Aya and the Witch: Primeira animação digital do Studio Ghibli ganha fotos
O Studio Ghibli divulgou imagens de “Aya and the Witch”, sua primeira animação criada por computação gráfica. O filme de Goro Miyazaki, filho do fundador do estúdio, Hayao Miyazaki (“A Viagem de Chihiro”), baseia-se no livro infantil de Diana Wyne Jones (a mesma autora de “O Castelo Animado”) e sua animação é inteiramente digital – como as produções da Pixar, por exemplo. A trama acompanha Aya, uma jovem que cresceu órfã sem saber que é filha de uma bruxa, mas acaba sendo adotada por outra bruxa, indo morar numa casa cheia de magia e coisas assustadoras. As imagens também revelam que ela é roqueira. Goro dirigiu antes os longas “Contos de Terramar” (2006) e “Da Colina Kokuriko” (2011), mas foi com a série “Ronja, the Robber’s Daughter”, da Polygon Pictures, que começou a experimentar com computação gráfica. Os registros do novo trabalho demonstram que ele conseguiu encontrar um estilo capaz de aproximar a tecnologia da tradição visual do Studio Ghibli. O longa teria première no Festival de Cannes deste ano e ainda não tem previsão de lançamento.
Dark: Novo trailer da série relembra como tudo começou
A Netflix divulgou um trailer retrospectivo de “Dark”, que relembra como a trama da série começou. A prévia, que recapitula acontecimentos desde a 1ª temporada, serve de aquecimento para o lançamento da 3ª e última parte da produção, que vai acontecer em uma semana. Apesar de não ser falada em inglês, “Dark” se provou uma das produções mais populares da Netflix ao vencer recentemente uma votação entre os usuários do site Rotten Tomatoes como a melhor série da plataforma, batendo “Black Mirror”, “Stranger Things” e “Peaky Blinders”. A criação de Baran bo Odar e da roteirista alemã Jantje Friese (ambos de “Invasores: Nenhum Sistema Está Salvo”) retorna no próximo sábado (27/6) em streaming, data importante na mitologia da série, por ser o dia em que se inicia o evento apocalíptico que acomete a cidade fictícia de Winden.
Edgar Wright vai dirigir thriller sinistro de sequestro
Enquanto aguarda a reabertura dos cinemas para lançar seu novo filme, Edgar Wright (“Em Ritmo de Fuga”) fechou com a Universal seu próximo trabalho, um thriller de sequestro chamado “The Chain”. A trama sinistra é baseada no best-seller homônimo de Adrian McKinty, que está sendo adaptada pela roteirista Jane Goldman (“Kingsman: O Círculo Dourado”). “The Chain” acompanha uma mulher que tem a filha de 11 anos sequestrada e descobre que a única maneira de recuperá-la é sequestrar outra criança. Mas sua filha só será libertada quando os pais da próxima vítima sequestrarem outra criança. Edgar Wright rodou no ano passado um filme misterioso, que não teve seu enredo revelado. Tudo o que se sabe sobre o projeto é o título, “Last Night in Soho”, e parte do elenco – Anya Taylor-Joy (“Vidro”), Matt Smith (“The Crown”), Terence Stamp (“O Lar das Crianças Peculiares”), Diana Rigg (“Game of Thrones”) e Thomasin McKenzie (“Sem Rastros”). Especula-se que a trama seja um terror psicológico passado em Londres, mas a divulgação foi interrompida devido à pandemia de coronavírus. Previsto para chegar aos cinemas em setembro, o longa foi adiado para abril de 2021.
