Dwayne Johnson e Ryan Reynolds enfrentam Gal Gadot no trailer de “Alerta Vermelho”
A Netflix divulgou um novo trailer do aguardado “Alerta Vermelho” (Red Notice), aventura de ação estrelada pelos astros Dwayne “The Rock” Johnson (“Jumanji: Próxima Fase), Gal Gadot (“Mulher-Maravilha”) e Ryan Reynolds (“Deadpool”). O trio também ilustra uma coleção de pôsteres da produção. A prévia resume a premissa, ao mostrar “o melhor investigador do FBI” (Johnson) alistando “o segundo ladrão de arte mais procurado do mundo” (Reynolds) para prender “a ladra de arte mais procurada do mundo” (Gadot). Mas, sempre à frente da dupla, a personagem de Gadot também acaba transformando o agente vivido por Johnson em procurado por crimes (que não cometeu), o que só dá um motivo a mais para ele ficar no seu encalço. Escrita e dirigida por Rawson Marshall Thurber (“Família do Bagulho”), a produção promete ser uma mescla de ação e comédia, com muitas explosões e pancadaria, além de Ryan Reynolds, responsável por quase todo o humor do trailer. O filme estreia na Netflix em 12 de novembro.
Tom Holland se junta a Mark Wahlberg no primeiro trailer de “Uncharted”
A Sony divulgou o primeiro trailer de “Uncharted: Fora do Mapa”, aventura que levou mais de uma década para sair do papel. E para compensar a demora, a prévia (em versões dublada e legendada em português) chega acompanhada por um vídeo comentado pela dupla Tom Holland e Mark Wahlberg. Eles interpretam, respectivamente, o protagonista Nathan Drake e seu mentor, o caçador de tesouros Victor Sullivan. A parceria acontece depois do próprio Wahlberg ter sido cotado para o papel de Drake há uma década atrás. Para quem não conhece, o game companha o arqueólogo Nathan Drake, que segue as pistas do seu antepassado Sir Francis Drake numa caça a relíquias místicas ao redor do mundo. Só que o filme mostrará a origem do herói, que nunca foi apresentada nos games. A decisão de filmar uma história diferente foi consequência da contratação de Holland para o papel principal. Ele é muito mais jovem que o personagem original e viverá o “passado” do protagonista dos jogos como um jovem ladrão, que tem seu primeiro encontro com o caçador de tesouros que se torna seu mentor. O elenco também inclui Antonio Banderas (“Dor e Glória”), Tati Gabrielle (“O Mundo Sombrio de Sabrina”) e Sophia Ali (“Grey’s Anatomy”). O último roteiro (o quinto desde 2010) foi escrito pela dupla Art Marcum e Matt Holloway (de “Homem de Ferro” e “MIB: Homens de Preto – Internacional”) em parceria com Rafe Judkins (da série “Agents of SHIELD”), e o diretor que finalmente está tirando o projeto do papel é Ruben Fleischer (de “Venom” e “Zumbilândia”). A Sony marcou a estreia para fevereiro de 2022.
Trailer de “A Princesa e a Plebeia 3” traz Vanessa Hudgens em dose tripla
A Netflix divulgou o pôster e o trailer do terceiro filme de “A Princesa e a Plebeia”, que traz Vanessa Hudgens em papel triplo. Com a premissa de versão moderna de “O Príncipe e o Mendigo” cada vez mais distante, a trama de “A Princesa e a Plebeia 3: As Vilãs Também Amam” mostra as duas protagonistas boazinhas aliando-se com a vilã do segundo filme após uma relíquia de valor inestimável ser roubada durante o festival de Natal do reino de Montenaro. Para encontrar o ladrão, Stacy e Margaret recrutam a aprisionada Fiona, e desta vez todas se disfarçam de malvada para investigar. O elenco também conta com Nick Sagar (“Shadowhunters”), Sam Palladio (“Nashville”) e Will Kemp (“Spinning Out”) no elenco. E, como nos filmes anteriores, a direção segue a cargo de Mike Rohl (“Quando Chama o Coração”). A estreia está marcada para 8 de novembro.
