Ancine culpa burocracia por falta de dinheiro
A Justiça Federal negou o pedido do Ministério Publico Federal (MPF) para que a Ancine fosse obrigada a concluir todos os processos administrativos referentes aos editais dos anos de 2016, 2017 e 2018 em até 90 dias. Segundo uma ação movida contra a agência pelo procurador Sérgio Suiama, 782 projetos que foram lançados com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) estão parados. O inquérito do MPF foi aberto em julho de 2020, após a exoneração do coordenador de gestão de negócios da Ancine, supostamente por ele ter se negado a cumprir ordem de paralisação de processos financiados com recursos do FSA. O servidor e outras seis testemunhos foram ouvidas e confirmaram a ordem. Na ocasião, o MPF apurou que existia uma orientação para que apenas projetos com liminares judiciais pudessem tramitar. Mas o juiz Vigdor Teitel, da 11ª Vara Federal do Rio de Janeiro, aceitou explicação da Ancine de a culpa é da burocracia e não da má vontade. Segundo a Ancine, há um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) sendo elaborado e que há trâmites ainda a serem cumpridos. Apesar dessa decisão, já há, na Justiça Federal do Rio, ao menos 194 mandados de segurança impetrados contra a Ancine, em razão da demora na análise de projetos audiovisuais. Ao todo, apenas 24 projetos foram encaminhados em 2020. Mas vale ressaltar que são projetos que tiveram edital aprovado até 2018. Nenhum edital foi lançado relativo aos anos de 2019 e 2020, quando a arrecadação das taxas que financiam o FSA – Condecine e Fistel – continuaram a ser cobradas normalmente. O juiz da 11ª Vara Federal do Rio pediu que o procurador que abriu processo contra os dirigentes da Ancine por improbidade administrativa forneça mais informações sobre o caso no prazo de 15 dias. Não faltam informações. Usando a burocracia como desculpa, a Ancine represou toda a arrecadação do FSA, sem cumprir várias determinações, e ainda se aproveitou do inevitável colapso da produção cinematográfica brasileira que isso tende a causar para encaminhar uma proposta visando eliminar a exigência de cotas para a exibição de filmes e séries nacionais em 2021. Não haveria produção nacional suficiente, porque não houve liberação de verbas para que isso acontecesse, de modo que, na avaliação dos responsáveis pelo represamento, as cotas não poderiam ser cumpridas. Trata-se de um exemplo perfeito de como politizar a burocracia em nome de um projeto ideológico de destruição cultural. Vale lembrar que o então ministro Osmar Terra assumiu explicitamente os planos do governo Bolsonaro para acabar com as cotas num discurso de agosto de 2019. Como a Ancine tem represado a liberação de verbas sem sofrer pressão judicial, o mesmo problema começou também a ser constatado em relação à aprovação de projetos pela Lei de Incentivo Fiscal, a antiga Lei Rouanet. Segundo informou o jornal folha de S. Paulo na quinta (17/12), há mais de 200 projetos incentivados parados no gabinete do secretário André Porciúncula, só à espera de sua assinatura para que possam receber as verbas acertadas com a iniciativa privada e serem executados. Mas o prazo está se esgotando – vai até 30 de dezembro.
