Phoebe Waller-Bridge desiste da série baseada em “Sr. & Sra. Smith”
A atriz Phoebe Waller-Bridge desistiu de ser a nova Angelina Jolie na série baseada no filme “Sr. & Sra. Smith”, de 2005, que está sendo desenvolvido para a Amazon Prime Video. A vencedora do Emmy decidiu abandonar o projeto, anunciado em fevereiro passado, devido a divergências criativas com Donald Glover, que tem o papel desempenhado por Brad Pitt na história. Os dois astros e criadores das séries “Fleabag” e “Atlanta” estavam trabalhando juntos para desenvolver e estrelar a atração, visando um lançamento em 2022. Eles já tiveram uma parceria anterior, ao participarem do filme “Han Solo: Uma História Star Wars” (2018), quando tiveram a oportunidade de dar muitas entrevistas em dupla, mostrando ótima química. Mas o trabalho de criação coletiva não teve o resultado esperado. Apesar do revés, o projeto permanece confirmado e vai agora buscar uma nova atriz principal, com possível reformulação da personagem. Na trama de cinema, John e Jane Smith são um casal aparentemente comum, que esconde apenas um segredo entre si. Os dois são assassinos de aluguel contratados por empresas rivais e a verdade só vem à tona quando eles, sem saber, recebem a missão de matar o outro. A equipe criativa da série também inclui a roteirista-produtora Francesca Sloane, que trabalha com Donald Glover em “Atlanta” e é apresentada como cocriadora do projeto. O estúdio encarregado é o New Regency, responsável pelo filme original, em parceria com o Amazon Studios.
“Shang-Chi” é terceira maior estreia do ano no Brasil
A estreia de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”, o novo filme da Marvel, ajudou a levar o público de volta aos cinemas brasileiros, interrompendo uma tendência de queda preocupante na venda de ingressos no país. O circuito nacional movimentou 776,3 mil pessoas e arrecadou R$ 14,7 milhões em bilheteria entre quinta e domingo (5/9), segundo dados da Comscore. O número corresponde a um aumento de 58% em relação à comercialização de ingressos da semana passada. Deste total, 498 mil viram o lançamento da Marvel, que arrecadou R$ 9,5 milhões nas bilheterias. Trata-se da terceira maior abertura do ano, atrás só de “Velozes e Furiosos 9” (679,7 mil espectadores) e “Viúva Negra” (621,2 mil). De fato, “Shang-Chi” teve mais público neste fim de semana que a soma total de espectadores de todos os filmes exibidos na semana passada – 492 mil. Vale lembrar que a Disney distribuiu o longa em 90% das salas disponíveis no circuito exibidor. Para dar uma medida do impacto desta distribuição, o segundo maior público do período pertenceu a “After — Depois do Desencontro”, que teve módicos 49 mil espectadores – ou cerca de 10% da audiência de “Shang-Chi”. Os números da adaptação de quadrinhos tendem a crescer ainda mais, porque só registram o número de ingressos vendidos até domingo. Com o feriado de terça (7/9), mais pessoas devem frequentar as salas brasileiras. Veja abaixo o Top 10 das bilheterias nacionais, segundo levantamento da Comscore. #Top10 #filmes #bilheteria #cinema 2-5/SET:1. Shang Chi – A Lenda dos Dez Aneis2. After – Depois do Desencontro3. Patrulha Canina (pré estreia)4. Infiltrado5. Free Guy6. Esquadrão Suicida7. Poderoso Chefinho 28. Pedro Coelho 29. A Lenda de Candyman10. Uma Noite de Crime — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) September 6, 2021
Michael K. Williams (1966-2021)
