens que transei, que não queria. Todos os ‘eu te amo’ que copiava de outros casais, e as súplicas para que fossem de verdade. Os arrebatamentos que nunca duravam”, citou ainda. “Um esforço contante de fazer minha vida uma encenação tosca”. “Mas, no cinema, não era um exercício de memória e julgamento. O arrebatamento vinha da alma, como sendo apresentada a outros espaços dentro do corpo, outras possibilidades assustadoras, que antes eu só entendia onde viviam observando no outro”, continuou. “A novidade do que poderia agora ser meu. A mais inédita e real possibilidade de amar”, finalizou. Na legenda da postagem, ela listou os filmes usados no vídeo, entre eles o vencedor da Palma de Ouro “Azul É a Cor Mais Quente” (2013) e o clássico “Senhoritas em Uniforme” (1931), e revelou que escreveu o texto da narração em 2018. “Também poderiam ser de tantos outros que já vi, que estou pra ver ou que ainda não descobri. Nos enxergar é revolucionário”, declarou. Veja a postagem original abaixo. Ver essa foto no Instagram escrevi esse texto no final de 2018 e no sábado passado, meu querido amigo @bmmello me ajudou a editar esse vídeo. as imagens são dos filmes “dyketactics”, “superdyke”, “azul é a cor mais quente”, “a criada”, “senhoritas de uniforme”, “the watermelon woman” e “nascidas em chamas”, mas também poderiam ser de tantos outros que já vi, que estou pra ver ou que ainda não descobri. nos enxergar é revolucionário. #lgbt #lgbtq #lgbtqia #lbt Uma publicação compartilhada por OLIVIA TORRES (@oliviadastorres) em 21 de Jan, 2020 às 2:08 PST
Miss Americana: Taylor Swift revela trailer de filme sobre sua carreira
A cantora Taylor Swift divulgou em suas redes sociais o trailer e o pôster do documentário sobre sua carreira, que será lançado pela Netflix. Intitulado “Miss Americana”, o filme apresenta as mudanças que a artista sofreu ao longo da carreira, comentadas por meio de depoimentos exclusivos, em que Taylor aparece despenteada, com maquiagem básica, roupas amassadas e disposta a soar o mais confessional possível. “Executivos de gravadoras me diziam que uma boa menina não impõe suas opiniões às pessoas. Uma boa menina sorri, acena e diz ‘obrigada'”, narra ela na prévia, explicando porque resolveu sumir por um ano, mudar radicalmente sua imagem e descobrir sua verdadeira voz. “Eu tinha que desconstruir um sistema inteiro, jogar fora e rejeitá-lo”. Dirigido por Lana Wilson (“The Departure”), “Miss Americana” terá sua première mundial no primeiro dia do Festival de Sundance, que começa nesta quinta-feira (23) em Park City, Utah, nos EUA. O documentário também lançará uma faixa inédita da cantora, “Only The Young”. A estreia em streaming está marcada para 31 de janeiro.
Jack Kehoe (1934 – 2020)
O ator Jack Kehoe, que viveu coadjuvantes inesquecíveis em clássicos como “Serpico”, “Golpe de Mestre” e “Os Intocáveis”, morreu aos 85 anos. Ele faleceu em 14 de janeiro, depois de sofrer um derrame debilitante em 2015, anunciou sua família nesta quarta (22/1). Kehoe serviu três anos no Exército dos EUA, antes de decidir virar ator, estudando com a famosa professora de teatro Stella Adler. A estreia na Broadway aconteceu em 1963, mas sua chegada em Hollywood levou quase uma década, via figuração na comédia “Quase, Quase uma Máfia” (1971). Mas ele rapidamente chamou atenção como coadjuvante de filmes importantes, atingindo grande popularidade nos anos 1970. Entre seus papéis mais lembrados estão os de Tom Keough, um dos policiais investigados por Al Pacino em “Serpico” (1973), e do trapaceiro Erie Kid, que se juntava aos personagens de Paul Newman e Robert Redford em “Golpe de Mestre” (também de 1973). Após esse começo impactante, ele ainda se projetou na comédia “Car Wash: Onde Acontece de Tudo” (1976) como Scruggs, um cowboy atendente de posto de gasolina, e teve papéis em filmes cultuados, como “Melvin e Howard” (1980), “Reds” (1981) e “Nos Calcanhares da Máfia” (1984). Sua participação em “Os Intocáveis” (1987), de Brian De Palma, como o contador de Al Capone (Robert De Niro), reviveu sua popularidade na fase final da carreira, que ainda incluiu outros clássicos, como “Fuga à Meia-Noite” (1988), “Dick Tracy” (1990), “Jovem Demais Para Morrer” (1990), “Um Dia de Fúria” (1993) e “O Jornal” (1994). Seu última aparição nas telas aconteceu há mais de 20 anos, em “Vidas em Jogo” (1997), de David Fincher.