Duas atrizes que acusam Marcius Melhem de assédio prestam depoimento na Justiça
Duas atrizes que acusam o humorista Marcius Melhem de assedia-las sexualmente prestaram depoimento à Ouvidoria das Mulheres no Conselho Nacional do Ministério Público nesta terça-feira (22/12). Segundo a coluna de Monica Bergamo do jornal Folha de S. Paulo, elas foram ouvidas pela promotora Gabriela Manssur sobre as denúncias de crimes sexuais feitas contra o ex-diretor do núcleo de humor da TV Globo. As notícias sobre os supostos assédios vieram à tona em dezembro passado. Mais recentemente, em outubro, após a Globo encerrar o contrato com o humorista, a advogada Mayra Cotta, representante de seis mulheres que se dizem vítimas de Melhem, acusou o ator frontalmente na coluna da Folha. “Melhem atuou de forma violenta com várias atrizes”, afirmou a advogada na ocasião. Após este episódio, a revista Piauí publicou uma reportagem detalhando vários abusos que Melhem teria cometido durante o período em que foi chefe do Humor da Globo, citando, entre outras, duas situações explícitas de assédio contra a humorista Dani Calabresa. O ator nega as acusações, divulgou algumas mensagens trocadas com a atriz Dani Calabresa, que contrariam a narrativa da revista, e deu entrada numa interpelação judicial para a atriz confirmar ou negar o conteúdo da reportagem. A ação foi o primeiro passo para deflagrar um processo por danos morais. Ele também entrou na justiça contra a advogada Mayra Cotta, que até então não tinha levado a queixa de assédio além do debate na mídia. “Não existe uma advogada que só fala na TV, no jornal, na internet. Nós já entramos com uma representação contra ela e interpelamos a Dani para que ela confirme ou negue o teor da reportagem da Piauí, que nós dois sabemos que não é verdade”, disse Melhem no fim de semana, em entrevista a Roberto Cabrini no programa “Domingo Espetacular”, reforçando que quer o caso na Justiça. “Eu sou o único acusado que está pedindo pra ser réu”.
Trailer de documentário mostra altos e baixos da vida de Tiger Woods
A HBO divulgou o pôster e o trailer de “Tiger”, documentário sobre a vida e carreira do famoso jogador de golfe Tiger Woods, que será exibido em duas partes. O documentário vai abordar a infância de Tiger Woods, com direito à previsão de seu pai, Earl Woods, de que o filho iria “transcender o esporte”, sua ascensão fulminante à condição de maior jogador do golfe, mas também sua queda, com escândalos de sexo e vício, até terminar com sua volta por cima, após passar por desintoxicação, retornar ao circuito e atingir novas conquistas. Por curiosidade, os próprios bastidores da produção foram acompanhados por certa dose de polêmica, pelo fato de “Tiger” ser um projeto de homens brancos sobre um esportista negro. São dois diretores, ambos brancos, e um produtor branco bastante famoso, acompanhando a equipe branca da HBO. A série é dirigida por Matthew Heineman (“Uma Guerra Pessoal”) e Matthew Hamachek (editor de “A Guerra dos Consoles”), além de contar com produção do célebre documentarista Alex Gibney (vencedor do Oscar por “Um Táxi para a Escuridão”) e da equipe da HBO Esportes. A Parte I estreia em 10 de janeiro (21h ET), seguida pela Parte II em 17 de janeiro, nos EUA.
Carro Rei: Filme brasileiro é selecionado pelo Festival de Roterdã
“Carro Rei”, da diretora Renata Pinheiro (“Amor, Plástico e Barulho”), foi selecionado para a mostra competitiva do Festival de Roterdã, onde fará sua premiére mundial. O filme brasileiro combina fantasia e realismo para contar a história de Uno (o novato Luciano Pedro Jr), que tem esse nome em referência ao carro em que nasceu, a caminho da maternidade. O automóvel é considerado como um melhor amigo pelo jovem, e quando uma nova lei proíbe a circulação de carros antigos, Uno busca uma solução com seu tio, um mecânico com ideias mirabolantes, vivido por Matheus Nachtergaele (“Trinta”). Juntos, os dois transformam o antigo automóvel no Carro Rei, que interage com humanos, comunicando-se e demonstrando sentimentos. O Festival de Roterdã de 2021 vai acontecer entre os dias 1º a 7 de fevereiro, com abertura da comédia dinamarquesa “Riders of Justice”, estrelada por Mads Mikkelsen (“Hannibal”). Veja abaixo uma cena de “Carro Rei” divulgada no YouTube do festival holandês.