O ator Michael K. Williams, um dos protagonistas da premiada série “Lovecraft Country”, foi encontrado morto em seu apartamento em Brooklyn, Nova York, nesta segunda-feira (6/9). O jornal New York Post relatou que o corpo do ator de 54 anos foi descoberto por seu sobrinho ao visitá-lo às 14 horas desta tarde. O jornal também informou que, ao ser chamada ao local, a polícia não se deparou com sinais de arrombamento, mas teria encontrado drogas, o que faz a investigação considerar a hipótese de overdose e também de suicídio. Michael Kenneth Williams começou a carreira artística como dançarino de hip-hop e chegou a participar de turnês de Madonna e George Michael. Seu primeiro registro em vídeo explorou seu lado sexy, numa aparição sem camisa no clipe da música “Secret”, de Madonna, em 1994. Mas essa atividade não pegou bem na sua vizinhança barra pesada. “Enquanto crescia, fui alvo de muitas perseguições”, ele relatou à revista Time em 2017. “Eu não era popular com a turma, nem com as mulheres. Em uma comunidade de machos alfa, ser sensível não é considerado uma qualidade.” A reprovação culminou numa briga violenta num bar, que o deixou com uma cicatriz permanente, cortando seu rosto de ponta a ponta. O ataque visava acabar com sua carreira com uma deformidade, mas, na prática, aumentou a propensão de Hollywood para lhe dar papéis que envolviam atividades violentas. Sua transformação em ator ocorreu por intermédio de outro ídolo musical, ninguém menos que o rapper Tupac Shakur, que convenceu o diretor Julien Temple a escalá-lo como seu irmão no thriller criminal “Bullet”, de 1996, justamente por causa da cicatriz em seu rosto. Williams deu sequência ao papel com outros thrillers criminais e uma pequena participação em “Vivendo no Limite” (1999), de Martin Scorsese, antes de ser escalado como Little Omar na série “A Escuta” (The Wire), produção da HBO sobre o submundo do tráfico em Baltimore, EUA, que durou cinco temporadas e lhe deu grande visibilidade. Em 2008, o então senador Barack Obama declarou Omar seu personagem favorito da TV americana. “Omar se tornou um alter ego”, disse ele na entrevista da Time. “Um gay que não gosta de roupas chiques ou carros chiques, não usa drogas, nem pragueja e rouba a maioria dos traficantes gangster da comunidade. Ele é um pária, e me identifiquei imensamente com isso. Em vez de usá-lo como uma ferramenta para talvez me curar, me escondi atrás disso. Ninguém mais reparou em Michael nas ruas. Tudo era Omar, Omar, Omar. Eu confundi essa admiração. Estava bem. Mas as reverências não eram para mim. Eram para um personagem fictício. Quando aquela série acabou, junto com aquele personagem, eu não tinha ideia de como lidar com isso. Eu desmoronei.” Mas o ator não ficou tempo nenhum parado. O sucesso da série abriu as portas para várias outras produções importantes, desde filmes como “Medo da Verdade” (2007), “Atraídos Pelo Crime” (2009), “A Estrada” (2009) e “12 Anos de Escravidão” (2013), a inúmeras participações em séries. Na própria HBO, ele voltou a se destacar no papel de Chalky White em “Boardwalk Empire”, outra produção criminal, desta vez passada durante a era da Lei Seca, exibida de 2010 a 2014. Ele também teve pequenos papéis nos blockbusters “O Incrível Hulk” (2008) e “Uma Noite de Crime: Anarquia” (2014), além de arcos importantes nas séries “Alias” (em 2005) e “Community” (em 2011 e 2012), sem esquecer atuações em “RoboCop” (2014), “O Mensageiro” (2014), “Vício Inerente” (2014), “O Apostador” (2014), “Bessie” (2015), “Caça-Fantasmas” (2015), “Assassin’s Creed” (2016), “Brooklyn: Sem Pai Nem Mãe” (2019), etc. Entre seus últimos trabalhos, estão as séries “The Night Of” (2016) na HBO, “Hap and Leonard” (2016-2018) na Amazon, “Olhos que Condenam” (2019) na Netflix, e “Lovecraft Country” (2020), novamente na HBO. Três delas lhe renderam indicações ao Emmy de Melhor Ator Coadjuvante, categoria em que também foi reconhecido pelo telefilme “Bessie”, da HBO. Embora não tivesse vencido anteriormente, era forte a expectativa para sua primeira premiação da Academia de Televisão por “Lovecraft Country”, graças ao emocionante desempenho como Montrose Freeman, o pai do protagonista Atticus (Jonathan Majors) e um homem gay que escondia sua verdade do próprio filho. A premiação vai acontecer em duas semanas, no dia 19 de setembro.