Guerra Cultural: Globo se manifesta sobre devassa da Receita Federal contra seus artistas
A devassa realizada pela Receita Federal nos contratos do grupo Globo não é teoria de conspiração. A empresa que Jair Bolsonaro transformou em alvo, chamando-a de sua inimiga, manifestou-se oficialmente sobre a perseguição fiscal que vem sofrendo. Ao menos 30 artistas famosos das novelas da emissora foram autuados por fiscais da Receita, que exigiram cópias de seus contratos como Pessoas Jurídicas (PJs). Os artistas receberam prazo de apenas 20 dias para explicar porque são contratados dessa forma, e não pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Em seu comunicado, a emissora diz que a fiscalização pode não ser ilegal, mas que também tem direito de discordar e recorrer. “Todas as contratações estão dentro da lei”, afirmou, em nota enviada à imprensa. Também em nota, a Receita disse que sua fiscalização obedece a critérios impessoais e que está investigando outras “empresas de comunicação”, sem dizer quais. Até o momento, nenhum artista do SBT, Record, Band, RedeTV, Cultura e GNT se manifestou como vítima de devassa similar. Fontes ouvidos pela coluna TV e Famosos, do UOL, afirmaram, sob a condição de anonimato, que nenhuma dessas emissoras tem sido alvo desse tipo de fiscalização da Receita ou mesmo da Justiça do Trabalho nos últimos meses. Entre os atingidos pela devassa, estão Reynaldo Giannechini e Deborah Secco, mas, aparentemente, sua colega Regina Duarte, convidada para integrar o governo Bolsonaro, não entrou na lista dos investigados, apesar de provavelmente ter o mesmo tipo de contrato. Para o advogado dos artistas, Leonardo Antonelli, trata-se de retaliação política. A perseguição à Globo deve ir parar no STF (Supremo Tribunal Federal), já que se trata de atuação inconstitucional, pois é vetado ao governo usar instrumentos do Estado para perseguir “inimigos” do presidente. A prática questionada pela Receita é ampla e disseminada no país, e não apenas na Globo ou exclusiva da TV. Praticamente 100% dos atores brasileiros são contratados como PJ (pessoas jurídicas) há décadas. “Desde os oito anos já fiz filmes, peças de teatro, novelas, publicidade e para fazer tudo isso não há outra maneira que não como pessoa jurídica”, disse Deborah Secco à revista Veja. Em seu comunicado, a Receita Federal diz que “se pauta por critérios técnicos e impessoais”. Assim, pelo princípio da isonomia, também deverá autuar a empresa de comunicação favorita de Bolsonaro. Segundo o TV e Famosos, todo o elenco das novelas da Record é contratado temporariamente sob regime de pessoa jurídica — se não com a emissora, junto à produtora Casablanca. O mesmo vale para todo o elenco de “As Aventuras de Poliana”, do SBT, e artistas como Celso Portiolli e Ratinho (SBT), Xuxa, Ana Hickmann e Geraldo Luís (Record), José Luiz Datena e Ana Paula Padrão (Band), entre outros. Todos são PJs, pois isso permite aos artistas direito assegurado de fazer publicidade ou trabalhos em outras empresas (como teatros e produtoras de cinema), dar palestras ou até mesmo apresentar eventos. Já os contratados por CLT tem vínculo exclusivo com a empresa empregadora e para fazer trabalhos paralelos precisam negociar uma cláusula de liberação, que nem sempre é concedida. Para completar, a atitude dos fiscais da Receita vai na contramão de iniciativas do próprio governo federal que, desde Michel Temer, vem incentivando a “pejotização” como forma de combater o desemprego. “Para destruir a Globo vale tudo. O governo desconsidera sua política pública de ‘pejotização’ e, ao mesmo tempo, atinge a Cultura com uma cobrança tributária superior àquilo que os artistas ganharam”, afirmou o advogado Antonelli, que é irmão da atriz Giovanna Antonelli, em entrevista à Veja. “O governo incentiva a formalidade e a criação de empresas, a gente cria a empresa, e, agora, depois de 20 anos trabalhando e pagando um monte de impostos, vem uma ‘nova’ Receita Federal para dizer que tudo aquilo não valeu”, completou Reynaldo Gianecchini.
