Comunidades de fãs rejeitam a criadora de Harry Potter após manifestações transfóbicas
Os sites da MuggleNet e The Leaky Cauldron, duas das maiores e mais bem estabelecidas comunidades de fãs de “Harry Potter”, divulgaram um comunicado conjunto em apoio a pessoas trans e rejeitando os comentários transfóbicos feitos e reiterados desde junho por JK Rowling, a própria criadora de “Harry Potter”. “Embora seja difícil falar contra alguém cujo trabalho há tanto tempo admiramos, seria errado não usar nossas plataformas para combater os danos que ela causou”, diz o comunicado. “Nossa postura é firme: mulheres trans são mulheres. Homens transgêneros são homens. Pessoas não binárias são não binárias. As pessoas intersexuais existem e não devem ser forçadas a viver no binário. Permanecemos com os fãs de Harry Potter nessas comunidades e, embora não toleremos os ataques que JKR recebeu por expor suas opiniões sobre pessoas trans, devemos rejeitar suas crenças”, diz o comunicado. Além da manifestação pública, os dois sites tomaram a decisão de deixar de incluir links para o site particular de Rowling, parar de divulgar seus posts, acompanhar sua vida pessoal e até mesmo qualquer trabalho da escritora que não seja relacionado a Harry Potter. Para completar, os sites anunciaram que vão passar a se referir à escritora como #JKR no futuro, para impedir que postagens sobre Rowling sejam exibidas em seus feeds de mídia social.
Jennifer Grey e Clark Gregg encerram casamento de 19 anos
A atriz Jennifer Grey, até hoje lembrada por “Dirty Dancing – Ritmo Quente” (1987), e o ator Clark Gregg, o agente Coulson dos filmes da Marvel e da série “Agents of SHIELD”, oficializaram seu divórcio, após 19 anos casados. Os dois já tinham se separado em janeiro e estavam passando a quarentena em locais diferentes. A decisão foi anunciada simultaneamente pelos dois no Instagram, na noite de sexta (3/7). Ambos postaram uma foto em que aparecem juntos e sorrindo, ao mesmo tempo em que revelaram estar “chorando” muito ao assumir o fim do casamento. “Depois de 19 anos juntos, nos separamos em janeiro, sabendo que sempre seríamos uma família que se ama, valoriza e se importa”, diz o texto, assinado em conjunto pelo casal. “Recentemente, tomamos a difícil decisão de nos divorciar, mas permanecemos próximos e profundamente agradecidos pela vida que compartilhamos e pela maravilhosa filha que criamos”. Eles têm uma filha de 18 anos, Stella Frances Gregg, que já apareceu num episódio de “Agents of SHIELD” e num filme escrito, dirigido e estrelado pelo pai, “Trust Me” (2013). Ver essa foto no Instagram after 19 years together, we separated in january, knowing we’d always be a family who loves, values and cares for each other. we recently made the difficult decision to divorce, but we remain close and are deeply grateful for the life we’ve shared and the wonderful daughter we’ve raised. – jennifer & clark p.s. totally crying as we post this Uma publicação compartilhada por Jennifer Grey (@jennifer_grey) em 3 de Jul, 2020 às 10:33 PDT Ver essa foto no Instagram After 19 years together, we separated in January, knowing we’d always be a family who loves, values and cares for each other. We recently made the difficult decision to divorce, but we remain close and are deeply grateful for the life we’ve shared and the wonderful daughter we’ve raised. – Jennifer and Clark P.S. Totally crying as we post this. Uma publicação compartilhada por Clark Gregg (@clarkgregg) em 3 de Jul, 2020 às 10:33 PDT
The Last of Us: Part 2 bate recordes de venda e expõe vexame dos robôs extremistas