Casamento de Ozzy e Sharon Osbourne vai virar filme
A história de amor de Ozzy e Sharon Osbourne será apresentada ao mundo em tela grande. Ainda sem título, o filme sobre o famoso casal roqueiro entrou em desenvolvimento pela Sony Pictures e a Polygram Entertainment, e seguirá seu relacionamento ao longo das décadas. Ozzy e Sharon se casaram em 1982 e tiveram três filhos: Aimee, Jack e Kelly Osbourne. A dinâmica pouco convencional da família ficou mundialmente conhecida pelo reality show “The Osbournes”, exibido entre 2002 e 2005 pela MTV. O roteiro dessa história está sendo escrito por Lee Hall, que assinou a cinebiografia de Elton John, “Rocketman”. Outro detalhe igual ao filme de Elton John é que o projeto é chapa branca, com produção dos biografados. “A nossa relação foi muitas vezes selvagem, insana e perigosa, mas foi o nosso amor imortal um pelo outro que nos manteve juntos”, definiu a produtora e personagem Sharon Osbourne. “Ficamos felizes de levar a nossa história para a tela, com a ajuda da Sony e da Polygram”. Se a participação do casal impede que detalhes críticos venham à tona, garante, por outro lado, que as músicas de Ozzy possam ser usadas no projeto. Ainda não há diretor, elenco e previsão de filmagem para o longa biográfico.
Casa de “A Hora do Pesadelo” está à venda
Já sabe onde vai passar o Halloween? Tem um sobrado bonitinho no número 1428 da Rua Elm à venda. A clássica casa do filme “A Hora do Pesadelo” (1984) entrou no mercado imobiliário por U$ 3,2 milhões. O lugar ficou conhecido por servir de cenário para o confronto entre o monstro Freddy Krueger e Nancy Thompson no primeiro longa e em algumas continuações da franquia. O número é o mesmo e a fachada é exatamente igual, só não se encontra numa rua chamada Elm como nos filmes. Construída em 1919, a propriedade fica localizada no bairro de Spaulding Square, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Tem 250 metros, três quartos, três banheiros, piscina, casa de convidados e passou por uma boa reforma, depois que Freddy quase a destruiu na franquia. Nem se nota o sangue e as marcas de garras, como o próprio Freddy pode atestar, já que virou garoto propaganda do negócio. A imobiliária responsável pela venda vai aceitar ofertas até a meia-noite do Halloween. Vale observar que essa não é a primeira vez que a casa é colocada à venda. Em 2013, ela foi anunciada por U$ 2,1 milhões.
Olivia Rodrigo aparece amargurada em novo clipe
A cantora e atriz Olivia Rodrigo lançou um novo clipe. “Traitor” é a quinta música de seu primeiro álbum, “Sour”, e o vídeo traz a artista amargurada. Combinando imagens granuladas de 16 mmm e pixeladas de VHS, o clipe flagra Olivia alheia aos amigos com quem compartilha uma escapada noturna, mesmo nos momentos de pequenas transgressões, como a invasão de uma propriedade para pular no que parece ser a piscina de sua escola. A música é uma balada triste sobre traição e dor de cotovelo, apropriadamente influenciada pelo country. Mas a produção caprichada mostra que até no chorororô a artista mantém um ar de rebeldia, que diferencia seus lançamentos desde que “Drivers License” a apresentou como revelação pop em janeiro.
Rafael Portugal vira anjo da guarda de Meredith Grey em comercial da Star+
Para se diferenciar no lançamento da 17ª temporada de “Grey’s Anatomy” em streaming, a plataforma Star+ transformou o humorista Rafael Portugal no novo anjo da guarda de Meredith Grey (Ellen Pompeo). Num comercial feito para a plataforma, o anjo brasileiro comenta alguns dos momentos em que teve que salvar a médica que batiza a série. Se nos últimos 17 anos ela já precisou sobreviver a um afogamento, colocar a mão numa bomba e escapar de um tiro, entre outras provações, na nova temporada ela se encontra entre a vida e a morte, enfrentando a covid-19. A ideia do comercial visa marcar terreno, porque “Grey’s Anatomy” também está disponível em outras plataformas, como Netflix e Amazon Prime Video. Todas possuem os mesmos episódios. Além disso, a Globoplay ainda tem as 16 primeiras temporadas da série. “Grey’s Anatomy” está atualmente em sua 18ª temporada nos EUA e continua a emocionar os fãs com o retorno de alguns personagens clássicos, como a dra. Addison Montgomery, vivida por Kate Walsh.