Aretha Franklin ganha clipe inédito com cenas do movimento Black Lives Matter
A página de Aretha Franklin (1942–2018) no YouTube ganhou um novo videoclipe, que acompanha um mix inédito de uma música da cantora. O vídeo inclui imagens de Aretha e também do movimento dos direitos civis que ela apoiou na década de 1960, inclusive a marcha de Selma, justapostas aos protestos atuais do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam). O vídeo foi lançado na noite de sexta-feira (19/6), quando os EUA comemoraram o Juneteenth, data do fim da escravatura no país. A versão original de “Never Gonna Break My Faith” foi lançada como dueto com Mary J. Blige há 14 anos. Já o novo mix dá mais espaço para Aretha e para o Coro dos Meninos do Harlem, que era mais discreto na gravação de 2006. A música foi composta por Bryan Adams para a trilha sonora do filme “Bobby” (2006), de Emilio Estevez, sobre o assassinato do senador Robert F. Kennedy, e recebeu o Grammy de melhor performance gospel em 2007 – a 18ª e última premiação de Aretha pela Academia de Gravação dos EUA. As imagens da cantora no vídeo, por sua vez, são extraídas do recente documentário “Amazing Grace” – lançado em abril passado para locação digital no Brasil. Saiba mais sobre o filme aqui.
Criador de Empire vai filmar cinebiografia de Billie Holiday
O diretor Lee Daniels, criador de “Empire”, definiu sua volta ao cinema, sete anos após seu último filme, “O Mordomo da Casa Branca” (2013). Ele vai filmar a história da cantora Billie Holiday no longa “The United States Vs. Billie Holiday”. O projeto foi anunciado pela distribuidora Sierra/Affinity, nas vésperas de negociações com empresas internacionais no mercado virtual de Cannes. O filme vai se concentrar no período em que Holiday foi alvo de uma operação secreta de agentes federais com o objetivo de proibi-la de cantar sua polêmica música de 1939, “Strange Fruit”, um protesto contra os linchamentos de negros americanos. “Com os olhos do mundo forçados a refletir sobre a opressão secular dos negros, espero que ‘The United States Vs. Billie Holiday’ contribuirá para essa importante conversa, iluminando o racismo estrutural e a injustiça social”, disse Daniels, em comunicado. “Também sinto que, neste momento de grande acerto de contas, é essencial que comemoremos a vida e a arte de uma guerreira desconhecida dos Direitos Civis, Billie Holiday. Estamos orgulhosos de fazer parceria com a Sierra/Affinity para trazer essa história para o cenário global. ” O longa foi co-escrito por Daniels e Suzan-Lori Parks, primeira mulher afro-americana a receber um Prêmio Pulitzer (por sua peça “Topdog / Underdog”) e responsável pela 3ª temporada de “Genius” (sobre a vida da cantora Aretha Franklin). O elenco destaca a cantora Andra Day (“Marshall: Igualdade e Justiça”) no papel principal, e também conta com Trevante Rhodes (“Moonlight”), Garrett Hedlund (“On the Road”), Natasha Lyonne (“Orange Is the New Black”), Rob Morgan (“Stranger Things”), Da’Vine Joy Randolph (“Meu Nome É Dolemite”), Evan Ross (“Star”) e Tyler James Williams (“Todo Mundo Odeia o Cris”). “The United States Vs. Billie Holiday” será a segunda cinebiografia de Billie Holiday, que já foi interpretada por Diana Ross em 1972, no filme “O Ocaso de uma Estrela” (Lady Sings the Blues), que recebeu cinco indicações ao Oscar, incluindo na categoria de Melhor Atriz.