Juliette Freire lança seu primeiro clipe musical
Juliette Freire, a vencedora do “BBB 21”, lançou nesta segunda (6/9) o primeiro clipe de carreira musical. “Diferença Mara” é um forró pop, estilo que dá o tom de seu primeiro EP, e mostra a maquiadora e advogada ainda pouco à vontade para soltar a voz. A letra aborda as origens nordestinas e a noção de jornada predestinada – “Nunca foi sorte, foi Deus” – que Juliette vem destacando para multiplicar seus seguidores após o reality show da Globo. O vídeo foi dirigido por Giovanni Bianco, responsável pelo popular “Girl from Rio”, de Anitta, com gravações exclusivamente em estúdio e com cenografia minimalista – terra batida no solo de um take, sugestão de janela iluminada em outro. Em compensação, conta com muitos figurinos e figurantes, que materializam as diferenças maravilhosas do título – idosos e jovens, brancos e negros, gordos e magros, heteros e um beijo gay. Confira abaixo.
Jean-Paul Belmondo ajudou a divulgar Brasília ao mundo
A fame de Jean-Paul Belmondo ajudou a divulgar Brasília para o mundo. O astro mais popular do cinema francês, falecido nesta segunda (6/9), foi o primeiro artista internacional a filmar na cidade. Belmondo veio ao país em 1963, três anos anos após a inauguração da nova capital, com o diretor Philippe de Broca para rodar “O Homem do Rio”, uma aventura mirabolante em que o protagonista buscava um artefato amaldiçoado e sua namorada (Françoise Dorléac) sequestrada no Brasil. O filme teve as principais cenas filmadas no Rio de Janeiro, em meio a praias e ao Parque da Tijuca, transformado na floresta amazônica na trama. Mas a produção também foi atraída pela novidade de uma cidade erguida no meio do nada, quase de uma hora para outra (na verdade, em cinco anos), com prédios totalmente modernistas. A produção usou a Praça dos Três poderes, O Palácio do Planalto e o Congresso Federal como palco de cenas de perseguição. Quando o filme estreou em Paris, contou com um brasileiro ilustre na plateia. O arquiteto Oscar Niemeyer fez questão de citar o filme em um de seus livros biográficos, ao contar que se emocionou na sessão no Champs-Elysées, quando o filme mostrou a Praça dos Três Poderes e a imagem foi aplaudida pelo público francês, com elogios a sua arquitetura. Lançado em 1964, “O Homem do Rio” foi um grande sucesso internacional de bilheteria e ainda recebeu uma indicação ao Oscar, na categoria de Melhor Roteiro Original. Veja abaixo o trailer da nova versão restaurada do filme.