Guerra Cultural: Séries LGBTQIA+ atacadas por Bolsonaro ficam sem verbas da Ancine
O edital público com linhas de financiamento para séries LGBTQIA+, que chegou a ser suspenso por intervenção do governo Bolsonaro e precisou de decisão judicial para ser finalizado, publicou seu resultado na terça-feira (21/1). E, sem realmente surpreender ninguém, nenhuma das quatro séries atacadas nominalmente por Bolsonaro, numa live de agosto do ano passado, foi contemplada com a verba da Ancine para sua produção. Aparentemente sem conhecimento do edital, Bolsonaro atacou os projetos de séries “Afronte”, “Transversais”, “Religare Queer” e “Sexo Reverso”, chamando-as de filmes e dizendo que não tinha cabimento produzi-las devido a seus temas, apesar do edital trazer uma linha de crédito específica para produções LGBTQIA+. “Fomos garimpar na Ancine filmes que estavam prontos para captar recurso no mercado”, disse Bolsonaro na live, passando a citar títulos e temas que considerava absurdos. “Um aqui se chama ‘Transversais”, revelou, demonstrando horror ao citar que seu tema era transexualidade. “Conseguimos abortar essa missão aqui”, acrescentou. “Outro filme aqui, ‘Sexo Reverso'”, seguiu, dizendo que o “filme” abordava sexo grupal e oral com índios, concluindo que era “um dinheiro jogado fora”. “Não tem cabimento fazer um filme com esse enredo, né?” Outro nome que ele achou ofensivo foi o do projeto baseado no curta-metragem universitário “Afronte”, de Marcus Azevedo e Bruno Victor, um docudrama sobre a realidade vivida por negros e homossexuais do Distrito Federal. “Mais um filme aí que foi para o saco”, decretou. Ele também lamentou “Religare Queer”, sobre uma “ex-freira lésbica”, que descreveu como um filme com “dez episódios”, ilustrando de forma didática o que é uma pessoa preconceituosa – aquela que ataca o que não entende. “Confesso que não entendi por que gastar dinheiro público com um filme desses”, insistiu na famigerada live, sobre a série. “O que vai agregar?”, afirmou, considerando produções com temática LGBTQIA+ “impróprias”. “Não estou perseguindo ninguém, cada um faça o que bem entender do seu corpo para ser feliz, agora, gastar dinheiro público para fazer esse tipo de filme [sim, é uma série]…” Ao atacar as séries, Bolsonaro frisou que elas estavam prontas para captar recurso no mercado, sugerindo que estavam aprovadas e que precisou intervir para que fossem proibidas. Após esse pronunciamento, o ministro da Cidadania Osmar Terra suspendeu o edital por meio de uma portaria, ação que foi parar na Justiça. Em outubro, a 11ª Vara Federal do Rio de Janeiro derrubou, em liminar, a portaria que suspendia o edital. Na decisão, a juíza Laura Bastos Carvalho afirmou que a posição do governo trazia indícios de discriminação (leia-se homofobia) e prejuízo à liberdade de expressão (censura). A União apelou e o juiz Alfredo Jara Moura, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, manteve a liminar, mandando a Ancine liberar a verba para