His Dark Materials é renovada para 3ª e última temporada
A HBO e a BBC anunciaram nesta terça (22/12) a renovação de “His Dark Materials” para sua 3ª e última temporada. Com isso, a produção conclui a adaptação completa da trilogia literária do escritor Philip Pullman, conhecida no Brasil como “Fronteiras do Universo”. A 3ª temporada será baseada na história de “A Luneta Âmbar” (2000), último livro da saga, que conclui as aventuras da menina Lyra Belacqua por universos paralelos, numa guerra celestial envolvendo ciência, bruxaria e ursos-polares. A versão televisiva é estrelada pela atriz Dafne Keen, a jovem revelação de “Logan”, no papel da protagonista Lyra. O ótimo elenco também inclui Ruth Wilson (“The Affair”), Lin-Manuel Miranda (“O Retorno de Mary Poppins”), Georgina Campbell (“Krypton”), Ruta Gedmintas (“The Stain”), Anne-Marie Duff (“As Sufragistas”), Andrew Scott (“Fleabag”) e Clarke Peters (“Três Anúncios para um Crime”), além de Amir Wilson (“O Jardim Secreto”) como Will Parry, jovem cujo destino começou a se entrelaçar com o de Lyra na 2ª temporada. Os próximos episódios também devem trazer de volta James McAvoy (“X-Men: Apocalipse”), que teve sua participação cortada devido à pandemia de coronavírus, após uma 2ª temporada menor que o previsto. “Trazer o trabalho épico, intrincado e culturalmente ressonante de Phillip Pullman para a televisão foi um tremendo privilégio”, disse Francesca Orsi, vice-presidente executiva de programação da HBO, em comunicado. “Agradecemos aos nossos incríveis parceiros da BBC e a toda a equipe da produtora Bad Wolf, liderada pela infatigável Jane Tranter, por seu trabalho excepcional nas duas primeiras temporadas. Estamos ansiosos para completar a trilogia com este capítulo final na jornada de Lyra. ” A produção da 3ª temporada vai começar no início de 2021 em Cardiff, no País de Gales, e ainda não tem previsão de estreia.
Aliens confundem Zooey Deschanel com Katy Perry em novo clipe
A cantora Katy Perry lançou o clipe de “Not the End of the World”, mais uma música extraída de seu recente álbum “Smile”, que destaca a participação da atriz (e também cantora) Zooey Deschanel (a “New Girl”). O vídeo brinca com a semelhança entre as duas, ao mostrar Zooey abduzida por alienígenas, que acreditam estar salvando Katy Perry do fim do mundo. Os alienígenas pintados de azul – com visual de filme trash dos anos 1960 – não aceitam que cometeram um engano e chegam a vestir Zooey com perucas e apetrechos da cantora. Mas, a bordo do disco voador prateado, a atriz descobre o que vai causar o apocalipse: a internet. E ao puxar o plugue que desliga todas as conexões online, acaba salvando o planeta. Ao final, ela comemora dando um show para os aliens completamente transformada em Katy Perry.
Festival de Brasília premia documentário de Roraima
A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec) anunciou os vencedores do 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O prêmio de Melhor Filme foi para “Por Onde Anda Makunaíma?”, de Rodrigo Séllos. Primeira produção de Roraima a participar da competição, o documentário entrelaça as figuras de Macunaíma, personagem literário de Mario de Andrade, e de Makunaima, mito consolidado entre indígenas, para resgatar a história e denunciar o risco de extinção dos povos originários do Brasil. Sua vitória também ressalta o predomínio de documentários na programação. Dos seis filmes em competição, cinco eram documentários. Sintomaticamente, o prêmio do Júri Popular (o Prêmio do Público) elegeu a única ficção selecionada para a competição: “Longe do Paraíso”, do baiano Orlando Senna. Pela falta de concorrentes de ficção, não houve premiações para categorias de atuações, além de reconhecimentos em diversas áreas técnicas. O festival, que geralmente distribui 12 troféus Candangos (do júri) para a competição oficial de longas, este ano ofertou apenas três. Além do prêmio de Melhor Filme, houve ainda um Prêmio Especial para o documentário carioca “Ivan, o TerrirVel”, de Mario Abbade, e o Prêmio Especial de Montagem para Marta Luz, pelo documentário “A Luz de Mário Carneiro”. A disputa de Melhor Curta ainda rendeu um troféu para “República”, segundo trabalho de direção da atriz Grace Passô (“Temporada”), que retrata conflitos éticos e sociais em meio à pandemia de covid-19. Neste ano, em que Brasília completa 60 anos, o festival também ganhou uma categoria para prestigiar a capital. O documentário “Candango: Memórias do Festival”, de Lino Meireles, que conta a história do evento, foi destaque na modalidade pela escolha do júri e do público. A edição deste ano ocorreu de forma virtual, com exibição dos filmes pela televisão, no Canal Brasil, e na plataforma de streaming Canais Globo. A premiação foi transmitida pelo Canal no Youtube da Secec. Ainda de forma atípica, todos os filmes que participaram do festival deste ano foram premiados em dinheiro. A Secec distribuiu o total de R$ 400 mil para 30 obras selecionadas. Na Mostra Oficial, longas receberam R$ 30 mil e os curtas, R$ 15 mil. Já a Mostra Brasília, pagou R$ 15 mil aos longas e R$ 5 mil aos curtas.