Jean-Paul Belmondo (1933–2021)
Jean-Paul Belmondo, um dos atores mais icônicos da França, morreu nesta segunda-feira (6/9) em sua casa de Paris, aos 88 anos. O sorriso inimitável, os cabelos sempre desarrumados e um perfil único, com um nariz quebrado que o impedia de ser mais belo que Alain Delon – resultado de uma juventude esportiva como goleiro e boxeador – , iluminaram dezenas de filmes, muitos deles clássicos e quase todos grandes sucessos de bilheteria. Filho de um escultor renomado e educado nas melhores escolas, ele era considerado o ator mais charmoso da França, eternizado na imaginação dos fãs como alguém tão irresistível quanto o bandido sedutor de “Acossado” (1960), personagem que marcou sua carreira e a chegada da nouvelle vague no mundo. Belmondo decidiu se tornar ator aos 16 anos, formando-se em 1956 no prestigioso Conservatório de Drama de Paris, mas teve sua entrada negada na Comédie-Française depois que o júri do Conservatório se recusou a premiá-lo com honras. Sua reação teria sido lhes mostrar o dedo indicador. Ele estreou no cinema em 1958, fazendo nada menos que quatro filmes consecutivos, entre eles “Os Trapaceiros”, de Marcel Carné, antes de se ver no centro da revolução filmada pela nova geração de cineastas rebeldes. Seu primeiro papel de protagonista veio em “Quem Matou Leda?” (1959), de Claude Chabrol. Mas foi outro enfant terrible quem melhor soube aproveitar seu charme desgrenhado. Jean-Luc Godard viu imediatamente o potencial do jovem e tratou de filmá-lo no curta “Charlotte e Seu Namorado” (1960) e finalmente em seu primeiro longa-metragem, o clássico “Acossado”. Escalado ao lado de Jean Seberg, Belmondo interpretou o gângster romântico Michel Poiccard, que se inspirava nos filmes de Humphrey Bogart. Fumando um cigarro atrás do outro e falando diretamente para a câmera, Belmondo materializou uma atuação animada, divertida e bastante visual, que ajudaria a transformar “Acossado” num dos filmes mais influentes da História do Cinema, consagrando também Godard, premiado em sua estreia no Festival de Berlim, e dando à nouvelle vague uma visibilidade inescapável. Ator e diretor reforçaram a parceria em novos sucessos, como “Uma Mulher É uma Mulher” (1961) e o cultuadíssimo “O Demônio das Onze Horas” (1965). Sua atuação neste último – como um pai de família que se apaixona por uma velha e perigosa paixão (Anna Karina) e logo perde o juízo – está entre as mais emblemáticas de sua carreira. Mas na altura deste longa, Belmondo já não era mais o mesmo jovem com potencial de “Acossado”. Ele disputava com o galã Alain Delon a condição de astro mais popular de todo o cinema francês. Entre 1960 e 1965, Belmondo estrelou mais de 30 filmes. Alguns seguiram a vertente prestigiosa de seus primeiros trabalhos, como “Duas Almas em Suplício” (1960), adaptação de Marguerite Duras em que atuou com outra musa da nouvelle vague, Jeanne Moreau, e “Duas Mulheres” (1960), de Vittorio de Sica, em que contracenou com Sofia Loren. Mas logo a tendência mudaria. Ele estourou como ator dramático em “Léon Morin – O Padre” (1961), mostrou que sabia fazer comédia com “Macaco no Inverno” (1962) e provou-se em papel de durão com “Um Homem Chamado Rocca” (1961), mas foi a produção de época “Cartouche” (1962) que revelou de vez seu enorme apelo comercial, como herói romântico de blockbusters de ação. Sua mudança de status, de cult para comercial, teve grande influência do diretor de “Cartouche”, Philippe de Broca, que o comandou em outras aventuras mirabolantes, como “O Homem do Rio” (1964), em que Belmondo veio ao Brasil salvar sua namorada (Françoise Dorléac) sequestrada por criminosos, e principalmente “Fabulosas Aventuras de um Playboy” (1965). Na comédia aventureira que inspiraria muitas cópias, o astro vivia um bilionário infeliz que, após várias tentativas frustradas de suicídio, contratava assassinos profissionais para matá-lo, apenas para se arrepender em seguida ao se apaixonar por Ursula Andress (a primeira Bond Girl). A química foi além das telas, e acabou com o casamento do ator na vida real. Belmondo era casado com a dançarina Elodie Constantin, com quem teve três