as produções. Paralelamente, o MPF-RJ (Ministério Público Federal no Rio de Janeiro) também entrou com ação civil contra o ministro da Cidadania Osmar Terra, que assumiu a responsabilidade pela suspensão. Obrigado a cumprir o edital, o governo, porém, não contemplou nenhum dos filmes que foram alvos explícitos de ordem de censura de Bolsonaro. Censura que o ex-secretário de Cultura Roberto Alvim defendeu como “curadoria”, horas antes de publicar o polêmico vídeo em que evidenciou as “coincidências” de seus pensamentos com a ideologia nazista. “É, no mínimo, muito curioso que todos os quatro projetos que o presidente anunciou publicamente que ‘abortaria’ não estejam contemplados no edital”, disse Émerson Maranhão, diretor de “Tranversais”, ao jornal O Globo. “Ainda mais porque ele mesmo disse serem projetos prontos para captar recursos, caso ele não tivesse conseguido mandá-los ‘para o saco'”. Produtor executivo de “Transversais”, Allan Deberton completou: “É preciso deixar claro que em nenhum momento estamos dizendo que os projetos anunciados como vencedores nas categorias ‘Diversidade de Gênero’ e ‘Sexualidade’ não tenham qualidade. Apenas estranhamos a ausência de todos os projetos ‘garimpados’ por Bolsonaro na Ancine e cuja censura foi anunciada em rede social”. “Isso é uma censura associada a um crime que é a LGBTfobia”, afirmou Kiko Goifman, roteirista e produtor de “Religare Queer”, ao jornal Folha de S. Paulo. Ele afirmou que entrará na Justiça para reverter a decisão. A Ancine disse, via assessoria de imprensa, que não irá se manifestar. A EBC, co-autora do edital, buscou se isentar da decisão, dizendo que “é responsável pelas questões técnicas das produções, a partir de acordo com a Ancine. Questionamentos aos atos decisórios do processo de seleção devem ser direcionados ao órgão gestor, ou seja, à Agência Nacional do Cinema (Ancine)”. Entretanto, a comissão que determinou os contemplados tinha representante da EBC. A comissão de seleção foi composta por Leandro de Sousa Mendes (representante da Ancine), Vancarlos de Oliveira Alves (representante da EBC), Werinton Kermes (da Associação Brasileira de Canais Comunitários) e Ig Carvalho (da Associação Brasileira de Televisão Universitária). Foram contemplados, nas duas categorias, nove projetos. Na linha de “Diversidade de gênero”, entraram “Retrato Íntimo” (BA), “Desobediência de Gênero” (MT), “Destemperadas” (MT), “Tem Saída?” (RJ) e “Violadas e Segregadas” (RS), enquanto na categoria “Sexualidade” foram aprovadas “Transmutação” (PE), “Visto para amar” (TO), “Corpo a Corpo” (SP) e “Vinde Vênus” (PR). Lançado em 13 de março de 2018, o edital tinha mais 12 blocos temáticos, voltados a assuntos como “Sociedade e Meio Ambiente”, “Profissão”, “Animação Infantil” e “Qualidade de Vida”, entre outras, e selecionou mais de 70 projetos para dividir um orçamento total de quase R$ 70 milhões para a produção de séries, provenientes do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).