Nascem as filhas de Nanda Costa e Lan Lanh
Nasceram na noite de terça (19/20) as filhas gêmeas da atriz Nanda Costa e da percussionista Lan Lanh. “O parto foi rápido e tranquilo, e as duas mães e as menininhas passam bem. Em breve, dentro do previsto, estarão em casa”, informou a assessoria da atriz. “A nova família, que não cabe em si de tanta felicidade, faz questão de agradecer todo o carinho e as boas vibrações dos fãs e amigos desde o início da gravidez”, completou a representante. Nanda e Lan Lahn anunciaram a gravidez em junho, pelo Instagram. “Um segredo guardado com muito carinho! Somos quatro. Duas mães e duas filhas”, escreveram. As duas revelaram no “Fantástico” ter escolhido o método de fertilização in-vitro e que foram necessárias três tentativas até Nanda engravidar. Devido à idade de Lan Lahn, que tem 53 anos, apenas os óvulos da atriz, que tem 34 anos e são mais viáveis, foram usados. A gravidez também veio num momento delicado para Lan Lanh, que perdeu o pai em decorrência da covid-19. “A notícia de duas crianças está sendo tão boa de dar para a família. […] Dá uma esperança”, a percussionista afirmou no “Fantástico”. Elas estão juntas desde 2014 e em 2018 lançaram a música “Não é Comum, mas é Normal” para celebrar o Dia Internacional do Orgulho LGBT. Na faixa, o casal questiona “Por que você não aceita e vai viver sua vida? Amor de igual é igual, normal. Não faz mal nenhum”. Em maio de 2019, Nanda Costa aproveitou a festa de aniversário de 51 anos de Lan Lan para pedir a namorada em casamento. A atriz fez o pedido enquanto abria a caixinha de alianças e exibia a joia.
Daniel Sabbá sofre acidente de moto e fica sem movimentos nos membros
O ator e apresentador Daniel Sabbá, de 66 anos, está sem movimentos nas pernas e nos braços após sofrer um grave acidente de moto no Rio de Janeiro no último domingo (17/10). O filho dele, João Paulo Sabbá, disse que o ator precisou passar por uma cirurgia na coluna na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro. “A vida é muito frágil, basta um momento para tudo virar nada. Eu também faço esporte radical, mas sempre critiquei meu pai por andar de moto. Sabemos que, com fisioterapia, ele tem chance de voltar a andar”, disse João Paulo Sabbá ao jornal Extra. Daniel Sabbá pilotava sua moto na contramão da Avenida Niemeyer, entre Leblon e São Conrado, quando atingiu a moto de um entregador que prestava serviço por aplicativo. O ator ficou com o corpo preso nos veículos e foi socorrido pelos bombeiros. O caso é investigado pela 15ª DP, que já coletou o depoimento do outro motorista. “Nossa família é bem religiosa e tem bastante fé de que isso é possível. Só pedimos agora que todos mandem energias positivas para a recuperação dele”, acrescentou o filho do ator. Além de ator e apresentador, Daniel é um surfista bastante conhecido no Rio de Janeiro. Ele participou de várias novelas na TV Globo como “Belíssima”, “América”, “Paraíso Tropical” e “Pecado Capital”.