Hugh Jackman vai estrelar cinebiografia do fundador da Ferrari
O antigo projeto de Michael Mann, “Ferrari”, voltou ao mercado em nova configuração, visando começar filmagens em 2021. Segundo o site Deadline, Hugh Jackman (“Logan”) finalmente aceitou assumir o papel de Enzo Ferrari, fundador da escuderia, e Mann recentemente reescreveu o roteiro, concebido pelo falecido Troy Kennedy Martin (“Uma Saída de Mestre”). Para dar noção do quanto esse projeto é antigo, Martin faleceu há 11 anos. E Jackman está “negociando” o papel de Ferrari há três anos. A produção, entretanto, começou a ser desenvolvida por Mann há nada menos que duas décadas e já teve Christian Bale escalado para o papel. O filme quase aconteceu em 2016 com o intérprete de Batman, mas o ator precisou desistir por recomendações médicas, ao ter dificuldades para ganhar peso. “Enzo Ferrari” será ambientado no ano de 1957, o período mais tumultuado da vida de Ferrari, em que ele enfrentou um rivalidade dura com a Maserati e lidou com fracassos e um processo criminal, em decorrência de um acidente que levou à morte seu piloto Alfonso de Portago e nove espectadores durante uma corrida. A história é baseada no livro escrito por Brock Yates, “Enzo Ferrari: The Man, the Cars, the Races”. Além deste filme, uma cinebiografia rival chegou a ser anunciada em 2015, com Robert De Niro no papel principal, mas esse projeto também jamais saiu da garagem. A STX vai distribuir o filme de Mann nos EUA, Reino Unido e Irlanda, enquanto a Amazon negocia ficar com a distribuição internacional. O diretor, que conhece a família Ferrari, foi produtor executivo de “Ford vs Ferrari”, que venceu dois Oscars em 2020. E pretende superar esse filme com a construção de uma verdadeira frota de carros de época – em outras palavras, seu filme não será barato.
França vai reabrir os cinemas na segunda-feira
Os cinemas voltarão a reabrir na França na segunda-feira (22/6), após o governo francês anunciar uma aceleração do processo de flexibilização das regras de segurança sanitária, em função do progresso na luta contra a pandemia da covid-19. Além dos cinemas, resorts, cassinos e salões de jogos também serão reabertos nesta segunda-feira “em conformidade com rígidas regras sanitárias”, informou um comunicado de imprensa do governo, publicado nesta noite de sexta-feira (19/6) após uma reunião do Conselho de Defesa e Segurança Nacional (CDSN), reunido sob a autoridade do Presidente Emmanuel Macron. Os franceses também voltarão às aulas e poderão retomar práticas de esportes coletivos, mas a volta aos estádios ficou para 11 de julho. Finalmente, a partir de setembro “e sujeito a uma nova avaliação da situação epidemiológica, o início do ano letivo pode ser marcado por um maior relaxamento”. O comunicado trata também a abertura de feiras, exposições e shows e, “se em condições apropriadas”, a retomada de boates e cruzeiros marítimos internacionais. As decisões levam em conta um descarte da possibilidade de um reconfinamento total no caso de uma segunda onda. A França registrou apenas 14 mortes por covid-19 em hospitais nas últimas 24 horas. Ao todo, o país teve 29.617 mortes durante a pandemia, de acordo com um relatório divulgado na sexta-feira pela Direção Geral de Saúde (DGS). O número de pacientes da covid-19 em terapia intensiva também continua a diminuir, somando 727 pacientes, 25 a menos que na quinta-feira (18), de acordo com um comunicado de imprensa do DGS. Mas o primeiro-ministro Edouard Philippe insistiu: os franceses devem permanecer “cautelosos” para “tentar garantir a saída [do confinamento] nas melhores condições”.