O sucesso sem precedentes do game “The Last of Us: Part 2” encerra de vez a discussão sobre a capacidade dos nerds da extrema direita de mobilizar qualquer boicote cultural. Eles já atacaram os filmes “Pantera Negra” (herói negro), “Capitã Marvel” (heroína feminina) e a nova trilogia “Star Wars” (falta de homens brancos heroicos), que se tornaram fenômenos de bilheteria. Agora, miraram em seu primeiro game, bombardeando sites como Metacritic e IMDb com preconceito e notas baixas para tentar impedir o sucesso do jogo. Com mais de 100 mil comentários (a maioria negativos), “The Last of Us: Part 2” virou o produto mais comentado do Metacritic em todos os tempos. A se acreditar nessas resenhas, o jogo deve ter sido o maior fracasso de todos os tempos… Mas, graças a essa mobilização sem precedentes, os extremistas conseguiram apenas demonstrar o que não queriam. Barulhentos e armados com robôs para multiplicar suas opiniões, revelaram que, na prática, são muito poucos para fazer qualquer diferença no mundo real. Isto porque “The Last of Us: Part 2” é o maior sucesso de vendas de 2020. Em menos de um mês, o jogo, lançado em 19 de junho passado, já vendeu mais cópias no Reino Unido do que todos os outros títulos do top 10 (dos mais vendidos do ano)… somados. O levantamento foi realizado pela GfK, empresa global que realiza estudos de mercado, e foi divulgado pelo site Games Industry. A continuação da história de Ellie e Joel ficou na frente de jogos como “Fifa 20” (2º), “Ring Fit Adventure” (3º), “Animal Crossing: New Horizons” (4º) e “Mario Kart 8: Deluxe” (5º). Só em seu primeiro fim de semana, “The Last of Us: Part 2” já tinha alcançado a marca de 4 milhões de cópias vendidas. Além disso, quebrou o recorde de estreia para o PlayStation 4. Perdidos no meio da gritaria extremista, alguns fãs verdadeiros realmente lamentaram o destino de um dos protagonistas da franquia. Mas a campanha fraudulenta abafou tanto as reclamações legítimas quanto os elogios rasgados, para fazer prevalecer apenas ataques homofóbicos – os reacionários apelidaram o jogo de “the lesbian of us”, dizendo que ele é fruto de “ideologia de gênero”. Sem cair nesta falsa polêmica, a crítica colocou a nota do game nas alturas, com 94% de aprovação no Metacritic. O jogo é a continuação do premiado “The Last of Us”, de 2013, história de sobrevivência numa espécie de pós-apocalipse zumbi, que liderou diversas listas de melhores games da década, e que recentemente teve sua adaptação para o formato de série anunciada pelo canal pago HBO. A série será escrita e dirigida pelos criadores de “Chernobyl”, o roteirista Craig Mazin e o diretor Johan Renck, que trabalharão na adaptação com o autor do game, Neil Druckmann.
Normal People: Série romântica ganha trailer legendado para estreia no Brasil
A plataforma Starzplay divulgou o trailer legendado de “Normal People”, elogiada série romântica sobre um casal que tem diversos encontros e desencontros desde a adolescência. Produção irlandesa estrelada por Paul Mescal e Daisy Edgar-Jones, “Normal People” se tornou uma das séries mais comentadas do ano após sua estreia pela BBC e pela plataforma Hulu (nos EUA) em abril, atingindo 89% de aprovação no Rotten Tomatoes. A trama é inspirada no livro “Pessoas Normais”, de Sally Rooney, publicado em 2018. A adaptação é assinada pela roteirista Alice Birch, do filme “Lady Macbeth” (2016), que lançou a atriz Florence Pugh e também se tornou um dos mais comentados do ano de seu lançamento. Metade dos episódios é dirigido pelo cineasta irlandês Lenny Abrahamson, indicado ao Oscar por “O Quarto de Jack” (2015). A outra metade ficou a cargo da inglesa Hettie Macdonald, da minissérie “Howards End” (2017) e do famoso episódio “Blink” (2007), vencedor do Hugo Award e um dos melhores de “Doctor Who”. Com 12 episódios, a 1ª temporada estreia em 16 de julho na Starzplay. A série já se encontra renovada para sua 2ª temporada.