Cinemas voltam a fechar em São Paulo
O estado de São Paulo voltou a entrar na “fase vermelha” de combate ao coronavírus, levando a novo fechamento do comércio, cinemas e outras atividades, a princípio de forma escalona e restrita aos fins de semana. A decisão foi anunciada um dia após o filme “Mulher Maravilha 1984” lotar os cinemas brasileiros. Ao todo, o longa da super-heroína levou 482 mil pessoas às salas de exibição, de acordo com um levantamento da Comscore. Foi o filme mais assistido entre quinta-feira e domingo (21/12), arrecadando R$ 8,44 milhões e sendo responsável por atrair 91% do público que foi ao cinema no fim de semana. Essa popularidade, porém, já é um reflexo do abandono do isolamento social pela maioria da população brasileira. Recente pesquisa Datafolha, divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo no sábado (19/12), apontou que o número de pessoas em isolamento no país recuou ao menor nível desde o início da pandemia de coronavírus. Como consequência, o Brasil voltou a registrar na semana passada números superiores a mil mortes por dia de covid-19. Só o estado de São Paulo teve um aumento de 54% nos casos confirmados, com salto, no número de mortes, de 34% no período. Por conta desse aumento desmedido de circulação, as autoridades sanitárias decidiram agir. E “Mulher-Maravilha 1984” não terá um novo fim de semana lotado no estado de São Paulo. O governo estadual anunciou nesta segunda-feira (22/12) que todo o comércio não essencial permanecerá fechado nos próximos dois fins de semana, em que acontecem, respectivamente, o Natal e o Ano Novo. A determinação permite apenas o funcionamento dos serviços essenciais, como farmácias, padarias e mercados. Restaurantes e bares sofrerão restrições, e shoppings, estádios, cinemas, teatros, galerias, academias, atividades culturais em geral e eventos que geram aglomeração ficarão proibidos de funcionar. A exceção da regra é a região de Presidente Prudente, que regrediu para a fase vermelha por tempo indeterminado. Ou seja, por lá tudo ficará fechado inclusive nos dias de semana. Uma nova reclassificação será anunciada no começo de janeiro, mas pode apontar ainda maior recrudescimento. Segundo o secretário-executivo do comitê de contenção do novo coronavírus, João Gabbardo, as restrições ao comércio nos próximos fins de semana são “uma sinalização para a população”. “E essa sinalização pode ser um prenúncio de alguma coisa que pode acontecer mais adiante. Se nós, com esses resultados, não conseguirmos ter uma redução de casos e internações e continuarmos com essa pressão no sistema de saúde, é possível que mais para frente tenhamos que tomar outras medidas”, adiantou.
Estreia de Robin Wright na direção ganha primeiro trailer
A Focus Features divulgou o pôster e o trailer de “Land”, drama que marca a estreia na direção da atriz Robin Wright (“Mulher-Maravilha 1984”). Ela também estrela o longa como uma mulher emocionalmente devastada pela morte de sua família, que decide trocar a cidade grande por uma vida reclusa, numa pequena cabana isolada em meio à floresta nas Montanhas Rochosas. Inexperiente e mal preparado para enfrentar um inverno extremamente rigoroso, a personagem de Wright é levada ao desespero, até que recebe a visita surpresa de um caçador local (Demian Bichir, de “Os Oito Odiados”), que acaba lhe ensinando a sobreviver na região. Selecionado pelo Festival de Sundance, “Land” tem estreia comercial prevista para 12 de fevereiro nos cinemas americanos.