Terry Jones (1942 – 2020)
O ator, roteirista e diretor Terry Jones, um dos membros da trupe de comédia britânica Monty Python, morreu na noite de terça (21/1) aos 77 anos. Jones lutava contra a demência desde pelo menos 2016, quando o seu filho, Bill, revelou a doença para o público. O comediante passou seus últimos anos sem conseguir falar. “Nos últimos dias, a mulher, filhos, família estendida e amigos de Terry estiveram constantemente em contato com ele. Todos nós perdemos um homem gentil, engraçado, caloroso, criativo e amoroso, cuja individualidade, intelecto e humor deram prazer a milhões durante seis décadas de carreira”, comentou a família em comunicado oficial. Nascido no País de Gales, Jones estudou na Universidade de Oxford, onde conheceu seu amigo e parceiro de longa data Michael Palin. Os dois formaram seu primeiro grupo humorístico na faculdade, o Oxford Revue, e após a formatura, estrearam juntos na TV, no programa humorístico “Twice a Fortnight”, em 1967. Dois anos depois, eles criaram “The Complete and Utter History of Britain”, que apresentava feitos históricos do passado distante como se existisse reportagem televisiva na época. No programa seguinte, “Do Not Adjust Your Set”, eles encontraram Eric Idle, que havia atuado ao lado de John Cleese e Graham Chapman no clube teatral da Universidade de Cambridge. Os cinco – junto com Terry Gilliam, que Cleese conhecera em Nova York – decidiram juntar seus talentos em um novo humorístico, o “Monty Python Flying Circus”, que foi transmitido pela BBC durante quatro temporadas, entre 1969 e 1974. O programa revolucionou a comédia britânica, a ponto de seus integrantes serem considerados os Beatles do humor – e os próprios Beatles eram fãs assumidos. Por suas inciativas inovadoras, Jones seria o equivalente ao John Lennon do grupo. Entre suas performances mais famosas da série, ele viveu um cardeal inapto da Inquisição Espanhola, um membro do Hell’s Grannies, um grupo de mulheres idosas que aterrorizam as ruas de Londres, um garçom francês excessivamente apologético e um pianista nu que frequentemente aparecia em cenas usadas para separar blocos humorísticos, mas principalmente por suas representações de donas-de-casa de meia-idade, muitas vezes com vozes histericamente falsas, marca que ele levou ao cinema ao interpretar a mãe de Brian, em “A Vida de Brian” (1979), que também dirigiu. Mais talentoso dos Python para organizar esquetes, Jones virou, ao lado de Terry Gilliam, o diretor oficial dos filmes do grupo após o fim do programa televisivo. Em “Monty Python em Busca do Cálice Sagrado” (1975), também interpretou, entre outros papéis, Sir Bedevere, o Sábio, o Príncipe Herbert (“Pai, eu só quero cantar!”) e um membro dos temidos Cavaleiros que dizem “Ni”. Ele assumiu sozinho a direção de “A Vida de Brian”, considerado um dos filmes ingleses mais engraçados de todos os tempos, após Gilliam concordar que sua abordagem era mais adequada ao estilo de apresentação do grupo, mas os dois voltaram a trabalhar juntos em “O Sentido da Vida” (1983), último longa de ficção da trupe. Após a separação dos Pythons, Jones continuou dirigindo filmes, como as comédias “Serviços Íntimos” (1987), “As Aventuras de Erik, o Viking” (1989) e “Amigos para Sempre” (1996). Também trabalhou como roteirista, criando “Labirinto, a Magia do Tempo” (1986), fantasia estrelada por David Bowie, e “Ferocidade Máxima” (1995), divertida comédia em que reviveu a parceria com John Cleese, além de ter criado vários programas televisivos e iniciado uma carreira paralela como escritor. Ele publicou 20 romances de ficção infanto-juvenil e ainda se tornou um autor reconhecido de livros sobre a Idade Média. Esta parte mais séria de sua carreira levou-o a apresentar diversos programas documentais sobre o período medieval, que frequentemente ofereciam uma visão alternativa da época. Inclusive, chegou a ser indicado ao Emmy em 2004 por “Medieval Lives”, em que argumentava que a Idade Média foi um período muito mais sofisticado do que a maioria acredita. Nos últimos anos, retomou as parcerias clássicas com os Python, dirigindo o filme “Absolutamente Impossível” (2015), primeiro longa a reunir todos os membros (ainda vivos) dos Python desde “O Sentido da Vida”, e juntando-se a seus colegas no palco para um retorno que virou a despedida do grupo, durante a curta turnê de humor “Monty Python Live (Mostly)”, realizada em Londres em 2014. Ele também dirigiu e dublou a animação “Boom Bust Boom” (2015) e deixou gravada sua participação em “The Land of Sometimes”, uma fantasia animada ainda inédita, que também traz as vozes de Ewan McGregor e Helena Bonham-Carter, num esforço derradeiro que virou seu papel final, enfrentando a doença que primeiro tirou sua fala e por fim sua vida.