Globo vai exibir série documental sobre crimes de João de Deus
Enquanto a Netflix prepara sua série documental, a Globo se adiantou e vai exibir já na próxima terça (23/6) o primeiro capítulo de sua produção sobre o fenômeno e os crimes de João de Deus. Intitulada “Em Nome de Deus”, a série tem seis episódios e, após a exibição na TV aberta, estará disponível completa na Globoplay. A produção é a segunda realização da Globoplay em parceria com a equipe de jornalismo da Globo, depois de “Marielle, O Documentário”. Ela foi concebida por Pedro Bial, que foi quem revelou, em dezembro de 2018 em seu programa, “Conversa com Bial”, a entrevista com a coreógrafa holandesa Zahira Lienike Mous, primeira vítima que aceitou mostrar o rosto e denunciar os abusos praticados por mais de 40 anos pelo médium. A partir dali, outras vítimas se sentiram encorajadas, somando dezenas de denúncias, que levaram ao encarceramento do guru e curandeiro da cidade de Abadiânia, no interior de Goiás. Ele foi condenado a mais de 60 anos de prisão por crimes sexuais. “Em Nome de Deus” tem roteiro de Camila Apel e Ricardo Calil. Já a direção é de Calil, Mônica Almeida e Gian Carlo Belotti (que também assina a direção de fotografia). Ricardo Calil (ex-colega do editor da Pipoca Moderna na Folha) é o diretor dos premiados documentários “Uma Noite em 67” (2010), “Eu Sou Carlos Imperial” (2016) e “Cine Marrocos” (2018). Mônica Almeida comanda o “Conversa com Bial”. E Belotti dirigiu comerciais e a série “Eu Me Movo” (2016). Além do caso em si, o documentário vai revelar bastidores da denúncia, que teve início com tentativas de levar o médium ao programa de Bial como entrevistados. O apresentador relata que, após vários contatos, foi convidado a ir a Abadiânia, mas desistiu. “Se eu fosse como repórter, poderia trazer minhas impressões dele e daquele ambiente. Mas ali, de certa forma, eu estaria como uma celebridade, e não queria que ele usasse isso como um aval para seus poderes mediúnicos, como ele fez com outros nomes conhecidos que o visitaram”, revelou Bial ao jornal O Globo. “Quando, num momento seguinte, nos deparamos com as denúncias de abusos, começamos a pensar em como lidar com aquele material dentro do nosso formato, de talk show. Não fazer isso seria nos omitirmos diante de algo tão grave”.
Mark Hamill teve papel secreto na série The Mandalorian
O episódio final da “Disney Gallery: The Mandalorian”, série de bastidores que revela os segredos da produção de “The Mandalorian”, revelou que Mark Hamill, o próprio Luke Skywalker, fez uma participação secreta em um episódio da atração. A participação aconteceu no quinto episódio da série, durante a cena da famosa cantina de Tatooine. A mesma cantina vista no “Star Wars” original, que chegou aos cinemas em 1977 com o título simples de “Guerra nas Estrelas” – mas que os adolescentes de hoje devem conhecer como “Star Wars: Uma Nova Esperança”. O droide que trabalha como barman nessa cena é dublado por Mark Hamill, cujo nome não aparece nos créditos da produção. Hamill tem uma carreira de dublador tão vasta quanto a de ator, incluindo papéis antológicos, como o Coringa nos desenhos de Batman e Chucky no remake recente de “Brinquedo Assassino” (2019). O criador da série Jon Favreau disse que o nome do droide é EV-9D9 e que ele já havia sido visto torturando outros droides em “O Retorno de Jedi” (1983). Intitulado “Conections”, o último episódio de “Disney Gallery: The Mandalorian” foi lançado na sexta (19/6) na plataforma Disney+ (Disney Plus), que ainda não chegou ao Brasil.