Earl Cameron (1917 – 2020)
O ator Earl Cameron, um dos primeiros e maiores astros negros do cinema britânico, morreu na sexta-feira (3/7) em sua casa em Kenilworth, na Inglaterra, de causas não reveladas. Ele tinha 102 anos. Cameron virou ator por acaso. Imigrante de Barbados, trabalhava como lavador de pratos quando foi visitar um amigo nos bastidores de um musical no West End londrino no final dos anos 1940. Naquele dia, um ator foi demitido e ele acabou aproveitado no ensaio para cantar um refrão. Não só entrou na peça como participou de diversas montagens teatrais, antes de fazer sua estreia bombástica nas telas em 1951, escalado pelo célebre diretor Basil Dearden como um marinheiro recém-chegado de navio em Londres, no clássico noir “Beco do Crime”. Naquele filme, o personagem de Cameron se envolvia com uma garota branca (Susan Shaw), num contexto de racismo e crime que entrou para a História. Foi o primeiro romance interracial produzido pelo cinema britânico. Apesar desse começo impactante, ele foi relegado a papéis menores nos longas seguintes, atuando geralmente em produções passadas na África, ainda no período colonial britânico, como “Simba” (1955), “Odongo” (1956), “A Morte Espreita na Floresta” (1956), “A Marca do Gavião” (1957) e até na série “O Caçador Branco” (1957). Só foi voltar à Londres urbana em novo filme de Dearden, o clássico “Safira, a Mulher Sem Alma” (1959), noir excepcional, vencedor do BAFTA de Melhor Filme Britânico, que se passava nos clubes noturnos de jazz da capital inglesa e novamente revisitava as relações interracionais e o racismo contra imigrantes caribenhos. Desde vez, ele interpretou um médico, irmão da personagem-título. Era o assassinato de sua irmã, confundida com uma mulher branca pela polícia, que dava início à trama, apresentada como uma investigação de crime racial. Após outras aventuras coloniais, inclusive um Tarzan – foi parceiro do herói em “Tarzan, o Magnífico” (1960) – , ele estrelou seu terceiro drama racial, “Lá Fora Ruge o Ódio” (1961), mais uma vez numa relação com uma mulher branca. Dirigido por Roy Ward Baker, o drama trazia o ator como o operário-modelo de uma fábrica, que era selecionado para receber uma promoção, despertando grande ressentimento entre seus colegas brancos. Cameron fez outro Tarzan – “Os Três Desafios de Tarzan” (1963) – e sua maior produção colonial, “Os Rifles de Batasi” (1964), de John Guillermin, antes de virar um agente secreto aliado de James Bond em “007 Contra a Chantagem Atômica” (1965). Ele também participou de “Dezembro Ardente” (1973), romance estrelado e dirigido por Sidney Poitier em Londres, integrou a produção libanesa “Maomé – O Mensageiro de Alá” (1976), ao lado de Anthony Quinn, e voltou a contracenar com o intérprete de 007, Sean Connery, em “Cuba” (1979). Mas aos poucos tomou o rumo da TV, onde apareceu em dezenas de produções, inclusive nas célebres séries “Doctor Who” e “O Prisioneiro”, antes de dar uma pausa de 15 anos nas telas. Retornou apenas na década de 1990 para dar continuidade à longa filmografia. Entre seus trabalhos mais recentes estão o thriller “A Intérprete” (2005), de Sydney Pollack, estrelado por Nicole Kidman, o premiado “A Rainha” (2006), de Stephen Frears, que consagrou Helen Mirren, e “A Origem” (2010), de Christopher Nolan, com Leonardo DiCaprio.