filhos, de 1959 até o divórcio de 1966, precipitado por seu envolvimento escandaloso com Andress, também casada na época (com o diretor John Derek). Seu segundo casamento aconteceu em 2002 com a bailarina Natty Tardiel, após um namoro iniciado em 1989 e o nascimento de sua filha mais nova. De forma notável, enquanto acumulava seus primeiros êxitos de bilheteria, Belmondo ainda conseguiu manter laços com a nouvelle vague, estrelando “O Ladrão Aventureiro” (1967), de Louis Malle, “A Sereia do Mississipi” (1969), de François Truffaut, “O Homem que Eu Amo” (1969), de Claude Lelouch, e “Stavisky…” (1974), de Alain Resnais. Em 1970, ele finalmente fez a parceria que o público francês mais queria ver, estrelando “Borsalino” ao lado de Alain Delon. O filme de gângsteres dos anos 1930 lotou cinemas, mas suas filmagens acabaram com qualquer chance dos dois astros se tornarem amigos. Belmondo processou Delon por descumprir a promessa de créditos iguais, ao destacar seu nome como produtor antes do letreiro dos atores. Só voltaram a trabalhar juntos décadas depois, em 1998, na comédia criminal “1 Chance Sur 2”, de Patrice Leconte, quando riram muito da competição que mantinham na juventude. Alheio à essa briga, o diretor de “Borsalino”, Jacques Deray, foi outro dos grandes parceiros de Belmondo, especialmente na fase mais comercial do ator. Os filmes do astro começaram a ficar parecidos e cada vez mais descartáveis a partir dos anos 1970. Títulos como “O Magnífico” (1973) e “O Incorrigível” (1975), ambos de Philippe de Broca, “Os Ladrões” (1971) e “Medo Sobre a Cidade” (1975), ambos de Henri Verneuil, “Animal” (1976), em que contracenou com Rachel Welch, ou mais adiante, “O Profissional” (1981), de Georges Lautner, “O Marginal” (1983) e “O Solitário” (1987), dirigidos por Jacques Deray, eram sucessões de cenas de ação que exploravam feitos físicos. Assim como Tom Cruise hoje em dia, Belmondo dispensava dublês e fazia as cenas arriscadas por conta própria, o que o levou a se ferir várias vezes durante as filmagens. Um de seus desempenhos mais arriscados foi em “Medo Sobre a Cidade”, em que se pendurou num helicóptero a vários metros de altura e precisou se equilibrar no alto de um trem de metrô em movimento. Mas o estilo de herói de ação charmoso de Belmondo não demorou a ficar ultrapassado, diante da brutalidade dos filmes americanos com Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger. E um grave ferimento no set da comédia policial “Hold-Up”, de Alexandre Arcady em 1985, ajudou a pôr fim ao reinado do ator no gênero. Após quase 50 filmes com mais de milhão de ingressos vendidos em duas décadas, “O Solitário” (1987) marcou sua despedida das produções agitadas. “Não quero virar o avô voador do cinema francês”, disse ele na época. Nos anos que se seguiram, Belmondo desacelerou. Ele voltou aos palcos, interpretando Cyrano de Bergerac em 1989, e passou a se dedicar a dramas e adaptações de clássicos da literatura. A nova fase lhe permitiu reencontrar o mestre da nouvelle vague Claude Lelouch em dois filmes, “Itinerário de um Aventureiro” (1988) e na adaptação de “Os Miseráveis” (1995). O primeiro lhe rendeu o único César (o Oscar francês) de sua carreira. E para surpresa de todos, Belmondo simplesmente se recusou a receber o troféu. Sua trajetória sofreu outro baque em 2001, quando teve um derrame. Ele só voltou ao trabalho em 2008 para um último longa-metragem, “Un Homme et Son Chien” (Um homem e seu cachorro), sobre um idoso rejeitado pela sociedade. Defensor apaixonado do cinema francês, Belmondo recusou vários convites para filmar em Hollywood e usou sua popularidade para denunciar o impacto negativo do monopólio de distribuição dos filmes americanos em seu país, que ele considerava culpado por estrangular a produção francesa ao ocupar todas as telas disponíveis. Em 2011, foi homenageado duplamente pelos festivais de Cannes e Veneza, respectivamente com uma Palma de Ouro e um Leão de Ouro honorários por todas as suas realizações como ator. Mas a maior homenagem de sua carreira foi conferida pelos fãs, que transformaram seus filmes nos maiores sucessos do cinema de seu país.