Peter Jackson e elenco de O Senhor dos Anéis homenageiam Ian Holm
O diretor Peter Jackson e integrantes do elenco da trilogia “O Senhor dos Anéis” foram às redes sociais nas últimas horas se despedir do ator inglês Ian Holm, que morreu na sexta-feira (19/6) aos 88 anos por complicações do Mal de Parkinson. Elijah Wood, que estrelou a trilogia no papel de Frodo, homenageou o intérprete de seu tio, Bilbo, no Twitter. “Muito triste ouvir que o singular, brilhante e vibrante Sir Ian Holm se foi. Adeus, tio”, ele escreveu. E Orlando Bloom, que viveu o elfo Legolas, acrescentou: “Perdemos uma lenda hoje. Ele interpretou um dos personagens mais baixinhos nos nossos filmes de ‘O Senhor dos Anéis’ — mas, para mim, ele sempre foi um gigante”. Já Peter Jackson escreveu um longo e emocionante texto em seu Facebook, em que contou detalhes sobre a participação do ator nos bastidores da trilogia, e principalmente sobre sua despedida das telas, já com Parkinson, nos filmes de “O Hobbit”. Leia a íntegra abaixo: “Estou muito triste com a morte de Sir Ian Holm. Ian era um homem tão delicioso e generoso. Calmo, mas atrevido, com um brilho encantador nos olhos. No início de 2000, antes de começarmos a filmar nossas cenas de Bilbo para ‘A Sociedade do Anel’, eu estava nervoso por trabalhar com um ator tão estimado, mas ele imediatamente me deixou à vontade. De pé em Bag End [a residência da família Baggins/Bolseiro] no primeiro dia, antes de as câmeras começarem a rodar, ele me levou para um lado e disse que tentaria coisas diferentes em cada tomada, mas não deveria me assustar. Se, depois de cinco ou seis tomadas, ele não tivesse me dado o que eu precisava, então eu deveria dar a ele instruções específicas. E foi exatamente isso que fizemos. Mas, incrivelmente, suas leituras e performances variadas foram maravilhosas. Ele raramente precisava de direção. Ele nos deu uma incrível variedade de opções para escolher na sala de edição. Passamos quatro semanas muito agradáveis, quando filmamos os primeiros 30 minutos da ‘Sociedade’. Um dia, precisávamos registrar Bilbo contando um relato de suas primeiras aventuras a uma platéia de crianças de três a quatro anos encantadas, sentadas no campo. Começamos filmando a performance de Ian contando a história – mas também precisávamos de ângulos com as crianças reagindo a vários momentos dramáticos. Mas as crianças ficam entediadas muito rapidamente, e Ian e eu rapidamente percebemos que eles não podiam ouvir a mesma história repetidamente, à medida que capturávamos os vários ângulos que precisávamos. Sugeri que, para manter a atenção das crianças, ele deveria tornar a história um pouco diferente a cada tomada… adicionando pequenos detalhes, inventando coisas… desde que ele nos desse a essência do que estava no roteiro. Eu disse a ele para não se preocupar e que eu descobriria a melhor narrativa na sala de edição. No entanto, também precisávamos que as crianças permanecessem no lugar enquanto movíamos as câmeras rapidamente, de um ângulo para outro. Em um cenário de filme, “rapidamente” significa de 15 a 20 minutos. Então, enquanto isso estava acontecendo, e nenhuma câmera estava rolando, eu sussurrei para Ian que ele teria que mantê-las entretidas. Sugeri que ele poderia “contar outras histórias entre os takes”. E foi exatamente o que ele fez. Depois de algumas horas, filmamos tudo o que precisávamos. Quando as crianças foram levadas embora do set, e a equipe passou para a próxima sequência, Ian disse que nunca havia trabalhado tanto na vida! Mais de uma década depois, esperávamos que Ian interpretasse Bilbo novamente nas cenas de abertura de ‘O Hobbit’. Fran [Walsh, esposa e sócia de Jackson] e eu jantamos com Ian e sua esposa Sophie em Londres, e ele nos disse que sentia muito, mas não conseguiria. Após o choque, ele confidenciou que havia sido diagnosticado com a doença de Parkinson e não conseguia mais se lembrar de falas. Ele tinha dificuldade para caminhar e certamente não poderia viajar para a Nova Zelândia. Sempre um homem privado, ele nos disse que basicamente se aposentara, mas tinha anunciado. Foi um golpe, porque tínhamos elaborado uma maneira agradável de passar o papel de Ian como velho Bilbo para Martin Freeman como o jovem Bilbo. Eu descrevi isso para ele, e ele gostou. Também contei a ele como minha mãe e meu tio haviam passado pelo