Clipe do grupo feminino Blackpink quebra recordes no YouTube
Sensação feminina do K-pop, o grupo sul-coreano Blackpink bateu dois recordes no YouTube com o lançamento do clipe de “Kill This Love”. O vídeo registrou a maior estréia de um vídeo na história da plataforma de streaming, com 56,7 milhões de visualizações em suas primeiras 24 horas. Com a marca, o grupo desbancou a cantora americana Ariana Grande, que tinha o recorde de clipe mais visto em 24 horas por “Thank U, Next”, exibido 55,4 milhões de vezes em sua estreia. Mas não ficou nisso. “Kill This Love” também se tornou o clipe que mais rapidamente bateu a marca de 100 milhões de visualizações no YouTube: em menos de três dias desde seu lançamento – que aconteceu na quinta passada (4/4). Atualmente, a conta está em mais de 142 milhões de visualizações. No início deste ano, a banda já tinha batida um recorde com o clipe de “Ddu-Du Ddu-Du”, como o vídeo de K-pop mais visto de todos os tempos. “Kill This Love” deixou esse sucesso para trás. Com visual colorido e fashion, que lembra antigos clipes de Taylor Swift – mas não tão colorido quanto os clipes do grupo rival de K-pop Red Velvet – , Blackpink vem se firmando como referência no gênero, que tem como equivalente popular masculino o grupo BTS.
Trailer revela documentário “secreto” sobre show icônico de Beyoncé
A Netflix divulgou de surpresa o primeiro trailer de “Homecoming”, um documentário “intimista” sobre Beyoncé, que foi produzido sem alarde. A prévia é “narrada” por uma entrevista com a poeta Maya Angelou, pouco antes de sua morte, dentro do conceito cultural criado pela cantora para o show que inspira o filme. As filmagens acompanham principalmente a apresentação de Beyoncé no Festival de Coachella do ano passado, tanto no palco quanto nos ensaios e bastidores. O espetáculo grandioso se tornou icônico, todo concebido como uma mensagem social e cultural, que traça as contribuições de artistas negros do Sul dos Estados para a formação da cultura americana. Na época, a crítica da apresentação publicada no New York Times considerou o show um dos “mais significativos, absorventes, vigorosos e radicais de um músico americano neste ano, ou em qualquer ano próximo”. O filme será lançado em 17 de abril – por coincidência, logo após o começo da edição deste ano do festival americano de música.
Banda Starcrawler grava cover dos Ramones na trilha de Cemitério Maldito
A banda americana Starcrawler divulgou no YouTube sua gravação da música tema de “Cemitério Maldito”. A música é um “remake”, para usar a terminologia cinematográfica. A faixa é cover do punk rock original dos Ramones, “Pet Sematary”, usado há 30 anos na trilha do primeiro “Cemitério Maldito” (1989). A banda de Los Angeles tem só dois anos de existência, mas é inspirada pela geração punk americana da década de 1970 – além de Ramones, as Runaways, X, New York Dolls e Dead Boys. A nova versão de “Cemitério Maldito” estreou neste fim de semana nos Estados Unidos, com críticas mais positivas que as geradas pelo filme anterior e US$ 25 milhões nas bilheterias. A estreia no Brasil vai acontecer na próxima quinta-feira (9/4). Ouça o cover e compare com o clipe original dos Ramones abaixo.
História do grupo musical Menudo vai virar série da Amazon
A Amazon encomendou uma minissérie sobre a história do grupo Menudo, fenômeno musical adolescente dos anos 1980. Segundo a agência EFE, as filmagens vão começar no verão norte-americano (entre maio e agosto) com locações em Porto Rico, onde a banda foi formada, e no México, país que foi seu maior mercado comercial. A produção é do Piñolywood Studios, que vai traçar, em 15 episódios, desde a origem do grupo até seu estrelado mundial. A atração conta com o envolvimento de Edgardo Díaz, o criador do grupo, e de Ricky Meléndez, um dos primeiros integrantes, que compartilharam histórias de bastidores com os roteiristas. A primeira banda de garotos hispânicos que teve fama mundial foi formada inicialmente pelos irmãos Fernando e Nefty Sallaberry Valls, junto com outros irmãos Carlos, Óscar e Ricky Meléndez. Com esta formação, os Menudos lançaram seu primeiro disco em 1977. Mas o auge do grupo foi nos anos 1980, quando o quinteto se tornou mundialmente conhecido. Com o passar do tempo, vários integrantes foram mudados, lançando para o estrelato jovens até então desconhecidos, como Ricky Martin e Robi Draco Rosa. Mas essa mudança contínua também dispersou fãs e não impediu o envelhecimento da “grife”. Depois de contar com 39 cantores diferentes, o grupo anunciou seu fim em 2009. A expectativa é que a série, provisoriamente batizada com o título de uma música do grupo, “Suba em Minha Moto: A História do Menudo”, seja disponibilizada em 2020 pela Amazon.