Trailer de Um Príncipe em Nova York 2 resgata papel clássico de Eddie Murphy
A Amazon divulgou o trailer de “Um Príncipe em Nova York 2” (Coming 2 America), sequência da comédia estrelada por Eddie Murphy em 1988. A prévia abre com referências ao “Rei Leão”, ao explorar a coincidência da escalação de James Earl Jones, voz do pai de Simba nos desenhos da Disney, como o pai de Akeem, o príncipe vivido por Murphy. Além disso, o vídeo também lembra que o primeiro “Um Príncipe em Nova York” foi a obra que originou a mania do comediante de interpretar múltiplos personagens simultaneamente. A prática, que no passado rendeu comédias sem graça como “O Professor Aloprado 2: A Familia Klump” (2000) e “Norbit, uma Comédia de Peso” (2008), volta a ser usada de forma exagerada e em dose dupla, com ajuda do ator Arsenio Hall (também com múltiplos papéis). Para quem não lembra, o personagem Akeem, príncipe do reino fictício de Zamunda, decidiu ir a Nova York para encontrar possíveis esposas nos anos 1980. Agora, prestes a virar o rei, descobre que tem um filho que nunca conheceu nos EUA. Honrando o desejo de seu pai (para que prepare seu filho como o príncipe herdeiro), Akeem resolve voltar a Nova York em busca do filho desconhecido. Ele contará novamente com a ajuda de seu fiel parceiro Semmi (Arsenio Hall), mas o elenco está cheio de novidades, como Jermaine Fowler (“Crashing”), Leslie Jones (“Caça-Fantasmas”), Shari Headley (“Goosebumps 2”), Tracy Morgan (“The Last O.G.”), Wesley Snipes (“Os Mercenários 3”), KiKi Layne (“Se a Rua Beale Falasse”) e o rapper Rick Ross como ele mesmo. O roteiro foi escrito por Kenya Barris (criador da série “Black-ish”) e a direção é de Craig Brewer em seu segundo filme seguido com Eddie Murphy, após o sucesso de “Meu Nome é Dolemite” na Netflix no ano passado. O filme será lançado pela Amazon Prime Video em 5 de março, com alguns países recebendo também uma estreia cinematográfica do estúdio original, Paramount Pictures. Veja abaixo o trailer em versões dublada em português e no original sem legendas.
WandaVision ganha novo comercial com estética de séries clássicas
A Disney+ (Disney Plus) divulgou um novo comercial de “WandaVision”, primeira série da Marvel produzida para a plataforma de streaming. O vídeo volta a explorar a estética referencial de séries clássicas que tem caracterizado a divulgação da trama. Vale prestar atenção ainda em como as sequências de sitcom em preto e branco remeterem à série clássica “A Feiticeira” – uma referência reforçada pelo fato de Wanda ser conhecida nos quadrinhos como a Feiticeira Escarlate. Estrelada pelos intérpretes dos personagens Wanda e Visão nos filmes dos Vingadores, Elizabeth Olsen e Paul Bettany, “WandaVision” foi desenvolvida por Jac Schaeffer, a roteirista do vindouro filme solo da “Viúva Negra”. Além disso, seu elenco também traz de volta Kat Dennings e Randall Park a seus papéis do MCU, respectivamente como Darcy Lewis (vista em “Thor” e “Thor: O Mundo Sombrio”) e o agente Jimmy Woo (“Homem-Formiga e a Vespa”). Para completar, Teyonah Parris (da série “Cara Gente Branca”) aparecerá como Monica Rambeau, que foi introduzida ainda criança em “Capitã Marvel” (passado em 1995), e Kathryn Hahn (“Perfeita é a Mãe!”) está escalada como “uma vizinha barulhenta”. Primeira série produzida pela Marvel Studios, a empresa cinematográfica da Marvel – as anteriores eram feitas pela Marvel Television – , a atração terá ligação direta com os lançamentos de cinema da empresa, tanto os do passado, como “Vingadores: Guerra Infinita” e “Vingadores: Ultimato”, quanto os futuros títulos do estúdio. A estreia está marcada para 15 de janeiro.