Pamela Anderson se casa com o produtor de cinema Jon Peters
A atriz Pamela Anderson, de 52 anos, e o produtor de cinema Jon Peters, de 74, casaram-se em uma cerimônia privada em Malibu no dia 20 de janeiro, longe da atenção da mídia. O casal, que namorou pela primeira vez há mais de 30 anos, voltou a se encontrar nos últimos meses e manteve todo o relacionamento em segredo. “Existem garotas bonitas em todos os lugares. Eu poderia escolher, mas por 35 anos eu só quis Pamela. Ela me deixa selvagem – de um jeito bom. Ela me inspira. Eu a protejo e trato da maneira que ela merece ser tratada”, disse Peters ao site The Hollywood Reporter, confirmando o matrimônio. Peters conheceu Anderson em meados dos anos 1980 na Mansão Playboy, quando a atriz acabara de chegar em Los Angeles, vindo da Columbia Britânica. “Entrei e vi esse anjinho sentado no bar. Era Pammy. Ela tinha 19 anos. Eu sabia que ela seria uma grande estrela”, contou o produtor, por ocasião de um tributo a Hugh Hefner, criador da Playboy, falecido em 2017. Anderson acabou posando para 13 capas da Playboy, um recorde que a tornou a personificação da mítica loira da publicação, e ajudou a popularizar seu nome. Peters pagou por suas aulas de teatro e aulas de dança e voz, ajudando a lançar sua carreira na tela, primeiro na série “Home Improvement” e depois como a salva-vidas CJ Parker no hit internacional “Baywatch” (“SOS Malibu” no Brasil), que a transformou em ícone dos anos 1990. O casamento marca o quinto matrimônio de ambos. Os ex de Anderson incluem o roqueiro Tommy Lee, do Mötley Crüe, com quem ela tem dois filhos adultos, Kid Rock, e Rick Salomon (duas vezes). Mais recentemente, ela se juntou à estrela do futebol francês Adil Rami, num relacionamento que acabou em denúncia de violência doméstica. Já a vida amorosa de Peters não fica atrás. Ele acabou seu segundo casamento, com a atriz Lesley Ann Warren, em meio a um caso público com Barbra Streisand, que o então cabeleireiro conheceu no set da comédia “Nossa, que Loucura!” (1974). O affair tórrido durou 12 anos e gerou a versão de “Nasce uma Estrela” estrelada por Streisand em 1976, que lançou a carreira de produtor de Peters (ele também produziu o remake de 2018 com Bradley Cooper e Lady Gaga). Depois disso, ele fez inúmeros sucessos comerciais, como e “Um Lobisomem Americano em Londres”, “Flashdance”, “Batman”, “O Homem de Aço” e foi casado com a produtora Christine Forsyth-Peters. Ela foi convidada para acompanhar as recentes núpcias em Malibu com suas filhas Caleigh e Skye A filha de Peters, Kendyl, também estava presente, assim como os filhos de Anderson, Brandon e Dylan. Veja abaixo uma foto do casal na época de seu primeiro namoro.
Família real britânica vai virar série animada na HBO Max
A HBO Max, vindouro serviço de streaming da WarnerMedia, anunciou a produção de uma série de comédia animada sobre a família real britânica. O projeto está sendo desenvolvido por Gary Janetti, produtor da animação para adultos “Uma Família da Pesada” (Family Guy). A inspiração vem do perfil do Instagram de Janetti, que faz memes com príncipe George, o primogênito de William e terceiro na fila sucessória, rindo de notícias sobre a família real. George, aliás, será o narrador da animação. Diz a sinopse: “Antes que George possa mandar na Grã-Bretanha, ele vai ditar as regras na comédia de Janetti, dando seu ponto de vista sobre como é a infância do futuro rei da Inglaterra. Como sua sucessão não vai chegar tão cedo, a cada episódio George vai descobrir os caminhos da vida de um príncipe em tempos modernos – dos 775 quartos do Palácio de Buckingham ao mar de corgis da família, até a escola com plebeus.” O próprio Janetti vai dublar George. O elenco ainda inclui Orlando Bloom (“The Hobbit”) como a voz do príncipe Harry, Iwan Rheon (o Ramsay Bolton de “Game of Thrones”) como o príncipe William, Frances De La Tour (de “Harry Potter”) no papel da rainha Elizabeth II, Tom Hollander (“Piratas do Caribe”) em dupla jornada, como os príncipes Philip e Charles, sem esquecer das personagens femininas mais importantes, a “moderna tia Meghan”, dublada por Condola Rashad (“Billions”), e a mamãe Kate Middleton, com a voz de Lucy Punch (“Professora Sem Classe”). A trama não estaria completa sem um mordomo culpado, que terá voz de Alan Cumming (“Instinct”). A série, chamada “The Prince” (O príncipe, em tradução literal), ainda não tem previsão de estreia. Já a HBO Max será inaugurada em maio nos EUA e, por enquanto, não há expectativa para seu lançamento no Brasil.