Duna é a grande estreia da semana nos cinemas
Grande estreia desta quinta (21/10), “Duna” chega aos cinemas brasileiros após faturar US$ 129,3 milhões de bilheteria internacional – sem EUA e China, os maiores mercados mundiais. Apresentado como um grande épico sci-fi, estrelado por um elenco de outro mundo, o filme desembarca em meio a uma blitz inescapável de P&R (divulgação e publicidade) e distribuição massiva para ser o programa incontornável da semana. É mesmo uma produção para tela grande, com visual de tirar o fôlego. A cenografia, a profundidade de campo, a ambição, tudo é gigantesco, babilônico. Mas “Duna” também é uma história sem fim. O diretor Denis Villeneuve (“Blade Runner 2049”) adaptou apenas a primeira metade do livro de Frank Herbert e precisa atrair muito público para a Warner liberar o orçamento da continuação. Escrita originalmente por Frank Herbert em 1965 e levada pela primeira vez às telas em 1984 com direção de David Lynch (o criador de “Twin Peaks”), a trama de “Duna” acompanha uma família aristocrática que assume a supervisão da mineração da Especiaria, o elemento mais valorizado do universo, que só existe no mundo de Arrakis. Quem controla a Especiaria tem uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família enfrente complôs e sofra um atentado. Mas o filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra de Arrakis como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. Se em primeiro plano há uma grande aventura, em segundo subsiste uma crítica ao colonialismo e à cobiça, com paralelos nos dias de hoje à crise energética e às disputas viscerais pelo mercado entre as grandes corporações. O elenco reunido para materializar essa história é tão grandioso quanto a escala da produção, com destaque para Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”) como Paul Artreides, Jason Momoa (o “Aquaman”), Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Guerra Infinita”), Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Sharon Duncan-Brewster (“Rogue One: Uma História Star Wars”), Charlotte Rampling (indicada ao Oscar por “45 Anos”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Stellan Skarsgard (“Thor”) e Javier Bardem (“007: Operação Skyfall”). Concorrendo pela atenção do público, a Disney ainda lança a animação “Ron Bugado”. Originalmente uma produção do 20th Century Studios, o desenho tem um humor pastelão que funciona bem com as crianças, mas também uma mensagem digna das melhores produções da Pixar, com uma crítica ao consumismo desenfreado que é eficaz em sua simplicidade. “Ron Bugado” apresenta a mania do futuro: o B-Bot, um mini-robô conectado (que parece a evolução final da Alexa), introduzido como o novo melhor amigo de todas as crianças. Exceto de Barney, um garoto de 11 anos que ganha do pai uma versão do robô que não funciona direito. Todo atrapalhado, o robô bugado acaba criando tanta confusão que passa a ser perseguido pelos fabricantes para ser triturado. Só que, depois de muitas peripécias, o menino se afeiçoa e não aceita que seu melhor amigo seja descartado como lixo. Com o principal circuito alternativo em São Paulo ocupado pela Mostra, há apenas dois outros títulos com distribuição limitada: “Cabeça de Nêgo”, drama brasileiro engajado com pauta antirracista, e “Sanctorum”, fantasia mexicana sobre a violência extrema dos cartéis de tráfico num contexto de realismo mágico, em que a natureza decide ajustar contas com a humanidade. Venceu três prêmios em festivais internacionais. Confira abaixo os trailers das quatro estreias. Duna | EUA | Sci-Fi Ron Bugado | EUA | Animação Cabeça de Nêgo | Brasil | Drama Sanctorum | México, República Dominicana | Drama
Jesse Spencer sai de “Chicago Fire” após 10 temporadas
O ator Jesse Spencer saiu da série “Chicago Fire” após 10 temporadas. Seu último capítulo foi o de número 200, exibido na noite desta quarta (20/10) nos EUA. Spoiler total: Na trama, seu personagem Matthew Casey decide se mudar para outra cidade, Oregon, para cuidar de Griffin e Ben, os filhos pequenos de Andy Darden, que morreu na estreia da série. Nas primeiras temporadas, Casey chegou a assumir o papel de responsável dos irmãos quando a mãe deles foi parar na prisão, após ser acusada de homicídio por dirigir sob influência de substâncias tóxicas. Depois de ser libertada, ela se mudou com a família para Oregon, deixando de ser mencionada até a 10ª temporada, quando Griffin reaparece e revela que sua mãe está de volta à prisão por outra acusação de direção sob influência – a quarta vez que isso acontece. Sua saída traz grandes complicações para seu relacionamento com Sylvie Brett (Kara Killmer), que apoia sua decisão e concorda em tentar um relacionamento à distância. “Eu tenho que me mudar para Oregon”, Matt diz a Sylvie no episódio. “A assistente social disse que não há chance real de eu poder trazer Griffin e Ben aqui, e se eu não tomar a tutela deles, eles se separarão. Serão colocados em lares adotivos separados. Ambos estão lutando tanto, já se sentindo sozinhos, que isso pode destruí-los. ” A princípio, o plano é para ele ficar três anos em Oregon, até o menino mais novo, Ben, completar 18 anos. Mas, embora deixe a porta aberta, o ator não deve voltar a aparecer mais na série desde do atual capítulo. O produtor executivo Derek Haas não revelou quem vai assumir o cargo de capitão, que ficou aberto com a saída de Casey da trama. Com as 10 temporadas, Jesse Spencer ficou mais tempo em “Chicago Fire” que em “House”, primeira série que o destacou e que durou oito anos. Durante uma entrevista coletiva de imprensa, organizada pela rede americana CBS, ele disse ter percebido justamente que tinha completado seu 18º ano consecutivo na televisão e pensado que era hora de fazer outras coisas, dar um passo atrás e se dedicar à família. Por isso, o ator descreveu a despedida como agridoce. “Isso encerra dez anos de trabalho”, disse Spencer. “Eu acho que foi muito orgânico ele ir embora e decidir ficar fora por três anos, mas será que ele vai voltar depois disso? Nós não sabemos. Já faz muito tempo que vocês sabem como esses colegas passaram juntos pela vida e pela morte. É difícil dizer adeus, né? Ou até logo, esse tipo de coisa. Foi agridoce, mas eu realmente gostei e demos algumas risadas com isso”. No Brasil, “Chicago Fire” é exibido pelo canal pago Universal e pela plataforma Globoplay.