Diretor que resgatou Halloween vai dirigir continuação de O Exorcista
O diretor David Gordon Green, que comandou a bem-sucedida continuação de “Halloween”, responsável por revitalizar a franquia, prepara-se para visitar outro clássico do terror dos anos 1970. Ele está em negociações para dirigir uma sequência de “O Exorcista” para a Blumhouse e a Morgan Creek Productions. “O Exorcista” original, dirigido por William Friedkin, tornou-se uma sensação em 1973 e virou o filme de terror de maior bilheteria de todos os tempos – até ser destronado por “It – A Coisa”, em 2017. O filme contava a história de uma menina de 12 anos possuída por uma entidade demoníaca, que precisa ser exorcizada por dois padres católicos num ritual extremo. A produção deu pesadelos a uma geração de cinéfilos, que nunca tinham visto filme tão assustador nos cinemas até então. Baseado no romance homônimo de William Peter Blatty, o filme rendeu ao autor um Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. Graças a seu sucesso, filme rendeu diversas sequências e imitações. Após um péssimo segundo capítulo, o próprio Blatty dirigiu o terceiro longa em 1990, adaptando seu livro “Legião”, uma sequência oficial da história literária. Depois disso, a franquia ainda ganhou um prólogo, “O Exorcista: O Início”, em 2004. O novo filme dá continuidade ao relacionamento de Green com Blumhouse, para quem ele dirigiu o “Halloween” de 2018, que arrecadou US$ 255,8 milhões com um orçamento de US$ 10 milhões. Green tem duas sequências a caminho: “Halloween Kills” (2021) e “Halloween Ends” (2022).
Clipe que junta Luísa Sonza, Anitta e Pabllo Vittar é um verdadeiro evento
Luísa Sonza se juntou a Anitta e Pabllo Vittar no clipe de “Modo Turbo”, uma superprodução inspirada no universo dos videogames, que teve até entrevista coletiva para seu lançamento. Dirigido por Gustavo Moraes e Marco Lafer – que assinam como Alaska, trabalham com publicidade e fizeram há quatro anos um belo clipe animado da banda O Terno – , “Modo Turbo” começa com o trio poderoso adentrando um arcade abandonado, onde encontram um jogo de desafio de dança. Mas ao iniciar o “modo turbo”, eles são sugados para dentro do jogo, adquirindo visual típico dos animes e superpoderes para enfrentar um vilão gigante, utilizando-se da força de suas coreografias. A estética reflete uma guinada gamer recente de Anitta, que trouxe a ideia para as colegas. “Eu já tava tão imersa nessa realidade que eu já sonhava em desenho animado… Falei que a gente pode usar essas roupas, esses looks pra vender, se alguma marca se interessar”, revelou a cantora durante a entrevista coletiva do lançamento. Pabllo Vittar, claro, sempre demonstrou sua afinidade pelos animes, vestindo-se como personagens de desenhos famosos em shows e até no Carnaval. E Sonza já tinha flertado com colorido do k-pop no clipe de “Toma”. Repleto de efeitos visuais, o clipe teria custado R$ 1,5 milhão, e em três horas após seu lançamento (às 21h de 21/12) já tinha sido visto por mais de 2 milhões de pessoas só no YouTube. Mas que uma música e um vídeo, a parceria virou um evento. Afinal, trata-se da primeira vez que Anitta e Pabllo Vittar retomam sua parceria após o sucesso de “Sua Cara” e um período de distanciamento por conta de um desentendimento. Mas a gravação é particularmente importante para Sonza, que, como lembrou, “há três anos estava fazendo cover delas”. A música fará parte do próximo álbum de Luísa, que ainda não fechou repertório e nem tem data de lançamento prevista por enquanto. Mas sinaliza um momento especial para a cantora, que comemora o fato de gravar com as duas maiores cantores do pop brasileiro atual. “Cheguei lá”, ela vibrou, durante a coletiva.