Parkinson há anos, e eu estava muito familiarizado com os efeitos da doença. Nesse ponto, nosso jantar – que achamos que seria sobre nós descrevendo as novas cenas que gostaríamos que ele fizesse, e Ian pensava que seria sobre ele explicar porque não podia fazê-las – de repente se transformou em um ‘think tank’, com Ian, Sophie, Fran e eu tentando descobrir um processo que permitisse a Ian interpretar Bilbo uma última vez. Estávamos filmando na Nova Zelândia – mas e se viéssemos a Londres para filmar suas cenas perto de casa? No final do jantar, ele concordou devagar e disse: “Sim, acho que posso fazer isso”. Mas eu sabia que ele estava apenas fazendo isso como um favor para mim, e eu segurei suas mãos e agradeci com lágrimas nos meus olhos. Começamos a filmar na Nova Zelândia com Martin Freeman como nosso jovem Bilbo. Martin admirava imensamente Ian Holm, mas nunca o conhecera. No entanto, Martin concordou muito generosamente em usar maquiagem protética para interpretar Sir Ian Holm como o velho Bilbo, para alguns takes de longe que precisávamos, e ele capturou seus maneirismos muito bem. Alguns meses depois, retornamos a Londres, levando o nosso Bag End com a gente, e filmamos as cenas de Ian com uma pequena equipe, como prometemos. A adorável esposa de Ian, Sophie, estava ao seu lado todos os dias, ajudando ele e nós. Ao longo de quatro dias, filmamos tudo o que precisávamos. Elijah Wood e Ian haviam se tornado amigos durante “O Senhor dos Anéis”, e Elijah estava no set de Londres todos os dias, dando a Ian apoio adicional. No filme acabado, espero que o público veja o que senti com Ian Holm reprisando Bilbo. Mas o que eu experimentei no set foi um ator maravilhoso fazendo sua última performance. Foi incrivelmente corajoso da parte dele fazer isso, e muito emocional para quem testemunhou. Sempre seremos extremamente gratos a Ian por fazer isso. Durante nosso tempo juntos, Fran e eu gostamos muito dele, e gostamos muito da companhia dele. Para comemorar a conclusão das filmagens, Ian e Sophie convidaram Fran e eu para jantar em sua casa. Foi uma noite adorável, cheia de humor e diversão. Ian e eu percebemos que ambos tínhamos um forte interesse mútuo por Napoleão e conversamos sobre ele por horas. Um ano depois, quando o primeiro filme de “O Hobbit” estreou em Londres, Martin Freeman, um pouco surpreso, finalmente conheceu Ian Holm. Ver Ian Holm se apresentando me ensinou muito – como Ian estava em sua habitual quietude, até que de alguma forma tudo aconteceu. Foi um privilégio trabalhar com ele e uma bênção conhecê-lo. Eu sempre amei a performance de Ian nas cenas finais de ‘O Retorno do Rei’. ‘Acho que estou pronto para outra aventura.’ Adeus, querido Bilbo. Viagens seguras, querido Ian.”
Ônibus do filme Na Natureza Selvagem é retirado do Alasca após acidentes e mortes de turistas
O ônibus abandonado que ficou famoso pelo livro e filme “Na Natureza Selvagem” foi removido do deserto do Alasca. O veículo dos anos 1940 foi transportado de seu local, próximo ao rio Teklanika, por um helicóptero do exército dos Estados Unidos. Ele serviu de abrigo para o alpinista Chris McCandless, de 24 anos, que se refugiou dentro do ônibus no verão de 1992 e lá morreu de fome, depois de passar 114 dias na natureza. O autor Jon Krakauer contou sua história no livro de 1996 “Na Natureza Selvagem”, que foi adaptado por Sean Penn no filme de 2007, estrelado por Emile Hirsch – e uma jovem Kristen Stewart. A guarda nacional americana disse que retirar o ônibus se tornou uma questão de segurança pública, porque vários turistas tentaram encontrá-lo. O Departamento de Recursos Naturais dos EUA disse que houve um total de 15 operações de busca e salvamento relacionadas a ônibus entre 2009 e 2017. Dois viajantes morreram após se afogar enquanto estavam a caminho do veículo em incidentes separados em 2010 e 2019. Em fevereiro deste ano, as tropas estaduais do Alasca resgataram cinco alpinistas italianos na região, um dos quais estava sofrendo severa hipotermia, e em abril até um brasileiro precisou ser socorrido próximo à carcaça do veículo. Agora, o ônibus será armazenado em um “local seguro”, enquanto o Departamento de Recursos Naturais considera um local permanente para ele. Uma das possibilidades é colocá-lo em exposição. Veja abaixo o vídeo da retirada do veículo, divulgado pela agência Reuters.