Star+ lança episódio inédito de “The Walking Dead” na noite de domingo
A plataforma Star+ (Star Plus) começou a liberar os episódios inéditos da 11ª e última temporada de “The Walking Dead”. Com estreia simultânea à exibição na TV americana, os capítulos vão chegar sempre aos domingos, às 23h. Era o que fazia o antigo canal pago Fox. A diferença é que, no streaming, o assinante pode escolher se vai assistir dublado em português ou no idioma original com legendas, além de parar, voltar, adiantar e rever as cenas. Lançada na terça-feira (31/8), a plataforma estreou com os dois primeiros episódios da temporada e incluiu neste domingo (5/9), pontualmente às 23h, o terceiro capítulo. O próximo será disponibilizado no dia 12. O fim de “The Walking Dead” terá um total de 24 episódios, a quantidade de toda a série. Mas a exibição será dividido em três partes, com duas grandes interrupções. Apenas oito capítulos fazem parte da atual leva, enquanto as demais ficaram para o ano que vem.
Filho de Bill Pulman vai enfrentar “Os Vampiros de Salém”
O filho do ator Bill Pullman (“Independence Day”, “The Sinner”), Lewis Pullman, vai estrelar a versão de cinema de “Salem’s Lot”. A trama adapta o livro de 1975 de Stephen King, que foi publicado como “A Hora do Vampiro” no Brasil, mas ganhou nome diferente quando virou minissérie e chegou em VHS por aqui: “Os Vampiros de Salem” (1979). A série teve continuação num filme de baixo orçamento também lançado em VHS e batizado de “Os Vampiros de Salem: O Retorno (1987)” no país, um ano depois de “Aliens: O Retorno”. A atual produção será a terceira versão da história original, contando ainda uma minissérie de 2004 – que ganhou outro título brasileiro diferente, “A Mansão Marsten”. Mas nenhuma das adaptações anteriores foi exibida nos cinemas. O jovem Pullman terá o papel que pertenceu a David Soul (o Hutch de “Justiça em Dobro”/Starsky & Hutch) na primeira produção televisiva, dirigida pelo mestre do terror Tobe Hooper (dos clássicos “O Massacre da Serra Elétrica” e “Poltergeist”). Trata-se do escritor Ben Mears, que retorna à casa de sua infância em Jerusalem’s Lot em busca de inspiração para seu próximo livro, apenas para descobrir que um vampiro ancião escolheu sua cidade natal como nova moradia. Apesar de já ter 28 anos, Bill Pullman só começou a carreira de ator há quatro, como coadjuvante do pai no western “The Ballad of Lefty Brown” (2017). Desde então, ele já apareceu em vários filmes e séries, como “Maus Momentos no Hotel Royale”, “Estranhos: Caçada Noturna” e “Catch 22”, e integra o elenco do aguardado “Top Gun: Maverick” como um dos jovens pilotos treinados por Tom Cruise. As filmagens de “Salem’s Lot” começam agora em setembro com direção de Gary Dauberman, que estreou na função com o bem-sucedido “Annabelle 3: De Volta Para Casa” (2017). Vale lembrar que ele já tem experiência em adaptações de Stephen King como roteirista de “It: A Coisa” (2018) e a continuação “It: Capítulo Dois” (2019) – duas partes da mesma obra literária. Veja abaixo o trailer do telefilme original.
The Sinner: Bill Pullman investiga novo mistério no trailer da 4ª temporada
O canal pago americano USA divulgou o trailer da 4ª temporada de “The Sinner”, que é disponibilizada no Brasil pela Netflix. A prévia dos novos episódios mostra o detetive Harry Ambrose (Bill Pullman) tendo que desvendar um novo mistério na ilha de Hanover. Tudo começa quando ele vê uma mulher caminhando em direção a um penhasco perto do oceano antes de desaparecer. Esta mulher é Percy Muldoon (Alice Kremelberg, de “Orange Is the New Black”), filha de uma família abastada da ilha. Após seu testemunho, autoridades vasculham as águas ao redor, mas não encontram sinais de um corpo. Na verdade, uma testemunha afirma ter visto Percy ir embora após a ligação inicial de Harry para o 911, forçando-o a questionar se ele realmente viu o que pensa que viu. Meg (Frances Fisher, de “Watchmen”), a matriarca da família Muldoon, também não acredita que Percy teria se matado. Mas a jovem talvez tenha se escondido, com medo de uma ameaça real a sua vida, mantida em segredo pela família. Além de Pullman, a continuação também terá a volta de Jessica Hecht como Sonya, a parceira do detetive, e a mesma equipe de bastidores comandada pelo criador-showrunner Derek Simonds, incluindo a atriz Jessica Biel, que estrelou a 1ª temporada e é produtora executiva da atração. A estreia da 4ª temporada está marcada para 13 de outubro nos EUA.