Filme da banda Mötley Crüe imita, mas não é Bohemian Rhapsody
Depois do sucesso de “Bohemian Rhapsody”, a fórmula ficou clara. E “The Dirt: Confissões do Mötley Crüe” segue à risca, até nas passagens importantes da “timeline” da banda, picotadas e aceleradas com tratamentos dramáticos superficiais para reduzir a reclamação dos fãs no caso de algum fato ficar de fora (nem que seja um trechinho de uma música). A sensação é de ver na tela a materialização de um verbete da Wikipedia. A principal diferença em relação à cinebiografia do Queen é que o filme do Mötley Crüe não tanta obrigação em incluir “hits”. Afinal, a banda de metal farofa ficou mais famosa pela zona que fez por onde passou do que pelo legado de sua música. E o filme deixa a setlist no backstage para privilegiar o caos que seus quatro integrantes liberaram no mundo, com um toque especial de mau gosto por cortesia de Jeff Tremaine, um dos criadores de “Jackass” e diretor dos filmes da série. Basta dizer que o “cineasta” abre o filme “jorrando” o orgasmo de uma mulher numa cena criada para o público masculino rir. Depois disso, conhecemos os integrantes da banda, que se dividem no voice over executado de forma pobre, do ponto de vista narrativo – o recurso não faz a menor diferença. E, sem maior explicação, a história passa a mostrar apenas o baixista Nikki Sixx (Douglas Booth) em sua infância, até encontrar o baterista Tommy Lee (Machine Gun Kelly), o guitarrista Mick Mars (Iwan Rheon) e o vocalista Vince Neil (Daniel Webber). Será que só para justificar sua entrega às drogas e uma vida de excessos? Bom, Vince e Tommy também cometem seus exageros. Tudo é reducionista nesta versão da história feita para a Netflix. A ponto de bastar o quarteto tocar junto somente uma vez para sair do anonimato. E tudo também é gratuito, como o fato de Tommy Lee socar a cara de uma namorada e depois se casar com Heather Locklear como se fosse um prêmio. O pior é que há uma moral nesta história. Ao final, tudo que aprontaram teria servido para a formação de uma família entre os músicos. É assim que Jeff Tremaine ousa terminar o seu, digamos, streaming. É questionável, mas o importante é ver o Mötley Crüe zoando por aí na primeira metade e rir disso. Desde que, claro, você admita que está se divertindo com um filme ruim, que tenta inclusive uma quebra de quarta parede para driblar suas deficiências e explicar o que o filme deixa de contar. A graça, claro, esvai-se quando o diretor tenta alguma dramaticidade na segunda metade da história, com resultado arrastado, enfadonho, que escancara o quanto os atores são fracos e estavam disfarçados (com perucas) de engraçadinhos até então. Tirando Iwan Rheon, que esteve em “Game of Thrones”, nenhum dos demais dá conta de interpretar algo além da caricatura. A verdade é que, mesmo com produção dos integrantes verdadeiros da banda, um filme sobre o Mötley Crüe só poderia dar mesmo nisso. A surpresa seria um filme bom. Claro que, para isso, precisaria-se de um diretor um pouquinho apaixonado pela música da banda. Já que é difícil, pelo menos que fosse alguém com algo mais na carreira além da tombos e escatologia barata.