Produtora de J.J. Abrams estaria desenvolvendo filmes e séries da Liga Justiça Sombria
A Liga da Justiça Sombria, grupo de heróis místicos da DC Comics, voltou a ser alvo de especulações. Segundo, o site Deadline a produtora Bad Robot, do cineasta J.J. Abrams, estaria desenvolvendo ideias de filmes e séries baseadas nos personagens que formam a versão de terror da Liga da Justiça para a Warner Bros. Os fãs já ouviram isso antes. E o próprio Deadline não parece muito entusiasmado, ao afirmar que as negociações nem começaram. Hannah Minghella e Ben Stephenson, respectivamente chefes das divisões de filmes e séries da Bad Robot, ainda estariam preparando-se para as reuniões que discutirão quais personagens pretendem levar às telas e quais abordagens imaginam para cada propriedade. A ideia de adaptar a versão “mística” da Liga da Justiça é antiga. O projeto circula há anos pelas salas de reuniões da Warner, com diretores tão variados como Guillermo Del Toro, Doug Liman e Joseph Kahn sentando com a Warner para ter essa mesma conversa dos executivos da Bad Robot. A notícia mais recente relacionada a esse projeto era de 2017. Na época, o roteirista Jon Spaihts (“Prometheus”, “Doutor Estranho”) teria sido contratado para desenvolver a história de um filme que reunisse todos os personagens. Guillermo Del Toro, vencedor do Oscar por “A Forma da Água”, também entregou um roteiro juntando o grupo – em 2014. Nos quadrinhos da DC Comics, o grupo é liderado por John Constantine e inclui o Monstro do Pântano, o demônio Etrigan, a maga Zatanna, o fantasma Desafiador, a híbrida Orquídea Negra, a vidente Madame Xanadu, o misterioso Vingador Fantasma, entre muitos outros – os membros variam durante os arcos da publicação. Além de séries e filmes individuais de “Constantine” e “Monstro do Pântano”, “Liga da Justiça Sombria” também ganhou um longa animado da Warner, lançado no mercado de home vídeo em 2017, com participação do Batman e dublagem de Matt Ryan, o intérprete televisivo de John Constantine. No ano passado, a Bad Robot fechou um contrato milionário para desenvolver filmes e séries com exclusividade para a Warner.
I Am Not Okay with This: Série teen com astros de It – A Coisa ganha imagens e data de estreia
A Netflix divulgou 12 fotos e o pôster de “I Am Not Okay with This”, série teen estrelada por Sophia Lillis e Wyatt Oleff (a Beverly e o Stanley de “It: A Coisa”), que adapta os quadrinhos homônimos de Charles Forsman (mesmo autor de “The End of the F***ing World”). O cartaz também revela que produção chega na plataforma em 26 de fevereiro. Lillis tem o papel principal como Sydney, uma garota que está tentando passar pelo ensino médio enquanto lida com as complexidades de sua família, suas dúvidas sobre sexualidade e misteriosos superpoderes que começa a desenvolver. O elenco ainda inclui os jovens atores Sofia Bryant (“The Good Wife”), Kathleen Rose Perkins (“You’re the Worst”), Aidan Wijtak-Hissong (“Falling Water”) e Richard Ellis (“Veronica Mars”). A série terá oito episódios de meia hora em sua 1ª temporada, com direção de Jonathan Entwistle e roteiros de Christy Hall, que também comandam a adaptação de “The End of the F***ing World” e voltaram a unir forças em torno da nova adaptação de quadrinhos de Forsman.