Super-heróis da TV adotam máscaras contra covid-19 em campanha de conscientização
A Warner Bros. Television (WBTV) divulgou nas redes sociais uma coleção de imagens com os heróis das séries da rede The CW usando máscaras de proteção contra a covid-19. “Algumas máscaras ocultam identidades. Algumas máscaras salvam vidas. Se você precisa sair, seja um super-herói. Por favor, use uma máscara para sua segurança e saúde de outras pessoas”, diz o texto que acompanha as imagens. Os heróis que serviram de modelo para a campanha de conscientização são Flash, Supergirl, Arqueiro Verde, Raio Negro e Stargirl. Esta última, caçula da turma, é a única que (ainda) não faz parte oficial do Arrowverso. Curiosamente, ficaram de fora Batwoman, que está em processo de escalar uma nova protagonista, e os personagens de “Legends of Tomorrow”. Confira abaixo. Ver essa foto no Instagram Some masks hide identities. Some masks save lives. If you must go out, be a superhero. Please wear a mask, for your safety and the health of others. #ShowUsYourMask #ShowUsYourSuperMask #ConnectedTogether #TBT Uma publicação compartilhada por Warner Bros TV (@warnerbrostv) em 2 de Jul, 2020 às 2:29 PDT
Jason, de Sexta-Feira 13, faz campanha pelo uso de máscaras em Nova York
O estado de Nova York, nos EUA, lançou uma campanha criativa e inusitada para incentivar as pessoas a usarem máscaras como proteção contra a pandemia de covid-19. Para isso, escalou um garoto-propaganda famoso, conhecido por sempre usar máscara. Ninguém menos que Jason Voorhees, o serial killer da franquia “Sexta-Feira 13”. O vídeo mostra Jason andando pelo metrô e pelas ruas de Nova York, com o macacão e a máscara de hockey icônicas da franquia. “Não é fácil. A máscara pode nos fazer as pessoas se sentirem desconfortáveis”, ele explica, enquanto o vídeo revela o terror dos pedestres em seu caminho. Por outro lado, Jason também não consegue pegar um táxi, já que todos se assustam, levando-o a desabar: “Gostaria que todos pudessem me ver da maneira que eu sou… Por trás da máscara eu sou apenas um cara normal”. No final, uma menina se aproxima e lhe oferece uma máscara de pano. O vídeo termina com um um aviso: “Usar uma máscara pode ser assustador. Não usar pode ser mortal. Usem máscaras”. Para fãs da franquia de terror, vale lembrar que esta não é a primeira vez que Jason passeia por Manhattan. Ele já assustou os moradores locais em 1989, no filme “Sexta-Feira 13 – Parte 8: Jason Ataca Nova York”.
Paris Jackson desperta ódio ao ser escalada como Jesus em filme indie
Paris Jackson, a filha do cantor Michael Jackson, virou alvo de uma campanha de ódio após ser escalada para viver Jesus Cristo no longa independente “Habit”. Uma petição no site Change.org reuniu mais de 300 mil assinaturas contra a produção do filme, descrito como “lixo cristofóbico”. “Um novo filme blasfemo de Hollywood, que tem previsão de ser lançado em breve, descreve Jesus como uma mulher lésbica”, diz o texto do abaixo-assinado. “O filme ‘Hábit’ é estrelado por Paris Jackson, que interpreta o papel de ‘Jesus lésbico'”, reforça o protesto. Além dessa petição, uma campanha da organização One Million Moms – que “se opõe à imoralidade, violência, vulgaridade e palavrões da mídia de entretenimento” – juntou outros 76 mil ao protesto contra “o sacrilégio”. Além de Jackson, o filme traz no elenco a ex-Disney Bella Thorne e o ator-roqueiro Gavin Rossdale (cantor da antiga banda Bush). O release da produção explica que “Habit” gira em torno de “uma garota de rua esperta e festeira com um fetiche em Jesus (que) se envolve em um negócio violento de drogas e encontra uma saída possível, disfarçando-se como uma freira”. Não há nenhuma informação oficial da produção a respeito da sexualidade da personagem de Jackson, nem pistas de como as campanhas tiveram acesso a essa informação. Até então, tudo o que se sabia de “Habit” era devido a fotos das filmagens, em que Bella Thorne aparecia como freira. Elas chamaram atenção da mídia, porque pouco antes a atriz tinha vencido um prêmio por sua estreia como diretora de filmes pornôs. “Habit” foi escrito pela atriz Suki Kaiser (que virou roteirista em “Van Helsing”) e dirigido pela também atriz Janell Shirtcliff, em sua estreia na função. Atualmente em pós-produção, ainda não tem previsão de estreia. Mas já conta com campanha publicitária em vários sites – como Change.org e Onemillionmoms.com.