Novo clipe dos Jonas Brothers cita Game of Thrones e evoca Miami Vice
Os Jonas Brothers laçaram um de seus melhores clipes, acompanhando a música “Cool”, em que recriam a vibe de “Miami Vice”. Dirigido por Anthony Mandler – que também fez o clipe de “Sucker” – , o vídeo é uma homenagem a uma era saudosa da MTV, em que artistas apareciam em cenas de praia, repletas de mulheres de biquíni, e usando ternos de cor pastel sobre camisetas claras. Não falta sequer os óculos escuros, a obsessão pelo penteado ligeiramente imperfeito e a cena panorâmica num iate, elementos icônicos do pop dos anos 1980. O visual combina com uma letra que é pura massagem de ego. “Quando crescer, quero ser igual a mim”, diz Kevin Jonas, depois do refrão grudar forte – “Estou me sentindo tão cool”, repete sem parar o melhor cantor do grupo. Outro detalhe divertido da letra surge quando Joe Jonas assume os vocais e passa descrever que chegar em casa é se sentir “vencendo como em ‘Game of Thrones'”, numa clara referência a quem ele encontra neste momento – sua noiva Sophie Turner, a Sansa Stark. A maior surpresa fica por conta da forma espontânea como os vocais soam, às vezes quase improvisados, para injetar um pouco de criatividade no padrão redondinho do hit pop. Pode não parecer, mas a experiência como ator de Kevin Jonas melhorou muito sua interpretação musical.
Anitta vira Netflix com lançamento de 10 clipes simultâneos
Anitta virou Netflix. A cantora lançou todos os clipes de seu novo álbum de uma vez, 10 vídeos simultâneos com as músicas do disco “Kisses”. A estratégia tinha sido ensaiada no EP “Solo”, no ano passado. Mas na época eram só três clipes – dirigidos por João Papa, que está de volta na nova leva. Agora é Beyoncé total – ou, como diriam os Titãs, tudo ao mesmo tempo agora – , chegando a usar o título de uma música da cantora americana (“Formation”) no refrão espanhol da faixa que abre sua nova temporada. A temporada completa revela uma grande variedade de estilos, parcerias, caras e línguas de Anitta, que vão de momentos supercoreografados ao despojamento absoluto – o batido clipe no estúdio de gravação. Há a assumida intenção de transformar o lançamento – seu primeiro álbum em quatro anos – em evento. E com colaborações tão disparatadas quanto Snoop Dogg e Caetano Veloso, não há como ignorá-lo. Mas, no fundo, o conjunto desperta mais monotonia que encantamento, já que soa pasteurizado, previsível, dos beijos em homens, mulheres e objetos cenográficos (que às vezes também são homens e mulheres), à produção musical linear, sem solavancos, sem o pancadão que faz tudo tremer, enterrando mensagens empoderadas (sensacional a inclusão do autoexame de mama) sob arranjos de pop de menininha. O álbum é trilíngue e parece dizer uma coisa só. Anitta quer fazer sucesso pop internacional, seguindo tendências populares, do reggaeton ao trap. Mas, sabe como é, a legítima tática Beyoncé total é lançar modas em vez de apenas segui-las. Assim, fica difícil concluir se os vestígios de originalidade sufocados em três músicas novas devem ser comemorados ou lamentados, já que são promessas cumpridas pela metade – meia “Banana”, semi “Atención” e quase uma “Onda Diferente”, com momentos, refrões, ganchos melhores que suas produções. Mais que as músicas genéricas, a versão Netflix de Anitta destaca a overdose expositiva da cantora, que no começo queria chamar atenção do público apenas uma vez por mês, com um lançamento diferente a cada 30 dias. Agora é Anitta o tempo todo, todo o tempo. Sua escalada foi tão rápida e vertiginosa que talvez não tenha percebido que uma “paradinha” também ajuda o público a não se cansar.
Ariana Grande celebra amizade com Victoria Monét em clipe repleto de emojis
Ariana Grande se juntou à amiga Victoria Monét para lançar o clipe de “Monopoly”. Com visual low-tech, gravado com uma câmera caseira dos anos 2000 (com resolução pior que vídeo de celular) e editado com efeitos antiquados de texto e emojis, o vídeo é um grande contraste com as superproduções da cantora. Mas reflete a carreira da música. Originalmente chamada “She Got Her Own”, foi gravada por Ariana em 2016, mas nunca lançada oficialmente. Virou sobra. Até que a cantora e Monét a apresentaram ao vivo em um show recente. O clipe celebra a amizade das duas, que dançam, conversam, lembram intimidades, fazem revelações e atiram pra longe palavras que consideram negativas, como “haters” e “Trump”. Ariana ainda aproveita para cantar: “Gosto de mulheres e homens (yeah)”. Monét não é a única miga que participa do vídeo. A direção é de Alfredo Flores & Ricky Alvarez. O primeiro dirige os vídeos de turnê de Ariana e o segundo é um antigo dançarino dos shows. Ariana e Alvarez até foram namorados há três anos, na época da gravação original da canção.