Netflix enfrenta protesto de funcionários e da comunidade LGBTQIAP+
A Netflix enfrentou uma mobilização de seus próprios funcionários e de ativistas da causa LGBTQIAP+ nesta quarta (20/10), que se reuniram para protestar contra a exibição de um especial de comédia com piadas transfóbicas. Eles acusaram a plataforma de streaming de lucrar com conteúdo que incentiva o ódio contra a comunidade LGBTQIAP+. Os protestos surgiram após o lançamento do especial de comédia “Encerramento” (The Closer), estrelado por Dave Chappelle. Polemista politicamente incorreto, Chappelle costuma achar engraçado defender outros ofensores. Em 2019, ele atacou os criadores dos documentários que denunciaram os cantores Michael Jackson e R. Kelly por abusos. Além disso, uma mulher transexual citada numa piada de “Stick and Stones” (2019) suicidou-se dois meses após a chegada do programa ao streaming. Mesmo com esse antecedente, ele voltou a fazer piadas às custas das pessoas trans. O motivo foi uma defesa de J.K. Rowling, criadora da franquia “Harry Potter” e transfóbica assumida. Em seu monólogo, o comediante fez diversas afirmações consideradas transfóbicas, além de reafirmar estereótipos de gêneros e dar declarações problemáticas. Uma das líderes da manifestação desta quarta, B. Pagels-Minor, foi demitida da Netflix na semana passada, acusada de supostamente vazar informações confidenciais sobre o especial do humorista para a imprensa, o que ela nega. Ela leu uma carta do grupo de funcionários endereçado a Ted Sarandos, chefe de conteúdo da plataforma. “Acreditamos que esta empresa pode e deve fazer melhor em nossa busca para entreter o mundo e que o caminho a seguir deve incluir vozes mais diversificadas para evitar causar mais danos”, diz um trecho do documento. O próprio Sarandos admitiu ter falhado ao considerar o impacto do especial, em declaração feita na noite de terça, durante evento com acionistas. “Cometi um erro”, ele assumiu. “Eu deveria ter primeiro reconhecido que um grupo de nossos funcionários estava sofrendo, e que eles estavam realmente feridos por uma decisão que tomamos na empresa”, disse o executivo. Foi a reação inicial de Sarandos aos protestos que levou ao confronto. Na semana passada, enquanto grupos LGBTQIAP+ se manifestavam contra o especial, citando estudos que relacionavam piadas preconceituosas à agressões na vida real, o diretor de conteúdo divulgou um memorando interno que afirmava o contrário, que “o conteúdo na tela não se traduz diretamente em agressão no mundo real” e enfatizou a importância de defender “a liberdade artística”. Na ocasião, ele ainda alertou a equipe sênior da empresa de que “alguns talentos podem se juntar a terceiros para nos pedir para remover o especial nos próximos dias, o que não faremos”. Com o vazamento do memorando, vários artistas da comunidade LGBQIA+ se juntaram ao protesto, incluindo Elliot Page (“The Umbrella Academy”), Angelica Ross (“Pose”), Jonathan Van Ness (“Queer Eye”), Alexandra Billings (“Transparent”), Sara Ramirez (“Grey’s Anatomy”), Colton Haynes (“Arrow”), Eureka O’Hara (“AJ and the Queen”), Jameela Jamil (“The Good Place”), TS Madison (“Zola”), Our Lady J (“Pose”) e Joey Soloway (“United States of Tara”). Além disso, Jaclyn Moore, a showrunner da série “Cara Gente Branca” (Dear White People), encerrada em 22 de setembro, anunciou no Twitter que nunca mais trabalharia com a Netflix devido aos “comentários transfóbicos e perigosos” difundidos pelo especial. Diante da escalada conflituosa, a Netflix emitiu um comunicado antes