Funimation: Serviço de streaming de animes chega ao Brasil nos próximos meses
A Funimation anunciou que vai lançar seu streaming no Brasil e no México ainda em 2020. A novidade, anunciada durante o evento FunimationCon 2020 e compartilhada no Twitter (veja abaixo), revelou que o serviço vai disponibilizar animes dublados e legendados nos dois países. A empresa existe desde os anos 1990 e se consolidou como o maior distribuidor de anime da América do Norte – é responsável, por exemplo, pelo sucesso da franquia “Dragon Ball” em inglês. A plataforma de streaming FunimationNow foi lançada em 2016. E, um ano depois, a Sony comprou a companhia. Nos EUA, o serviço é conhecido por reunir diversas séries clássicas, como “Dragon Ball Z”, “One Piece”, “Cowboy Bebop” e “Naruto”, com lançamentos recentíssimos de anime. “O anime é especial porque fala igualmente com pessoas de diferentes culturas, regiões e idiomas ao redor do mundo”, disse Colin Decker, CEO da Funimation, em comunicado. “O público da América Latina está entre os mais apaixonados do mundo e clama por mais. Expandir a Funimation para o México e o Brasil é o próximo passo natural para servirmos esses fãs e ampliarmos nossas marcas.” A distribuidora comunicou que oferecerá séries legendadas e dubladas em espanhol e português. O lançamento deve acontecer entre setembro e dezembro no Brasil, mas ainda não estão definidos os títulos que serão disponibilizados – direitos de distribuição variam de país para país. Por enquanto, a Funimation garantiu a inclusão de pelo menos uma série recente, “Tokyo Ghoul:re”. As próximas informações serão divulgadas nas redes sociais. O endereço Funimation Brasil já está funcionando no Twitter, no Facebook e no Instagram. Veja o teaser de “Tokyo Ghoul:re” abaixo, já com dublagem em espanhol. Se acabo la espera. 👀 Funimation streaming is coming to Mexico🇲🇽 and Brazil!🇧🇷 #SiempreMásAnime #FunimationCon Read on: https://t.co/TD25IP9tu2 pic.twitter.com/O7ivT0KX2E — Funimation (@FUNimation) July 3, 2020
Comédia clássica Feitiço do Tempo pode virar série
Considerado um dos melhores filmes de Bill Murray e do diretor Harold Ramis, “Feitiço do Tempo” pode virar série. A revelação foi feita por Stephen Tobolowsky, que viveu o incômodo Ned Ryerson no longa de 1993. Durante um podcast, ele contou ter encontrado um produtor da Sony Pictures, durante participação numa série, que lhe convidou a retomar ao papel. “Eu estava trabalhando em ‘The Goldbergs’ ou ‘Schooled’, uma dessas séries, e um dos [produtores] me viu e disse ‘Stephen! Stephen! Estamos trabalhando em uma série de ‘Feitiço do Tempo’. Você poderia ser o Ned na TV?’” contou o ator para o podcast Production Meeting. “E eu respondei ‘sim, sem problemas’… Mas se passaram 30 anos para o Ned. O que aconteceu na vida dele?”. Curiosamente, o ator já voltou ao papel de Ned neste ano. Ele apareceu num comercial de carro durante o Super Bowl, em que reencontrava Bill Murray em novo loop temporal. Lançado em 1993, o filme escrito e dirigido por Harold Ramis se tornou um dos mais influentes de todos os tempos, inspirando dezenas de produções de diferentes gêneros a adotarem tramas de loop temporal. Na história, Bill Murray vivia o jornalista Phil, que faz à contragosto a cobertura do Dia da Marmota em Punxsutawney, Pensilvânia – uma festa tradicional, ligada a uma superstição sobre a duração do inverno. Ao dormir e acordar no hotel local, ele percebe que as situações do dia anterior começam a se repetir. O principal sinal era justamente a aparição de Ned, que insistia em cumprimentá-lo, sempre do mesmo jeito. Logo, Phil descobre que está preso numa repetição infinita do Dia da Marmota e não consegue sair mais da cidade. Só o que lhe resta é decidir como vai viver o mesmo dia todos os dias, optando pelas mais diferentes formas, até encontrar um final feliz de comédia romântica. Veja abaixo o trailer do filme original.