Ex-galã de Malhação vira quinto Secretário de Cultura de Bolsonaro
Edição extra do Diário Oficial da União oficializou na noite de sexta (19/6) a nomeação do ator Mário Frias para a Secretaria Especial da Cultura, vinculada ao Ministério do Turismo. Ex-galã de “Malhação”, Frias é o quinto secretário da Cultura no desgoverno Bolsonaro, que tem utilizado essa alta rotatividade para manter a pasta inoperante e as verbas do setor congeladas desde janeiro de 2019. A lista de passagens relâmpagos pela pasta incluiu desde secretário que saiu chutando o balde em protesto contra censura até secretário demitido em ato falho de nazismo, chegando, mais recentemente, à autoimolação de Regina Duarte. De forma simbólica, Frias chega ao cargo depois de se oferecer para o presidente Bolsonaro pela televisão, em plena fritura de sua antecessora. Os dois tiveram conversas ao longo da semana sobre as expectativas do presidente para a nova gestão. Como diz o ditado, o que é ruim sempre pode piorar.
Alan Metter (1933 – 2020)
Alan Metter, diretor de comédias que marcaram a cultura pop da década de 1980, morreu em 7 de junho, aos 77 anos. A informação só veio à tona agora, pela New York Film Academy, onde ele lecionou. Detalhes sobre a causa da morte não foram fornecidos. Metter se formou em Filosofia na Universidade do Arizona, em 1965, mas foi logo atraído pela música. Nos seus primeiros dias como diretor, ele assinou vídeos musicais (que na época não eram chamados de videoclipes) para George Harrison e Oliva Newton-John – e até um documentário sobre os bastidores de “Xanadu” (1980), musical estrelado por Newton-John. Sua ligação com a música também se manifestou em sua estreia em longa-metragem, como diretor de “Dançando na TV” (1985). O título original do filme era “Girls Just Want to Have Fun”, nome de um dos maiores hits da época, cantado por Cyndi Lauper. Ela própria aparecia no filme, que girava em torno de um concurso de danças televisivo. O elenco ainda incluía Sarah Jessica Parker (13 anos antes de “Sex and the City”) e Helen Hunt (7 anos antes de “Mad About You”). Em seguida, ele dirigiu seus maiores sucessos, “De Volta às Aulas” (1986), com Rodney Dangerfield, e “Mudança do Barulho” (1988), com Richard Pryor. Os dois longas foram campeões de locação na era dos VHS. Mas a carreira desandou nos anos 1990, com “Enterrando o Cachorro da Sogra!” (1990) e “Loucademia de Polícia 7: Missão Moscou” (1994), fracasso que encerrou a longeva franquia. Daí para frente, foram só produções feitas para a TV ou lançamentos direto em vídeo, entre eles duas comédias com as gêmeas Mary-Kate e Ashley Olsen, “Como Arranjar uma Namorada para o Papai” (1998) e “Passaporte para Paris” (1999). Ele se aposentou no início dos anos 2000 e se mudou para a Flórida.