Belfast: Novo filme de Kenneth Branagh é considerado “um dos melhores do ano”
“Belfast”, novo filme do diretor Kenneth Branagh (“Assassinato no Expresso do Oriente”), teve sua première no Festival de Telluride neste fim de semana, e segundo as primeiras críticas publicadas nos EUA, posicionou-se para brigar pelo Oscar. O filme, que recria o período de tumultos políticos da Irlanda do Norte pelo olhar de um menino de uma família da classe trabalhadora, foi considerado “um dos melhores do ano, sem dúvida”, pelo veteraníssimo crítico Pete Hammond no site Deadline. Além de rasgar elogios para o diretor, que nasceu em Belfast na época retratada, ele chama a fotografia em preto e branco e a recriação cenográfica da época de “impressionantes”, e não esquece de elogiar a trilha sonora, com oito canções de Van Morrison, definindo o filme como “fantástico”. A crítica do também experiente Stephen Farber, na revista The Hollywood Reporter, apontou que se trata do “filme mais pessoal” de Branagh, que também assinou o roteiro, baseando-se em memórias de sua infância. E destacou que a emoção transmitida pela história “é marcante”. “Apesar de falhos, os personagens principais são tão bem definidos e lindamente interpretados que não podemos deixar de nos envolver em suas lutas diárias, bem como na decisão mais ampla que eles enfrentam sobre abandonar sua casa pela perspectiva incerta de novos horizontes”, apontou. Outro crítico respeitado, Peter Debruge, da revista Variety, comparou “Belfast” a “Roma”, do mexicano Alfonso Cuarón, que também era uma produção em preto e branco centrada nas memórias de seu diretor e igualmente girava em torno de uma família num período de conflitos civis – e que acabou conquistando três Oscars em 2019. Mas chama atenção para uma diferença importante entre os dois trabalhos. “Anos de palco ensinaram Branagh como comover e manipular uma audiência, e esses instintos tornam sua história muito mais acessível que a de Cuarón”. Predominantemente em preto e branco, “Belfast” alterna momentos de nostalgia alegre com cenas de tensão, evocando os sonhos, a música, os filmes e as séries da época, mas também os perigos dos “troubles”, quando enfrentamentos entre nacionalistas católicos que queriam a independência do país, protestantes que defendiam o status quo e as autoridades leais ao Reino Unido levaram a uma escalada de violência, com terrorismo de um lado e arbitrariedades do outro. O elenco da produção destaca Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”), Caitriona Balfe (“Outlander”), Judi Dench (“007 – Operação Skyfall”), Ciaran Hinds (“Game of Thrones”) e o menino Jude Hill, em sua estreia no cinema, como a família principal. Após a première em Telluride, o filme será exibido na próxima semana no Festival de Toronto, no Canadá, e tem lançamento previsto para 16 de dezembro no Brasil. Veja abaixo o trailer americano da produção.