Nova série animada de Star Trek ganha pôster e data de estreia
A plataforma CBS All Access divulgou o primeiro pôster da série animada “Star Trek: Lower Decks”, que revela a data de estreia da 1ª temporada. Veja abaixo. Criada por Mike McMahan, roteirista de “Rick and Morty”, a atração vai explorar a vida dos oficiais menos importantes da Federação, que realizam trabalhos sem glamour nas espaçonaves menos prestigiadas da saga. “Lower Decks” será a segunda série animada da história de “Star Trek”. A primeira, “Jornada nas Estrelas: A Série Animada” foi ao ar entre 1973 e 1974 e era escrita por alguns dos roteiristas da série original dos anos 1960, além de trazer o elenco clássico em sua dublagem. Desta vez, porém, o tom é completamente diferente, enfatizando o humor. Com isso, a produção também será a primeira comédia oficial do universo trekker. A série tira seu título de um dos episódios mais elogiados de “Star Trek: A Nova Geração”. “Lower Decks” foi ao ar na 7ª temporada da série e mostrou uma missão da nave Enterprise pelos olhos dos oficiais em treinamento, todos buscando uma promoção. A premissa agradou tanto que foram encomendadas, de cara, duas temporadas da série. “Star Trek: Lower Decks” vai se juntar a “Star Trek: Discovery”, “Short Treks” e “Star Trek: Picard” na programação da CBS All Access – e há mais duas produções em desenvolvimento derivadas desse universo em constante expansão. Com 10 episódios, a 1ª temporada estreia em 6 de agosto nos EUA. A CBS All Access ainda não está disponível no Brasil, mas suas séries têm chegado ao país pela Netflix e Amazon.
Sítio do Picapau Amarelo vai virar filme
Depois de várias séries, o “Sítio do Picapau Amarelo” vai ganhar um filme em live-action. A produção vai se chamar “De Volta ao Sítio do Picapau Amarelo” e contará uma história inédita envolvendo os personagens de Monteiro Lobato, como a boneca de pano Emília, Narizinho e Pedrinho, interpretados por novos atores. A expectativa é que as filmagens comecem em 2021, com direção de Fabrício Bittar (“Bugados”), que também assina o roteiro ao lado do escritor infantil Jim Anotsu. Mesmo sem ter nenhuma cena filmada, a produtora Clube Filmes (“Exterminadores do Além contra a Loira do Banheiro”) já divulgou o primeiro pôster do longa, que supostamente traz alguns easter eggs da nova aventura. Confira abaixo.
Versão definitiva de Apocalypse Now é o principal lançamento digital da semana
A principal novidade online do fim de semana é a “versão definitiva” de um dos filmes mais reverenciados da história do cinema. “Apocalypse Now: Final Cut” é a terceira edição oficial do clássico de guerra de Francis Ford Coppola – sem contar a “cópia de trabalho” que venceu o Festival de Cannes – , remontada pelo próprio diretor, e chega ao streaming após inaugurar o Belas Artes Drive-In Confira abaixo mais detalhes deste e de outros lançamentos digitais inéditos nas salas de cinema, que chegam aos serviços de VOD (locadoras online) e streaming neste fim de semana. A curadoria não inclui títulos clássicos (são muitos e com alta rotatividade) e produções de baixa qualidade que, em outros tempos, sairiam diretamente em vídeo. Apocalypse Now: Final Cut | EUA | 1979-2018 Depois do sucesso da exibição do filme de Francis Ford Coppola no Belas Artes Drive-In, a plataforma de streaming do cinema disponibiliza a nova versão estendida do cult de 1979 junto com dois documentários sobre seus bastidores: “Apocalipse de um Cineasta” (1991) e “Dutch Angle: Fotografando Apocalypse Now” (2019). Com 3 horas de duração, o filme em si é uma versão maior que a exibida nos cinemas em 1979 – mas menor que a disponibilizada em DVD (“Apocalypse Now: Redux”) – e conta com imagem e som remasterizados. A première deste “Final Cut” aconteceu no Festival de Tribeca, em Nova York, em abril de 2018. Disponível no Belas Artes à La Carte. Feito em Casa | EUA | 2020 Antologia de curtas realizados durante a quarentena por uma equipe seleta – e impressionante – de 17 cineastas de várias regiões do mundo. Cada curta tem de cinco a sete minutos e uma das curiosidades da produção