Minha Mãe É uma Peça 3 bate recorde e vira maior bilheteria do cinema brasileiro
“Minha Mãe É uma Peça 3” tornou-se o filme de maior arrecadação na história do cinema brasileiro. Com os R$ 13,7 milhões registrados neste final de semana, a comédia da Downtown Filmes somou R$ 137,9 milhões nas bilheterias, superando o recorde de “Nada a Perder”, primeira parte da cinebiografia do bispo Edir Macedo, que faturou R$ 120 milhões em 2018. A produtora do longa comemorou a façanha no Instagram, dizendo que “a mãe mais amada do Brasil tá tendo um troço aqui!”. Lançado na última semana de dezembro, “Minha Mãe É uma Peça 3” já tinha impressionado na estreia, arrecadando mais de R$ 30 milhões em seu primeiro fim de semana em cartaz. Com isso, bateu o blockbuster “Star Wars: A Ascensão Skywalker” nas bilheterias nacionais. E, nas semanas seguintes, nem tomou conhecimento da concorrência de “Frozen 2”, tornando-se um pesadelo para a Disney no Brasil. Mas, apesar da grande bilheteria, em número de ingressos vendidos o longa estrelado por Paulo Gustavo ainda está longe da produção da Igreja Universal. “Minha Mãe É uma Peça 3” foi visto por cerca de 8 milhões de espectadores, enquanto “Nada a Perder” teve vendagem de 12,1 milhões de ingressos, segundo apuração da Ancine. A diferença em reais fica, portanto, por conta da inflação. Na verdade, o terceiro “Minha Mãe É uma Peça” nem aparece no Top 5 dos maiores públicos do cinema nacional. Os demais filmes que completam o ranking são “Os Dez Mandamentos” (11,3M de ingressos), “Tropa de Elite 2” (11,1M), “Dona Flor e seus Dois Maridos” (10,7M) e “Minha Mãe É uma Peça 2” (9,3M). Ou seja, o segundo filme da franquia da Dona Hermínia ainda está à frente da continuação mais recente em número de espectadores. Mas “Minha Mãe É uma Peça 3” continua lotando cinemas. O longa ocupa atualmente o 2ª lugar entre os filmes mais vistos do país, perdendo apenas para “Jumanji: Próxima Fase”, que estreou no último fim de semana. Ou seja, ainda tem muitos ingressos para vender. A popularidade do filme também representa uma contraste gritante em relação ao modelo de cinema que o governo Bolsonaro tenta impor no país, em nome de uma suposta maioria da população. A verdade incontestável é que a maioria da população brasileira prestigia um filme que celebra casamento homossexual e uma família sem preconceitos, que lida com a sexualidade de forma natural e bem-humorada. Veja a seguir a comemoração do recorde de bilheteria e, logo abaixo, o Top 10 do fim de semana no Brasil, segundo levantamento da consultoria Comscore. Ver essa foto no Instagram É oficial!! @minhamaeeumapeca3oficial é o filme com maior arrecadação da história do cinema brasileiro!! 💰 ⠀ A mãe mais amada do Brasil tá tendo um troço aqui! Não poderia ser diferente, né? 😂 ⠀ Obrigado, Brasil!! 🙏🏻 ⠀ #downtownfilmes #dtfilmes #cinemanacional #minhamaeeumapeca3 #minhamaeeumapeca #donaherminia #paulogustavo #recorde #bilheteria #arrecadacao Uma publicação compartilhada por Downtown Filmes (@dtfilmes) em 21 de Jan, 2020 às 1:08 PST TOP 10 #bilheteria #cinema SEGUNDA 20 JAN: 1. Jumanji – Próxima Fase2. Minha Mãe É Uma Peça 33. Frozen 24. O Escândalo5. Adoráveis Mulheres6. Star Wars – A Ascensão de Skywalker7. Parasita8. Ameaça Profunda9. Miseráveis, Os10. O Farol — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) January 21, 2020