Rammstein volta após dez anos com clipe superproduzido e polêmico
A banda alemã de metal industrial Rammstein voltou à ativa de forma bombástica, após dez anos sem lançar discos. Primeiro clipe de seu novo álbum, “Deutschland” (Alemanha) explodiu no YouTube e impactou as redes sociais por trazer menções ao holocausto, gerando críticas da comunidade judaica. A presidente do Congresso Judeu Europeu, Charlotte Knobloch, chegou a dizer que a banda passou dos limites. “Com esse vídeo, eles passaram do ponto. A instrumentalização e tratar o Holocausto como algo trivial, como mostram as imagens, é irresponsável”, ela reclamou ao tabloide Bild. Felix Klein, da comissão que combate antissemitismo no governo alemão, foi no mesmo tom. “É uma exploração desrespeitosa em nome de uma liberdade artística.” O clipe é uma superprodução. E uma porrada como a música da banda, repleto de imagens violentas, que traçam a História da Alemanha, sempre cercada de mortes, desde os tempos do império romano até um enterro sci-fi no espaço sideral. O nazismo faz parte desta História, assim como as cruzadas, os conflitos entre católicos e protestantes, os comunistas de Berlim Oriental, a tragédia do zepelim de Hindeburg, os terroristas da extrema esquerda dos anos 1970 e os protestos incendiários da extrema direita atual, todos representados na obra. Os integrantes da banda atuam como personagens dessa convulsão histórico-social, enquanto a própria Alemanha (Germania) é representada por uma modelo negra (Ruby Commey), que simboliza as lutas do país e seu destino inexorável, rumo à morte. Cheio de simbolismo, o clipe tem quase 10 minutos, que passam voando diante de tanta criatividade – numa das cenas, Germania dá luza a um lobo, pelas mãos ensanguentadas de um cardeal. Polêmico, claro, como a música da banda – e como se espera de seus clipes após “Mein Teil”(2004). Mas não antissemita. Muito antes pelo contrário. A direção é de Specter Berlin, pseudônimo de Eric Remberg, um respeitado diretor alemão de publicidade, designer e fundador do selo de rap Aggro Berlin, que em 2017 transformou um álbum do rapper Marteria em filme – “Antimarteria”.
Evento Star Wars in Concert vai acontecer no Brasil pela primeira vez
O “Star Wars in Concert” ganhará uma versão brasileira pela primeira vez. O evento exibe o famoso filme de George Lucas, lançado nos cinemas como “Guerra nas Estrelas” em 1977 (e rebatizado “Star Wars: Uma Nova Esperança” em 1981), com a presença de uma orquestra sinfônica ao vivo. A apresentação acontecerá no mês de abril em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em SP, a exibição está marcada para o dia 20, no Allianz Parque, com preços que variam de R$ 125 a R$ 460. No Rio, ela será no dia 27, na Jeunesse Arena, com valores entre R$ 120 e R$ 420. Os ingressos podem ser comprados pelos sites Ingresso Rápido e Guichê Web. O detalhe é que as orquestras responsáveis por executar a icônica trilha de John Williams são brasileira. A trilha paulista será fornecida pela Orquestra Sinfônica Villa Lobos, formada por músicos da OSESP (Orquestra Sinfônica de São Paulo) e OSMSP (Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo). Já no Rio, o concerto será realizado pela OSB (Orquestra Sinfônica Brasileira). Ambas as apresentações serão regidas pelo maestro brasileiro Thiago Tibério, que rege apresentações dos filmes da Disney em todo o mundo.