é a primeira parceria entre o diretor chileno Pablo Larrain (“Neruda”) e a atriz americana Kristen Stewart (“As Panteras”), que a seguir trabalharão juntos em “Spencer”, cinebiografia da princesa Diana. Larrain é o produtor do projeto e ele encomendou um dos curtas a Stewart, que assina seu segundo trabalho no formato, após estrear como curtametragista em “Come Swim”, de 2017. Os demais diretores são o italiano Paolo Sorrentino (“A Grande Beleza”), a japonesa Naomi Kawase (“Esplendor”), o malinês Ladj Ly (“Os Miseráveis”), o casal libanês Nadine Labaki e Khaled Mouzanar (“Cafarnaum”), a zambiana Rungano Nyoni (“Eu Não Sou uma Bruxa”), a mexicana Natalia Beristáin (“No Quiero Dormir Sola”), o alemão Sebastian Schipper (“Victoria”), o chinês Johnny Ma (“Viver para Cantar”), as britânicas Gurinder Chadha (“A Música da Minha Vida”), de origem indiana, e Ana Lily Amirpour (“Garota Sombria Caminha pela Noite”), de origem iraniana, a atriz americana Maggie Gyllenhaal (“The Deuce”), a diretora de fotografia Rachel Morrison (“Pantera Negra”), o americano filho de brasileiros Antonio Campos (“Simon Assassino”), o chileno Sebastián Lelio (“Uma Mulher Fantástica”) e, claro, o próprio Larrain, que descreve a experiência da antologia como um “festival de cinema muito estranho, bonito e único”. Disponível na Netflix. Adú | Espanha | 2020 Três jornadas, que se entrecruzam de forma dramática, ilustram diferentes lados de uma história sobre imigrantes ilegais africanos que tentam chegar na Europa. A produção da Paramount, dirigida por Salvador Calvo (“Os Últimos das Filipinas”), foi feita para o cinema, mas acabou adquirida pela Netflix para distribuição internacional. Disponível na Netflix. Desperados | EUA | 2020 A comédia escrita, dirigida e estrelada por mulheres gira em torno de uma neurótica (Nasim Pedrad, de “Aladdin”) que encontra o “date perfeito” (Robbie Amell), mas pira quando ele fica cinco dias sem retornar suas ligações. Após enviar um email cheio de insultos, ela descobre que ele sofreu um acidente, está no hospital e a ama. Desesperada por conta das mensagens, a neurótica traça um plano com suas duas melhores amigas (Anna Camp e Sarah Burns) para pegar o celular dele antes que ele tenha alta. O detalhe é que o celular está no México. Ao chegar no hotel, ela se depara com outro ex-date (Lamorne Morris), que logo é envolvido no esquema frenético. A direção de LP (Lauren Palmigiano), que já fez muitas sitcoms, opta por um tom histérico similar às comédias brasileiras. Há quem goste. Disponível na Netflix. Lemedel | Chile | 2019 O documentário, premiado no Festival de Berlim com o Teddy de Melhor Filme LGBTQIA+, aborda a vida do escritor, artista visual e pioneiro do movimento Queer na América Latina Pedro Lemebel, que abalou as estruturas da sociedade conservadora do Chile durante a ditadura de Augusto Pinochet, nos anos 1980. Disponível em iTunes, Google Play, Now, Vivo Play e YouTube Filmes. Atleta A | EUA | 2020 O documentário relata a polêmica que se abateu sobre a ginástica olímpica dos EUA com o surgimento de denúncias de abuso sexual do médico da seleção feminina, acobertadas pela federação esportiva. Dirigido pelos cineastas Bonni Cohen e Jon Shenk (de “Uma Verdade Mais Inconveniente”), o filme se aprofunda nas denúncias devastadoras das atletas, acompanhando o trabalho dos repórteres do pequeno jornal americano IndyStar, responsáveis pela revelação da cultura de abusos a que eram submetidas as estrelas da elite olímpica americana, até o julgamento do caso, que aconteceu em 2018 e levou à renúncia de todo o comitê olímpico de ginástica feminina dos EUA. Disponível na Netflix. Bryan Stevenson: Luta Por Igualdade | EUA | 2020 Documentário sobre o advogado que inspirou o filme “Luta por Justiça” (2019), e que foi vivido por Michael B. Jordan no cinema. A produção da HBO também debate as origens da injustiça racial e como ela evoluiu até os dias de hoje. De acordo com Stevenson, o sistema de justiça criminal “te trata melhor se você é rico e culpado do que se você é pobre e inocente”. Disponível na HBO Go.