Sarah Harding (1981–2021)
A cantora e atriz Sarah Harding, mais conhecida por fazer parte do girl group Girls Aloud, morreu neste domingo (5/9) aos 39 anos de idade em decorrência de complicações de um câncer de mama. Ela tinha revelado em 2000 que lutava contra o câncer, que na ocasião já havia se espalhado por seu corpo. “Eu gostaria de agradecer a todos por seu apoio gentil durante o último ano”, escreveu a mãe da artista no Instagram. “Isso significava muito para Sarah, e dava a ela muita força e conforto. Eu sei que ela não será lembrada somente por sua luta contra essa doença terrível – ela era uma estrela brilhante, e eu espero que ela seja lembrada assim”, acrescentou Marie Harding. Sarah conheceu as demais integrantes do grupo musical britânico ao participar do reality show “Popstars: The Rivals” em 2002. Formado também por Nadine Coyle, Cheryl Tweedy, Nicola Roberts e Kimberly Walsh, o Girls Aloud lançou cinco discos, que venderam 8 milhões de cópias e renderam uma sequência de 20 singles consecutivos no Top 10 nas paradas do Reino Unido, antes de se separar oficialmente em 2013. Em sua carreira solo, Harding lançou um único álbum, intitulado “Threads”, dois anos depois da separação do grupo. Paralelamente à música, ela desenvolveu uma carreira como atriz. Seu maior destaque veio na comédia “Run for Your Wife” (2012), como uma das esposas que é enganada por um taxista bígamo (Danny Dyer). Entretanto, é mais lembrada por um pequeno papel na cultuada comédia britânica “Escola Para Garotas Bonitas e Piradas” (St. Trinian’s, 2007), que repetiu na continuação de 2009. Além disso, também fez alguns telefilmes britânicos e viveu um arco na novela infinita “Coronation Street” em 2015. Ao ser diagnosticada com câncer terminal, Harding começou a trabalhar num livro biográfico, chamado “Hear Me Out”, que foi lançado em março deste ano. Relembre abaixo o maior sucesso do Girls Aloud, em registro ao vivo da premiação do Brit Awards de 2009.
Veja nova cena da versão live-action de “Rick and Morty” com Christopher Lloyd
O Adult Swim divulgou mais um vídeo curto com Christopher Lloyd, o eterno Doc Brown de “De Volta Para o Futuro”, como a versão live-action do cientista maluco de “Rick and Morty”. O ator aparece ao lado de Jaeden Martell (“It – A Coisa”), intérprete de Morty, numa cena que evoca um famoso episódio da série animada, em que eles são transformados em pickles. A versão live-action deve se materializar num dos dois episódios finais da 5ª temporada da animação, previstos para ir ao ar neste domingo (5/9) nos EUA. Os criadores de “Rick and Morty”, Dan Harmon e Justin Roiland, nunca esconderam que se inspiraram em Doc Brown para criar Rick Sanchez, nem que a própria animação nasceu como uma paródia de “De Volta para o Futuro”. O detalhe é que Lloyd já havia dito que era fã e adoraria interpretar um papel na série. O episódio com a participação especial poderá ser visto no Brasil pela HBO Max, que tem disponibilizado a série simultaneamente à exibição americana. C-1.21 #rickandmorty pic.twitter.com/wQAjqnXO5T — adult swim (@adultswim) September 5, 2021
Jason Momoa revela novo visual de Aquaman
O ator Jason Momoa publicou em seu Instagram as duas primeiras imagens em que aparece caracterizado como Aquaman para a continuação do filme de 2018. Uma delas é o visual com que ele terminou o longa original, com direito ao tridente de Netuno. Mas a segunda traz o herói com um novo uniforme, predominantemente preto. “Segunda rodada. Novo traje. Mais ação”, ele escreveu ao lado da imagem. Intitulado “Aquaman and the Lost Kingdom” (Aquaman e o Reino Perdido, em tradução literal), o filme ainda traz de volta Amber Heard como Mera, Patrick Wilson como Mestre do Oceano, Yahya Abdul-Mateen II como Arraia Negra e Temuera Morrison como Tom Curry, o pai de Aquaman. Também retornam o diretor James Wan e o roteirista David Leslie Johnson-McGoldrick, que, além de trabalharem no primeiro “Aquaman”, foram parceiros em “Invocação do Mal 2” (2016). Atualmente sendo filmada em Londres, a produção tem estreia marcada para dezembro de 2022. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jason Momoa (@prideofgypsies)