do protesto desta quarta. “Respeitamos a decisão de qualquer funcionário que decide protestar e admitimos que temos muito mais trabalho pela frente na Netflix e em nosso conteúdo”, informou a plataforma, ressaltando ainda que “compreende o profundo dano que causou”. A organizadora do protesto, Ashlee Marie Preston, disse que o objetivo da manifestação não foi apenas o especial, mas para demonstrar que qualquer piada preconceituosa pode ter um efeito danoso. “Estamos aqui hoje não porque não saibamos lidar com uma piada, mas porque nos preocupa que as piadas custem vidas. Não é engraçado”, disse, em vídeo que viralizou nas redes sociais. Veja abaixo. A drag Eureka O’Hara de “Ru Paul’s Drag Race”, foi outra que participou da manifestação e destacou: “Se você promove ódio e discriminação, é diretamente a causa”. A manifestação também atraiu vários fãs e defensores de Dave Chappelle, que apareceram com cartazes. “As piadas são engraçadas”, diziam alguns deles.
Ralph Carmichael (1927–2021)
Ralph Carmichael, um prolífico compositor e arranjador de músicas e trilhas, morreu na segunda-feira (18/10) em Camarillo, Califórnia, aos 94 anos. A causa da morte não foi informada. Carmichael iniciou sua longa carreira no início dos anos 1950, quando sua banda escolar apareceu na TV local de Los Angeles. Pouco depois, ele começou a compor músicas incidentais para séries como “I Love Lucy”, “December Bride” e “Bonanza”, entre outras, passando rapidamente a criar trilhas para filmes B e a exercer o cargo de diretor musical de especiais de TV com cantores como Roy Rogers, Bing Crosby, Barbara McNair, Julie London e Anita Bryant. Entre suas trilhas de cinema, destaca-se “A Bolha Assassina”, sci-fi barata de 1958 que lançou a carreira cinematográfica do ator Steve McQueen, e que contou com participação de Burt Bacharah na faixa de abertura. Já na TV, o destaque foi a música-tema de “Minha Mãe, o Carro” (1965). Carmichael compôs a divertida melodia que acompanhava a descrição da premissa da série, sobre a reencarnação da mãe do protagonista (Jerry Van Dyke) como um carro. Ele também se destacou na música popular americana, como arranjador, maestro, pianista e produtor de discos de Nat King Cole, Frankie Laine, Rosemary Clooney, Bing Crosby e Roger Williams. Entre os nove álbuns que gravou com Cole, encontra-se o clássico “The Magic of Christmas”, de 1960, que se tornou um dos discos de Natal mais tocados de todos os tempos. O compositor fundou sua própria gravadora em 1968, especializando-se em lançar artistas cristãos, como Andrae Crouch, os Continental Singers, Cliff Richard e seu próprio grupo de estúdio, The Young People. Creditado por escrever mais de 300 canções gospel, Carmichael também assinou a trilha do filme religioso “A Cruz e a Navalha” (1970), em que o cantor Pat Boone vivia um padre em luta contra jovens delinquentes. Ele ainda serviu por vários anos como presidente da Associação da Música Gospel dos EUA, ocasião em que chegou a ser conhecido como o “Pai da Música Cristã Contemporânea”. Mas o rótulo não foi seu único reconhecimento. Carmichael entrou para o Hall of Fame da Música Evangélica em 1985 e um ano depois publicou uma autobiografia em que falava de sua fé, batizada com o nome de uma de suas gravações de gospel mais famosas, “He’s Everything to Me”. Em 1994, ele recebeu o Grammy gospel, o Dove Award, por seu disco “Strike Up the Band”, e ainda foi homenageado no Hall of Fame dos Difusores Religiosos em 2001. Lembre abaixo a música-tema de “Minha Mãe, o Carro”.