Censura chinesa à Bohemian Rhapsody irrita fãs do Queen e gays do país
A censura sofrida por “Bohemian Rhapsody” nos cinemas da China foi lamentada por fãs do Queen e gays do país. Os censores locais decidiram cortar uma série de cenas relacionadas à sexualidade de Freddie Mercury (Rami Malek), as referências à Aids e os momentos em que a banda consome drogas. “As cenas deletadas afetam a história. O filme é sobre como Freddie encontrou sua identidade, e sua sexualidade é parte disso”, disse Peng Yanzi, ativista de direitos LGBTQIA+ na China e fã de longa data do Queen, em entrevista à revista americana Billboard, que realizou reportagem sobre a polêmica. Outra ativista, Hua Zile, fez questão de comparar a versão chinesa de “Bohemian Rhapsody” com a exibida no território semiautônomo de Hong Kong, que não sofreu censura. “É uma pena o que eles fizeram com o filme”, comentou. “Isso enfraquece a identidade gay do personagem. É desrespeitoso à experiência real de Mercury, e deixa o personagem superficial. Não o vemos crescendo”. Entre as cenas cortadas pelos censores chineses, estão o momento em que Mercury diz para Mary Austin, então sua mulher, que pode não ser heterossexual. O momento em que o vocalista conta aos companheiros de banda que tem AIDS ficou sem o áudio. Su Lei, que trabalha como contadora, disse à Billboard que leu a biografia de Mercury antes de assistir ao filme. “Os cortes foram desnecessários. É uma nova era na China, influenciada por produtos do Ocidente. Todo mundo seria capaz de entender e aceitar [a sexualidade do personagem]”, disse. A lei chinesa não proíbe a exibição da homossexualidade nos cinemas, mas veta expressamente os temas LGBTQIA+ na TV e nos serviços de streaming disponíveis no país. Apesar disso, os censores chineses costumam não autorizar a exibição de filmes com personagens LGBTQIA+. Filmes americanos premiados como “O Segredo de Brokeback Mountain” e “Moonlight” não estrearam no país, e até a versão para menores de “Deadpool 2” (que inclui um casal lésbico de super-heroínas) precisou fazer cortes para entrar na China.
Banda Sex Pistols vai ganhar cinebiografia
A carreira intensa e meteórica da banda Sex Pistols, que deu início à era punk no Reino Unido, vai virar filme. Segundo a imprensa britânica, a produtora Starlight Films já está trabalhando na pré-produção do longa, incentivada pelo sucesso de “Bohemian Rhapsody”, sobre a banda Queen. “Ficamos impressionados com aos números de bilheteria de ‘Bohemian Rhapsody’. Isso só serve para mostrar que o público tem apetite por esses filmes”, disse a produtora Ayesha Plunkett ao jornal Daily Mail. Mas não se deve esperar uma grande produção como a história do Queen ou o vindouro “Rocketman”, sobre Elton John. Ayesha Plunkett é uma produtora especializada em, digamos, filmes de baixo orçamento – e quando são apenas medíocres, é um bônus. Quem tiver curiosidade sobre a história dos Pistols sempre pode procurar o clássico “Sid & Nancy” (1986), que está disponível em alguns serviços de streaming.
Rocketman pode cortar homossexualidade de Elton John para ser exibido para menores
Uma cena de “Rocketman”, cinebiografia de Elton John, pode ser cortada para o filme ser lançado com classificação para menores. Segundo apurou o tabloide britânico Daily Mail e confirmou o Guardian, são cerca de 40 segundos, que representam o momento em que o cantor assume sua sexualidade de forma mais clara na produção. Na cena, Elton John, vivido por Taron Egerton (“Robin Hood”), aparece na cama sem roupas com seu empresário e amante, interpretado por Richard Madden (“Game of Thrones”). O diretor Dexter Fletcher estaria sob pressão do estúdio Paramount para tirar o trecho do filme, que assim seria liberado para maiores de 13 anos nos Estados Unidos. O problema do estúdio é que Elton John teria dado carta branca ao diretor para que mostrasse o que bem entendesse, não importando qual fosse a classificação indicativa final da obra. Fletcher foi quem assumiu a direção de “Bohemian Rhapsody” após a demissão de Bryan Singer, que causou tumultos no set e ainda enfrentou denúncias de abuso sexual no ano passado. Mesmo com estes problemas, a cinebiografia da banda Queen acabou estourando as bilheterias e vencendo vários prêmios, inclusive o Oscar de Melhor Ator para Rami Malek. Assim como Freddie Mercury, Elton John tinha uma namorada (Linda Woodrow) e dizia-se bissexual nos anos 1970. Foi até além: foi casado com uma mulher (a engenheira de som alemã Renate Blauel) durante quatro anos na década de 1980. Ele só se assumiu gay em 1992, logo após a morte do cantor do Queen por Aids e um ano antes de conhecer seu marido, David Furnish. “Rocketman” tem previsão de estreia para 30 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.







